domingo, 31 de maio de 2026

Domingo de Pentecostes

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE
31 de Maio de 2026 (CC) / 18 de Maio (CE)
Comemoração dos Santos Padres dos Sete Concílios Ecumênicos;
Mártir Teódoto de Ancyra e sete virgens mártires: 
Alexandra, Tecusa, Claudia, Phaine, Euphraisa, Matrona, e Julia (303); 
Mártires Pedro de Lampsacus, e André, Paulo, e Dionísia, em Euridinos (249-251); 
Tom 7




Todos os sete pilares da Igreja, os sete Concílios Ecumênicos, estão reunidos nesta celebração. Nossa Igreja celebra separadamente a memória dos santos padres de cada Concílio Ecumênico.Os Sete Concílios Ecumênicos constitui a formação da Igreja, seus dogmas, a definição dos fundamentos da doutrina cristã. Portanto, é muito importante que nas questões mais íntimas, dogmáticas, legislativas, a Igreja nunca tenha tomado a opinião de uma pessoa como a autoridade máxima. Foi determinado, e permanece assim até hoje, que a mente conciliar da Igreja é considerada a autoridade na Igreja.

Os dois primeiros Concílios Ecumênicos foram no século IV, os dois seguintes no quinto e dois no sexto.

Com o Sétimo Concílio Ecumênico em 787, termina a era dos Concílios Ecumênicos.

No século IV, quando houve um período de martírio - pagãos x cristãos - era óbvio e claro aqui quem estava de que lado, quem lutava por quê.

Mas o inimigo não dorme, a luta continua e toma rumos mais sofisticados: não é uma luta entre o paganismo e o cristianismo, mas uma luta entre o diabo e o homem. Não há prós e contras aqui. Agora, no meio do cristão, entre os próprios cristãos, aparecem pessoas da igreja que carregam o espírito das trevas - acontece que são presbíteros ou mesmo santos. Infectados pela autoridade das heresias dos "mestres da igreja", centenas e milhares de cristãos os seguem.

Essa nova maneira de lidar com o homem é inventada pelo diabo: a Igreja é “testada fortemente” por dentro, por heresias e cismas.

Século IV - Época dos dois primeiros Concílios Ecumênicos 
Uma era educacional, quando chegam os grandes mestres da Igreja, Basílio Magno, João Crisóstomo, Gregório o Teólogo, Atanásio Magno, Nicolau de Mira e muitos outros.

Os santos padres começam a formar o pensamento teológico, mas até que ele seja formado, os hereges tentam substituir conceitos, revelações sobre Deus, sobre as pessoas da Santíssima Trindade - o Salvador, o Espírito Santo. Torna-se extremamente importante reunir-se e desenvolver aquelas regras sagradas que permanecerão e serão mais fortes que a pedra, mais duras que o ferro, permanecerão até o fim de toda a existência do mundo.

Os Concílios Ecumênicos geralmente se reuniram durante os períodos históricos mais difíceis da vida da Igreja, quando a agitação no mundo cristão confrontava o povo Ortodoxo com uma escolha.

A poderosa época dos Concílios Ecumênicos dos séculos IV a VIII produziu esses dogmas e essas leis que são indiscutivelmente praticadas em nossa Igreja até hoje.

A Igreja resistiu a um martírio incrível, provações incríveis e triunfos da Ortodoxia em 1014.

O feriado, em que se homenageia a memória dos santos padres dos sete Concílios Ecumênicos, nunca perderá sua relevância, porque ainda hoje o inimigo do gênero humano inventa novas e muito sérias formas de lutar contra o homem e a Igreja.

Para entender para onde ir diante de tantas estradas, apoiados em sólido suporte, fica a memória dos Santos Padres e o legado que eles deixaram. Todas as suas decisões dogmáticas são mantidas pela Igreja Ortodoxa. Somos chamados de Ortodoxos, o que significa que estamos no caminho certo.

Os Santos Padres não nos deixam perder neste mar revolto de opiniões científicas e não científicas modernas. Eles nos deixaram um legado indelével na forma dos dogmas da Igreja, que nos mantêm inabaláveis ​​no caminho da Ortodoxia.

O pensamento teológico no tempo dos santos padres foi formado sob a influência de um fator poderoso: a necessidade de proteger o cristianismo, por um lado, do ataque do mundo pagão, por outro, da influência corruptora das heresias. Mas suas idéias fundamentais são para sempre.

A teologia cristã se desenvolveu, formando um sistema doutrinário coerente que continha verdades eternas, explicadas em uma linguagem compreensível para uma pessoa moderna, apoiada pelo raciocínio da mente.

O maior mérito da teologia patrística é que ela se desenvolveu sem romper com a tradição apostólica, baseou-se na Revelação Divina e correspondeu às exigências da vida.
O Santo Mártir Theodotos e as Santas Sete Virgens Tecusa, Thainá, Cláudia, Matrona, Júlia, Alexandra e Eufrásia

