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sexta-feira, 29 de maio de 2026

7ª Sexta-feira da Páscoa

CONCLUSÃO DA DESTA DA ASCENSÃO
29 de Maio de 2026 (CC) / 16 de Maio (CE)
São Teodoro, o Santificado, Discípulo de São Pacômio (368)
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, Abade de Perekom (1545)
Jejum (Peixe é permitido)
Tom 6



O Monge Teodoro foi chamado de "Santificado" porque foi o primeiro em seu mosteiro ordenado ao sacerdócio.
O Monge Teodoro veio do Egito e era filho de pais cristãos ricos e ilustres. O anseio pela vida monástica manifestou-se cedo nele. Certa vez, na casa de seus pais, durante a festa da Teofania, houve uma grande festa, e o rapaz não quis participar das festividades, lamentando que por causa das alegrias terrenas ele seria privado das alegrias da vida futura. Aos 14 anos saiu secretamente de casa e se estabeleceu em um dos mosteiros. Ao ouvir sobre Pakhomios, o Grande, ele ardeu de desejo de ver o asceta. O Monge Pakhomios recebeu com amor o rapaz que chegava, tendo sido previamente informado por Deus sobre a sua vinda. Permanecendo no mosteiro, o Monge Teodoro rapidamente teve sucesso em todas as suas tarefas monásticas, particularmente na plena obediência ao seu guia e na sua compaixão para com os irmãos circundantes. A mãe de Teodoro, ao saber que ele estava no mosteiro de Tabennisa, veio ao Monge Pakhomios com uma carta do bispo, implorando um encontro com seu filho. Mas o Monge Teodoro, temendo quebrar seu voto de renúncia ao mundo, recusou-se a se encontrar com sua mãe.
Vendo a força mental e habilidade de São Teodoro, o Monge Pakhomios certa vez o orientou a dar uma instrução aos irmãos sobre as Sagradas Escrituras. São Teodoro tinha então apenas 20 anos. Ele obedeceu sem questionar e começou a falar, mas alguns dos irmãos mais velhos ficaram ofendidos com o fato de um monge recém-formado ter lido um discurso para eles, e eles partiram. O Monge Pakhomios então lhes disse: "Vocês cederam ao diabo e por sua vaidade seus esforços foram em vão. Vocês não rejeitaram Teodoro, mas sim a Palavra de Deus, e se privaram do Espírito Santo".
São Pakhomios nomeou o Monge Teodoro superintendente do mosteiro de Tabennisa e retirou-se para um mosteiro mais solitário. São Teodoro com amor filial continuou a se preocupar com seu instrutor, e na doença final do Monge Pakhomios ele cuidou dele, e quando o grande aba repousou ao Senhor, ele fechou os olhos. Após a morte do Monge Pakhomios, São Teodoro dirigiu o mosteiro de Tabennisa e, mais tarde, esteve à frente de todos os mosteiros de Tebaida. O Monge Teodoro, o Santificado, era famoso pela santidade de vida e pelo abundante dom de fazer maravilhas, e era bem conhecido de Santo Atanásias, Patriarca de Alexandria. São Teodoro repousou na velhice no ano 368.
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, de Perekomsk 
O Monge Efraim de Perekomsk, Novgorod, nasceu em 20 de setembro de 1412 na cidade de Kashin. No Santo Batismo ele foi nomeado Evstaphii. Seus pais, Stefan e Anna, moravam não muito longe do mosteiro feminino de Kashinsk, nomeado em homenagem à Uspenie (Dormição da Santíssima Mãe de Deus. Atraído pela vida solitária, Evstaphii, ainda em seus primeiros anos, deixou a casa de seus pais e se estabeleceu no mosteiro de Kalyazinsk, em Nome da Santíssima Trindade, seus pais queriam que seu filho voltasse para casa, mas ele mesmo, por sua vez, os convenceu a deixar o mundo e aceitar o monaquismo. em seu mosteiro por três anos, Evstaphii, por meio de uma revelação milagrosa, foi transferido para o mosteiro do Monge Savva de Vishersk (Comm. 1º de outubro), e foi lá em 1437 que ele aceitou a tonsura com o nome de 
Efraim. o Monge Efraim recebeu uma revelação do Senhor, ordenando-lhe que se retirasse para um lugar desolado. Tendo recebido a bênção do Monge Savva, em 1450 foi para o Lago Il'men, na foz do Rio Verenda, e no. margens do rio Cherna ele construiu uma cela. Depois de um certo tempo, o velho Foma (Thomas) veio ao Monge Efraim com dois monges, e eles se estabeleceram não muito longe de sua cela. E a partir dessa época também começaram a reunir outros eremitas no novo mosteiro. A pedido deles, o Monge Efraim recebeu a dignidade de sacerdote em Novgorod do Santo Evphymii (+ 1458, Com. 11 de março).
Retornando de Novgorod, o Monge Efraim construiu uma igreja em homenagem à Teofania (Bogoyavlenie) do Senhor em uma ilha situada na foz do rio Verenda. Para garantir um abastecimento imediato de água para o mosteiro, o monge cavou um canal para o Lago Il'men, do qual o mosteiro recebeu o nome de "Perekopsk" ou "Perekomsk" (de "pere-kopat'" que significa "cavar através "). Mais tarde, o Monge Efraim construiu uma igreja de pedra em nome de São Nicolau, o Maravilhas. Incapaz de encontrar construtores qualificados suficientes, ele despachou vários monges ao grão-príncipe Vasilii Ioannovich com um pedido de envio de pedreiros, após o que em 1466 a construção do templo foi concluída.
O Monge Efraim repousou em 26 de setembro de 1492 e foi sepultado na igreja de São Nicolau. Em 1509, devido às frequentes inundações que ameaçavam a ruína do mosteiro, este foi transferido para outro local às margens do Lago Il'men. O Monge Efraim apareceu ao hegúmeno romano e apontou para o local de Klinkovo para relocalizar o mosteiro. No local do sepultamento do monge foi construída uma capela, já que todas as igrejas do mosteiro estavam em ruínas. Em 16 de maio de 1545, as relíquias do Monge Efraim foram transferidas para o novo mosteiro. Neste dia no mosteiro é uma celebração anual da memória do Monge Efraim de Perekomsk, confirmada em última análise após a glorificação do santo asceta no Sobor (Concílio) de 1549. (A Comemoração da Transferência das Relíquias do Monge Efraimde Perekomsk é comemorado em 16 de maio).
Tropária e Kondákia Para a Sexta-feira  
Á Santa Cruz 
Tropárion Tom 1: Salva, Senhor, o Teu povo / e abençoa a Tua herança! / Concede à Tua Igreja a vitória sobre o maligno // e guarda o Teu povo pela Tua Cruz.  
Kondákion, Tom 4: Tendo subido voluntariamente à Cruz, / conceda as Tuas misericórdias, ó Cristo nosso Deus, ao novo povo que leva o Teu Nome; / rejubila com a Teu Poder o Teu Povo fiel, / concedendo-lhes vitórias sobre os seus inimigos, / para que possam ter em Ti o auxílio, // arma da paz, sinal invencível da vitória.  

