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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

9ª Quinta-feira Depois de Pentecostes

07 de Agosto de 2025 (CC) / 25 de Julho (CE)
Dormição de Santa Ana, Avó do Senhor Jesus Cristo;
Santa Olympia (410), Diaconisa e Confessora; Santa Euphrasia (413);
Tom 7



A divinamente sábia e bendita Ana, era filha do Sacerdote Nathan e de sua esposa Maria, da tribo de Levi, pela descendência de Aarão. Segundo a tradição, Ana morreu em paz, em Jerusalém, aos 79 anos, antes da Anunciação à santíssima Virgem Maria. 
Durante o reinado do Santo Imperador Justiniano (527-565), uma igreja foi construída em sua honra em Dêutera. Esta Igreja foi restaurada pelo Imperador Justiniano II (685-695; 705-711), depois que a Justa aparecera à sua esposa que estava grávida. E foi nesta ocasião que o corpo e o omophorion (véu) de Santa Ana foram transferidos para Constantinopla. (A data da comemoração dos Justos Joaquim e Anna é 9 Setembro).

Santa Olympia, Diaconisa e Confessora 

Santa Olympia era filha de importante e conhecido dignitário e nasceu em Constantinopla aproximadamente por volta do ano de 366. Seu avô por parte da mãe ocupava importante posto na corte do imperador Constantino, o Grande. Desde a tenra idade Olympia foi prometida, mas o seu noivo morreu antes do casamento. Olimpíada resolveu permanecer virgem e dedicar-se a serviço de Deus. Ela herdou grande propriedade. Considerando a riqueza uma propriedade de Deus, Olympia distribuía-a aos pobres, às igrejas, aos mosteiros, às casas para hospedar estranhos, prisões e lugares de exílio. Na narrativa de sua vida consta que ela nunca recusou ajuda a ninguém.

Pela sua vida bondosa, o Patriarca de Constantinopla, Nectario (381-397) sagrou-a diaconisa. Seu sucessor na cátedra de Constantinopla São João Crisóstomo respeitava muito seus feitos bondosos. Ele escreveu-lhe algumas cartas que ficaram guardadas na coletânea de suas composições e representam grande preciosidade espiritual. Os inimigos de São João Crisóstomo depuseram-no da cátedra, exilando-o, e também se armaram contra Santa Olympia. Os últimos anos de sua vida ela passou em numerosas provações penosas. Morreu em Nicomídia por volta do ano 410. No tempo do Patriarca Sérgio (610-638) os restos mortais de Santa Olímpia foram transladados para um mosteiro feminino que foi fundado por ela em Constantinopla. Foram descritos alguns milagres e curas pelos seus restos mortais. 
A Venerável Virgem Eufrásia 
Euphrasia era filha de Antígono, um nobre de Constantinopla e parente do Imperador Teodósio, o Grande. Ela e sua mãe, uma jovem viúva, estabeleceram-se no Egito. Lá, elas visitaram os mosteiros, deram esmolas e oravam a Deus. 
De acordo com o seu desejo fervoroso, aos sete anos de idade Eufrásia foi tonsurada monja. Quanto mais avançava em idade, mais ela se impunha pesadas disciplinas ascéticas. Certa vez, jejuou durante quarenta dias. 
Possuidora de uma grande graça de Deus, ela curava as mais graves doenças. Euphrasia descansou em 413 dC, aos 33 anos de idade.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 


1 Coríntios 14:6-19

Fragmento 155 - Irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara? Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar. Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação. Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim. Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja. Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida.

Mateus 20:17-28

Fragmento 81 - Naquela ocasião, subindo a Jerusalém, Jesus chamou à parte os Seus doze discípulos, e no caminho disse-lhes: Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e O condenarão à morte. E O entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e O açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará. Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-O, e fazendo-Lhe um pedido. E Ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à Tua direita e outro à Tua esquerda, no Teu Reino. Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que Eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado? Dizem-Lhe eles: Podemos. E diz-lhes Ele: Na verdade bebereis o Meu cálice e sereis batizados com o batismo com que Eu Sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem Meu Pai o tem preparado. E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de Si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a Sua vida em resgate de muitos.


† † †

COMENTÁRIO 

“Ai da Alma Na Qual Não Habita Cristo!”


Assim como Deus em outro tempo, irritado contra os judeus, entregou Jerusalém à afronta de seus inimigos e seus adversários os submeteram, de maneira que já não restaram nela nem festas nem sacrifícios; assim também agora, encolerizado contra a alma que viola os seus mandatos, a entrega em poder dos mesmos inimigos que a seduziram até torná-la feia.

E da mesma forma que uma casa, se não habita nela seu dono, se cobre de trevas, de ignomínia e de afronta, e fica toda cheia de sujeira e imundície; assim também a alma, privada de seu Senhor e da presença alegre de seus anjos, fica repleta das trevas do pecado, da fealdade das paixões e de todo tipo de desonra.