Estes santos mártires, viveram durante a segunda metade do século III, na cidade de Ancyra, distrito da Galácia, e morreram como mártires por Cristo no início do século IV. 
São Theodotos era um hoteleiro, tinha sua própria hospedaria e era casado. Também era um homem espiritualmente próspero: mantinha a prudência e a pureza, cultivava a temperança em si mesmo, subjugava a carne ao espírito e praticava jejuns e orações. Por seus diálogos, trouxera judeus e pagãos à fé cristã e também conduzira pecadores ao arrependimento e ao aperfeiçoamento. São Teodotos recebera do Senhor o dom da cura, e curava os doentes impondo as mãos sobre eles. 
Durante o tempo da perseguição sob o Imperador Diocleciano (284-305), foi nomeado Governador da cidade de Ancyra, Theoteknes, conhecido por sua crueldade. Muitos cristãos fugiram da cidade, tendo abandonado suas casas e propriedades. Theoteknes fez uma proclamação pela qual obrigava a todos os cristãos a oferecer sacrifícios aos ídolos, e em caso de recusa, seriam entregues à tortura e à morte. Os pagãos denunciavam os cristãos para serem torturados e depois, dividiam entre si suas propriedades. 
Uma fome se abateu sobre o país. Durante esses dias sombrios, São Teodotos deu abrigo em sua pousada aos cristãos desabrigados. Alimentou-os, escondeu os que estavam sendo perseguidos e, de seus suprimentos, deu às igrejas devastadas tudo o que era necessário para a celebração da Divina Liturgia. Ele entrava destemidamente nas prisões, prestando ajuda aos inocentemente condenados, e os encorajava a serem fiéis a Cristo Salvador até o fim. Teodotos não temia enterrar os restos mortais dos santos mártires, quer os levando secretamente, quer os resgatando dos soldados por dinheiro. Quando as igrejas cristãs em Ancyra foram destruídas e fechadas, a Divina Liturgia passou a ser celebrada em sua hospedaria. Percebendo que o ato do martírio também o aguardava, São Theodotos, em conversa com o Sacerdote Phrontonos, previu que em breve lhes trariam as relíquias dos mártires, em um lugar escolhido por ambos. Com a certeza de suas palavras, São Teodotos deu seu anel ao padre. 
Durante este período, sete virgens sagradas aceitaram a morte por Cristo, das quais, a mais velha, Santa Tecusa, era uma tia de São Teodotos. As santas virgens sagradas Tecusa, Thainá, Cláudia, Matrona, Júlia, Alexandra e Eufrásia, desde suas juventudes se dedicavam a Deus e viviam em constante oração, jejum, temperança e boas obras. Todos elas tinham atingido uma idade avançada. Levadas a julgamento como cristãs, as santas virgens, na frente de Theoteknes, confiantemente confessaram sua fé em Cristo e, por isto, foram torturadas, mas permaneceram firmes. O Governador, então, entregou-as a jovens devassos para que esses as estuprassem. As Santas Virgens oraram intensamente, pedindo a ajuda de Deus. Santa Tecusa caiu aos pés de um jovem e, erguendo o véu da cabeça, mostrou-lhe o cabelo acinzentado. Os jovens ficaram assustados, começaram a chorar e fugiram. O governador, então, ordenou que as Santas participassem da ablução dos ídolos, feita por sacerdotes pagãos; mas novamente as virgens recusaram. Por isso elas foram condenadas à morte. 
Uma pedra pesada fora amarrada às pernas de cada uma, e todas as sete Santas Virgens foram afogadas em um lago. Na noite seguinte, Santa Tecusa apareceu em um sonho para São Teodotos, pedindo-lhe para pegar seus corpos e dá-lhes o enterro cristão. São Teodotos, levando consigo seu amigo Polychronios e vários outros cristãos, partiu para o lago. Estava escuro e uma tocha acesa liderava o caminho. Em meio a eles, na frente do guarda postado pelos pagãos às margens do lago, apareceu o Santo Mártir Sosander. O guarda tomou um susto e fugiu aterrorizado. O vento levou a água para o outro lado do lago. Os cristãos pegaram os corpos das Santas martirizados e os levaram para a igreja, e lá foram sepultadas. 
Tomando conhecimento do roubo dos corpos das Santas martirizadas, o Governador ficou furioso e deu ordens para atacar todos os cristãos e entregá-los à tortura. Polychronios também foi preso. Não podendo suportar a tortura, ele informou sobre São Teodotos, identificando-o como o autor do roubo dos corpos. São Teodotos começou a preparar-se para morrer por Cristo. Tendo chegado junto a todos os cristãos zelosos em oração, ele fez o legado do seu corpo ao sacerdote Phrontonos, a quem antes havia dado o seu anel. O santo veio perante o juiz. Apresentando-lhe vários instrumentos de tortura, propuseram honras e riquezas, se ele se retratasse de Cristo. São Teodotos glorificou o Senhor Jesus Cristo e confessou sua fé Nele. Cheios de ira, os pagãos submeteram o Santo a constantes torturas, mas o poder de Deus sustentava o Santo Mártir. Theodotos permaneceu vivo e foi lançado na prisão. Na manhã seguinte, o Governador ordenou novamente que torturassem o Santo, mas ele logo percebeu que era impossível quebrar sua coragem. Então, deu ordens para decapitar o Mártir. A execução foi feita, mas sentindo que uma tempestade se aproximava, os soldados incendiaram o corpo do mártir, e sentados em uma tenda para guardar o corpo. Neste ponto, o Sacerdote Phrontonos, casualmente por ali estava passando levando um burro com uma carga de vinho de sua vinha. O burro de repente caiu perto do local onde estava o corpo de São Teodotos. Os soldados ajudaram a colocar o jumento de volta e disseram a Phrontonos que estavam guardando o corpo dos Cristãos Theodotos executados. O sacerdote percebeu que o Senhor o havia enviado intencionalmente para lá. Ele colocou os restos sagrados no jumento e os levou para o local, indicado por São Teodotos para seu enterro, e com honra os entregou à terra. Depois ele construiu uma igreja neste local. 
São Teodotos aceitou a morte de Cristo em 7 de junho de 303 ou 304, e sua memória é comemorada em 18 de maio, no dia da morte das sagradas virgens. O relato do martírio de São Teodotos e o sofrimento das Santas Virgens foi compilado por Nilos, contemporâneo e companheiro de São Teodotos, e uma testemunha ocular de sua morte. Nilos, vivia na cidade de Ancyra durante o período de perseguição dos cristãos sob o imperador Diocleciano. 
Comemoração dos Santos Mártires Pedro, Dionísio, André, Paulo e Cristina
Os Santos Mártires Pedro, Dionísio, André, Paulo e Cristina sofreram sob o imperador Décio (249-251). Pedro sofreu na cidade de Lampsaka. Levado a julgamento perante o prefeito Optimino, ele corajosamente confessou sua fé em Cristo. Eles tentaram forçar os jovens a negar o Senhor e adorar a deusa Vênus. O mártir recusou-se a fazer isso, declarando a todos que quisessem ouvir, que um cristão jamais se curvaria a um ídolo de uma mulher lasciva. São Pedro foi submetido a torturas cruéis, mas suportou-as com coragem, dando graças ao Senhor Jesus Cristo, por dar-lhe sua toda-poderosa ajuda. Então ele foi decapitado. 
Dionísio, Nicómaco, e dois soldados, André e Paulo, que haviam sido transferidos da Mesopotâmia, foram levados a julgamento. Todos eles confessaram sua fé em Cristo e se recusaram a oferecer sacrifícios aos ídolos, sendo assim foram torturados. Para grande tristeza de todos os cristãos, Nicómaco não perseverou. Ele negou o Senhor Jesus Cristo, e entrou em um templo pagão para oferecer sacrifícios. Ele caiu em um frenesi terrível e morreu espumando pela boca, rasgando a pele de seu corpo com os dentes.Na manhã seguinte, os santos Dionísio, André e Paulo foram novamente levados perante o prefeito. Por confessarem a fé em Cristo, foram levados aos pagãos para serem condenados à morte. Amarraram os santos pelos pés, os arrastaram para o local da execução e os apedrejaram até a morte.