Oração Antes de Ler as Escrituras

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 


Atos 27:1-44

Fragmento 50A - Naqueles dias, quando se decidiu que navegaríamos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião chamado Júlio, da corte de Augusto. E, embarcando em um navio de Adramítio, partimos navegando pelas costas da Ásia, estando conosco um certo Aristarco, macedônio de Tessalônica. No dia seguinte, chegamos a Sídon. Júlio, cortesmente, dirigiu-se a Paulo e permitiu-lhe ir ter com os amigos para se refrescar. E, partindo dali, navegamos sob Chipre, porque os ventos eram contrários. E, tendo atravessado o mar da Cilícia e da Panfília, chegamos a Mirra, cidade da Lícia. E lá o centurião encontrou um navio de Alexandria navegando para a Itália; e nos fez embarcar nele. E, navegando lentamente por muitos dias, e mal chegando defronte de Cnido, não nos permitindo o vento, navegamos sob Creta, defronte de Salmone. E, passando-a com dificuldade, chegou a um lugar chamado Bons Portos; perto do qual estava a cidade de Laseia. E, tendo-se passado muito tempo, e tendo-se tornado perigosa a navegação, porque o jejum já havia passado, Paulo os advertiu, e disse-lhes: Senhores, percebo que esta viagem causará muitos danos e prejuízos, não somente à carga e ao navio, mas também às nossas vidas. Contudo, o centurião deu mais crédito ao mestre e dono do navio do que ao que Paulo dizia. E como o porto não era adequado para o inverno, a maioria aconselhou partir dali também, se de algum modo pudessem chegar a Fenícia e lá passar o inverno, que é um porto de Creta e fica ao sudoeste e noroeste. E quando o vento sul soprou suavemente, supondo que haviam alcançado seu propósito, partindo dali, navegaram perto de Creta. Mas não muito tempo depois surgiu um vento tempestuoso, chamado Euroclydon. E quando o navio foi apanhado e não conseguiu mais enfrentar o vento, nós o deixamos navegar. E correndo sob uma certa ilha chamada Claude, tivemos muito trabalho para conseguir o barco: Depois de içá-los, usaram meios auxiliares para cingir o navio e, temendo cair na areia movediça, cortaram as velas e foram levados à deriva. E, sendo nós fortemente fustigados por uma tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio; e ao terceiro dia, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar os aparelhos do navio. E quando nem o sol nem as estrelas apareceram por muitos dias, e uma grande tempestade caiu sobre nós, toda a esperança de que seríamos salvos foi tirada. Mas, depois de longa abstinência, Paulo se levantou no meio deles e disse: “Senhores, devíeis ter-me ouvido e não ter partido de Creta, evitando assim este dano e perda. E agora eu vos exorto a ter bom ânimo, porque não se perderá a vida de ninguém entre vós, mas somente o navio. Pois esta noite estava comigo o anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, dizendo: ‘Não temas, Paulo; importa que sejas apresentado a César; e eis que Deus te deu todos os que navegam contigo.’ Portanto, senhores, tende bom ânimo, porque creio em Deus que acontecerá como me foi dito. Contudo, devemos ser lançados em uma certa ilha”. Mas quando chegou a décima quarta noite, enquanto éramos levados para cima e para baixo em Adria, por volta da meia-noite, os marinheiros julgaram que estavam se aproximando de algum país; e sondaram, e acharam que eram vinte braças; e, indo um pouco mais adiante, sondaram outra vez, e acharam que eram quinze braças. Então, temendo que caíssemos nas rochas, eles lançaram quatro âncoras da popa e desejaram que o dia amanhecesse. E quando os marinheiros estavam prestes a fugir do navio, quando arriaram o barco ao mar, disfarçados como se fossem lançar âncoras da proa, disse Paulo ao centurião e aos soldados: “Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos”. Então os soldados cortaram as cordas do barco e o deixaram cair. E, quando já era dia, Paulo rogou a todos que comessem alguma coisa, dizendo: “Já é hoje o décimo quarto dia que estais em jejum, sem nada terdes provado. Por isso, rogo-vos que comais alguma coisa, porque isto é para a vossa saúde; pois nem um fio de cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós”. E, dizendo isto, tomou o pão, e deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o, começou a comer. Então todos ficaram alegres e também comeram um pouco de carne. E éramos ao todo no navio duzentas e sessenta e dezesseis almas. E, quando já estavam satisfeitos, aliviaram o navio e lançaram o trigo ao mar. E, quando amanheceu, não conheciam a terra, mas descobriram um certo riacho com uma praia, na qual estavam decididos a atracar o navio, se fosse possível. E, tendo levantado âncoras, lançaram-se ao mar, soltaram as amarras do leme, içaram a vela principal ao vento e rumaram para a praia. E, caindo num lugar onde dois mares se encontravam, encalharam o navio; e a proa ficou presa e imóvel, mas a parte de trás foi quebrada pela violência das ondas. E o conselho dos soldados foi matar os prisioneiros, para que nenhum deles conseguisse nadar e escapar. Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, impediu-os de prosseguir; e ordenou que os que soubessem nadar se lançassem primeiro ao mar e chegassem à terra. E os demais, alguns em tábuas, outros em pedaços quebrados do navio. E assim aconteceu que todos escaparam em segurança para a terra.

