segunda-feira, 20 de abril de 2026

2ª Segunda-feira da Páscoa


20 de Abril de 2025 (CC) - 07 de Abril (CE)
Venerável George , o Confessor, bispo de Mitylene (820); 
Novo Hieromartir Arcádio,  Sacerdote (1933); Mártir Eudócia (1939); 
Venerável Daniel, o Abade, de Pereyaslavl-Zalesski (1540); 
Mártir Calliopus em Pompeiopolis, na Cilícia (304); 
Mártires Rufinus, Diácono, Aquilina, e 200 soldados em Sinope (310); 
Venerável Serapião do Egito, monge (5º séc.); 
Venerável Nilo, Abade de Sora (1508); Venerável Serapião Arcebispo de Novgorod; 
O Ícone Bizantino da Mãe de Deus; São George, Patriarca de Jerusalém (807);
São Gerasimus de Bizâncio (1739); Venerável Leucius, Abade de Volokolamsk (1492); 
São Govan da Cornualha



Por causa de suas grandes virtudes, que ele alcançou através de uma longa e difícil mortificação, Jorge foi escolhido e investido como Metropolita de Mitilne. Este santo governou seu rebanho espiritual prudente e zelosamente até uma velhice madura. Quando uma perseguição começou sob Leão V, o Armênio, que, ao destruir os santos ícones, chamou este santo ancião à Constantinopla para uma assembleia de bispos convocada por ele e, cuja intenção era para descontinuar a veneração dos ícones; Jorge não apenas recusou cumprir o desejo do maligno Imperador, também - com outros corajosos bispos – se pôs em defesa dos santos ícones. Por isto, São Jorge foi ridicularizado e condenado ao exílio pelo Imperador para a região de Cherson. Lá suportou todas as sortes de aflições físicas e privações pelos anos restantes de sua vida.

Jorge morreu e foi transladado para vida eterna no ano 816. Por causa de sua grande santidade e amor para com o Senhor Jesus, o santo foi um grande operador de milagres, tanto em sua vida como depois de sua morte.

Comemoração de São Kaliópios, Rufinos e Akylina 
Kaliópios foi o único filho concedido por Deus a um senador de Perga, na Panfilia em virtude das muitas lágrimas do senador em oração. Em sua tenra juventude, sua devota mãe, Teoclea, o ensinou a honrar a Deus e a viver uma vida casta. Kaliópios era ainda criança quando um terrível perseguição começou durante o reino do Imperador Maximiano. Para poupa-lo da morte, sua mãe o colocou em um bote, deu-lhe uma grande quantia de dinheiro e o mandou para a cidade de Pompeiópolis. Entretanto, Deus em Sua Divina Providência, planejou o contrário. Chegando em Pompeiópolis, Kaliópios caiu no meio de uma tumultuosa celebração politeísta. Quando se recusou participar desta festa ridícula, à insistência da turba enlouquecida, foi empurrado ao comandante Maximus, perante o qual Kaliópios confessou ser cristão. O comandante ordenou que o santo fosse espancado com canas e queimado no fogo. Totalmente tomado por ferimentos, Kaliópios foi jogado na prisão. Tomando ciência das torturas de seu filho, Teoclea distribuiu toda sua propriedade aos pobres e necessitados e foi estar com seu filho na prisão. Ao entrar na prisão, Teoclea se prostrou perante seu filho e tratou de suas feridas. 

Finalmente, o comandante pronunciou a sentença final: Kaliópios deveria ser crucificado. Alegria e dor se misturaram no coração de sua mãe. Quando eles trouxeram seu filho para o lugar da execução, ela deu cinco peças de ouro aos executores para ter seu filho crucificado, não como o Senhor foi, mas sim de cabeça para baixo, como fora com o Apóstolo Pedro. Teoclea fez isso cheia de humildade perante o Senhor. Kaliópios foi crucificado de cabeça para baixo na Quinta Feira Santa. Sua mãe permaneceu debaixo da cruz dando louvores a Deus. No segundo dia, quando eles removeram seu corpo sem vida da cruz, Teoclea caiu sobre seu filho e ela mesmo, morreu. Assim, os dois se apresentaram perante o Trono do Rei da Glória juntos. Kaliópios e Teoclea honrosamente padeceram no ano 304. 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Atos 3:19-26

Fragmento 9 - 
Naquele tempo, Pedro disse ao povo: Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos peca-dos, de sorte que venham os tempos de refrigério, da presença do Senhor, e envie Ele o Cristo, que já dantes vos foi indicado, Jesus, ao Qual convém que o céu receba até os tempos da res-tauração de todas as coisas, das quais Deus falou pela boca dos Seus santos Profetas, desde o princípio. Pois Moisés disse: Sus-citar-vos-á o Senhor vosso Deus, dentre vossos irmãos, um Pro-feta semelhante a mim; a Ele ouvireis em tudo quanto vos dis-ser. E acontecerá que toda alma que não ouvir a Esse Profeta, será exterminada dentre o povo. E todos os Profetas, desde Samuel e os que sucederam, quantos falaram, também anuncia-ram estes dias. Vós sois os filhos dos Profetas e do pacto que Deus fez com vossos pais, dizendo a Abraão: Na Tua descen-dência serão abençoadas todas as famílias da terra. Deus susci-tou a Seu Servo, e primeiramente a vós O enviou, para que vos abençoasse, desviando-vos, a cada um, das vossas maldades.

João 2:1-11

Fragmento 6 - 
E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; e estava ali a mãe de Jesus. E foi também convidado Jesus e os Seus discípulos para as bodas. E, faltando vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. Disse-lhe Jesus: Mulher, o que temos nós com isto? Ainda não é chegada a Minha hora. Sua mãe disse aos serventes: Fazei tudo quanto Ele vos disser. E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam dois ou três almudes. Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. E disse-lhes: Tirai agora, e levai ao mestre-sala. E levaram. E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os serventes que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo, e disse-lhe: Todo o homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. Jesus principiou assim os Seus sinais em Caná da Galileia, e manifestou a Sua glória; e os Seus discípulos creram n’Ele.