Oração Antes de Ler as Escrituras

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 
MATINAS

João 20:19-23

Fragmento 65C – 
Naquele primeiro dia da semana, ao entardecer daquele dia, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-Se no meio e disse-lhes: “Paz seja convosco”. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: “Paz seja convosco; assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós”. E havendo dito isso, soprou sobre eles, e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos”. 

LITURGIA 

Primeira Antífona

Refrão: Pelas orações da Mãe de Deus, salva-nos, Senhor.

V.1. Os Céus narram a glória de Deus,
e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos.

V.2. Não são palavras nem são discursos
cujo sentido não se perceba.

V.3. Por toda a terra ressoa a Sua mensagem,
a Sua Palavra transmite-se até aos confins do universo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos 

Segunda Antífona

Refrão: Ó Consolador Bondoso, salva-nos que cantamos à Ti. Aleluia!

V.1. Que o Senhor te escute no dia da provação,
que te proteja o Nome do Deus de Jacob!

V.2. Que do Seu Santuário Ele te socorra,
que de Sião Ele te sustente.

V.3. Que Ele Se lembre de tuas ofertas,
que teu holocausto Lhe seja agradável.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos 

Terceira Antífona

V.1. Senhor, em Teu poder alegra-se o rei, em Teu auxílio exulta de alegria.

R. Tropárion da Festa: “Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus…”

V.2. Satisfizeste os anseios de seu coração, não rejeitaste a prece de seus lábios.

R. Tropárion da Festa: “Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus…”

V.3. Tu o tens cumulado com as bênçãos da Tua graça, colocaste-lhe na fronte uma coroa de finas joias.

R. Tropárion da Festa: “Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus…”

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos 

Canto de Entrada

Que o Teu poder, Senhor, seja exaltado,
Nós cantamos os Teus atos portentosos.
Ó Consolador Bondoso, salva-nos que cantamos à Ti. Aleluia!

Tropárion da Festa Tom 8
Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus, / Que tornaste os pescadores cheios de sabedoria, / enviando-lhes o Espírito Santo, ∕ e por eles conquistando o Universo.  ∕∕ Ó Tu que amas a humanidade, glória a Ti! 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Kondákion da Festa, Tom 8
Quando, outrora, desceu à terra, ∕ o Altíssimo confundiu as línguas e dispersou as nações.  ∕ Agora que Ele distribui as línguas de fogo, ∕ chama todas as nações à unidade. / Numa só voz, // glorifiquemos o Espírito Santo.

Triságion

Vós que fostes batizados em Cristo, 
De Cristo vos revestistes. Aleluia! (3x)

Glória ao Pai...

De Cristo vos revestistes. Aleluia!

Vós que fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Aleluia!

Prokímenon, Tom 8

R. Por toda a terra ressoa a Sua mensagem,
a Sua Palavra transmite-se até aos confins do universo. (Sl. 18:5)

V. Os Céus narram a glória de Deus,
e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos. (Sl. 18:2)

Atos 2:1-11

Fragmento 3 - Naqueles dias, na chegada do dia de Pentecostes, todos os Apóstolos estavam, em comum acordo, reunidos no mesmo lugar. E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: “Pois quê, não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus”.

Aleluia, no 8º Tom

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Pela Palavra do Senhor foram feitos os Céus,
e pelo Sopro de Sua boca todo o Seu exército.

O Senhor olha do alto dos Céuse vê todos os filhos dos homens.

João 7:37-52; 8:12

Fragmento 27 – Naquela época, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-Se em pé, e clamou, dizendo: “Se alguém tem sede, venha a Mim, e beba. Quem crê em Mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. E isto disse Ele do Espírito que haviam de receber os que n’Ele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. Então muitos da multidão, ouvindo esta palavra, diziam: “Verdadeiramente Este é o Profeta”. Outros diziam: “Este é o Cristo”; mas diziam outros: “Vem, pois, o Cristo da Galileia? Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e de Belém, da aldeia de onde era Davi?” Assim entre o povo havia dissensão por causa d’Ele. E alguns deles queriam prendê-Lo, mas ninguém lançou mão d’Ele. E os servidores foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus; e eles lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” Responderam os servidores: “Nunca homem algum falou assim como Este homem”. Responderam-lhes, pois, os fariseus: “Também vós fostes enganados? Creu n’Ele porventura algum dos principais ou dos fariseus? Mas esta multidão, que não sabe a Lei, é maldita”. Nicodemos, que era um deles (o que de noite fora ter com Jesus), disse-lhes: “Porventura condena a nossa Lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?” Responderam eles, e disseram-lhe: “És tu também da Galileia? Examina, e verás que da Galileia nenhum profeta surgiu”. Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com Ele, e, assentando-Se, os ensinava. E os escribas e fariseus trouxeram-Lhe uma mulher apanhada em adultério; e, pondo-a no meio, disseram-Lhe: “Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na Lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” Isto diziam eles, tentando-O, para que tivessem de que O acusar. Mas Jesus, inclinando-Se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-Lhe, endireitou-Se e disse-lhes: “Aquele que de entre vós que está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela”. E, tornando a inclinar-Se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-Se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?” E ela disse: “Ninguém, Senhor”. E disse-lhe Jesus: “Nem Eu também te condeno; vai-te, e não peques mais”. Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: “Eu Sou a luz do mundo; quem Me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Zadostoinik (Theotókion)

Refrão: Os Apóstolos viram maravilhados a descida do Consolador. O Espírito Santo veio em forma de línguas de fogo.

Irmos: Rejubila-te, ó, Rainha e glória das mães e das virgens. / Pois, não existem lábios, mesmo os dos hábeis oradores, / que sejam capazes de te decantarem dignamente; /e não há inteligência que possa entender teu Parto-Virginal. / Por isto, a uma só voz, te magnificamos.

