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quinta-feira, 14 de agosto de 2025

10ª Quinta-feira Depois de Pentecostes

14 de Agosto de 2025  (CC) / 01 de Agosto (CE)
Início do Jejum da Dormição da Santa Theotókos
Procissão da Transposição da Venerável Cruz do Senhor
Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus;
Os Sete Macabeus, sua mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote († 166 a.C).
Tom 8



No grego Chasoslov (Orologion) de 1897 é explicado assim a derivação desta festa: 
"Por causa das doenças, que muitas vezes ocorridas em todos os lugares em agosto, desde a antiguidade costumava-se fazer em Constantinopla, uma procissão com a Venerável Madeira da Cruz ao longo das estradas e ruas para a santificação dos lugares, e para afastar as doenças". 
Na véspera (31 de julho), a Cruz era retirada do tesouro imperial para se posta sobre a mesa sagrada da Grande Igreja em honra à Santa Sofia (à Sabedoria de Deus). Desde esta festa até à da Dormição da Santíssima Mãe de Deus, fazia-se Lítia por toda a cidade, onde a Cruz ficava disponível para que todo o povo a venera-se. 
Na Igreja Russa, esta festa é combinada também com uma lembrança do Batismo da Rus', em 1º de agosto de 988. Em 1627, o Patriarca de Moscou e de toda a Rus', Filaret, ordenou que "no dia da procissão da Venerável Cruz ocorra uma procissão da igreja para a santificação da água e para o esclarecimento do povo, em todas as cidades e lugares". 
O conhecimento do dia do atual Batismo de Rus' foi preservado nas Crônicas do século XVI: "O Batismo do Grande Príncipe Vladimir de Kiev e todos os Rus' foi em 1º de agosto". 
Na prática, agora, da Igreja Russa, o serviço de uma pequena Santificação da Água em 1º de agosto é feito antes ou depois da Liturgia. Juntamente com a Bênção das Águas, é feita uma Bênção do Mel (ou seja, primeiro mel para o Salvador: "Salvador da Água", "Orvalho do Salvador" [aparentemente no lugar do vinagre e do fel oferecidos a Ele na Cruz?] ). E a partir deste dia o mel recém-colhido é abençoado e provado. 
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus foi estabelecida por ocasião dos portentosos milagres operados pelos Ícones do Salvador  da Santa Mãe de Deus e da Venerável Cruz, por ocasião de uma batalha entre o santo Príncipe Andrei Bogoliubsky (1157- 1174)  e os búlgaros do Volga, em 1164.
 
Este é o primeiro dos três dias da Festa do Misericordiosíssimo Salvador, comemorados em agosto. O segundo - é a Transfiguração (Preobrazhenie, Metamorphosis) de nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo (comemorada em 06 de agosto.). O terceiro - é a transferência de Edessa para Constantinopla do Ícone Aqueropita (Não-Feito-Por-Mão) do Senhor Jesus Cristo (Comemorado em 16 de agosto, na Pós-Festa da Dormição da Santíssima Mãe de Deus.). Estas três festas, por assim dizer, estão atreladas ao Jejum da Dormição da Mãe de Deus.  
Leituras Comemorativas 
1 Coríntios 1:18-24
João 19:6-11; 13-20; 25-28; 30-35

Os Sete Macabeus, sua Mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote  
Todos eles padeceram para preservar a pureza da fé de Israel sob o rei Antíoco, chamado por alguns "Epiphanios", o "Iluminado" e por outros "Epimanis", ou seja, "um louco".

Por causa dos grandes pecados de Jerusalém e, especialmente, a disputa sobre a autoridade sacerdotal e crimes cometidos por ocasião desta luta, Deus permitiu que uma grande calamidade acontecesse na Cidade Santa. Depois disso, Antíoco queria por todos os meios impor aos judeus a idolatria dos helenos no lugar de sua fé no Único Deus Vivo, não medindo esforços para alcançar esse objetivo.

