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sábado, 27 de outubro de 2018

22º Sábado Depois de Pentecostes

27 de Outubro de 2018 (CC) / 14 de Outubro (CE)
Ss. Nazário, Gervásio, Protásio e Celso, mártires († c. 66)
Modo 4



Dos pais de Nazário, Africanos e Perpétua, conta-se que eram discípulos do Apóstolo Paulo, quem os introduziu na fé e os batizou. Nazário ficou órfão muito jovem e, numa sociedade corrompida, os ensinamentos da fé cristã, como os que formaram o jovem Nazário, o protegeu e colocou em destaque as suas virtudes. O Santo manteve-se incorruptível, como dizia o Apóstolo Pedro:

«… purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro» (1 Pedro 1:22).  
O Santo não só se manteve íntegro e honrado como, ao completar 20 anos de idade, vendeu todas as suas propriedades, repartiu o dinheiro com os pobres e iniciou uma peregrinação, pregando a Palavra do Evangelho. 
Indo à Milão, encontrou-se com dois piedosos homens, Gervásio e Protásio e, pregando juntos, os três alcançaram grande êxito, não só entre as pessoas do povo, como nas classes sociais mais altas. Depois disso, Nazário foi à França onde também foi muito bem sucedido em suas pregações.  
Entre aqueles que trouxeram à fé estava o jovem Celso, um jovem de profunda fé que acompanhou Nazário de volta à Milão. Lá, encontraram-se com Gervásio e Protásio e também se depararam com a perseguição aos cristãos por parte do Governador Anodinos. Logo foram chamados e forçados a negar sua fé e prestarem adoração aos ídolos, o que se negaram a fazê-lo e, por isso, foram mortos por decapitação.


Oração Antes de Ler as Escrituras  
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

2 Coríntios 5:1-10

Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados; não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito. Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, e não por vista). Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor. Pois que muito desejamos também ser-lhe agradáveis, quer presentes, quer ausentes. Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.

Lucas 6:1-10

E aconteceu que, no segundo sábado após o primeiro, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam. E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados? E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não é lícito comer senão só aos sacerdotes? E dizia-lhes: O Filho do homem é Senhor até do sábado. E aconteceu também noutro sábado, que entrou na sinagoga, e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. E os escribas e fariseus observavam-no, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar. Mas ele bem conhecia os seus pensamentos; e disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te, e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. Então Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem, ou fazer mal? salvar a vida, ou matar? E, olhando para todos em redor, disse ao homem: Estende a tua mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra.

† † †

REFLEXÃO

Sobre o Propósito da Partilha de Dons, Ministérios e Vocações

(…) Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério,
para a edificação do corpo de Cristo (Efésios 4:12)


É por isso que o Espírito Santo partilhou os dons, e fez de uns apóstolos, outros profetas, outros evangelistas e, outros pastores e mestres: para que os santos, os fiéis cristãos, se tornassem perfeitos. 

Assim como em um lar, o serviço e a honra são partilhados, e há o serviço e honra próprios para os pais, honra e serviço próprios a cada filho ou filha adulto e serviço e honra próprios para filhos jovens e servos – e ainda assim todos trabalham juntos para o benefício de todos, assim é na cada de Deus, a Santa Igreja: com cada honra em um serviço correspondente, e as obras de cada um são benéficas a todos. 

Assim, o corpo de Cristo, a Santa Igreja de Deus, é construída de forma sábia e gradual. Cada um dos fiéis, assistido pelos outros, cresce e se desenvolve como um membro desse corpo, cresce e se desenvolve em santidade e pureza, e em medidas e proporções correspondentes a todo o grande corpo. O corpo inteiro, do começo ao fim dos tempos — especialmente desde e encarnação de Deus, o Verbo, na terra até ao Temível Julgamento — é a Santa Igreja de Deus. 

O corpo é digno da imortalidade, a construção é digna de Deus. Os olhos humanos não podem ver de ponta a ponta, e nem a mente humana pode compreender. A construção é feita com materiais selecionados: pedras vivas, olhos e corações, sem dureza ou feiúra, sem corrupção ou mudança. Cada coisa em seu lugar, tudo é mais belo por inteiro e em partes. Aqui está, irmãos, o objetivo da nossa jornada! Aqui está o significado da nossa queimação na fornalha do sofrimento! Aqui está nossa vida, melhor que todos os nossos planos e mais adorável que todos os nossos desejos.

