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domingo, 5 de abril de 2026

Domingo de Ramos

 
05 de Abril de 2026 (CC) / 23 de Março (CE)
São Nikon e seus 199 discípulos, mártires (†273)
Jejum (Peixe é permitido)


Do ponto de vista litúrgico, o sábado de Lázaro se apresenta como a preparação do Domingo de Ramos; dia em que se celebra a entrada do Senhor em Jerusalém. Essas duas festas têm um tema em comum: o triunfo e a vitória. O sábado revelou o Inimigo que é a morte; o domingo anuncia a vitória, o triunfo do Reino de Deus e a aceitação pelo mundo de seu único Rei, Jesus Cristo. A entrada solene na cidade santa foi, na vida de Jesus, seu único triunfo visível; até aí, Ele tinha recusado qualquer tentativa de ser glorificado e é apenas seis dias antes da Páscoa que Ele não só aceitou de bom grado, como provocou mesmo o acontecimento. Cumprindo ao pé da letra o que dissera o profeta Zacarias:
"Eis o teu Rei que vem montado numa jumenta" (Zac. 9:9),
Ele mostra claramente que queria ser reconhecido e aclamado como o Messias, Rei e Salvador de Israel. O texto do Evangelho sublinha, com efeito, os traços messiânicos: os ramos, o canto de Hosana, a aclamação de Jesus como Filho de Davi e Rei de Israel. A história de Israel chega ao seu fim: tal é o sentido deste acontecimento. O sentido desta história era o de anunciar e preparar o Reino de Deus, a vinda do Messias. Hoje é o dia em que isto se cumpre, pois eis que o Rei entra em sua cidade santa e n’Ele todas as profecias e toda a espera de Israel encontram seu término: Ele inaugura seu Reino.
A liturgia deste dia comemora este acontecimento; com os ramos nas mãos, nós nos identificamos com o povo de Jerusalém, com o qual saudamos o humilde Rei, lhe recitando nossa Hosana. Mas, qual é o sentido disto para nós, hoje?
Primeiramente, nós proclamamos que o Cristo é nosso Rei e nosso Senhor. Muito frequentemente nós nos esquecemos que o Reino de Deus já foi inaugurado, que no dia do nosso Batismo nós fomos feitos cidadãos d’Ele, e que nós prometemos colocar nossa fidelidade a esse Reino acima de qualquer outra. Não esqueçamos que, durante algumas horas, o Cristo foi verdadeiramente Rei sobre a terra, Rei neste mundo que é o nosso. Por algumas horas apenas e numa única cidade. Mas, da mesma maneira que em Lázaro nós reconhecemos a imagem de todo homem, podemos ver nesta cidade o centro místico do mundo e de toda a criação. Tal é o sentido bíblico de Jerusalém, a cidade, o ponto focal de toda a história da salvação e da redenção, a santa cidade do Advento de Deus. O Reino inaugurado em Jerusalém é, pois, um Reino universal, abraçando todos os homens, e a criação inteira. Por algumas horas, e entretanto, essas horas são decisivas; é a hora de Jesus, a hora do cumprimento por Deus de todas as suas promessas e de todas as suas vontades. Essas horas são o término de toda a longa preparação revelada pela Bíblia e o cumprimento de tudo aquilo que Deus quis fazer pelos homens. E assim, este breve momento de triunfo terrestre do Cristo adquire uma significação eterna. Ele introduz a realidade do Reino de Deus no nosso tempo, em cada uma de nossas horas, fazendo deste Reino aquilo que dá ao tempo o seu sentido, sua finalidade última. A partir dessa hora, o Reino é revelado ao mundo e sua presença julga e transforma a história humana. E quando do momento mais solene da celebração litúrgica, nós recebemos um ramo das mãos do padre, nós renovamos nossa promessa a nosso Rei, e nós confessamos que o seu Reino é o único objetivo de nossa vida, a única coisa que dá um sentido a ela. Nós confessamos também que tudo, na nossa vida e no mundo, pertence ao Cristo, que nada pode ser subtraído ao único e exclusivo Mestre e que nenhum domínio de nossa existência escapa de seu império e de sua ação redentora. Enfim, nós proclamamos a universal e total responsabilidade da Igreja com relação à história da humanidade e nós afirmamos sua missão universal.
No entanto, nós sabemos, o Rei que os judeus aclamam hoje, e nós com eles, se encaminha para o Gólgota, para a cruz e para o túmulo. Nós sabemos que este breve triunfo é apenas o prólogo de seu sacrifício. Os ramos em nossas mãos significam, desde então, nosso ardor em segui-lo no caminho do sacrifício, nossa aceitação do sacrifício e nossa renúncia a nós mesmos, em que reconhecemos a única estrada real que conduz ao Reino.
E, finalmente, os ramos, essa celebração, proclamam nossa fé na vitória final do Cristo. Seu Reino ainda está oculto e o mundo o ignora. O mundo vive como se o acontecimento decisivo jamais tivesse ocorrido, como se Deus não tivesse morrido na cruz e como se, n’Ele, o homem não tivesse ressuscitado dentre os mortos. Mas nós, cristãos, cremos, na chegada desse Reino onde Deus será tudo em todos, e onde o Cristo aparecerá como o único Rei.
As celebrações litúrgicas nos relembram acontecimentos passados; mas todo o sentido e toda a virtude da liturgia consistem precisamente em transformar a lembrança em realidade. Neste Domingo de Ramos, a realidade em questão é a nossa própria implicação neste Reino de Deus, é nossa responsabilidade a seu respeito. O Cristo não entra mais em Jerusalém; Ele o fez de uma vez por todas. Ele não cuidou do "símbolo" e, certamente, não foi para que nós possamos perpetuamente "simbolizar" sua vida, que Ele morreu na cruz. O que Ele espera de nós, é um real acolhimento do Reino que Ele nos trouxe. . . e se nós não estivermos prontos a sermos totalmente fiéis ao juramento que renovamos a cada ano, o Domingo de Ramos, se de fato não estivermos decididos a fazer do Reino a base de toda nossa vida, então nossa celebração é vã, vãos e sem significado são os ramos que levamos da igreja para nossas casas. 
Alexandre Schmémann e Olivier Clément
«O Mistério Pascal - Comentários Litúrgicos»
  
