domingo, 31 de maio de 2026

Domingo de Pentecostes

DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE
31 de Maio de 2026 (CC) / 18 de Maio (CE)
Comemoração dos Santos Padres dos Sete Concílios Ecumênicos;
Mártir Teódoto de Ancyra e sete virgens mártires: 
Alexandra, Tecusa, Claudia, Phaine, Euphraisa, Matrona, e Julia (303); 
Mártires Pedro de Lampsacus, e André, Paulo, e Dionísia, em Euridinos (249-251); 
Tom 7




Todos os sete pilares da Igreja, os sete Concílios Ecumênicos, estão reunidos nesta celebração. Nossa Igreja celebra separadamente a memória dos santos padres de cada Concílio Ecumênico.Os Sete Concílios Ecumênicos constitui a formação da Igreja, seus dogmas, a definição dos fundamentos da doutrina cristã. Portanto, é muito importante que nas questões mais íntimas, dogmáticas, legislativas, a Igreja nunca tenha tomado a opinião de uma pessoa como a autoridade máxima. Foi determinado, e permanece assim até hoje, que a mente conciliar da Igreja é considerada a autoridade na Igreja.

Os dois primeiros Concílios Ecumênicos foram no século IV, os dois seguintes no quinto e dois no sexto.

Com o Sétimo Concílio Ecumênico em 787, termina a era dos Concílios Ecumênicos.

No século IV, quando houve um período de martírio - pagãos x cristãos - era óbvio e claro aqui quem estava de que lado, quem lutava por quê.

Mas o inimigo não dorme, a luta continua e toma rumos mais sofisticados: não é uma luta entre o paganismo e o cristianismo, mas uma luta entre o diabo e o homem. Não há prós e contras aqui. Agora, no meio do cristão, entre os próprios cristãos, aparecem pessoas da igreja que carregam o espírito das trevas - acontece que são presbíteros ou mesmo santos. Infectados pela autoridade das heresias dos "mestres da igreja", centenas e milhares de cristãos os seguem.

Essa nova maneira de lidar com o homem é inventada pelo diabo: a Igreja é “testada fortemente” por dentro, por heresias e cismas.

Século IV - Época dos dois primeiros Concílios Ecumênicos 
Uma era educacional, quando chegam os grandes mestres da Igreja, Basílio Magno, João Crisóstomo, Gregório o Teólogo, Atanásio Magno, Nicolau de Mira e muitos outros.

Os santos padres começam a formar o pensamento teológico, mas até que ele seja formado, os hereges tentam substituir conceitos, revelações sobre Deus, sobre as pessoas da Santíssima Trindade - o Salvador, o Espírito Santo. Torna-se extremamente importante reunir-se e desenvolver aquelas regras sagradas que permanecerão e serão mais fortes que a pedra, mais duras que o ferro, permanecerão até o fim de toda a existência do mundo.

Os Concílios Ecumênicos geralmente se reuniram durante os períodos históricos mais difíceis da vida da Igreja, quando a agitação no mundo cristão confrontava o povo Ortodoxo com uma escolha.

A poderosa época dos Concílios Ecumênicos dos séculos IV a VIII produziu esses dogmas e essas leis que são indiscutivelmente praticadas em nossa Igreja até hoje.

A Igreja resistiu a um martírio incrível, provações incríveis e triunfos da Ortodoxia em 1014.

O feriado, em que se homenageia a memória dos santos padres dos sete Concílios Ecumênicos, nunca perderá sua relevância, porque ainda hoje o inimigo do gênero humano inventa novas e muito sérias formas de lutar contra o homem e a Igreja.

Para entender para onde ir diante de tantas estradas, apoiados em sólido suporte, fica a memória dos Santos Padres e o legado que eles deixaram. Todas as suas decisões dogmáticas são mantidas pela Igreja Ortodoxa. Somos chamados de Ortodoxos, o que significa que estamos no caminho certo.