MARIA E O MILAGRE DAS BODAS DE CANÁ

Para boa parte dos evangélicos se obstacula a compreensão do milagre das bodas de Caná, em virtude de uma tradução mal elaborada e infeliz do diálogo de Jesus com sua mãe: à obscura expressão grega (ti emoi kai soi, guinai), literalmente “que a mim e/também a ti, mulher”, várias edições protestantes apresentam a seguinte versão: 


“Mulher, que tenho eu contigo?”
  

Felizmente, algumas edições mais recentes de Bíblias Protestantes vêm se redimindo deste erro grotesco de tradução. Vejamos o texto de algumas versões em inglês e espanhol:
Nova almeida atualizada (Sociedade Bíblica do Brasil)
Mas Jesus respondeu: — Por que a senhora está me dizendo isso? Ainda não é chegada a minha hora.
Nova Versão Transformadora (Editora Mundo Cristão)
“Mulher, isso não me diz respeito”, respondeu Jesus. “Minha hora ainda não chegou.”
New American Bible
“Jesus said to her, Woman, how does your concern affect me? My hour has not yet come."
(Disse-lhe Jesus: No que sua preocupação me diz respeito? Minha hora ainda não é chegada).

New International Version 1984 (US)
"Dear woman, why do you involve me?" Jesus replied. "My time has not yet come."
(Cara Senhora, por que me envolves nisto? Replicou Jesus. Minha hora ainda não chegou).

New Revised Standard Version 1989
“And Jesus said to her, Woman, what concern is that to you and to me? My hour has not yet come."
(E Jesus lhe disse: Mulher, no que isto nos diz respeito?).

Reina-Valera 1995 (Espanhol) 
“Jesús le dijo: -- ¿Qué tiene que ver esto con nosotros, mujer? Aún no ha llegado mi hora.”
(Jesus lhe disse: O que isto tem a ver conosco, mulher? Minha hora ainda não chegou).

La Biblia de Las Americas 1986
“Y Jesús le dijo: Mujer, ¿qué nos va a ti y a mí en esto? Todavía no ha llegado mi hora".
(E Jesus lhe disse: Mulher, o que isto tem a ver conosco? Minha hora ainda não chegou).

New King James Version
“Jesus said to her, Woman, what does your concern have to do with Me? My hour has not yet come."
(Jesus lhe disse: Mulher, o que a sua preocupação tem a ver comigo? Minha hora ainda não chegou).

Em sua aversão ao Catolicismo Romano, o movimento evangélico – na tentativa de negar ou esvaziar a importância da Santa Virgem perante seu Filho – não avalia as consequências teológicas de tal postura:

Ao conceber indiferença e até descaso de Jesus para com Maria, nos faz pensar que Jesus estaria quebrando o primeiro mandamento com promessa: “Honra ao teu pai e a tua mãe”. É inconcebível que um filho de Israel (muito mais ainda Jesus) pudesse pensar numa relação fragmentada com seus familiares e antepassados, principalmente com seus genitores diretos. Nem mesmo a condição messiânica pode comportar tal ideia.

Quando em outra passagem Cristo pergunta: “Quem são minha mãe, meu pai e meus irmãos?” esta fala não é dirigida num colóquio direto com a sua Mãe, mas, sim, dirigida às multidões para ensinar os laços íntimos e familiares para com Ele de todo aquele que faz a vontade de Deus. Tal afirmativa, longe de negar a sublimidade da maternidade de Maria, antes, a ratifica, pois, se mãe e irmãos do Cristo é todo aquele que ouve e guarda a Palavra de Deus, quem melhor do que Maria se encaixa nesta condição? (Lucas 1:45; Apocalipse 12:17)

Portanto, a expressão “Mulher, que temos nós com isto? A minha hora ainda não é chegada” além de expressar melhor o sentido do texto grego, torna-se harmônica com a lógica da narrativa:

Ora, Cristo, Maria e os Discípulos eram convidados e não anfitriões. Então, é lógico que este problema diz respeito aos organizadores da festa e não aos seus comensais. Naturalmente que Ele, Jesus, compreendeu que havia subjetivamente um pedido de sua Mãe para que Ele interviesse miraculosamente, e à esta intenção Ele contrapõe que ainda não era chegada a sua hora.

Pergunta-se: Se ainda não era chegada a hora do Messias manifestar os seus sinais ao mundo, por que então Ele a antecipa? A resposta está na natureza da oração quando praticada por um justo: ela é capaz de “alterar” os desígnios Divinos, sempre como um ato de graça e misericórdia.

Exemplo disto temos no livro do Profeta Isaías, no episódio da doença do rei Ezequias (Is. 38:1-5). O profeta é enviado ao palácio real levando consigo a seguinte mensagem: 
“Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás” (v. 1).
Ao ouvir tal sentença o rei se humilha e chora diante de Deus; pelo que o Senhor fala ao Profeta para retornar ao palácio e dizer a Ezequias que a sua oração foi ouvida e ele não mais morreria.

Assim, também, a Mãe de Deus ao sair da presença do seu Filho, dirige-se à presença dos serventes levando consigo a certeza de que o Filho lhe atenderia e, por isto lhes diz: 
“Fazei tudo quanto ele vos disser”. 
Ora, se Ele tinha Se negado a intervir, o que teria, então, a ordenar aos serventes? Contudo, o Filho de Deus chama os serviçais e ordena-lhes que encham as talhas de água e, assim, opera o milagre da transmutação da água em vinho, fazendo com que a festa prosseguisse com mais cor e glamour do que as primeiras horas.

Pelas intervenção da Mãe de Deus os céus se moveram em favor dos homens e, como é característica própria sua, a Santa Virgem se retira de cena a fim de que a glória seja do seu Filho, o qual é Bendito pelos séculos dos séculos. Amém.

Portanto, desta forma, principia Jesus os seus sinais em Caná da Galileia “antecipando” a hora prevista desde a eternidade para dar início à sua missão.

Este foi o primeiro sinal Messiânico de Jesus, e nele, também podemos ver o primeiro sinal da eficácia das intercessões da Theotókos (Mãe de Deus).

Um outro sinal, dado por Cristo, ainda maior do que este, é revelado ao Apóstolo João, o qual nos relata no Livro do Apocalipse:
"E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias" (Apocalipse 12:1-2, 5-6).