 

Comemoração de São Nikon  
São Nikon nasceu em Nápoles, na Itália. Seu pai era pagão e sua mãe cristã, de quem recebeu os ensinamentos e doutrina do Evangelho. Ainda jovem, se fez soldado e, muito rapidamente, se distinguiu entre os companheiros por sua valentia e disciplina. Porém, desejava intimamente levar a vida de um asceta, e para alcançar este objetivo iniciou uma viagem nas proximidades de Constantinopla. Fez uma breve estadia em Xios, onde recebeu o batismo, e dedicou sua vida às práticas ascetas e aos estudos da Sagrada Escritura. O bispo local, observando seus dons espirituais, o ordenou sacerdote e, pouco tempo depois, tornou-se abade de um monastério com 190 monges que ficaram então sob sua direção.  Quando seus pais faleceram, Nikon e seus monges juntamente com mais nove pessoas, formavam uma devota comunidade e foram se estabelecer na Sicília. Contudo, foram perseguidos pelo governador da época que era idólatra. Todos os monges se opuseram ao governador e, por isso, foram presos, horrivelmente torturados e, finalmente, assassinados.
 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS

Mateus 21:1-11, 15-17

Fragmento 83A - Naquela época, Jesus estava Se aproximando de Jerusalém e chegou a Betfagé no Monte das Oliveiras. Então, enviou dois discípulos e disse-lhes: “Ide à aldeia que está à vossa frente; e imediatamente encontrareis uma jumenta amarrada e um potro com ela; desamarrem-nos e trazei-os até Mim. E se alguém vos disser algo, respondereis que o Senhor precisa deles e os enviará imediatamente”. E isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Profeta:

“Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei vem ter contigo, manso e montado sobre um jumento e sobre um jumentinho, filho de uma jumenta”. 

Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenou, trouxeram uma jumenta e um jumentinho e os vestiram; e Ele sentou-Se sobre eles. E muitos na multidão estenderam suas roupas ao longo da estrada, enquanto outros cortavam galhos das árvores e os espalhavam ao longo da estrada; e as pessoas que caminhavam à Sua frente e O seguiam exclamaram: 

“Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor! Hosana nas alturas!”

E quando Ele entrou em Jerusalém, toda a cidade se pôs em movimento, e eles disseram: “Quem É Este?” E o povo dizia: “Este É o Profeta Jesus de Nazaré, da Galileia”. E os principais sacerdotes e escribas, vendo as maravilhas que Ele fazia, e os filhos clamando no templo: “Hosana ao Filho de Davi!” Indignaram-se e disseram-Lhe: “Estás ouvindo o que dizem?” Jesus respondeu-lhes: “Sim! Vós nuca lestes: 

‘Dos lábios de bebês e crianças que são amamentadas, tiraste o louvor?’”

E Ele, deixando-os, saiu da cidade para Betânia e ali passou a noite.

LITURGIA 

Primeira Antífona

1. Amo ao Senhor, pois Ele ouviu a voz da minha súplica. (Salmo 114:1)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

2. Cercaram-me os laços da morte,
Os laços do inferno se abateram de mim. (Salmo 114:3a)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

3. Cai na aflição e na ansiedade,
Foi então que invoquei o Nome do Senhor. (Salmo 114:3b,4)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Segunda Antífona

1. Conservei a confiança, ainda que eu pudesse dizer:
“Em verdade sou extremamente infeliz.” (Salmo 115:1)

Salva-nos, Ó Filho de Deus, / que estás sentado sobre um jumentinho, / a nós que a Ti cantamos: aleluia!

2. Que darei eu ao Senhor
Por todos os benefícios que me tem feito? (Salmo 115:3)

Salva-nos, Ó Filho de Deus...

3. Cumprirei os meus votos para com o Senhor
Na presença de todo o Seu povo. (Salmo 115:9)

Salva-nos, Ó Filho de Deus...

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Terceira Antífona

1. Dai graças ao Senhor porque Ele é bom
E a Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:1)

Querendo, antes de Tua Paixão, / cimentar nossa fé na comum ressurreição, / Tu ressuscitaste Lázaro dentre os mortos, ó Cristo Deus. / Eis porque, como as crianças de então, / nós levamos os símbolos da vitória, e Te cantamos a Ti, / o Vencedor da morte:  Hosana nas alturas! // Bendito Aquele que vem em Nome do Senhor!

2. Diga a casa de Israel:
A Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:2)

Querendo, antes de Tua Paixão...

3. Digam os que temem ao Senhor:
A Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:4)

Querendo, antes de Tua Paixão...

Glória ao Pai...

Cântico De Entrada
Bendito O que vem em Nome do Senhor! / Da casa do Senhor nós vos abençoamos. / 
O Senhor É Deus e a nós Se revelou, 

Tropárion da Festa, Tom 1
A fim de confirmar a ressurreição de todos, Ó Cristo Deus, / antes de Tua Paixão ressuscitaste a Lázaro dentre os mortos. / Por isto, tal qual as crianças que acenavam o Símbolo da Vitória, / também a Ti exclamamos, Ó Vencedor da morte: / Hosana nas alturas; // bendito Aquele que vem em Nome do Senhor.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...

Tropárion da Festa Tom 4

Sepultados contigo pelo Batismo, ó Cristo nosso Deus, / nós fomos tornados dignos, pela Tua Ressurreição, da Vida Imortal. / Com hinos, nós Te cantamos: / “Hosana nas alturas!  // Bendito Aquele que vem em Nome do Senhor!”.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Kondákion da Festa, Tom 6
Nos Céus, sentado num trono; e na terra, sobre um jumento, / Cristo nosso Deus, recebe o louvor dos anjos / e os hinos das crianças que Te exclamam: / “Bendito És Tu que vens restabelecer Adão”.

Prokímenon, no 4º Tom

R. Bendito O que vem em Nome do senhor! 
O Senhor É Deus e a nós Se revelou. (Salmo 117:25,27)

V. Louvai o Senhor, porque Ele É bom,
Porque a Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:1)

Filipenses 4:4-9

Fragmento 247 - Irmãos, regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco.