Os Santos Padres não nos deixam perder neste mar revolto de opiniões científicas e não científicas modernas. Eles nos deixaram um legado indelével na forma dos dogmas da Igreja, que nos mantêm inabaláveis ​​no caminho da Ortodoxia.

O pensamento teológico no tempo dos santos padres foi formado sob a influência de um fator poderoso: a necessidade de proteger o cristianismo, por um lado, do ataque do mundo pagão, por outro, da influência corruptora das heresias. Mas suas idéias fundamentais são para sempre.

A teologia cristã se desenvolveu, formando um sistema doutrinário coerente que continha verdades eternas, explicadas em uma linguagem compreensível para uma pessoa moderna, apoiada pelo raciocínio da mente.

O maior mérito da teologia patrística é que ela se desenvolveu sem romper com a tradição apostólica, baseou-se na Revelação Divina e correspondeu às exigências da vida.
O Santo Mártir Theodotos e as Santas Sete Virgens Tecusa, Thainá, Cláudia, Matrona, Júlia, Alexandra e Eufrásia

Estes santos mártires, viveram durante a segunda metade do século III, na cidade de Ancyra, distrito da Galácia, e morreram como mártires por Cristo no início do século IV. 
São Theodotos era um hoteleiro, tinha sua própria hospedaria e era casado. Também era um homem espiritualmente próspero: mantinha a prudência e a pureza, cultivava a temperança em si mesmo, subjugava a carne ao espírito e praticava jejuns e orações. Por seus diálogos, trouxera judeus e pagãos à fé cristã e também conduzira pecadores ao arrependimento e ao aperfeiçoamento. São Teodotos recebera do Senhor o dom da cura, e curava os doentes impondo as mãos sobre eles. 
Durante o tempo da perseguição sob o Imperador Diocleciano (284-305), foi nomeado Governador da cidade de Ancyra, Theoteknes, conhecido por sua crueldade. Muitos cristãos fugiram da cidade, tendo abandonado suas casas e propriedades. Theoteknes fez uma proclamação pela qual obrigava a todos os cristãos a oferecer sacrifícios aos ídolos, e em caso de recusa, seriam entregues à tortura e à morte. Os pagãos denunciavam os cristãos para serem torturados e depois, dividiam entre si suas propriedades. 
Uma fome se abateu sobre o país. Durante esses dias sombrios, São Teodotos deu abrigo em sua pousada aos cristãos desabrigados. Alimentou-os, escondeu os que estavam sendo perseguidos e, de seus suprimentos, deu às igrejas devastadas tudo o que era necessário para a celebração da Divina Liturgia. Ele entrava destemidamente nas prisões, prestando ajuda aos inocentemente condenados, e os encorajava a serem fiéis a Cristo Salvador até o fim. Teodotos não temia enterrar os restos mortais dos santos mártires, quer os levando secretamente, quer os resgatando dos soldados por dinheiro. Quando as igrejas cristãs em Ancyra foram destruídas e fechadas, a Divina Liturgia passou a ser celebrada em sua hospedaria. Percebendo que o ato do martírio também o aguardava, São Theodotos, em conversa com o Sacerdote Phrontonos, previu que em breve lhes trariam as relíquias dos mártires, em um lugar escolhido por ambos. Com a certeza de suas palavras, São Teodotos deu seu anel ao padre. 
Durante este período, sete virgens sagradas aceitaram a morte por Cristo, das quais, a mais velha, Santa Tecusa, era uma tia de São Teodotos. As santas virgens sagradas Tecusa, Thainá, Cláudia, Matrona, Júlia, Alexandra e Eufrásia, desde suas juventudes se dedicavam a Deus e viviam em constante oração, jejum, temperança e boas obras. Todos elas tinham atingido uma idade avançada. Levadas a julgamento como cristãs, as santas virgens, na frente de Theoteknes, confiantemente confessaram sua fé em Cristo e, por isto, foram torturadas, mas permaneceram firmes. O Governador, então, entregou-as a jovens devassos para que esses as estuprassem. As Santas Virgens oraram intensamente, pedindo a ajuda de Deus. Santa Tecusa caiu aos pés de um jovem e, erguendo o véu da cabeça, mostrou-lhe o cabelo acinzentado. Os jovens ficaram assustados, começaram a chorar e fugiram. O governador, então, ordenou que as Santas participassem da ablução dos ídolos, feita por sacerdotes pagãos; mas novamente as virgens recusaram. Por isso elas foram condenadas à morte. 
