
Domingo de São Gregório Palamas
08 de Março de 2023 (CC) / 23 de Fevereiro (CE)
Santo Mégalo Mártir Policarpo, Bispo de Esmirna (†155); Monge Policarpo de Bryansk, João, Antíoco, Antoninos, Moisés, Zevinos, Policrônios, o outro Moisés e Damião, moradores da Síria; Alexander, fundador do Mosteiro da Incessante Vigilância; Gorgônia, a Justa, irmã de São Gregório, o Teólogo; Moisés de Belozersk, Mártir Damiao, o Novo, do Monte Athos; Protérios, Arcebispo de Alexandria; Boswell, Higúmeno de Melrose Abbey.
Tom 6
Santo Mégalo Mártir Policarpo, Bispo de Esmirna (†155); Monge Policarpo de Bryansk, João, Antíoco, Antoninos, Moisés, Zevinos, Policrônios, o outro Moisés e Damião, moradores da Síria; Alexander, fundador do Mosteiro da Incessante Vigilância; Gorgônia, a Justa, irmã de São Gregório, o Teólogo; Moisés de Belozersk, Mártir Damiao, o Novo, do Monte Athos; Protérios, Arcebispo de Alexandria; Boswell, Higúmeno de Melrose Abbey.
Tom 6
O segundo domingo da Grande Quaresma é chamado “Domingo de Gregório Palamas” em honra a São Gregório Palamás (1296 — 1359) que foi um monge do Monte Athos, Grécia, e, posteriormente, Arcebispo de Salônica, conhecido como o preeminente mestre do Hesicasmo e alguns de seus escritos são encontrados na Filocalia.
Palamás foi, a princípio, requisitado pelos seus colegas monges do Monte Athos para defendê-los das acusações de Barlaão de Seminara. Barlaão acreditava que os filósofos tinham maior conhecimento acerca de Deus do que os místicos, além de valorizar mais a educação e aprendizado do que orações meditativas (como a Oração de Jesus, muito utilizada pelos hesicastas). Dessa forma, ele acreditava que os monges de Monte Athos estariam perdendo seu tempo meditando enquanto deveriam estar estudando. Gregório dizia que os profetas tinham, sim, maior conhecimento acerca de Deus, uma vez que eles já O haviam visto ou ouvido.
Discorrendo acerca da questão de como é possível para humanos terem conhecimento de um transcendental e irreconhecível Deus, ele desenvolveu uma distinção entre conhecê-Lo em sua essência (em grego, "ousia") de conhecê-Lo em suas energias (no grego, "energueiai"), no entanto, os termos "obras" ou "atividades" sejam mais adequados de serem empregados nas traduções para o português, uma vez que evitam a conotação esotérica que a palavra energias adquiriu com o tempo.
São Gregório sustentava a doutrina Ortodoxa de que é impossível conhecer a Deus em Sua Essência (saber quem É Deus, de fato); porém, é possível conhecê-Lo em Suas energias (saber o que Deus faz e Quem Ele É em relação à criação e ao homem), uma vez que é a forma pela qual Ele Se revela à humanidade. Assim sendo, São Gregório faz referências aos Padres Capadócios e outros escritores cristãos e Pais da Igreja.
Palamás ainda defende que quando Pedro, Tiago e João testemunharam a Transfiguração de Jesus no Monte Tabor, eles estavam, na verdade, vendo a luz de Deus (chamada, por isso, de Luz de Tabor) e que é possível a outros o direito de ver a mesma luz com o auxílio de certas disciplinas espirituais e meditações, ainda que não seja uma maneira mecânica ou automática.
A Veneração das Santas Relíquias
A veneração às relíquias de santos cristãos, teve inicio no culto aos mártires nos primórdios do cristianismo. Estes mártires eram vistos como símbolo do sofrimento, da morte e da vitória do Cristo. Nos santos mártires, a fé por Cristo ganhava forma; era uma realidade próxima, possível de ser imitada. Por isto os restos dos corpos desses mártires e objetos que lhes pertenciam, eram venerados com respeito e devoção pelos cristãos da Igreja perseguida, pois, não negando a fé no Ressuscitado, derramaram seu sangue por Ele, O testemunhavam com sua vida.
