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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

29ª Quarta-feira Depois de Pentecostes

24 de Dezembro de 2025 (CC) 11 de Dezembro (CE)
Ss. Daniel e Lucas, Estilitas, monges († 493);
Venerável Nikon, o Recluso de Pechersk
Jejum da Natividade (Pão, vegetais e frutas)
Tom 3


Depois de São Simeão, primeiro e maior de todos os estilitas, o mais famoso dentre eles é São Daniel. São Daniel nasceu na aldeia de Bythar, perto da cidade de Samósata, na Mesopotâmia. Sua mãe, Marta, não teve filhos por um longo tempo e, em suas orações, fez a Deus um voto que, se tivesse um filho, iria dedicá-lo ao Senhor. Suas preces foram ouvidas e Marta deu à luz um menino, que permaneceu sem nome até a idade de 5 anos. Os pais do desejado menino consideraram que, uma vez que seu nascimento foi dádiva de Deus, também seu nome deveria ser indicação Daquele que os concedeu tal graça. Certo dia, foram com o filho a um monastério situado nas proximidades e, aproximando-se do Hegúmeno (abade), este lhes ordenou que abrissem o livro de ofícios. Assim o fizeram e, ao abri-lo, encontraram a menção ao profeta Daniel (Comemorado no dia 17 de dezembro). E este nome foi dado por eles ao menino. Depois, pediram para que Daniel permanecesse no monastério, mas o Hegúmeno, não concordou, considerando que era ainda uma criança. Aos 12 anos de idade, sem dizer nada a ninguém, o rapaz saiu de casa e foi para o monastério. 
Seus pais ficaram felizes quando souberam onde o filho se encontrava, indo logo ao seu encontro. Vendo que ele ainda vestia suas roupas seculares, rogaram ao Hegúmeno que lhe concedesse um hábito. No domingo seguinte o Hegúmeno atendeu ao pedido de seus pais, permitindo ainda que pudessem visitá-lo quantas vezes desejassem. Os monges ficaram surpresos com esta atitude incomum do Hegúmeno. 
Certa ocasião, o Higúmeno o levou consigo numa viagem à Antioquia. Ao passarem por Telenisse, visitaram São Simeão em sua coluna. São Simeão pediu a Daniel que se aproximasse e lhe deu a sua bênção, predizendo que sofreria muito por causa de Jesus Cristo. Pouco depois da morte do Hegúmeno, Daniel foi eleito como seu sucessor, mas não quis aceitar tal cargo, indo novamente visitar São Simeão. Depois de passar duas semanas no monastério próximo a coluna de São Simeão, Daniel iniciou uma peregrinação à Terra Santa. Como a guerra o impediu de prosseguir viagem ao destino pretendido, dirigiu-se à Constantinopla. Ali passou uma semana na igreja de São Miguel extra-muros. Após ter construído um erimitério num templo abandonado em Filempora, lá viveu durante nove anos sob a proteção de Patriarca Santo Anatólio. Finalmente, Daniel decidiu seguir o mesmo estilo de vida de São Simeão que havia morrido no ano de 459. São Simeão havia dado sua túnica ao imperador Leão I. No entanto, seu discípulo Sérgio não havia conseguido entregar o presente ao seu destinatário já que não lhe foi concedida uma audiência com o imperador. Assim, São Simeão presenteou a túnica a Daniel. São Daniel escolheu um lugar sobre o Bósforo,a  uns quatro quilômetros da cidade, lá instalando-se numa ampla coluna que um amigo havia mandado construir. 
Certa noite, como São Daniel estava a ponto de perecer de frio, o imperador lhe construiu uma coluna mais alta e melhor. Na verdade eram duas colunas unidas e na plataforma superior havia uma espécie de refúgio. Ainda que naquela região houvesse ventos muito gelados, São Daniel  viveu lá até seus 84 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu naquele mesmo lugar. São Genádios, Patriarca de Constantinopla, iniciou as orações de ordenação já na parte de baixo da coluna, subindo depois para, provavelmente, fazer a imposição de mãos sobre Daniel. Algumas crônicas dizem que o Patriarca subiu para dar-lhe a comunhão. São Daniel não desejava ser ordenado e, por isso, não teria descido naquela ocasião. No ano 465, um incêndio destruiu oito dos bairros de Constantinopla. São Daniel havia predito esta catástrofe e havia aconselhado ao Patriarca e ao imperador que fizessem orações públicas duas vezes por semana, mas não lhe deram fé. Ao se cumprir o vaticínio, todo o povo recorreu à coluna de São Daniel que estendeu os abraços ao céu e orou pela multidão. O imperador Leão, que tinha uma grande veneração por Daniel, ia visitá-lo com freqüência. Nem todos, porém, respeitavam São Daniel.  
Certa vez, alguns homens que freqüentavam os prostíbulos, enviaram uma mulher de má reputação, de nome Basiana para tentá-lo. A tentativa fracassou, mas Basiana sustentou o contrário, até que enredada em suas próprias mentiras, confessou publicamente a verdade e delatou aqueles que a tinham enviado. Muitas pessoas acorriam a ele para lhe escutar. Não pregava da mesma maneira que os retóricos e filósofos, mas falava do amor de Deus, o cuidado com os pobres, o amor fraternal e sobre a condenação eterna que espera os pecadores. Aos 84 anos, São Daniel comunicou seu testamento aos amigos e discípulos. Tratava-se de um documento muito breve, cheio de um amável espírito de caridade e amor, onde  expunha sucintamente os deveres dos homens. Depois de celebrar pela ultima vez os sagrados mistérios a meia noite em sua coluna, São Daniel compreendeu que Deus o chamava para si. Imediatamente pediu para se avistar com  Patriarca Eufêmico. Sua morte ocorreu no ano de 493 e foi sepultado ao pé da coluna onde viveu por 33 anos..

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Hebreus 5:11-6:8

Fragmento 312 -
Irmãos, acerca do sacerdócio de Cristo, muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mau. Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir. Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o Dom Celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e O expõem ao vitupério. Porque a terra que embebe a chuva, que muitas vezes cai sobre ela, e produz erva proveitosa para aqueles por quem é lavrada, recebe a bênção de Deus; mas a que produz espinhos e abrolhos, é reprovada, e perto está da maldição; o seu fim é ser queimada.

Marcos 8:30-34

Fragmento 36 - Naquela época, Jesus ordenou estritamente a Seus discípulos que não contassem a ninguém sobre Ele. E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria. E dizia abertamente estas palavras. E Pedro O tomou à parte, e começou a repreendê-Lo. Mas Ele, virando-Se, e olhando para os Seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo: “Retira-te de diante de Mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens”. E chamando a si a multidão, com os Seus discípulos, disse-lhes: “Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-Me”.