Antíoco contou com a ajuda de alguns altos sacerdotes traiçoeiros e outros anciãos de Jerusalém que resolveram colaborar. Em uma ocasião, o Rei Antíoco chegou a Jerusalém e ordenou que todos os judeus comessem a carne de suínos, o que é proibido pela Lei de Moisés. Comer carne de porco era um sinal evidente que o que dela se alimentava repudiava a fé de Israel. O Sumo Sacerdote Eleazar, que também fora um dos setenta e dois tradutores do Antigo Testamento para a língua grega (a Septuaginta), não se submeteu à ordem do rei. Por isso, Eleazar foi torturado e queimado vivo.

Retornando à Antioquia, Antíoco levou consigo os sete filhos de Salomé, chamados os Macabeus, e também a mãe deles. Os nomes dos sete irmãos Macabeus eram: Avim, Antonius, Eleazar, Gurius, Eusebon, Achim e Marcellus. Diante dos olhos de sua mãe, o ímpio rei torturava os seus filhos, um por um, rasgando a pele de seus rostos e, depois, lançando-os no fogo. Todos eles suportavam bravamente a tortura e morte sem renegar sua fé. Finalmente, quando a mãe viu seu último filho, o caçula de apenas três anos no fogo, ela mesma saltou para as chamas e foi consumida pelo fogo, entregando sua alma a Deus.

Todos estes dignamente padeceram por causa da fé no Único Deus Vivo, cerca de 180 anos antes de Cristo.  
Leituras Comemorativas 
Hebreus 11:33-12:2 
Mateus10:32-36;11:1

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

2 Coríntios 1:1-7

Fragmento 167A - Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, à igreja de Deus que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acáia: Graça a vós, e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, pela consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus. Porque, como as aflições de Cristo transbordam para conosco, assim também por meio de Cristo transborda a nossa consolação. Mas, se somos atribulados, é para vossa consolação e salvação; ou, se somos consolados, para vossa consolação é a qual se opera suportando com paciência as mesmas aflições que nós também padecemos; e a nossa esperança acerca de vós é firme, sabendo que, como sois participantes das aflições, assim o sereis também da consolação.

Mateus 21:43-46

Fragmento 88 - O Senhor disse aos judeus que foram ter com Ele: O Reino de Deus vos será tirado e dado ao povo que dá os seus frutos; e quem cair sobre esta Pedra será despedaçado; e sobre quem Ela cair, se tornará pó. E tendo ouvido Suas parábolas, os principais sacerdotes e fariseus entenderam que Ele estava falando sobre eles, e pretendiam prendê-Lo, mas eles tinham medo do povo, visto que Ele era considerado um profeta.

† † †

COMENTÁRIO 

“Ai da Alma Na Qual Não Habita Cristo!”


Assim como Deus em outro tempo, irritado contra os judeus, entregou Jerusalém à afronta de seus inimigos e seus adversários os submeteram, de maneira que já não restaram nela nem festas nem sacrifícios; assim também agora, encolerizado contra a alma que viola os seus mandatos, a entrega em poder dos mesmos inimigos que a seduziram até torná-la feia.

E da mesma forma que uma casa, se não habita nela seu dono, se cobre de trevas, de ignomínia e de afronta, e fica toda cheia de sujeira e imundície; assim também a alma, privada de seu Senhor e da presença alegre de seus anjos, fica repleta das trevas do pecado, da fealdade das paixões e de todo tipo de desonra.

Ai do caminho pelo qual ninguém passa, e no qual não se ouve nenhuma voz humana, porque se torna asilo de animais! Ai da alma pela qual o Senhor não caminha, nem afugenta dela com a sua voz as bestas espirituais da maldade! Ai da casa na qual não habita o seu dono! Ai da terra privada de colono que a cultive! Ai do barco privado de piloto, porque, acometido pelas ondas e tempestades do mar, acaba por naufragar! Ai da alma que não traz em si o verdadeiro piloto, Cristo, porque, colocada em um cruel mar de trevas, sacudida pelas ondas de suas paixões e atacada pelos espíritos malignos como por uma tempestade de inverno, acabará naufragando!