Cântico da Comunhão
O Teu Espírito, em Sua bondade,
Me guiará pelo caminho da retidão.
Aleluia, aleluia, aleluia!

sábado, 30 de maio de 2026

7º Sábado da Páscoa


CONCLUSÃO DA FESTA DA ASCENSÃO
30 de Maio de 2026 (CC) / 17 de Maio (CE)
Santos Andrônico e Junia, Apóstolos [dos 70] 
Tom 6



São Andronicus e Santa Júnia, Apóstolos dos Setenta, eram parentes do Santo Apóstolo Paulo. Eles trabalharam muito, pregando o Evangelho aos pagãos. São Paulo os menciona em sua Epístola aos Romanos: "Saudai a Andrônico e a Júnia, meus parentes e companheiros de prisão, os quais se distinguiram entre os Apóstolos, que estavam em Cristo, antes de mim" (Romanos 16: 7). 
Santo Andronicus foi feito bispo de Pannonia, mas sua pregação também o levou, e também a Santa Júnia para outras terras, longe dos limites da sua diocese. Através dos esforços dos Santos Andrônico e Junia a Igreja de Cristo foi reforçada, os pagãos foram convertidos para o conhecimento de Deus, muitos templos pagãos fechados, e em seu lugar igrejas cristãs foram construídas. O Ofício em homenagem a estes santos afirma que eles padeceram o martírio por Cristo.
No século V, durante o reinado do imperador Arcádio e Honório, suas relíquias foram descobertas na periferia de Constantinopla, juntamente com as relíquias de outros mártires, no portão de Eugenius (22 de fevereiro).
Fora revelado ao piedoso clérigo Nicholas Kalligraphos, que entre as relíquias desses dezessete mártires, estavam as relíquias do Santo Apóstolo Andronicus. Depois, uma magnífica igreja foi construída neste local.
Junia é objeto de debate dentro do mundo acadêmico sobre as implicações de um líder apostólico ser do sexo feminino dentro da Igreja primitiva, o que pode sugerir a ordenação de mulheres. Na tradição ortodoxa, no entanto, o título de apóstolo não confere necessariamente o tipo de posição que os Doze tinham na Igreja de Cristo. Em vez disso, especialmente quando usado em referência aos Setenta, designa alguém que serviu como missionário para a Igreja, especialmente em sua primeira geração. Apóstolo (de apostolos grego), literalmente, refere-se a alguém que está "enviado", e sua origem é de uso militar. Nos séculos subseqüentes, santas que espalham significativamente a Fé Ortodoxa são frequentemente referidas como igual aos Apóstolos, e este título é dado sem referência ao sexo.
Tropária e Kondákia Para o Sábado 
Aos Mortos
Tropárion, Tom 2: Lembra-Te, ó Senhor misericordioso dos Teus servos; / e perdoa-lhes todos os pecados que cometeram em vida, / pois ninguém é sem pecado, senão Tu, / que podes dar descanso // até mesmo aos que já partiram.
Kondákion, Tom 8: Com os santos, concede descanso, ó Cristo, / às almas dos Teus servos, / onde não há dor, nem tristeza, nem suspiros, // mas vida eterna. 
Oração Antes de Ler as Sagradas Escrituras 
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Atos 28:1-31

Fragmento 51 - Naqueles dias, estando já salvos, soubemos então que a ilha se chamava Malta. Os indígenas usaram conosco de não pouca humanidade; pois acenderam uma fogueira e nos recolheram a todos por causa da chuva que caía, e por causa do frio. Ora havendo Paulo ajuntado e posto sobre o fogo um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, se lhe apegou à mão. Quando os indígenas viram o réptil pendente da mão dele, diziam uns aos outros: “Certamente este homem é homicida, pois, embora salvo do mar, a Justiça não o deixa viver”. Mas ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum. Eles, porém, esperavam que Paulo viesse a inchar ou a cair morto de repente; mas tendo esperado muito tempo e vendo que nada de anormal lhe sucedia, mudaram de parecer e diziam que era um deus. Ora, nos arredores daquele lugar havia umas terras que pertenciam ao homem principal da ilha, por nome Públio, o qual nos recebeu e hospedou bondosamente por três dias. Aconteceu estar de cama, enfermo de febre e disenteria, o pai de Públio; Paulo foi visitá-lo, e havendo orado, impôs-lhe as mãos, e o curou. Feito isto, vinham também os demais enfermos da ilha, e eram curados; e estes nos distinguiram com muitas honras; e, ao embarcarmos, puseram a bordo as coisas que nos eram necessárias. Passados três meses, partimos em um navio de Alexandria que invernara na ilha, o qual tinha por insígnia Castor e Pólux. E chegando a Siracusa, ficamos ali três dias; donde, costeando, viemos a Régio; e, soprando no dia seguinte o vento sul, chegamos em dois dias a Putéoli, onde, achando alguns irmãos, fomos convidados a ficar com eles sete dias; e depois nos dirigimos a Roma. Ora, os irmãos da lá, havendo recebido notícias nossas, vieram ao nosso encontro até a praça de Ápio e às Três Vendas, e Paulo, quando os viu, deu graças a Deus e cobrou ânimo. Quando chegamos a Roma, o centurião entregou os presos ao general do exército, mas, a Paulo se lhe permitiu morar à parte, com o soldado que o guardava. Passados três dias, ele convocou os principais dentre os judeus; e reunidos eles, disse-lhes: “Varões irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo, ou contra os ritos paternos, vim, contudo, preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos; os quais, havendo-me interrogado, queriam soltar-me, por não haver em mim crime algum que merecesse a morte. Mas opondo-se a isso os judeus, vi-me obrigado a apelar para César, não tendo, contudo, nada de que acusar a minha nação. Por esta causa, pois, vos convidei, para vos ver e falar; porque pela esperança de Israel estou preso com esta cadeia”. Mas eles lhe disseram: “Nem recebemos da Judéia cartas a teu respeito, nem veio aqui irmão algum que contasse ou dissesse mal de ti. No entanto bem quiséramos ouvir de ti o que pensas; porque, quanto a esta seita, notório nos é que em toda parte é impugnada”. Havendo-lhe eles marcado um dia, muitos foram ter com ele à sua morada, aos quais desde a manhã até a noite explicava com bom testemunho o Reino de Deus e procurava persuadi-los acerca de Jesus, tanto pela Lei de Moisés como pelos profetas. Uns criam nas suas palavras, mas outros as rejeitavam. E estando discordes entre si, retiraram-se, havendo Paulo dito esta palavra: “Bem falou o Espírito Santo aos vossos pais pelo profeta Isaías, dizendo: 

‘Vai a este povo e dize: Ouvindo, ouvireis, e de maneira nenhuma entendereis; e vendo, vereis, e de maneira nenhuma percebereis. Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardiamente, e fecharam os olhos; para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração nem se convertam e eu os cure’. 

