13 de Setembro de 2026 (CC) / 31 de Agosto (CE)
Deposição da Preciosa Cinta da SS. Mãe de Deus (395-408 d.C.);
Hieromártir Cipriano, Bispo de Cartago († 258)
Pré-festa do Início do Ano Litúrgico
Hieromártir Cipriano, Bispo de Cartago († 258)
Pré-festa do Início do Ano Litúrgico
Tom 6
A deposição da cinta da Venerável Santíssima Mãe de Deus na Igreja de Constantinopla Blakhernae se deu durante o reinado do Imperador Arcadius (395‑408). Antes disso, a santa relíquia, confiada ao apóstolo Tomé pela própria Mãe de Deus, foi, depois de sua Dormição, mantida em Jerusalém por cristãos piedosos. Após muitos anos, durante o reinado do Imperador Leão, o Sábio (886-911), a Cinta da Mãe de Deus operou uma cura milagrosa em sua esposa Zoa, que era atormentada por um espírito impuro.
A imperatriz teve uma visão de que ela seria curada de sua enfermidade quando a Cinta da Mãe de Deus fosse colocada sobre ela. O Imperador, encaminhou o pedido ao Patriarca, para que este trouxeste a relíquia. O Patriarca removeu o selo e abriu o vaso em que a relíquia estava guardada: A Cinto da Mãe de Deus parecia perfeitamente preservada, sem sofrer dano algum. O Patriarca colocou a Cinta na Imperatriz doente, e ela imediatamente foi libertada de sua enfermidade. Eles serviram um solene Moleben (Oração) de ação de graças à Santíssima Mãe de Deus, e à venerável Cinta, a qual logo depois, a colocaram de volta no vaso e puseram novamente um selo.
Em comemoração do milagroso ocorrido e da dupla deposição da venerável Cinta, foi instituída a Festa da Deposição da Venerável Cinta da Santíssima Mãe de Deus. Partes da Cinta Sagrada, estão no mosteiro Batopedia, no Monte Athos, e no mosteiro Trier, em Gruzia (Geórgia).
Comemoração de São Cipriano
O Hieromártir Cipriano, bispo de Cartago, nasceu por volta do ano 200, na cidade de Cartago (África do Norte), onde toda a sua vida e obra ocorreu. Thascius Cyprianus era o filho de um rico senador pagão, e recebeu uma educação secular fina, se tornou um esplêndido orador e professor de retórica e filosofia na escola de Cartago. Muitas vezes aparecia nos tribunais para defender os seus concidadãos.
Cipriano depois lembrou que por um longo tempo tinha "permanecido em uma névoa escura profunda .., longe da luz da Verdade."A fortuna que acumulara, herança de seus pais e de seu trabalho, foi gasta em banquetes suntuosos que não foram capazes de saciar nele a sede de verdade. Cipriano, então, familiarizou-se com os escritos do Apologista Tertuliano, e tornou-se convencido da verdade do Cristianismo. O santo Bispo escreveu mais tarde que ele pensara que lhe era impossível alcançar a regeneração prometida pelo Salvador, por causa de seus hábitos.
Cipriano foi ajudado por seu amigo e guia, o Presbítero Cecílio, que lhe garantiu o poder da graça de Deus. Aos 46 anos de idade, o ilustre pagão foi recebido na comunidade cristã como um catecúmeno. Antes de aceitar o batismo, distribuiu os seus bens aos pobres e se mudou para a casa do presbítero Cecílio.
Quando São Cipriano foi finalmente batizado, escreveu em seu "Tratado Para Donatus":
"Quando a água da regeneração limpou a impureza da minha antiga vida, uma luz do alto brilhou em meu coração ... e o Espírito me transformou em um novo homem por um segundo nascimento. Então, ao mesmo tempo, de uma maneira milagrosa, a certeza substituiu a dúvida, mistérios foram revelados, e as trevas tornaram-se luz .... Então era possível reconhecer que o que nasceu da carne e viveu para o pecado era terreno, mas o que o Espírito Santo havia vivificado começou a ser de Deus .... Em Deus e de Deus é toda a nossa força .... É por meio dEle que, enquanto vivermos sobre a terra, somos orientados para um futuro feliz."
Dois anos depois de seu batismo, o santo foi ordenado ao sacerdócio. Quando o Bispo Dênatus, de Cartago, morreu, São Cipriano foi escolhido bispo por unanimidade. Atendendo ao pedido de seu Pai Espiritual, Cipriano aceitou a indicação, e foi consagrado bispo de Cartago no ano 248.