Ai da alma privada do cultivo dedicado de Cristo, que é aquele que lhe faz produzir os bons frutos do Espírito, porque, encontrando-se abandonada, cheia de espinhos e de abrolhos, em vez de produzir fruto, acaba na fogueira! Ai da alma na qual não habita Cristo, seu Senhor, porque ao encontrar-se abandonada, cheia de espinhos e de abrolhos, em vez de produzir fruto, acaba na fogueira! Ai da alma na qual não habita Cristo, seu Senhor, porque ao encontrar-se abandonada e cheia dos maus odores de suas paixões, torna-se hospedagem de todos os vícios!

Assim como o colono, quando se dispõe a cultivar a terra, necessita dos instrumentos e vestes apropriados, assim também Cristo, o rei celestial e verdadeiro agricultor, ao visitar a humanidade desolada pelo pecado, tendo-se revestido de um corpo humano e levando a cruz como instrumento, cultivou a alma abandonada, arrancou dela os espinhos e abrolhos dos maus espíritos, extraiu a cizânia do pecado e lançou ao fogo toda a erva má; e, tendo-a assim trabalhado incansavelmente com o madeiro da cruz, plantou nela o belíssimo horto do Espírito: horto que produz para Deus, seu Senhor, um fruto agradável e suavíssimo.

São Macário, o Grande (séc. IV)

† † †

O JEJUM DA DORMIÇÃO

O Jejum da Dormição é um dos quatro jejuns de vários dias da Igreja Ortodoxa. Está vinculado ao ciclo anual de feriados fixos e dura de 14 a 27 de agosto (inclusive). Recebeu esse nome em homenagem à festa da da Santíssima Theotókos, que termina em 28 de agosto.

Características Gerais

O Jejum da Dormição dura duas semanas. Começa com a festa da Procissão da Honorável e Vivificante Cruz do Senhor (1º de agosto), e termina com a Festa da Dormição da Mãe de Deus (15 de agosto a 28 de agosto). E se a Festa da Dormição cair na quarta-feira ou sexta-feira, o jejum deve ser quebrado não naquele dia, mas no dia seguinte (mais precisamente: se a Festa da Dormição da Santíssima Theotókos cair na quarta-feira ou sexta-feira, então os cânones permitem peixe)... Além da carne e dos laticínios habituais, os cânones proíbem o consumo de peixe durante a Quaresma, exceto na Festa da Transfiguração (Typikon, Capítulo 33).

"Spas"

O Jejum da Dormição inclui feriados comumente chamados de "spasses" — mel (14 de agosto), maçã (19 de agosto) e, logo depois, nozes e pão (29 de agosto) — que são celebrados. Em particular, é por isso que o Jejum da Dormição é popularmente chamado de Spasovka, e esses feriados, de uma forma ou de outra, estão relacionados ao Salvador Jesus Cristo. No entanto, em essência, todos esses nomes têm origem agrária e estão associados ao desejo de uma pessoa de santificar toda a sua vida.

Em 14 de agosto, os apicultores russos teriam colhido sua primeira colheita de mel e, naturalmente, desejariam levar os frutos de seu trabalho a Deus. Este é um costume puramente russo. Por exemplo, nada semelhante acontece na Grécia. O Livro Grego das Horas de 1897 relata o seguinte sobre a história do estabelecimento da festa da origem (exibição) do lenho honroso da Cruz Vivificante do Senhor: “Por causa das doenças que frequentemente ocorriam em agosto, o costume de levar o Lenho honroso da Cruz para as estradas e ruas para santificar os lugares e afastar doenças foi estabelecido em Constantinopla desde os tempos antigos. Na véspera, tendo-o retirado do tesouro real, eles o colocavam na mesa sagrada da Grande Igreja. Desse dia em diante até a Dormição da Santíssima Theotókos, realizando litias por toda a cidade, eles o ofereciam ao povo para veneração. Esta é a origem da Cruz Honrosa.”