Uma pedra pesada fora amarrada às pernas de cada uma, e todas as sete Santas Virgens foram afogadas em um lago. Na noite seguinte, Santa Tecusa apareceu em um sonho para São Teodotos, pedindo-lhe para pegar seus corpos e dá-lhes o enterro cristão. São Teodotos, levando consigo seu amigo Polychronios e vários outros cristãos, partiu para o lago. Estava escuro e uma tocha acesa liderava o caminho. Em meio a eles, na frente do guarda postado pelos pagãos às margens do lago, apareceu o Santo Mártir Sosander. O guarda tomou um susto e fugiu aterrorizado. O vento levou a água para o outro lado do lago. Os cristãos pegaram os corpos das Santas martirizados e os levaram para a igreja, e lá foram sepultadas. 
Tomando conhecimento do roubo dos corpos das Santas martirizadas, o Governador ficou furioso e deu ordens para atacar todos os cristãos e entregá-los à tortura. Polychronios também foi preso. Não podendo suportar a tortura, ele informou sobre São Teodotos, identificando-o como o autor do roubo dos corpos. São Teodotos começou a preparar-se para morrer por Cristo. Tendo chegado junto a todos os cristãos zelosos em oração, ele fez o legado do seu corpo ao sacerdote Phrontonos, a quem antes havia dado o seu anel. O santo veio perante o juiz. Apresentando-lhe vários instrumentos de tortura, propuseram honras e riquezas, se ele se retratasse de Cristo. São Teodotos glorificou o Senhor Jesus Cristo e confessou sua fé Nele. Cheios de ira, os pagãos submeteram o Santo a constantes torturas, mas o poder de Deus sustentava o Santo Mártir. Theodotos permaneceu vivo e foi lançado na prisão. Na manhã seguinte, o Governador ordenou novamente que torturassem o Santo, mas ele logo percebeu que era impossível quebrar sua coragem. Então, deu ordens para decapitar o Mártir. A execução foi feita, mas sentindo que uma tempestade se aproximava, os soldados incendiaram o corpo do mártir, e sentados em uma tenda para guardar o corpo. Neste ponto, o Sacerdote Phrontonos, casualmente por ali estava passando levando um burro com uma carga de vinho de sua vinha. O burro de repente caiu perto do local onde estava o corpo de São Teodotos. Os soldados ajudaram a colocar o jumento de volta e disseram a Phrontonos que estavam guardando o corpo dos Cristãos Theodotos executados. O sacerdote percebeu que o Senhor o havia enviado intencionalmente para lá. Ele colocou os restos sagrados no jumento e os levou para o local, indicado por São Teodotos para seu enterro, e com honra os entregou à terra. Depois ele construiu uma igreja neste local. 
São Teodotos aceitou a morte de Cristo em 7 de junho de 303 ou 304, e sua memória é comemorada em 18 de maio, no dia da morte das sagradas virgens. O relato do martírio de São Teodotos e o sofrimento das Santas Virgens foi compilado por Nilos, contemporâneo e companheiro de São Teodotos, e uma testemunha ocular de sua morte. Nilos, vivia na cidade de Ancyra durante o período de perseguição dos cristãos sob o imperador Diocleciano. 
Comemoração dos Santos Mártires Pedro, Dionísio, André, Paulo e Cristina
Os Santos Mártires Pedro, Dionísio, André, Paulo e Cristina sofreram sob o imperador Décio (249-251). Pedro sofreu na cidade de Lampsaka. Levado a julgamento perante o prefeito Optimino, ele corajosamente confessou sua fé em Cristo. Eles tentaram forçar os jovens a negar o Senhor e adorar a deusa Vênus. O mártir recusou-se a fazer isso, declarando a todos que quisessem ouvir, que um cristão jamais se curvaria a um ídolo de uma mulher lasciva. São Pedro foi submetido a torturas cruéis, mas suportou-as com coragem, dando graças ao Senhor Jesus Cristo, por dar-lhe sua toda-poderosa ajuda. Então ele foi decapitado. 
Dionísio, Nicómaco, e dois soldados, André e Paulo, que haviam sido transferidos da Mesopotâmia, foram levados a julgamento. Todos eles confessaram sua fé em Cristo e se recusaram a oferecer sacrifícios aos ídolos, sendo assim foram torturados. Para grande tristeza de todos os cristãos, Nicómaco não perseverou. Ele negou o Senhor Jesus Cristo, e entrou em um templo pagão para oferecer sacrifícios. Ele caiu em um frenesi terrível e morreu espumando pela boca, rasgando a pele de seu corpo com os dentes.Na manhã seguinte, os santos Dionísio, André e Paulo foram novamente levados perante o prefeito. Por confessarem a fé em Cristo, foram levados aos pagãos para serem condenados à morte. Amarraram os santos pelos pés, os arrastaram para o local da execução e os apedrejaram até a morte.