O Santo antes de tudo se preocupou com o bem estar da Igreja e da erradicação de vícios do clero e do rebanho. A vida santa do Arquipastor despertava em todos um desejo de imitar a sua piedade, humildade e sabedoria. A atividade fecunda de São Cipriano ficou conhecida além dos limites da sua diocese. Bispos de diversas partes, muitas vezes, vieram lhe visitar para aconselhamento sobre como lidar com vários assuntos.
A perseguição do Imperador Décio (249-251), revelada ao santo em uma visão, o obrigou a fugir e se esconder. Para o seu rebanho, era necessário que sua vida fosse preservada a fim de fortalecer a fé e coragem entre os perseguidos. Antes de deixar sua diocese, o santo distribuiu os fundos da igreja entre todos os clérigos para o auxílio dos necessitados, e, além disso, de seus próprios recursos enviou mais fundos.
Cipriano manteve contato constante com os cartagineses cristãos através de suas epístolas, e escreveu cartas para presbíteros, confessores e mártires. Alguns cristãos, intimidados por tortura, ofereceu um sacrifício aos deuses pagãos. Estes cristãos traidores apelaram aos confessores, pedindo para dar-lhes o que era chamado de uma carta de reconciliação, ou seja, um certificado para aceitá-los de volta para a Igreja. São Cipriano escreveu uma carta geral para todos os cristãos cartagineses, afirmando que aqueles que traíram a Fé durante o tempo de perseguição poderia ser admitido na Igreja, mas tal aceitação deveria ser precedida de uma investigação das circunstâncias em que a apostasia surgiu. Isto era necessário para se poder determinar a sinceridade do arrependimento de tal infidelidade. Admiti-los só era possível após penitência, e com a permissão do bispo. Alguns dos apóstatas exigiram sua imediata readmissão na Igreja e isto causou agitação em toda a comunidade. São Cipriano escreveu aos bispos de outras dioceses pedindo opinião deles, e de todos recebeu total aprovação de suas diretrizes.
Durante sua ausência, o Santo autorizou a quatro sacerdotes para examinar a vida das pessoas que se preparam para a ordenação ao sacerdócio e ao diaconato. Este encontrou resistência do leigo Felicissimus e do Presbítero Novatus, despertando a indignação contra o seu bispo. São Cipriano excomungou Felicissimus e seis de seus seguidores. Em sua carta ao rebanho, o Santo mansamente admoestou todos a não quebrarem a unidade da Igreja, que se sujeitassem às decisões canônicas do bispo e aguardarem o seu retorno. Esta carta manteve a maioria dos cristãos cartagineses fiéis à Igreja.
Em pouco tempo, São Cipriano voltou para o seu rebanho. A insubordinação de Felicissimus teve fim em um Concílio local no ano de 251. Este Concílio decretou que era possível receber novamente na Igreja os que haviam tropeçado depois de uma penitência, e confirmou a excomunhão de Felicissimus.
Durante este tempo, ocorreu um novo cisma, liderada pelo presbítero romano Noviciano, e juntou-se ao presbítero cartaginês Novatus, um ex-adepto de Felicissimus. Novaciano afirmava que aqueles que cairam durante o tempo de perseguição não poderia ser readmitido, mesmo que se arrependessem dos seus pecados. Além disso, Novaciano com a ajuda de Novatus, convenceu três bispos italianos a depor o canônico Bispo de Roma, Celerinus, e eleger outro para ocupar a cátedra romana, uma vez que Celerinus apoiava Cipriano. Contra tal iniqüidade, o Santo escreveu uma série de encíclicas aos bispos africanos, e mais tarde um livro inteiro, sobre a unidade da Igreja.
Quando a discórdia na igreja Cartaginense começou a se acalmar, uma nova calamidade começou: uma peste assolou os habitantes de Cartago. Centenas de pessoas fugiram da cidade, deixando os doentes sem ajuda, e os mortos sem sepultura. São Cipriano, proporcionando um exemplo pela sua firmeza e sua coragem, socorria os doentes e enterrava os mortos, não apenas cristãos, mas também os pagãos. A praga foi acompanhada por uma seca e pela fome. Uma horda de bárbaros númidas, aproveitando-se da desgraça, caiu sobre os habitantes, levando muitos em cativeiro. São Cipriano apelava ao cartagineses ricos para proverem meios para alimentar os prisioneiros famintos e pagar os seus resgates.