ENSINO DOS SANTOS PADRES

Teodoreto de Ciro (séc. V)

Jesus chega espontaneamente à paixão que dele estava escrita e que mais de uma vez havia anunciado aos seus discípulos, censurando a Pedro em certa ocasião por ter aceito de má vontade este anúncio da paixão, e demonstrando finalmente que através dela seria salvo o mundo. Por isso, ele mesmo apresentou-se aos que vinham prender-lhe, dizendo: Eu sou a quem buscais. E quando o acusavam não respondeu, e, tendo a oportunidade de esconder-se, não o quis fazer; por mais que em várias outras ocasiões em que o buscavam para prendê-lo, desapareceu.

Ademais, chorou sobre Jerusalém, que com sua incredulidade preparava sua própria calamidade e predisse sua ruína definitiva e a destruição do templo. Também sofreu com paciência que alguns homens duplamente desprezíveis lhe batessem na cabeça. Foi esbofeteado, cuspido, injuriado, atormentado, flagelado e, finalmente, levado para a crucifixão, deixando que o crucificassem entre dois ladrões, sendo desta forma contado entre os homicidas e malfeitores, degustando também o vinagre e o fel da vinha perversa, coroado de espinhos em vez de palmas e ramos, vestido de púrpura por deboche e golpeado com uma vara, atravessado por uma lança no lado e, finalmente, sepultado.

Com todos estes sofrimentos buscava a nossa salvação. Porque todos aqueles que se fizeram escravos do pecado deviam sofrer o castigo de suas obras; porém ele, isento de todo pecado, ele, que caminhou até o fim pelo caminho da justiça perfeita, sofreu o suplício dos pecadores, apagando na cruz o decreto da antiga maldição. Cristo – diz São Paulo – nos resgatou da maldição da lei, tornando-se um maldito por nós, porque diz a Escritura: Maldito todo aquele que pende de uma árvore. E com a coroa de espinhos pôs fim ao castigo de Adão, ao qual foi dito após o pecado: Maldito o solo por tua culpa: brotarão para ti abrolhos e espinhos.

Com o fel, carregou sobre si a amargura e os desgostos desta vida mortal e passível; com o vinagre, assumiu a natureza deteriorada do homem e a reintegrou ao seu estado primitivo. A púrpura foi sinal de sua realeza; a vara, indício da debilidade e fragilidade do poder do diabo; as bofetadas que recebeu anunciavam nossa liberdade, ao tolerar as injúrias, os castigos e golpes que nós tínhamos merecido.

Seu lado foi aberto, como o de Adão, porém não saiu dele uma mulher que com seu erro gerou a morte, mas uma fonte de vida que vivifica ao mundo com uma dupla torrente: um deles nos renova no batistério e nos veste a túnica da imortalidade; o outro alimenta na sagrada mesa aos que nasceram de novo pelo batismo, como o leite amamenta aos recém-nascidos.

† † †

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

27ª Terça-feira Depois de Pentecostes

24 de Dezembro de 2024 (CC) 11 de Dezembro (CE)
Ss. Daniel e Lucas, Estilitas, monges († 493);
Venerável Nikon, o Recluso de Pechersk
Jejum da Natividade (Azeite é permitido)
Tom 1


Depois de São Simeão, primeiro e maior de todos os estilitas, o mais famoso dentre eles é São Daniel. São Daniel nasceu na aldeia de Bythar, perto da cidade de Samósata, na Mesopotâmia. Sua mãe, Marta, não teve filhos por um longo tempo e, em suas orações, fez a Deus um voto que, se tivesse um filho, iria dedicá-lo ao Senhor. Suas preces foram ouvidas e Marta deu à luz um menino, que permaneceu sem nome até a idade de 5 anos. Os pais do desejado menino consideraram que, uma vez que seu nascimento foi dádiva de Deus, também seu nome deveria ser indicação Daquele que os concedeu tal graça. Certo dia, foram com o filho a um monastério situado nas proximidades e, aproximando-se do Hegúmeno (abade), este lhes ordenou que abrissem o livro de ofícios. Assim o fizeram e, ao abri-lo, encontraram a menção ao profeta Daniel (Comemorado no dia 17 de dezembro). E este nome foi dado por eles ao menino. Depois, pediram para que Daniel permanecesse no monastério, mas o Hegúmeno, não concordou, considerando que era ainda uma criança. Aos 12 anos de idade, sem dizer nada a ninguém, o rapaz saiu de casa e foi para o monastério. 
Seus pais ficaram felizes quando souberam onde o filho se encontrava, indo logo ao seu encontro. Vendo que ele ainda vestia suas roupas seculares, rogaram ao Hegúmeno que lhe concedesse um hábito. No domingo seguinte o Hegúmeno atendeu ao pedido de seus pais, permitindo ainda que pudessem visitá-lo quantas vezes desejassem. Os monges ficaram surpresos com esta atitude incomum do Hegúmeno. 
Certa ocasião, o Higúmeno o levou consigo numa viagem à Antioquia. Ao passarem por Telenisse, visitaram São Simeão em sua coluna. São Simeão pediu a Daniel que se aproximasse e lhe deu a sua bênção, predizendo que sofreria muito por causa de Jesus Cristo. Pouco depois da morte do Hegúmeno, Daniel foi eleito como seu sucessor, mas não quis aceitar tal cargo, indo novamente visitar São Simeão. Depois de passar duas semanas no monastério próximo a coluna de São Simeão, Daniel iniciou uma peregrinação à Terra Santa. Como a guerra o impediu de prosseguir viagem ao destino pretendido, dirigiu-se à Constantinopla. Ali passou uma semana na igreja de São Miguel extra-muros. Após ter construído um erimitério num templo abandonado em Filempora, lá viveu durante nove anos sob a proteção de Patriarca Santo Anatólio. Finalmente, Daniel decidiu seguir o mesmo estilo de vida de São Simeão que havia morrido no ano de 459. São Simeão havia dado sua túnica ao imperador Leão I. No entanto, seu discípulo Sérgio não havia conseguido entregar o presente ao seu destinatário já que não lhe foi concedida uma audiência com o imperador. Assim, São Simeão presenteou a túnica a Daniel. São Daniel escolheu um lugar sobre o Bósforo,a  uns quatro quilômetros da cidade, lá instalando-se numa ampla coluna que um amigo havia mandado construir. 
Certa noite, como São Daniel estava a ponto de perecer de frio, o imperador lhe construiu uma coluna mais alta e melhor. Na verdade eram duas colunas unidas e na plataforma superior havia uma espécie de refúgio. Ainda que naquela região houvesse ventos muito gelados, São Daniel  viveu lá até seus 84 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu naquele mesmo lugar. São Genádios, Patriarca de Constantinopla, iniciou as orações de ordenação já na parte de baixo da coluna, subindo depois para, provavelmente, fazer a imposição de mãos sobre Daniel. Algumas crônicas dizem que o Patriarca subiu para dar-lhe a comunhão. São Daniel não desejava ser ordenado e, por isso, não teria descido naquela ocasião. No ano 465, um incêndio destruiu oito dos bairros de Constantinopla. São Daniel havia predito esta catástrofe e havia aconselhado ao Patriarca e ao imperador que fizessem orações públicas duas vezes por semana, mas não lhe deram fé. Ao se cumprir o vaticínio, todo o povo recorreu à coluna de São Daniel que estendeu os abraços ao céu e orou pela multidão. O imperador Leão, que tinha uma grande veneração por Daniel, ia visitá-lo com freqüência. Nem todos, porém, respeitavam São Daniel.  
Certa vez, alguns homens que freqüentavam os prostíbulos, enviaram uma mulher de má reputação, de nome Basiana para tentá-lo. A tentativa fracassou, mas Basiana sustentou o contrário, até que enredada em suas próprias mentiras, confessou publicamente a verdade e delatou aqueles que a tinham enviado. Muitas pessoas acorriam a ele para lhe escutar. Não pregava da mesma maneira que os retóricos e filósofos, mas falava do amor de Deus, o cuidado com os pobres, o amor fraternal e sobre a condenação eterna que espera os pecadores. Aos 84 anos, São Daniel comunicou seu testamento aos amigos e discípulos. Tratava-se de um documento muito breve, cheio de um amável espírito de caridade e amor, onde  expunha sucintamente os deveres dos homens. Depois de celebrar pela ultima vez os sagrados mistérios a meia noite em sua coluna, São Daniel compreendeu que Deus o chamava para si. Imediatamente pediu para se avistar com  Patriarca Eufêmico. Sua morte ocorreu no ano de 493 e foi sepultado ao pé da coluna onde viveu por 33 anos..


