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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

10ª Segunda-feira Depois de Pentecostes


03 de Agosto de 2026 (CC) / 21 de Julho (CE)
Santo Profeta Ezequiel (Séc. IV a.C)
Tom 8

O Santo Profeta Ezequiel viveu no século VI antes do nascimento de Cristo. Ele nasceu na cidade de Sarir e descendia da tribo levita; era sacerdote e filho do Sacerdote Buzi. Na segunda invasão contra Jerusalém pelo imperador babilônico Nabucodonosor, aos 25 anos Ezequiel foi conduzido para a Babilônia junto com o Rei Jeconias II e muitos outros judeus.
No cativeiro, o Profeta Ezequiel viveu perto do rio Chobar. Ali, aos 30 anos de vida, em uma visão fora-lhe revelado o futuro da nação hebraica e de toda a humanidade. O profeta viu uma nuvem brilhante, no meio da qual havia uma chama, e nela - uma misteriosa semelhança de uma carruagem movendo-se pelo espírito e por bestas de quatro asas, cada uma com quatro faces: A de um homem, de um leão, de um boi e de uma águia. Sob seus rostos estava situada uma roda, enfeitada com olhos. Sobre a carruagem erguia-se como se fosse um firmamento cristalino, e sobre o firmamento - a semelhança de um trono como se fosse de safira refulgente. E sobre este trono resplandecia intensamente uma "semelhança do Homem", e sobre Ele um arco-íris (Ezequiel 1: 4-28).
De acordo com a explicação dos Padres da Igreja, a intensa resplandecência da imagem que se "assemelhava a um Homem" sobre o trono de safira refulgente, era uma prefiguração da Encarnação do Filho de Deus e da Santíssima Virgem Maria, revelada como o Trono de Deus. As quatro criaturas prefiguraram os quatro evangelistas e a roda com uma multidão de olhos - a partilha da luz com todas as nações da terra. 
Durante esta visão, o santo profeta caiu ao chão com medo, mas a voz de Deus ordenou-lhe que se levantasse e então explicou que o Senhor o estava enviando para pregar à nação de Israel. A partir dessa época começou o ministério profético de Ezequiel. O Profeta Ezequiel anuncia à nação de Israel, cativa na Babilônia, que suas tribulações era consequência do seu desvio da fé e abandono doDeus Verdadeiro. O profeta proclamou também uma época melhor para seus conterrâneos cativos e previu seu retorno da Babilônia e a restauração do Templo de Jerusalém.
Particularmente importantes são dois elementos significativos na visão do profeta - um sobre a visão do templo do Senhor, cheio de glória, - o segundo sobre os ossos no campo, aos quais o Espírito de Deus deu nova vida. A visão sobre o templo foi uma misteriosa prefiguração da libertação da raça humana da ação do inimigo e da edificação da Igreja de Cristo por meio da ação redentora do Filho de Deus, encarnado da Santíssima Virgem Maria, - chamada pelo profeta de "Portas Fechadas", através das quais entraria o Único Senhor Deus (Ezequiel 44: 2). A visão sobre os ossos secos no campo - prefigurava a ressurreição universal dos mortos e a nova vida eterna dos redimidos pela morte na Cruz do Senhor Jesus Cristo (Ez 37: 1-14).
O Santo Profeta Ezequiel recebeu do Senhor o dom de fazer maravilhas. Ele, como o Profeta Moisés, em oração a Deus dividiu as águas do rio Chobar, e os hebreus cruzaram para a margem oposta, escapando dos perseguidores caldeus. Durante uma época de fome, o profeta implorou a Deus por mais alimentos para os famintos.
Por sua denúncia da idolatria de um certo príncipe hebreu, Santo Ezequiel foi entregue à execução: amarrado a cavalos selvagens, ele foi despedaçado. Os hebreus piedosos recolheram o corpo dilacerado do profeta e enterraram-no em Maur Field, na tumba de Sim e Arthaxad, antepassados ​​de Abraão, não muito longe de Bagdá. A profecia de Ezequiel foi escrita em um livro que leva o seu nome, e está incluído na Bíblia.

São Dimitrii de Rostov chamou a atenção dos crentes para o seguinte conceito no livro do Profeta Ezequiel: "Se um homem justo, na esperança de sua própria justiça, se aventurasse a pecar e no pecado morresse, ele responderia pelo pecado e seria sujeito a julgamento; mas um pecador, se ele se arrependesse, e em arrependimento morresse, seu pecado anterior não seria lembrado diante de Deus" (Ezequiel 3:20; 18: 21-24). 
Tropárion, Tom 2: Ó Profeta de Deus, Ezequiel, / que previste os portões fechados pelo Espírito / e Aquele que Se fez carne, saindo deles, / que profetizaste sobre o Deus Único: /  Roga a Ele para que abra a porta da Sua misericórdia // e salve as almas daqueles que piedosamente cantam em tua memória. 
Kondákion, Tom 4: Tu apareceste como profeta de Deus, ó maravilhoso Ezequiel, / Anunciaste a todos a encarnação do Senhor, // O Cordeiro e Criador, o Filho de Deus, apareceu no devido tempo.
Tropária e Kondákia Para As Hostes Celestiais dos Incorpóreos. 
Comemorados Às Segundas-feiras 
Tropárion, Tom 4: Arcanjos das Hostes Celestiais, nós, os indignos, incessantemente vos suplicamos que nos protejais com vossas preces sob a proteção das asas de vossa glória imaterial, preservando-nos, nós que nos prostramos fervorosamente e clamamos: “ Livrai -nos das aflições, como os comandantes dos Poderes Supremos!”
Kondákion, Tom 2: Arcanjos de Deus, servos da Glória Divina, líderes dos Anjos e guias dos homens, intercedam por nós com grande misericórdia, como Arcanjos incorpóreos.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

1 Coríntios 15:12-19

Fragmento 159 - Irmãos, se Cristo é pregado como Aquele que foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos? Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. E assim somos também considerados como falsas testemunhas de Deus, porque temos testificado que Ele ressuscitou a Cristo, ao Qual, porém, não ressuscitou, se, na verdade, os mortos não são ressuscitados. Porque, se os mortos não são ressuscitados, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados. Logo, também os que dormiram em Cristo estão perdidos. Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima.