Ai do caminho pelo qual ninguém passa, e no qual não se ouve nenhuma voz humana, porque se torna asilo de animais! Ai da alma pela qual o Senhor não caminha, nem afugenta dela com a sua voz as bestas espirituais da maldade! Ai da casa na qual não habita o seu dono! Ai da terra privada de colono que a cultive! Ai do barco privado de piloto, porque, acometido pelas ondas e tempestades do mar, acaba por naufragar! Ai da alma que não traz em si o verdadeiro piloto, Cristo, porque, colocada em um cruel mar de trevas, sacudida pelas ondas de suas paixões e atacada pelos espíritos malignos como por uma tempestade de inverno, acabará naufragando!

Ai da alma privada do cultivo dedicado de Cristo, que é aquele que lhe faz produzir os bons frutos do Espírito, porque, encontrando-se abandonada, cheia de espinhos e de abrolhos, em vez de produzir fruto, acaba na fogueira! Ai da alma na qual não habita Cristo, seu Senhor, porque ao encontrar-se abandonada, cheia de espinhos e de abrolhos, em vez de produzir fruto, acaba na fogueira! Ai da alma na qual não habita Cristo, seu Senhor, porque ao encontrar-se abandonada e cheia dos maus odores de suas paixões, torna-se hospedagem de todos os vícios!

Assim como o colono, quando se dispõe a cultivar a terra, necessita dos instrumentos e vestes apropriados, assim também Cristo, o rei celestial e verdadeiro agricultor, ao visitar a humanidade desolada pelo pecado, tendo-se revestido de um corpo humano e levando a cruz como instrumento, cultivou a alma abandonada, arrancou dela os espinhos e abrolhos dos maus espíritos, extraiu a cizânia do pecado e lançou ao fogo toda a erva má; e, tendo-a assim trabalhado incansavelmente com o madeiro da cruz, plantou nela o belíssimo horto do Espírito: horto que produz para Deus, seu Senhor, um fruto agradável e suavíssimo.

São Macário, o Grande (séc. IV)

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quarta-feira, 7 de agosto de 2024

7ª Quarta-feira Depois de Pentecostes

07 de Agosto de 2024 (CC) / 25 de Julho (CE)
Dormição de Santa Ana, Avó do Senhor Jesus Cristo;
Santa Olympia (410), Diaconisa e Confessora; Santa Euphrasia (413);
Jejum (Azeite é permitido)
Tom 5



A divinamente sábia e bendita Ana, era filha do Sacerdote Nathan e de sua esposa Maria, da tribo de Levi, pela descendência de Aarão. Segundo a tradição, Ana morreu em paz, em Jerusalém, aos 79 anos, antes da Anunciação à santíssima Virgem Maria. 
Durante o reinado do Santo Imperador Justiniano (527-565), uma igreja foi construída em sua honra em Dêutera. Esta Igreja foi restaurada pelo Imperador Justiniano II (685-695; 705-711), depois que a Justa aparecera à sua esposa que estava grávida. E foi nesta ocasião que o corpo e o omophorion (véu) de Santa Ana foram transferidos para Constantinopla. (A data da comemoração dos Justos Joaquim e Anna é 9 Setembro).

Santa Olympia, Diaconisa e Confessora 

Santa Olympia era filha de importante e conhecido dignitário e nasceu em Constantinopla aproximadamente por volta do ano de 366. Seu avô por parte da mãe ocupava importante posto na corte do imperador Constantino, o Grande. Desde a tenra idade Olympia foi prometida, mas o seu noivo morreu antes do casamento. Olimpíada resolveu permanecer virgem e dedicar-se a serviço de Deus. Ela herdou grande propriedade. Considerando a riqueza uma propriedade de Deus, Olympia distribuía-a aos pobres, às igrejas, aos mosteiros, às casas para hospedar estranhos, prisões e lugares de exílio. Na narrativa de sua vida consta que ela nunca recusou ajuda a ninguém.

Pela sua vida bondosa, o Patriarca de Constantinopla, Nectario (381-397) sagrou-a diaconisa. Seu sucessor na cátedra de Constantinopla São João Crisóstomo respeitava muito seus feitos bondosos. Ele escreveu-lhe algumas cartas que ficaram guardadas na coletânea de suas composições e representam grande preciosidade espiritual. Os inimigos de São João Crisóstomo depuseram-no da cátedra, exilando-o, e também se armaram contra Santa Olympia. Os últimos anos de sua vida ela passou em numerosas provações penosas. Morreu em Nicomídia por volta do ano 410. No tempo do Patriarca Sérgio (610-638) os restos mortais de Santa Olímpia foram transladados para um mosteiro feminino que foi fundado por ela em Constantinopla. Foram descritos alguns milagres e curas pelos seus restos mortais. 
A Venerável Virgem Eufrásia 
Euphrasia era filha de Antígono, um nobre de Constantinopla e parente do Imperador Teodósio, o Grande. Ela e sua mãe, uma jovem viúva, estabeleceram-se no Egito. Lá, elas visitaram os mosteiros, deram esmolas e oravam a Deus. 
De acordo com o seu desejo fervoroso, aos sete anos de idade Eufrásia foi tonsurada monja. Quanto mais avançava em idade, mais ela se impunha pesadas disciplinas ascéticas. Certa vez, jejuou durante quarenta dias. 
Possuidora de uma grande graça de Deus, ela curava as mais graves doenças. Euphrasia descansou em 413 dC, aos 33 anos de idade.