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

1 Timóteo 5:11-21

Fragmento 286 - Meu filho Timóteo, não admita as viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se; tendo já a sua condenação por haverem aniquilado a primeira fé. E, além disto, aprendem também a andar ociosas de casa em casa; e não só ociosas, mas também paroleiras e curiosas, falando o que não convém. Quero, pois, que as que são jovens se casem, gerem filhos, governem a casa, e não deem ocasião ao adversário de maldizer; porque já algumas se desviaram, indo após Satanás. Se algum crente ou alguma crente tem viúvas, socorra-as, e não se sobrecarregue a igreja, para que se possam sustentar as que deveras são viúvas. Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; porque diz a Escritura: 

“Não feches a boca do boi debulhador”; e: 

“O trabalhador é digno de seu salário”

Não aceites acusação contra o presbítero, senão com duas ou três testemunhas. Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor. Conjuro-te diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que sem prevenção guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.

Marcos 8:22-26

Fragmento 34 - Naquela hora, Jesus veio a Betsaida e trouxeram-Lhe um cego, e rogaram-Lhe que o tocasse. E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. E, levantando ele os olhos, disse: “Vejo os homens; mas os vejo como árvores que andam”. Depois disto, tornou a por as mãos sobre os olhos dele, e o fez olhar para cima, e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente. E o mandou para sua casa, dizendo: “Não entres na aldeia e nada digas a ninguém na aldeia”.

ENSINO DOS SANTOS PADRES


O Senhor não curou o cego de Betsaida imediatamente. Ele primeiro o curou um pouco, e depois completamente, de modo que ele começou a ver tudo claramente. Por que o Senhor fez isso, exclusivamente, a ele? 

Podemos tirar disso o seguinte pensamento: Se foi considerado necessário curar a visão corporal gradualmente; então ainda mais essa gradualidade é indispensável na iluminação dos olhos de nossa mente. Assim foi. No período patriarcal, o conhecimento revelado por Deus não era intrincado; no período sob a lei, tornou-se mais intrincado e detalhado; em nosso período cristão, é ainda mais detalhado e exaltado; mas este é o fim? Não espere nada mais elevado na terra; será [revelado] no outro mundo. Dois santos apóstolos nos asseguram disso: Os santos João e Paulo. "Agora vemos tudo por meio de um metal polido; mas então veremos tudo claramente". 

Mas mesmo lá, haverá graus de iluminação da mente, pois a esfera do conhecimento de Deus é ilimitada. A revelação de Deus na terra já está completa; não faz sentido sonhar com algo mais elevado. Temos tudo o que precisamos; aprenda e viva com isso. A revelação cristã não promete novas revelações no futuro, mas apenas que os Evangelhos serão conhecidos no mundo inteiro, e que essa universalidade e generalidade do conhecimento dos Evangelhos é o limite para a existência da ordem atual das coisas. Depois disso, a fé enfraquecerá, o amor secará, a vida se tornará difícil — e a bondade de Deus porá fim ao mundo.

São Teófano, o Recluso

† † †

domingo, 24 de dezembro de 2023

Domingo dos Santos Antepassados

24 de Dezembro de 2023 (CC) 11 de Dezembro (CE)
Ss. Daniel e Lucas, Estilitas, monges († 493);
Venerável Nikon, o Recluso de Pechersk
Jejum da Natividade (Peixe é permitido)
Tom 4