Sobre a Transfiguração, no capítulo 48 do Typicon, há uma indicação: “É necessário saber que temos uma tradição dos Santos Padres de comer cachos de uva onde eles crescem, começando com a festa salvadora da Transfiguração, após receber a bênção do sacerdote. E se algum dos monges comer uvas antes desta festa, então, como punição, que não coma cachos durante todo o mês de agosto, porque desrespeitou a regra ordenada pelos padres. Que outros monges aprendam com isso a obedecer à regra dos Santos Padres. O mesmo se aplica a figos e outros vegetais (e frutas) à medida que amadurecem.” Por analogia com o “fruto da videira”, na Rus' começaram a trazer maçãs para a bênção das primícias – as frutas mais acessíveis e maduras até 19 de agosto.

Em 29 de agosto, comemora-se a transferência da Imagem Sagrada (Ubrus) do Senhor Jesus Cristo de Edessa para Constantinopla. Há uma tradição de levar as primícias da colheita de nozes para a bênção neste dia.

† † †

quarta-feira, 14 de agosto de 2024

8ª Quarta-feira Depois de Pentecostes

14 de Agosto de 2024  (CC) / 01 de Agosto (CE)
Início do Jejum da Dormição da Santa Theotókos
Procissão da Transposição da Venerável Cruz do Senhor
Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus;
Os Sete Macabeus, sua mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote († 166 a.C).
Tom 6



No grego Chasoslov (Orologion) de 1897 é explicado assim a derivação desta festa: 
"Por causa das doenças, que muitas vezes ocorridas em todos os lugares em agosto, desde a antiguidade costumava-se fazer em Constantinopla, uma procissão com a Venerável Madeira da Cruz ao longo das estradas e ruas para a santificação dos lugares, e para afastar as doenças". 
Na véspera (31 de julho), a Cruz era retirada do tesouro imperial para se posta sobre a mesa sagrada da Grande Igreja em honra à Santa Sofia (à Sabedoria de Deus). Desde esta festa até à da Dormição da Santíssima Mãe de Deus, fazia-se Lítia por toda a cidade, onde a Cruz ficava disponível para que todo o povo a venera-se. 
Na Igreja Russa, esta festa é combinada também com uma lembrança do Batismo da Rus', em 1º de agosto de 988. Em 1627, o Patriarca de Moscou e de toda a Rus', Filaret, ordenou que "no dia da procissão da Venerável Cruz ocorra uma procissão da igreja para a santificação da água e para o esclarecimento do povo, em todas as cidades e lugares". 
O conhecimento do dia do atual Batismo de Rus' foi preservado nas Crônicas do século XVI: "O Batismo do Grande Príncipe Vladimir de Kiev e todos os Rus' foi em 1º de agosto". 
Na prática, agora, da Igreja Russa, o serviço de uma pequena Santificação da Água em 1º de agosto é feito antes ou depois da Liturgia. Juntamente com a Bênção das Águas, é feita uma Bênção do Mel (ou seja, primeiro mel para o Salvador: "Salvador da Água", "Orvalho do Salvador" [aparentemente no lugar do vinagre e do fel oferecidos a Ele na Cruz?] ). E a partir deste dia o mel recém-colhido é abençoado e provado. 
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus foi estabelecida por ocasião dos portentosos milagres operados pelos Ícones do Salvador  da Santa Mãe de Deus e da Venerável Cruz, por ocasião de uma batalha entre o santo Príncipe Andrei Bogoliubsky (1157- 1174)  e os búlgaros do Volga, em 1164.
 
Este é o primeiro dos três dias da Festa do Misericordiosíssimo Salvador, comemorados em agosto. O segundo - é a Transfiguração (Preobrazhenie, Metamorphosis) de nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo (comemorada em 06 de agosto.). O terceiro - é a transferência de Edessa para Constantinopla do Ícone Aqueropita (Não-Feito-Por-Mão) do Senhor Jesus Cristo (Comemorado em 16 de agosto, na Pós-Festa da Dormição da Santíssima Mãe de Deus.). Estas três festas, por assim dizer, estão atreladas ao Jejum da Dormição da Mãe de Deus.  
Leituras Comemorativas 
1 Coríntios 1:18-24
João 19:6-11; 13-20; 25-28; 30-35

Os Sete Macabeus, sua mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote  
Todos eles padeceram para preservar a pureza da fé de Israel sob o rei Antíoco, chamado por alguns "Epiphanios", o "Iluminado" e por outros "Epimanis", ou seja, "um louco".