 


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

1 Coríntios 7:12-24

Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos. Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz. Porque, de onde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? ou, de onde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher? E assim cada um ande como Deus lhe repartiu, cada um como o Senhor o chamou. É o que ordeno em todas as igrejas. É alguém chamado, estando circuncidado? fique circuncidado. É alguém chamado estando incircuncidado? não se circuncide. A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus. Cada um fique na vocação em que foi chamado. Foste chamado sendo servo? não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião. Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens. Irmãos, cada um fique diante de Deus no estado em que foi chamado.

Mateus 14:35-15:11

E, quando os homens daquele lugar o conheceram, mandaram por todas aquelas terras em redor e trouxeram-lhe todos os que estavam enfermos. E rogavam-lhe que ao menos eles pudessem tocar a orla da sua roupa; e todos os que a tocavam ficavam sãos. Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe, E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. E, chamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei: O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.

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domingo, 7 de agosto de 2022

8º Domingo Depois de Pentecostes

07 de Agosto de 2022 (CC) / 25 de Julho (CE)
Dormição de Santa Ana, Avó do Senhor Jesus Cristo;
Santa Olympia (410), Diaconisa e Confessora; Santa Euphrasia (413);
Comemoração dos Santos 165 Padres do Quinto Concílio Ecuménico 
Tom 7



A divinamente sábia e bendita Ana, era filha do Sacerdote Nathan e de sua esposa Maria, da tribo de Levi, pela descendência de Aarão. Segundo a tradição, Ana morreu em paz, em Jerusalém, aos 79 anos, antes da Anunciação à santíssima Virgem Maria. 
Durante o reinado do Santo Imperador Justiniano (527-565), uma igreja foi construída em sua honra em Dêutera. Esta Igreja foi restaurada pelo Imperador Justiniano II (685-695; 705-711), depois que a Justa aparecera à sua esposa que estava grávida. E foi nesta ocasião que o corpo e o omophorion (véu) de Santa Ana foram transferidos para Constantinopla. (A data da comemoração dos Justos Joaquim e Anna é 9 Setembro).

Santa Olympia, Diaconisa e Confessora 

Santa Olympia era filha de importante e conhecido dignitário e nasceu em Constantinopla aproximadamente por volta do ano de 366. Seu avô por parte da mãe ocupava importante posto na corte do imperador Constantino, o Grande. Desde a tenra idade Olympia foi prometida, mas o seu noivo morreu antes do casamento. Olimpíada resolveu permanecer virgem e dedicar-se a serviço de Deus. Ela herdou grande propriedade. Considerando a riqueza uma propriedade de Deus, Olympia distribuía-a aos pobres, às igrejas, aos mosteiros, às casas para hospedar estranhos, prisões e lugares de exílio. Na narrativa de sua vida consta que ela nunca recusou ajuda a ninguém.

Pela sua vida bondosa, o Patriarca de Constantinopla, Nectario (381-397) sagrou-a diaconisa. Seu sucessor na cátedra de Constantinopla São João Crisóstomo respeitava muito seus feitos bondosos. Ele escreveu-lhe algumas cartas que ficaram guardadas na coletânea de suas composições e representam grande preciosidade espiritual. Os inimigos de São João Crisóstomo depuseram-no da cátedra, exilando-o, e também se armaram contra Santa Olympia. Os últimos anos de sua vida ela passou em numerosas provações penosas. Morreu em Nicomídia por volta do ano 410. No tempo do Patriarca Sérgio (610-638) os restos mortais de Santa Olímpia foram transladados para um mosteiro feminino que foi fundado por ela em Constantinopla. Foram descritos alguns milagres e curas pelos seus restos mortais. 
A Venerável Virgem Euphrasia 
Euphrasia era filha de Antígono, um nobre de Constantinopla e parente do Imperador Teodósio, o Grande. Ela e sua mãe, uma jovem viúva, estabeleceram-se no Egito. Lá, elas visitaram os mosteiros, deram esmolas e oravam a Deus. De acordo com o seu desejo fervoroso, aos sete anos de idade Euphrasia foi tonsurada monja. Quanto mais avançava em idade, mais ela se impunha pesadas disciplinas ascéticas. Certa vez, jejuou durante quarenta dias. Possuidora de uma grande graça de Deus, ela curava as mais graves doenças. Euphrasia descansou em 413 dC, aos 33 anos de idade.