João 17:18-26


Fragmento 57 - Naqueles dias, levantando Jesus os olhos ao céu, disse: “Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo; e por eles Eu Me santifico, para que também eles sejam santificados na verdade. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que pela palavra deles, hão de crer em Mim, para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, estás em Mim, e eu em Ti; que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que Tu Me enviaste. E dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós Somos Um; Eu neles, e Tu em Mim, para que eles possam ser perfeitos em unidade; e para que o mundo conheça que Tu Me enviaste, e que os amaste, assim como Me amaste. Pai, eu desejo que onde Eu estou, estejam Comigo também aqueles que Me tens dado, para que eles vejam a Minha glória, a qual Tu Me deste; porque Tu Me amaste antes da fundação do mundo. Ó Pai justo, o mundo não Te conheceu; mas Eu Te conheci, e estes conheceram que Tu Me enviaste. E Eu lhes tenho declarado o Teu Nome, e declararei. Que o amor com que Tu Me amaste, possa estar neles, e Eu neles”.

† † †

quinta-feira, 29 de maio de 2025

Grande Festa da Ascensão de Nosso Senhor Deus e salvador Jesus Cristo

-
29 de Maio de 2025 (CC) / 16 de Maio (CE)
São Teodoro, o Santificado, Discípulo de São Pacômio (368)
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, Abade de Perekom (1545)
Tom 5






"Cristo ressuscitou dos mortos, 
Pisoteando a morte com Sua morte, 
E outorgando a vida 
Aos que jaziam nos sepulcros!"


O Monge Teodoro foi chamado de "Santificado" porque foi o primeiro em seu mosteiro ordenado ao sacerdócio.
O Monge Teodoro veio do Egito e era filho de pais cristãos ricos e ilustres. O anseio pela vida monástica manifestou-se cedo nele. Certa vez, na casa de seus pais, durante a festa da Teofania, houve uma grande festa, e o rapaz não quis participar das festividades, lamentando que por causa das alegrias terrenas ele seria privado das alegrias da vida futura. Aos 14 anos saiu secretamente de casa e se estabeleceu em um dos mosteiros. Ao ouvir sobre Pakhomios, o Grande, ele ardeu de desejo de ver o asceta. O Monge Pakhomios recebeu com amor o rapaz que chegava, tendo sido previamente informado por Deus sobre a sua vinda. Permanecendo no mosteiro, o Monge Teodoro rapidamente teve sucesso em todas as suas tarefas monásticas, particularmente na plena obediência ao seu guia e na sua compaixão para com os irmãos circundantes. A mãe de Teodoro, ao saber que ele estava no mosteiro de Tabennisa, veio ao Monge Pakhomios com uma carta do bispo, implorando um encontro com seu filho. Mas o Monge Teodoro, temendo quebrar seu voto de renúncia ao mundo, recusou-se a se encontrar com sua mãe.
Vendo a força mental e habilidade de São Teodoro, o Monge Pakhomios certa vez o orientou a dar uma instrução aos irmãos sobre as Sagradas Escrituras. São Teodoro tinha então apenas 20 anos. Ele obedeceu sem questionar e começou a falar, mas alguns dos irmãos mais velhos ficaram ofendidos com o fato de um monge recém-formado ter lido um discurso para eles, e eles partiram. O Monge Pakhomios então lhes disse: "Vocês cederam ao diabo e por sua vaidade seus esforços foram em vão. Vocês não rejeitaram Teodoro, mas sim a Palavra de Deus, e se privaram do Espírito Santo".
São Pakhomios nomeou o Monge Teodoro superintendente do mosteiro de Tabennisa e retirou-se para um mosteiro mais solitário. São Teodoro com amor filial continuou a se preocupar com seu instrutor, e na doença final do Monge Pakhomios ele cuidou dele, e quando o grande aba repousou ao Senhor, ele fechou os olhos. Após a morte do Monge Pakhomios, São Teodoro dirigiu o mosteiro de Tabennisa e, mais tarde, esteve à frente de todos os mosteiros de Tebaida. O Monge Teodoro, o Santificado, era famoso pela santidade de vida e pelo abundante dom de fazer maravilhas, e era bem conhecido de Santo Atanásias, Patriarca de Alexandria. São Teodoro repousou na velhice no ano 368.
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, de Perekomsk 
O Monge Efraim de Perekomsk, Novgorod, nasceu em 20 de setembro de 1412 na cidade de Kashin. No Santo Batismo ele foi nomeado Evstaphii. Seus pais, Stefan e Anna, moravam não muito longe do mosteiro feminino de Kashinsk, nomeado em homenagem à Uspenie (Dormição da Santíssima Mãe de Deus. Atraído pela vida solitária, Evstaphii, ainda em seus primeiros anos, deixou a casa de seus pais e se estabeleceu no mosteiro de Kalyazinsk, em Nome da Santíssima Trindade, seus pais queriam que seu filho voltasse para casa, mas ele mesmo, por sua vez, os convenceu a deixar o mundo e aceitar o monaquismo. em seu mosteiro por três anos, Evstaphii, por meio de uma revelação milagrosa, foi transferido para o mosteiro do Monge Savva de Vishersk (Comm. 1º de outubro), e foi lá em 1437 que ele aceitou a tonsura com o nome de 
Efraim. o Monge Efraim recebeu uma revelação do Senhor, ordenando-lhe que se retirasse para um lugar desolado. Tendo recebido a bênção do Monge Savva, em 1450 foi para o Lago Il'men, na foz do Rio Verenda, e no. margens do rio Cherna ele construiu uma cela. Depois de um certo tempo, o velho Foma (Thomas) veio ao Monge Efraim com dois monges, e eles se estabeleceram não muito longe de sua cela. E a partir dessa época também começaram a reunir outros eremitas no novo mosteiro. A pedido deles, o Monge Efraim recebeu a dignidade de sacerdote em Novgorod do Santo Evphymii (+ 1458, Com. 11 de março).
Retornando de Novgorod, o Monge Efraim construiu uma igreja em homenagem à Teofania (Bogoyavlenie) do Senhor em uma ilha situada na foz do rio Verenda. Para garantir um abastecimento imediato de água para o mosteiro, o monge cavou um canal para o Lago Il'men, do qual o mosteiro recebeu o nome de "Perekopsk" ou "Perekomsk" (de "pere-kopat'" que significa "cavar através "). Mais tarde, o Monge Efraim construiu uma igreja de pedra em nome de São Nicolau, o Maravilhas. Incapaz de encontrar construtores qualificados suficientes, ele despachou vários monges ao grão-príncipe Vasilii Ioannovich com um pedido de envio de pedreiros, após o que em 1466 a construção do templo foi concluída.
O Monge Efraim repousou em 26 de setembro de 1492 e foi sepultado na igreja de São Nicolau. Em 1509, devido às frequentes inundações que ameaçavam a ruína do mosteiro, este foi transferido para outro local às margens do Lago Il'men. O Monge Efraim apareceu ao hegúmeno romano e apontou para o local de Klinkovo para relocalizar o mosteiro. No local do sepultamento do monge foi construída uma capela, já que todas as igrejas do mosteiro estavam em ruínas. Em 16 de maio de 1545, as relíquias do Monge Efraim foram transferidas para o novo mosteiro. Neste dia no mosteiro é uma celebração anual da memória do Monge Efraim de Perekomsk, confirmada em última análise após a glorificação do santo asceta no Sobor (Concílio) de 1549. (A Comemoração da Transferência das Relíquias do Monge Efraimde Perekomsk é comemorado em 16 de maio).



Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
MATINAS (III)

Marcos 16:9-20

Fragmento 71 - Naquela época, tendo Jesus ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes, e chorando. E, ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram. E depois manifestou-se de outra forma a dois deles, que iam de caminho para o campo. E, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram. Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.

LITURGIA


Primeira Antífona.

1. Povos todos batei palmas, aclamai a Deus com hinos de louvor.

Refrão: Pelas orações da Mãe de Deus, Ó Salvador, salva-nos!

2. Pois, o Senhor, o Deus Altíssimo É temível em toda a terra

3. Ele submeteu os povos sob o nosso jugo, e as nações por debaixo dos nossos pés.

4. Por entre aclamações o Senhor ascendeu, o Senhor se elevou ao toque da trombeta.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, eternamente agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.

Segunda Antífona

1. Grande É o Senhor e mui Digno de louvor na cidade do nosso Deus.

Refrão: Salva-nos, ó Filho de Deus, Tu que em glórias ascendeste aos céus: nós que a Ti cantamos: Aleluia!

2. Deus É reconhecido em Sua fortaleza.

3. Perante Ele vem a congregação dos reis.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, eternamente agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.

Terceira Antífona

1. Escutai, ó povos todos; dai ouvidos, ó habitantes do universo.

Tropárion: Subiste glorioso ao céu, ó Cristo nosso Deus,/ enchendo de júbilo os discípulos/ pela promessa do Espírito Santo,/ e confirmando-os por Tua bênção,/ porque És o Filho de Deus, o Redentor do mundo.

2. Homens todos: ricos e pobres.

3. Minha boca falará sabedoria, a meditação do meu coração compreenderá.

4. Inclinarei os meus ouvidos às parábolas, decifrarei enigmas com a salmodia.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, eternamente agora e sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.

Tropárion da Ascensão, no 4º Tom: Tu ascendeste em glória, Ó Cristo nosso Deus, / enchendo de júbilo os Teus discípulos com a promessa do Espírito Santo; / e os confirmaste com a Tua bênção, / Ó Tu que És o Filho de Deus, // e o Redentor do mundo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

6º Tom: Quando cumpriste a Tua dispensação por nossa causa, / unindo as coisas da terra com os céus, / Tu ascendeste em glória, ó Cristo nosso Deus, / não partindo daqui, mas permanecendo inseparável de nós, / e clamando aos que Te amam: // Eu estou com você, e ninguém será contra você.