Extraído do Livro “A Mãe de Deus na Espiritualidade do Oriente”,

Pe. Mateus (Antonio Eça), Clube dos Autores, 2007


domingo, 19 de abril de 2026

Domingo de São Tomé

2º DOMINGO DA PÁSCOA: ANTIPÁSCOA
19 de Abril de 2026 (CC) / 06 de Abril (CE)
Santo Eutíquio, Patriarca de Constantinopla († 582)
 Santo Igual aos Apóstolos, Metódio, Arcebispo da Morávia (885)



Santo Eutíquio nasceu na Frigia e era filho de um ilustre casal da cidade de Theia. Estudou em Constantinopla e foi tonsurado monge no monastério de Amasea. No ano de 552, foi enviado como representante de seu bispo à Constantinopla. Sua atuação em Constantinopla atraiu a atenção de Justiniano que o nomeou sucessor do Patriarca Menas. 

Eutíquio presidiu o Concilio Ecumênico de Constantinopla em 533, junto com os Patriarcas de Alexandria e Constantinopla. Anos mais tarde, por discordar das posições teológicas do imperador sobre o monofisismo, foi  exilado para a ilha de Propondite onde, segundo relata seu biógrafo, operou vários milagres. Eutíquio retornou a sua Sede em 577, com a morte de Justiniano. Adormeceu em Cristo em 06 de abril de 582/6.

Breves Vidas dos Santos Cirilo e Metódio

Os santos iguais aos Apóstolos, os primeiros mestres e iluminadores dos eslavos, os irmãos Cirilo e Metódio, vieram de uma família nobre e piedosa que vivia na cidade grega de Tessalônica. São Metódio era o mais velho de sete irmãos, e São Constantino (Cirilo era seu nome monástico) era o mais novo. Inicialmente, São Metódio ocupou um posto militar e serviu como governador de um dos principados eslavos sujeitos ao Império Bizantino, aparentemente a Bulgária, o que lhe proporcionou a oportunidade de aprender a língua eslava. Depois de viver lá por cerca de dez anos, São Metódio fez seus votos monásticos em um dos mosteiros do Monte Olimpo. Desde cedo, São Constantino demonstrou grande habilidade e estudou com o jovem Imperador Miguel sob a tutela dos melhores mestres de Constantinopla, incluindo Fócio , o futuro Patriarca de Constantinopla. São Constantino dominou todas as ciências de sua época e muitos idiomas, e estudou com especial diligência as obras de São Gregório, o Teólogo . Por sua inteligência e conhecimento excepcional, São Constantino recebeu o título de Filósofo (o sábio). Após concluir seus estudos, foi ordenado sacerdote e nomeado curador da biblioteca patriarcal da Basílica de Santa Sofia, mas logo deixou a capital e entrou secretamente em um mosteiro. Descoberto e levado de volta a Constantinopla, foi nomeado professor de filosofia na Escola Superior de Constantinopla. A sabedoria e a força de fé do ainda jovem Constantino eram tão grandes que ele conseguiu derrotar Ânio, o líder dos hereges iconoclastas, em um debate. Após essa vitória, Constantino foi enviado pelo imperador para debater sobre a Santíssima Trindade com os sarracenos (muçulmanos) e também saiu vitorioso. Ao retornar, São Constantino retirou-se para junto de seu irmão, São Metódio, no Monte Olimpo, dedicando-se à oração incessante e à leitura das obras dos Santos Padres.

Logo o imperador convocou os dois santos irmãos do mosteiro e os enviou aos Cazares para pregar o Evangelho. No caminho, pararam por um tempo na cidade de Korsun, preparando-se para a pregação. Lá, os santos irmãos descobriram milagrosamente as relíquias do santo mártir Clemente, Papa de Roma (comemorado em 25 de novembro). Também em Korsun, São Constantino encontrou o Evangelho e o Saltério escritos em "letras russas" [1] , e um homem que falava russo, e começou a aprender com ele a ler e falar seu idioma. Depois disso, os santos irmãos partiram para os Cazares, onde venceram debates com judeus e muçulmanos, pregando o Evangelho. No caminho de volta, os irmãos visitaram Korsun novamente e, levando consigo as relíquias de São Clemente, retornaram a Constantinopla. São Constantino permaneceu na capital, e São Metódio recebeu o abadia do pequeno mosteiro de Polychron, não muito longe do Monte Olimpo, onde havia trabalhado anteriormente.

Logo, embaixadores do príncipe morávio Rostislav, que estava sendo perseguido por bispos alemães, vieram ao imperador com um pedido para que enviasse mestres à Morávia que pudessem pregar na língua nativa dos eslavos. O imperador convocou São Constantino e disse-lhe: "Você deve ir para lá, pois ninguém pode fazer isso melhor do que você". São Constantino, com jejum e oração, embarcou em uma nova empreitada. Com a ajuda de seu irmão, São Metódio, e seus discípulos Gorazd, Clemente, Sava, Naum e Angelar, ele compilou um alfabeto eslavo e traduziu para o eslavo livros essenciais para a Divina Liturgia: o Evangelho, a Epístola, o Saltério e ofícios selecionados. Isso ocorreu em 863.

Após concluírem a tradução, os santos irmãos viajaram para a Morávia, onde foram recebidos com grande honra e começaram a ensinar a liturgia em eslavo. Isso provocou a ira dos bispos alemães, que celebravam a liturgia em latim nas igrejas morávias. Eles se rebelaram contra os santos irmãos, argumentando que a liturgia só poderia ser realizada em uma das três línguas: hebraico, grego ou latim. São Constantino respondeu: "Vocês reconhecem apenas três línguas dignas de louvar a Deus. Mas Davi clama: 'Cantem ao Senhor, toda a terra; louvem o Senhor, todas as nações; que cada respiração louve o Senhor!' E o Santo Evangelho diz: 'Ide e ensinai a todas as nações...'" Os bispos alemães ficaram envergonhados, mas se tornaram ainda mais amargos e apresentaram uma queixa a Roma. Os santos irmãos foram convocados a Roma para resolver a questão. Levando consigo as relíquias de São Clemente, Papa de Roma, os Santos Constantino e Metódio partiram para Roma. Ao saber que os santos irmãos transportavam as relíquias sagradas, o Papa Adriano e seu clero foram ao seu encontro. Os santos irmãos foram recebidos com honras, e o Papa aprovou o uso do eslavo eclesiástico nas celebrações litúrgicas. Ele ordenou que os livros traduzidos pelos irmãos fossem colocados nas igrejas romanas e que a liturgia fosse celebrada em eslavo eclesiástico.

