Mostrando postagens com marcador Santo Moisés Etíope. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santo Moisés Etíope. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

14ª Quarta-feira Depois de Pentecostes

10 de Setembro de 2025 (CC) / 28 de Agosto (CE)
S. Moisés Etíope, anacoreta (séc. IV); Sábas de Pskov; 
Encontro das Santas Relíquias de Jó de Pochaev; Diomedes e Laurêncio; 
Jejum (Azeite é Permitido)
Tom 4


O Monge Moisés Murin, o Negro, viveu durante o século IV no Egito. Ele era etíope e tinha pele negra e, portanto, era chamado de "Murin" (que significa "como um etíope"). Em sua juventude Moisés foi escravo de um homem importante, mas depois de cometer um assassinato, seu mestre o baniu e ele se juntou a um bando de ladrões. Por causa de sua veia mesquinha e grande força física, eles o escolheram como líder. Moisés, juntamente com seu bando, cometeu muitas ações malignas – tanto assassinatos quanto roubos, a tal ponto que as pessoas ficavam tomadas de medo até mesmo com a simples menção de seu nome. 
Moisés, o bandido, passou vários anos levando uma vida muito pecaminosa, mas pela grande misericórdia de Deus ele se arrependeu, deixou o seu bando e foi para um dos mosteiros do deserto. Ele passou muito tempo, suplicando em lágrimas, que o admitissem entre o número dos irmãos. Os monges não estavam convencidos da sinceridade do seu arrependimento; mas o ex-ladrão não poderia ser expulso e nem ignorado, em seu fervoroso pedido por aceitação. No mosteiro, o Monge Moisés foi completamente obediente ao abade e aos irmãos, e derramou muitas lágrimas, lamentando sua vida pecaminosa. 
Depois de um certo tempo, o Monge Moisés retirou-se para uma cela solitária, onde passava o tempo em oração e no mais estrito jejum em um estilo de vida muito austero. Certa vez, 4 dos ladrões de seu antigo bando desceram sobre a cela do Monge Moisés e ele, não tendo perdido sua grande força física, amarrou todos e, pondo-os ao ombro, levou-os ao mosteiro, onde perguntou aos mais velhos o que fazer com eles. Os mais velhos ordenaram que fossem libertados. Os ladrões, ao saberem que tinham encontrado o seu antigo líder, e que ele os tratara gentilmente, - eles próprios seguiram o seu exemplo: arrependeram-se e tornaram-se monges. E mais tarde, quando o resto do bando de ladrões ouviu falar do arrependimento do Monge Moisés, eles também desistiram do banditismo e se tornaram monges fervorosos. 
O Monge Moisés não se libertou rapidamente das paixões. Ele ia frequentemente ao abade do mosteiro, Abba Isidor, em busca de conselhos sobre como se livrar das paixões da libertinagem. Tendo experiência na luta espiritual, o ancião ensinou-o a nunca comer demais, a ter fome parcial e ao mesmo tempo observar a mais estrita moderação. Mas as paixões não cessariam para o Monge Moisés em seus sonhos. Então Abba Isidor lhe ensinou a vigília noturna. O monge ficou a noite toda em oração, sem ficar de joelhos para não cair no sono. Após suas prolongadas lutas, o Monge Moisés caiu em desânimo, e quando surgiram pensamentos sobre deixar sua cela solitária, Abba Isidor, em vez disso, fortaleceu a determinação de seu aluno. Numa visão ele lhe mostrou muitos demônios no Ocidente, preparados para a batalha, e no Oriente uma quantidade ainda maior de anjos santos, igualmente preparados para a luta. Abba Isidor explicou ao Monge Moisés que o poder dos Anjos prevaleceria sobre o poder dos demônios, e na longa luta contra as paixões era necessário que ele ficasse completamente purificado de seus pecados anteriores. 
O Monge Moisés empreendeu um novo esforço. Percorrendo à noite as celas do deserto, levava água do poço para cada irmão. Ele fazia isso especialmente pelos mais velhos, que viviam longe do poço e que não tinham facilidade para carregar a própria água. Certa vez, ajoelhado sobre o poço, o Monge Moisés sentiu um forte golpe nas costas e caiu no poço como um morto, ficando ali naquela posição até o amanhecer. Assim os demônios se vingaram do monge por sua vitória sobre eles. De manhã, os irmãos o levaram para sua cela, e ele ficou lá um ano inteiro, aleijado. Depois de se recuperar, o monge confessou com firmeza ao abade que continuaria a luta ascética. Mas o próprio Senhor colocou limites a esta luta de muitos anos: Abba Isidor abençoou seu aluno e disse-lhe que as paixões devassas já haviam desaparecido dele. O mais velho ordenou-lhe que comungasse os Santos Mistérios e que fosse em paz para sua própria cela. E desde então o Monge Moisés recebeu do Senhor o poder sobre os demônios. 
Relatos sobre suas façanhas se espalharam entre os monges e até mesmo além dos limites do deserto. O Governador da região queria ver o santo. Ao saber disso, o Monge Moisés decidiu se esconder de qualquer visitante e saiu de sua cela. Ao longo do caminho ele encontrou servos do Governador, que lhe perguntaram como chegar à cela do morador do deserto Moisés. O monge respondeu-lhes: “Não procurem este monge falso e indigno”. Os servos voltaram ao mosteiro, onde o Governador o esperava, e transmitiram-lhe as palavras do ancião que encontraram. Os irmãos, ouvindo uma descrição da aparência do ancião, reconheceram que haviam encontrado o próprio Monge Moisés. 
Após muitos anos em façanhas monásticas, o Monge Moisés foi ordenado diácono. No entanto, em sua humildade, o santo considerou-se indigno de aceitar a dignidade de diácono. Certa vez, o bispo decidiu testá-lo e pediu aos clérigos que o expulsasse do altar, ao mesmo tempo que o insultavam por ser um negro etíope indigno. Com total humildade o monge aceitou o abuso. Depois de colocá-lo à prova, o bispo ordenou então o monge presbítero. E nesta dignidade o Monge Moisés trabalhou durante 15 anos e reuniu ao seu redor 75 discípulos. 
Quando o monge atingiu a idade de 75 anos, ele avisou aos seus monges de que logo bandidos atacariam o mosteiro e assassinariam todos os que estivessem lá. O santo abençoou seus monges para que partissem a tempo, para evitar a morte violenta. Seus discípulos começaram a suplicar ao monge que partisse junto com eles, mas ele respondeu: 
"Há muitos anos já espero o tempo, quando sobre mim deveriam ser cumpridas as palavras que meu Mestre, o Senhor Jesus Cristo, disse: Todos os que empunharem a espada, à espada perecerão" (Mt 26: 52). 
Depois disso sete dos irmãos permaneceram com o monge, e um deles se escondeu não muito longe durante a chegada dos ladrões, Os ladrões mataram o Monge Moisés e os seis monges que permaneceram com ele. Sua morte ocorreu por volta do ano 400. 
Comemoração de São Jó de Pochaev 
O Monge Jó de Pochaev morreu em 28 de outubro de 1651.
 
