segunda-feira, 26 de outubro de 2026

22ª Segunda-feira Depois de Pentecostes

26 de Outubro de 2026 (CC) / 13 de Outubro (CE)
Traslado para Moscou do Ícone da Mãe de Deus Íveron (1648)
Ss. Carpos, bispo; Pápilos, diácono; Agatonica e Agatodoros, mártires († c.250); 
Benjamin de Pechersk; Santíssimo Ícone da Mãe de Deus de Viera
Tom 4


O Ícone Ibérico da Mãe de Deus, localizado no Monte Athos , é famoso por muitos milagres. A notícia do ícone milagroso se espalhou por toda a Rússia através dos peregrinos. Sua Santidade o Patriarca Nikon (então Arquimandrita de Novospassky) abordou o Arquimandrita Pacômio do Mosteiro Ibérico no Monte Athos (que tinha vindo a Moscou para coletar esmolas para os mosteiros atonitas) com um pedido para enviar uma cópia do Ícone Ibérico milagroso da Santíssima Theotokos. O monge atonita Jâmblico pintou uma cópia do Ícone Ibérico e, um ano depois, acompanhado por monges atonitas, o ícone chegou a Moscou. Em 13 de outubro de 1648, foi solenemente saudado pelos moradores da capital. Uma grande relíquia da Igreja Ortodoxa Russa, o Ícone Ibérico de Moscou foi glorificado pelo Senhor por meio de muitos milagres.

O Ícone Ibérico (hoje conservado no Monte Athos) estava na posse de uma piedosa viúva que vivia perto de Niceia no século IX. Durante o reinado do Imperador Teófilo (829-842), iconoclastas que estavam destruindo ícones sagrados foram à casa da cristã, e um soldado atingiu o ícone da Mãe de Deus com uma lança. Sangue imediatamente começou a escorrer do ferimento. A viúva, temendo a destruição do ícone sagrado, prometeu dinheiro aos soldados imperiais e pediu-lhes que não tocassem no ícone até de manhã. Depois que partiram, a mulher e seu filho (mais tarde um monge atonita) baixaram o ícone sagrado ao mar para preservá-lo. O ícone, flutuando na água, flutuou até Athos. Por vários dias, os monges atonitas, vendo uma coluna de fogo elevando-se ao céu no mar, chegaram à praia e encontraram o ícone sagrado flutuando na água. Após uma oração pela doação da relíquia ao mosteiro, o piedoso monge do Mosteiro de Iveron, São Gabriel, o Georgiano (comemorado em 25 de julho), a mando da Mãe de Deus, que lhe apareceu em sonho, andou sobre as águas, pegou o ícone sagrado e o colocou na igreja. No entanto, no dia seguinte, o ícone não foi encontrado na igreja, mas acima dos portões do mosteiro. Isso aconteceu várias vezes até que a Santíssima Virgem revelou Sua vontade a São Gabriel em sonho, dizendo que não desejava ser protegida pelos monges, mas sim ser sua Guardiã. Depois disso, o ícone foi colocado acima dos portões do mosteiro, onde permanece até hoje. Por essa razão, o ícone sagrado é chamado de Portaitissa, ou Guardiã.