Seja-vos, pois, notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles ouvirão”. E, havendo ele dito isto, partiram os judeus, tendo entre si grande contenda. E morou dois anos inteiros na casa que alugara, e recebia a todos os que o visitavam, pregando o Reino de Deus e ensinando as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo, com toda a liberdade, sem impedimento algum.

João 21:15-25

Fragmento 67 - 
Naqueles dias, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: “Simão, filho de Jonas, tu Me amas mais do que estes?” Disse-Lhe Pedro: “Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Disse-Lhe Jesus: “Apascenta os Meus cordeiros”. Ainda lhe disse outra vez: Simão, filho de Jonas, tu Me amas? Disse-Lhe Pedro: “Senhor, Tu sabes que eu Te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as Minhas ovelhas”. Disse-lhe terceira vez: “Simão, filho de Jonas, tu Me amas?” Pedro entristeceu-se porque foi perguntado pela terceira vez: “Tu Me amas?” E disse-Lhe: “Senhor, Senhor, Tu sabes tudo; Tu sabes que eu Te amo”. Disse-lhe Jesus: “Apascenta as Minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: Quando eras jovem, te vestias a ti mesmo, e andavas onde querias; mas, quando envelheceres, estenderás as tuas mãos, e outro te vestirá, e te levará para onde não queres”. E disse isto, significando de que morte Pedro iria glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: “Segue-Me”. E Pedro, voltando-se, vê andando atrás d’Ele o discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia, se recostara ao peito de Jesus, e que dissera: “Senhor, Senhor, quem há de Te trair?” Vendo Pedro a este, disse a Jesus: “Senhor, Senhor, e o que será deste?” Disse-lhe Jesus: “Se Eu quero que ele permaneça até que Eu venha, que te importa isto? Segue-Me tu”. E fez-se ouvir essa palavra entre os irmãos de que aquele discípulo não havia de morrer. Mas Jesus não lhe disse que ele não morreria, mas: “Se Eu quero que ele permaneça até que Eu venha, que te importa isto?” Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Há, porém, muito mais coisas que Jesus fez; mas, se cada uma delas fossem narradas detalhadamente, então, acho que o próprio mundo não acomodaria todos os livros escritos. Amém.


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COMEMORAÇÃO DOS FALECIDOS

1 Tessalonicenses 4:13-17

13 Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os outros que não têm esperança. 14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, assim também aos que dormem, Deus, mediante Jesus, os tornará a trazer juntamente com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que já dormem. 16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. 17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.

João 5:24-30

24 Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. 26 Pois assim como o Pai tem vida em si mesmo, assim também deu ao Filho ter vida em si mesmos; 27 e deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. 28 Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: 29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo. 30 Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não procuro a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

7ª Sexta-feira da Páscoa

CONCLUSÃO DA DESTA DA ASCENSÃO
29 de Maio de 2026 (CC) / 16 de Maio (CE)
São Teodoro, o Santificado, Discípulo de São Pacômio (368)
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, Abade de Perekom (1545)
Jejum (Peixe é permitido)
Tom 6