Em 28 de agosto de 1833, as relíquias do Monge Job foram solenemente abertas para veneração geral. 
No ano de 1902, o Santo Sínodo decretou neste dia que as relíquias sagradas do Monge Jó deveriam ser transportadas após a Divina Liturgia, para a Catedral da Dormição que fica na Lavra do Mosteiro de Pochaev.
Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 
2 Coríntios 13:3-13

Fragmento 197 - Irmãos, visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim, o qual não é fraco para convosco, antes é poderoso entre vós. Porque, ainda que tenha sido crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos n’Ele, mas viveremos com Ele pelo poder de Deus em vós. Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. Mas espero que entendereis que nós não somos reprovados. Ora, eu rogo a Deus que não façais mal algum, não para que sejamos achados aprovados, mas para que vós façais o bem, embora nós sejamos como reprovados. Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição. Portanto, escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não use de rigor, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição. Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.

Marcos 4:35-41
Fragmento 18 - O Senhor disse aos Seus discípulos: “Passemos para o outro lado”. E eles, deixando a multidão, O levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia com Ele também outros barcos. E se levantou grande tempestade de vento, e as ondas batiam dentro do barco, de modo que já se enchia. Ele, porém, estava na popa dormindo sobre a almofada; e despertaram-No, e Lhe perguntaram: “Mestre, não Se Te dá que pereçamos?” E Ele, levantando-Se, repreendeu o vento, e disse ao mar: “Cala-te, aquieta-te”. E cessou o vento, e fez-se grande bonança. Então lhes perguntou: “Por que sois assim tímidos? Ainda não tendes fé?” Encheram-se de grande temor, e diziam uns aos outros: “Quem, porventura, É Este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?”
† † †
COMENTÁRIO

«Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice. Vós, que temeis o Senhor, esperai em sua misericórdia, não vos afasteis dele, para que não caiais; vós, que temeis o Senhor, tende confiança nele, a fim de que não se desvaneça vossa recompensa. Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria. Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações se encherão de luz. Considerai, meus filhos, as gerações humanas: sabei que nenhum daqueles que confiavam no Senhor foi confundido. Pois quem foi abandonado após ter perseverado em seus mandamentos? Quem é aquele cuja oração foi desprezada? Pois Deus é cheio de bondade e de misericórdia, ele perdoa os pecados no dia da aflição. Ele é o protetor de todos os que verdadeiramente o procuram.»
Jesus, Filho de Sirac, 
Livro da Sabedoria de Jesus, Ben Sirac 
(Eclesiástico) 2:1-13

ORAÇÃO

Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR. Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira. Muitas são, SENHOR meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar. Não retires de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade. Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração. Digna-te, SENHOR, livrar-me: SENHOR, apressa-te em meu auxílio. Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal. Desolados sejam em pago da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah! Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o SENHOR. Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.
Salmo 39(40): 1-5,11-17

† † †

domingo, 10 de setembro de 2017

14º Domingo Depois de Pentecostes

10 de Setembro de 2017 (CC) / 28 de Agosto (CE)
S. Moisés Etíope, anacoreta (séc. IV)
; Sábas de Pskov; 
Encontro das Santas Relíquias de Jó de Pochaev; 
Diomedes e Laurêncio; 
Ana, a Profetisa, Filha de Fanuel, que segurou nosso Senhor Jesus Cristo em seus braços; Shushanika Princesa de Rana; Ezequias, Rei da Judeia; 
Synaxis dos Padres de Pechersk Das Grutas Longínquas; 
33 Mártires de Nicomedia.
Modo 5



Moisés, que era oriundo de Etiópia, foi um dos mais pitorescos dos Padres do Deserto. Em seus primeiros anos de vida foi criado como escravo por um aristocrata egípcio que, mais tarde, se viu obrigado a despedi-lo – e, surpreende-se que não o tenha matado, considerando a barbárie da época – por causa de suas inclinações ao roubo e a imoralidade. Depois disso, Moisés tornou-se um bandido e, sendo um homem muito forte e de grande estatura, logo se juntou a um bando de marginais que o elegeram como seu líder, passando a causar terror em toda a região. Certa vez, quando estava prestes a cometer um assalto, o cão de um pastor latiu para Moisés que, por isso, jurou matar o pastor. Para chegar até onde estava o pastor teve de atravessar à nado o Rio Nilo, levando uma faca entre os dentes. Mas o pastor teve tempo de esconder-se entre as dunas. Não conseguindo encontrá-lo, Moisés matou quatro dos seus carneiros, amarrando-os em seguida pelas pernas e levando-os através do rio. Depois, cortou-os em pedaços, assou e comeu as melhores porções, vendendo depois as sobras da carne. Logo foi se juntar aos companheiros, oitenta quilômetros de distância dali.  Isso nos dá uma idéia do tipo de pessoa que era Moisés. Nada se sabe, infelizmente, sobre como se deu a sua conversão à fé cristã. Talvez tenha ido buscar refúgio entre os solitários do deserto, quando fugia da justiça, e o exemplo de vida destes homens o tenha conquistado. O fato é que se tornou monge no monastério de Petra, no deserto do Esquela. 
Um dia, quatro bandidos assaltaram sua cela, Moisés lutou com eles e os venceu.  Então, amarrou-lhes uns aos outros, e colocando-os sobre as costas os levou até a igreja. Ao chegar à igreja, jogou-os ao chão e disse aos monges, que não cabiam em si de surpresa: 
«A regra não me permite fazer mal a ninguém. O que vamos fazer então com esses homens?» 
Conta-se que os bandidos se arrependeram e, mais tarde, receberam o hábito monástico. Mas o pobre Moisés não conseguia vencer suas inclinações violentas e, para alcançar isso foi preciso, um dia, ir ao encontro de Santo Isidoro. O Abade o conduziu ao amanhecer ao terraço do monastério e lhe disse: 
«Vê que a luz vai vencendo lentamente a escuridão. O mesmo se passa com a alma!» 
Moisés foi superando gradualmente suas más inclinações, suas paixões, à custa certamente de muito trabalho manual, caridade fraterna, mortificação e perseverando sempre na oração. Chegou a alcançar tal auto-domínio que Teófilo, o Arcebispo de Alexandria, o ordenou sacerdote. Depois da ordenação, quando ainda estava revestido com a túnica branca, o arcebispo lhe disse: 
«Veja só, padre Moisés, o homem negro foi transformado em branco.» 
São Moisés respondeu então, sorrindo: 
«Só exteriormente. Deus sabe quão negra é ainda minha alma» 
Quando os berberiscos se aproximaram para atacar o monastério, São Moisés proibiu seus monges de se defenderem e os mandou fugir, dizendo: 
«Quem com ferro fere, com ferro será ferido.»
O santo ficou no monastério na companhia de sete outros monges. Apenas um escapou com vida. São Moisés tinha, então, setenta e cinco anos. Foi sepultado no monastério chamado Dair al-Baramus, que ainda hoje existe.



Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS (III)

Marcos 16:9-20

9 Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. 10 Foi ela anunciá-lo aos que haviam andado com ele, os quais estavam tristes e chorando; 11 e ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram. 12 Depois disso manifestou-se sob outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo,  13 os quais foram anunciá-lo aos outros; mas nem a estes deram crédito. 14 Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem dado crédito aos que o tinham visto já ressurgido. 15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. 16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. 17 E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; 18 pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados. 19 Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-se à direita de Deus. 20 Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.


LITURGIA

Tropárion da Ressurreição
Glorifiquemos fiéis, e adoremos o Verbo Divino, / eterno com o Pai e o Espírito Santo, / nascido da Virgem para a nossa salvação; / pois, em Sua carne, deixou-Se suspender na cruz, / padecer a morte e ressuscitar dos mortos // pela sua gloriosa ressurreição.

Kondákion da Ressurreição
Desceste ao Hades, ó Salvador meu, rompendo suas portas, / Tu que És Todo-poderoso, levantaste Contigo os mortos, ó Criador, / destruíste, ó Cristo, o aguilhão da morte / e libertaste também Adão da maldição, Tu que amas a humanidade. // Por isso, clamamos, Senhor, salva-nos!

Theotókion

Alegra-te, ó Mãe de Deus, porta do Senhor! Alegra-te, amparo e proteção para os que te procuram! Alegra-te, ó noiva, que em teu ventre geraste teu Criador e Deus! Roga, sem cessar, por aqueles que glorificam O que nasceu de ti.

Tropárion de São Moisés, o Negro Modo 1
Um morador do deserto, um anjo na carne / e um obreiro de maravilhas, / assim, tu te revelaste ser, / ó nosso pai em Deus Moisés. / Porque, tendo adquirido dons celestiais pelo jejum, vigilância e oração, curas os enfermos / e às almas daqueles que recorrem a ti com fé. / Glória Àquele que te fortaleceu! / Glória Àquele que te coroou! / Glória Àquele que por ti a todos cura!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo....

Kondákion de São Moisés, o Negro Modo 4
Quebrando as correntes e cuspindo nas faces dos demônios, / poeticamente resplandeceste tal como o sol fulgurante, / dirigindo nossas vidas pela luz da tua vida e teu ensinamento.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Prokímenon

Tu nos guardas, Senhor,
E nos livras da vingança eterna. (Sl. 11:8)


Salva-nos, Senhor, pois não há mais santos. (Sl. 11:1)

2 Coríntios 1:21-2:4

21 Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, 22 o qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações. 23 Ora, tomo a Deus por testemunha sobre a minha alma de que é para vos poupar que não fui mais a Corinto; 24 não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas somos cooperadores de vosso gozo; pois pela fé estais firmados. 1 Mas, deliberei isto comigo mesmo: não ir mais ter convosco em tristeza. 2 Porque, se eu vos entristeço, quem é, pois, o que me alegra, senão aquele que por mim é entristecido? 3 E escrevi isto mesmo, para que, chegando, eu não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós. 4 Porque em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!
Eu cantarei eternamente as Tuas misericórdias, Senhor;
anunciarei a Tua verdade de geração em geração. 


Aleluia, aleluia, aleluia!
Pois disseste: «A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno

e nos céus a Tua verdade será solidamente estabelecida».


Aleluia, aleluia, aleluia!

Mateus 22:1-14

1 Então Jesus tornou a falar-lhes por parábolas, dizendo: 2 O reino dos céus é semelhante a um rei que celebrou as bodas de seu filho. 3 Enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. 4 Depois enviou outros servos, ordenando: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado; os meus bois e cevados já estão mortos, e tudo está pronto; vinde às bodas. 5 Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; 6 e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. 7 Mas o rei encolerizou-se; e enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. 8 Então disse aos seus servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. 9 Ide, pois, pelas encruzilhadas dos caminhos, e a quantos encontrardes, convidai-os para as bodas. 10 E saíram aqueles servos pelos caminhos, e ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e encheu-se de convivas a sala nupcial. 11 Mas, quando o rei entrou para ver os convivas, viu ali um homem que não trajava veste nupcial; 12 e perguntou-lhe: Amigo, como entraste aqui, sem teres veste nupcial? Ele, porém, emudeceu. 13 Ordenou então o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. 14 Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.