Enquanto estava em Roma, São Constantino adoeceu e, informado pelo Senhor em uma visão milagrosa de sua morte iminente, adotou o esquema com o nome de Cirilo. Cinquenta dias após adotar o esquema, em 14 de fevereiro de 869, São Cirilo faleceu aos 42 anos. Ao partir para Deus, São Cirilo ordenou a seu irmão, São Metódio, que continuasse a obra conjunta: iluminar os povos eslavos com a luz da verdadeira fé. São Metódio pediu permissão ao Papa para levar o corpo de seu irmão para ser sepultado em sua terra natal, mas o Papa ordenou que as relíquias de São Cirilo fossem colocadas na Igreja de São Clemente, onde começaram a operar milagres.

Após a morte de São Cirilo, o Papa, atendendo ao pedido do príncipe eslavo Kocel, enviou São Metódio à Panônia, consagrando-o Arcebispo da Morávia e Panônia, o antigo trono de Santo Andrônico Apóstolo. Na Panônia, São Metódio, juntamente com seus discípulos, continuou a difundir a liturgia, a literatura e os livros em língua eslava. Isso provocou novamente a ira dos bispos alemães. Eles providenciaram a prisão e o julgamento de São Metódio, que foi exilado para a Suábia, onde sofreu muito durante dois anos e meio. Libertado por ordem do Papa João VIII e restaurado ao seu arcebispado, Metódio continuou a pregar o Evangelho entre os eslavos e batizou o príncipe checo Borivoy e sua esposa Ludmila (comemorados em 16 de setembro), bem como um dos príncipes poloneses. Pela terceira vez, os bispos alemães perseguiram o santo por sua rejeição ao ensinamento romano sobre a processão do Espírito Santo do Pai e do Filho. São Metódio foi convocado a Roma, mas justificou-se perante o Papa, preservando a pureza do ensinamento ortodoxo, e retornou à capital da Morávia, Velehrad.

Aqui, nos últimos anos de sua vida, São Metódio, com a ajuda de dois de seus discípulos sacerdotes, traduziu todo o Antigo Testamento para o eslavo, com exceção do Livro dos Macabeus, bem como o Nomocânon (Regras dos Santos Padres) e os livros patrísticos (Patericon).

Pressentindo a aproximação da morte, São Metódio identificou um de seus discípulos, Gorazd, como um sucessor digno. O santo previu o dia de sua morte e faleceu em 6 de abril de 885, com aproximadamente 60 anos de idade. Seu funeral foi realizado em três línguas — eslavo, grego e latim; ele foi sepultado na catedral de Velehrad. 


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS (I)

Mateus 28:16-20


16 Partiram, pois, os onze discípulos para a Galileia, para o monte onde Jesus lhes designara. 17 Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram. 18 E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. 19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

LITURGIA

Tropárion da Semana de Antipáscoa, Tom 7
Estando o sepulcro selado, Ó Vida, / Tu resplandeceste do túmulo, Ó Cristo Deus. / E ainda que as portas se encontrassem fechadas, / vieste aos Teus discípulos, Ó Ressurreição de todos, / renovando em nós, por eles,  o Espírito de retidão, // por Tua grande e infinita misericórdia.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Kondákion 
da Semana de Antipáscoa, Tom 8
A hesitante mão direita de Tomé tocou Teu lado, Ó Portador da Vida; / e ao entrares enquanto as portas estavam fechadas, Ó Cristo Deus; / então, com o resto dos discípulos, ele a Ti exclamou :  // Tu És o meu Senhor e o meu Deus!

Prokímenon, Tom 3

R. Grande É o Senhor nosso Deus e poderosa a Sua força;
Sua sabedoria não tem limites.

V. Louvai o Senhor, porque Ele É bom!
Agradável é o louvor ao nosso Deus.

Atos 5:12-20

Fragmento 14 – 
Naqueles dias, muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos de comum acordo no Pórtico de Salomão. Dos outros, porém, ne-nhum ousava ajuntar-se a eles; mas o povo os tinha em grande estima; e cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número, tanto de homens como de mulheres; a ponto de transportarem os enfermos para as ruas, e os colocavam em leitos e macas, para que ao passar Pedro, ao menos sua sombra cobrisse alguns deles. Também das cidades circunvizinhas afluía muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais eram todos curados. Levantan-do-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (isto é, a seita dos saduceus), encheram-se de inveja, deitaram mão nos apóstolos, e os puseram na prisão pública. Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas do cárcere e, tirando-os para fora, disse: Ide, apresentai-vos no templo, e falai ao povo todas as palavras desta vida.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Vinde, regozijemo-nos no Senhor;
cantemos as glórias de Deus, nosso Salvador!

Porque o Senhor É grande,
É o grande Rei de toda a terra.

João 20:19-31

Fragmento 65A – Naquele primeiro dia da semana, ao entardecer daquele dia, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-Se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós. E havendo dito isso, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos. Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-Se no meio deles e disse: Paz seja convosco. Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. Respondeu-Lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! Disse-lhe Jesus: Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. Jesus, na verdade, operou na presença de Seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu Nome.

Zadostoinik
O Anjo exclamou à Cheia de Graça: / "Virgem pura rejubila!"/ De novo digo: rejubila, // teu Filho ressuscitou do túmulo ao terceiro dia!
 
Resplandece, resplandece, ó nova Jerusalém, / pois a glória do Senhor brilhou sobre ti! / Dança de alegria e rejubila ó Sião; / e tu, Mãe de Deus toda pura, / sê exaltada na Ressurreição // Daquele a quem deste a luz.

Canto da Comunhão
Louvai ao Senhor,  Jerusalém!
Louvai o teu Deus, ó Sião.
Aleluia, aleluia, aleluia!


Canta-se "Cristo ressuscitou..." em vez de "Vimos a Luz Verdadeira..."

No Despedida, quando o sacerdote diz: "Glória a Ti, Ó Cristo Deus..." , O Coro canta

 "Cristo ressuscitou..." 3x em vez de "Glória... agora... Pai abençoe!"  Em seguida, o Sacerdote faz a Despedida.

† † †

Homilia

Pe. Sergei Sveshnikov.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo!
Cristo ressuscitou!