O Monge Teodoro foi chamado de "Santificado" porque foi o primeiro em seu mosteiro ordenado ao sacerdócio.
O Monge Teodoro veio do Egito e era filho de pais cristãos ricos e ilustres. O anseio pela vida monástica manifestou-se cedo nele. Certa vez, na casa de seus pais, durante a festa da Teofania, houve uma grande festa, e o rapaz não quis participar das festividades, lamentando que por causa das alegrias terrenas ele seria privado das alegrias da vida futura. Aos 14 anos saiu secretamente de casa e se estabeleceu em um dos mosteiros. Ao ouvir sobre Pakhomios, o Grande, ele ardeu de desejo de ver o asceta. O Monge Pakhomios recebeu com amor o rapaz que chegava, tendo sido previamente informado por Deus sobre a sua vinda. Permanecendo no mosteiro, o Monge Teodoro rapidamente teve sucesso em todas as suas tarefas monásticas, particularmente na plena obediência ao seu guia e na sua compaixão para com os irmãos circundantes. A mãe de Teodoro, ao saber que ele estava no mosteiro de Tabennisa, veio ao Monge Pakhomios com uma carta do bispo, implorando um encontro com seu filho. Mas o Monge Teodoro, temendo quebrar seu voto de renúncia ao mundo, recusou-se a se encontrar com sua mãe.
Vendo a força mental e habilidade de São Teodoro, o Monge Pakhomios certa vez o orientou a dar uma instrução aos irmãos sobre as Sagradas Escrituras. São Teodoro tinha então apenas 20 anos. Ele obedeceu sem questionar e começou a falar, mas alguns dos irmãos mais velhos ficaram ofendidos com o fato de um monge recém-formado ter lido um discurso para eles, e eles partiram. O Monge Pakhomios então lhes disse: "Vocês cederam ao diabo e por sua vaidade seus esforços foram em vão. Vocês não rejeitaram Teodoro, mas sim a Palavra de Deus, e se privaram do Espírito Santo".
São Pakhomios nomeou o Monge Teodoro superintendente do mosteiro de Tabennisa e retirou-se para um mosteiro mais solitário. São Teodoro com amor filial continuou a se preocupar com seu instrutor, e na doença final do Monge Pakhomios ele cuidou dele, e quando o grande aba repousou ao Senhor, ele fechou os olhos. Após a morte do Monge Pakhomios, São Teodoro dirigiu o mosteiro de Tabennisa e, mais tarde, esteve à frente de todos os mosteiros de Tebaida. O Monge Teodoro, o Santificado, era famoso pela santidade de vida e pelo abundante dom de fazer maravilhas, e era bem conhecido de Santo Atanásias, Patriarca de Alexandria. São Teodoro repousou na velhice no ano 368.
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, de Perekomsk 
O Monge Efraim de Perekomsk, Novgorod, nasceu em 20 de setembro de 1412 na cidade de Kashin. No Santo Batismo ele foi nomeado Evstaphii. Seus pais, Stefan e Anna, moravam não muito longe do mosteiro feminino de Kashinsk, nomeado em homenagem à Uspenie (Dormição da Santíssima Mãe de Deus. Atraído pela vida solitária, Evstaphii, ainda em seus primeiros anos, deixou a casa de seus pais e se estabeleceu no mosteiro de Kalyazinsk, em Nome da Santíssima Trindade, seus pais queriam que seu filho voltasse para casa, mas ele mesmo, por sua vez, os convenceu a deixar o mundo e aceitar o monaquismo. em seu mosteiro por três anos, Evstaphii, por meio de uma revelação milagrosa, foi transferido para o mosteiro do Monge Savva de Vishersk (Comm. 1º de outubro), e foi lá em 1437 que ele aceitou a tonsura com o nome de 
Efraim. o Monge Efraim recebeu uma revelação do Senhor, ordenando-lhe que se retirasse para um lugar desolado. Tendo recebido a bênção do Monge Savva, em 1450 foi para o Lago Il'men, na foz do Rio Verenda, e no. margens do rio Cherna ele construiu uma cela. Depois de um certo tempo, o velho Foma (Thomas) veio ao Monge Efraim com dois monges, e eles se estabeleceram não muito longe de sua cela. E a partir dessa época também começaram a reunir outros eremitas no novo mosteiro. A pedido deles, o Monge Efraim recebeu a dignidade de sacerdote em Novgorod do Santo Evphymii (+ 1458, Com. 11 de março).
Retornando de Novgorod, o Monge Efraim construiu uma igreja em homenagem à Teofania (Bogoyavlenie) do Senhor em uma ilha situada na foz do rio Verenda. Para garantir um abastecimento imediato de água para o mosteiro, o monge cavou um canal para o Lago Il'men, do qual o mosteiro recebeu o nome de "Perekopsk" ou "Perekomsk" (de "pere-kopat'" que significa "cavar através "). Mais tarde, o Monge Efraim construiu uma igreja de pedra em nome de São Nicolau, o Maravilhas. Incapaz de encontrar construtores qualificados suficientes, ele despachou vários monges ao grão-príncipe Vasilii Ioannovich com um pedido de envio de pedreiros, após o que em 1466 a construção do templo foi concluída.
O Monge Efraim repousou em 26 de setembro de 1492 e foi sepultado na igreja de São Nicolau. Em 1509, devido às frequentes inundações que ameaçavam a ruína do mosteiro, este foi transferido para outro local às margens do Lago Il'men. O Monge Efraim apareceu ao hegúmeno romano e apontou para o local de Klinkovo para relocalizar o mosteiro. No local do sepultamento do monge foi construída uma capela, já que todas as igrejas do mosteiro estavam em ruínas. Em 16 de maio de 1545, as relíquias do Monge Efraim foram transferidas para o novo mosteiro. Neste dia no mosteiro é uma celebração anual da memória do Monge Efraim de Perekomsk, confirmada em última análise após a glorificação do santo asceta no Sobor (Concílio) de 1549. (A Comemoração da Transferência das Relíquias do Monge Efraimde Perekomsk é comemorado em 16 de maio).
Tropária e Kondákia Para a Sexta-feira  
Á Santa Cruz 
Tropárion Tom 1: Salva, Senhor, o Teu povo / e abençoa a Tua herança! / Concede à Tua Igreja a vitória sobre o maligno // e guarda o Teu povo pela Tua Cruz.  
Kondákion, Tom 4: Tendo subido voluntariamente à Cruz, / conceda as Tuas misericórdias, ó Cristo nosso Deus, ao novo povo que leva o Teu Nome; / rejubila com a Teu Poder o Teu Povo fiel, / concedendo-lhes vitórias sobre os seus inimigos, / para que possam ter em Ti o auxílio, // arma da paz, sinal invencível da vitória.  