Leituras Comemorativas
Lucas 1:39-49, 56 Matinas
Filipenses 2:5-11; Lucas 10:38-42; 11:27-28 
Comemoração dos Santos Carpos, Pápilos, Agatonica e Agatodoros
Os santos mártires Carpos, bispo de Phiatirea, Pápilos, diácono, Agatodoros e Agatonica, sua irmã, sofreram o martírio por amor a Cristo durante o tempo de perseguição aos cristãos, Sob o imperador Décio, no século III. O governador do distrito onde os santos viveram tomou conhecimento de que Carpos e Pápilos não celebravam as festas pagãs. Deus então ordens para prender os transgressores, não sem antes tentar persuadi-los da veracidade do culto pagão romano. Os santos contestaram que não lhes era apropriado prestar adoração a falsas divindades. O juiz, então, ordenou que fossem acorrentados e conduzidos através da cidade. Em seguida, foram amarrados a cavalos e arrastados até a cidade vizinha de Sardes. Agatodoros e Agatonica seguiram voluntariamente Carpos e Pápilos. Em Sardes, os perseguidores sufocaram Agatonica até a morte e Carpos, Pápilos e Agatodoros foram decapitados. São Pápilos, que durante a vida era conhecido por seu dom de curar os doentes, – após sua morte por martírio, certamente intercede a Deus para que conceda a cura aos que a ele recorrem com fé.
Tropária e Kondákia Para As Hostes Celestiais dos Incorpóreos. 
Comemorados Às Segundas-feiras 
Tropárion, Tom 4: Arcanjos das Hostes Celestiais, / nós, os indignos, incessantemente vos suplicamos / que nos protejais com vossas preces e com as asas de vossa glória imaterial, / preservando-nos, a nós que nos prostramos fervorosamente e clamamos: // “Ó vós que comandais os Poderes Supremos, livrai-nos das aflições!”
Kondákion, Tom 2: Arcanjos de Deus, Servos da Glória Divina, / Líderes dos Anjos e guias dos homens, / intercedei por nós com grande misericórdia, // como Arcanjos incorpóreos. 
 
Oração Antes de Ler as Escrituras
 
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Colossenses 2:13-20

Fragmento 255 - Irmãos, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com Ele, perdoando-vos todas as ofensas, havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz. E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em Si mesmo. Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo. Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da Qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo?

Lucas 7:36-50

Fragmento 33 - Naquela época, um dos fariseus convidou Jesus para jantar. Assim que tomou conhecimento que Jesus estava reunido à mesa, na casa do fariseu, certa mulher daquela cidade, uma pecadora, trouxe um frasco de alabastro cheio de perfume. E, posicionando-se atrás de Jesus, prostrou-se a Seus pés e começou a chorar. Suas lágrimas molharam os pés de Jesus, mas ela, em seguida os enxugara com os próprios cabelos, beijou-os e os ungiu com o perfume. Diante de tal cena, o fariseu que O havia convidado falou consigo mesmo: “Se este homem fosse de fato profeta, bem saberia quem n’Ele está tocando e que espécie de mulher ela é: Uma pecadora!” Então, voltou-Se Jesus para o fariseu e lhe propôs: “Simão, tenho algo para dizer-te”. Ao que ele aquiesceu: “Sim, Mestre, dize-me”. “Dois homens deviam a certo credor. Um lhe devia quinhentos denários e o outro, cinquenta. Nenhum dos dois tinha com que pagar, por isso o credor decidiu perdoar a dívida de ambos. Qual deles o amará mais?” Replicou-Lhe Simão: “Imagino que aquele a quem foi perdoada a dívida maior”. Ao que Jesus o congratulou: “Julgaste acertadamente!” Então, virou-Se em direção à mulher e declarou a Simão: “Vês esta mulher? Entrei em tua casa, e não me trouxeste água para lavar os pés, como é o costume. Esta, porém, molhou os Meus pés com suas lágrimas e os enxugou com os próprios cabelos. Da mesma maneira, tu não me saudaste com um beijo na face, como é tradicional; ela, todavia, desde que cheguei não cessa de me beijar os pés. E mais, tu não me ungiste a cabeça com óleo, como era de se esperar, mas esta mulher, com puro bálsamo, ungiu os meus pés. Por tudo isso, te asseguro: O grande amor por ela demonstrado prova que seus muitos pecados já foram todos perdoados. Mas onde há necessidade de pouco perdão, pouco amor é revelado. Em seguida, Jesus afirmou à mulher: “Perdoados estão todos os teus pecados!” Então, os demais convidados começaram a comentar: “Quem É Este que pode até perdoar pecados?” E Jesus revela à mulher: “A tua fé te salvou; vai-te em permanente paz”.