Oração Antes de Ler as Escrituras

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 
MATINAS

João 20:19-23

Fragmento 65C – 
Naquele primeiro dia da semana, ao entardecer daquele dia, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-Se no meio e disse-lhes: “Paz seja convosco”. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: “Paz seja convosco; assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós”. E havendo dito isso, soprou sobre eles, e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos”. 

LITURGIA 

Primeira Antífona

Refrão: Pelas orações da Mãe de Deus, salva-nos, Senhor.

V.1. Os Céus narram a glória de Deus,
e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos.

V.2. Não são palavras nem são discursos
cujo sentido não se perceba.

V.3. Por toda a terra ressoa a Sua mensagem,
a Sua Palavra transmite-se até aos confins do universo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos 

Segunda Antífona

Refrão: Ó Consolador Bondoso, salva-nos que cantamos à Ti. Aleluia!

V.1. Que o Senhor te escute no dia da provação,
que te proteja o Nome do Deus de Jacob!

V.2. Que do Seu Santuário Ele te socorra,
que de Sião Ele te sustente.

V.3. Que Ele Se lembre de tuas ofertas,
que teu holocausto Lhe seja agradável.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos 

Terceira Antífona

V.1. Senhor, em Teu poder alegra-se o rei, em Teu auxílio exulta de alegria.

R. Tropárion da Festa: “Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus…”

V.2. Satisfizeste os anseios de seu coração, não rejeitaste a prece de seus lábios.

R. Tropárion da Festa: “Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus…”

V.3. Tu o tens cumulado com as bênçãos da Tua graça, colocaste-lhe na fronte uma coroa de finas joias.

R. Tropárion da Festa: “Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus…”

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos 

Canto de Entrada

Que o Teu poder, Senhor, seja exaltado,
Nós cantamos os Teus atos portentosos.
Ó Consolador Bondoso, salva-nos que cantamos à Ti. Aleluia!

Tropárion da Festa Tom 8
Tu És Bendito, ó Cristo nosso Deus, / Que tornaste os pescadores cheios de sabedoria, / enviando-lhes o Espírito Santo, ∕ e por eles conquistando o Universo.  ∕∕ Ó Tu que amas a humanidade, glória a Ti! 

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, 
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Kondákion da Festa, Tom 8
Quando, outrora, desceu à terra, ∕ o Altíssimo confundiu as línguas e dispersou as nações.  ∕ Agora que Ele distribui as línguas de fogo, ∕ chama todas as nações à unidade. / Numa só voz, // glorifiquemos o Espírito Santo.