Por causa dos grandes pecados de Jerusalém e, especialmente, a disputa sobre a autoridade sacerdotal e crimes cometidos por ocasião desta luta, Deus permitiu que uma grande calamidade acontecesse na Cidade Santa. Depois disso, Antíoco queria por todos os meios impor aos judeus a idolatria dos helenos no lugar de sua fé no Único Deus Vivo, não medindo esforços para alcançar esse objetivo.

Antíoco contou com a ajuda de alguns altos sacerdotes traiçoeiros e outros anciãos de Jerusalém que resolveram colaborar. Em uma ocasião, o Rei Antíoco chegou a Jerusalém e ordenou que todos os judeus comessem a carne de suínos, o que é proibido pela Lei de Moisés. Comer carne de porco era um sinal evidente que o que dela se alimentava repudiava a fé de Israel. O Sumo Sacerdote Eleazar, que também fora um dos setenta e dois tradutores do Antigo Testamento para a língua grega (a Septuaginta), não se submeteu à ordem do rei. Por isso, Eleazar foi torturado e queimado vivo.

Retornando à Antioquia, Antíoco levou consigo os sete filhos de Salomé, chamados os Macabeus, e também a mãe deles. Os nomes dos sete irmãos Macabeus eram: Avim, Antonius, Eleazar, Gurius, Eusebon, Achim e Marcellus. Diante dos olhos de sua mãe, o ímpio rei torturava os seus filhos, um por um, rasgando a pele de seus rostos e, depois, lançando-os no fogo. Todos eles suportavam bravamente a tortura e morte sem renegar sua fé. Finalmente, quando a mãe viu seu último filho, o caçula de apenas três anos no fogo, ela mesma saltou para as chamas e foi consumida pelo fogo, entregando sua alma a Deus.

Todos estes dignamente padeceram por causa da fé no Único Deus Vivo, cerca de 180 anos antes de Cristo.  
Leituras Comemorativas 
Hebreus 11:33-12:2 
Mateus10:32-36;11:1


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

1 Coríntios 10:12-22

Fragmento 145 - Irmãos, aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar. Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo. Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão do corpo de Cristo? Porque nós, sendo muitos, somos um só pão e um só corpo, porque todos participamos do mesmo pão. Vede a Israel segundo a carne; os que comem os sacrifícios não são porventura participantes do altar? Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que Ele?

Mateus 16:20-24

Fragmento 68 - Naquela época, Jesus ordenou a Seus discípulos que não contassem a ninguém que Ele era o Cristo. Desde então, Jesus começou a manifestar a Seus discípulos que precisava ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; seria morto e ressuscitaria ao terceiro dia. Pedro então começou a interpelar-Lo e protestar nestes termos: Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não Te acontecerá! Mas Jesus, voltando-se para ele, disse-lhe: Afasta-te, Satanás! Tu és para Mim um escândalo; teus pensamentos não são de Deus, mas dos homens! Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: Se alguém quiser vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-Me.