† † †

ENSINO DOS SANTOS PADRES


Anfilóquio, Bispo de Icônio (séc. IV) 

Um fariseu rogava a Jesus que fosse comer com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, recostou-se à mesa. Ó graça inenarrável! Ó inefável bondade! Ele é médico e cura todas as enfermidades, para ser útil a todos: bons e maus, ingratos e agradecidos. Por isso, convidado agora por um fariseu, entra naquela casa que até aquele momento estava repleta de males. Onde quer que morasse um fariseu, ali existia um antro de maldade, uma cova de pecadores, o aposento da arrogância. Mas mesmo que a casa daquele fariseu reunisse todas estas condições, o Senhor não se desfez de aceitar o convite. E com razão.  Prontamente aceita o convite do fariseu, e o faz com delicadeza, sem reprovar-lhe sua conduta: em primeiro lugar, porque queria santificar os convidados, e também o anfitrião, a sua família e o próprio esplendor dos manjares. Em segundo lugar, aceita o convite do fariseu porque sabia que ampararia a uma meretriz e destacaria seu abrasador e ardente anelo de conversão, para que ela, deplorando seus pecados diante dos letrados e dos fariseus, lhe concedesse oportunidade de ensinar-lhes como se deve aplacar a Deus com lágrimas pelos pecados cometidos.

E uma mulher da cidade, uma pecadora, diz, colocando-se detrás, junto aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe seus pés com suas lágrimas. Louvemos, pois, a esta mulher que alcançou o aplauso de todo o mundo. Ela tocou aqueles pés imaculados, compartindo com João o corpo de Cristo. Na verdade, aquele se apoiou sobre o seu peito, de onde extraiu a doutrina divina; esta, porém, se abraçou naqueles pés que por nós percorriam os caminhos da vida.

De sua parte, Cristo – que não se pronuncia sobre o pecado, mas louva a penitência; que não castiga o passado, mas sonda o porvir –, omitindo as maldades passadas, honra a mulher, elogia sua conversão, justifica suas lágrimas e premia seu bom propósito; porém, o fariseu, ao ver o milagre fica desorientado e, trabalhado pela inveja, nega-se a admitir a conversão daquela mulher: ainda mais, solta-se em injúrias contra aquela que assim honrava ao Senhor, lança o descrédito contra a dignidade daquele que era honrado, censurando-o de ignorante: Se este fosse profeta, saberia quem é esta mulher que o está tocando.

Jesus, tomando a palavra, dirige-se ao fariseu embrenhado em tal tipo de murmurações: Simão, tenho algo a dizer-te. Ó graça inefável! Ó inenarrável bondade! Deus e homem dialogam: Cristo apresenta um problema e estabelece uma norma de bondade, para vencer a maldade do fariseu. Ele respondeu: Fala, mestre! Um credor tinha dois devedores. Observa a sabedoria de Deus: nem sequer nomeia a mulher, para que o fariseu não falseie intencionalmente a resposta. Um, diz ele, lhe devia quinhentos denários e o outro cinquenta. Como não tinham com que pagar, ele perdoou aos dois. Perdoou aos que não tinham, não aos que não queriam: uma coisa é não ter e outra muito distinta não querer. Um exemplo: Deus não nos pede outra coisa além da conversão; por isso quer que estejamos sempre alegres e apressemo-nos em acorrer à penitência. Contudo, se tendo vontade de converter-nos, a multidão de nossos pecados revela o impróprio de nosso arrependimento, não porque não queremos, mas porque não podemos, então nos perdoa a dívida. Como não tinham com que pagar, perdoou aos dois.

Qual dos dois o amará mais? Simão contestou: Suponho que aquele a quem ele perdoou mais. Jesus lhe “disse: Julgaste corretamente. E voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês a esta mulher pecadora, à qual tu rejeitas e à qual eu acolho? Desde que entrou, não deixou de beijar-me os pés. Por isso te digo: seus muitos pecados estão perdoados. Porque tu, ao receber-me como convidado, não me honraste com o ósculo, não me perfumaste com unguento; esta, porém, que alcançou o esquecimento de seus numerosos pecados, honrou-me até com suas lágrimas.

Portanto, todos os que aqui estão presentes, imitai o que ouvistes e concorrei no pranto desta meretriz. Lavai vosso corpo não com água, mas com lágrimas; não vistais o manto de seda, mas a incontaminada túnica da continência, para que consigais idêntica glória, dando graças ao Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. A ele a glória, a honra e a adoração, com o Pai e o Espírito Santo agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.”

† † †

Nenhum comentário:

Postar um comentário