Triságion

Vós que fostes batizados em Cristo, 
De Cristo vos revestistes. Aleluia! (3x)

Glória ao Pai...

De Cristo vos revestistes. Aleluia!

Vós que fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes. Aleluia!

Prokímenon, Tom 8

R. Por toda a terra ressoa a Sua mensagem,
a Sua Palavra transmite-se até aos confins do universo. (Sl. 18:5)

V. Os Céus narram a glória de Deus,
e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos. (Sl. 18:2)

Atos 2:1-11

Fragmento 3 - Naqueles dias, na chegada do dia de Pentecostes, todos os Apóstolos estavam, em comum acordo, reunidos no mesmo lugar. E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. E em Jerusalém estavam habitando judeus, homens religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu. E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: “Pois quê, não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos? Partos e medos, elamitas e os que habitam na Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto e Asia, e Frígia e Panfília, Egito e partes da Líbia, junto a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes, todos nós temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus”.

Aleluia, no 8º Tom

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Pela Palavra do Senhor foram feitos os Céus,
e pelo Sopro de Sua boca todo o Seu exército.

O Senhor olha do alto dos Céuse vê todos os filhos dos homens.

João 7:37-52; 8:12

Fragmento 27 – Naquela época, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-Se em pé, e clamou, dizendo: “Se alguém tem sede, venha a Mim, e beba. Quem crê em Mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre”. E isto disse Ele do Espírito que haviam de receber os que n’Ele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado. Então muitos da multidão, ouvindo esta palavra, diziam: “Verdadeiramente Este é o Profeta”. Outros diziam: “Este é o Cristo”; mas diziam outros: “Vem, pois, o Cristo da Galileia? Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi, e de Belém, da aldeia de onde era Davi?” Assim entre o povo havia dissensão por causa d’Ele. E alguns deles queriam prendê-Lo, mas ninguém lançou mão d’Ele. E os servidores foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus; e eles lhes perguntaram: “Por que não o trouxestes?” Responderam os servidores: “Nunca homem algum falou assim como Este homem”. Responderam-lhes, pois, os fariseus: “Também vós fostes enganados? Creu n’Ele porventura algum dos principais ou dos fariseus? Mas esta multidão, que não sabe a Lei, é maldita”. Nicodemos, que era um deles (o que de noite fora ter com Jesus), disse-lhes: “Porventura condena a nossa Lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz?” Responderam eles, e disseram-lhe: “És tu também da Galileia? Examina, e verás que da Galileia nenhum profeta surgiu”. Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com Ele, e, assentando-Se, os ensinava. E os escribas e fariseus trouxeram-Lhe uma mulher apanhada em adultério; e, pondo-a no meio, disseram-Lhe: “Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na Lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?” Isto diziam eles, tentando-O, para que tivessem de que O acusar. Mas Jesus, inclinando-Se, escrevia com o dedo na terra. E, como insistissem, perguntando-Lhe, endireitou-Se e disse-lhes: “Aquele que de entre vós que está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela”. E, tornando a inclinar-Se, escrevia na terra. Quando ouviram isto, redarguidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. E, endireitando-Se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: “Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?” E ela disse: “Ninguém, Senhor”. E disse-lhe Jesus: “Nem Eu também te condeno; vai-te, e não peques mais”. Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: “Eu Sou a luz do mundo; quem Me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”.

Zadostoinik (Theotókion)

Refrão: Os Apóstolos viram maravilhados a descida do Consolador. O Espírito Santo veio em forma de línguas de fogo.

Irmos: Rejubila-te, ó, Rainha e glória das mães e das virgens. / Pois, não existem lábios, mesmo os dos hábeis oradores, / que sejam capazes de te decantarem dignamente; /e não há inteligência que possa entender teu Parto-Virginal. / Por isto, a uma só voz, te magnificamos.

Cântico da Comunhão
O Teu Espírito, em Sua bondade,
Me guiará pelo caminho da retidão.
Aleluia, aleluia, aleluia!

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