Quando uma nova perseguição contra os cristãos foi deflagrada sob o Imperador Valeriano (253-259), o Procônsul cartaginês Paternus ordenou ao santo oferecer sacrifício aos ídolos. São Cipriano somente se recusou a praticar tal abominação, como também se recusou a dar os nomes e endereços dos presbíteros da igreja de Cartago. Eles enviaram o santo para a cidade de Curubis, e o Diácono Pontus voluntariamente seguiu seu bispo para o exílio.
No dia em que o santo chegou ao local de exílio, teve uma visão, prevendo para si um rápido martírio muito próximo. Enquanto no exílio, São Cipriano escreveu muitas cartas e livros. Desejando padecer em Cartago, voltou para lá. Tendo comparecido ao tribunal, foi posto em liberdade até o ano seguinte. Quase todos os cristãos de Cartago foram se despedir de seu bispo e receber sua bênção.
No julgamento, São Cipriano calma e firmemente, se recusou a oferecer sacrifícios aos ídolos, e foi condenado à decapitação com uma espada. Ao ouvir a sentença, São Cipriano disse: "Graças a Deus!" Todas as pessoas gritaram a uma só voz: "Vamos também ser decapitado com ele!"
Chegando ao local da execução, o santo novamente deu sua bênção a todos e se dispôs a dar vinte e cinco moedas de ouro para o carrasco. Ele então amarrou um lenço sobre os olhos, e deu as mãos para ser amarradas ao Presbítero e ao Arquidiácono que estavam em pé ao seu lado, e baixou a cabeça. Os cristãos colocam suas toalhas e panoss na frente dele, a fim de coletar o sangue do mártir. São Cipriano foi executado no ano 258. O corpo do santo foi sepultado à noite em uma cripta particular do procurador Macrobius Candidianus.Alguns dizem que suas santas relíquias foram transferidas para a França, no tempo do rei Charles, o Grande (ou seja, Carlos Magno, 771-814).
São Cipriano de Cartago deixou para a Igreja um precioso legado: seus escritos e 80 cartas. As obras de São Cipriano foram aceitas pela Igreja como um modelo de confissão Ortodoxa e lida em dois Concílios Ecumênicos (Éfeso e Calcedônia).
Nos escritos de São Cipriano, o ensinamento Ortodoxo sobre a Igreja afirma: Ela tem o seu fundamento no Senhor Jesus Cristo, e foi proclamada e edificada pelos Apóstolos. A comunhão interior é expressa em uma unidade de fé e do amor, e da unidade externa é atualizada pela hierarquia e os sacramentos da Igreja.
Na Igreja Cristo compreende toda a plenitude da vida e salvação. Aqueles que se separaram da unidade da Igreja não têm a verdadeira vida em si mesmos. O amor cristão é mostrado como o vínculo que mantém a Igreja juntos. "O amor é o fundamento de todas as virtudes, e conosco continua eternamente no Reino Celestial."
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
MATINAS (IV)
Lucas 24:1-12
Fragmento 112 - Naquela época, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, as mulheres foram ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas apavoradas, postaram seus rostos em terra, e então, os homens disseram: Por que procurais Aquele que vive entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galileia, dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das Suas palavras. E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.
LITURGIA
Tropárion da Ressurreição, no 6º Tom
Vendo os poderes angélicos diante do Teu venerável túmulo, / os guardas ficaram como mortos / e Maria, de pé, junto do sepulcro, / pediu o Teu puríssimo Corpo. / Despojaste o Inferno, sem ser por ele atingido, / e foste ao encontro da Virgem, dando-lhe a vida. / Ó Senhor, ressuscitado dentre os mortos, // glória a Ti!
Tropárion de São Mateus, no 8º Tom
Ó Sempre Virgem Theotókos, proteção da humanidade: / Tu deste à tua cidade um legado magnífico, o manto e o cinto do teu corpo tão honrado, / que permaneceram incorruptos por meio de tua maternidade sem sementes. Pois em ti a natureza e o tempo se renovam. // Portanto, nós te suplicamos que concedas paz à tua cidade e grande misericórdia às nossas almas.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo ...