† † †


COMENTÁRIO

O Traje Das Bodas

Que é o traje das bodas, a veste nupcial? O Apóstolo Paulo diz-nos: «Os preceitos não têm outro objetivo senão a caridade que nasce de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sem fingimento» (1Tim 1, 5). É essa a veste nupcial. Não se trata de qualquer amor, porque muitas vezes veem-se homens que amam com má consciência. Os que se entregam juntos a brigas, à maldade, os que se amam com o amor dos atores, dos condutores de carros, dos gladiadores, amam-se generosamente entre si, mas não com aquela caridade que nasce de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sem fingimento; ora, a veste nupcial não é essa caridade. Revesti-vos, pois, da veste nupcial, vós que ainda a não tendes. Já entrastes na sala do banquete, ides aproximar-vos da mesa do Senhor, mas não tendes ainda, em honra do Esposo, a veste nupcial: procurais ainda os vossos interesses e não os de Jesus Cristo. Usa-se o traje nupcial para honrar a união nupcial, isto é, o Esposo e a Esposa. Vós conheceis o Esposo, é Jesus Cristo; conheceis a Esposa, é a Igreja (Ef 5, 32). Prestai honra àquela que é desposada, prestai honra também Àquele que a desposa.


Agostinho (354-430), Bispo de Hipona

†††

«O Que Devemos Entender Por Veste Nupcial, Senão A Caridade?»

O que significa, irmãos, a veste nupcial? Não podemos dizer que signifique o batismo nem a fé, porque quem pode entrar sem eles nestas bodas?... Portanto, o que devemos entender por veste nupcial, senão a caridade? Entra, pois, nas bodas, mas não leva a veste nupcial, aquele que pertencendo à Igreja Católica tem fé, mas lhe falta a caridade.
Com fundamento se chama caridade a veste nupcial, visto que nosso Criador a teve quando foi para as bodas desposar-se com a Igreja. De fato, somente o amor de Deus pode fazer que seu Filho Unigênito una a si as almas dos eleitos. Por isso diz São João: Deus tanto amou o mundo que lhe deu o seu Filho primogênito. Logo, aquele que veio aos homens por caridade deu a conhecer que a veste nupcial não era outra coisa que a própria caridade. Portanto, todo aquele que recebeu o batismo e crê em Deus, entrou nas bodas, porém não vai com a veste nupcial se não conserva o dom da caridade.

E na verdade, meus irmãos, se alguém é convidado para uma boda, procura trocar de veste, e manifesta que se alegra com o esposo e a esposa pela dignidade de seu traje, e se envergonharia de aparecer entre os convidados com uma veste insignificante. Nós assistimos as bodas divinas, e, contudo, resistimos a trocar a veste do coração. Os anjos se regozijam quando os escolhidos são levados ao céu. Pois, como apreciamos estas festas espirituais, nós que não temos a veste nupcial, isto é, a caridade, que é a única que nos torna belos diante dos olhos do Senhor?...

Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos. Terrível é, caríssimos irmãos, o que acabamos de ouvir. Considerai que todos nós, chamados pela fé, assistimos as bodas do rei celestial, todos cremos e confessamos o mistério de sua encarnação, todos participamos do banquete do Verbo divino, porém no dia futuro do juízo o rei entrará. Sabemos que fomos chamados, mas ignoramos se pertencemos ao grupo dos escolhidos.

É preciso, portanto, que todos nos humilhemos, tanto mais que ignoramos se estaremos entre os escolhidos. Existem alguns que nunca deram início às boas obras; outros começaram a realizar o bem, mas não persistiram neste caminho. Há quem quase toda a vida foi mau, porém ao final se afasta de seus erros pela dor de uma verdadeira penitência; mas há, pelo contrário, quem parece viver uma vida santa, porém até o fim de seus dias cai no erro da maldade. Outros começam bem e terminam melhores; outros, pelo contrário, desde a sua juventude se precipitam no abismo dos vícios e terminam agindo do mesmo modo, piores cada vez mais.

Tema, por isso, cada um, já que ignora o que lhe resta, pois não deve esquecer; pelo contrário, deve repetir continuamente as palavras do Evangelho: Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.