Aleluia Tom 1

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Cantai ao Senhor um cântico novo,
Porque Ele operou maravilhas! (Salmo 97:1)

Todos as extremidade da terra
viram a salvação de nosso Deus. (Salmo 97:3)

João 12:1-18

Fragmento 41A - Então Jesus, seis dias antes da Páscoa, chegou a Betânia, onde estava Lázaro, o que estivera morto, a quem Ele ressuscitou dos mortos. Ali Lhe prepararam uma ceia; e Marta servia; e Lázaro era um dos que estavam com Ele à mesa. Então Maria tomou meio quilo de bálsamo de nardo, muito caro, e ungiu os pés de Jesus, e Lhe enxugou os pés com os cabelos dela; e a casa encheu-se do cheiro do bálsamo. Então disse um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, que O trairia: “Por que não foi vendido este unguento por trezentos dinheiros, e dado aos pobres?” Isto ele disse, não que se importasse com os pobres; mas porque ele era um ladrão, e tinha a bolsa e tirava o que era colocado nela. Então disse Jesus: “Deixai-a; porque para o dia da Minha sepultura guardou ela isto; pois os pobres sempre tendes convosco; mas a Mim, nem sempre”. Muitos judeus souberam, pois, que Ele estava ali; e não vieram só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, a quem Ele ressuscitara dentre os mortos. Mas os principais sacerdotes consultaram-se para matar também Lázaro; porque por causa dele muitos judeus saíram e creram em Jesus. No dia seguinte, muitas pessoas que tinham vindo à festa, quando ouviram que Jesus viria a Jerusalém, pegaram ramos de palmeiras, e saíram ao Seu encontro, e clamaram: Hosana: Bendito o Rei de Israel, O que vem em Nome do Senhor. E Jesus, quando encontrou um jumentinho, sentou-Se nele; como está escrito: 

“Não temas, Filha de Sião; eis que vem o teu Rei, montado num jumentinho”.

A princípio os Seus discípulos não entenderam estas coisas; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que estas coisas estavam escritas a respeito d’Ele, e que estas coisas Lhe tinham feito. Portanto, o povo que estava com Ele quando chamou Lázaro da sepultura e o ressuscitou dentre os mortos, dava testemunho. Por esta causa a multidão ia ao Seu encontro, porque ouviram que Ele tinha feito este milagre.

† † †

Hino À Virgem, no 4º Tom
O Senhor É Deus e a nós Se revelou! / Celebrai a festa e alegrai-vos, / e vinde, glorifiquemos a Cristo, / levando palmas e ramos de oliveira/ e cantando-lhe hinos, dizendo: / Bendito O que vem em Nome do Senhor, nosso Salvador!

Canto da Comunhão (Koinonikon)
O Senhor É Deus e a nós Se revelou.
Bendito O que vem em Nome do Senhor.
Aleluia, aleluia, aleluia!

domingo, 13 de abril de 2025

Domingo de Ramos

 
13 de Abril de 2025 (CC) / 31 de Março (CE)
S. Hipácio, bispo de Gangre, hieromártir († séc. IV).
Jejum (Peixe é permitido)


Do ponto de vista litúrgico, o sábado de Lázaro se apresenta como a preparação do Domingo de Ramos; dia em que se celebra a entrada do Senhor em Jerusalém. Essas duas festas têm um tema em comum: o triunfo e a vitória. O sábado revelou o Inimigo que é a morte; o domingo anuncia a vitória, o triunfo do Reino de Deus e a aceitação pelo mundo de seu único Rei, Jesus Cristo. A entrada solene na cidade santa foi, na vida de Jesus, seu único triunfo visível; até aí, Ele tinha recusado qualquer tentativa de ser glorificado e é apenas seis dias antes da Páscoa que Ele não só aceitou de bom grado, como provocou mesmo o acontecimento. Cumprindo ao pé da letra o que dissera o profeta Zacarias:
"Eis o teu Rei que vem montado numa jumenta" (Zac. 9:9),
Ele mostra claramente que queria ser reconhecido e aclamado como o Messias, Rei e Salvador de Israel. O texto do Evangelho sublinha, com efeito, os traços messiânicos: os ramos, o canto de Hosana, a aclamação de Jesus como Filho de Davi e Rei de Israel. A história de Israel chega ao seu fim: tal é o sentido deste acontecimento. O sentido desta história era o de anunciar e preparar o Reino de Deus, a vinda do Messias. Hoje é o dia em que isto se cumpre, pois eis que o Rei entra em sua cidade santa e n’Ele todas as profecias e toda a espera de Israel encontram seu término: Ele inaugura seu Reino.
A liturgia deste dia comemora este acontecimento; com os ramos nas mãos, nós nos identificamos com o povo de Jerusalém, com o qual saudamos o humilde Rei, lhe recitando nossa Hosana. Mas, qual é o sentido disto para nós, hoje?
Primeiramente, nós proclamamos que o Cristo é nosso Rei e nosso Senhor. Muito frequentemente nós nos esquecemos que o Reino de Deus já foi inaugurado, que no dia do nosso Batismo nós fomos feitos cidadãos d’Ele, e que nós prometemos colocar nossa fidelidade a esse Reino acima de qualquer outra. Não esqueçamos que, durante algumas horas, o Cristo foi verdadeiramente Rei sobre a terra, Rei neste mundo que é o nosso. Por algumas horas apenas e numa única cidade. Mas, da mesma maneira que em Lázaro nós reconhecemos a imagem de todo homem, podemos ver nesta cidade o centro místico do mundo e de toda a criação. Tal é o sentido bíblico de Jerusalém, a cidade, o ponto focal de toda a história da salvação e da redenção, a santa cidade do Advento de Deus. O Reino inaugurado em Jerusalém é, pois, um Reino universal, abraçando todos os homens, e a criação inteira. Por algumas horas, e entretanto, essas horas são decisivas; é a hora de Jesus, a hora do cumprimento por Deus de todas as suas promessas e de todas as suas vontades. Essas horas são o término de toda a longa preparação revelada pela Bíblia e o cumprimento de tudo aquilo que Deus quis fazer pelos homens. E assim, este breve momento de triunfo terrestre do Cristo adquire uma significação eterna. Ele introduz a realidade do Reino de Deus no nosso tempo, em cada uma de nossas horas, fazendo deste Reino aquilo que dá ao tempo o seu sentido, sua finalidade última. A partir dessa hora, o Reino é revelado ao mundo e sua presença julga e transforma a história humana. E quando do momento mais solene da celebração litúrgica, nós recebemos um ramo das mãos do padre, nós renovamos nossa promessa a nosso Rei, e nós confessamos que o seu Reino é o único objetivo de nossa vida, a única coisa que dá um sentido a ela. Nós confessamos também que tudo, na nossa vida e no mundo, pertence ao Cristo, que nada pode ser subtraído ao único e exclusivo Mestre e que nenhum domínio de nossa existência escapa de seu império e de sua ação redentora. Enfim, nós proclamamos a universal e total responsabilidade da Igreja com relação à história da humanidade e nós afirmamos sua missão universal.
No entanto, nós sabemos, o Rei que os judeus aclamam hoje, e nós com eles, se encaminha para o Gólgota, para a cruz e para o túmulo. Nós sabemos que este breve triunfo é apenas o prólogo de seu sacrifício. Os ramos em nossas mãos significam, desde então, nosso ardor em segui-lo no caminho do sacrifício, nossa aceitação do sacrifício e nossa renúncia a nós mesmos, em que reconhecemos a única estrada real que conduz ao Reino.
E, finalmente, os ramos, essa celebração, proclamam nossa fé na vitória final do Cristo. Seu Reino ainda está oculto e o mundo o ignora. O mundo vive como se o acontecimento decisivo jamais tivesse ocorrido, como se Deus não tivesse morrido na cruz e como se, n’Ele, o homem não tivesse ressuscitado dentre os mortos. Mas nós, cristãos, cremos, na chegada desse Reino onde Deus será tudo em todos, e onde o Cristo aparecerá como o único Rei.
As celebrações litúrgicas nos relembram acontecimentos passados; mas todo o sentido e toda a virtude da liturgia consistem precisamente em transformar a lembrança em realidade. Neste Domingo de Ramos, a realidade em questão é a nossa própria implicação neste Reino de Deus, é nossa responsabilidade a seu respeito. O Cristo não entra mais em Jerusalém; Ele o fez de uma vez por todas. Ele não cuidou do "símbolo" e, certamente, não foi para que nós possamos perpetuamente "simbolizar" sua vida, que Ele morreu na cruz. O que Ele espera de nós, é um real acolhimento do Reino que Ele nos trouxe. . . e se nós não estivermos prontos a sermos totalmente fiéis ao juramento que renovamos a cada ano, o Domingo de Ramos, se de fato não estivermos decididos a fazer do Reino a base de toda nossa vida, então nossa celebração é vã, vãos e sem significado são os ramos que levamos da igreja para nossas casas. 
Alexandre Schmémann e Olivier Clément
«O Mistério Pascal - Comentários Litúrgicos»
  