Durante toda a Semana Luminosa  vivemos na alegria pascal do Salvador ressuscitado, e a nossa alegria, assim como a dos santos apóstolos, foi misturada por uma confusão de sentimentos.

Afinal, não faz  muito tempo , nós estávamos lembrando da morte daquele que é a Fonte da vida, mas agora nós nos alegramos, pois fomos  restaurados para a vida por Ele.

Assim como os santos apóstolos fizeram durante os primeiros dias após a ressurreição, nos vividamente lembramos das paixões de Cristo durante a leitura dos 12 Evangelhos: a morte do Senhor e a retirada do Seu corpo da Cruz,  o  Seu sepultamento , para nós simbolizados quando carregamos o Sudário e fazemos a procissão ao redor da igreja, até  as longas horas de espera em jejum total e oração, até o milagre no sábado da Grande Quietude.

Já nos primeiros momentos daquela manhã no dia do Ressurreição, a boa notícia foi sendo propagada para toda a criação, tanto pelos anjos do céu (Marcos 16:06) quanto pelas santas miróforas  na terra (Lucas 24:9) e até mesmo pelos  guardas do Sinédrio (Mateus 28:11)  que já haviam falado sobre o milagre.

Contudo, ainda assim os apóstolos estavam  em um estado de medo e dúvida, escondendo-se  por trás de portas "por medo dos judeus" (João 20:19).

A dúvida dos discípulos não deve nos surpreender, pois eles afinal eram testemunhas do maior milagre da história da criação: O homem matou Deus, e Ele ressuscitou dos mortos e salvou a raça  humana das garras do inferno.

Os discípulos de Cristo, depois da detenção do Mestre, esqueceram todas as Suas profecias sobre as coisas que estariam por vir.

E é por isso que eles não acreditaram de pronto na milagrosa história  registrada pelas Santas Miróforas  (Marcos 16:11, Lucas 24:11), e mesmo enquanto conversavam com o Ressuscitado face a face, eles hesitavam em confiar em seus próprios corações (Lucas 24:25), que estavam a arder e tremer na presença de Deus (Lucas 24:32).

Esta maravilhosa descrença (Lucas 24:41), advinda da fraqueza humana , incapaz de abarcar a magnitude do milagre que teve lugar, reflete-se nas famosas palavras do apóstolo Tomé: "Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos e colocar o meu dedo onde estavam os pregos, e por a minha mão no seu lado, eu não vou acreditar. "(João 20:25)

Muitas vezes as pessoas referem-se a Tomé como aquele que "duvidou",  sem realmente considerar a profundidade e a dimensão da "dúvida" deste santo apóstolo.

Mas vamos agora olhar mais cuidadosamente para este homem.

Pois então, podemos pensar que a sua dúvida era a mesma que a dos judeus que gritavam: "desça agora da cruz, e acreditaremos  "(Mateus 27:42).

E assim, podemos especular se essa dúvida não seria semelhante a aquela que ouvimos proferida pelos nossos contemporâneos, quando esses dizem : "Se Deus existe, que Ele se mostre a todos, e vamos então passar a crer nEle "?

Os antigos escribas e fariseus sabiam de todos os milagres de Cristo e, ao que parece, sabia Quem Jesus da Galileia Era realmente.

Mas cada vez que eles eram confrontados com Divino, eles se tornavam ainda mais enraizados na blasfêmia.

Quando descobriram  que Cristo curou um cego de nascença, em vez de levantar louvores, eles vomitavam maldições: "Este homem é um pecador (João 9:24), e Tu és nascido todo em pecados "(João 9:34).

Tendo ouvido que Cristo tinha ressuscitado um homem morto já ha quatro dias, (um homem  que apresentava os odores da putrefação), algo que aparentemente não deixaria mais qualquer  dúvidas  sobre divindade de Cristo, os anciãos da nação decidiram " matem Lázaro também "(João 12:10).

Finalmente, depois de terem sido confrontados com o fato da Ressurreição milagrosa de Cristo, e tendo ouvido as testemunhas oculares dos guardas (Mateus 28:11), que tinham caído no chão tremendo na presença de um anjo brilhante (Mateus 28:4), os anciãos subornaram os soldados e buscaram enganar o povo (Mateus 28:12-14), tornando cada vez maior a sua blasfêmia.

Os Fariseus modernos também só aprofundam  as suas blasfêmias, estando novamente face a face  com o Ressuscitado e ainda  não são convencidos, mesmo diante dos Seus tantos milagres?

Mas o caso é que  São Tomé não é um desses fariseus.

Nós sabemos sobre a sua fidelidade e amor sacrificial pelo seu Mestre.

Pois sabemos, que  depois de seguir o Salvador por três anos, Tomé compreendia muito bem  as consequências, os perigos de Cristo enfrentar os escribas e os fariseus.

Os outros discípulos também compreendiam muito bem tal perigo, e é por isso que quando o Salvador decidiu ir para a Jerusalém, os apóstolos tentaram falar com Ele sobre isso, buscando O alertar para o perigo (João 11:8).

Mas foi São Tomé, que disse: "Vamos nós também, para que possamos morrer com Ele "(João 11:16).  Nós não vamos ouvir tais palavras de um descrente !

Após a Ascensão do Salvador, o Apóstolo Tomé, de acordo com a Tradição da Igreja, foi  pregar o Evangelho em um dos mais distantes e difíceis lugares do mundo antigo, a Índia, onde foi torturado e morto por Cristo.

Mas naquele dia, uma semana depois da Ressurreição, quando o Salvador veio aos Seus discípulos e Tomé estava com eles,  ao Santo Apóstolo foi necessário apenas  um toque para que este discípulo que amava tão abnegadamente  o seu Mestre percebesse a quem tinha dedicado a sua vida : "Meu Senhor e meu Deus ", exclamou Tomé, que apenas um minuto antes era compreensivelmente cético sobre os relatos dos  seus irmãos.

"Meu Senhor e meu Deus", exclamou Tomé  do fundo do seu coração amoroso !
Pois  uma pessoa como Tomé, Deus vem, e a este  tipo de pessoa, Ele permite mesmo que O toque !

Em seu desejo de salvar as pessoas, Cristo sofreu tudo: zombarias e açoites, a tortura e a morte vergonhosa, e mesmo que cutucassem as suas feridas com os dedos após Sua ressurreição gloriosa.  Pois se Ele é aguardado, Cristo chega mesmo  através de portas fechadas (João 20:26).