Prokímenon, no 7º Tom

R. Sê exaltado acima dos céus, ó Deus, e Tua glória acima de toda a terra. (Sl. 107:5)

V. Pronto está meu coração, ó Deus, pronto está meu coração; Cantarei e cantarei em minha glória. (Sl. 107:2)

Atos 1:1-12

Fragmento 1A - 
O primeiro livro que te escrevi, Teófilo, acerca de tudo o que Jesus fez e o que ensinou desde o início até o dia em que ascendeu, dando mandamentos pelo Espírito Santo aos Apóstolos, a que Ele escolhera, aos quais Se revelou vivo, depois de Seu sofrimento, com muitas provas fiéis, durante quarenta dias aparecendo a eles e falando sobre o Reino de Deus. E, reunindo-os, ordenou-lhes: não saissem de Jerusalém, mas esperassem pelo Prometido do Pai, sobre Quem de mim ouvistes, porque João batizou com água, e vós, em poucos dias depois disso, sereis batizados com o Espírito Santo. E, estando eles perguntaram-Lhe, dizendo: Senhor, será neste tempo em que restaurarás o reino a Israel? Ele lhes disse: Não vos pertence saber os tempos ou estações que o Pai colocou em Seu poder, mas recebereis poder quando o Espírito Santo vier sobre vós, e você sereis Minhas testemunhas em Jerusalém, e em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. E, tendo dito isso, enquanto eles olhavam, Jesus foi elevado aos céus e uma nuvem o escondeu de seus olhos. E, enquanto olhavam para o céu, durante Sua partida, dois homens apareceram-lhes em vestes brancas e disseram: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Este Jesus, elevado diante de vós ao céu, virá da mesma maneira que você O viste subir. Então eles voltaram a Jerusalém da montanha chamada Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, na distância da jornada do sábado.

Aleluia, no 2º Tom

Aleluia, Aleluia, Aleluia! (3x)

Por entre aclamações o Senhor ascendeu, o Senhor se elevou ao toque da trombeta.

Povos todos batei palmas, aclamai a Deus com hinos de louvor.

Lucas 24:36-53

Fragmento 114 - Naqueles dias, tendo o Senhor ressuscitado dentre os mortos, o Próprio Jesus Se apresentou no meio deles, e disse-lhes: Paz seja convosco. Mas eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. Ele, porém, lhes disse: Por que estais perturbados? E por que surgem dúvidas em vossos corações? Olhai as Minhas mãos e os Meus pés, que Sou Eu mesmo; apalpai-Me e vede; porque um espírito não tem carne nem ossos, como percebeis que Eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. Não acreditando eles ainda por causa da alegria, e estando admirados, perguntou-lhes Jesus: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então Lhe deram um pedaço de peixe assado, o qual Ele tomou e comeu diante deles. Depois lhes disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de Mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; e que em Seu Nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas. E eis que sobre vós envio a Promessa de Meu Pai; ficai, porém, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder. Então os levou fora, até Betânia; e levantando as mãos, os abençoou. E aconteceu que, enquanto os abençoava, apartou-Se deles; e foi elevado ao céu. E, depois de O adorarem, voltaram com grande júbilo para Jerusalém; e estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.

Zadostoinik

Em vez de “Verdadeiramente é digno…” cantamos o Irmos da 9ª Ode do Primeiro Cânone da festa, Quinto Tom:

R. Magnifica ó minha alma, / Cristo, o Doador da Vida, // Que ascendeu da terra ao céu.

Irmos: Ó tu que és a Mãe de Deus que transcende a mente e a palavra, / que inefavelmente no tempo deu à luz o Atemporal, / uniste os fiéis  a ti, // exaltando-nos contigo.

Canto da Comunhão
Subiu Deus por entre aclamações,
o Senhor, ao som das trombetas.
Aleluia, aleluia, aleluia!

Em vez de “Vimos a verdadeira luz…” cantamos o Tropário da Festa. 

† † †

HOMILIA DA ASCENSÃO DE CRISTO 

Por Protopresbítero George Dion Dragas*

A Ascensão como o auge das Festas do Senhor:

Como brilhante e maravilhosa é esta festa! É o auge de todas as festas do Senhor, porque com ela o sagrado propósito da Encarnação do Indizível Verbo de Deus se conclui, conforme a Divina economia. Para que o Filho e Verbo de Deus feito homem, foi submetido a paixão, a morte, a ressurreição e a ascensão ...? Todos estes eventos aconteceram de modo que a natureza humana não permanecesse prostrada, mas se elevasse para o céu, para que se tornasse divinizada e glorificada, de acordo com o projeto original do Criador. Esta, então, era a finalidade para a qual o Filho de Deus se dignou a assumir em Sua Santíssima pessoa (hipóstase) a nossa natureza humana, que havia caído de sua condição original, a fim de renová-la com a sua crucificação e ressurreição e erguê-la para as alturas celestiais com sua gloriosa ascensão, apresentando-a a Deus, o Pai, como o troféu radiante de Sua vitória.

A Ascensão como o triunfo da natureza humana:

Na Ascensão de Cristo, Deus o Pai aceitou as primícias de nossa humanidade, e se agradou não só por causa da dignidade d’Aquele que a ofereceu, mas também pela pureza da oferta . Esta, então, é a vitória perfeita contra o pecado. Este é o triunfo da natureza humana. A natureza humana não poderia ter descido para um ponto mais baixo do que a que chegou após a queda de Adão, mas também não poderia ascender a um ponto mais alto do que aquele em que o novo (ou último) Adão a ergueu com sua ascensão!