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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

21ª Sexta-feira Depois de Pentecostes

27 de Outubro de 2017 (CC) / 14 de Outubro (CE)
Ss. Nazário, Gervásio, Protásio e Celso, mártires († c. 66)
Modo 3



Dos pais de Nazário, Africanos e Perpétua, conta-se que eram discípulos do Apóstolo Paulo, quem os introduziu na fé e os batizou. Nazário ficou órfão muito jovem e, numa sociedade corrompida, os ensinamentos da fé cristã, como os que formaram o jovem Nazário, o protegeu e colocou em destaque as suas virtudes. O Santo manteve-se incorruptível, como dizia o Apóstolo Pedro:

«… purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro» (1 Pedro 1:22).  
O Santo não só se manteve íntegro e honrado como, ao completar 20 anos de idade, vendeu todas as suas propriedades, repartiu o dinheiro com os pobres e iniciou uma peregrinação, pregando a Palavra do Evangelho. 
Indo à Milão, encontrou-se com dois piedosos homens, Gervásio e Protásio e, pregando juntos, os três alcançaram grande êxito, não só entre as pessoas do povo, como nas classes sociais mais altas. Depois disso, Nazário foi à França onde também foi muito bem sucedido em suas pregações.  
Entre aqueles que trouxeram à fé estava o jovem Celso, um jovem de profunda fé que acompanhou Nazário de volta à Milão. Lá, encontraram-se com Gervásio e Protásio e também se depararam com a perseguição aos cristãos por parte do Governador Anodinos. Logo foram chamados e forçados a negar sua fé e prestarem adoração aos ídolos, o que se negaram a fazê-lo e, por isso, foram mortos por decapitação.


Oração Antes de Ler as Escrituras  
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Colossenses 2:1-7

1 Pois quero que saibais quão grande luta tenho por vós, e pelos que estão em Laodicéia, e por quantos não viram a minha pessoa; 2 para que os seus corações sejam animados, estando unidos em amor, e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus - Cristo, 3 no qual estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência. 4 Digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas. 5 Porque ainda que eu esteja ausente quanto ao corpo, contudo em espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo. 6 Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, 7 arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças.

Lucas 9:12-18

E já o dia começava a declinar; então, chegando-se a ele os doze, disseram-lhe: Despede a multidão, para que, indo aos lugares e aldeias em redor, se agasalhem, e achem o que comer; porque aqui estamos em lugar deserto. Mas ele lhes disse: Dai-lhes vós de comer. E eles disseram: Não temos senão cinco pães e dois peixes, salvo se nós próprios formos comprar comida para todo este povo. Porquanto estavam ali quase cinco mil homens. Disse, então, aos seus discípulos: Fazei-os assentar, em ranchos de cinquenta em cinquenta. E assim o fizeram, fazendo-os assentar a todos. E, tomando os cinco pães e os dois peixes, e olhando para o céu, abençoou-os, e partiu-os, e deu-os aos seus discípulos para os porem diante da multidão. E comeram todos, e saciaram-se; e levantaram, do que lhes sobejou, doze alcofas de pedaços. E aconteceu que, estando ele só, orando, estavam com ele os discípulos; e perguntou-lhes, dizendo: Quem diz a multidão que eu sou?

† † †

HOMILIA


“Mesmo Quando For Pouco O Que Possuímos, O Ofereçamos Aos Pobres”

Para os enfermos ele fazia milagres sempre, agora faz uma dádiva universal, a fim de que muitos não só fossem espectadores do que a outros acontecia, mas que também desfrutassem do dom por si mesmos. Aquilo que aos judeus antigos lhes parecia no deserto admirável e diziam: «Poderá também dar-nos pão e preparar-nos a mesa no deserto?», isso Cristo realiza agora. E os levou ao deserto para que não recaísse suspeita alguma sobre o milagre, e ninguém pensasse que algum povo próximo tenha provido as mesas de pão. Por isto o evangelista recorda não somente o lugar, mas também a hora. Também aprendemos aqui a prudência que os discípulos demonstravam nas coisas necessárias e em que alto grau desprezavam os prazeres. Pois sendo eles doze, não tinham senão cinco pães e dois peixes. Até tal ponto desprezavam as coisas materiais e somente cuidavam das espirituais. Ainda mais: nem mesmo este pouco que tinham guardaram, mas, assim que lhes foi solicitado, o entregaram.

