
21 de Outubro de 2026 (CC) / 08 de Outubro (CE)
Santa Pelágia, a Penitente (457)
Jejum (Pão, vegetais e frutas)
Tom 3
Pelágia, a penitente, era uma belíssima bailarina de Antioquia, que encantava os homens com sua dança e os ornamentos luxuosos que usava e que ostentava sua riqueza e sua vida promíscua. Numa ocasião, o Patriarca de Antioquia convocou o Sínodo dos Bispos ante a Basílica de São Juliano, o mártir, onde costumava a pregar o honorável bispo de Edessa, São Nono. Pelágia passou pelo pórtico naquela ocasião, cavalgando um cavalo branco, rodeada de admiradores, com os braços e ombros descobertos, como se vestiam as cortesãs daquela época, e lançando olhares provocativos. São Nono interrompeu sua pregação, enquanto os outros bispos baixaram discretamente seus olhos, e fixou seu olhar em Pelágia até que desaparecesse de sua vista.
Perguntou, em seguida, aos outros bispos:
«Não vos parece muito bela esta mulher?» Os bispos, sem saber o que dizer, permaneceram calados. Nono acrescentou: «A mim, me pareceu muito bela, e creio que é uma lição de Deus para nós. Esta mulher faz o impossível para manter sua beleza e aperfeiçoar-se na dança. Quanto a nós, não realizamos por nossas dioceses e por nossas almas, sequer a metade do que ela faz».
Naquela mesma noite São Nono se viu, em sonho, celebrando a Liturgia, enquanto um grande e estranho pássaro, sujo e agressivo, tentava impedi-lo. Quando o Diácono despediu os catecúmenos, a criatura partiu com eles, mas pouco tempo depois retornou e São Nono conseguiu então apanhá-lo e mergulhá-lo na fonte do átrio. A ave saiu da água branca como a neve, desaparecendo entre as nuvens.
No dia seguinte, um domingo, todos os bispos que assistiram a Divina Liturgia celebrada pelo Patriarca, pediram a ele que pregasse. Pelágia, que sequer era catecúmena, sentiu-se impelida a ir à Igreja naquele dia e, ouvindo a pregação do Patriarca, sentiu suas palavras caírem fundo em seu coração. Tempos depois, escreveu uma carta a São Nono rogando-lhe que permitisse falar com ele. São Nono concordou em lhe conceder uma audiência, na condição de que isto acontecesse na presença de outros bispos. Ao aproximar-se de São Nono, Pelágia caiu de joelhos diante dele pedindo-lhe o batismo e suplicando para que se interpusesse entre ela e seus pecados para que o espírito do mau não tivesse mais domínio sobre sua alma. A pedido de Pelágia o Patriarca nomeou como sua madrinha Romana, a mais velha das diaconisas, e São Nono batizou Pelágina, conformando-a na fé e lhe dando a comunhão.
Oito dias depois de seu batismo, Pelágia, que já havia renunciado a todos os seus bens em favor dos pobres, despojou-se da túnica branca dos batizados e, à noite, vestida como um homem, abandonou Antioquia e seguiu solitária, a pé, para Jerusalém onde se instalou numa gruta fechada, no Monte das Oliveiras. Logo ficou conhecida como «Pelágio, o monge sem barba». Três ou quatro anos mais tarde, Jacó, um diácono de São Nono, foi visitá-la e, durante sua permanência em Jerusalém, Pelagia entregou sua alma a Deus. Ao sepultá-la, descobrindo seu verdadeiro sexo, exclamaram:
"Glória a Ti Senhor, Jesus Cristo, porque tens na terra muitos tesouros escondidos".
Tropária e Kondákia Para Às Quartas-feiras
Comemoração da Santa Cruz
Tropárion Tom 1: Salva, Senhor, o Teu povo / e abençoa a Tua herança! / Concede à Tua Igreja a vitória sobre o maligno // e guarda o Teu povo pela Tua Cruz.
Kondákion , Tom 4: Tendo subido voluntariamente à Cruz, / conceda as Tuas misericórdias, ó Cristo nosso Deus, ao novo povo que leva o Teu Nome; / rejubila com a Teu Poder o Teu Povo fiel, / concedendo-lhes vitórias sobre os seus inimigos, / para que possam ter em Ti o auxílio, // arma da paz, sinal invencível da vitória.
Oração Antes de Ler as EscriturasFaz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
Colossenses 1:18-23
Fragmento 251 - Irmãos, Cristo é a cabeça do corpo da Igreja; é o Princípio e o Primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude n’Ele habitasse, e que, havendo por Ele feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio d’Ele reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da Sua carne, pela morte, para perante Ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do Evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado em toda criação debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.
Fragmento 251 - Irmãos, Cristo é a cabeça do corpo da Igreja; é o Princípio e o Primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência. Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude n’Ele habitasse, e que, havendo por Ele feito a paz pelo sangue da Sua cruz, por meio d’Ele reconciliasse Consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da Sua carne, pela morte, para perante Ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do Evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado em toda criação debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro.
Lucas 6:46-7:1
Fragmento 28 - O Senhor disse: E por que Me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu digo? Qualquer que vem a Mim e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante: É semelhante ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha. Mas o que ouve e não pratica, é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa. E, depois de concluir todos estes discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum.
† † †
Homilia
"E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis as coisas que eu digo?" Por que eles O chamam de Senhor, mas não fazem a vontade do Senhor; isto é, por que eles não reconhecem Seu senhorio em seus atos? Porque eles só chamam com a língua e não com o coração. Se o coração deles dissesse: “Senhor, Tu És meu Senhor”, então haveria completa prontidão para se submeter Àquele a quem confessam como seu Senhor. Mas visto que eles não têm isso, suas ações não combinam com sua língua; ao passo que as ações sempre combinam com o coração.
Tudo bem, então não faz sentido chamar: “Senhor, Senhor”? Não, não é assim. Mas é preciso fazer com que a palavra externa corresponda à palavra interna, que é o sentimento e a disposição do coração. Sente-se e reflita sobre o Senhor e sobre você mesmo: o que É o Senhor e o que você é? Pense no que o Senhor fez e ainda faz por você, pelo o que você vive e como isso vai acabar. Você imediatamente chegará à convicção de que não há outra maneira senão cumprir firmemente a vontade do Senhor; não há outro caminho para nós. Essa convicção dá origem a uma prontidão para cumprir de fato o que é expresso pela palavra "Senhor". Com tal prontidão, uma necessidade de ajuda do alto será despertada, e dela a oração: “Senhor, Senhor! Ajuda-me e dá-me forças para andar na Tua vontade.” E esta petição será agradável ao Senhor.
São Teófano, o Recluso
† † †


Nenhum comentário:
Postar um comentário