Após o Edito de Milão, quando a Igreja deixou de ser perseguida, essas relíquias dos primeiros santos mártires foram colocadas em altares para veneração. Tempos depois as relíquias foram incrustadas no Altar Principal, onde se celebrava a Sagrada Liturgia.
O Altar é o símbolo do Cristo, Pedra Vida e Pedra Fundamental da Igreja. Da mesma forma que as relíquias estavam unidas ao Altar, o mártir estava unido ao Corpo Místico de Cristo de modo inseparável, pelo martírio e pela santidade de vida.
Na cerimônia Litúrgica de Consagração de uma nova Igreja ou de um novo Altar, as relíquias de um santo são colocadas naquela Igreja para veneração dos fiéis, lembrando também o primitivo costume da celebração eucarística nas catacumbas, na época da Igreja perseguida.
Neste Segundo Domingo da Quaresma, após venerarmos os santos Ícones, a Igreja dá às santas relíquias, a mesma dignidade, honra, devoção e respeito. Os santos ícones unidos às santas relíquias são venerados pela Igreja pois são vistos pelos cristãos como testemunhas vivas da sua fé.
A devoção aos santos ícones e às santas relíquias, são, pois, um convite para que vivamos a Quaresma santificando nossa vida. Ela é vista como um estímulo, um convite insistente para que não esqueçamos de nossa vocação primeira: sermos santos como nosso Pai é Santo.
Encontramos relatos extraordinários de curas e milagres graças à intercessão de um santo cujas relíquias foram tocadas. As relíquias dos santos na Igreja são testemunhas do possível: a santidade nos é possível. Venerar relíquias de pessoas que viveram santamente a sua fé nos dá coragem e ânimo.
A Quaresma nos convida, através das santas relíquias, a trilharmos o caminho da caridade, do amor e do perdão. Hoje são veneradas as relíquias não só de mártires, mas, de todos os que amaram a Cristo em sua vida cotidiana. Ser santo é viver sua fé de maneira simples, mas, verdadeira. A sinceridade de nossa vida rumo à santidade nos encaminha à perfeição. A perfeição de uma vida vivida na caridade, no desapego, na solidariedade e filantropia é causa de admiração e imitação.
Muitos são os que viajam para lugares distantes para ver e, se possível, tocar as relíquias em algum lugar sagrado. As peregrinações a estes lugares já são registradas desde o inicio do cristianismo, principalmente em Jerusalém.
Nós, Fiéis, acreditamos que ao venerarmos estas relíquias, estamos testemunhando a Presença do Cristo na história dos homens e mulheres simples. O santo arrasta atrás de si milhares de pessoas, e em alguns casos, não só após a morte, mas já durante sua vida.
São Policarpo de Esmirna
São Policarpo (cujo nome significa: "muito fruto") foi discípulo de São João, o autor do 4° Evangelho. Por sua vez, teve ele um aluno, que até o superou, tornando-se até mais célebre. É Santo Irineu, Apóstolo da França. Esse mesmo Irineu lembra que Policarpo enviava cartas às comunidades vizinhas e a alguns irmãos, em particular, para os ensinar e os admoestar. Conserva-se até hoje sua belíssima Carta aos Filipenses. Também nos foi transmitida a narração do seu martírio, com as suas últimas palavras, proferidas com muita suavidade perante o juiz que o condenava. Dizia ele:
«Finges ignorar quem eu sou? Escuta-o com toda clareza: eu sou cristão».
Foi então queimado vivo. Corria o ano de 155. Ser cristão é uma graça, mas também, uma honra, igualmente, um compromisso com o Evangelho.
Policarpo teve a felicidade de conhecer e abraçar a fé cristã ainda menino, tendo sido instruído pelos próprios apóstolos, em particular, por São João, o Teólogo, o qual, mais tarde, o nomeou Bispo de Esmirna, cidade da Ásia Menor.