A Ascensão que o benefício final oferecido por Deus ao homem:

O que a mente poderia apreender das dimensões reais deste evento? A natureza desamparada e frágil ser humano, a natureza que fugiu de Deus e foi exilada do paraíso, a natureza rasteira, miserável condenada e escravizada dos seres humanos torna-se hoje mais gloriosa do que a dos anjos, projetada para sentar-se com Cristo no seio do Pai, agora é adorada por toda a criação visível e invisível! Que linguagem há que possa louvar a magnitude desta celebração ou descrever dignamente a maravilha da beneficência de Deus aos seres humanos? Hoje, a desejada entrada no paraíso, a Jerusalém celeste, é aberta aos descendentes do exilado Adão. Hoje, a restauração do novo Israel na Terra Prometida é realizada.

A Ascensão como a vitória final de Cristo para o homem:

Hoje, no Monte das Oliveiras o Céu e a Terra se beijam e anjos e seres humanos estão unidos. Aqui, o coro dos Apóstolos cumprimenta seu doce Mestre com alegria em sua partida, e as Ordens dos Anjos saúdam o Rei dos Céus com alegria inefável. Aqui, o cativeiro, é levado cativo pelo Vencedor da morte com a sua ascensão às alturas, ou seja, as almas dos justos que foram redimidos, têm seus olhos em seu Redentor com sentimentos de euforia e alegria. Aqui também, a Sua Mãe, a Virgem pura, se despede do seu Filho amado, o Qual sobe ao Céu, onde Deus, o Pai acolhe o seu Filho unigênito e O faz sentar sentar à Sua direita. Aqui, no prestigioso Monte das Oliveiras, também nós somos chamados a elevar nossas mentes e nos tornarmos testemunhas oculares dos eventos grandes e maravilhosos que ocorreram, tendo como nosso guia Lucas, o teólogo, o único entre os Evangelistas a narrar – de forma breve, mas no melhor estilo das narrativas sacerdotais - a solene e gloriosa ascensão de nosso Senhor e Deus e Salvador Jesus Cristo.

Por que a Ascensão ter lugar 40 dias após e não imediatamente após a Ressurreição?

O Senhor da vida, rompeu os laços da morte por sua ressurreição e se reuniu com seus discípulos durante 40 dias;  ressurreição que se tornou para eles inconteste por meio de várias provas. Cristo não subiu ao céu no dia em que ressuscitou, porque um evento como esse teria levantado dúvidas e perguntas. Se ele tivesse feito isso, muitos dos incrédulos estariam em condições de projetar o argumento de que a ressurreição era mais um sonho de aspirações piedosas que facilmente surgem e desaparecem mais facilmente. Por este motivo, então, Cristo permaneceu por 40 dias sobre a terra, e apareceu aos seus discípulos várias vezes, mostrando-lhes as marcas de suas feridas, explicando-lhes as profecias que Ele cumpriu em sua vida e sofrimentos como homem, e até mesmo comeu com eles.

* O Protopresbítero George Dion Dragas é um proeminente mestre e escritor Ortodoxo da atualidade. Padre George ensina Patrística na Escola Ortodoxa Grega de Teologia Santa Cruz em Brookline, Massachusetts (EUA).

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quarta-feira, 29 de maio de 2024

4ª Quarta-feira da Páscoa

29 de Maio de 2024 (CC) / 16 de Maio (CE)
MEADOS DE PENTECOSTES
São Teodoro, o Santificado, Discípulo de São Pacômio (368)
Santo Ícone da Mãe de Deus de Mozdok (Comemoração transferida)
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, Abade de Perekom (1545)
Jejum (Peixe é permitido)
Tom 3






"Cristo ressuscitou dos mortos, 
Pisoteando a morte com Sua morte, 
E outorgando a vida 
Aos que jaziam nos sepulcros!"