Depois de São Simeão, primeiro e maior de todos os estilitas, o mais famoso dentre eles é São Daniel. São Daniel nasceu na aldeia de Bythar, perto da cidade de Samósata, na Mesopotâmia. Sua mãe, Marta, não teve filhos por um longo tempo e, em suas orações, fez a Deus um voto que, se tivesse um filho, iria dedicá-lo ao Senhor. Suas preces foram ouvidas e Marta deu à luz um menino, que permaneceu sem nome até a idade de 5 anos. Os pais do desejado menino consideraram que, uma vez que seu nascimento foi dádiva de Deus, também seu nome deveria ser indicação Daquele que os concedeu tal graça. Certo dia, foram com o filho a um monastério situado nas proximidades e, aproximando-se do Hegúmeno (abade), este lhes ordenou que abrissem o livro de ofícios. Assim o fizeram e, ao abri-lo, encontraram a menção ao profeta Daniel (Comemorado no dia 17 de dezembro). E este nome foi dado por eles ao menino. Depois, pediram para que Daniel permanecesse no monastério, mas o Hegúmeno, não concordou, considerando que era ainda uma criança. Aos 12 anos de idade, sem dizer nada a ninguém, o rapaz saiu de casa e foi para o monastério. 
Seus pais ficaram felizes quando souberam onde o filho se encontrava, indo logo ao seu encontro. Vendo que ele ainda vestia suas roupas seculares, rogaram ao Hegúmeno que lhe concedesse um hábito. No domingo seguinte o Hegúmeno atendeu ao pedido de seus pais, permitindo ainda que pudessem visitá-lo quantas vezes desejassem. Os monges ficaram surpresos com esta atitude incomum do Hegúmeno. 
Certa ocasião, o Higúmeno o levou consigo numa viagem à Antioquia. Ao passarem por Telenisse, visitaram São Simeão em sua coluna. São Simeão pediu a Daniel que se aproximasse e lhe deu a sua bênção, predizendo que sofreria muito por causa de Jesus Cristo. Pouco depois da morte do Hegúmeno, Daniel foi eleito como seu sucessor, mas não quis aceitar tal cargo, indo novamente visitar São Simeão. Depois de passar duas semanas no monastério próximo a coluna de São Simeão, Daniel iniciou uma peregrinação à Terra Santa. Como a guerra o impediu de prosseguir viagem ao destino pretendido, dirigiu-se à Constantinopla. Ali passou uma semana na igreja de São Miguel extra-muros. Após ter construído um erimitério num templo abandonado em Filempora, lá viveu durante nove anos sob a proteção de Patriarca Santo Anatólio. Finalmente, Daniel decidiu seguir o mesmo estilo de vida de São Simeão que havia morrido no ano de 459. São Simeão havia dado sua túnica ao imperador Leão I. No entanto, seu discípulo Sérgio não havia conseguido entregar o presente ao seu destinatário já que não lhe foi concedida uma audiência com o imperador. Assim, São Simeão presenteou a túnica a Daniel. São Daniel escolheu um lugar sobre o Bósforo,a  uns quatro quilômetros da cidade, lá instalando-se numa ampla coluna que um amigo havia mandado construir. 
Certa noite, como São Daniel estava a ponto de perecer de frio, o imperador lhe construiu uma coluna mais alta e melhor. Na verdade eram duas colunas unidas e na plataforma superior havia uma espécie de refúgio. Ainda que naquela região houvesse ventos muito gelados, São Daniel  viveu lá até seus 84 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu naquele mesmo lugar. São Genádios, Patriarca de Constantinopla, iniciou as orações de ordenação já na parte de baixo da coluna, subindo depois para, provavelmente, fazer a imposição de mãos sobre Daniel. Algumas crônicas dizem que o Patriarca subiu para dar-lhe a comunhão. São Daniel não desejava ser ordenado e, por isso, não teria descido naquela ocasião. No ano 465, um incêndio destruiu oito dos bairros de Constantinopla. São Daniel havia predito esta catástrofe e havia aconselhado ao Patriarca e ao imperador que fizessem orações públicas duas vezes por semana, mas não lhe deram fé. Ao se cumprir o vaticínio, todo o povo recorreu à coluna de São Daniel que estendeu os abraços ao céu e orou pela multidão. O imperador Leão, que tinha uma grande veneração por Daniel, ia visitá-lo com freqüência. Nem todos, porém, respeitavam São Daniel.  
Certa vez, alguns homens que freqüentavam os prostíbulos, enviaram uma mulher de má reputação, de nome Basiana para tentá-lo. A tentativa fracassou, mas Basiana sustentou o contrário, até que enredada em suas próprias mentiras, confessou publicamente a verdade e delatou aqueles que a tinham enviado. Muitas pessoas acorriam a ele para lhe escutar. Não pregava da mesma maneira que os retóricos e filósofos, mas falava do amor de Deus, o cuidado com os pobres, o amor fraternal e sobre a condenação eterna que espera os pecadores. Aos 84 anos, São Daniel comunicou seu testamento aos amigos e discípulos. Tratava-se de um documento muito breve, cheio de um amável espírito de caridade e amor, onde  expunha sucintamente os deveres dos homens. Depois de celebrar pela ultima vez os sagrados mistérios a meia noite em sua coluna, São Daniel compreendeu que Deus o chamava para si. Imediatamente pediu para se avistar com  Patriarca Eufêmico. Sua morte ocorreu no ano de 493 e foi sepultado ao pé da coluna onde viveu por 33 anos..

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!Estes mártires viveram na época em que as perseguições aos cristãos, impetradas pelo Imperador  Diocleciano, eram frequentes. 
MATINAS (6)

Lucas 24:36-53

E falando eles destas coisas, o mesmo Jesus se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria, e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado, e um favo de mel; O que ele tomou, e comeu diante deles. E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras. E disse-lhes: Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos, E em seu nome se pregasse o arrependimento e a remissão dos pecados, em todas as nações, começando por Jerusalém. E destas coisas sois vós testemunhas. E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E levou-os fora, até betânia; e, levantando as suas mãos, os abençoou. E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém.


LITURGIA

Tropárion da Ressurreição, no 4º Tom
As santas mulheres discípulas do Senhor, / recebendo do Anjo a boa-nova da Ressurreição / correram orgulhosas / dizer aos Apóstolos: / “a morte está vencida, / pois Cristo nosso Deus ressuscitou, // concedendo ao mundo a Sua infinita misericórdia”.

Santos Antepassados do Senhor, Tom 2
Pela fé justificaste Teus Ancestrais, / esposando por meio deles a Igreja dos gentios / Agora estes Santos exultam em glória / pois, de sua cepa brotou um fruto glorioso: / Aquele que nasceu, não por sêmen humano. // Pelas orações de Teus antepassados, ó Cristo Deus, tem piedade de nós.

Kondákion da Ressurreição
Meu Salvador e Libertador, / como Deus Tu libertaste de suas amarras aqueles nascidos na terra, /e partiste em pedaços os portões do Inferno, / e ressuscitaste ao terceiro dia // como Mestre.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo ...

Kondákion dos Santos Antepassados do Senhor, Tom 6
Vós não adorastes os ídolos / ó três vezes Benditos / mas armados com a essência imaterial de Deus, / vós O glorificastes em meio às chamas das provações, / e desta insuportáveis chamas clamastes a Deus, dizendo: / Apressa-Te, ó Compassivo! / Prontamente vem em nosso auxílio, // pois Tu És misericordioso e poderoso para realizar tudo quando desejares.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Hino à Virgem
Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Medianeira ante o Criador / não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores; / mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós junto de Deus, // tu que defendes sempre àqueles que te veneram.