Comemoração dos Santos 165 Padres do Quinto Concílio Ecuménico
 
Este Concílio foi convocado em Constantinopla durante o reinado do Imperador Justiniano o Grande, no ano 553 dC. Todas as heresias do monofisismo foram condenadas neste Concílio, bem como os escritos heréticos de Teodoro de Mopsuéstia, Teodoreto de Cyrrhus e do ensino do origenismo (contra a ressurreição dos mortos).
O Quinto Concílio Ecumênico (Constantinopla II) realizou-se em Constantinopla, sob o Santo Imperador Justiniano I (527-565) no ano 553, para resolver a questão sobre a Ortodoxia de três bispos que há muito estavam mortos: Theodoro de Mopsuéstia, Theodoret de Kyr (Cyr) e Ibas de Edessa, que haviam expressado opiniões nestorianas em seus escritos no tempo do Terceiro Concílio Ecumênico (em Éfeso, no ano 431, em 9 de setembro). Esses três bispos não foram condenados mais tarde no Quarto Concílio Ecumênico (em Calcedônia, no ano 451, em 16 de julho), que condenava os monofisitas, os quais por sua vez, acusavam o Concílio de nestorianismo. E, portanto, para remover dos monofisistas a posição de acusar os Ortodoxos de simpatia pelo nestorianismo, e também de dispor o partido herético para a unidade com os seguidores do Concílio de Calcedônia, o Imperador São Justino emitiu um decreto condenando três "Capítulos" dos três bispos falecidos. Mas desde que o edital foi emitido por iniciativa do Imperador, e como não foi reconhecido por representantes de toda a Igreja (particularmente no Ocidente e, em parte, na África), surgiu uma disputa sobre os "Três Capítulos". O Quinto Concílio Ecumênico foi convocado para resolver essa disputa.
Neste Concílio estavam presentes 165 bispos. O Papa Vigilius, embora presente em Constantinopla, recusou-se a participar do Concílio, mesmo após ter sido solicitado por três vezes a fazê-lo por deputados oficiais em nome dos bispos reunidos, e também, do próprio Imperador. O Concílio foi aberto por São Eutykhios, Patriarca de Constantinopla (552-565, 577-582), presidente. De acordo com o édito imperial, a questão dos "Três Capítulos" foi cuidadosamente examinada em oito sessões prolongadas de 4 de maio a 2 de junho de 553. Um anátema foi pronunciado contra a pessoa e ensinamentos de Theodoro de Mopsuéstia incondicionalmente. Mas, no que diz respeito a Theodoro e Ibas, as condenações limitavam-se apenas a alguns de seus tratados, enquanto que, como pessoas, haviam sido inocentadas sem dúvida pelo Concílio de Calcedônia por causa do arrependimento, sendo assim poupadas do anátema. A necessidade dessa medida era que certas obras proscritas continham expressões usadas pelos nestorianos para interpretar, para seus próprios fins, as definições do Concílio de Calcedônia. Mas a clemência dos pais deste Quinto Conselho Ecumênico, em um espírito de economia moderada em relação às pessoas dos bispos Theodoro e Ibas, deu margem às críticas dos monofisistas às decisões do Concílio. Além disso, o Imperador tinha dado as ordens para promulgar as decisões conciliares, juntamente com uma punição de excomunhão contra o Papa Vigilius, como sendo da mesma opinião dos hereges. Posteriormente, o Papa concordou com o estado de espírito geral dos pais e deu sua assinatura à definição conciliar. Mas os bispos de Istria e toda a região da metrópole Aquilea permaneceram mais de um século em cisma.
No Concílio, os Padres examinaram igualmente os erros do presbítero Orígenes, um mestre da Igreja há muito renegado e falecido no século III. Seu ensinamento sobre a pré-existência da alma humana foi condenado. Outros hereges também foram condenados, que não admitiam a ressurreição universal dos mortos.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS (VIII)

João 20:11-18

E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isto, voltou-se para trás, e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni, que quer dizer: Mestre. Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor, e que ele lhe dissera isto.

LITURGIA

Tropárion da Ressurreição
Pela Cruz venceste a morte / e abriste o Paraíso ao ladrão arrependido. / Converteste em alegria a lamentação das mirróforas / e ordenaste a Teus Apóstolos que anunciassem a Tua Ressurreição, ó Cristo nosso Deus, // Tu Que concedes ao mundo a Tua infinita misericórdia.

Tropárion de São Mateus, no 3º Tom (Santo Patrono)
Com zelo seguiste a Cristo, o Mestre, / Que em Sua bondade apareceu aos homens na Terra, / E da alfândega te chamou para Apóstolo / e Pregador do Evangelho ao universo, /por isto honramos tua preciosa memória. / Ó divinamente eloquente, Mateus. /Roga ao Deus misericordioso // que nos conceda a remissão das transgressões e a salvação das nossas almas!

Tropárion da Dormição de Santa Ana, Tom 4
Ó divinamente sábia Ana, / em teu ventre deste à luz à puríssima Mãe de Deus, / que deu à luz a Vida. / Portanto, regozijando-te em glória, / agora foste trasladada para as mansões do céu, / onde está a morada dos que se alegram. / Ó sempre Bendita, / suplico a purificação das transgressões // para aqueles que te honram com amor.

Kondákion da Ressurreição
O poder da morte não é mais suficientemente forte para manter presos os homens mortais. / Pois Cristo desceu, fazendo em pedaços e destruindo esse poder. / O inferno agora está atado, / e os Profetas, em uma só voz, rejubilam grandemente, / dizendo: “O Salvador veio, // ide todos, vós Fiéis, para Sua Ressurreição”.

