domingo, 2 de agosto de 2020

8º Sábado Depois de Pentecostes

01 de Agosto de 2020 (CC) / 19 de Julho (CE)
Santa Macrina, a Jovem, virgem († 379) S. Dios, mon. († 431);
Encontro das Santas Relíquias de São Serafím de Sarov; 
Venerável Dius de Antioquia; Príncipe Romanus, Taumaturgo;
Paisios de Pechersk; Estêvão e Sua Mãe, Militsa da Sérvia; 
Teodoro, Bispo de Edessa
Tom 6




Macrina era a mais velha dos dez filhos de São Basílio Maior. Este, era pai de São Basílio, o Grande, irmão de Santa Macrina e Santa Emelia. Nascida em Cesaréia da Capadócia, por volta do ano 330 dC, Macrina foi educada com especial esmero por sua mãe que lhe ensinou a ler e acompanhava cuidadosamente suas leituras. O livro da Sabedoria e os Salmos de Davi eram as suas obras preferidas, mas, nem por isso, descuidava de suas tarefas domésticas e de seu trabalho de fiação e costura. Aos doze anos, foi prometida em casamento, mas tendo seu noivo morrido repentinamente, Macrina recusou-se a aceitar qualquer outra proposta de casamento para dedicar-se a ajudar sua mãe na educação dos irmãos mais jovens. São Basílio, o Grande, São Pedro de Sabaste, São Gregório de Nissa e os outros irmãos de Macrina, aprenderam dela o desprendimento das coisas deste mundo, o temor à riqueza e o amor à oração e à Palavra de Deus. Diz-se que São Basílio teria retornado de seus estudos um tanto quanto envaidecido, e que sua irmã lhe teria ensinado a humildade. Macrina foi "pai, mãe, guia, mestra e conselheira" de seu irmão mais novo, São Pedro de Sebaste, pois, o pai, São Basílio, o Maior, morreu pouco depois do nascimento de seu último filho. Depois da morte do pai, São Basílio instalou sua mãe e sua irmã numa casa às margens do rio Íris. Ali as duas mulheres, mãe e filha, se entregaram exclusivamente à prática de uma vida ascética, juntamente com outras companheiras.

Com a morte se Santa Emélia, Macrina repartiu sua parte da herança entre os pobres e passou a viver do trabalho de suas mãos. Seu irmão, Basílio, morreu no início do ano 379 e, nove meses mais tarde, Macrina ficou gravemente enferma. Quando São Gregório de Nissa foi visitá-la, depois de nove anos longe, encontrou Macrina num leito de tábuas. O santo ficou consolado ao ver com que alegria sua irmã suportava os sofrimentos e impressionou-se com o fervor com que se preparava para a morte. Macrina exalou seu último suspiro ao entardecer, com uma expressão de alegria em sua face. A pobreza na qual vivia era tal que, como mortalha, não dispunha senão de um velho vestido de tecido grosseiro. São Gregório, porém, providenciou uma túnica de linho para esta finalidade. O bispo do lugar, de nome Arauxio, dois sacerdotes e o próprio São Gregório conduziram suas exéquias e, durante o cortejo funerário cantaram-se os hinos dos Salmos. Uma grande multidão se juntou para a despedida de Macrina e suas lamentações chegavam a perturbar a cerimônia fúnebre.

No Diálogo sobre a alma e a Ressurreição, num panegírico dedicado ao monge Olímpio, São Gregório deixou registrada a biografia de sua irmã Macrina, rica em detalhes sobre suas virtudes, sua vida e sobre a morte e sepultamento da Santa. Nele o Santo fala dos milagres: o primeiro, quando Macrina teve sua saúde restabelecida após sua mãe ter traçado sobre ela o sinal da cruz; o segundo, quando a Santa curou uma menina filha de um militar, de uma enfermidade das vistas. São Gregório acrescenta:

«Creio que não será necessário repetir aqui todas as maravilhas que contam os que conviveram com ela e a conheceram de perto… Por incríveis que possam parecer estes milagres, posso vos assegurar que, aqueles que tiveram oportunidade de estudá-los exaustivamente, os consideram como tais. Só os homens carnais se recusam a crer e os consideram impossíveis. Assim, pois, para evitar que os incrédulos sejam castigados por negarem a realidade desses dons de Deus, preferi me abster aqui de repetir essas maravilhas sublimes…»

Este comentário confirma, mais uma vez, o dito de que, "só um santo poderia propriamente escrever sobre a vida de outro santo".  
Leituras Comemorativas 
Mateus 11:27-30 Matinas
Gálatas 5:22-6:2
Lucas 6:17-23


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Romanos 13:1-19

1 Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. 2 Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. 3 Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; 4 porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. 5 Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. 6 Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. 7 Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. 8 A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. 9 Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 10 O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei.

Mateus 12:30-37

30 Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. 31 Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. 32 Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro. 33 Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom; ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. 34 Raça de víboras! como podeis vós falar coisas boas, sendo maus? pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 35 O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. 36 Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. 37 Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.

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