Mas o que  Ele ouvirá ao adentrar em nossos corações? Ele vai ouvir de nós as palavras "meu Senhor e meu Deus" ou ele vai apenas receber zombaria e açoites?

Será que vamos adorá-Lo, como fez São Tomé, ou vamos crucificá-Lo com nossa falta de arrependimento e lançaremos as pedras dos nossos tantos pecados Nele ?

Ó Senhor, pelas orações do Santo Apóstolo Tomé, nos dê fé e  nos ajude a nossa incredulidade (Marcos 9:24)!

Amém.

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sábado, 18 de abril de 2026

Sábado Luminoso

18 de Abril de 2026 (CC) / 05 de Abril (CE)
Santos Mártires Theodulus, Leitor, e Agathopodes, Diácono, 
e aqueles com eles em Tessalônica (303).
Traslado das Relíquias de São Jó, Patriarca de Moscou (1607)
Semana Sem Jejum



Os Santos Mártires Agathopodos, o Diácono, e Teodoulo, o Leitor, viveram em Tessalônica durante o reinado do imperador Diocleciano (284-305) e Maximiano (284-305) e estavam entre o clero da igreja: o santo Diácono Agathopodos era muito velho e São Teodoulo Muito Jovem.

Ambos se distinguiram pela vida justa e piedade. Um dia, São Teodoulos teve uma visão durante o sono, na qual uma pessoa desconhecida em trajes radiantes colocava em sua mão algum objeto. Quando acordou, viu então em sua mão um lindo anel com a imagem da Cruz e percebeu que este era um sinal de seu futuro martírio. Pelo poder da cruz representada no anel, o santo curou muitos enfermos e converteu os pagãos à fé em Cristo Salvador.

Quando o imperador Diocleciano emitiu um edito (303) de perseguição contra os cristãos, muitos tentaram se esconder da perseguição, mas os santos Agathopodos e Theodoulos destemidamente continuaram a proclamar a pregação do Evangelho.

O governador de Tessalônica, Faustinus, sabendo disso, deu ordens para levá-los a julgamento. Vendo a juventude e a excelência de São Teodoulo, Faustinus tentou por lisonja persuadi-lo a renunciar ao cristianismo e retornar à oferta de sacrifício decretada. A isso o mártir Teodoulo respondeu que há muito havia renunciado ao erro e que tinha pena de Faustinus, que por sua oferta de paganismo foi condenado à morte eterna. O governador ofereceu ao mártir uma escolha: a fortuna da vida ou a morte imediata. O santo respondeu que certamente escolheria a vida, mas como a vida eterna, e que a morte temporal ele não temia.

Quando Faustinus perdeu a esperança de persuadir o mártir Theodoulos, ele começou a conversar com Santo Agathopodos. O governador tentou enganá-lo e disse que São Teodoulo já havia concordado em oferecer sacrifício aos deuses. Mas o mártir Agathopodos não acreditou nisso. Ele estava convencido de que São Teodoulos estava preparado para oferecer sua vida por seu verdadeiro Deus, o Senhor Jesus Cristo.

Não tendo sucesso, Faustinus ordenou a remoção dos mártires para a prisão. Os santos mártires oraram com fervor e pregaram com ousadia a Palavra de Deus aos presos, de modo que muitos se converteram ao cristianismo. O chefe da prisão Eutinios relatou isso ao governador.

Faustinus novamente os convocou para julgamento e novamente os exortou a renunciar a Cristo. Diante dos olhos de São Teodoulo, eles trouxeram para oferecer sacrifício aqueles que antes eram cristãos, mas traíram a fé. "Vós conquistastes os fracos, mas fortes guerreiros de Cristo, de modo algum quereis vencer, mesmo que inventeis tormentos ainda maiores!" – exclamou São Teodoulo. O governador ordenou ao mártir que produzisse os livros cristãos. “Aqui, meu corpo é dado para tortura – respondeu o mártir – faça com ele o que quiser;

Faustinus deu ordens para trazer São Teodoulo ao local da execução, onde um carrasco preparou uma espada para cortar sua cabeça. O mártir bravamente e com alegria gritou: "Glória a Ti, ó Deus, Pai de meu Senhor Jesus Cristo, que se dignou a sofrer por nós. Aqui, por Sua graça, vou para Ti, e com alegria eu morro por Ti!" Então Faustinus interrompeu a execução e novamente trancou os mártires na prisão. Lá os santos mártires oraram fervorosamente e ambos tiveram o mesmo sonho. Eles navegavam em um navio, que durante a tempestade naufragou. As ondas os lançaram na praia, vestidos em vestes brancas radiantes. Os santos contaram uns aos outros sobre a visão e deram graças a Deus por seu iminente fim de mártir.

Pela manhã, quando os mártires foram novamente levados a Faustinus, eles declararam a ele: “Nós – somos cristãos e pelo Nome de Cristo estamos preparados para suportar qualquer sofrimento”. Faustinus deu ordens para lançá-los ao mar. As ondas levaram Santo Agathodoros para as rochas, e ele exclamou em voz alta: "Este será para nós um segundo batismo, que lavará nossos pecados e iremos a Cristo com pureza". Depois dele, São Teodoulos também foi lançado ao mar (+303).

O mar lançou na praia os corpos dos santos em trajes radiantes, sem cordas e pedras de peso. Os cristãos levaram seus corpos sagrados e deram a eles um enterro reverente. 