Comemoração de São Hipácio
São Hipácio foi bispo de Gangra, cidade da Paflagônia, região histórica da Ásia Menor em torno do Mar Negro e província romana no século III. De acordo com sua "Vita" Hipácio sucedeu o bispo de Gangra Atanásio, no século IV, e suas principais atividades pastorais foram a luta contra os pagãos , fundação de mosteiros, construção de igrejas e o estabelecimento de um hospital aberto a todos. Foi escritor de obras espirituais, incluindo uma interpretação dos "Provérbios de Salomão". Participou do Concílio de Nicéia (325) e seu nome também está na lista dos participantes do Concílio de Gangra (340).  
Em algum momento do século IV, depois de 340, ele foi atacado e apedrejado pelos hereges Novacianos, escondidos em um barranco perto de Luciana, Novacianos eram seguidores da doutrina de cismático bispo Novaciano, do terceiro século, que representava uma corrente de rigor exagerado nas questões disciplinares e penitenciais, especialmente em relação aos "lapsi", ou seja, aqueles cristãos que tinham negado a fé durante as perseguições para evitar o martírio, e que depois queriam voltar a serem admitidos como cristãos.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS

Mateus 21:1-11, 15-17

§ 83A - Naquela época, Jesus estava se aproximando de Jerusalém e chegou a Betfagé no Monte das Oliveiras. Então, enviou dois discípulos e disse-lhes: “Ide à aldeia que está à vossa frente; e imediatamente encontrareis uma jumenta amarrada e um potro com ela; desamarrem-nos e trazei-os até Mim. E se alguém vos disser algo, respondereis que o Senhor precisa deles e os enviará imediatamente”. E isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Profeta:

“Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei vem ter contigo, manso e montado sobre um jumento e sobre um jumentinho, filho de uma jumenta”. 

Os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes ordenou, trouxeram uma jumenta e um jumentinho e os vestiram; e Ele sentou-Se sobre eles. E muitos na multidão estenderam suas roupas ao longo da estrada, enquanto outros cortavam galhos das árvores e os espalhavam ao longo da estrada; e as pessoas que caminhavam à Sua frente e O seguiam exclamaram: 

“Hosana ao Filho de Davi! Bendito O que vem em Nome do Senhor! Hosana nas alturas!”

 E quando Ele entrou em Jerusalém, toda a cidade se pôs em movimento, e eles disseram: “Quem É Este?” E o povo dizia: “Este É o Profeta Jesus de Nazaré, da Galileia”. E os principais sacerdotes e escribas, vendo as maravilhas que Ele fazia, e os filhos clamando no templo: “Hosana ao Filho de Davi!” Indignaram-se e disseram-Lhe: “Estás ouvindo o que dizem?” Jesus respondeu-lhes: “Sim! Vós nuca lestes: 

‘Dos lábios de bebês e crianças que são amamentadas, tiraste o louvor?’”

E Ele, deixando-os, saiu da cidade para Betânia e ali passou a noite.

 

LITURGIA 

Primeira Antífona

1. Amo ao Senhor, pois Ele ouviu a voz da minha súplica. (Salmo 114:1)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

2. Cercaram-me os laços da morte,
Os laços do inferno se abateram de mim. (Salmo 114:3a)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

3. Cai na aflição e na ansiedade,
Foi então que invoquei o Nome do Senhor. (Salmo 114:3b,4)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Segunda Antífona

1. Conservei a confiança, ainda que eu pudesse dizer:
“Em verdade sou extremamente infeliz.” (Salmo 115:1)

Salva-nos, Ó Filho de Deus, / que estás sentado sobre um jumentinho, / a nós que a Ti cantamos: aleluia!