Mateus 21:18-22

Fragmento 84A - Naquela manhã, ao voltar à cidade, teve fome; e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela Se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira?  Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito; e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.

COMENTÁRIO

A figueira, um símbolo de prosperidade e paz, murcha, porque é infrutífera. Este é um ato profético dirigido para os judeus, uma vez que depois de três anos de pregação, ensino e cura de Cristo, tanto os líderes e as multidões eram destituídas de fruto espiritual. Ele amaldiçoa a árvore também para advertir àqueles em todas as gerações do que vai acontecer a qualquer um que não consegue ouvir a Sua mensagem.

Embora não esteja registrado que um apóstolo literalmente moveu uma montanha, os Padres são claros de que eles tinham essa autoridade se a necessidade surgisse (certos santos fizeram aparecer fendas nas montanhas). Além disso, nem tudo o que os apóstolos realizaram ficou documentado. Além do significado literal, esta promessa também é uma ilustração do poder da fé e da oração em todas as áreas da vida.

"Tudo o que pedimos, sem hesitação e crendo no poder de Deus, receberemos, desde peçamos benefícios espirituais que nos sejam úteis” (Theoph).

† † † 

domingo, 3 de agosto de 2025

8º Domingo Depois de Pentecostes

03 de Agosto de 2025 (CC) / 21 de Julho (CE)
Santo Profeta Ezequiel (Séc. IV a.C)
Tom 7



O Santo Profeta Ezequiel viveu no século VI antes do nascimento de Cristo. Ele nasceu na cidade de Sarir e descendia da tribo levita; era sacerdote e filho do Sacerdote Buzi. Na segunda invasão contra Jerusalém pelo imperador babilônico Nabucodonosor, aos 25 anos Ezequiel foi conduzido para a Babilônia junto com o Rei Jeconias II e muitos outros judeus.
No cativeiro, o Profeta Ezequiel viveu perto do rio Chobar. Ali, aos 30 anos de vida, em uma visão fora-lhe revelado o futuro da nação hebraica e de toda a humanidade. O profeta viu uma nuvem brilhante, no meio da qual havia uma chama, e nela - uma misteriosa semelhança de uma carruagem movendo-se pelo espírito e por bestas de quatro asas, cada uma com quatro faces: A de um homem, de um leão, de um boi e de uma águia. Sob seus rostos estava situada uma roda, enfeitada com olhos. Sobre a carruagem erguia-se como se fosse um firmamento cristalino, e sobre o firmamento - a semelhança de um trono como se fosse de safira refulgente. E sobre este trono resplandecia intensamente uma "semelhança do Homem", e sobre Ele um arco-íris (Ezequiel 1: 4-28).
De acordo com a explicação dos Padres da Igreja, a intensa resplandecência da imagem que se "assemelhava a um Homem" sobre o trono de safira refulgente, era uma prefiguração da Encarnação do Filho de Deus e da Santíssima Virgem Maria, revelada como o Trono de Deus. As quatro criaturas prefiguraram os quatro evangelistas e a roda com uma multidão de olhos - a partilha da luz com todas as nações da terra. 
Durante esta visão, o santo profeta caiu ao chão com medo, mas a voz de Deus ordenou-lhe que se levantasse e então explicou que o Senhor o estava enviando para pregar à nação de Israel. A partir dessa época começou o ministério profético de Ezequiel. O Profeta Ezequiel anuncia à nação de Israel, cativa na Babilônia, que suas tribulações era consequência do seu desvio da fé e abandono doDeus Verdadeiro. O profeta proclamou também uma época melhor para seus conterrâneos cativos e previu seu retorno da Babilônia e a restauração do Templo de Jerusalém.
Particularmente importantes são dois elementos significativos na visão do profeta - um sobre a visão do templo do Senhor, cheio de glória, - o segundo sobre os ossos no campo, aos quais o Espírito de Deus deu nova vida. A visão sobre o templo foi uma misteriosa prefiguração da libertação da raça humana da ação do inimigo e da edificação da Igreja de Cristo por meio da ação redentora do Filho de Deus, encarnado da Santíssima Virgem Maria, - chamada pelo profeta de "Portas Fechadas", através das quais entraria o Único Senhor Deus (Ezequiel 44: 2). A visão sobre os ossos secos no campo - prefigurava a ressurreição universal dos mortos e a nova vida eterna dos redimidos pela morte na Cruz do Senhor Jesus Cristo (Ez 37: 1-14).
O Santo Profeta Ezequiel recebeu do Senhor o dom de fazer maravilhas. Ele, como o Profeta Moisés, em oração a Deus dividiu as águas do rio Chobar, e os hebreus cruzaram para a margem oposta, escapando dos perseguidores caldeus. Durante uma época de fome, o profeta implorou a Deus por mais alimentos para os famintos.
Por sua denúncia da idolatria de um certo príncipe hebreu, Santo Ezequiel foi entregue à execução: amarrado a cavalos selvagens, ele foi despedaçado. Os hebreus piedosos recolheram o corpo dilacerado do profeta e enterraram-no em Maur Field, na tumba de Sim e Arthaxad, antepassados ​​de Abraão, não muito longe de Bagdá. A profecia de Ezequiel foi escrita em um livro que leva o seu nome, e está incluído na Bíblia.
São Dimitrii de Rostov chamou a atenção dos crentes para o seguinte conceito no livro do Profeta Ezequiel: "Se um homem justo, na esperança de sua própria justiça, se aventurasse a pecar e no pecado morresse, ele responderia pelo pecado e seria sujeito a julgamento; mas um pecador, se ele se arrependesse, e em arrependimento morresse, seu pecado anterior não seria lembrado diante de Deus" (Ezequiel 3:20; 18: 21-24).