São Jó, Patriarca de Moscou (1607)

Após sua morte em 1607, as relíquias do Patriarca Job foram enterradas nas portas ocidentais da Igreja da Dormição do mosteiro em Staritsa. Muitos milagres aconteceram em seu túmulo.
Em 1652, por recomendação do metropolita Nikon de Novgorod, o czar Alexei ordenou que as relíquias de São Jó e São Filipe (9 de janeiro) fossem transferidas para Moscou.
O metropolita Barlaam de Rostov presidiu a descoberta das relíquias de São Jó em Staritsa. As relíquias incorruptas e perfumadas do Patriarca tornaram-se fonte de cura para muitos que sofriam de doenças físicas e mentais.
Em 27 de março, uma procissão partiu para Moscou com as relíquias. Na segunda-feira da sexta semana da Quaresma (5 de abril), as relíquias do Patriarca Jó foram trazidas para o Mosteiro das Paixões. De lá, a procissão seguiu para o Kremlin, e as relíquias do santo foram colocadas na catedral da Dormição. Poucos dias depois, o Patriarca José morreu e foi sepultado ao lado de São Jó.
São Jó há muito é reverenciado como um operador de milagres. As cruzes do altar nas igrejas do mosteiro Staritsa e na catedral de Tver continham partículas de suas relíquias sagradas.
Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Atos 3:11-16

Fragmento 8 – Naquele momento, apegando-se o homem a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao pórtico chamado de Salomão. Pedro, vendo isto, disse ao povo: “Varões israelitas, por que vos admirais deste homem? Ou, por que fitais os olhos em nós, como se por nosso próprio poder ou piedade o tivéssemos feito andar? O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a Seu Servo Jesus, a Quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, quando este havia resolvido soltá-Lo. Mas vós negastes o Santo e Justo, e pedistes que se vos desse um homicida; e matastes o Autor da Vida, a Quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas. E pela fé em Seu Nome fez o seu Nome fortalecer a este homem que vedes e conheceis; sim, a fé, que vem por Ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde”.

João 3:22-33

Fragmento 11 - Naqueles dias, foi Jesus com os Seus discípulos para a terra da Judéia; e estava ali com eles, e batizava. Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali, e eram batizados, pois ainda João não tinha sido lançado na prisão. Houve então uma questão entre os discípulos de João e os judeus acerca da purificação. E foram ter com João, e disseram-lhe: “Rabi, Aquele que estava contigo além do Jordão, do Qual tu deste testemunho, ei-Lo batizando, e todos vão ter com Ele”. João respondeu, e disse: “O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos me sois testemunhas de que disse: Eu não sou o Cristo, mas sou enviado adiante d’Ele. Aquele que tem a esposa é o esposo; mas o amigo do esposo, que lhe assiste e o ouve, alegra-se muito com a voz do esposo. Assim, pois, já este meu gozo está cumprido. É necessário que Ele cresça e que eu diminua. Aquele que vem de cima é sobre todos; aquele que vem da terra é da terra e fala da terra. Aquele que vem do céu é sobre todos. E aquilo que Ele viu e ouviu isso testifica; e ninguém aceita o Seu testemunho. Aquele que aceitou o Seu testemunho, esse confirmou que Deus é verdadeiro”.

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sexta-feira, 17 de abril de 2026

Sexta-feira Luminosa

17 de Abril de 2026 (CC) / 04 de Abril (CE)
Venerável José, o Hinógrafo (883)
Semana Sem Jejum

 

 

José nasceu na Sicília, de pais piedosos e virtuosos, Plotino e Agatha. Depois da morte de seus pais, José se mudou para Tessalônica, onde foi tonsurado monge. 
Como monge, ele era um modelo para todos em jejum, extrema abstinência, oração incessante, cântico dos Salmos, vigílias e trabalho. O bispo de Tessalônica ordenou-lhe hieromonge [padre-monge]. Ao visitar Tessalônica, o distinto Gregório de Decápolis ficou tão impressionado com José, por causa de seu caráter raro, que o convidou para seu mosteiro em Constantinopla.
Quando a chama da heresia iconoclasta irrompeu novamente sob o signo do armênio, José foi enviado a Roma para invocar o papa e a Igreja Romana para lutar pela Ortodoxia. Enquanto estava a caminho, José foi capturado por piratas e levado para Creta, onde os hereges o encerraram na prisão por seis anos. José se alegrou de ter sido feito digno de sofrer por Cristo, e por isso continuamente louvava a Deus, considerando suas correntes de ferro como um adorno de ouro.

Na festa da Natividade de Cristo, no início da manhã, no sexto ano de prisão de José, o ímpio Imperador Leo foi morto na igreja enquanto frequentava as Matinas. Nesse mesmo momento, São Nicolau apareceu a José na prisão, dizendo: «Levanta-te e segue-me!» José sentiu-se elevado no ar e de repente se encontrou diante dos portões de Constantinopla. Todos os verdadeiros crentes se alegraram com a sua vinda. Ele compôs cânones e hinos para muitos santos. José possuía o dom da clarividência [discernimento], e por isto, o patriarca Fócius o nomeou pai espiritual e confessor de sacerdotes, recomendando-o como «um homem de Deus», «um anjo na carne» e um pai de pais». Na velhice extrema, José entregou a sua alma ao Senhor, a quem tinha servido fielmente tanto em obras como em hinos.
 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Atos 3:1-8

Fragmento 7 -
Naquela época, Pedro e João subiam ao templo à hora da oração, a nona. E, era carregado um homem, coxo de nascença, o qual todos os dias punham à porta do templo, chamada Formosa, para pedir esmolas aos que entravam. Ora, vendo ele a Pedro e João, que iam entrando no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. E Pedro, com João, fitando os olhos nele, disse: “Olha para nós”. E ele os olhava atentamente, esperando receber deles alguma coisa. Disse-lhe Pedro: “Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou; em Nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda”. Nisso, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente os seus pés e artelhos se firmaram e, dando ele um salto, pôs-se em pé. Começou a andar e entrou com eles no templo, andando, saltando e louvando a Deus.

João 2:12-22

Fragmento 7 - Naqueles dias, Jesus desceu a Cafarnaum, Ele, e Sua mãe, e Seus irmãos, e Seus discípulos; e ficaram ali não muitos dias. E estava próxima a Páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. E achou no templo os que vendiam bois, e ovelhas, e pombos, e os cambiadores assentados. E tendo feito um azorrague de cordéis, lançou todos fora do templo, também os bois e ovelhas; e espalhou o dinheiro dos cambiadores, e derribou as mesas; e disse aos que vendiam pombos: “Tirai daqui estes, e não façais da casa de Meu Pai um mercado”. E os Seus discípulos lembraram-se do que está escrito: 

O zelo da Tua casa Me devorou”. 

Responderam, pois, os judeus, e disseram-Lhe: “Que sinal nos mostras para fazeres isto?” Jesus respondeu, e disse-lhes: “Derribai Este Templo, e em três dias o levantarei”. Disseram, pois, os judeus: “Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e Tu o levantarás em três dias?” Mas Ele falava do templo do Seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os Seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito.