2. Que darei eu ao Senhor
Por todos os benefícios que me tem feito? (Salmo 115:3)

Salva-nos, Ó Filho de Deus...

3. Cumprirei os meus votos para com o Senhor
Na presença de todo o Seu povo. (Salmo 115:9)

Salva-nos, Ó Filho de Deus...

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Terceira Antífona

1. Dai graças ao Senhor porque Ele é bom
E a Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:1)

Querendo, antes de Tua Paixão, / cimentar nossa fé na comum ressurreição, / Tu ressuscitaste Lázaro dentre os mortos, ó Cristo Deus. / Eis porque, como as crianças de então, / nós levamos os símbolos da vitória, e Te cantamos a Ti, / o Vencedor da morte:  Hosana nas alturas! // Bendito Aquele que vem em Nome do Senhor!

2. Diga a casa de Israel:
A Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:2)

Querendo, antes de Tua Paixão...

3. Digam os que temem ao Senhor:
A Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:4)

Querendo, antes de Tua Paixão...

Glória ao Pai...

Cântico De Entrada
Bendito O que vem em Nome do Senhor! / Da casa do Senhor nós vos abençoamos. / 
O Senhor É Deus e a nós Se revelou, 

Tropárion da Festa, Tom 1
A fim de confirmar a ressurreição de todos, Ó Cristo Deus, / antes de Tua Paixão ressuscitaste a Lázaro dentre os mortos. / Por isto, tal qual as crianças que acenavam o Símbolo da Vitória, / também a Ti exclamamos, Ó Vencedor da morte: / Hosana nas alturas; // bendito Aquele que vem em Nome do Senhor.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...

Tropárion da Festa Tom 4

Sepultados contigo pelo Batismo, ó Cristo nosso Deus, / nós fomos tornados dignos, pela Tua Ressurreição, da Vida Imortal. / Com hinos, nós Te cantamos: / “Hosana nas alturas!  // Bendito Aquele que vem em Nome do Senhor!”.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Kondákion da Festa, Tom 6
Nos Céus, sentado num trono; e na terra, sobre um jumento, / Cristo nosso Deus, recebe o louvor dos anjos / e os hinos das crianças que Te exclamam: / “Bendito És Tu que vens restabelecer Adão”.

Prokímenon, no 4º Tom

R. Bendito O que vem em Nome do senhor! 
O Senhor É Deus e a nós Se revelou. (Salmo 117:25,27)

V. Louvai o Senhor, porque Ele É bom,
Porque a Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:1)

Filipenses 4:4-9

§ 247 - Irmãos, regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco.

Aleluia Tom 1

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Cantai ao Senhor um cântico novo,
Porque Ele operou maravilhas! (Salmo 97:1)

Todas as extremidades
 da terra
viram a salvação de nosso Deus. (Salmo 97:3)

João 12:1-18

§ 41A - Então Jesus, seis dias antes da Páscoa, chegou a Betânia, onde estava Lázaro, o que estivera morto, a quem ele ressuscitou dos mortos. Ali Lhe prepararam uma ceia; e Marta servia; e Lázaro era um dos que estavam com Ele à mesa. Então Maria tomou meio quilo de bálsamo de nardo, muito caro, e ungiu os pés de Jesus, e Lhe enxugou os pés com os cabelos dela; e a casa encheu-se do cheiro do bálsamo. Então disse um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, que O trairia: “Por que não foi vendido este unguento por trezentos dinheiros, e dado aos pobres?” Isto ele disse, não que se importasse com os pobres; mas porque ele era um ladrão, e tinha a bolsa e tirava o que era colocado nela. Então disse Jesus: “Deixai-a; porque para o dia da Minha sepultura guardou ela isto; pois os pobres sempre tendes convosco; mas a Mim, nem sempre”. Muitos judeus souberam, pois, que Ele estava ali; e não vieram só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, a quem Ele ressuscitara dentre os mortos. Mas os principais sacerdotes consultaram-se para matar também Lázaro; porque por causa dele muitos judeus saíram e creram em Jesus. No dia seguinte, muitas pessoas que tinham vindo à festa, quando ouviram que Jesus viria a Jerusalém, pegaram ramos de palmeiras, e saíram ao Seu encontro, e clamaram: 

Hosana: Bendito o Rei de Israel, O que vem em Nome do Senhor”. 

E Jesus, quando encontrou um jumentinho, sentou-Se nele; como está escrito: 

“Não temas, Filha de Sião; eis que vem o teu Rei, montado num jumentinho”.

A princípio os Seus discípulos não entenderam estas coisas; mas, quando Jesus foi glorificado, então se lembraram de que estas coisas estavam escritas a respeito d’Ele, e que estas coisas lhe tinham feito. Portanto, o povo que estava com Ele quando chamou Lázaro da sepultura e o ressuscitou dentre os mortos, dava testemunho. Por esta causa a multidão ia ao Seu encontro, porque ouviram que Ele tinha feito este milagre.

Zadostoinik, no 4º Tom
O Senhor É Deus e a nós Se revelou! / Celebrai a festa e alegrai-vos, / e vinde, glorifiquemos a Cristo, / levando palmas e ramos de oliveira/ e cantando-lhe hinos, dizendo: / Bendito O que vem em Nome do Senhor, nosso Salvador!

Canto da Comunhão (Koinonikon)
O Senhor É Deus e a nós Se revelou.
Bendito O que vem em Nome do Senhor.
Aleluia, aleluia, aleluia!