Prokímenon, no 4º Tom

R. Bendito És Tu, Ó Senhor, o Deus de nossos pais,
E louvado e glorificado é o Teu Nome pelos séculos. (Daniel 3:26)

V. Pois Tu justo És em tudo o que fazes por nós. (Daniel 3:27)

Colossenses 3:4-11

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória. Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a fornicação, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência; Nas quais, também, em outro tempo andastes, quando vivíeis nelas. Mas agora, despojai-vos também de tudo: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes da vossa boca. Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos.

Aleluia, no 4º Tom

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Moisés e Aarão estavam entre os Teus sacerdotes,
e Samuel entre os que invocaram o Teu Nome. (Sl. 98:6a)

Eles invocaram o Senhor, e Ele os ouviu. (Sl. 98:6b)

Lucas 14:16-24

Porém, ele lhe disse: Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. E todos à uma começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um campo, e importa ir vê-lo; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-los; rogo-te que me hajas por escusado. E outro disse: Casei, e portanto não posso ir. E, voltando aquele servo, anunciou estas coisas ao seu senhor. Então o pai de família, indignado, disse ao seu servo: Sai depressa pelas ruas e bairros da cidade, e traze aqui os pobres, e aleijados, e mancos e cegos. E disse o servo: Senhor, feito está como mandaste; e ainda há lugar. E disse o senhor ao servo: Sai pelos caminhos e valados, e força-os a entrar, para que a minha casa se encha. Porque eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.

Canto da Comunhão

Louvai ao Senhor nos Céus,
Louvai-O nas alturas.

Regozijai-vos no Senhor. ó Justos;
Aos retos convém o louvor.

Aleluia, aleluia, aleluia!

† † † 

sábado, 24 de dezembro de 2022

28º Sábado Depois de Pentecoste

24 de Dezembro de 2022 (CC) 11 de Dezembro (CE)
Ss. Daniel e Lucas, Estilitas, monges († 493);
Venerável Nikon, o Recluso de Pechersk
Jejum da Natividade
Tom 2



Depois de São Simeão, primeiro e maior de todos os estilitas, o mais famoso dentre eles é São Daniel. São Daniel nasceu na aldeia de Bythar, perto da cidade de Samósata, na Mesopotâmia. Sua mãe, Marta, não teve filhos por um longo tempo e, em suas orações, fez a Deus um voto que, se tivesse um filho, iria dedicá-lo ao Senhor. Suas preces foram ouvidas e Marta deu à luz um menino, que permaneceu sem nome até a idade de 5 anos. Os pais do desejado menino consideraram que, uma vez que seu nascimento foi dádiva de Deus, também seu nome deveria ser indicação Daquele que os concedeu tal graça. Certo dia, foram com o filho a um monastério situado nas proximidades e, aproximando-se do Hegúmeno (abade), este lhes ordenou que abrissem o livro de ofícios. Assim o fizeram e, ao abri-lo, encontraram a menção ao profeta Daniel (Comemorado no dia 17 de dezembro). E este nome foi dado por eles ao menino. Depois, pediram para que Daniel permanecesse no monastério, mas o Hegúmeno, não concordou, considerando que era ainda uma criança. Aos 12 anos de idade, sem dizer nada a ninguém, o rapaz saiu de casa e foi para o monastério. 
Seus pais ficaram felizes quando souberam onde o filho se encontrava, indo logo ao seu encontro. Vendo que ele ainda vestia suas roupas seculares, rogaram ao Hegúmeno que lhe concedesse um hábito. No domingo seguinte o Hegúmeno atendeu ao pedido de seus pais, permitindo ainda que pudessem visitá-lo quantas vezes desejassem. Os monges ficaram surpresos com esta atitude incomum do Hegúmeno. 
Certa ocasião, o Higúmeno o levou consigo numa viagem à Antioquia. Ao passarem por Telenisse, visitaram São Simeão em sua coluna. São Simeão pediu a Daniel que se aproximasse e lhe deu a sua bênção, predizendo que sofreria muito por causa de Jesus Cristo. Pouco depois da morte do Hegúmeno, Daniel foi eleito como seu sucessor, mas não quis aceitar tal cargo, indo novamente visitar São Simeão. Depois de passar duas semanas no monastério próximo a coluna de São Simeão, Daniel iniciou uma peregrinação à Terra Santa. Como a guerra o impediu de prosseguir viagem ao destino pretendido, dirigiu-se à Constantinopla. Ali passou uma semana na igreja de São Miguel extra-muros. Após ter construído um erimitério num templo abandonado em Filempora, lá viveu durante nove anos sob a proteção de Patriarca Santo Anatólio. Finalmente, Daniel decidiu seguir o mesmo estilo de vida de São Simeão que havia morrido no ano de 459. São Simeão havia dado sua túnica ao imperador Leão I. No entanto, seu discípulo Sérgio não havia conseguido entregar o presente ao seu destinatário já que não lhe foi concedida uma audiência com o imperador. Assim, São Simeão presenteou a túnica a Daniel. São Daniel escolheu um lugar sobre o Bósforo,a  uns quatro quilômetros da cidade, lá instalando-se numa ampla coluna que um amigo havia mandado construir. 
Certa noite, como São Daniel estava a ponto de perecer de frio, o imperador lhe construiu uma coluna mais alta e melhor. Na verdade eram duas colunas unidas e na plataforma superior havia uma espécie de refúgio. Ainda que naquela região houvesse ventos muito gelados, São Daniel  viveu lá até seus 84 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu naquele mesmo lugar. São Genádios, Patriarca de Constantinopla, iniciou as orações de ordenação já na parte de baixo da coluna, subindo depois para, provavelmente, fazer a imposição de mãos sobre Daniel. Algumas crônicas dizem que o Patriarca subiu para dar-lhe a comunhão. São Daniel não desejava ser ordenado e, por isso, não teria descido naquela ocasião. No ano 465, um incêndio destruiu oito dos bairros de Constantinopla. São Daniel havia predito esta catástrofe e havia aconselhado ao Patriarca e ao imperador que fizessem orações públicas duas vezes por semana, mas não lhe deram fé. Ao se cumprir o vaticínio, todo o povo recorreu à coluna de São Daniel que estendeu os abraços ao céu e orou pela multidão. O imperador Leão, que tinha uma grande veneração por Daniel, ia visitá-lo com freqüência. Nem todos, porém, respeitavam São Daniel.  
Certa vez, alguns homens que freqüentavam os prostíbulos, enviaram uma mulher de má reputação, de nome Basiana para tentá-lo. A tentativa fracassou, mas Basiana sustentou o contrário, até que enredada em suas próprias mentiras, confessou publicamente a verdade e delatou aqueles que a tinham enviado. Muitas pessoas acorriam a ele para lhe escutar. Não pregava da mesma maneira que os retóricos e filósofos, mas falava do amor de Deus, o cuidado com os pobres, o amor fraternal e sobre a condenação eterna que espera os pecadores. Aos 84 anos, São Daniel comunicou seu testamento aos amigos e discípulos. Tratava-se de um documento muito breve, cheio de um amável espírito de caridade e amor, onde  expunha sucintamente os deveres dos homens. Depois de celebrar pela ultima vez os sagrados mistérios a meia noite em sua coluna, São Daniel compreendeu que Deus o chamava para si. Imediatamente pediu para se avistar com  Patriarca Eufêmico. Sua morte ocorreu no ano de 493 e foi sepultado ao pé da coluna onde viveu por 33 anos..