† † † 

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

11ª Segunda-feira Depois de Pentecostes

14 de Agosto de 2023  (CC) / 01 de Agosto (CE)
Início do Jejum da Dormição da Santa Theotókos
Procissão da Transposição da Venerável Cruz do SenhorFesta do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus;
Os Sete Macabeus, sua mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote († 166 a.C).
Tom 1



No grego Chasoslov (Orologion) de 1897 é explicado assim a derivação desta festa: 
"Por causa das doenças, que muitas vezes ocorridas em todos os lugares em agosto, desde a antiguidade costumava-se fazer em Constantinopla, uma procissão com a Venerável Madeira da Cruz ao longo das estradas e ruas para a santificação dos lugares, e para afastar as doenças". 
Na véspera (31 de julho), a Cruz era retirada do tesouro imperial para se posta sobre a mesa sagrada da Grande Igreja em honra à Santa Sofia (à Sabedoria de Deus). Desde esta festa até à da Dormição da Santíssima Mãe de Deus, fazia-se Lítia por toda a cidade, onde a Cruz ficava disponível para que todo o povo a venera-se. 
Na Igreja Russa, esta festa é combinada também com uma lembrança do Batismo da Rus', em 1º de agosto de 988. Em 1627, o Patriarca de Moscou e de toda a Rus', Filaret, ordenou que "no dia da procissão da Venerável Cruz ocorra uma procissão da igreja para a santificação da água e para o esclarecimento do povo, em todas as cidades e lugares". 
O conhecimento do dia do atual Batismo de Rus' foi preservado nas Crônicas do século XVI: "O Batismo do Grande Príncipe Vladimir de Kiev e todos os Rus' foi em 1º de agosto". 
Na prática, agora, da Igreja Russa, o serviço de uma pequena Santificação da Água em 1º de agosto é feito antes ou depois da Liturgia. Juntamente com a Bênção das Águas, é feita uma Bênção do Mel (ou seja, primeiro mel para o Salvador: "Salvador da Água", "Orvalho do Salvador" [aparentemente no lugar do vinagre e do fel oferecidos a Ele na Cruz?] ). E a partir deste dia o mel recém-colhido é abençoado e provado. 
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus foi estabelecida por ocasião dos portentosos milagres operados pelos Ícones do Salvador  da Santa Mãe de Deus e da Venerável Cruz, por ocasião de uma batalha entre o santo Príncipe Andrei Bogoliubsky (1157- 1174)  e os búlgaros do Volga, em 1164.
 
Este é o primeiro dos três dias da Festa do Misericordiosíssimo Salvador, comemorados em agosto. O segundo - é a Transfiguração (Preobrazhenie, Metamorphosis) de nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo (comemorada em 06 de agosto.). O terceiro - é a transferência de Edessa para Constantinopla do Ícone Aqueropita (Não-Feito-Por-Mão) do Senhor Jesus Cristo (Comemorado em 16 de agosto, na Pós-Festa da Dormição da Santíssima Mãe de Deus.). Estas três festas, por assim dizer, estão atreladas ao Jejum da Dormição da Mãe de Deus.  
Leituras Comemorativas 
1 Coríntios 1:18-24
João 19:6-11; 13-20; 25-28; 30-35

Os Sete Macabeus, sua mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote  
Todos eles padeceram para preservar a pureza da fé de Israel sob o rei Antíoco, chamado por alguns "Epiphanios", o "Iluminado" e por outros "Epimanis", ou seja, "um louco".

Por causa dos grandes pecados de Jerusalém e, especialmente, a disputa sobre a autoridade sacerdotal e crimes cometidos por ocasião desta luta, Deus permitiu que uma grande calamidade acontecesse na Cidade Santa. Depois disso, Antíoco queria por todos os meios impor aos judeus a idolatria dos helenos no lugar de sua fé no Único Deus Vivo, não medindo esforços para alcançar esse objetivo.

Antíoco contou com a ajuda de alguns altos sacerdotes traiçoeiros e outros anciãos de Jerusalém que resolveram colaborar. Em uma ocasião, o Rei Antíoco chegou a Jerusalém e ordenou que todos os judeus comessem a carne de suínos, o que é proibido pela Lei de Moisés. Comer carne de porco era um sinal evidente que o que dela se alimentava repudiava a fé de Israel. O Sumo Sacerdote Eleazar, que também fora um dos setenta e dois tradutores do Antigo Testamento para a língua grega (a Septuaginta), não se submeteu à ordem do rei. Por isso, Eleazar foi torturado e queimado vivo.