Aprendemos disto que, mesmo quando for pouco o que possuímos, o ofereçamos aos pobres. Pois os Apóstolos, mandados apresentar os cinco pães, não exclamaram: «Mas de onde nos alimentaremos depois? Como poderemos amenizar a fome?», mas prontamente obedecem. A parte da razão do que já aduzimos, parece que Cristo fez o milagre com estes pães, para levar os discípulos à fé, pois eles ainda eram fracos nela. Por isso olha ao céu. Já possuíam muitos exemplos de outros tipos de milagres, mas deste nenhum.

Tendo, portanto, tomado os pães, os partiu, e através dos discípulos os repartiu, conferindo-lhes este cargo de honra. Não o fez somente para honrá-los, mas para que, apalpando a realidade do milagre, não lhe negassem a fé nem se esquecessem do acontecido, do qual suas próprias mãos davam testemunho. E permitiu que primeiro a multidão sofresse a fome e esperou que os discípulos se aproximassem e lhe perguntassem. Também por meio deles fez que a multidão se recostasse na relva, e por eles distribuiu os pães, querendo assim antecipar-se e comprometer cada um por sua própria confissão e por suas obras. Por esta causa, recebeu os pães deles, a fim de que se multiplicassem os testemunhos do milagre e tivessem esses registros e recordações do prodígio. Pois se depois de tantos preparativos ainda se esqueceram, o que teriam feito se Jesus não os houvesse preparado de tantas maneiras? E ordenou que se recostassem na relva, ensinando-os desta forma a viver austeramente. Porque não desejava unicamente que os corpos se alimentassem, mas que as almas assimilassem os ensinamentos.

De maneira que pelo lugar, por não ministrar-lhes senão pães e peixes, por ter ordenado que a todos fosse dado o mesmo e em comunidade o tomassem, de forma que nenhum recebesse mais do que o outro, ensinou a humildade, a temperança e a caridade; e quis que todos amassem a todos com igual afeto e tivessem todas as coisas em comum. E tendo partido os pães, os deu aos discípulos, e os discípulos os deram ao povo. Deu-lhes os cinco pães já partidos; e estes cinco pães, como se fossem uma fonte, multiplicavam-se e brotavam das mãos dos discípulos.

Ele não terminou com este milagre; mas Jesus fez que não somente os pães superabundassem, mas também os pedaços, para perceber que estes pedaços eram daqueles pães, e os ausentes também pudessem saber o que havia acontecido. Para isto permitiu que a multidão sofresse a fome, a fim de que ninguém pensasse que tudo se reduzia a meras aparências. Permitiu que sobrassem doze cestos, para que até mesmo Judas levasse o seu. Podia simplesmente ter apagado a fome na multidão, mas os discípulos não teriam experimentado o seu poder, pois assim aconteceu no tempo de Elias. Nesta ocasião os judeus ficaram de tal forma pasmos que quiseram constituí-lo rei, coisa que em outros milagres não tinham tentado.

São João Crisóstomo, Patriarca de Constantinopla

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“A Escritura É O Pão Que O Senhor Multiplica Por Meio De Seus Intérpretes”

Considera como o Senhor no Evangelho parte poucos pães e alimenta milhares de homens, e como restam tantos cestos. Enquanto os pães estão inteiros, ninguém se sacia com eles, ninguém se alimenta, nem os próprios pães se multiplicam. Considera agora, pois, como nós partimos poucos pães: tomamos algumas poucas palavras das Escrituras divinas, e são milhares de homens que com elas se saciam.