ORAÇÃO


Senhor, não me prives dos Teus bens celestes! Senhor, livra-me dos tormentos eternos! Senhor, se pequei em espírito ou pensamento, em palavras ou ações, perdoa-me! Senhor, livra-me de toda ignorância e esquecimento, mesquinharia e dureza de um coração insensível! Senhor, livra-me de toda a tentação! Senhor, ilumina o meu coração obscurecido por maus desejos! Senhor, se enquanto homem eu pequei, Tu, como Deus compassivo, tem piedade de mim e vê a impossibilidade de minha alma! Senhor, envia a Tua graça em meu auxílio, afim de que glorifique o Teu santo Nome!Senhor Jesus Cristo, inscreve-me a mim, Teu servo, no livro da vida e concede-me um fim bom! Senhor meu Deus, apesar de não ter realizado nada de bom diante de Ti: concede-me de que, pela Tua graça, eu fundamente um bom início! Senhor, distila em meu coração o orvalho da Tua graça! Senhor do céu e da terra, lembra-Te no Teu Reino de mim pecador, Teu servo inútil e impuro! Amém! 
Oração de São João Crisóstomo



† † †

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

15ª Sexta-feira Depois de Pentecostes

10 de Setembro de 2014 (CC) / 28 de Agosto (CE)
São Moisés, o Etíope, anacoreta (séc. IV)



Tropário da Ressurreição 
Fiéis, cantemos e adoremos
o Verbo Co-Eterno ao Pai e ao Espírito Santo,
nascido para nossa salvação, da sempre Virgem Maria,
pois Ele aceitou livremente sofrer a morte na Cruz
para dar a vida a todos os mortos,
pela Sua gloriosa Ressurreição.

Kondákion da Ressurreição 
Tu, ó meu Salvador, desceste ao Inferno,
e partiste em pedaços os portões, como Todo-Poderoso,
e como Criador, ressuscitaste os mortos,
e destruíste, ó Cristo, o aguilhão da morte,
e libertou Adão da maldição, ó Tu Que amas a humanidade.
Por isso, nós todos clamamos:
Salva- nos, ó Senhor.

Prokímenon

Tu nos guardas, Senhor,
E nos livras da vingança eterna. (Sl. 11:8)

Salva-nos, Senhor, pois não  mais santos. (Sl. 11:1)

Gálatas 4:8-21

8 Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses. 9 Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? 10 Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. 11 Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco. 12 Irmãos, rogo-vos que sejais como eu, porque também eu sou como vós; nenhum mal me fizestes. 13 E vós sabeis que primeiro vos anunciei o evangelho estando em fraqueza da carne; 14 E não rejeitastes, nem desprezastes isso que era uma tentação na minha carne, antes me recebestes como um anjo de Deus, como Jesus Cristo mesmo. 15 Qual é, logo, a vossa bem-aventurança? Porque vos dou testemunho de que, se possível fora, arrancaríeis os vossos olhos, e mos daríeis. 16 Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade? 17 Eles têm zelo por vós, não como convém; mas querem excluir-vos, para que vós tenhais zelo por eles. 18 É bom ser zeloso, mas sempre do bem, e não somente quando estou presente convosco. 19 Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós; 20 Eu bem quisera agora estar presente convosco, e mudar a minha voz; porque estou perplexo a vosso respeito. 21 Dizei-me, os que quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei?

ALELUIA

Aleluia, aleluia, aleluia!
Eu cantarei eternamente as Tuas misericórdias, Senhor;
anunciarei a Tua verdade de geração em geração. 


Aleluia, aleluia, aleluia!
Pois disseste: «A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno 

e nos céus a Tua verdade será solidamente estabelecida».


Aleluia, aleluia, aleluia!

Marcos 6:45-53

45 Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46 E, tendo-a despedido, foi ao monte para orar. 47 Chegada a tardinha, estava o barco no meio do mar, e ele sozinho em terra. 48 E, vendo-os fatigados a remar, porque o vento lhes era contrário, pela quarta vigília da noite, foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante; 49 eles, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e gritaram; 50 porque todos o viram e se assustaram; mas ele imediatamente falou com eles e disse-lhes: Tende ânimo; sou eu; não temais. 51 E subiu para junto deles no barco, e o vento cessou; e ficaram, no seu íntimo, grandemente pasmados; 52 pois não tinham compreendido o milagre dos pães, antes o seu coração estava endurecido. 53 E, terminada a travessia, chegaram à terra em Genezaré, e ali atracaram.


ORAÇÃO

Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me. Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal. Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.

Salmo 70(71): 12-14






15ª Quinta-feira Depois de Pentecostes

10 de Setembro 2015 (CC) / 28 de Agosto (CE)
S. Moisés Etíope, anacoreta (séc. IV).