Retornando à Antioquia, Antíoco levou consigo os sete filhos de Salomé, chamados os Macabeus, e também a mãe deles. Os nomes dos sete irmãos Macabeus eram: Avim, Antonius, Eleazar, Gurius, Eusebon, Achim e Marcellus. Diante dos olhos de sua mãe, o ímpio rei torturava os seus filhos, um por um, rasgando a pele de seus rostos e, depois, lançando-os no fogo. Todos eles suportavam bravamente a tortura e morte sem renegar sua fé. Finalmente, quando a mãe viu seu último filho, o caçula de apenas três anos no fogo, ela mesma saltou para as chamas e foi consumida pelo fogo, entregando sua alma a Deus.

Todos estes dignamente padeceram por causa da fé no Único Deus Vivo, cerca de 180 anos antes de Cristo.  
Leituras Comemorativas 
Hebreus 11:33-12:2 
Mateus10:32-36;11:1

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

2 Coríntios 2:4-15

Fragmento 171 - Irmãos, em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho. Ora, se alguém tem causado tristeza, não me tem contristado a mim, mas em parte (para não ser por demais severo) a todos vós.  Basta a esse tal esta repreensão feita pela maioria. De maneira que, pelo contrário, deveis antes perdoar-lhe e consolá-lo, para que ele não seja devorado por excessiva tristeza. Pelo que vos rogo que confirmeis para com ele o vosso amor. É, pois, para isso também que escrevi, para, por esta prova, saber se sois obedientes em tudo. E a quem perdoardes alguma coisa, também eu; pois, o que eu também perdoei, se é que alguma coisa tenho perdoado, por causa de vós o fiz na presença de Cristo, para que Satanás não leve vantagem sobre nós; porque não ignoramos as suas maquinações. Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o Evangelho de Cristo, e quando se me abriu uma porta no Senhor, não tive descanso no meu espírito, porque não achei ali o irmão Tito; mas, despedindo-me deles, parti para a Macedônia. Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo, e por meio de nós difunde em todo lugar o cheiro do seu conhecimento; porque para Deus somos um aroma de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem.

Mateus 23:13-22

Fragmento 94 - O Senhor disse aos judeus que iam ter com Ele: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque fechais aos homens o Reino dos Céus; pois nem vós entrais, nem aos que entrariam permitis entrar. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque devorais as casas das viúvas e sob pretexto fazeis longas orações; por isso recebereis maior condenação. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o tornais duas vezes mais filho do inferno do que vós. Ai de vós, guias cegos! Que dizeis: Quem jurar pelo ouro do santuário, esse fica obrigado ao que jurou. Insensatos e cegos! Pois qual é o maior; o ouro, ou o santuário que santifica o ouro? E: Quem jurar pelo altar, isso nada é; mas quem jurar pela oferta que está sobre o altar, esse fica obrigado ao que jurou. Cegos! Pois qual é maior: A oferta, ou o altar que santifica a oferta? Portanto, quem jurar pelo altar jura por ele e por tudo quanto sobre ele está; e quem jurar pelo santuário jura por ele e por Aquele que nele habita; e quem jurar pelo céu jura pelo trono de Deus e por Aquele que nele está assentado.

† † †

domingo, 14 de agosto de 2022

9º Domingo de Depois de Pentecostes

 
14 de Agosto 2022 (CC) / 01 de Agosto (CE)
Início do Jejum da Dormição da Santa Theotókos
Procissão da Transposição da Venerável Cruz do Senhor
Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus;
Os Sete Macabeus, sua mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote († 166 a.C).
Tom 6