Porém, se estes pães não tivessem sido partidos, se não tivessem sido feitos em pedaços pelos discípulos, ou seja, se a letra da Escritura não tivesse sido partida e discutida em pequenos pedaços, seu sentido não teria chegado a toda a multidão. Porém, como a tomamos em nossas mãos e discutimos cada ponto em particular, então as multidões comem dela quanto podem. O que não conseguem comer deve-se recolhê-lo e guardá-lo para que nada se perca. Assim nós, o que a multidão não pode tomar, o guardamos e o recolhemos em cestos e balaios.
Não faz muito, quando esmigalhávamos o pão no referente a Jacó e Esaú, quantos pedaços sobraram daquele pão? Todos os recolhemos com diligência para que não se perdessem, e os guardamos nos cestos e balaios até que vejamos o que o Senhor ordena que façamos com eles. Mas agora comamos os pães e tiremos água do poço, tudo o que conseguirmos.

Procuremos, também, fazer aquilo que nos recomenda a sabedoria quando diz: «Beba água de tuas próprias fontes e de teus poços, e seja a tua própria fonte.» Tu que me ouves, procura ter o teu próprio poço e tua própria fonte, de maneira que, quando tomas o livro das Escrituras, começas a tirar alguma compreensão por ti mesmo, e de acordo com o que aprendeste na Igreja, tenta beber na fonte de tua própria criatividade.

Dentro de ti existe uma água viva natural, algumas veias de água permanente, as correntes que fluem do entendimento racional, ao menos enquanto não ficam obstruídas pela terra e os entulhos. O que tens que fazer é cavar a terra e remover a sujeira, ou seja, lançar a preguiça de tua inteligência e a sonolência de teu coração.

Ouve o que diz a Escritura: Aperta o olho e derramará uma lágrima; aperta o coração e alcançará sabedoria (Sabedoria de Sirach, 22:19). Procura, portanto, limpar também a tua inteligência, para que alguma vez possas chegar a beber de tuas próprias fontes, e possas tirar água viva de teus poços. Por que se recebeste em ti a Palavra de Deus, se tens recebido e guardado com fidelidade a água viva que Jesus te deu, se tornará em ti uma fonte de água que jorra para a vida eterna, no próprio Jesus Cristo, nosso Senhor, de quem é a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.

Orígenes, Presbítero de Alexandria (Séc. III)

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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

19ª Quinta-feira Depois de Pentecostes

27 de Outubro de 2016 (CC) / 14 de Outubro (CE)
Ss. Nazário, Gervásio, Protásio e Celso, mártires († c. 66)
Modo 1




Dos pais de Nazário, Africanos e Perpétua, conta-se que eram discípulos do Apóstolo Paulo, quem os introduziu na fé e os batizou. Nazário ficou orfão muito jovem e, numa sociedade corrompida, os ensinamentos da fé cristã, como os que formaram o jovem Nazário, o protegeu e colocou em destaque as suas virtudes. O Santo manteve-se incorruptível, como dizia o Apóstolo Pedro:  
«… purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro» (1 Pedro 1:22).  
O Santo não só manteve-se íntegro e honrado como, ao completar 20 anos de idade, vendeu todas as suas propriedades, repartiu o dinheiro com os pobres e iniciou uma peregrinação, pregando a Palavra do Evangelho.  
Indo à Milão, encontrou-se com dois piedosos homens, Gervásio e Protásio e, pregando juntos, os três alcançaram grande êxito, não só entre as pessoas do povo, como nas classes sociais mais altas. Depois disso, Nazário foi à França onde também foi muito bem sucedido em suas pregações. 
Entre aqueles que trouxe à fé estava o jovem Celso, um jovem de profunda fé que acompanhou Nazário de volta à Milão. Lá, encontraram-se com Gervásio e Protásio e também depararam-se com a perseguição aos cristãos por parte do governador Anodinos. Logo foram chamados e forçados a negar sua fé e prestarem adoração aos ídolos, o que se negaram a fazê-lo e, por isso, foram mortos por decapitação.


Filipenses 1:20-30

Segundo a minha intensa expectação e esperança, de que em nada serei confundido; antes, com toda a confiança, Cristo será, tanto agora como sempre, engrandecido no meu corpo, seja pela vida, seja pela morte. Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho. Mas, se o viver na carne me der fruto da minha obra, não sei então o que deva escolher. Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne. E, tendo esta confiança, sei que ficarei, e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé, Para que a vossa glória cresça por mim em Cristo Jesus, pela minha nova ida a vós. Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nele, como também padecer por ele, Tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim.