Kondákion, Tom 2
Celebramos a memória dos antepassados de Cristo, / suplicando-lhes com fé por ajuda, / para que de toda tribulação seja livre / todos os que clamam: / Nosso Deus está conosco, que os glorificou, // como foi Seu bom prazer!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo ...

Kondákion de São Mateus, Tom 4 (Santo Patrono)
Deixando os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um sábio comerciante, rico da sabedoria do Alto. / Proclamaste a Palavra da Verdade, /e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Hino à Virgem, Tom 6
Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Medianeira ante o Criador / não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores; / mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós junto de Deus, // tu que defendes sempre àqueles que te veneram.

Prokímenon

O Senhor dará força ao Seu povo; 
O Senhor abençoará o Seu povo com paz. (Sl. 27:11)

Tributai ao Senhor, ó filhos dos poderosos,
Tributai ao Senhor glória e força. (Sl. 27:1)

1 Coríntios 1:10-18

10 Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissensões entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer. 11 Pois a respeito de vós, irmãos meus, fui informado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. 12 Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo; ou, Eu de Apolo; ou Eu sou de Cefas; ou, Eu de Cristo. 13 será que Cristo está dividido? foi Paulo crucificado por amor de vós? ou fostes vós batizados em nome de Paulo? 14 Dou graças a Deus que a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio; 15 para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. 16 É verdade, batizei também a família de Estéfanas, além destes, não sei se batizei algum outro. 17 Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo. 18 Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!
É bom exaltar o Senhor
E cantar louvores ao Teu Nome, ó Altíssimo (Sl 91:1)

Aleluia, aleluia, aleluia!
Proclamar pela manhã o Teu amor,
E a Tua fidelidade pela noite (Sl 91:2).

Aleluia, aleluia, aleluia! 

Mateus 14:14-22

E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, compadecendo-se dela, curou os seus enfermos. 15 Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer. 16 Jesus, porém, lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vós de comer. 17 Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18 E ele disse: trazei-mos aqui. 19 Tendo mandado às multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. 20 Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram levantaram doze cestos cheios. 21 Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças. 22 Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco, e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões.

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HOMILIAS SOBRE A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES


1ª Homilia


Por São João Crisóstomo.

Para os enfermos ele fazia milagres sempre, agora faz uma dádiva universal, a fim de que muitos não só fossem espectadores do que a outros acontecia, mas que também desfrutassem do dom por si mesmos. Aquilo que aos judeus antigos lhes parecia no deserto admirável e diziam: Poderá também dar-nos pão e preparar-nos a mesa no deserto?, isso Cristo realiza agora. E os levou ao deserto para que não recaísse suspeita alguma sobre o milagre, e ninguém pensasse que algum povo próximo tenha provido as mesas de pão. Por isto o evangelista recorda não somente o lugar, mas também a hora. Também aprendemos aqui a prudência que os discípulos demonstravam nas coisas necessárias e em que alto grau desprezavam os prazeres. Pois sendo eles doze, não tinham senão cinco pães e dois peixes. Até tal ponto desprezavam as coisas materiais e somente cuidavam das espirituais. Ainda mais: nem mesmo este pouco que tinham guardaram, mas, assim que lhes foi solicitado, o entregaram.

Aprendemos disto que, mesmo quando for pouco o que possuímos, o ofereçamos aos pobres. Pois os apóstolos, mandados apresentar os cinco pães, não exclamaram: “Mas de onde nos alimentaremos depois? Como poderemos amenizar a fome?”, mas prontamente obedecem. A parte da razão do que já aduzimos, parece que Cristo fez o milagre com estes pães, para levar os discípulos à fé, pois eles ainda eram fracos nela. Por isso olha ao céu. Já possuíam muitos exemplos de outros tipos de milagres, mas deste nenhum.

Tendo, portanto, tomado os pães, os partiu, e através dos discípulos os repartiu, conferindo-lhes este cargo de honra. Não o fez somente para honrá-los, mas para que, apalpando a realidade do milagre, não lhe negassem a fé nem se esquecessem do acontecido, do qual suas próprias mãos davam testemunho. E permitiu que primeiro a multidão sofresse a fome e esperou que os discípulos se aproximassem e lhe perguntassem. Também por meio deles fez que a multidão se recostasse na relva, e por eles distribuiu os pães, querendo assim antecipar-se e comprometer cada um por sua própria confissão e por suas obras. Por esta causa, recebeu os pães deles, a fim de que se multiplicassem os testemunhos do milagre e tivessem esses registros e recordações do prodígio. Pois se depois de tantos preparativos ainda se esqueceram, o que teriam feito se Jesus não os houvesse preparado de tantas maneiras? E ordenou que se recostassem na relva, ensinando-os desta forma a viver austeramente. Porque não desejava unicamente que os corpos se alimentassem, mas que as almas assimilassem os ensinamentos.

