Tom 1
«Cristo ressuscitou dos mortos,
Pisoteando a morte com Sua morte,
E outorgando a vida
Aos que jaziam nos sepulcros!»
Os Santos Herodião, Ágabo, Asíncreto, Rufo, Flegonte e Hermes estão entre os Setenta Apóstolos, escolhidos por Cristo e enviados por Ele para pregar o Evangelho. (Sinaxe dos Setenta Apóstolos: 4 de janeiro).
O Santo Apóstolo Herodião era parente de São Paulo, e seu companheiro de muitas viagens. Quando o Cristianismo se espalhou para a Península dos Balcãs, os Apóstolos Pedro e Paulo estabeleceram São Herodião como Bispo de Patara. São Herodião zelosamente pregou a Palavra de Deus e converteu muitos dos pagãos gregos e judeus ao cristianismo. Enfurecidos pela pregação do discípulo, os idólatras e judeus de comum acordo caíram sobre São Herodião, e o agrediram com paus e pedras. Um deles o feriu com uma faca, e o santo caiu. Mas quando os assassinos foram embora, o Senhor lhe restaurou dos ferimentos. Depois disso, São Herodião continuou a acompanhar o apóstolo Paulo por muitos anos ainda. Quando o Apóstolo Pedro foi crucificado (+ c. 67), São Herodião e Santo Olimpo foram decapitados pela espada na mesma época.O Santo Apóstolo Ágabo tinha o dom da profecia. Ele previu (Atos 11: 27-28) a fome durante o reinado do imperador Cláudio (41-52), e predisse o sofrimento do apóstolo Paulo em Jerusalém (Atos 21:11). Santo Ágabo pregou em muitas terras, e converteu muitos pagãos ao Cristianismo. São Rufo, a quem o Santo Apóstolo Paulo menciona na Epístola aos Romanos (Rom. 16: 11-15), foi bispo da cidade grega de Tebas. Santo Asíncreto (Rom. 16:14) foi bispo em Hircânia (Ásia Menor). São Flegonte foi bispo na cidade de Maratona (Trácia). São Hermes foi bispo na Dalmácia (há um outro Apóstolo dos Setenta com nome de Hermas, que foi bispo na cidade de Trácia de Filipópolis). Todos estes discípulos, pelos seus serviços intrépido a Cristo, passaram por grandes e ferozes sofrimentos e receberam a digna coroa de um mártir.Comemoração de São Celestino I, Patriarca de RomaFoi papa da Igreja de Roma entre os anos 422 e 432. Nasceu em Roma e, depois de ter vivido vários anos em Milão, junto de Santo Ambrósio, foi eleito papa em 10 de setembro de 422, sucedendo São Bonifácio I (418-422). Enfrentou as doutrinas heréticas pelagianas que se haviam difundido, sobretudo na Gálias e na Britânia. Confiou a Cirilo de Alexandria a tarefa de renegar Nestório e conseguiu a condenação do nestorianismo, primeiramente no Sínodo de Roma (430).
De acordo com Nestório, Jesus não era Deus quando nasceu e, portanto, Maria não era Mãe de Deus, mas apenas Mãe de Cristo. O Concílio de Éfeso, na Ásia Menor, entre os dias 22 de Junho a 31 de Julho, reconheceu e proclamou oficialmente a Maternidade Divina de Maria. Construiu a basílica de Santa Maria Maior, para comemorar a vitória no Concílio. Finalmente, a heresia nestoriana foi condenada.
Enviou São Patrício à Irlanda e São Germano à Bretanha, e foi o primeiro Papa a enviar missionários para a Escócia. Foi o 43º sucessor no trono de Roma. Morreu em 27 de setembro, em Roma, e foi sucedido pelo Papa Sixto III (432-440), que edificou no monte Esquilino outro templo em honra de Nossa Senhora, com uma sólida e bem dimensionada estrutura, formosas colunas jônicas e três magníficas naves, que permanecem até hoje.
Tropária e Kondákia Para Às Terças-feiras
Comemoração São João Batista
Tropárion, Tom 2: A memória dos justos é de louvor, / e o testemunho do Senhor te basta, ó Precursor: / pois foste considerado verdadeiramente mais honrado do que os profetas, / visto que foste julgado digno de batizar nas águas aquele que foi anunciado. / Portanto, tendo sofrido pela verdade e se alegrado, / anunciaste aos que estavam no Hades as boas-novas de Deus manifestado em carne, / que tira o pecado do mundo, // e nos concede grande misericórdia.
Kondákion, Tom 2: Profeta de Deus e Precursor da graça, / tendo encontrado tua cabeça da terra como um espinho santíssimo, / sempre recebemos cura, // pois novamente, como antes, pregas o arrependimento no mundo.
Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
LITURGIA
Atos 4:1-10
§10 - Enquanto os Apóstolos falavam ao povo, sobrevieram-lhes os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, doendo-se muito de que eles ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos, deitaram mão neles, e os encerraram na prisão até o dia seguinte; pois era já tarde. Muitos, porém, dos que ouviram a palavra, creram, e se elevou o número dos homens a quase cinco mil. No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as autoridades, os anciãos, os escribas, e Anás, o Sumo Sacerdote, e Caifás, João, Alexandre, e todos quantos eram da linhagem do Sumo Sacerdote. E, pondo-os no meio deles, perguntaram: “Com que poder ou em nome de quem fizestes vós isto?” Então Pedro, cheio do Espírito Santo, lhes disse: “Autoridades do povo e vós, anciãos, se nós hoje somos inquiridos acerca do benefício feito a um enfermo, e do modo como foi curado, seja conhecido de vós todos, e de todo o povo de Israel, que em Nome de Jesus Cristo, o Nazareno, Aquele a Quem vós crucificastes e a Quem Deus ressuscitou dentre os mortos, nesse Nome está este aqui, são diante de vós”.
João 3:16-21
§10 - Disse o Senhor: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que n’Ele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem crer n’Ele não é condenado; mas quem não crer já está condenado, porquanto não crer no Nome do Unigênito Filho de Deus. E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. Porque todo aquele que faz o mal odeia a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus”.
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O QUE É UMA RADONITSA
Neste dia, terça-feira da semana de São Tomé, segundo a ordem instituída pelos nossos Santos Padres, trazemos à memória, na alegria Pascal, todos aqueles que morreram desde o início dos tempos na fé e na esperança de ressurreição e vida eterna.
Tendo celebrado anteriormente a radiante festa da gloriosa Ressurreição de Cristo, os fiéis hoje comemoram os mortos com a piedosa intenção de partilhar a grande alegria desta festa Pascal com aqueles que partiram desta vida na esperança da sua própria ressurreição. Esta é a mesma bendita alegria com que os mortos ouviram nosso Senhor anunciar Sua vitória sobre a morte quando Ele desceu ao Hades, conduzindo assim pela mão as almas justas da Antiga Aliança ao Paraíso. Esta é a mesma repentina alegria que as Santas Mulheres Portadoras de Mirra experimentaram ao descobrir o túmulo vazio e as vestes funerárias intactas. Além disso, esta é a mesma alegria luminosa que os Santos Apóstolos encontraram no Cenáculo, onde Cristo apareceu, embora as portas estivessem fechadas. Em suma, esta festa é uma alegria semelhante, para celebrar a luminosa Ressurreição com os nossos antepassados Ortodoxos que adormeceram.
Há evidências da comemoração dos mortos no dia hoje nos escritos dos Padres da Igreja.
Santo Ambrósio de Milão (340 – 397) diz em um de seus sermões:
“É verdadeiramente digno e justo, irmãos, que depois da celebração da Páscoa, que celebremos os Santos Mártires, compartilhando nossa alegria por eles como participantes dos sofrimentos do Senhor, para anunciar a glória da ressurreição do Senhor”.
Embora estas palavras de Santo Ambrósio se refiram aos mártires, podem ser uma indicação do nosso costume de comemorar os falecidos depois da Páscoa, na segunda ou terça-feira da Semana de São Tomé, porque o início das comemorações solenes na fé dos que morreram é estabelecido no Igreja da Nova Aliança como um costume piedoso em memória dos mártires, tanto dos mártires mortos na Antiga Aliança, como, também, os demais mortos.
São João Crisóstomo menciona a comemoração dos mortos realizada na terça-feira da semana de São Tomé em sua “Homilia Sobre o Cemitério e a Cruz”:
Hoje, os fiéis falecidos são lembrados nas Divinas Liturgias, a ‘koliva’ é preparada e abençoada nas igrejas em memória daqueles que adormeceram, e as sepulturas Ortodoxas nos cemitérios são abençoadas pelos sacerdotes e visitadas pelos Fiéis. Esmolas diárias são dadas aos pobres. Além disso, deve-se notar que devido à grande alegria espiritual que esta comemoração jubilosa traz, ela é chamada na língua eslava, 'Radonitsa', ou "Dia de Alegria".
Os Koliva:
Kollyva (grego: Κολλυβα), é uma oferta de trigo cozido que é abençoado liturgicamente. em conexão com os Serviços Comemorativos na Igreja em benefício dos falecidos. Os Kollyva simbolizam a ressurreição dos mortos no dia da Segunda Vinda do Senhor. São Paulo disse: "O que tu semeias não ganha vida se não morrer" (1 Coríntios 15:36); e o Senhor diz: "Se um grão de trigo não cair na terra e morrer, ele permanece só; mas se morre, dá muito fruto” (João 12:24).
Assim, assim como o trigo é enterrado no solo e se desintegra sem realmente morrer, mas é mais tarde regenerado em uma nova planta que produz muito mais frutos do que ele mesmo, assim o corpo do cristão será ressuscitado da própria matéria corruptível da qual agora é feito; no entanto, ressuscitará não na sua anterior substância carnal, mas numa essência incorruptível que “revestirá o corpo mortal com uma veste imortal”, nas palavras de São Paulo (1 Coríntios 15:53).
Os Kollyva, então, simbolizam a esperança apostólicamente enraizada na ressurreição dos mortos como a única eventualidade que dá sentido, e alcança a perfeição almejada por parte do indivíduo que leva sua vida para ser uma vida significativa divinamente ordenada para sempre.
O Arcebispo Gabriel da Filadélfia, do século 16, escreveu que os Kollyva são símbolos da ressurreição geral, e os vários ingredientes adicionados ao trigo significam muitas virtudes diferentes.
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