Lucas 9:7-11

7 O tetrarca Herodes ouviu comentários sobre o que estava ocorrendo e ficou assustado, pois algumas pessoas divulgavam que João havia ressuscitado dos mortos. 8 Outros, alegavam que Elias tinha ressurgido; e outros ainda falavam que um dos profetas do passado havia voltado à vida. 9 Herodes, entretanto, afirmava: “Eu mandei decapitar a João; quem é, pois, este a respeito do qual tenho ouvido tais coisas?” E se empenhava por conhecê-lo. A primeira multiplicação dos pães. 10 Entrementes, ao regressarem os apóstolos, relataram a Jesus tudo quanto tinham realizado. Então Ele os levou consigo, e retiraram-se para uma cidade chamada Betsaida. 11 Contudo, as multidões ficaram sabendo, e o seguiram. Ele as acolheu, e ensinava-lhes acerca do Reino de Deus, e atendia a todos que tinham necessidade de qualquer cura.


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COMENTÁRIO




“Aproximemo-nos de Cristo Com Fervor”


Cristo nos deu sua carne para saciar-nos, convidando-nos a uma amizade cada vez mais íntima. Aproximemo-nos, pois, a ele com fervor e com uma ardente caridade, e não incorramos em castigo. Porque quanto maiores forem os benefícios recebidos, mais gravemente seremos castigados se nos fizéssemos indignos de tais benefícios.

Os magos também adoraram este corpo recostado em um presépio. E sendo homens irreligiosos e pagãos, abandonando casa e pátria, percorreram um longo caminho, e, ao chegar, o adoraram com grande temor e tremor. Imitemos ao menos estes estrangeiros, nós que somos cidadãos do céu. Eles realmente se aproximaram com grande temor a um presépio e a uma gruta, sem descobrir nenhuma das coisas que agora te é dado contemplar. Tu, por outro lado, não o enxerga em um presépio, mas sobre um altar; não contemplas a uma mulher que o tem em seus braços, mas ao sacerdote que está de pé em sua presença e ao Espírito, transbordante de riqueza, pairando sobre os dons. Não vês simplesmente, como eles, este mesmo corpo, mas conheces todo o seu poder e sua economia de salvação, e não ignoras nada do que ele fez, pois ao ser iniciado te ensinaram detalhadamente todas estas coisas. Exortemo-nos, pois, mutuamente com um santo temor, e lhe demonstremos uma piedade muito mais profunda que a que exibiram aqueles estrangeiros, para que, não aproximando-nos a ele temerária e desconsideradamente, não tenhamos que esconder o rosto de vergonha.

Digo isto não para que não nos aproximemos, mas para que não nos aproximemos com hesitação. Porque assim como é perigoso aproximar-se com hesitação, assim a não participação nestas místicas ceias significa a fome e a morte. Porque esta mesa é a força de nossa alma, a fonte de unidade de todos nossos pensamentos, a causa de nossa esperança: é esperança, salvação, luz, vida. Se com esta bagagem saíssemos daquele sacrifício, com confiança nos aproximaríamos aos seus átrios sagrados, como se fôssemos armados até os dentes com armadura de ouro.

Talvez falo de coisas futuras? Desde agora este mistério tornou para ti a terra em um céu. Abre, pois, as portas do céu e olha; ou melhor dizendo, abre as portas não do céu, mas do céu dos céus, e então contemplarás o que foi dito. Tudo o que de mais precioso ali existe, vou mostrar-te permanecendo na terra. Porque assim como o mais precioso que existe no palácio real não são os muros nem as coberturas de ouro, mas o rei sentado no trono real, assim também no céu o mais precioso é a pessoa do Rei.

E a pessoa do Rei te é dado contemplá-la já agora na terra, pois não te apresento aos anjos, nem aos arcanjos, nem aos céus, nem aos céus dos céus, mas ao próprio Senhor de todos eles. Compreendes como na terra contemplas o que há de mais precioso? E não somente o vês, mas ainda o tocas; e não somente o tocas, mas também o comes; e depois de tê-lo recebido, regressas para a tua casa. Purifica, portanto, tua alma, prepara teu coração para a recepção destes mistérios.