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS (VIII)

João 20:11-18

Fragmento 64 – Naqueles dias, Maria, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu-lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-Lhe: Senhor, se Tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-Lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre. Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que Eu subo para Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus. E foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: Vi o Senhor! E que Ele lhe dissera estas coisas.

LITURGIA

Tropárion da Ressurreição
Pela Cruz venceste a morte / e abriste o Paraíso ao ladrão arrependido. / Converteste em alegria a lamentação das mirróforas / e ordenaste a Teus Apóstolos que anunciassem a Tua Ressurreição, ó Cristo nosso Deus, // Tu Que concedes ao mundo a Tua infinita misericórdia.

Tropárion de São Mateus, no 3º Tom (Santo Patrono)
Com zelo seguiste a Cristo, o Mestre, / Que em Sua bondade apareceu aos homens na Terra, / E da alfândega te chamou para Apóstolo / e Pregador do Evangelho ao universo, /por isto honramos tua preciosa memória. / Ó divinamente eloquente, Mateus. /Roga ao Deus misericordioso // que nos conceda a remissão das transgressões e a salvação das nossas almas!

Kondákion da Ressurreição
O poder da morte não é mais suficientemente forte para manter presos os homens mortais. / Pois Cristo desceu, fazendo em pedaços e destruindo esse poder. / O inferno agora está atado, / e os Profetas, em uma só voz, rejubilam grandemente, / dizendo: “O Salvador veio, // ide todos, vós Fiéis, para Sua Ressurreição”.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo ...

Tom 4: Deixando os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um sábio comerciante, rico da sabedoria do Alto. / Proclamaste a Palavra da Verdade, /e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Tom 4: Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Medianeira ante o Criador / não desprezes as súplicas de nenhum de nós, pecadores. / Mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe Bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós, junto de Deus; // tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokímenon

O Senhor dará força ao Seu povo; 
O Senhor abençoará o Seu povo com paz. (Sl. 27:11)

Tributai ao Senhor, ó filhos dos poderosos,
Tributai ao Senhor glória e força. (Sl. 27:1)

1 Coríntios 1:10-18

Fragmento 124 - Irmãos, rogo-vos, pelo Nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado pelos da família de Cloé que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo? Dou graças a Deus, porque a nenhum de vós batizei, senão a Crispo e a Gaio, para que ninguém diga que fostes batizados em meu nome. E batizei também a família de Estéfanas; além destes, não sei se batizei algum outro. Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!
É bom exaltar o Senhor
E cantar louvores ao Teu Nome, ó Altíssimo (Sl 91:1)

Aleluia, aleluia, aleluia!
Proclamar pela manhã o Teu amor,
E a Tua fidelidade pela noite (Sl 91:2).

Aleluia, aleluia, aleluia! 

Mateus 14:14-22

Fragmento em 58 - Naquela época, Jesus viu uma grande multidão; e, compadecendo-Se dela, curou os seus enfermos. Chegada a tarde, aproximaram-se d’Ele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer. Jesus, porém, Lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vós de comer. Então eles Lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E Ele disse: Trazei-os aqui para Mim. Tendo mandado as multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram levantaram doze cestos cheios. Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças. Logo em seguida obrigou os Seus discípulos a entrar no barco, e passar adiante d’Ele para o outro lado, enquanto Ele despedia as multidões.

† † †


HOMILIAS SOBRE A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E DOS PEIXES


1ª Homilia


Por São João Crisóstomo.

Para os enfermos ele fazia milagres sempre, agora faz uma dádiva universal, a fim de que muitos não só fossem espectadores do que a outros acontecia, mas que também desfrutassem do dom por si mesmos. Aquilo que aos judeus antigos lhes parecia no deserto admirável e diziam: Poderá também dar-nos pão e preparar-nos a mesa no deserto?, isso Cristo realiza agora. E os levou ao deserto para que não recaísse suspeita alguma sobre o milagre, e ninguém pensasse que algum povo próximo tenha provido as mesas de pão. Por isto o evangelista recorda não somente o lugar, mas também a hora. Também aprendemos aqui a prudência que os discípulos demonstravam nas coisas necessárias e em que alto grau desprezavam os prazeres. Pois sendo eles doze, não tinham senão cinco pães e dois peixes. Até tal ponto desprezavam as coisas materiais e somente cuidavam das espirituais. Ainda mais: nem mesmo este pouco que tinham guardaram, mas, assim que lhes foi solicitado, o entregaram.

Aprendemos disto que, mesmo quando for pouco o que possuímos, o ofereçamos aos pobres. Pois os apóstolos, mandados apresentar os cinco pães, não exclamaram: “Mas de onde nos alimentaremos depois? Como poderemos amenizar a fome?”, mas prontamente obedecem. A parte da razão do que já aduzimos, parece que Cristo fez o milagre com estes pães, para levar os discípulos à fé, pois eles ainda eram fracos nela. Por isso olha ao céu. Já possuíam muitos exemplos de outros tipos de milagres, mas deste nenhum.

Tendo, portanto, tomado os pães, os partiu, e através dos discípulos os repartiu, conferindo-lhes este cargo de honra. Não o fez somente para honrá-los, mas para que, apalpando a realidade do milagre, não lhe negassem a fé nem se esquecessem do acontecido, do qual suas próprias mãos davam testemunho. E permitiu que primeiro a multidão sofresse a fome e esperou que os discípulos se aproximassem e lhe perguntassem. Também por meio deles fez que a multidão se recostasse na relva, e por eles distribuiu os pães, querendo assim antecipar-se e comprometer cada um por sua própria confissão e por suas obras. Por esta causa, recebeu os pães deles, a fim de que se multiplicassem os testemunhos do milagre e tivessem esses registros e recordações do prodígio. Pois se depois de tantos preparativos ainda se esqueceram, o que teriam feito se Jesus não os houvesse preparado de tantas maneiras? E ordenou que se recostassem na relva, ensinando-os desta forma a viver austeramente. Porque não desejava unicamente que os corpos se alimentassem, mas que as almas assimilassem os ensinamentos.

