segunda-feira, 13 de abril de 2026

Segunda-feira Luminosa

13 de Abril de 2026 (CC) / 31 de Março (CE)
S. Hipácio, bispo de Gangre, hieromártir († séc. IV).
Semana Sem Jejum


«Cristo ressuscitou dos mortos,
Pisoteando a morte com Sua morte,
E outorgando a vida
Aos que jaziam nos sepulcros!»

Santo Hipácio foi bispo de Gangra, cidade da Paflagônia, região histórica da Ásia Menor em torno do Mar Negro e província romana no século III. De acordo com sua "Vita" Hipácio sucedeu o bispo de Gangra Atanásio, no século IV, e suas principais atividades pastorais foram a luta contra os pagãos , fundação de mosteiros, construção de igrejas e o estabelecimento de um hospital aberto a todos. Foi escritor de obras espirituais, incluindo uma interpretação dos "Provérbios de Salomão". Participou do Concílio de Nicéia (325) e seu nome também está na lista dos participantes do Concílio de Gangra (340). 
 
Em algum momento do século IV, depois de 340, ele foi atacado e apedrejado pelos hereges Novacianos, escondidos em um barranco perto de Luciana, Novacianos eram seguidores da doutrina de cismático bispo Novaciano, do terceiro século, que representava uma corrente de rigor exagerado nas questões disciplinares e penitenciais, especialmente em relação aos "lapsi", ou seja, aqueles cristãos que tinham negado a fé durante as perseguições para evitar o martírio, e que depois queriam voltar a serem admitidos como cristãos.


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Atos 1:12-17, 21-26

Fragmento 2 - Naqueles dias, os Apóstolos voltaram a Jerusalém do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, na distância da jornada do sábado. E ao chegarem, foram para o cenáculo, onde estavam hospedados, Pedro e Tiago, João e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu e Simão, o Zelote e Judas, irmão de Tiago. Todos eles permaneciam unâ-nimes em oração e súplica, com algumas mulheres e Maria, mãe de Jesus, e com Seus irmãos. E, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: “Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acer-ca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus. É necessário, pois, que, dos homens que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, come-çando desde o batismo de João até ao dia em que de entre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição”. E apresentaram dois: José, chamado Barsa-bás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias. E, orando, dis-seram: “Tu, Senhor, conhecedor dos corações de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste mi-nistério e apostolado, do qual Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar”. E, lançando lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze Apóstolos.

Comentário dos Atos dos Apóstolos




João 1:18-28

Fragmento 2 - Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, Esse O revelou. E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: “Quem és tu?” E confessou, e não negou; confessou: “Eu não sou o Cristo”. E perguntaram-lhe: “Então quê? És tu Elias?” E disse: “Não sou”. “És tu, o profeta?” E respondeu: “Não”. Disseram-lhe pois: “Quem és? para que demos resposta àqueles que nos enviaram; que dizes de ti mesmo?” Disse: "Eu sou a 

‘Voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor,’

Como disse o profeta Isaías”. E os que tinham sido enviados eram dos fariseus. E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: “Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?” João respondeu-lhes, dizendo: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está Um a Quem vós não conheceis. Este é Aquele que vem após mim, que é antes de mim, do Qual eu não sou digno de desatar a correia da alparca”. Estas coisas aconteceram em Betabara, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

COMENTÁRIO 

    “Ninguém jamais viu a Deus”: Refere-se à essência divina (ousia), que é absolutamente inacessível à criatura.  Mesmo os profetas do Antigo Testamento não viram Deus em Sua essência, mas apenas manifestações (teofanias).


“O Filho Unigênito… O revelou”: Cristo é o único que conhece perfeitamente o Pai, pois é consubstancial (ὁμοούσιος) com Ele. A revelação de Deus não é apenas verbal, mas ontológica: Cristo revela o Pai por Quem Ele é.


Somente o Filho pode revelar plenamente o Pai, porque participa da mesma natureza divina.


        O Testemunho de João Batista


João nega ser o Cristo, apesar da grande estima do povo.


Nega ser Elias ou “o profeta” no sentido esperado pelos judeus, conforme fora prometido por Moisés no Deuteronômio.


Define-se apenas como: “Voz do que clama no deserto”, conforme a profecia de Isaías.


João não apenas se coloca abaixo de Cristo, mas abaixo até do mais humilde servo, que desatava as sandálias. Além disso, João reconhece que seu batismo é externo (com água), enquanto Cristo traz o batismo interior (Espírito Santo).


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