Moisés, que era oriundo de Etiópia, foi um dos mais pitorescos dos Padres do Deserto. Em seus primeiros anos de vida foi criado como escravo por um aristocrata egípcio que, mais tarde, se viu obrigado a despedi-lo – e, surpreende-se que não o tenha matado, considerando a barbárie da época – por causa de suas inclinações ao roubo e a imoralidade. Depois disso, Moisés tornou-se um bandido e, sendo um homem muito forte e de grande estatura, logo se juntou a um bando de marginais que o elegeram como seu líder, passando a causar terror em toda a região. Certa vez, quando estava prestes a cometer um assalto, o cão de um pastor latiu para Moisés que, por isso, jurou matar o pastor. Para chegar até onde estava o pastor teve de atravessar à nado o Rio Nilo, levando uma faca entre os dentes. Mas o pastor teve tempo de esconder-se entre as dunas. Não conseguindo encontrá-lo, Moisés matou quatro dos seus carneiros, amarrando-os em seguida pelas pernas e levando-os através do rio. Depois, cortou-os em pedaços, assou e comeu as melhores porções, vendendo depois as sobras da carne. Logo foi se juntar aos companheiros, oitenta quilômetros de distância dali.  Isso nos dá uma idéia do tipo de pessoa que era Moisés. Nada se sabe, infelizmente, sobre como se deu a sua conversão à fé cristã. Talvez tenha ido buscar refúgio entre os solitários do deserto, quando fugia da justiça, e o exemplo de vida destes homens o tenha conquistado. O fato é que se tornou monge no monastério de Petra, no deserto do Esquela. 
Certo dia, quatro bandidos assaltaram sua cela. Moisés lutou com eles e os venceu.  Amarrou-lhes uns aos outros, então, e colocando-os sobre as costas os levou até a igreja. Ao chegar a igreja jogou-os ao chão e disse aos monges, que não cabiam em si de surpresa: “A regra não me permite fazer mal a ninguém. O que vamos fazer então com esses homens?” Conta-se que os bandidos se arrependeram e, mais tarde, receberam o hábito monástico. Mas o pobre Moisés não conseguia vencer suas inclinações violentas e, para alcançar isso foi preciso, um dia, ir ao encontro de Santo Isidoro. O abade o conduziu ao amanhecer ao terraço do monastério e lhe disse: “Vê que a luz vai vencendo lentamente a escuridão. O mesmo se passa com a alma!” Moisés foi superando gradualmente suas más inclinações, suas paixões, à custa certamente de muito trabalho manual, caridade fraterna, mortificação e perseverando sempre na oração. Chegou a alcançar tal auto-domínio que Teófilo, o arcebispo de Alexandria, o ordenou sacerdote. Depois da ordenação, quando ainda estava revestido com a túnica branca, o arcebispo lhe disse: “Veja só, padre Moisés, o homem negro foi transformado em branco.” São Moisés respondeu então, sorrindo: “Só exteriormente. Deus sabe quão negra é ainda minha alma”. 
Quando os berberiscos se aproximaram para atacar o monastério, São Moisés proibiu seus monges de se defenderem e os mandou fugir, dizendo: “Quem com ferro fere, com ferro será ferido.” O santo ficou no monastério na companhia de sete outros monges. Apenas um escapou com vida. São Moisés tinha, então, setenta e cinco anos. Foi sepultado no monastério chamado Dair al-Baramus, que ainda hoje existe.


Tropário da Ressurreição 
Fiéis, cantemos e adoremos
o Verbo Co-Eterno ao Pai e ao Espírito Santo,
nascido para nossa salvação, da sempre Virgem Maria,
pois Ele aceitou livremente sofrer a morte na Cruz
para dar a vida a todos os mortos,
pela Sua gloriosa Ressurreição.

Kondákion da Ressurreição 
Tu, ó meu Salvador, desceste ao Inferno,
e partiste em pedaços os portões, como Todo-Poderoso,
e como Criador, ressuscitaste os mortos,
e destruíste, ó Cristo, o aguilhão da morte,
e libertou Adão da maldição, ó Tu Que amas a humanidade.
Por isso, nós todos clamamos:
Salva- nos, ó Senhor.

Prokímenon

Tu nos guardas, Senhor,
E nos livras da vingança eterna. (Sl. 11:8)

Salva-nos, Senhor, pois não  mais santos. (Sl. 11:1)

Gálatas 3:23-4:5

Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar. De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados. Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa. Digo, pois, que todo o tempo que o herdeiro é menino em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo; Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai. Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo. Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.

