quarta-feira, 5 de agosto de 2026

10ª Quarta-feira Depois de Pentecostes

05 de Agosto de 2026 (CC) / 23 de Julho (CE)
O Santo Ícone Milagroso da Mãe de Deus de Pochaiv;
Santo Hieromártir Apolinário († 75 d.C); 
Os Ss. Mártires Trófimos, Teófilos e Treze Santos Mártires com eles († 308); 
O Santo Ícone da Mãe de Deus "Alegria de Todas as Tristezas" ("Com pequenas mudanças")
Jejum (Azeite é permitido)
Tom 8



O Ícone da Mãe de Deus de Pochaiv é muito milagroso. Pochaiv é o local onde ocorreu a primeira aparição da virgem deixando marcada a sua pegada do pé sobre uma rocha que hoje se encontra na Lavra da Santa Dormição de Pochaiv, na Ucrânia Ocidental.

A Ucrânia é terra de inúmeras aparições da Mãe de Deus, todas elas com fatos prodigiosos e impressionantes.

O lugar onde se encontra a rocha com a pegada da mãe de Deus está sob a proteção de um vidro. Da Pegada Brota (em pequena quantidade) água que cura. 
Na Colina onde se encontra o Mosteiro de Pochaiv se instalaram dois monges no ano de 1340. Um dos monges foi até o topo do morro depois da oração e de pronto viu a Mãe de Deus, em pé em cima de uma rocha, rodeada de fogo. Ele convocou o irmão para que ele visse essa maravilha. Uma terceira testemunha do surgimento foi um pastor chamado Ivan Bosoi. Este correu até o morro, e os três juntos glorificaram a Deus.

Em 1559 o Metropolita Neófito, de Constantinopla, viajando através de Volínia (região onde se encontra Pochaiv), visitou a nobre Ana Goiskaya que morava em sua propriedade de Orlya, não longe de Pochaiv. Em sua bênção de despedida, ele entregou para Ana um ícone da Mãe de Deus trazido de Constantinopla. Começaram a notar que do ícone emanava uma luminosidade.

Quando o Felipe, irmão da Ana foi curado na presença de um monge em 1597, ela entregou a imagem milagrosa ao monge, que morava no morro de Pochaiv. A Santa imagem foi colocada na Igreja erguida em honra da Dormição da Mãe de Deus. Mais tarde, lá se estabeleceu um mosteiro, em sua maior parte com a contribuição da Ana Goiskaia. Assim se relacionou o Ícone milagroso com a aparição e o lugar onde a Mãe de Deus deixou a sua pegada, virando um só milagre.

No ano de 1675 ocorreu um evento prodigioso na Guerra de Zbarazh, onde a mesma Rainha dos Céus aparecendo com seu omophorion e com as mãos abertas, acompanhada de anjos celestiais, defendeu o mosteiro do ataque dos turcos e tártaros. Esse episódio é comemorado em 5 de agosto (23 de julho de acordo com o Calendário Juliano).

O Ícone milagroso começou a se chamar de "de pochaiv". São célebres entre os seus devotos os relatos de socorro da celestial soberana aos que se acolhem ao seu pedido de mãe. É comovente o modo como os peregrinos de toda a Ucrânia convergem neste Santuário cheio de graça celestial em nossos dias.

A comemoração do Ícone de Pochaiv também é realizada no dia 8 de setembro (Calendário Juliano) e na Sexta-feira da Semana Luminosa (oitava de Páscoa).