De maneira que pelo lugar, por não ministrar-lhes senão pães e peixes, por ter ordenado que a todos fosse dado o mesmo e em comunidade o tomassem, de forma que nenhum recebesse mais do que o outro, ensinou a humildade, a temperança e a caridade; e quis que todos amassem a todos com igual afeto e tivessem todas as coisas em comum. E tendo partido os pães, os deu aos discípulos, e os discípulos os deram ao povo. Deu-lhes os cinco pães já partidos; e estes cinco pães, como se fossem uma fonte, multiplicavam-se e brotavam das mãos dos discípulos.

Ele não terminou com este milagre; mas Jesus fez que não somente os pães superabundassem, mas também os pedaços, para perceber que estes pedaços eram daqueles pães, e os ausentes também pudessem saber o que havia acontecido. Para isto permitiu que a multidão sofresse a fome, a fim de que ninguém pensasse que tudo se reduzia a meras aparências. Permitiu que sobrassem doze cestos, para que até mesmo Judas levasse o seu. Podia simplesmente ter apagado a fome na multidão, mas os discípulos não teriam experimentado o seu poder, pois assim aconteceu no tempo de Elias. Nesta ocasião os judeus ficaram de tal forma pasmos que quiseram constituí-lo rei, coisa que em outros milagres não tinham tentado.”

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2ª Homilia


Por São Jerônimo (séc. V)

 “Nas palavras do Evangelho sempre o espírito está unido à letra, e o que à primeira vista parece frio, torna-se ardente quando o tocas. O Senhor estava em um lugar deserto, o seguiram multidões numerosas abandonando as suas cidades, ou seja, seu antigo modo de vida e suas diversas crenças. Jesus desembarca; isto significa que as multidões tinham vontade de ir até ele, mas não tinham força para chegar. Por isso o Salvador sai de seu lugar e vai até elas, como em outra parábola vai ao encontro do filho arrependido. Ao ver a multidão, tem compaixão dela e cura as suas enfermidades para que a sua fé plena obtenha em seguida a recompensa...

Jesus lhes disse: Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer. Não necessitam buscar diversos alimentos, comprar pães desconhecidos, porque têm consigo ao pão celestial. Dai-lhes vós mesmos de comer. Convida aos apóstolos a partir o pão para que eles, testemunhando que não têm, manifeste-se melhor a grandeza do milagre.

Tomou os cinco pães e os dois peixinhos, e levantando os olhos ao céu pronunciou a bênção, partiu os pães e deu aos discípulos. “Levanta os olhos ao céu para ensinar-nos a dirigir para lá o nosso olhar. Tomou em suas mãos os cinco pães e os dois peixinhos, os partiu e os deu aos seus discípulos. Quando o Senhor parte os pães abundam os alimentos. De fato, se tivessem permanecido inteiros, se não tivessem sido cortados em pedaços nem divididos em colheita multiplicada, não teriam conseguido alimentar as pessoas, as crianças, as mulheres, a uma multidão tão grande. Por isso a Lei com os profetas é fracionada em pedaços e são anunciados os mistérios que contém, a fim de que o (que era) íntegro e em seu “para a perdição, ou seja, para os incrédulos.

Portanto, mistério é, sobretudo o que, mesmo que pregado em todas as partes, não é conhecido por aqueles que não têm uma alma reta, pois ele se revela não pela sabedoria (humana), mas pelo Espírito Santo e na medida de nossa própria capacidade. Em consequência, não estaria equivocado quem, de acordo com o exposto, chamasse ao mistério “arcano”, já que nem mesmo a nós, os crentes, nos foi concedido a plena percepção e o conhecimento exato do mistério.

Por isso dizia São Paulo: Porque o nosso saber é limitado e limitada é a nossa profecia. Agora vemos confusamente, como num espelho, então veremos face a face. Ensinamos uma sabedoria divina, misteriosa, escondida, predestinada por Deus antes dos séculos para a nossa glória.”

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3ª Homilia


Por Orígenes (Séc. III)

Considera como o Senhor no Evangelho parte poucos pães e alimenta milhares de homens, e como restam tantos cestos. Enquanto os pães estão inteiros, ninguém se sacia com eles, ninguém se alimenta, nem os próprios pães se multiplicam. Considera agora, pois, como nós partimos poucos pães: tomamos algumas poucas palavras das Escrituras divinas, e são milhares de homens que com elas se saciam.

Porém, se estes pães não tivessem sido partidos, se não tivessem sido feitos em pedaços pelos discípulos, ou seja, se a letra da Escritura não tivesse sido partida e discutida em pequenos pedaços, seu sentido não teria chegado a toda a multidão. Porém, como a tomamos em nossas mãos e discutimos cada ponto em particular, então as multidões comem dela quanto podem. O que não conseguem comer deve-se recolhê-lo e guardá-lo para que nada se perca. Assim nós, o que a multidão não pode tomar, o guardamos e o recolhemos em cestos e balaios.

Não faz muito, quando esmigalhávamos o pão no referente a Jacó e Esaú, quantos pedaços sobraram daquele pão? Todos os recolhemos com diligência para que não se perdessem, e os guardamos nos cestos e balaios até que vejamos o que o Senhor ordena que façamos com eles. Mas agora comamos os pães e tiremos água do poço, tudo o que conseguirmos.