ALELUIA

Aleluia, aleluia, aleluia!
Eu cantarei eternamente as Tuas misericórdias, Senhor;
anunciarei a Tua verdade de geração em geração. 


Aleluia, aleluia, aleluia!
Pois disseste: «A misericórdia elevar-se-á como um edifício eterno 

e nos céus a Tua verdade será solidamente estabelecida».


Aleluia, aleluia, aleluia!

Marcos 6:30-45

30 Reuniram-se os apóstolos com Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado. 31 Ao que ele lhes disse: Vinde vós, à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que vinham e iam, e não tinham tempo nem para comer. 32 Retiraram-se, pois, no barco para um lugar deserto, à parte. 33 Muitos, porém, os viram partir, e os reconheceram; e para lá correram a pé de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles. 34 E Jesus, ao desembarcar, viu uma grande multidão e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Estando a hora já muito adiantada, aproximaram-se dele seus discípulos e disseram: O lugar é deserto, e a hora já está muito adiantada; 36 despede-os, para que vão aos sítios e às aldeias, em redor, e comprem para si o que comer. 37 Ele, porém, lhes respondeu: Dai-lhes vós de comer. Então eles lhe perguntaram: Havemos de ir comprar duzentos denários de pão e dar-lhes de comer? 38 Ao que ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver. E, tendo-se informado, responderam: Cinco pães e dois peixes. 39 Então lhes ordenou que a todos fizessem reclinar-se, em grupos, sobre a relva verde. 40 E reclinaram-se em grupos de cem e de cinquenta.  41 E tomando os cinco pães e os dois peixes, e erguendo os olhos ao céu, os abençoou; partiu os pães e os entregava a seus discípulos para lhos servirem; também repartiu os dois peixes por todos. 42 E todos comeram e se fartaram.  43 Em seguida, recolheram doze cestos cheios dos pedaços de pão e de peixe. 44 Ora, os que comeram os pães eram cinco mil homens.  45 Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.


COMENTÁRIO

- "Quantos pães tendes?" Pergunta o Senhor aos seus discípulos?

- "Cinco pães e dois peixinhos", respondem.

Pergunta-nos Cristo:

"Quais são os teus recursos disponíveis?" Em geral respondemos:

"Poucos, Senhor".

E como os discípulos perguntamos:

"Mas, o que posso fazer com tão poucos recursos?"

Pobre, cego, nu e miserável, não vês que aquele que te indaga é o Onipotente? Acaso há impossíveis para Ele? Tu não te alimentas do teu emprego e nem prosperas por causa dos teus empreendimentos; estes nada mais são que providências da Única Fonte de Vida, que nos dispõe tudo que nos é necessário. Vão-se os meios, mas a Fonte permanece; o emprego pode ser perdido, os negócios falirem, os recursos podem ficar escassos, "mas, o justo subsiste pela fé" (Hab. 2:4) e vive de toda palavra que procede da boca de Deus (Dt 8:3; Mt 4:4).

Portanto, cala tuas razões e raciocínios lógicos, contenta-te com o que tendes, dá graças a Deus e não o retenhas para Ti, pois na partilha há abundância e sobras para o amanhã.

Padre Mateus (Antonio Eça)



ORAÇÃO

Louvai ao SENHOR, porque é bom cantar louvores ao nosso Deus, porque é agradável; decoroso é o louvor. O SENHOR edifica a Jerusalém, congrega os dispersos de Israel. Sara os quebrantados de coração, e lhes ata as suas feridas. Conta o número das estrelas, chama-as a todas pelos seus nomes. Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; o seu entendimento é infinito. O SENHOR eleva os humildes, e abate os ímpios até à terra. Cantai ao SENHOR em ação de graças; cantai louvores ao nosso Deus sobre a harpa. Ele é o que cobre o céu de nuvens, o que prepara a chuva para a terra, e o que faz produzir erva sobre os montes; O que dá aos animais o seu sustento, e aos filhos dos corvos, quando clamam. Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem. O SENHOR se agrada dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia. Louva, ó Jerusalém, ao SENHOR; louva, ó Sião, ao teu Deus. Porque fortaleceu os ferrolhos das tuas portas; abençoa aos teus filhos dentro de ti. Ele é o que põe em paz os teus termos, e da flor da farinha te farta. O que envia o seu mandamento à terra; a sua palavra corre velozmente. O que dá a neve como lã; esparge a geada como cinza; O que lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio? Manda a sua palavra, e os faz derreter; faz soprar o vento, e correm as águas. Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR.

Salmo 146(147)