Policarpo governou a Igreja de Esmirna por quarenta anos. O resplendor de suas virtudes o projetava como a cabeça e primeiro de todos os bispos da Ásia; era ainda venerado por todos os fiéis a ponto de não deixarem ele mesmo tirar seus sapados ou sandálias, apressando-se por fazê-lo para ter o privilégio de tocá-lo. Policarpo conquistou e formou muitos discípulos, do mesmo modo como ele próprio havia sido tratado pelos apóstolos. Santo Irineu, bispo de Lião, na França, foi um deles. Tudo o que dizia era perfeitamente de acordo com as Sagradas Escrituras, como referido pelos que haviam sido testemunhas oculares do Verbo, e da Palavra de Vida. Seu zelo pela pureza da fé era tal, segundo afirma o mesmo Santo Irineu, que quando algum erro era dito em sua presença, tapava seus ouvidos e dizia:
«Para que tempo me reservaste?» E fugia imediatamente.
Após o martírio de São Germânico e de outros mártires, o povo de Esmirna começou a reagir com irritação:
«Que os ímpios sejam exterminados! Que tragam Policarpo!».
Haviam escondido o santo bispo numa casa de campo, mas os que o buscavam conseguiram encontrá-lo. O santo encontrava-se num aposento, no alto, e teria conseguido se salvar se quisesse, mas se recusou, reagindo com estas palavras:
«Faça-se a vontade de Deus».
Os soldados, vendo sua idade e firmeza, não se atreviam a cumprir a missão. O santo então pediu para que lhe preparassem a ceia e que lhe dessem uma hora para rezar em liberdade. Tendo sido concedido, cheio da graça de Deus, orou em pé por duas horas, pedindo por todos os seus conhecidos e encomendando a Deus a sua Igreja.
Assim que chegaram à cidade, apresentaram-no ao governador da província que lhe interrogou se era mesmo Policarpo. Ele respondeu que sim. O magistrado então o instou a que renunciasse sua fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, Policarpo lhe respondeu:
«Eu já O sirvo há oitenta e seis anos, e nunca me fez mal algum. Como poderia blasfemar contra meu Rei que me salvou? »
O Pró Cônsul o ameaçou de ordenar que fosse jogado às feras. A resposta de São Policarpo foi que, a ele seria de mais vantagem passar dos suplícios à perfeita justiça.
Disse-lhe o Governador: «Pois, já que não temes as feras, ordenarei que sejas queimado vivo por tua desobediência»
O santo lhe respondeu: «Ameaças com um fogo que em algum momento se apagará, porque não conheces o fogo eterno que está reservado aos ímpios; mas, o que te detém? Faça logo o que queres».
Irritado, o Pró Cônsul o condenou que fosse atirado ao fogo. Policarpo então desnudou-se a si mesmo e, como quisessem amarrá-lo a um poste, disse:
«Deixe-me, que assim terei mais força para padecer no fogo e a graça de permanecer imóvel sobre a fogueira, sem necessidade dos cravos». Contentaram-se, pois, com amarrar-lhe as mãos às suas costas.
Assim, elevou os olhos aos céus, deu graças à Santíssima Trindade pela honra de ser um dos mártires por Nosso Senhor Jesus Cristo, e lhe suplicou que o recebesse qual sacrifício de agradável aroma. Terminada sua oração, acenderam o fogo; mas, ao invés de as chamas consumirem seu corpo, o rodearam formando como que uma muralha de proteção, e de seu corpo exalava um suave perfume. Ainda mais irritados por este milagre, os pagãos o partiram com uma espada. O sangue que verteu do ferimento foi suficiente para apagar o fogo. Assim, São Policarpo chegou ao fim de seu sacrifício e de sua vida terrena.