Este lugar é um dos santuários de peregrinação mais importantes da Ucrânia, e no local onde está a marca da Virgem os peregrinos costumam levar objetos para lhes tocar na pegada santa. 
A Mãe de Deus de Pochaiv é muito venerada então na zona de Volinia.
Santo Hieromártir Apolinário 
O nome, o culto, e a glória de Santo Apolinário são legados que recebemos da história, e também da arte de Ravena, a capital do Império Bizantino no Ocidente, no período de meados do século I e século II. 
Lá, existem duas grandiosas igrejas dedicadas a santo Apolinário, ambas célebres na história da arte e do cristianismo. Na igreja nova de Santo Apolinário, no centro da cidade, encontramos o célebre mosaico representativo, mais extenso do que um quarteirão, com todos os mártires e as virgens. No destaque, encontra-se santo Apolinário. Na outra igreja, fora da cidade, está o outro esplendido mosaico, no qual, pela primeira vez, a figura de um santo, e não a de Cristo, ocupa o centro de uma composição, circundado por duas fileiras de ovelhas. 
Apolinário, o primeiro bispo de Ravena, segundo a tradição, teria sua origem no Oriente. A mando do próprio apóstolo Pedro, de quem foi discípulo, foi enviado para converter os pagãos nas terras ao norte do Império Romano. 
A sua obra de evangelização transcorreu num ambiente repleto de imensas dificuldades, fruto do ódio, do egoísmo, da incredibilidade que o cercavam, além do culto aos ídolos pagãos que teve de combater. A tal apostolado dedicou toda a sua vida. Embora representado no mosaico da cidade, sereno e tranquilo, na realidade era um homem de vida dura, combativa e atuante. Apolinário sempre foi considerado um mártir. Mártir de um suplício muito longo, que foi todo o seu episcopado. 
Ele não viu o resultado de sua obra, que só se revelou após a sua morte. A população da nova capital do Império Romano tornou-se exclusivamente cristã, reforçando suas raízes no próprio culto de seu primeiro bispo, considerado por eles um exemplo de santidade. 
Apolinário morreu como mártir da fé no dia 23 de julho, durante as primeiras perseguições impostas contra os cristãos. Entretanto não se encontrou nenhuma referência indicando o ano e a localidade. Suas relíquias, encontradas nas catacumbas, repousam na catedral de Santo Apolinário, em Ravena, na Itália.

A Basílica de Santo Apolinário

 
A Basílica de Santo Apolinário em Classe (em italiano: Basilica di Sant'Apollinare en Classe) é um importante monumento da arte bizantina localizado em Ravena, na Itália. Foi erguida por ordem do bispo Ursicino, usando dinheiro do banqueiro grego Juliano Argentário. Certamente ficava localizada perto de um cemitério cristão, e foi consagrada em 549 pelo bispo Maximiano e dedicada ao primeiro Bispo de Ravena em Classe. 

Em 856 as relíquias de Santo Apolinário de Ravena foram transferidas para a Basílica de Santo Apolinário Novo, em Ravena.

As paredes laterais são nuas, mas certamente foram cobertas por mosaicos, provavelmente demolidos pela República de Veneza em 1449, deixando intactos apenas os mosaicos na abside e no arco do triunfo. 
Os Santos Mártires Trófimos, Teófilos e Treze Santos Mártires com eles 
Os Santos Mártires Trophymos, Teófilos e com eles mais Treze Santos Mártires, padeceram durante o tempo da perseguição contra os cristãos sob o Imperador Diocleciano (284-305). Levados a julgamento, bravamente se confessaram cristãos e se recusaram a oferecer sacrifícios aos ídolos. Depois de ferozes torturas, os santos mártires foram jogados com as pernas quebradas no fogo. Fortalecidos pelo Senhor, saíram do fogo completamente ilesos e, assim, todos os demais glorificaram a Cristo. Desesperados, então, os torturadores lhes decapitaram. 
O Santo Ícone da Mãe de Deus "Alegria de Todas as Tristezas" ("Com pequenas mudanças")

O ícone da Mãe de Deus "Alegria de Todas as Tristezas" ("Com Pequenas Mudanças")foi glorificado no ano de 1888 em São Petesburgo, em comemoração ao milagre ocorrido no tempo em que durante uma terrível trovoada, um raio atingiu uma capela, incendiando-a; mas o ícone da Rainha dos Céus que nela estava permaneceu ileso. 
Coladas ao ícone ficaram pequenas moedas de metal derretidas. Uma igreja foi construída em 1898 no local da capela.

 

Tropária e Kondákia Para Às Quartas-feiras

Comemoração da Santa Cruz

Tropárion Tom 1: Salva, Senhor, o Teu povo / e abençoa a Tua herança! / Concede à Tua Igreja a vitória sobre o maligno // e guarda o Teu povo pela Tua Cruz. 

Kondákion , Tom 4: Tendo subido voluntariamente à Cruz, / conceda as Tuas misericórdias, ó Cristo nosso Deus, ao novo povo que leva o Teu Nome; / rejubila com a Teu Poder o Teu Povo fiel, / concedendo-lhes vitórias sobre os seus inimigos, / para que possam ter em Ti o auxílio, // arma da paz, sinal invencível da vitória.    



Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 
 
1 Coríntios 16:4-12

Fragmento 165 - Irmãos, se me convém ir, também aos escolhidos por vós levarei comigo. Irei, porém, ter convosco depois de ter passado pela Macedônia (porque tenho de passar pela Macedônia). E bem pode ser que fique convosco, e passe também o inverno, para que me acompanheis aonde quer que eu for. Porque não vos quero agora ver de passagem, mas espero ficar convosco algum tempo, se o Senhor o permitir. Ficarei, porém, em Éfeso até o Pentecostes; porque uma porta grande e eficaz se me abriu; e há muitos adversários. E, se Timóteo for, vede que esteja sem temor convosco; porque trabalha na obra do Senhor, como eu também. Portanto, ninguém o despreze, mas acompanhai-o em paz, para que venha ter comigo; pois o espero com os irmãos. E, acerca do irmão Apolo, roguei-lhe muito que fosse com os irmãos ter convosco, mas, na verdade, não teve vontade de ir agora; irá, porém, quando se lhe oferecer boa ocasião.

Mateus 21:28-32

Fragmento 86 - O Senhor disse esta parábola: Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus. Porque João veio a vós no caminho da justiça, e não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para o crer.


COMENTÁRIO


Novamente o Senhor disputa com eles por meio de parábolas, para dar-lhes a entender, por um lado, a ingratidão deles e, por outro, a docilidade daqueles mesmos que condenavam categoricamente.

Porque estes dois filhos manifestam o que aconteceu com os judeus e com os gentios. Porque foi assim que os gentios, que não tinham prometido obedecer e nunca ouviram a lei, em suas obras mostraram sua obediência; e os judeus, que disseram: Tudo quanto o Senhor disser o faremos e obedeceremos, mas em suas obras lhe desobedeceram. Justamente porque não pensaram que a lei lhes serviria para alguma coisa, ele lhes faz ver que ela seria motivo de maior condenação. O que vem a ser o mesmo que Paulo afirma quando diz: Nem os que ouvem a lei são justos diante de Deus, mas os que cumprem a lei serão justificados. E notemos que, para que sejam eles que se condenem a si mesmos, o Senhor lhes obriga a responder a sua pergunta, que era como pronunciar sua própria sentença. O mesmo faz em seguida na parábola da vinha.

Para consegui-lo põe a culpa em outra pessoa. Como diretamente não o queriam confessar, vai conduzindo-os para onde quer através da parábola. Mas já que eles mesmos, sem entender o que diziam, pronunciavam sua sentença, o Senhor passa a revelar-lhes aquilo que estava como que na sombra e lhes diz: Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus. Porque João veio até vós, num caminho de justiça, e vós não acreditastes nele. Ao contrário, os cobradores de impostos e as prostitutas creram nele. Vós, porém, mesmo vendo isso, não vos arrependestes para crer nele.

Se lhes houvesse dito simplesmente: “As prostitutas vos precedem”, sua palavra teria parecido dura; agora, porém, quando foram eles mesmos que deram a sua sentença, aquela dureza desaparece. Daí que acrescenta também a causa: E que causa é essa? Veio João, diz, a vós, e não a eles. Ainda mais: Veio num caminho de justiça. Por que não acusais a João de ter sido um homem negligente e inútil? Não, sua vida foi irreprovável, e seu zelo extraordinário; e, contudo, não lhe destes atenção. E juntamente com esta, outra culpa: que os publicanos lhe deram atenção. E outra ainda: que mesmo depois deles vós não crestes. Porque o seu dever era ter crido antes; mas o não ter crido, mesmo depois, já é pecado que não tem perdão possível.

Grande louvor dos publicanos e maior condenação dos fariseus: “Veio a vós, e não o recebestes; não veio aos publicanos e o receberam. E nem mesmo a estes quereis por mestres”. Olhem por quantos modos louva alguns e condena a outros: “Veio a vós, não a eles. Vós não crestes, e isto não lhes escandalizou. Eles creram, e isto não foi de vosso proveito”. De outra forma, diz: Vos precedem, não quer dizer que eles sigam, mas sim que, se querem, têm esperança de segui-los. Realmente, nada como a rivalidade desperta as pessoas rudes. Eis por que o Senhor repita a cada passo: Os últimos serão os primeiros e os primeiros os últimos.

São João Crisóstomo, Patriarca de Constantinopla (séc. V)
Sermão sobre o Evangelho de São Mateus 

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