O Monge Teodoro foi chamado de "Santificado" porque foi o primeiro em seu mosteiro ordenado ao sacerdócio.
O Monge Teodoro veio do Egito e era filho de pais cristãos ricos e ilustres. O anseio pela vida monástica manifestou-se cedo nele. Certa vez, na casa de seus pais, durante a festa da Teofania, houve uma grande festa, e o rapaz não quis participar das festividades, lamentando que por causa das alegrias terrenas ele seria privado das alegrias da vida futura. Aos 14 anos saiu secretamente de casa e se estabeleceu em um dos mosteiros. Ao ouvir sobre Pakhomios, o Grande, ele ardeu de desejo de ver o asceta. O Monge Pakhomios recebeu com amor o rapaz que chegava, tendo sido previamente informado por Deus sobre a sua vinda. Permanecendo no mosteiro, o Monge Teodoro rapidamente teve sucesso em todas as suas tarefas monásticas, particularmente na plena obediência ao seu guia e na sua compaixão para com os irmãos circundantes. A mãe de Teodoro, ao saber que ele estava no mosteiro de Tabennisa, veio ao Monge Pakhomios com uma carta do bispo, implorando um encontro com seu filho. Mas o Monge Teodoro, temendo quebrar seu voto de renúncia ao mundo, recusou-se a se encontrar com sua mãe.
Vendo a força mental e habilidade de São Teodoro, o Monge Pakhomios certa vez o orientou a dar uma instrução aos irmãos sobre as Sagradas Escrituras. São Teodoro tinha então apenas 20 anos. Ele obedeceu sem questionar e começou a falar, mas alguns dos irmãos mais velhos ficaram ofendidos com o fato de um monge recém-formado ter lido um discurso para eles, e eles partiram. O Monge Pakhomios então lhes disse: "Vocês cederam ao diabo e por sua vaidade seus esforços foram em vão. Vocês não rejeitaram Teodoro, mas sim a Palavra de Deus, e se privaram do Espírito Santo".
São Pakhomios nomeou o Monge Teodoro superintendente do mosteiro de Tabennisa e retirou-se para um mosteiro mais solitário. São Teodoro com amor filial continuou a se preocupar com seu instrutor, e na doença final do Monge Pakhomios ele cuidou dele, e quando o grande aba repousou ao Senhor, ele fechou os olhos. Após a morte do Monge Pakhomios, São Teodoro dirigiu o mosteiro de Tabennisa e, mais tarde, esteve à frente de todos os mosteiros de Tebaida. O Monge Teodoro, o Santificado, era famoso pela santidade de vida e pelo abundante dom de fazer maravilhas, e era bem conhecido de Santo Atanásias, Patriarca de Alexandria. São Teodoro repousou na velhice no ano 368.
O Ícone da Mãe de Deus de Mozdok, Comemorado nos Meados de Pentecostes, em  de 21 de abril e 15 de agosto
O Ícone Mozdok da Mãe de Deus, uma cópia do ícone Iversk, foi enviado no século XIII pela santa imperatriz Tamara como um presente aos cristãos recém-iluminados da aul (aldeia) ossétia de Mar'yam-Kadu. Em 1768, este ícone apareceu notavelmente nas margens do Terek, não muito longe de Mozdok. O Bispo Gai construiu uma capela para o ícone. Em 1796-1797 foi construída no local da capela uma igreja em homenagem à Uspenie (Dormição ou Repouso) da Santíssima Mãe de Deus, ao longo da qual logo foi fundado um mosteiro feminino (extinto juntamente com a diocese de Mozdok em 1799 ). No final do século XIX, os habitantes de Mozdok construíram uma esplêndida igreja em homenagem ao ícone da Mãe de Deus em Mozdok-Iversk. A Mãe de Deus tem repetidamente prestado ajuda rápida aos crentes através do Seu ícone sagrado.
Transferência das Relíquias do Venerável Efraim, de Perekomsk 
O Monge Efraim de Perekomsk, Novgorod, nasceu em 20 de setembro de 1412 na cidade de Kashin. No Santo Batismo ele foi nomeado Evstaphii. Seus pais, Stefan e Anna, moravam não muito longe do mosteiro feminino de Kashinsk, nomeado em homenagem à Uspenie (Dormição da Santíssima Mãe de Deus. Atraído pela vida solitária, Evstaphii, ainda em seus primeiros anos, deixou a casa de seus pais e se estabeleceu no mosteiro de Kalyazinsk, em Nome da Santíssima Trindade, seus pais queriam que seu filho voltasse para casa, mas ele mesmo, por sua vez, os convenceu a deixar o mundo e aceitar o monaquismo. em seu mosteiro por três anos, Evstaphii, por meio de uma revelação milagrosa, foi transferido para o mosteiro do Monge Savva de Vishersk (Comm. 1º de outubro), e foi lá em 1437 que ele aceitou a tonsura com o nome de 
Efraim. o Monge Efraim recebeu uma revelação do Senhor, ordenando-lhe que se retirasse para um lugar desolado. Tendo recebido a bênção do Monge Savva, em 1450 foi para o Lago Il'men, na foz do Rio Verenda, e no. margens do rio Cherna ele construiu uma cela. Depois de um certo tempo, o velho Foma (Thomas) veio ao Monge Efraim com dois monges, e eles se estabeleceram não muito longe de sua cela. E a partir dessa época também começaram a reunir outros eremitas no novo mosteiro. A pedido deles, o Monge Efraim recebeu a dignidade de sacerdote em Novgorod do Santo Evphymii (+ 1458, Com. 11 de março).
Retornando de Novgorod, o Monge Efraim construiu uma igreja em homenagem à Teofania (Bogoyavlenie) do Senhor em uma ilha situada na foz do rio Verenda. Para garantir um abastecimento imediato de água para o mosteiro, o monge cavou um canal para o Lago Il'men, do qual o mosteiro recebeu o nome de "Perekopsk" ou "Perekomsk" (de "pere-kopat'" que significa "cavar através "). Mais tarde, o Monge Efraim construiu uma igreja de pedra em nome de São Nicolau, o Maravilhas. Incapaz de encontrar construtores qualificados suficientes, ele despachou vários monges ao grão-príncipe Vasilii Ioannovich com um pedido de envio de pedreiros, após o que em 1466 a construção do templo foi concluída.
O Monge Efraim repousou em 26 de setembro de 1492 e foi sepultado na igreja de São Nicolau. Em 1509, devido às frequentes inundações que ameaçavam a ruína do mosteiro, este foi transferido para outro local às margens do Lago Il'men. O Monge Efraim apareceu ao hegúmeno romano e apontou para o local de Klinkovo para relocalizar o mosteiro. No local do sepultamento do monge foi construída uma capela, já que todas as igrejas do mosteiro estavam em ruínas. Em 16 de maio de 1545, as relíquias do Monge Efraim foram transferidas para o novo mosteiro. Neste dia no mosteiro é uma celebração anual da memória do Monge Efraim de Perekomsk, confirmada em última análise após a glorificação do santo asceta no Sobor (Concílio) de 1549. (A Comemoração da Transferência das Relíquias do Monge Efraimde Perekomsk é comemorado em 16 de maio).

Oração Antes de Ler as Escrituras

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 


LITURGIA

Tropárion, Tom 8
No meio da festa, dá a minha alma sedenta de beber das águas da piedade; / porque Tu, ó Salvador, a todos clamaste: / Quem tem sede, venha a mMm e beba.   // Portanto, ó Fonte da Vida, Cristo nosso Deus, glória a Ti.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Tom 4: No meio da festa judaica, / Tu disseste aos presentes, ó Cristo Deus, Mestre e Criador de todos: / Vinde e recebei à Água da Imortalidade. / Por isto, prostramo-nos diante de Ti, / clamando com fé e dizendo: / Concede-nos Tua misericórdia e compaixão; // pois Tu És a fonte da nossa vida.