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ENSINO DOS SANTOS PADRES

Bem-Aventurado Agostinho, bispo de Hipona (séc. V)

“Somos As Pedras Vivas Com As Quais Se Edifica O Templo De Deus”

Com frequência temos advertido a vossa caridade que não devemos considerar os salmos como a voz isolada de um homem que canta, mas como a voz de todos aqueles que estão no Corpo de Cristo. E como no Corpo de Cristo estão todos, fala como um só homem, pois ele é ao mesmo tempo um e muitos. São muitos se considerados isoladamente; mas são um naquele que é um. Ele também é o templo de Deus do qual falou o apóstolo: O templo de Deus é santo, e esse templo sois vós: todos os que creem em Cristo e, crendo, amam. Pois nisto consiste crer em Cristo: Em amar a Cristo; não como os demônios, que criam, porém não amavam. Por isso, apesar de crer, diziam: o que nós temos contigo, Filho de Deus? Nós, por outro lado, creiamos de tal forma que, crendo nele, lhe amemos e não digamos: o que nós temos contigo?, mas digamos melhor: “Te pertencemos, tu nos redimiste”. 
Realmente, todos quantos assim creem são como as pedras vivas com as quais se edifica o templo de Deus, e como a madeira incorruptível com a qual se construiu aquela arca que o dilúvio não conseguiu submergir. Este é o templo – isto é, os próprios homens – em que se roga a Deus e ele escuta. Somente ao que ora no templo de Deus lhe é dado ser escutado para a vida eterna. E ora no templo de Deus o que ora na paz da Igreja, na unidade do Corpo de Cristo. Este corpo de Cristo consta de uma multidão de crentes espalhados por todo o mundo; e por isso é escutado o que ora no templo. Ora, pois, no espírito e na verdade o que ora na paz da Igreja, não naquele templo que era somente uma figura. 
Em nível de imagem, o Senhor expulsou do templo aos que no templo buscavam seu próprio interesse, ou seja, os que iam ao templo para comprar e vender. Agora, se aquele templo era uma imagem, é evidente que também no Corpo de Cristo – que é o verdadeiro templo do qual o outro era uma imagem – existe uma miscelânea de compradores e vendedores, isto é, gente que busca seu interesse, e não o de Jesus Cristo. E visto que os homens são açoitados por seus próprios pecados, o Senhor fez um açoite de cordas e expulsou do templo a todos os que buscavam seus interesses, e não os de Jesus Cristo. 
Pois bem, a voz deste templo é a que ressoa no salmo. Neste templo – e não no templo material – se roga a Deus, como vos disse, e Deus escuta em espírito e verdade. Aquele templo era uma sombra, imagem do que haveria de vir. Por isso aquele templo já foi destruído. Isto quer dizer que foi derrubada nossa casa de oração? De forma alguma. Pois aquele templo que foi derrubado não pode ser chamado casa de oração, e do qual se disse: Minha casa é casa de oração, e assim será chamada por todos os povos. E escutastes o que disse nosso Senhor Jesus Cristo: Está escrito: Minha casa é casa de oração para todos os povos; porém vós a convertestes em uma cova de ladrões. 
Por acaso os que pretenderam converter a casa de Deus em uma cova de ladrões conseguiram destruir o templo? Da mesma maneira, os que vivem mal na Igreja Católica, naquilo que deles depende, querem converter a casa de Deus em uma cova de ladrões; porém, nem por isso destroem o templo. Mas chegará o dia em que, com o açoite trançado com seus pecados, serão precipitados fora. Pelo contrário, este templo de Deus, este Corpo de Cristo, esta assembleia de fiéis têm uma só voz, e canta no salmo como um só homem. Esta voz a escutamos em muitos salmos; ouçamo-la também neste. Se queremos, é nossa voz; se queremos, com o ouvido escutamos ao cantor, e com o coração também nós cantamos. Mas, se não queremos, seremos naquele templo como os compradores e vendedores, ou seja, como os que buscam seus próprios interesses: Entramos, sim, na igreja, mas somente para fazer o que agrada aos olhos de Deus.
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São Cirilo, Patriarca de Alexandria (séc. V)

“Cristo, Pontífice E Mediador”

Cristo intercede por nós como homem de Deus, como reconciliador e mediador dos homens. Ele é realmente nosso soberano e santíssimo pontífice que, oferecendo-se por nós, abranda com suas súplicas o coração de seu Progenitor. Ele é, verdadeiramente, vítima e sacerdote, ele é o mediador e o sacrifício imaculado, o verdadeiro cordeiro que tira o pecado do mundo. 
Certo tipo e sombra da mediação de Cristo manifestada nos últimos tempos foi aquela antiga mediação de Moisés; e o pontífice da lei prefigurou ao pontífice que estava acima da lei. Os preceitos legais são realmente sombras da verdade. Por isso, Moisés, o homem de Deus, e com ele o venerável Aarão, foram os eternos mediadores entre Deus e a assembleia do povo, algumas vezes aplacando a ira de Deus provocada pelos pecados dos israelitas, e implorando a suprema bondade sobre aqueles corações arrependidos; outras vezes fazendo votos, abençoando e oferecendo os sacrifícios legais e as oferendas pelo pecado conforme estabelece a lei; e, por fim, também apresentando ações de graças pelos benefícios recebidos de Deus. 
Cristo, que nos últimos tempos brilhou como pontífice e mediador superando tipos e imagens, roga certamente por nós como homem, porém derrama sua bondade sobre nós juntamente com Deus Pai enquanto Deus, distribuindo seus dons aos que são dignos. Isto é o que explicitamente nos ensina Paulo ao dizer: Eu vos desejo a graça e a paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. 
Portanto, quem roga como homem é o mesmo que distribui dons como Deus. Sendo como é pontífice santo, inocente e imaculado, oferece-se a si mesmo não por sua própria fragilidade – como ordena a lei aos sacerdotes –, mas pela salvação de nossas almas. Tendo realizado isto uma só vez por nossos pecados, advoga por nós diante do Pai. Ele é vítima de propiciação por nossos pecados, não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro, ou seja, por todos os que, mediante a lei, seriam chamados procedentes de toda nação e raça, a justiça e a santificação.
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