De maneira que pelo lugar, por não ministrar-lhes senão pães e peixes, por ter ordenado que a todos fosse dado o mesmo e em comunidade o tomassem, de forma que nenhum recebesse mais do que o outro, ensinou a humildade, a temperança e a caridade; e quis que todos amassem a todos com igual afeto e tivessem todas as coisas em comum. E tendo partido os pães, os deu aos discípulos, e os discípulos os deram ao povo. Deu-lhes os cinco pães já partidos; e estes cinco pães, como se fossem uma fonte, multiplicavam-se e brotavam das mãos dos discípulos.

Ele não terminou com este milagre; mas Jesus fez que não somente os pães superabundassem, mas também os pedaços, para perceber que estes pedaços eram daqueles pães, e os ausentes também pudessem saber o que havia acontecido. Para isto permitiu que a multidão sofresse a fome, a fim de que ninguém pensasse que tudo se reduzia a meras aparências. Permitiu que sobrassem doze cestos, para que até mesmo Judas levasse o seu. Podia simplesmente ter apagado a fome na multidão, mas os discípulos não teriam experimentado o seu poder, pois assim aconteceu no tempo de Elias. Nesta ocasião os judeus ficaram de tal forma pasmos que quiseram constituí-lo rei, coisa que em outros milagres não tinham tentado.”

† † †


2ª Homilia


Por São Jerônimo (séc. V)

 “Nas palavras do Evangelho sempre o espírito está unido à letra, e o que à primeira vista parece frio, torna-se ardente quando o tocas. O Senhor estava em um lugar deserto, o seguiram multidões numerosas abandonando as suas cidades, ou seja, seu antigo modo de vida e suas diversas crenças. Jesus desembarca; isto significa que as multidões tinham vontade de ir até ele, mas não tinham força para chegar. Por isso o Salvador sai de seu lugar e vai até elas, como em outra parábola vai ao encontro do filho arrependido. Ao ver a multidão, tem compaixão dela e cura as suas enfermidades para que a sua fé plena obtenha em seguida a recompensa...

Jesus lhes disse: Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer. Não necessitam buscar diversos alimentos, comprar pães desconhecidos, porque têm consigo ao pão celestial. Dai-lhes vós mesmos de comer. Convida aos apóstolos a partir o pão para que eles, testemunhando que não têm, manifeste-se melhor a grandeza do milagre.

Tomou os cinco pães e os dois peixinhos, e levantando os olhos ao céu pronunciou a bênção, partiu os pães e deu aos discípulos. “Levanta os olhos ao céu para ensinar-nos a dirigir para lá o nosso olhar. Tomou em suas mãos os cinco pães e os dois peixinhos, os partiu e os deu aos seus discípulos. Quando o Senhor parte os pães abundam os alimentos. De fato, se tivessem permanecido inteiros, se não tivessem sido cortados em pedaços nem divididos em colheita multiplicada, não teriam conseguido alimentar as pessoas, as crianças, as mulheres, a uma multidão tão grande. Por isso a Lei com os profetas é fracionada em pedaços e são anunciados os mistérios que contém, a fim de que o (que era) íntegro e em seu “para a perdição, ou seja, para os incrédulos.

Portanto, mistério é, sobretudo o que, mesmo que pregado em todas as partes, não é conhecido por aqueles que não têm uma alma reta, pois ele se revela não pela sabedoria (humana), mas pelo Espírito Santo e na medida de nossa própria capacidade. Em consequência, não estaria equivocado quem, de acordo com o exposto, chamasse ao mistério “arcano”, já que nem mesmo a nós, os crentes, nos foi concedido a plena percepção e o conhecimento exato do mistério.

Por isso dizia São Paulo: Porque o nosso saber é limitado e limitada é a nossa profecia. Agora vemos confusamente, como num espelho, então veremos face a face. Ensinamos uma sabedoria divina, misteriosa, escondida, predestinada por Deus antes dos séculos para a nossa glória.”

† † †

3ª Homilia


Por Orígenes (Séc. III)

Considera como o Senhor no Evangelho parte poucos pães e alimenta milhares de homens, e como restam tantos cestos. Enquanto os pães estão inteiros, ninguém se sacia com eles, ninguém se alimenta, nem os próprios pães se multiplicam. Considera agora, pois, como nós partimos poucos pães: tomamos algumas poucas palavras das Escrituras divinas, e são milhares de homens que com elas se saciam.

Porém, se estes pães não tivessem sido partidos, se não tivessem sido feitos em pedaços pelos discípulos, ou seja, se a letra da Escritura não tivesse sido partida e discutida em pequenos pedaços, seu sentido não teria chegado a toda a multidão. Porém, como a tomamos em nossas mãos e discutimos cada ponto em particular, então as multidões comem dela quanto podem. O que não conseguem comer deve-se recolhê-lo e guardá-lo para que nada se perca. Assim nós, o que a multidão não pode tomar, o guardamos e o recolhemos em cestos e balaios.

Não faz muito, quando esmigalhávamos o pão no referente a Jacó e Esaú, quantos pedaços sobraram daquele pão? Todos os recolhemos com diligência para que não se perdessem, e os guardamos nos cestos e balaios até que vejamos o que o Senhor ordena que façamos com eles. Mas agora comamos os pães e tiremos água do poço, tudo o que conseguirmos.

Procuremos também fazer aquilo que nos recomenda a sabedoria quando diz: "Beba água de tuas próprias fontes e de teus poços, e seja a tua própria fonte". Tu que me ouves, procura ter o teu próprio poço e tua própria fonte, de maneira que, quando tomas o livro das Escrituras, começas a tirar alguma compreensão por ti mesmo, e de acordo com o que aprendeste na Igreja, tenta beber na fonte de tua própria criatividade.