* No lugar de "Vimos a Luz Verdadeira...", entoa-se o Tropárion da Festa dos Ramos.  

domingo, 28 de abril de 2024

Domingo de Ramos

 
28 de Abril de 2024 (CC) / 15 de Abril (CE)
Santas Virgens Ágape, Irene, Chiônia, mártires de Dálmata († 304)
Jejum (Peixe é permitido)
Tom 6


Do ponto de vista litúrgico, o sábado de Lázaro se apresenta como a preparação do Domingo de Ramos; dia em que se celebra a entrada do Senhor em Jerusalém. Essas duas festas têm um tema em comum: o triunfo e a vitória. O sábado revelou o Inimigo que é a morte; o domingo anuncia a vitória, o triunfo do Reino de Deus e a aceitação pelo mundo de seu único Rei, Jesus Cristo. A entrada solene na cidade santa foi, na vida de Jesus, seu único triunfo visível; até aí, Ele tinha recusado qualquer tentativa de ser glorificado e é apenas seis dias antes da Páscoa que Ele não só aceitou de bom grado, como provocou mesmo o acontecimento. Cumprindo ao pé da letra o que dissera o profeta Zacarias:
"Eis o teu Rei que vem montado numa jumenta" (Zac. 9:9),
Ele mostra claramente que queria ser reconhecido e aclamado como o Messias, Rei e Salvador de Israel. O texto do Evangelho sublinha, com efeito, os traços messiânicos: os ramos, o canto de Hosana, a aclamação de Jesus como Filho de Davi e Rei de Israel. A história de Israel chega ao seu fim: tal é o sentido deste acontecimento. O sentido desta história era o de anunciar e preparar o Reino de Deus, a vinda do Messias. Hoje é o dia em que isto se cumpre, pois eis que o Rei entra em sua cidade santa e n’Ele todas as profecias e toda a espera de Israel encontram seu término: Ele inaugura seu Reino.
A liturgia deste dia comemora este acontecimento; com os ramos nas mãos, nós nos identificamos com o povo de Jerusalém, com o qual saudamos o humilde Rei, lhe recitando nossa Hosana. Mas, qual é o sentido disto para nós, hoje?
Primeiramente, nós proclamamos que o Cristo é nosso Rei e nosso Senhor. Muito frequentemente nós nos esquecemos que o Reino de Deus já foi inaugurado, que no dia do nosso Batismo nós fomos feitos cidadãos d’Ele, e que nós prometemos colocar nossa fidelidade a esse Reino acima de qualquer outra. Não esqueçamos que, durante algumas horas, o Cristo foi verdadeiramente Rei sobre a terra, Rei neste mundo que é o nosso. Por algumas horas apenas e numa única cidade. Mas, da mesma maneira que em Lázaro nós reconhecemos a imagem de todo homem, podemos ver nesta cidade o centro místico do mundo e de toda a criação. Tal é o sentido bíblico de Jerusalém, a cidade, o ponto focal de toda a história da salvação e da redenção, a santa cidade do Advento de Deus. O Reino inaugurado em Jerusalém é, pois, um Reino universal, abraçando todos os homens, e a criação inteira. Por algumas horas, e entretanto, essas horas são decisivas; é a hora de Jesus, a hora do cumprimento por Deus de todas as suas promessas e de todas as suas vontades. Essas horas são o término de toda a longa preparação revelada pela Bíblia e o cumprimento de tudo aquilo que Deus quis fazer pelos homens. E assim, este breve momento de triunfo terrestre do Cristo adquire uma significação eterna. Ele introduz a realidade do Reino de Deus no nosso tempo, em cada uma de nossas horas, fazendo deste Reino aquilo que dá ao tempo o seu sentido, sua finalidade última. A partir dessa hora, o Reino é revelado ao mundo e sua presença julga e transforma a história humana. E quando do momento mais solene da celebração litúrgica, nós recebemos um ramo das mãos do padre, nós renovamos nossa promessa a nosso Rei, e nós confessamos que o seu Reino é o único objetivo de nossa vida, a única coisa que dá um sentido a ela. Nós confessamos também que tudo, na nossa vida e no mundo, pertence ao Cristo, que nada pode ser subtraído ao único e exclusivo Mestre e que nenhum domínio de nossa existência escapa de seu império e de sua ação redentora. Enfim, nós proclamamos a universal e total responsabilidade da Igreja com relação à história da humanidade e nós afirmamos sua missão universal.
No entanto, nós sabemos, o Rei que os judeus aclamam hoje, e nós com eles, se encaminha para o Gólgota, para a cruz e para o túmulo. Nós sabemos que este breve triunfo é apenas o prólogo de seu sacrifício. Os ramos em nossas mãos significam, desde então, nosso ardor em segui-lo no caminho do sacrifício, nossa aceitação do sacrifício e nossa renúncia a nós mesmos, em que reconhecemos a única estrada real que conduz ao Reino.
E, finalmente, os ramos, essa celebração, proclamam nossa fé na vitória final do Cristo. Seu Reino ainda está oculto e o mundo o ignora. O mundo vive como se o acontecimento decisivo jamais tivesse ocorrido, como se Deus não tivesse morrido na cruz e como se, n’Ele, o homem não tivesse ressuscitado dentre os mortos. Mas nós, cristãos, cremos, na chegada desse Reino onde Deus será tudo em todos, e onde o Cristo aparecerá como o único Rei.
As celebrações litúrgicas nos relembram acontecimentos passados; mas todo o sentido e toda a virtude da liturgia consistem precisamente em transformar a lembrança em realidade. Neste Domingo de Ramos, a realidade em questão é a nossa própria implicação neste Reino de Deus, é nossa responsabilidade a seu respeito. O Cristo não entra mais em Jerusalém; Ele o fez de uma vez por todas. Ele não cuidou do "símbolo" e, certamente, não foi para que nós possamos perpetuamente "simbolizar" sua vida, que Ele morreu na cruz. O que Ele espera de nós, é um real acolhimento do Reino que Ele nos trouxe. . . e se nós não estivermos prontos a sermos totalmente fiéis ao juramento que renovamos a cada ano, o Domingo de Ramos, se de fato não estivermos decididos a fazer do Reino a base de toda nossa vida, então nossa celebração é vã, vãos e sem significado são os ramos que levamos da igreja para nossas casas. 
Alexandre Schmémann e Olivier Clément
«O Mistério Pascal - Comentários Litúrgicos»
  

 