Kondákion, Tom 4: Hoje teu templo celebra / a deposição do teu precioso cinto, ó aquele que todos cantam, / e clama a ti com fervor: / Alegra-te, ó Virgem, // Tu te vanglorias dos cristãos!
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.
Hino à Virgem: Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Intercessoraa ante o Criador / não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores; / mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós junto de Deus, // tu que defendes sempre àqueles que te veneram.
Prokímenon, No 6º Tom
R. Salva, Senhor, o Teu povo
E abençoa a Tua herança. (Sl 27:9)
V. Clamo a Ti, Senhor, meu Rochedo
Presta ouvido aos meus rogos. (Sl 27:1)
R. Salva, Senhor, o Teu povo
E abençoa a Tua herança. (Sl 27:9)
V. Clamo a Ti, Senhor, meu Rochedo
Presta ouvido aos meus rogos. (Sl 27:1)
No 3º Tom:
Minha alma engrandece ao Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.
2 Coríntios 4:6-15
Fragmento 176 - Irmãos, Deus, que disse: “Das trevas resplandecerá a luz”, é Quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo. Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos; pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. De modo que em nós opera a morte, mas em vós a vida. Ora, temos o mesmo espírito de fé, conforme está escrito:
“Cri, por isso falei;”
Também nós cremos, por isso também falamos, sabendo que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará a nós com Jesus, e nos apresentará convosco. Pois tudo é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.
Hebreus 9:1-7
Fragmento 320 - Irmãos, a primeira aliança tinha um decreto sobre a adoração e um santuário terrestre; pois no primeiro tabernáculo construído, havia uma lâmpada, uma mesa e os pães da proposição, chamado de Lugar Santo. Atrás do segundo véu estava um tabernáculo chamado Santo dos Santos, que tinha um incensário de ouro e a Arca da Aliança revestida de ouro em todos os lados, onde havia um vaso de ouro com o maná, a vara de Aarão que tinha florescido e as Tábuas da Aliança; e acima dela os Querubins da Glória cobrindo o local da purificação; o qual não precisa ser discutido em detalhes agora. Com este arranjo, os sacerdotes sempre entram no primeiro tabernáculo para realizar os serviços divinos; e no segundo - uma vez por ano apenas o sumo sacerdote sozinho, não sem sangue, que ele traz para si e pelos pecados da ignorância do povo.
Aleluia, no 6º Tom
Quem habita ao abrigo do Altíssimo
E vive à sombra do Senhor Onipotente. (Sl 90:1)
Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Diz ao Senhor: sois meu refúgio e proteção,
Sois o meu Deus no qual confio inteiramente. (Sl 90:2)
Aleluia, Aleluia, Aleluia!
No 8º Tom:
Levanta-te, Senhor, para o Teu repouso, Tu e a arca da Tua santidade.
Aleluia, Aleluia, Aleluia!
Mateus 22:35-46
Fragmento 92 - Naquela época, um doutor da lei, interrogara-Lhe para O experimentar, dizendo: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe:
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu entendimento, e de toda tua força, e de todo o teu desejo”.
Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é:
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas. E, estando reunidos os fariseus, interrogou-os Jesus, dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Disse-lhes Ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo:
“Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-Te à Minha direita, até que Eu ponha os Teus inimigos por escabelo de Teus pés?”
Se Davi, pois, Lhe chama Senhor, como é Seu filho? E ninguém podia responder-Lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-Lo.
Lucas 10:38-42; 11:27-28
Fragmento 54 - Naquela época, quando iam de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, O recebeu em Sua casa. Tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, sentando-se aos pés do Senhor, ouvia a Sua palavra. Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e aproximando-se, disse: “Senhor, não se Te dá que minha irmã me tenha deixado a servir sozinha? Dize-lhe, pois, que me ajude”. Respondeu-lhe o Senhor: “Marta, Marta, estás ansiosa e perturbada com muitas coisas; entretanto poucas são necessárias, ou mesmo uma só; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. Ora, enquanto Ele dizia estas coisas, certa mulher dentre a multidão levantou a voz e lhe disse: “Bem-aventurado o ventre que Te trouxe e os peitos em que Te amamentaste”. Mas Ele respondeu: “Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus, e a observam”.
Canto da Comunhão
Louvai ao Senhor nas Alturas,
Louvai-O no mais alto dos Céus.
Tomarei o cálice da salvação
e invocarei o Nome do Senhor.
Aleluia, Aleluia, Aleluia!




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