Dentro de ti existe uma água viva natural, algumas veias de água permanente, as correntes que fluem do entendimento racional, ao menos enquanto não ficam obstruídas pela terra e os entulhos. O que tens que fazer é cavar a terra e remover a sujeira, ou seja, lançar a preguiça de tua inteligência e a sonolência de teu coração.

Ouve o que diz a Escritura: "Aperta o olho e derramará uma lágrima; aperta o coração e alcançará sabedoria". Procura, portanto, limpar também a tua inteligência, para que alguma vez possas chegar a beber de tuas próprias fontes, e possas tirar água viva de teus poços. Por que se recebeste em ti a Palavra de Deus, se tens recebido e guardado com fidelidade a água viva que Jesus te deu, se tornará em ti uma fonte de água que jorra para a vida eterna, no próprio Jesus Cristo, nosso Senhor, de quem é a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Amém.

† † †

 

sábado, 3 de agosto de 2024

6º Sábado Depois de Pentecostes

03 de Agosto de 2024 (CC) / 21 de Julho (CE)
Santo Profeta Ezequiel (Séc. IV a.C)
Tom 4



O Santo Profeta Ezequiel viveu no século VI antes do nascimento de Cristo. Ele nasceu na cidade de Sarir e descendia da tribo levita; era sacerdote e filho do Sacerdote Buzi. Na segunda invasão contra Jerusalém pelo imperador babilônico Nabucodonosor, aos 25 anos Ezequiel foi conduzido para a Babilônia junto com o Rei Jeconias II e muitos outros judeus.
No cativeiro, o Profeta Ezequiel viveu perto do rio Chobar. Ali, aos 30 anos de vida, em uma visão fora-lhe revelado o futuro da nação hebraica e de toda a humanidade. O profeta viu uma nuvem brilhante, no meio da qual havia uma chama, e nela - uma misteriosa semelhança de uma carruagem movendo-se pelo espírito e por bestas de quatro asas, cada uma com quatro faces: A de um homem, de um leão, de um boi e de uma águia. Sob seus rostos estava situada uma roda, enfeitada com olhos. Sobre a carruagem erguia-se como se fosse um firmamento cristalino, e sobre o firmamento - a semelhança de um trono como se fosse de safira refulgente. E sobre este trono resplandecia intensamente uma "semelhança do Homem", e sobre Ele um arco-íris (Ezequiel 1: 4-28).
De acordo com a explicação dos Padres da Igreja, a intensa resplandecência da imagem que se "assemelhava a um Homem" sobre o trono de safira refulgente, era uma prefiguração da Encarnação do Filho de Deus e da Santíssima Virgem Maria, revelada como o Trono de Deus. As quatro criaturas prefiguraram os quatro evangelistas e a roda com uma multidão de olhos - a partilha da luz com todas as nações da terra. 
Durante esta visão, o santo profeta caiu ao chão com medo, mas a voz de Deus ordenou-lhe que se levantasse e então explicou que o Senhor o estava enviando para pregar à nação de Israel. A partir dessa época começou o ministério profético de Ezequiel. O Profeta Ezequiel anuncia à nação de Israel, cativa na Babilônia, que suas tribulações era consequência do seu desvio da fé e abandono doDeus Verdadeiro. O profeta proclamou também uma época melhor para seus conterrâneos cativos e previu seu retorno da Babilônia e a restauração do Templo de Jerusalém.
Particularmente importantes são dois elementos significativos na visão do profeta - um sobre a visão do templo do Senhor, cheio de glória, - o segundo sobre os ossos no campo, aos quais o Espírito de Deus deu nova vida. A visão sobre o templo foi uma misteriosa prefiguração da libertação da raça humana da ação do inimigo e da edificação da Igreja de Cristo por meio da ação redentora do Filho de Deus, encarnado da Santíssima Virgem Maria, - chamada pelo profeta de "Portas Fechadas", através das quais entraria o Único Senhor Deus (Ezequiel 44: 2). A visão sobre os ossos secos no campo - prefigurava a ressurreição universal dos mortos e a nova vida eterna dos redimidos pela morte na Cruz do Senhor Jesus Cristo (Ez 37: 1-14).
O Santo Profeta Ezequiel recebeu do Senhor o dom de fazer maravilhas. Ele, como o Profeta Moisés, em oração a Deus dividiu as águas do rio Chobar, e os hebreus cruzaram para a margem oposta, escapando dos perseguidores caldeus. Durante uma época de fome, o profeta implorou a Deus por mais alimentos para os famintos.
Por sua denúncia da idolatria de um certo príncipe hebreu, Santo Ezequiel foi entregue à execução: amarrado a cavalos selvagens, ele foi despedaçado. Os hebreus piedosos recolheram o corpo dilacerado do profeta e enterraram-no em Maur Field, na tumba de Sim e Arthaxad, antepassados ​​de Abraão, não muito longe de Bagdá. A profecia de Ezequiel foi escrita em um livro que leva o seu nome, e está incluído na Bíblia.
São Dimitrii de Rostov chamou a atenção dos crentes para o seguinte conceito no livro do Profeta Ezequiel: "Se um homem justo, na esperança de sua própria justiça, se aventurasse a pecar e no pecado morresse, ele responderia pelo pecado e seria sujeito a julgamento; mas um pecador, se ele se arrependesse, e em arrependimento morresse, seu pecado anterior não seria lembrado diante de Deus" (Ezequiel 3:20; 18: 21-24).

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Romanos 9:1-5

Fragmento 100 - Irmãos, falo a verdade em Cristo, não minto, minha consciência testifica-me no Espírito Santo, a grande tristeza que tenho em mim e constante tormento ao meu coração: Eu mesmo gostaria de ser excomungado de Cristo por meus irmãos, meus parentes na carne, isto é, os israelitas, a quem pertence a adoção e glória e pactos e estatutos e adoração e promessas; deles são os pais, e deles está o Cristo segundo a carne, o Qual É sobre todos, Deus bendito para sempre.