Comemoração de São José
As Santas Mártires Agapia, Irene e Chionia eram irmãs de nascimento e viveram do final do século III ao início do século IV, perto da cidade italiana de Aquilea. Eles ficaram órfãos em tenra idade. As jovens levavam uma vida cristã piedosa e recusavam muitas ofertas de casamento. Seu guia espiritual era o Sacerdote Zeno. Foi revelado a ele em uma visão de sonho, que em um momento muito em breve ele morreria, e as santas virgens sofreriam o martírio. 
Situada também em Aquilea e tendo uma visão semelhante, foi a Grande Mártir Anastasia (+ c. 304, Comm. 22 de dezembro). Anastasia fez uma visita às irmãs e exortou-as a perseverar bravamente por Cristo. Logo o que foi predito na visão aconteceu. O padre Zeno morreu, e as três virgens foram presas e levadas a julgamento perante o Imperador Diocleciano (284-305).
Vendo a beleza juvenil das irmãs, o imperador exortou-as a se retratarem de sua fé Cristo e prometeu encontrar para elas, ilustres noivos entre a sua comitiva. Mas as santas irmãs responderam que elas tinham apenas um noivo, o Noivo Celestial – Cristo, pela fé em Quem elas estavam prontas para sofrer. O Imperador exigiu que renunciassem a Cristo, mas nem a irmã mais velha, nem as mais novas, consentiram. Elas chamavam os deuses pagãos de meros ídolos, feitos por mãos humanas, e pregavam a fé no Deus Verdadeiro.
Por ordem de Diocleciano, que estava partindo para a Macedônia, as santas irmãs também deveriam ser transportadas para lá. E as trouxeram à corte do Governador Dulceéio.
Quando ele viu a beleza das santas mártires, foi tomado por uma paixão impura. Dulcécio colocou as irmãs sob guarda e as informou que elas receberiam sua liberdade, se concordassem em cumprir seus desejos. Mas as santas mártires responderam que estavam preparadas para morrer por seu Noivo Celestial – Cristo. Então Dulcécio decidiu, secretamente forçar as irmãs a satisfaze-lo em seus desejos. Quando as santas irmãs se levantaram à noite e estavam glorificando o Senhor em oração, Dulcecio aproximou-se da porta e quis entrar. Mas uma força invisível o atingiu, ele perdeu os sentidos e cambaleou para longe. Incapaz de encontrar a saída, o torturador em seu caminho caiu na cozinha entre os utensílios de cozinha, as panelas e frigideiras, e ficou todo coberto de fuligem. Os criados e os soldados o reconheceram com dificuldade. Quando ele se viu no espelho, então percebeu que as santas mártires o haviam feito de bobo, e ele decidiu se vingar delas.
Em sua corte, Dulcécio deu ordens para desnudar as santas mártires diante dele. Mas os soldados, por mais que tentassem, não conseguiam fazer isso: as roupas, por assim dizer, se agarravam aos corpos das santas virgens. E durante o tempo do julgamento Dulcécio de repente adormeceu, e ninguém foi capaz de despertá-lo. Mas assim que o levaram para sua casa, ele imediatamente acordou.
Quando relataram ao Imperador Diocleciano tudo o que havia acontecido, ele ficou zangado com Dulcecio e entregou as santas virgens para julgamento a Sisínio. Este começou seu interrogatório com a irmã mais nova, Irene. Tendo se convencido de sua inflexibilidade, a despachou para a prisão e então tentou influenciar na renúncia as santas Chionia e Agapia. Mas a estas também era impossível induzi-las a renunciar a Cristo, e Sisínio ordenou que fossem queimadas as santas Agapia e Quiônia. As irmãs ao ouvirem a sentença renderam graças ao Senhor pelas coroas do martírio. E no fogo Agapia e Chionia expiraram em oração ao Senhor.
Quando o fogo se apagou, todos viram que os corpos das santas mártires e suas roupas não haviam sido chamuscadas pelo fogo, e seus rostos eram bonitos e pacíficos, como pessoas dormindo tranquilamente. No dia seguinte, Sisínio deu ordens para levar Santa Irene ao tribunal. Ele a ameaçou com o destino de suas irmãs mais velhas e instou-a a renunciar a Cristo, e então começou a ameaçar entregá-la por corrupção em um bordel. Mas a santa mártir respondeu: "Ainda que me forces a entregar meu corpo à corrupção, a minha alma nunca será contaminada pela renúncia de Cristo".
Quando os soldados de Sisínio conduziam Santa Irene à casa de má fama, dois soldados luminosos os alcançaram e disseram: "Seu mestre Sisínio manda que leveis esta virgem a uma alta montanha e a deixem lá, e depois voltem para ele e apresentem-se a ele. ele sobre o cumprimento do comando". E os soldados assim o fizeram. Quando eles relataram isso a Sisínio, ele ficou furioso, pois não havia dado tais ordens. Os soldados luminosos eram anjos de Deus, salvando a santa mártir da corrupção. Sisínio com um destacamento de soldados partiu para a montanha e viu Santa Irene em seu cume. Por um longo tempo eles procuraram o caminho para o topo, mas não conseguiram encontrá-lo. Então um dos soldados feriu Santa Irene com uma flecha de seu arco. A mártir clamou a Sisínio: "Eu zombo da tua malícia impotente, e puro e imaculado expiro para meu Senhor Jesus Cristo". Tendo dado graças ao Senhor, ela se deitou no chão e entregou seu espírito a Deus, no próprio dia da Santa Páscoa (+ 304).
A Grande Mártir Anastasia soube do fim das santas irmãs e enterrou reverentemente seus corpos.

 


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS

Mateus 21:1-11, 15-17

Quando se aproximaram de Jerusalém, e chegaram a Betfagé, ao Monte das Oliveiras, enviou Jesus dois discípulos, dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós, e logo encontrareis uma jumenta presa, e um jumentinho com ela; desprendei-a, e trazei-mos. E, se alguém vos disser alguma coisa, respondei: O Senhor precisa deles; e logo os enviará. Ora, isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Dizei à filha de Sião: Eis que aí te vem o teu Rei, manso e montado em um jumento, em um jumentinho, cria de animal de carga. Indo, pois, os discípulos e fazendo como Jesus lhes ordenara, trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram os seus mantos, e Jesus montou. E a maior parte da multidão estendeu os seus mantos pelo caminho; e outros cortavam ramos de árvores, e os espalhavam pelo caminho. E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! Ao entrar ele em Jerusalém, agitou-se a cidade toda e perguntava: Quem é este? E as multidões respondiam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia. Vendo, porém, os principais sacerdotes e os escribas as maravilhas que ele fizera, e os meninos que clamavam no templo: Hosana ao Filho de Davi, indignaram-se, e perguntaram-lhe: Ouves o que estes estão dizendo? Respondeu-lhes Jesus: Sim; nunca lestes: Da boca de pequeninos e de criancinhas de peito tiraste perfeito louvor? E deixando-os, saiu da cidade para Betânia, e ali passou a noite. 
 