ORAÇÃO QUARESMAL DE SANTO EFRÉM, O SÍRIO
"Ó Senhor e Mestre da minha vida, livra-me do espírito de preguiça, de desânimo, de desejo de poder e de falatório inútil. (Prostração)
Mas concede a mim, Teu servo, um espírito de pureza, humildade, paciência e amor. (Prostração)
Sim, Senhor e Rei, concede-me enxergar as minhas próprias falhas e não condenar o meu irmão; pois, que Tu És bendito pelos séculos dos séculos. Amém." (Prostração)
Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
MATINAS (VI)
Lucas 24:12-35
Fragmento 113 - Naquela hora, Pedro, levantando-se, correu ao sepulcro; e, abaixando-se, viu somente os panos de linho; e retirou-se, admirando consigo o que havia acontecido. Nesse mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia chamada Emaús, que distava de Jerusalém sessenta estádios; e iam comentando entre si tudo aquilo que havia sucedido. Enquanto assim comentavam e discutiam, o próprio Jesus Se aproximou, e ia com eles; mas os olhos deles estavam como que fechados, de sorte que não O reconheceram. Então Ele lhes perguntou: “Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós?” Eles então pararam tristes. E um deles, chamado Cleópas, respondeu-Lhe: “És Tu o único peregrino em Jerusalém que não soube das coisas que nela têm sucedido nestes dias?” Ao que ele lhes perguntou: “Quais?” Disseram-Lhe: “As que dizem respeito a Jesus, o nazareno, que foi profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo. E como os principais sacerdotes e as nossas autoridades O entregaram para ser condenado à morte, e O crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse Ele quem havia de remir Israel; e, além de tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. Verdade é, também, que algumas mulheres do nosso meio nos encheram de espanto; pois foram de madrugada ao sepulcro e, não achando o corpo d’Ele voltaram, declarando que tinham tido uma visão de anjos que diziam estar Ele vivo. Além disso, alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro, e acharam ser assim como as mulheres haviam dito; a Ele, porém, não O viram”. Então Ele lhes disse: “Ó néscios, e tardos de coração para crerdes tudo o que os profetas disseram! Porventura não importa que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?” E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que d’Ele se achava em todas as Escrituras. Quando se aproximaram da aldeia para onde iam, Ele fez como quem ia para mais longe. Eles, porém, o constrangeram, dizendo: “Fica conosco; porque é tarde, e já declinou o dia”. E entrou para ficar com eles. Estando com eles à mesa, tomou o pão e o abençoou; e, partindo-o, dava-lhe. Então, se lhe abriram os olhos, e O reconheceram; nisto Ele desapareceu de diante deles. E disseram um para o outro: “Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” E na mesma hora levantaram-se e voltaram para Jerusalém, e encontraram reunidos os onze e os que estavam com eles, os quais diziam: “Realmente o Senhor ressurgiu, e apareceu a Simão”. Então os dois contaram o que acontecera no caminho, e como Se lhes fizera conhecer no partir do pão.
LITURGIA DE SÃO BASÍLIO
Tropárion Da Ressurreição
Vendo os poderes angélicos diante do Teu venerável túmulo, / os guardas ficaram como mortos / e Maria, de pé, junto do sepulcro, / pediu o Teu puríssimo Corpo. / Despojaste o Inferno, sem ser por ele atingido, / e foste ao encontro da Virgem, dando-lhe a vida. / Ó Senhor, ressuscitado dentre os mortos, // glória a Ti!
Tropárion de São Mateus, Tom 3 (Santo Patrono)
Com zelo seguiste a Cristo, o Mestre, / Que em Sua bondade apareceu aos homens na Terra, / E da alfândega te chamou para Apóstolo / e Pregador do Evangelho ao universo, /por isto honramos tua preciosa memória. / Ó divinamente eloquente, Mateus. /Roga ao Deus misericordioso // que nos conceda a remissão das transgressões e a salvação das nossas almas!
Tropárion de São Gregório Palamas Tom 8
Luminar da Ortodoxia, pilar e doutor da Igreja, / ornamento dos monges e campeão irrefutável dos teólogos, / ó São Gregório taumaturgo, glória de Tessalônica e pregador da Graça, // roga sem cessar pela salvação de nossas almas!