Mateus 9:18-26

Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um chefe, e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá. E Jesus, levantando-se, seguiu-o, ele e os seus discípulos. E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás dele, tocou a orla de sua roupa; Porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar a sua roupa, ficarei sã. E Jesus, voltando-se, e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã. E Jesus, chegando à casa daquele chefe, e vendo os instrumentistas, e o povo em alvoroço, Disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele. E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus, e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. E espalhou-se aquela notícia por todo aquele país.

† † †

COMENTÁRIO

“Realmente, para Deus a morte é um sono”

Todas as perícopes evangélicas, caríssimos irmãos, nos oferecem os grandes bens da vida presente e da futura. Porém a leitura de hoje é um compêndio perfeito de esperança, e a exclusão de qualquer motivo de desesperação.

Porém, falemos do chefe da sinagoga, que, enquanto conduz Cristo à cabeceira de sua filha, deixa o caminho desimpedido para que a mulher se aproxime dele. A leitura evangélica de hoje começa assim: Aproximou-se um chefe da sinagoga, e ao vê-lo se lançou aos seus pés, rogando-lhe com insistência: Senhor, minha filha está nas últimas; vem, coloca as mãos sobre ela, para que seja curada e viva. Conhecedor do futuro como era, a Cristo não lhe estava oculto que haveria o encontro com a sobredita mulher: dela o chefe dos judeus haveria de aprender que a Deus não há necessidade de mudá-lo de lugar, nem levá-lo pelo caminho, nem exigir-lhe uma presença corporal, mas crer que Deus está presente em todos os lugares, integralmente e sempre; que pode fazê-lo somente com uma ordem, sem esforço; infundir ânimo, não deprimi-lo; afugentar a morte não com a mão, mas com o seu poder; prolongar a vida não com a arte, mas com o mandato.

Minha filha está nas últimas; vem. Que é como se dissesse: Ainda conserva o calor da vida, ainda se percebem sintomas de animação, ainda respira, ainda o Senhor da casa tem uma filha, ainda não desceu à região dos mortos; portanto, apressa-te, não deixes que a sua alma se vá. Em sua ignorância, creu que Cristo somente podia ressuscitar a morta se a tomasse pela mão. Esta é a razão pela qual Cristo, quando, ao chegar a casa, viu que choravam pela menina como perdida, para mover à fé aos pensamentos infiéis, disse que a menina não estava morta, mas adormecida, para infundir-lhes esperança, pensando que era mais fácil despertar do sono que da morte. A menina, disse, não está morta, mas dorme.

E realmente, para Deus a morte é um sono, pois Deus devolve mais rapidamente à vida um homem que desperta do sono (da morte) do que a um adormecido; e Deus demora menos em infundir o calor vivificante a alguns membros frios com o frio da morte do que pode tardar um homem em infundir o vigor aos corpos sepultados no sono. Escuta ao apóstolo: Em um instante, num abrir e fechar de olhos os mortos despertarão. O bem-aventurado apóstolo, ao não usar palavras capazes de expressar a velocidade da ressurreição, recorreu aos exemplos. Porque, como poderia imprimir agilidade ao discurso ali onde a potência divina se adianta inclusive a essa própria agilidade? Ou em que sentido poderia expressar-se em categorias de tempo, ali onde nos é concedido uma realidade eterna não submetida ao tempo? Assim como o tempo deu lugar para a temporalidade, assim a eternidade excluiu o tempo.

São Pedro Crisólogo (séc. V) 

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quinta-feira, 3 de agosto de 2023

9ª Quinta-feira Depois de Pentecostes

03 de Agosto de 2023 (CC) / 21 de Julho (CE)
Santo Profeta Ezequiel (Séc. IV a.C)
Tom 7



O Santo Profeta Ezequiel viveu no século VI antes do nascimento de Cristo. Ele nasceu na cidade de Sarir e descendia da tribo levita; era sacerdote e filho do Sacerdote Buzi. Na segunda invasão contra Jerusalém pelo imperador babilônico Nabucodonosor, aos 25 anos Ezequiel foi conduzido para a Babilônia junto com o Rei Jeconias II e muitos outros judeus.
No cativeiro, o Profeta Ezequiel viveu perto do rio Chobar. Ali, aos 30 anos de vida, em uma visão fora-lhe revelado o futuro da nação hebraica e de toda a humanidade. O profeta viu uma nuvem brilhante, no meio da qual havia uma chama, e nela - uma misteriosa semelhança de uma carruagem movendo-se pelo espírito e por bestas de quatro asas, cada uma com quatro faces: A de um homem, de um leão, de um boi e de uma águia. Sob seus rostos estava situada uma roda, enfeitada com olhos. Sobre a carruagem erguia-se como se fosse um firmamento cristalino, e sobre o firmamento - a semelhança de um trono como se fosse de safira refulgente. E sobre este trono resplandecia intensamente uma "semelhança do Homem", e sobre Ele um arco-íris (Ezequiel 1: 4-28).
De acordo com a explicação dos Padres da Igreja, a intensa resplandecência da imagem que se "assemelhava a um Homem" sobre o trono de safira refulgente, era uma prefiguração da Encarnação do Filho de Deus e da Santíssima Virgem Maria, revelada como o Trono de Deus. As quatro criaturas prefiguraram os quatro evangelistas e a roda com uma multidão de olhos - a partilha da luz com todas as nações da terra. 
Durante esta visão, o santo profeta caiu ao chão com medo, mas a voz de Deus ordenou-lhe que se levantasse e então explicou que o Senhor o estava enviando para pregar à nação de Israel. A partir dessa época começou o ministério profético de Ezequiel. O Profeta Ezequiel anuncia à nação de Israel, cativa na Babilônia, que suas tribulações era consequência do seu desvio da fé e abandono doDeus Verdadeiro. O profeta proclamou também uma época melhor para seus conterrâneos cativos e previu seu retorno da Babilônia e a restauração do Templo de Jerusalém.
Particularmente importantes são dois elementos significativos na visão do profeta - um sobre a visão do templo do Senhor, cheio de glória, - o segundo sobre os ossos no campo, aos quais o Espírito de Deus deu nova vida. A visão sobre o templo foi uma misteriosa prefiguração da libertação da raça humana da ação do inimigo e da edificação da Igreja de Cristo por meio da ação redentora do Filho de Deus, encarnado da Santíssima Virgem Maria, - chamada pelo profeta de "Portas Fechadas", através das quais entraria o Único Senhor Deus (Ezequiel 44: 2). A visão sobre os ossos secos no campo - prefigurava a ressurreição universal dos mortos e a nova vida eterna dos redimidos pela morte na Cruz do Senhor Jesus Cristo (Ez 37: 1-14).
O Santo Profeta Ezequiel recebeu do Senhor o dom de fazer maravilhas. Ele, como o Profeta Moisés, em oração a Deus dividiu as águas do rio Chobar, e os hebreus cruzaram para a margem oposta, escapando dos perseguidores caldeus. Durante uma época de fome, o profeta implorou a Deus por mais alimentos para os famintos.
Por sua denúncia da idolatria de um certo príncipe hebreu, Santo Ezequiel foi entregue à execução: amarrado a cavalos selvagens, ele foi despedaçado. Os hebreus piedosos recolheram o corpo dilacerado do profeta e enterraram-no em Maur Field, na tumba de Sim e Arthaxad, antepassados ​​de Abraão, não muito longe de Bagdá. A profecia de Ezequiel foi escrita em um livro que leva o seu nome, e está incluído na Bíblia.
São Dimitrii de Rostov chamou a atenção dos crentes para o seguinte conceito no livro do Profeta Ezequiel: "Se um homem justo, na esperança de sua própria justiça, se aventurasse a pecar e no pecado morresse, ele responderia pelo pecado e seria sujeito a julgamento; mas um pecador, se ele se arrependesse, e em arrependimento morresse, seu pecado anterior não seria lembrado diante de Deus" (Ezequiel 3:20; 18: 21-24).