Oração Antes de Ler as Escrituras

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Efésios 1:16-23

Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos; e qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos.

Lucas 13:18-29

18 Ele, pois, dizia: A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? 19 É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e lançou na sua horta; cresceu, e fez-se árvore, e em seus ramos se aninharam as aves do céu. 20 E disse outra vez: A que compararei o reino de Deus? 21 É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou com três medidas de farinha, até ficar toda ela levedada. 22 Assim percorria Jesus as cidades e as aldeias, ensinando, e caminhando para Jerusalém. 23 E alguém lhe perguntou: Senhor, são poucos os que se salvam? Ao que ele lhes respondeu: 24 Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. 25 Quando o dono da casa se tiver levantado e cerrado a porta, e vós começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, abre-nos; e ele vos responder: Não sei donde vós sois; 26 então começareis a dizer: Comemos e bebemos na tua presença, e tu ensinaste nas nossas ruas; 27 e ele vos responderá: Não sei donde sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniquidade. 28 Ali haverá choro e ranger de dentes quando virdes Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora. 29 Muitos virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e reclinar-se-ão à mesa no reino de Deus.

† † †

sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

27ª Sexta-feira Depois de pentecostes

24 de Dezembro de 2021 (CC) 11 de Dezembro (CE)
Ss. Daniel e Lucas, Estilitas, monges († 493);
Venerável Nikon, o Recluso de Pechersk
Jejum da Natividade (Pão, vegetais e frutas)
Tom 1



Depois de São Simeão, primeiro e maior de todos os estilitas, o mais famoso dentre eles é São Daniel. São Daniel nasceu na aldeia de Bythar, perto da cidade de Samósata, na Mesopotâmia. Sua mãe, Marta, não teve filhos por um longo tempo e, em suas orações, fez a Deus um voto que, se tivesse um filho, iria dedicá-lo ao Senhor. Suas preces foram ouvidas e Marta deu à luz um menino, que permaneceu sem nome até a idade de 5 anos. Os pais do desejado menino consideraram que, uma vez que seu nascimento foi dádiva de Deus, também seu nome deveria ser indicação Daquele que os concedeu tal graça. Certo dia, foram com o filho a um monastério situado nas proximidades e, aproximando-se do Hegúmeno (abade), este lhes ordenou que abrissem o livro de ofícios. Assim o fizeram e, ao abri-lo, encontraram a menção ao profeta Daniel (Comemorado no dia 17 de dezembro). E este nome foi dado por eles ao menino. Depois, pediram para que Daniel permanecesse no monastério, mas o Hegúmeno, não concordou, considerando que era ainda uma criança. Aos 12 anos de idade, sem dizer nada a ninguém, o rapaz saiu de casa e foi para o monastério. 
Seus pais ficaram felizes quando souberam onde o filho se encontrava, indo logo ao seu encontro. Vendo que ele ainda vestia suas roupas seculares, rogaram ao Hegúmeno que lhe concedesse um hábito. No domingo seguinte o Hegúmeno atendeu ao pedido de seus pais, permitindo ainda que pudessem visitá-lo quantas vezes desejassem. Os monges ficaram surpresos com esta atitude incomum do Hegúmeno. 
Certa ocasião, o Higúmeno o levou consigo numa viagem à Antioquia. Ao passarem por Telenisse, visitaram São Simeão em sua coluna. São Simeão pediu a Daniel que se aproximasse e lhe deu a sua bênção, predizendo que sofreria muito por causa de Jesus Cristo. Pouco depois da morte do Hegúmeno, Daniel foi eleito como seu sucessor, mas não quis aceitar tal cargo, indo novamente visitar São Simeão. Depois de passar duas semanas no monastério próximo a coluna de São Simeão, Daniel iniciou uma peregrinação à Terra Santa. Como a guerra o impediu de prosseguir viagem ao destino pretendido, dirigiu-se à Constantinopla. Ali passou uma semana na igreja de São Miguel extra-muros. Após ter construído um erimitério num templo abandonado em Filempora, lá viveu durante nove anos sob a proteção de Patriarca Santo Anatólio. Finalmente, Daniel decidiu seguir o mesmo estilo de vida de São Simeão que havia morrido no ano de 459. São Simeão havia dado sua túnica ao imperador Leão I. No entanto, seu discípulo Sérgio não havia conseguido entregar o presente ao seu destinatário já que não lhe foi concedida uma audiência com o imperador. Assim, São Simeão presenteou a túnica a Daniel. São Daniel escolheu um lugar sobre o Bósforo,a  uns quatro quilômetros da cidade, lá instalando-se numa ampla coluna que um amigo havia mandado construir. 
Certa noite, como São Daniel estava a ponto de perecer de frio, o imperador lhe construiu uma coluna mais alta e melhor. Na verdade eram duas colunas unidas e na plataforma superior havia uma espécie de refúgio. Ainda que naquela região houvesse ventos muito gelados, São Daniel  viveu lá até seus 84 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu naquele mesmo lugar. São Genádios, Patriarca de Constantinopla, iniciou as orações de ordenação já na parte de baixo da coluna, subindo depois para, provavelmente, fazer a imposição de mãos sobre Daniel. Algumas crônicas dizem que o Patriarca subiu para dar-lhe a comunhão. São Daniel não desejava ser ordenado e, por isso, não teria descido naquela ocasião. No ano 465, um incêndio destruiu oito dos bairros de Constantinopla. São Daniel havia predito esta catástrofe e havia aconselhado ao Patriarca e ao imperador que fizessem orações públicas duas vezes por semana, mas não lhe deram fé. Ao se cumprir o vaticínio, todo o povo recorreu à coluna de São Daniel que estendeu os abraços ao céu e orou pela multidão. O imperador Leão, que tinha uma grande veneração por Daniel, ia visitá-lo com freqüência. Nem todos, porém, respeitavam São Daniel. 
Certa vez, alguns homens que freqüentavam os prostíbulos, enviaram uma mulher de má reputação, de nome Basiana para tentá-lo. A tentativa fracassou, mas Basiana sustentou o contrário, até que enredada em suas próprias mentiras, confessou publicamente a verdade e delatou aqueles que a tinham enviado. Muitas pessoas acorriam a ele para lhe escutar. Não pregava da mesma maneira que os retóricos e filósofos, mas falava do amor de Deus, o cuidado com os pobres, o amor fraternal e sobre a condenação eterna que espera os pecadores. Aos 84 anos, São Daniel comunicou seu testamento aos amigos e discípulos. Tratava-se de um documento muito breve, cheio de um amável espírito de caridade e amor, onde  expunha sucintamente os deveres dos homens. Depois de celebrar pela ultima vez os sagrados mistérios a meia noite em sua coluna, São Daniel compreendeu que Deus o chamava para si. Imediatamente pediu para se avistar com  Patriarca Eufêmico. Sua morte ocorreu no ano de 493 e foi sepultado ao pé da coluna onde viveu por 33 anos.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