Prokímenon, Tom 3

R. Grande É o Senhor nosso Deus e poderosa a Sua força;
Sua sabedoria não tem limites. (Sl. 146:5)

V. Louvai o Senhor, porque Ele É bom!
Agradável é o louvor ao nosso Deus. (Sl. 146:1)

Atos 14:6-18

Fragmento 34 - Naqueles dias, Paulo e Barnabé fugiram para Listra e Derbe, cidades de Licaônia, e para a província circunvizinha; e ali pregavam o evangelho. E estava assentado em Listra certo homem leso dos pés, coxo desde o ventre de sua mãe, o qual nunca tinha andado. Este ouviu falar Paulo, que, fixando nele os olhos, e vendo que tinha fé para ser curado, disse em voz alta: Levanta-te direito sobre teus pés. E ele saltou e andou. E as multidões, vendo o que Paulo fizera, levantaram a sua voz, dizendo em língua licaônica: Fizeram-se os deuses semelhantes aos homens, e desceram até nós. E chamavam Júpiter a Barnabé, e Mercúrio a Paulo; porque este era o que falava. E o sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para a entrada da porta touros e grinaldas, queria com a multidão sacrificar-lhes. Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgaram as suas vestes, e saltaram para o meio da multidão, clamando e dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles; O qual nos tempos passados deixou andar todas as nações em seus próprios caminhos. E contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho, beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria os vossos corações. E, dizendo isto, com dificuldade impediram que as multidões lhes sacrificassem.

Aleluia, no 1º Tom

Aleluia, Aleluia, Aleluia! (3x)

Lembra-Te da Tua congregação que desde o Princípio compraste. (Sl. 73:12)

Deus É o nosso Rei desde a eternidade; Ele operou a salvação no meio da terra. (Sl. 73:2)

João 7:14-30

Fragmento 26 – Naquela época, na metade da festa do Pentecostes subiu Jesus ao templo, e ensinava. E os judeus maravilhavam-se, dizendo: Como sabe Este letras, não as tendo aprendido? Jesus lhes respondeu, e disse: A Minha doutrina não é Minha, mas d’Aquele que Me enviou. Se alguém quiser fazer a vontade d’Ele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se Eu falo de Mim mesmo. Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça. Não vos deu Moisés a Lei? E nenhum de vós observa a Lei. Por que procurais matar-Me? A multidão respondeu, e disse: Tens demônio; quem procura matar-Te? Respondeu Jesus, e disse-lhes: Fiz uma só obra, e todos vos maravilhais. Por haver Moisés vos dado a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um homem. Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a Lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra Mim, porque no sábado curei de todo um homem? Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça. Então alguns dos de Jerusalém diziam: Não é Este o que procuram matar? E ei-Lo aí está falando abertamente, e nada Lhe dizem. Porventura sabem verdadeiramente os príncipes que de fato Este é o Cristo? Todavia bem sabemos de onde Este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde Ele é. Clamava, pois, Jesus no templo, ensinando e dizendo: Vós conheceis-Me, e sabeis de onde Sou; e Eu não vim de Mim mesmo, mas Aquele que Me enviou é verdadeiro, o Qual vós não conheceis. Mas Eu O conheço, porque d’Ele Sou e Ele Me enviou. Procuravam, pois, prendê-Lo, mas ninguém lançou mão d’Ele, porque ainda não era chegada a Sua hora.

† † 

Em vez de “É verdadeiramente digno…” cantamos o Irmos da 9ª Ode do Segundo Cânon da festa, Tom 8:

A virgindade é estranha às mães, / e o parto é estranho às virgens, mas em ti, ó Theotókos, ambos foram concedidos. // Portanto, todos nós, as tribos da terra, te abençoamos incessantemente.

Canto da Comunhão

Quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue 
permanece em Mim e Eu nele, diz o Senhor. 
Aleluia, aleluia, aleluia.

Cantamos “Cristo ressuscitou…” em vez de “Vimos a verdadeira luz…“

Na despedida, quando o sacerdote diz: “Glória a Ti, ó Cristo Deus…” O Coro canta “Cristo ressuscitou…” x3 em vez de “Glória… Ambos agora… Pai abençoe!”   Então o padre dá a demissão.

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INSTRUÇÃO PARA OS MEADOS DO PENTECOSTES

São Teófano, o Recluso

Em meados de Pentecostes, ouvimos o chamado do Senhor: 

"Quem tem sede, venha a mim e beba" (João 7:37). 

Se isto é assim, então corramos todos para Ele. Se aquilo do que tu tens sede não é contrário ao Espírito do Senhor – encontrarás n'Ele alívio. Se tu tens sede de conhecimento, corre para o Senhor, pois Ele é a única luz, a Qual ilumina todos os homens. Se tens sede de te purificar do pecado e de extinção das chamas de tua consciência, corre para o Senhor, pois Ele rasgou em pedaços a promissória dos nossos pecados na cruz. Se tu tens sede de paz em teu coração, corre para o Senhor, pois Ele É o tesouro de todos os bens, cuja abundância vai te ensinar a esquecer de todas as privações e a desprezar todo bem terrestre, de modo a ser preenchido somente por Ele. Se tu precisas de força, Ele É o Todo-Poderoso. Se tu precisas de glória, Sua glória ultrapassa o mundo. Se tu desejas liberdade, Ele dá a verdadeira liberdade. Ele vai resolver todas as nossas dúvidas, romper os laços de nossas paixões, dissipar todos os nossos problemas e dificuldades, nos permitirá superar todos os obstáculos, tentações e intrigas do inimigo, e tornará suave o caminho de nossa vida espiritual. 

Corramos todos para o Senhor!

† †