Oração Antes de Ler as Escrituras

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 


Atos 27:1-44

Fragmento 50A - Naqueles dias, quando se decidiu que navegaríamos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da corte de Augusto. E, embarcando em um navio de Adramítio, partimos navegando pelas costas da Ásia, estando conosco um certo Aristarco, macedônio de Tessalônica. No dia seguinte, chegamos a Sídon. Júlio, cortesmente, dirigiu-se a Paulo e permitiu-lhe ir ter com os amigos para se refrescar. E, partindo dali, navegamos sob Chipre, porque os ventos eram contrários. E, tendo atravessado o mar da Cilícia e da Panfília, chegamos a Mirra, cidade da Lícia. E lá o centurião encontrou um navio de Alexandria navegando para a Itália; e nos fez embarcar nele. E, navegando lentamente por muitos dias, e mal chegando defronte de Cnido, não nos permitindo o vento, navegamos sob Creta, defronte de Salmone. E, passando-a com dificuldade, chegou a um lugar chamado Bons Portos; perto do qual estava a cidade de Laseia. E, tendo-se passado muito tempo, e tendo-se tornado perigosa a navegação, porque o jejum já havia passado, Paulo os advertiu, e disse-lhes: Senhores, percebo que esta viagem causará muitos danos e prejuízos, não somente à carga e ao navio, mas também às nossas vidas. Contudo, o centurião deu mais crédito ao mestre e dono do navio do que ao que Paulo dizia. E como o porto não era adequado para o inverno, a maioria aconselhou partir dali também, se de algum modo pudessem chegar a Fenícia e lá passar o inverno, que é um porto de Creta e fica ao sudoeste e noroeste. E quando o vento sul soprou suavemente, supondo que haviam alcançado seu propósito, partindo dali, navegaram perto de Creta. Mas não muito tempo depois surgiu um vento tempestuoso, chamado Euroclydon. E quando o navio foi apanhado e não conseguiu mais enfrentar o vento, nós o deixamos navegar. E correndo sob uma certa ilha chamada Claude, tivemos muito trabalho para conseguir o barco: Depois de içá-los, usaram meios auxiliares para cingir o navio e, temendo cair na areia movediça, cortaram as velas e foram levados à deriva. E, sendo nós fortemente fustigados por uma tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio; e ao terceiro dia, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar os aparelhos do navio. E quando nem o sol nem as estrelas apareceram por muitos dias, e uma grande tempestade caiu sobre nós, toda a esperança de que seríamos salvos foi tirada. Mas, depois de longa abstinência, Paulo se levantou no meio deles e disse: “Senhores, devíeis ter-me ouvido e não ter partido de Creta, evitando assim este dano e perda. E agora eu vos exorto a ter bom ânimo, porque não se perderá a vida de ninguém entre vós, mas somente o navio. Pois esta noite estava comigo o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, dizendo: ‘Não temas, Paulo; importa que sejas apresentado a César; e eis que Deus te deu todos os que navegam contigo.’ Portanto, senhores, tende bom ânimo, porque creio em Deus que acontecerá como me foi dito. Contudo, devemos ser lançados em uma certa ilha”. Mas quando chegou a décima quarta noite, enquanto éramos levados para cima e para baixo em Adria, por volta da meia-noite, os marinheiros julgaram que estavam se aproximando de algum país; e sondaram, e acharam que eram vinte braças; e, indo um pouco mais adiante, sondaram outra vez, e acharam que eram quinze braças. Então, temendo que caíssemos nas rochas, eles lançaram quatro âncoras da popa e desejaram que o dia amanhecesse. E quando os marinheiros estavam prestes a fugir do navio, quando arriaram o barco ao mar, disfarçados como se fossem lançar âncoras da proa, disse Paulo ao centurião e aos soldados: “Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos”. Então os soldados cortaram as cordas do barco e o deixaram cair. E, quando já era dia, Paulo rogou a todos que comessem alguma coisa, dizendo: “Já é hoje o décimo quarto dia que estais em jejum, sem nada terdes provado. Por isso, rogo-vos que comais alguma coisa, porque isto é para a vossa saúde; pois nem um fio de cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós”. E, dizendo isto, tomou o pão, e deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o, começou a comer. Então todos ficaram alegres e também comeram um pouco de carne. E éramos ao todo no navio duzentas e sessenta e dezesseis almas. E, quando já estavam satisfeitos, aliviaram o navio e lançaram o trigo ao mar. E, quando amanheceu, não conheciam a terra, mas descobriram um certo riacho com uma praia, na qual estavam decididos a atracar o navio, se fosse possível. E, tendo levantado âncoras, lançaram-se ao mar, soltaram as amarras do leme, içaram a vela principal ao vento e rumaram para a praia. E, caindo num lugar onde dois mares se encontravam, encalharam o navio; e a proa ficou presa e imóvel, mas a parte de trás foi quebrada pela violência das ondas. E o conselho dos soldados foi matar os prisioneiros, para que nenhum deles conseguisse nadar e escapar. Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de prosseguir; e ordenou que os que soubessem nadar se lançassem primeiro ao mar e chegassem à terra. E os demais, alguns em tábuas, outros em pedaços quebrados do navio. E assim aconteceu que todos escaparam em segurança para a terra.

João 17:18-26


Fragmento 57 - Naqueles dias, levantando Jesus os olhos ao céu, disse: “Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo; e por eles Eu Me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela palavra deles, hão de crer em Mim, para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, estás em Mim, e eu em Ti; que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste. E dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós Somos Um; Eu neles, e Tu em Mim, para que eles possam ser perfeitos em unidade; e para que o mundo conheça que Tu Me enviaste, e que os amaste, assim como Me amaste. Pai, eu desejo que onde Eu estou, estejam Comigo também aqueles que Me tens dado, para que eles vejam a Minha glória, a qual Tu Me deste; porque Tu Me amaste antes da fundação do mundo. Ó Pai justo, o mundo não Te conheceu; mas Eu Te conheci, e estes conheceram que Tu Me enviaste. E Eu lhes tenho declarado o Teu Nome, e declararei. Que o amor com que Tu Me amaste, possa estar neles, e Eu neles”.

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quinta-feira, 28 de maio de 2026

7ª Quinta-feira da Páscoa

PÓS-FESTA DA ASCENSÃO
28 de Maio de 2026 (CC) / 15 de Maio (CE)
São Pacômio, o Grande, Pai do Monasticismo Cenobita no Egito; 
Santo Aquiles, Bispo de Larissa; 
São Dimitri (Demétrius) Príncipe herdeiro, de Moscou (1591)
Tom 6


São Pacômio nasceu no Egito no ano de 287, na Tebaida. Filho de pais pagãos, cheios de superstições e idolatrias, desde a infância mostrou grande aversão a tudo isso. Aos vinte anos de idade foi convocado para o exército imperial e acabou ficando prisioneiro em Tebes. Foi quando fez o seu primeiro contato com os cristãos, cuja religião até então lhe era desconhecida. À noite, na prisão recebeu um pouco de alimento de alguns cristãos, que escondidos conseguiram entrar. 
Comovido com esse gesto de pessoas desconhecidas, perguntou quem havia mandado que fizessem aquilo e eles responderam: “Deus que está no céu”. Nesta noite Pacômio rezou com eles para esse Deus, sentindo já nas primeiras palavras ouvidas que esta seria a sua doutrina.  
O Evangelho o tocou de tal forma que ele se converteu e voltou para o Egito, onde recebeu o batismo. Depois, compartilhou durante sete anos a companhia de um ancião eremita de nome Palemon, que vivia dedicado à oração. A princípio o ancião não quis aceitá-lo a seu lado, porque sabia que a vida de solidão e orações não era nada fácil. Mas Pacômio estava determinado e convenceu-o de que deveria ficar. Um dia, durante suas caminhadas, Pacômio ouviu uma voz que lhe dizia para inaugurar ali, exatamente naquele lugar, um monastério onde receberia e acolheria muitos religiosos. Depois, apareceu-lhe um anjo que o ensinou como deveria organizar o monastério. Pacômio pôs-se a trabalhar arduamente e o deixou pronto. As profecias que ele ouviu se concretizaram e muitas pessoas se juntaram a ele. Monges, eremitas e religiosos de todos os lugares pediram admissão no monastério de Pacômio, que obteve a aprovação do bispo Atanásio, santo e doutor da Igreja. Inclusive seu irmão João, que distribuiu toda sua riqueza entre os pobres e uniu-se a ele.  
Com Pacômio nasceu a vida monástica, ou cenobítica no Egito, não mais com um chefe carismático que agregava ermitãos reunidos em pequenos grupos em torno de si, mas uma comunidade de religiosos, com regras precisas de vida em comum na oração, contemplação e trabalho, à exemplo dos primeiros apóstolos de Jesus. Pacômio abriu ainda mais oito mosteiros masculinos, um deles feminino, onde sua irmã foi a primeira abadessa (superiora). Sua fama de santidade espalhou-se pelo Egito e na Ásia Menor. Foi agraciado por Deus com o dom da profecia e morreu no ano de 347, vítima de uma peste que assolava o Egito, na época. Até o século XII havia ainda cerca de quinhentos monges da Ordem de São Pacômio. São Pacômio, o eremita, até hoje é considerado um dos representantes de Deus que mais prestaram serviço à Igreja.  
Santo Aquiles, Bispo de Larissa