2 Timóteo 1:1-2, 8- 18 

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus, segundo a promessa da vida que está em Cristo Jesus, a Timóteo, meu amado filho: Graça, misericórdia, e paz da parte de Deus Pai, e da de Cristo Jesus, Senhor nosso. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; e que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho; para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios. Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia. Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus. Guarda o bom depósito pelo Espírito Santo que habita em nós. Bem sabes isto, que os que estão na Ásia todos se apartaram de mim; entre os quais foram Figelo e Hermógenes. O Senhor conceda misericórdia à casa de Onesíforo, porque muitas vezes me recreou, e não se envergonhou das minhas cadeias. Antes, vindo ele a Roma, com muito cuidado me procurou e me achou. O Senhor lhe conceda que naquele dia ache misericórdia diante do Senhor. E, quanto me ajudou em Éfeso, melhor o sabes tu.

Lucas 21:37-22:8

37 Ora, de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, pousava no monte chamado das Oliveiras. 38 E todo o povo ia ter com ele no templo, de manhã cedo, para o ouvir. 1 Aproximava-se a festa dos pães ázimos, que se chama a páscoa. 2 E os principais sacerdotes e os escribas andavam procurando um modo de o matar; pois temiam o povo. 3 Entrou então Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, que era um dos doze; 4 e foi ele tratar com os principais sacerdotes e com os capitães de como lho entregaria. 5 Eles se alegraram com isso, e convieram em lhe dar dinheiro. 6 E ele concordou, e buscava ocasião para lho entregar sem alvoroço. 7 Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa; 8 e Jesus enviou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos.

† † †

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

29ª Quinta-feira Depois de Pentecostes

24 de Dezembro de 2020 (CC) 11 de Dezembro (CE)
Ss. Daniel e Lucas, Estilitas, monges († 493);
Venerável Nikon, o Recluso de Pechersk
Jejum da Natividade  
Tom 3



Depois de São Simeão, primeiro e maior de todos os estilitas, o mais famoso dentre eles é São Daniel. São Daniel nasceu na aldeia de Bythar, perto da cidade de Samósata, na Mesopotâmia. Sua mãe, Marta, não teve filhos por um longo tempo e, em suas orações, fez a Deus um voto que, se tivesse um filho, iria dedicá-lo ao Senhor. Suas preces foram ouvidas e Marta deu à luz um menino, que permaneceu sem nome até a idade de 5 anos. Os pais do desejado menino consideraram que, uma vez que seu nascimento foi dádiva de Deus, também seu nome deveria ser indicação Daquele que os concedeu tal graça. Certo dia, foram com o filho a um monastério situado nas proximidades e, aproximando-se do Hegúmeno (abade), este lhes ordenou que abrissem o livro de ofícios. Assim o fizeram e, ao abri-lo, encontraram a menção ao profeta Daniel (Comemorado no dia 17 de dezembro). E este nome foi dado por eles ao menino. Depois, pediram para que Daniel permanecesse no monastério, mas o Hegúmeno, não concordou, considerando que era ainda uma criança. Aos 12 anos de idade, sem dizer nada a ninguém, o rapaz saiu de casa e foi para o monastério. 
Seus pais ficaram felizes quando souberam onde o filho se encontrava, indo logo ao seu encontro. Vendo que ele ainda vestia suas roupas seculares, rogaram ao Hegúmeno que lhe concedesse um hábito. No domingo seguinte o Hegúmeno atendeu ao pedido de seus pais, permitindo ainda que pudessem visitá-lo quantas vezes desejassem. Os monges ficaram surpresos com esta atitude incomum do Hegúmeno. 
Certa ocasião, o Higúmeno o levou consigo numa viagem à Antioquia. Ao passarem por Telenisse, visitaram São Simeão em sua coluna. São Simeão pediu a Daniel que se aproximasse e lhe deu a sua bênção, predizendo que sofreria muito por causa de Jesus Cristo. Pouco depois da morte do Hegúmeno, Daniel foi eleito como seu sucessor, mas não quis aceitar tal cargo, indo novamente visitar São Simeão. Depois de passar duas semanas no monastério próximo a coluna de São Simeão, Daniel iniciou uma peregrinação à Terra Santa. Como a guerra o impediu de prosseguir viagem ao destino pretendido, dirigiu-se à Constantinopla. Ali passou uma semana na igreja de São Miguel extra-muros. Após ter construído um erimitério num templo abandonado em Filempora, lá viveu durante nove anos sob a proteção de Patriarca Santo Anatólio. Finalmente, Daniel decidiu seguir o mesmo estilo de vida de São Simeão que havia morrido no ano de 459. São Simeão havia dado sua túnica ao imperador Leão I. No entanto, seu discípulo Sérgio não havia conseguido entregar o presente ao seu destinatário já que não lhe foi concedida uma audiência com o imperador. Assim, São Simeão presenteou a túnica a Daniel. São Daniel escolheu um lugar sobre o Bósforo,a  uns quatro quilômetros da cidade, lá instalando-se numa ampla coluna que um amigo havia mandado construir. 
Certa noite, como São Daniel estava a ponto de perecer de frio, o imperador lhe construiu uma coluna mais alta e melhor. Na verdade eram duas colunas unidas e na plataforma superior havia uma espécie de refúgio. Ainda que naquela região houvesse ventos muito gelados, São Daniel  viveu lá até seus 84 anos. Sua ordenação sacerdotal aconteceu naquele mesmo lugar. São Genádios, Patriarca de Constantinopla, iniciou as orações de ordenação já na parte de baixo da coluna, subindo depois para, provavelmente, fazer a imposição de mãos sobre Daniel. Algumas crônicas dizem que o Patriarca subiu para dar-lhe a comunhão. São Daniel não desejava ser ordenado e, por isso, não teria descido naquela ocasião. No ano 465, um incêndio destruiu oito dos bairros de Constantinopla. São Daniel havia predito esta catástrofe e havia aconselhado ao Patriarca e ao imperador que fizessem orações públicas duas vezes por semana, mas não lhe deram fé. Ao se cumprir o vaticínio, todo o povo recorreu à coluna de São Daniel que estendeu os abraços ao céu e orou pela multidão. O imperador Leão, que tinha uma grande veneração por Daniel, ia visitá-lo com freqüência. Nem todos, porém, respeitavam São Daniel. 
Certa vez, alguns homens que freqüentavam os prostíbulos, enviaram uma mulher de má reputação, de nome Basiana para tentá-lo. A tentativa fracassou, mas Basiana sustentou o contrário, até que enredada em suas próprias mentiras, confessou publicamente a verdade e delatou aqueles que a tinham enviado. Muitas pessoas acorriam a ele para lhe escutar. Não pregava da mesma maneira que os retóricos e filósofos, mas falava do amor de Deus, o cuidado com os pobres, o amor fraternal e sobre a condenação eterna que espera os pecadores. Aos 84 anos, São Daniel comunicou seu testamento aos amigos e discípulos. Tratava-se de um documento muito breve, cheio de um amável espírito de caridade e amor, onde  expunha sucintamente os deveres dos homens. Depois de celebrar pela ultima vez os sagrados mistérios a meia noite em sua coluna, São Daniel compreendeu que Deus o chamava para si. Imediatamente pediu para se avistar com  Patriarca Eufêmico. Sua morte ocorreu no ano de 493 e foi sepultado ao pé da coluna onde viveu por 33 anos.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempree pelos séculos dos séculos. Amém!