Procuremos também fazer aquilo que nos recomenda a sabedoria quando diz: "Beba água de tuas próprias fontes e de teus poços, e seja a tua própria fonte". Tu que me ouves, procura ter o teu próprio poço e tua própria fonte, de maneira que, quando tomas o livro das Escrituras, começas a tirar alguma compreensão por ti mesmo, e de acordo com o que aprendeste na Igreja, tenta beber na fonte de tua própria criatividade.

Dentro de ti existe uma água viva natural, algumas veias de água permanente, as correntes que fluem do entendimento racional, ao menos enquanto não ficam obstruídas pela terra e os entulhos. O que tens que fazer é cavar a terra e remover a sujeira, ou seja, lançar a preguiça de tua inteligência e a sonolência de teu coração.

Ouve o que diz a Escritura: "Aperta o olho e derramará uma lágrima; aperta o coração e alcançará sabedoria". Procura, portanto, limpar também a tua inteligência, para que alguma vez possas chegar a beber de tuas próprias fontes, e possas tirar água viva de teus poços. Por que se recebeste em ti a Palavra de Deus, se tens recebido e guardado com fidelidade a água viva que Jesus te deu, se tornará em ti uma fonte de água que jorra para a vida eterna, no próprio Jesus Cristo, nosso Senhor, de quem é a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém. 

sábado, 7 de agosto de 2021

7º Sábado Depois de Pentecostes

07 de Agosto de 2021 (CC) / 25 de Julho (CE)
Dormição de Santa Ana, Avó do Senhor Jesus Cristo;
Santa Olympia (410), Diaconisa e Confessora; Santa Euphrasia (413);
Comemoração dos Santos 165 Padres do Quinto Concílio Ecuménico 

Tom 5



A divinamente sábia e bendita Ana, era filha do Sacerdote Nathan e de sua esposa Maria, da tribo de Levi, pela descendência de Aarão. Segundo a tradição, Ana morreu em paz, em Jerusalém, aos 79 anos, antes da Anunciação à santíssima Virgem Maria. Durante o reinado do Santo Imperador Justiniano (527-565), uma igreja foi construída em sua honra em Dêutera. Esta Igreja foi restaurada pelo Imperador Justiniano II (685-695; 705-711), depois que a Justa aparecera à sua esposa que estava grávida. E foi nesta ocasião que o corpo e o omophorion (véu) de Santa Ana foram transferidos para Constantinopla. (A conta sobre Righteous Joakim e Anna está localizado sob 9 Setembro).

Santa Olympia, Diaconisa e Confessora 

Santa Olympia era filha de importante e conhecido dignitário e nasceu em Constantinopla aproximadamente por volta do ano de 366. Seu avô por parte da mãe ocupava importante posto na corte do imperador Constantino, o Grande. Desde a tenra idade Olympia foi prometida, mas o seu noivo morreu antes do casamento. Olimpíada resolveu permanecer virgem e dedicar-se a serviço de Deus. Ela herdou grande propriedade. Considerando a riqueza uma propriedade de Deus, Olympia distribuía-a aos pobres, às igrejas, aos mosteiros, às casas para hospedar estranhos, prisões e lugares de exílio. Na narrativa de sua vida consta que ela nunca recusou ajuda a ninguém.

Pela sua vida bondosa, o Patriarca de Constantinopla, Nectario (381-397) sagrou-a diaconisa. Seu sucessor na cátedra de Constantinopla São João Crisóstomo respeitava muito seus feitos bondosos. Ele escreveu-lhe algumas cartas que ficaram guardadas na coletânea de suas composições e representam grande preciosidade espiritual. Os inimigos de São João Crisóstomo depuseram-no da cátedra, exilando-o, e também se armaram contra Santa Olympia. Os últimos anos de sua vida ela passou em numerosas provações penosas. Morreu em Nicomídia por volta do ano 410. No tempo do Patriarca Sérgio (610-638) os restos mortais de Santa Olímpia foram transladados para um mosteiro feminino que foi fundado por ela em Constantinopla. Foram descritos alguns milagres e curas pelos seus restos mortais. 
A Venerável Virgem Euphrasia 
Euphrasia era filha de Antígono, um nobre de Constantinopla e parente do Imperador Teodósio, o Grande. Ela e sua mãe, uma jovem viúva, estabeleceram-se no Egito. Lá, elas visitaram os mosteiros, deram esmolas e oravam a Deus. De acordo com o seu desejo fervoroso, aos sete anos de idade Euphrasia foi tonsurada monja. Quanto mais avançava em idade, mais ela se impunha pesadas disciplinas ascéticas. Certa vez, jejuou durante quarenta dias. Possuidora de uma grande graça de Deus, ela curava as mais graves doenças. Euphrasia descansou em 413 dC, aos 33 anos de idade.