LITURGIA 

Primeira Antífona

1. Amo ao Senhor, pois Ele ouviu a voz da minha súplica. (Salmo 114:1)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

2. Cercaram-me os laços da morte,
Os laços do inferno se abateram de mim. (Salmo 114:3a)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

3. Cai na aflição e na ansiedade,
Foi então que invoquei o Nome do Senhor. (Salmo 114:3b,4)

Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Segunda Antífona

1. Conservei a confiança, ainda que eu pudesse dizer:
“Em verdade sou extremamente infeliz.” (Salmo 115:1)

Salva-nos, Ó Filho de Deus, / que estás sentado sobre um jumentinho, / a nós que a Ti cantamos: aleluia!

2. Que darei eu ao Senhor
Por todos os benefícios que me tem feito? (Salmo 115:3)

Salva-nos, Ó Filho de Deus...

3. Cumprirei os meus votos para com o Senhor
Na presença de todo o Seu povo. (Salmo 115:9)

Salva-nos, Ó Filho de Deus...

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Terceira Antífona

1. Dai graças ao Senhor porque Ele é bom
E a Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:1)

Querendo, antes de Tua Paixão, / cimentar nossa fé na comum ressurreição, / Tu ressuscitaste Lázaro dentre os mortos, ó Cristo Deus. / Eis porque, como as crianças de então, / nós levamos os símbolos da vitória, e Te cantamos a Ti, / o Vencedor da morte:  Hosana nas alturas! // Bendito Aquele que vem em Nome do Senhor!

2. Diga a casa de Israel:
A Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:2)

Querendo, antes de Tua Paixão...

3. Digam os que temem ao Senhor:
A Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:4)

Querendo, antes de Tua Paixão...

Glória ao Pai...

Cântico De Entrada
Bendito O que vem em Nome do Senhor! / Da casa do Senhor nós vos abençoamos. / 
O Senhor É Deus e a nós Se revelou, 

Tropárion da Festa, Tom 1
A fim de confirmar a ressurreição de todos, Ó Cristo Deus, / antes de Tua Paixão ressuscitaste a Lázaro dentre os mortos. / Por isto, tal qual as crianças que acenavam o Símbolo da Vitória, / também a Ti exclamamos, Ó Vencedor da morte: / Hosana nas alturas; // bendito Aquele que vem em Nome do Senhor.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...

Tropárion da Festa Tom 4

Sepultados contigo pelo Batismo, ó Cristo nosso Deus, / nós fomos tornados dignos, pela Tua Ressurreição, da Vida Imortal. / Com hinos, nós Te cantamos: / “Hosana nas alturas!  // Bendito Aquele que vem em Nome do Senhor!”.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Kondákion da Festa, Tom 6
Nos Céus, sentado num trono; e na terra, sobre um jumento, / Cristo nosso Deus, recebe o louvor dos anjos / e os hinos das crianças que Te exclamam: / “Bendito És Tu que vens restabelecer Adão”.

Prokímenon, no 4º Tom

R. Bendito O que vem em Nome do senhor! 
O Senhor É Deus e a nós Se revelou. (Salmo 117:25,27)

V. Louvai o Senhor, porque Ele É bom,
Porque a Sua misericórdia é eterna. (Salmo 117:1)

Filipenses 4:4-9

Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus de paz será convosco.

Aleluia Tom 1

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Cantai ao Senhor um cântico novo,
Porque Ele operou maravilhas! (Salmo 97:1)

Todos as extremidade da terra
viram a salvação de nosso Deus. (Salmo 97:3)

João 12:1-18

Veio, pois, Jesus seis dias antes da páscoa, a Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Deram-lhe ali uma ceia; Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, de grande preço, ungiu os pés de Jesus, e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse: Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? Ora, ele disse isto, não porque tivesse cuidado dos pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, subtraía o que nela se lançava. Respondeu, pois Jesus: Deixa-a; para o dia da minha preparação para a sepultura o guardou; porque os pobres sempre os tendes convosco; mas a mim nem sempre me tendes. E grande número dos judeus chegou a saber que ele estava ali: e afluíram, não só por causa de Jesus mas também para verem a Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Mas os principais sacerdotes deliberaram matar também a Lázaro; porque muitos, por causa dele, deixavam os judeus e criam em Jesus. No dia seguinte, as grandes multidões que tinham vindo à festa, ouvindo dizer que Jesus vinha a Jerusalém, tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o rei de Israel! E achou Jesus um jumentinho e montou nele, conforme está escrito: Não temas, ó filha de Sião; eis que vem teu Rei, montado sobre o filho de uma jumenta. Os seus discípulos, porém, a princípio não entenderam isto; mas quando Jesus foi glorificado, então eles se lembraram de que estas coisas estavam escritas a respeito dele, e de que assim lhe fizeram. Dava-lhe, pois, testemunho a multidão que estava com ele quando chamara a Lázaro da sepultura e o ressuscitara dentre os mortos; e foi por isso que a multidão lhe saiu ao encontro, por ter ouvido que ele fizera este sinal.

† † †

Hino À Virgem, no 4º Tom
O Senhor É Deus e a nós Se revelou! / Celebrai a festa e alegrai-vos, / e vinde, glorifiquemos a Cristo, / levando palmas e ramos de oliveira/ e cantando-lhe hinos, dizendo: / Bendito O que vem em Nome do Senhor, nosso Salvador!

Canto da Comunhão (Koinonikon)
O Senhor É Deus e a nós Se revelou.
Bendito O que vem em Nome do Senhor.
Aleluia, aleluia, aleluia!


* No lugar de "Vimos a Luz Verdadeira...", entoa-se o Tropárion da Festa dos Ramos.