São João Crisóstomo, Patriarca de Constantinopla (séc. V)






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terça-feira, 27 de outubro de 2015

22ª Terça-feira Depois de Pentecostes

27 de Outubro de 2015 (CC) / 1 de Outubro (CE)
Ss. Nazário, Gervásio, Protásio e Celso, mártires († c. 66)
Modo 4





Dos pais de Nazário, Africanos e Perpétua, conta-se que eram discípulos do Apóstolo Paulo, quem os introduziu na fé e os batizou. Nazário ficou orfão muito jovem e, numa sociedade corrompida, os ensinamentos da fé cristã, como os que formaram o jovem Nazário, o protegeu e colocou em destaque as suas virtudes. O Santo manteve-se incorruptível, como dizia o Apóstolo Pedro: 
«… purificando as vossas almas pelo Espírito na obediência à verdade, para o amor fraternal, não fingido; amai-vos ardentemente uns aos outros com um coração puro» (1 Pedro 1:22). 
O Santo não só manteve-se íntegro e honrado como, ao completar 20 anos de idade, vendeu todas as suas propriedades, repartiu o dinheiro com os pobres e iniciou uma peregrinação, pregando a Palavra do Evangelho. 
Indo à Milão, encontrou-se com dois piedosos homens, Gervásio e Protásio e, pregando juntos, os três alcançaram grande êxito, não só entre as pessoas do povo, como nas classes sociais mais altas. Depois disso, Nazário foi à França onde também foi muito bem sucedido em suas pregações.  
Entre aqueles que trouxe à fé estava o jovem Celso, um jovem de profunda fé que acompanhou Nazário de volta à Milão. Lá, encontraram-se com Gervásio e Protásio e também depararam-se com a perseguição aos cristãos por parte do governador Anodinos. Logo foram chamados e forçados a negar sua fé e prestarem adoração aos ídolos, o que se negaram a fazê-lo e, por isso, foram mortos por decapitação.


Colossenses 2:20-3:3

Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Lucas 8:1-3

1Havendo passado esses acontecimentos, caminhava Jesus por todos os povoados e cidades proclamando as boas novas do Reino de Deus, e os Doze estavam com Ele. 2E também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e doenças: Maria, conhecida como Madalena, de quem haviam saído sete demônios; 3Joana, esposa de Cuza, administrador da casa de Herodes; Susana e muitas outras. Essas mulheres cooperavam no sustento deles com seus bens. 


COMENTÁRIO

A vida intinerante e sem perspectivas financeiras ou seguranças econômicas que marca a vida terrena do Filho de Deus, não é meramente uma condição peculiar àqueles que decidiram largar tudo para servirem ao Reino de Deus.

Antes, é um sinal da alma e do sentimento que devem nortear a todos quantos  seguem o Cristo de Deus: devemos nos sentir como estrangeiros e peregrinos nesta terra, como se nada possuímos e nada ambicionando deste mundo, pois, não diz a Palavra Divina que a os Ministros do Altar vivem da Fé, mas, sim:

"O justo viverá pela fé" (Hab. 2:4);

Portanto, todo aquele que busca o Reino de Deus e a sua justiça, busca viver por esta Fé, que nos ensina que a fonte do nosso sustento não é o nosso trabalho secular, pois, se este nos faltar, a Fonte não se esgota. E, em outra parte diz:

"Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pela comida que permanece para a vida eterna" (João 6:27); e, ainda mais:

"Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes". (1 Timóteo 6:8)

Por isto, devemos gastar o mínimo das nossas energias no que "nos dá segurança" neste mundo, para que possamos investir ao máximo as nossas forças naquilo que nos garante a segurança no mundo que há de vir.

Qualquer que rejeita esta orientação de vida, é cego tolo e segue a receita do fracasso existencial, pois edifica sua casa sobre a areia.

Pe. Mateus (Antonio Eça)



ORAÇÃO PARA CONTEMPLAÇÃO

"Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma repousada em Ti. Israel, põe tua esperança no Senhor, agora e para sempre."

Salmo 130 (131)