Hebreus 7:1-6

Porque este Melquisedeque, que era rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, e que saiu ao encontro de Abraão quando ele regressava da matança dos reis, e o abençoou; a quem também Abraão deu o dízimo de tudo, e primeiramente é, por interpretação, rei de justiça, e depois também rei de Salém, que é rei de paz; sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote para sempre. Considerai, pois, quão grande era este, a quem até o patriarca Abraão deu os dízimos dos despojos. E os que dentre os filhos de Levi recebem o sacerdócio têm ordem, segundo a lei, de tomar o dízimo do povo, isto é, de seus irmãos, ainda que tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele, cuja genealogia não é contada entre eles, tomou dízimos de Abraão, e abençoou o que tinha as promessas.

Lucas 21:28-33

Ora, quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima. E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas as árvores; quando já têm rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão. Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto. Em verdade vos digo que não passará esta geração até que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não hão de passar.

† † †

REFLEXÃO


Epístola de Mathetes a Diogneto

A Epístola de Mathetes a Diogneto é provavelmente o exemplo mais antigo de apologética cristã, textos defendendo o Cristianismo de seus acusadores. O autor e o destinatário, gregos, não são conhecidos, mas a linguagem e outras evidências textuais colocam a obra no final do século II d.C. Alguns assumem uma data ainda mais antiga e contam a epístola entre os Padres Apostólicos. No entanto, o Autor na epístola faz menção a certo "Diognetus" que fora um tutor do Imperador Romano Marco Aurélio, que o admirava por não ser supersticioso e pelos sólidos conselhos educacionais (Meditações 1.6). Mas, existem eruditos que preferem entender que o destinatário seja o 'excelentíssimo Diognetus', Cláudio Diogenes, que era procurador de Alexandria na virada do século II para o III d.C1.

Porque não foi uma invenção terrena, como disse o apóstolo, o que lhes fora confiado, nem se preocupam de preservar em detalhes nenhum sistema passageiro, nem lhes foi confiado a dispensação de mistérios humanos, mas verdadeiramente o Criador Todo-Poderoso do universo. O Deus invisível fez descer dos céus e fixou a sua Verdade e seu Verbo Santo e incompreensível entre os homens, e o santo ensinamento que ultrapassa a imaginação dos homens e a fixou firmemente em seus corações. Não como alguém poderia pensar, enviando um servo, ou anjo, governante, ou algum dos que presidem as coisas terrenas, ou um encarregado das dispensações do céu, mas ao próprio Artífice e Criador do universo, por Quem Ele fez os céus, e por Quem Ele conteve o mar dentro de seus limites, e do qual todos os elementos guardam fielmente os seus mistérios.

Também o sol observa o curso estabelecido, e a lua obedece quando a manda iluminar à noite, a quem as estrelas acompanham o percurso que a lua faz, e pelo qual todas as coisas foram ordenadas, estabelecidas, e submetidas: os céus e o que lá existe, a terra e as coisas que nela existem, o mar e o que ele contém, o fogo, o ar, o abismo, e os seres das alturas, das profundezas, e os do espaço intermediário. Deus enviou tudo isto para eles

Será que enviou tudo isso para demonstrar seu poder, para inspirar temor ou terror? De forma alguma. Mas em mansidão e humildade é que foi enviado (o Verbo). Como um rei envia seu filho que também é rei. Ele o enviou como enviando a Deus. O enviou como um homem entre os homens, enviou-lhe como Salvador, usando a persuasão, e não a força, porque a violência não é atributo de Deus. Enviou como quem convida, e não como quem persegue. Enviou como quem ama, e não para nos julgar. Ele o enviará no dia do juízo, mas, então, quem suportará a Sua Presença?...

Assim, tendo preparado tudo em Si mesmo juntamente com Seu Filho, até pouco tempo permitiu que nos deixássemos levar a nosso capricho por nossos impulsos desordenados, arrastados pelos prazeres e concupiscências. Não é que tivesse qualquer complacência em nossos pecados, mas usava de paciência conosco. Nem que aprovava aquele tempo de iniquidade, mas estava preparando o atual tempo de justiça, para que, estando convictos por nossas próprias obras de que éramos indignos da vida, agora fôssemos feitos dignos dela pela bondade de Deus; e tendo ficado claro que nós por nós mesmos não podíamos entrar no Reino de Deus, agora nos seja concedido a capacidade de entrar pelo poder do próprio Deus... Ele mesmo entregou Seu Próprio Filho como resgate por nós, o Santo pelo transgressor, o Inocente pelo mau, o Justo pelos injustos, o Incorruptível pelo corruptível, o Imortal pelo mortal.

Portanto, que outra coisa poderia cobrir nossos pecados, além de Sua justiça? Em quem poderíamos nós, maus e ímpios, ser justificados, a não ser somente no Filho de Deus? Ó doce intercâmbio! Ó obra insondável! Ó benefícios inesperados! A iniquidade de muitos ficou sepultada em um só Justo, e a justiça de um bastou para justificar a muitos injustos.

† † †