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 


1 Coríntios 14:6-19

Fragmento 155 - Irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina? Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara? Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha? Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar. Há, por exemplo, tanta espécie de vozes no mundo, e nenhuma delas é sem significação. Mas, se eu ignorar o sentido da voz, serei bárbaro para aquele a quem falo, e o que fala será bárbaro para mim. Assim também vós, como desejais dons espirituais, procurai abundar neles, para edificação da igreja. Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto. Que farei, pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento. De outra maneira, se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? Porque realmente tu dás bem as graças, mas o outro não é edificado. Dou graças ao meu Deus, porque falo mais línguas do que vós todos. Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida.

Mateus 20:17-28

Fragmento 81 - Naquela ocasião, subindo a Jerusalém, Jesus chamou à parte os Seus doze discípulos, e no caminho disse-lhes: Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e O condenarão à morte. E O entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e O açoitem e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará. Então se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-O, e fazendo-Lhe um pedido. E Ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem, um à Tua direita e outro à Tua esquerda, no Teu Reino. Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que Eu hei de beber, e ser batizados com o batismo com que Eu sou batizado? Dizem-Lhe eles: Podemos. E diz-lhes Ele: Na verdade bebereis o Meu cálice e sereis batizados com o batismo com que Eu Sou batizado, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem Meu Pai o tem preparado. E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Então Jesus, chamando-os para junto de Si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal; e, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a Sua vida em resgate de muitos.


† † †

COMENTÁRIO 

“Ai da Alma Na Qual Não Habita Cristo!”


Assim como Deus em outro tempo, irritado contra os judeus, entregou Jerusalém à afronta de seus inimigos e seus adversários os submeteram, de maneira que já não restaram nela nem festas nem sacrifícios; assim também agora, encolerizado contra a alma que viola os seus mandatos, a entrega em poder dos mesmos inimigos que a seduziram até torná-la feia.

E da mesma forma que uma casa, se não habita nela seu dono, se cobre de trevas, de ignomínia e de afronta, e fica toda cheia de sujeira e imundície; assim também a alma, privada de seu Senhor e da presença alegre de seus anjos, fica repleta das trevas do pecado, da fealdade das paixões e de todo tipo de desonra.

Ai do caminho pelo qual ninguém passa, e no qual não se ouve nenhuma voz humana, porque se torna asilo de animais! Ai da alma pela qual o Senhor não caminha, nem afugenta dela com a sua voz as bestas espirituais da maldade! Ai da casa na qual não habita o seu dono! Ai da terra privada de colono que a cultive! Ai do barco privado de piloto, porque, acometido pelas ondas e tempestades do mar, acaba por naufragar! Ai da alma que não traz em si o verdadeiro piloto, Cristo, porque, colocada em um cruel mar de trevas, sacudida pelas ondas de suas paixões e atacada pelos espíritos malignos como por uma tempestade de inverno, acabará naufragando!

Ai da alma privada do cultivo dedicado de Cristo, que é aquele que lhe faz produzir os bons frutos do Espírito, porque, encontrando-se abandonada, cheia de espinhos e de abrolhos, em vez de produzir fruto, acaba na fogueira! Ai da alma na qual não habita Cristo, seu Senhor, porque ao encontrar-se abandonada, cheia de espinhos e de abrolhos, em vez de produzir fruto, acaba na fogueira! Ai da alma na qual não habita Cristo, seu Senhor, porque ao encontrar-se abandonada e cheia dos maus odores de suas paixões, torna-se hospedagem de todos os vícios!

Assim como o colono, quando se dispõe a cultivar a terra, necessita dos instrumentos e vestes apropriados, assim também Cristo, o rei celestial e verdadeiro agricultor, ao visitar a humanidade desolada pelo pecado, tendo-se revestido de um corpo humano e levando a cruz como instrumento, cultivou a alma abandonada, arrancou dela os espinhos e abrolhos dos maus espíritos, extraiu a cizânia do pecado e lançou ao fogo toda a erva má; e, tendo-a assim trabalhado incansavelmente com o madeiro da cruz, plantou nela o belíssimo horto do Espírito: horto que produz para Deus, seu Senhor, um fruto agradável e suavíssimo.