Luminar da Ortodoxia, pilar e doutor da Igreja, / ornamento dos monges e campeão irrefutável dos teólogos, / ó São Gregório taumaturgo, glória de Tessalônica e pregador da Graça, // roga sem cessar pela salvação de nossas almas!
Kondákion Da Ressurreição
Ressuscitando com a Sua Mão Vivificante, / aos mortos que estavam no vale das trevas, / Cristo nosso Deus, o Doador da Vida / concedeu a Ressurreição a toda raça humana; / pois Ele É o Salvador de todos, //a Ressurreição, a vida e o Deus do mundo todo.
Kondákion de São Mateus, Tom 4 (Santo Patrono)
Deixando os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um sábio comerciante, rico da sabedoria do Alto. / Proclamaste a Palavra da Verdade, /e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo....
Kondákion de São Gregório Palamas Tom 8
Ó sagrado e divino órgão da sabedoria, clara trombeta da teologia: / nós te louvamos de comum acordo, ó Gregório de divina fala; / mas como uma mente diante da Mente Primordial, // direcione nossa mente para Ele, ó pai, para que possamos clamar: Alegra-te, ó arauto da graça!
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém
Tom 4: A estação das virtudes agora foi revelada, / e o julgamento está às portas; / portanto, levantemo-nos e celebremos o Jejum, / oferecendo lágrimas de compunção junto com nossas esmolas, / e gritemos: Nossos pecados são mais do que as areias do mar; / mas perdoa-nos, ó Criador de tudo, // para que recebamos coroas incorruptíveis.
Prokímenon, no 5º Tom
R: Tu nos protegerás, Senhor,
E nos preservarás desta geração e para sempre. (Sl. 11:8)
V: Salva-nos, Senhor, pois não há mais santos. (Sl. 11:1)
No 1º Tom:
R. Minha boca falará sabedoria,
e a meditação do meu coração será de entendimento.
Tu, Senhor, no princípio fundaste a terra, e os céus são obras de tuas mãos; eles perecerão, mas tu permaneces; e todos eles, como roupa, envelhecerão, e qual um manto os enrolarás, e como roupa se mudarão; mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão. Mas a qual dos anjos disse jamais: Assenta-te à minha direita até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação? Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas. Pois, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu justa retribuição, como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram.
Aleluia
Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)
Deus assegura a minha vitória
E me submete os meus adversários.
Salva maravilhosamente Teu servo
E usa de misericórdia com Teu Ungido.
Marcos 2:1-12
Fragmento 7 - Naquela época, Jesus entrou em Cafarnaum e soube-se que Ele estava em casa. E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta cabiam; e anunciava-lhes a palavra. E vieram ter com Ele conduzindo um paralítico, trazido por quatro. E, não podendo aproximar-se d’Ele, por causa da multidão, descobriram o telhado onde estava, e, fazendo um buraco, baixaram o leito em que jazia o paralítico. E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: “Filho, perdoados estão os teus pecados”. E estavam ali assentados alguns dos escribas, que arrazoavam em seus corações, dizendo: “Por que diz Este assim blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?” E Jesus, conhecendo logo em Seu espírito que assim arrazoavam entre si, lhes disse: “Por que arrazoais sobre estas coisas em vossos corações? Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados; ou dizer-lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda? Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito, e vai para tua casa”. E levantou-se e, tomando logo o leito, saiu em presença de todos, de sorte que todos se admiraram e glorificaram a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.
Zadostoinik
Toda a criação - a assembleia de anjos e a raça humana - regozija-se em ti, ó tu que és cheia de graça. Ó Templo Sagrado e Paraíso Espiritual, Orgulho das Virgens, em quem o Deus Eterno encarnou e tornou-Se criança; Ele fez do teu corpo um trono e o teu ventre mais vasto do que o céu. Toda a criação regozija-se em ti, ó tu que és Cheia de Graça, glória a ti.
Canto da Comunhão
Louvai ao Senhor nos Céus,
Louvai-O no mais Alto dos Céus.
A memória do justo é eterna,
Ele não teme más notícias.
Aleluia, aleluia, aleluia!
† † †



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