Santo Aquiles de Lárissa foi um dos 318 bispos que participaram do Primeiro Concílio de Niceia. Era o metropolita de Lárissa, na Tessália (Grécia), e é lembrado principalmente por sua veemente defesa da Ortodoxia doutrinária durante o Concílio de Niceia e por um milagre que ele teria realizado como prova contra o arianismo. Tomando uma pedra, Aquiles chamou os arianos: 
“Se Cristo é uma criatura de Deus, como vocês afirmam, ordenem que óleo flua desta pedra”. 
Os heréticos se mantiveram calados, impressionados com o pedido de Santo Aquiles. Então, o santo continuou: 
“E se o Filho de Deus for igual ao Pai, como acreditamos, que flua então o óleo desta pedra!” E o óleo fluiu para espanto de todos. 
Santo Aquiles morreu em Lárissa em 330. Quando o Tsar Samuel da Bulgária conquistou a Tessália, ele transladou as relíquias de Aquiles para Prespa, especificamente para uma ilha num lago que foi posteriormente rebatizada em homenagem ao santo. 
Comemoração São Dimitri (Demétrius)

Dimitri foi assassinado aos oito anos, na cidade de Uglich, por um decreto expedido por Bóris Godunov. Após sua morte, Dimitri apareceu a um monge e previu com precisão a morte de Bóris Godunov. Inúmeros milagres foram operados no túmulo do Tsarevich (termo russo que significa “Príncipe Herdeiro”). Quando sua tumba foi aberta, quinze anos após sua morte, suas relíquias foram encontradas inteiras e incorruptas e foram solenemente enterradas na Igreja do Arcanjo Miguel, em Moscou. As circunstâncias da morte de Bóris Godunov valem a pena ser contadas. 
Gudonov tentou matar o Príncipe usando um veneno muito forte, mas que não fez efeito. Então, ele ordenou que a criança fosse decapitada publicamente. Não muito tempo depois, um falso “Dimitri" surgiu, alegando ser o Príncipe Herdeiro (Tsarevich), e reuniu um grande exército contra Godunov. Este foi levado a uma posição tão desesperada que tirou a própria vida por veneno, o "remédio" que ele pretendia dar para o verdadeiro Dimitri.
Tropária e Kondákia Para a Quinta-feira 
Aos Santos Apóstolos
Tropárion, Tom 3: Ó Santos Apóstolos, / rogai ao Deus Misericordioso // que Ele conceda o perdão dos pecados às nossas almas.
Kondákion, Tom 2: Os pregadores firmes e inspirados por Deus, / os mais elevados dos Teus discípulos, ó Senhor, / Tu os aceitaste para desfrutarem das Tuas bênçãos e do repouso; / pois Tu consideraste seus trabalhos e morte superiores a qualquer sacrifício, // ó Tu, o Único que conhece o que há nos corações.
A São Nicolau
Tropárion, Tom 4: A Verdade Imutável te revelou ao teu rebanho / como regra de fé e exemplo de mansidão e autocontrole. / Portanto, pela humildade alcançaste a grandeza / e, pela pobreza, a riqueza. / Ó Pai, São Nicolau, // roga a Cristo nosso Deus pela salvação de nossas almas.
Kondákion, Tom 3: Em Mira, tu, ó Santo, apareceste como um sacerdote, / pois, tendo cumprido o Evangelho de Cristo, / tu, ó Venerável, / entregaste tua alma pelo teu povo / e salvaste os inocentes da morte; / portanto, foste santificado // como um grande servo dos mistérios da graça de Deus.
Oração Antes de Ler as Escrituras

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 


Atos 25:13-19

Fragmento 48 - Naquela época, o Rei Agripa e Berenice vieram a Cesária em visita de saudação a Festo. E, como se demorassem ali muitos dias, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: “Há aqui certo homem que foi deixado preso por Félix, a respeito do qual, quando estive em Jerusalém, os principais sacerdotes e os anciãos dos judeus me fizeram queixas, pedindo sentença contra ele; aos quais respondi que não é costume dos romanos condenar homem algum sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores e possa defender-se da acusação. Quando então eles se haviam reunido aqui, sem me demorar, no dia seguinte sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem; contra o qual os acusadores, levantando-se, não apresentaram acusação alguma das coisas perversas que eu suspeitava; tinham, porém, contra ele algumas questões acerca da sua religião e de um tal Jesus defunto, que Paulo afirmava estar vivo”.

João 16:23-33

Fragmento 55 - 
O Senhor disse a Seus discípulos: “Em verdade, em verdade vos digo que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu Nome, Ele vos dará. Até agora nada pedistes em Meu Nome; pedi, e recebereis, para que vossa alegria seja completa. Até então Eu vos tenho falado por parábolas; mas vem a hora em que não vos falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. Naquele dia pedireis em Meu nome, e não vos digo que Eu rogarei por vós ao Pai, pois o Próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e crestes que Eu saí de Deus. Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo e vou para o Pai”. Disseram os Seus discípulos: ‘Eis que agora falas abertamente, e não dizes parábola alguma. Agora vemos que sabes tudo, e não tem necessidade de que alguém Te pergunte. Por isso cremos que saíste de Deus”. Respondeu-lhes Jesus: “Credes agora? Eis que vem a hora, e já é chegada, em que vós sereis dispersos cada um para o seu lado, e Me deixareis só; mas não Estou só, porque o Pai está Comigo. Isso Eu vos disse, para que em Mim tenhais paz”.