São Macário, o Grande (séc. IV)

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terça-feira, 3 de agosto de 2021

7ª Terça-feira Depois de Pentecoste

03 de Agosto de 2021 (CC) / 21 de Julho (CE)
Santo Profeta Ezequiel (Séc. IV a.C)
Tom 5



O Santo Profeta Ezequiel viveu no século VI antes do nascimento de Cristo. Ele nasceu na cidade de Sarir e descendia da tribo levita; era sacerdote e filho do Sacerdote Buzi. Na segunda invasão contra Jerusalém pelo imperador babilônico Nabucodonosor, aos 25 anos Ezequiel foi conduzido para a Babilônia junto com o Rei Jeconias II e muitos outros judeus.
No cativeiro, o Profeta Ezequiel viveu perto do rio Chobar. Ali, aos 30 anos de vida, em uma visão fora-lhe revelado o futuro da nação hebraica e de toda a humanidade. O profeta viu uma nuvem brilhante, no meio da qual havia uma chama, e nela - uma misteriosa semelhança de uma carruagem movendo-se pelo espírito e por bestas de quatro asas, cada uma com quatro faces: A de um homem, de um leão, de um boi e de uma águia. Sob seus rostos estava situada uma roda, enfeitada com olhos. Sobre a carruagem erguia-se como se fosse um firmamento cristalino, e sobre o firmamento - a semelhança de um trono como se fosse de safira refulgente. E sobre este trono resplandecia intensamente uma "semelhança do Homem", e sobre Ele um arco-íris (Ezequiel 1: 4-28).
De acordo com a explicação dos Padres da Igreja, a intensa resplandecência da imagem que se "assemelhava a um Homem" sobre o trono de safira refulgente, era uma prefiguração da Encarnação do Filho de Deus e da Santíssima Virgem Maria, revelada como o Trono de Deus. As quatro criaturas prefiguraram os quatro evangelistas e a roda com uma multidão de olhos - a partilha da luz com todas as nações da terra. 
Durante esta visão, o santo profeta caiu ao chão com medo, mas a voz de Deus ordenou-lhe que se levantasse e então explicou que o Senhor o estava enviando para pregar à nação de Israel. A partir dessa época começou o ministério profético de Ezequiel. O Profeta Ezequiel anuncia à nação de Israel, cativa na Babilônia, que suas tribulações era consequência do seu desvio da fé e abandono doDeus Verdadeiro. O profeta proclamou também uma época melhor para seus conterrâneos cativos e previu seu retorno da Babilônia e a restauração do Templo de Jerusalém.
Particularmente importantes são dois elementos significativos na visão do profeta - um sobre a visão do templo do Senhor, cheio de glória, - o segundo sobre os ossos no campo, aos quais o Espírito de Deus deu nova vida. A visão sobre o templo foi uma misteriosa prefiguração da libertação da raça humana da ação do inimigo e da edificação da Igreja de Cristo por meio da ação redentora do Filho de Deus, encarnado da Santíssima Virgem Maria, - chamada pelo profeta de "Portas Fechadas", através das quais entraria o Único Senhor Deus (Ezequiel 44: 2). A visão sobre os ossos secos no campo - prefigurava a ressurreição universal dos mortos e a nova vida eterna dos redimidos pela morte na Cruz do Senhor Jesus Cristo (Ez 37: 1-14).
O Santo Profeta Ezequiel recebeu do Senhor o dom de fazer maravilhas. Ele, como o Profeta Moisés, em oração a Deus dividiu as águas do rio Chobar, e os hebreus cruzaram para a margem oposta, escapando dos perseguidores caldeus. Durante uma época de fome, o profeta implorou a Deus por mais alimentos para os famintos.
Por sua denúncia da idolatria de um certo príncipe hebreu, Santo Ezequiel foi entregue à execução: amarrado a cavalos selvagens, ele foi despedaçado. Os hebreus piedosos recolheram o corpo dilacerado do profeta e enterraram-no em Maur Field, na tumba de Sim e Arthaxad, antepassados ​​de Abraão, não muito longe de Bagdá. A profecia de Ezequiel foi escrita em um livro que leva o seu nome, e está incluído na Bíblia.
São Dimitrii de Rostov chamou a atenção dos crentes para o seguinte conceito no livro do Profeta Ezequiel: "Se um homem justo, na esperança de sua própria justiça, se aventurasse a pecar e no pecado morresse, ele responderia pelo pecado e seria sujeito a julgamento; mas um pecador, se ele se arrependesse, e em arrependimento morresse, seu pecado anterior não seria lembrado diante de Deus" (Ezequiel 3:20; 18: 21-24).

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

1 Coríntios 6:20-7:12

Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus. Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; Mas, por causa da fornicação, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência. Digo, porém, isto como que por permissão e não por mandamento. Porque quereria que todos os homens fossem como eu mesmo; mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira e outro de outra. Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se. Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não se aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. Mas aos outros digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe.

Mateus 14:1-13

Naquele tempo ouviu Herodes, o tetrarca, a fama de Jesus, E disse aos seus criados: Este é João o Batista; ressuscitou dos mortos, e por isso estas maravilhas operam nele. Porque Herodes tinha prendido João, e tinha-o maniatado e encerrado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe; Porque João lhe dissera: Não te é lícito possuí-la. E, querendo matá-lo, temia o povo; porque o tinham como profeta. Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes. Por isso prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse; E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me aqui, num prato, a cabeça de João o Batista. E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento, e dos que estavam à mesa com ele, ordenou que se lhe desse. E mandou degolar João no cárcere. E a sua cabeça foi trazida num prato, e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe. E chegaram os seus discípulos, e levaram o corpo, e o sepultaram; e foram anunciá-lo a Jesus. E Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades.

† † †