Comemoração dos Santos 165 Padres do Quinto Concílio Ecuménico
 
Este Concílio foi convocado em Constantinopla durante o reinado do Imperador Justiniano o Grande, no ano 553 dC. Todas as heresias do monofisismo foram condenadas neste Concílio, bem como os escritos heréticos de Teodoro de Mopsuéstia, Teodoreto de Cyrrhus e do ensino do origenismo (contra a ressurreição dos mortos).
O Quinto Concílio Ecumênico (Constantinopla II) realizou-se em Constantinopla, sob o Santo Imperador Justiniano I (527-565) no ano 553, para resolver a questão sobre a Ortodoxia de três bispos que há muito estavam mortos: Theodoro de Mopsuéstia, Theodoret de Kyr (Cyr) e Ibas de Edessa, que haviam expressado opiniões nestorianas em seus escritos no tempo do Terceiro Concílio Ecumênico (em Éfeso, no ano 431, em 9 de setembro). Esses três bispos não foram condenados mais tarde no Quarto Concílio Ecumênico (em Calcedônia, no ano 451, em 16 de julho), que condenava os monofisitas, os quais por sua vez, acusavam o Concílio de nestorianismo. E, portanto, para remover dos monofisistas a posição de acusar os Ortodoxos de simpatia pelo nestorianismo, e também de dispor o partido herético para a unidade com os seguidores do Concílio de Calcedônia, o Imperador São Justino emitiu um decreto condenando três "Capítulos" dos três bispos falecidos. Mas desde que o edital foi emitido por iniciativa do Imperador, e como não foi reconhecido por representantes de toda a Igreja (particularmente no Ocidente e, em parte, na África), surgiu uma disputa sobre os "Três Capítulos". O Quinto Concílio Ecumênico foi convocado para resolver essa disputa.
Neste Concílio estavam presentes 165 bispos. O Papa Vigilius, embora presente em Constantinopla, recusou-se a participar do Concílio, mesmo após ter sido solicitado por três vezes a fazê-lo por deputados oficiais em nome dos bispos reunidos, e também, do próprio Imperador. O Concílio foi aberto por São Eutykhios, Patriarca de Constantinopla (552-565, 577-582), presidente. De acordo com o édito imperial, a questão dos "Três Capítulos" foi cuidadosamente examinada em oito sessões prolongadas de 4 de maio a 2 de junho de 553. Um anátema foi pronunciado contra a pessoa e ensinamentos de Theodoro de Mopsuéstia incondicionalmente. Mas, no que diz respeito a Theodoro e Ibas, as condenações limitavam-se apenas a alguns de seus tratados, enquanto que, como pessoas, haviam sido inocentadas sem dúvida pelo Concílio de Calcedônia por causa do arrependimento, sendo assim poupadas do anátema. A necessidade dessa medida era que certas obras proscritas continham expressões usadas pelos nestorianos para interpretar, para seus próprios fins, as definições do Concílio de Calcedônia. Mas a clemência dos pais deste Quinto Conselho Ecumênico, em um espírito de economia moderada em relação às pessoas dos bispos Theodoro e Ibas, deu margem às críticas dos monofisistas às decisões do Concílio. Além disso, o Imperador tinha dado as ordens para promulgar as decisões conciliares, juntamente com uma punição de excomunhão contra o Papa Vigilius, como sendo da mesma opinião dos hereges. Posteriormente, o Papa concordou com o estado de espírito geral dos pais e deu sua assinatura à definição conciliar. Mas os bispos de Istria e toda a região da metrópole Aquilea permaneceram mais de um século em cisma.
No Concílio, os Padres examinaram igualmente os erros do presbítero Orígenes, um mestre da Igreja há muito renegado e falecido no século III. Seu ensinamento sobre a pré-existência da alma humana foi condenado. Outros hereges também foram condenados, que não admitiam a ressurreição universal dos mortos.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 


1 Coríntios 14:26-40

26 Que fazer, pois, irmãos? Quando vos congregais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação. 27 Se alguém falar em língua, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e cada um por sua vez, e haja um que interprete. 28 Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus. 29 E falem os profetas, dois ou três, e os outros julguem. 30 Mas se a outro, que estiver sentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. 31 Porque todos podereis profetizar, cada um por sua vez; para que todos aprendam e todos sejam consolados; 32 pois os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas; 33 porque Deus não é Deus de confusão, mas sim de paz. Como em todas as igrejas dos santos, 34 as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. 35 E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja. 36 Porventura foi de vós que partiu a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? 37 Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. 38 Mas, se alguém ignora isto, ele é ignorado. 39 Portanto, irmãos, procurai com zelo o profetizar, e não proibais o falar em línguas. 40 Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.

Mateus 21:12-14, 17-20

12 Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas; 13 e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores. 14 E chegaram-se a ele no templo cegos e coxos, e ele os curou. 17 E deixando-os, saiu da cidade para Betânia, e ali passou a noite. 18 Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome; 19 e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. 20 Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?  



Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Romanos 12:1-3

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Porque pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.

Mateus 10:37-42

Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim. E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á. Quem vos recebe, a mim me recebe; e quem me recebe a mim, recebe aquele que me enviou. Quem recebe um profeta em qualidade de profeta, receberá galardão de profeta; e quem recebe um justo na qualidade de justo, receberá galardão de justo. E qualquer que tiver dado só que seja um copo de água fria a um destes pequenos, em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

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