No grego Chasoslov (Orologion) de 1897 é explicado assim a derivação desta festa: 
"Por causa das doenças, que muitas vezes ocorridas em todos os lugares em agosto, desde a antiguidade costumava-se fazer em Constantinopla, uma procissão com a Venerável Madeira da Cruz ao longo das estradas e ruas para a santificação dos lugares, e para afastar as doenças". 
Na véspera (31 de julho), a Cruz era retirada do tesouro imperial para se posta sobre a mesa sagrada da Grande Igreja em honra à Santa Sofia (à Sabedoria de Deus). Desde esta festa até à da Dormição da Santíssima Mãe de Deus, fazia-se Lítia por toda a cidade, onde a Cruz ficava disponível para que todo o povo a venera-se. 
Na Igreja Russa, esta festa é combinada também com uma lembrança do Batismo da Rus', em 1º de agosto de 988. Em 1627, o Patriarca de Moscou e de toda a Rus', Filaret, ordenou que "no dia da procissão da Venerável Cruz ocorra uma procissão da igreja para a santificação da água e para o esclarecimento do povo, em todas as cidades e lugares". 
O conhecimento do dia do atual Batismo de Rus' foi preservado nas Crônicas do século XVI: "O Batismo do Grande Príncipe Vladimir de Kiev e todos os Rus' foi em 1º de agosto". 
Na prática, agora, da Igreja Russa, o serviço de uma pequena Santificação da Água em 1º de agosto é feito antes ou depois da Liturgia. Juntamente com a Bênção das Águas, é feita uma Bênção do Mel (ou seja, primeiro mel para o Salvador: "Salvador da Água", "Orvalho do Salvador" [aparentemente no lugar do vinagre e do fel oferecidos a Ele na Cruz?] ). E a partir deste dia o mel recém-colhido é abençoado e provado. 
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus
A Festa do Misericordiosíssimo Salvador e da Santíssima Mãe de Deus foi estabelecida por ocasião dos portentosos milagres operados pelos Ícones do Salvador  da Santa Mãe de Deus e da Venerável Cruz, por ocasião de uma batalha entre o santo Príncipe Andrei Bogoliubsky (1157- 1174)  e os búlgaros do Volga, em 1164.
 
Este é o primeiro dos três dias da Festa do Misericordiosíssimo Salvador, comemorados em agosto. O segundo - é a Transfiguração (Preobrazhenie, Metamorphosis) de nosso Senhor Deus e Salvador Jesus Cristo (comemorada em 06 de agosto.). O terceiro - é a transferência de Edessa para Constantinopla do Ícone Aqueropita (Não-Feito-Por-Mão) do Senhor Jesus Cristo (Comemorado em 16 de agosto, na Pós-Festa da Dormição da Santíssima Mãe de Deus.). Estas três festas, por assim dizer, estão atreladas ao Jejum da Dormição da Mãe de Deus.  
Leituras Comemorativas 
1 Coríntios 1:18-24
João 19:6-11; 13-20; 25-28; 30-35


Os Sete Macabeus, sua mãe Salomé e Eleazar, o Sacerdote  
Todos eles padeceram para preservar a pureza da fé de Israel sob o rei Antíoco, chamado por alguns "Epiphanios", o "Iluminado" e por outros "Epimanis", ou seja, "um louco".

Por causa dos grandes pecados de Jerusalém e, especialmente, a disputa sobre a autoridade sacerdotal e crimes cometidos por ocasião desta luta, Deus permitiu que uma grande calamidade acontecesse na Cidade Santa. Depois disso, Antíoco queria por todos os meios impor aos judeus a idolatria dos helenos no lugar de sua fé no Único Deus Vivo, não medindo esforços para alcançar esse objetivo.

Antíoco contou com a ajuda de alguns altos sacerdotes traiçoeiros e outros anciãos de Jerusalém que resolveram colaborar. Em uma ocasião, o Rei Antíoco chegou a Jerusalém e ordenou que todos os judeus comessem a carne de suínos, o que é proibido pela Lei de Moisés. Comer carne de porco era um sinal evidente que o que dela se alimentava repudiava a fé de Israel. O Sumo Sacerdote Eleazar, que também fora um dos setenta e dois tradutores do Antigo Testamento para a língua grega (a Septuaginta), não se submeteu à ordem do rei. Por isso, Eleazar foi torturado e queimado vivo.

Retornando à Antioquia, Antíoco levou consigo os sete filhos de Salomé, chamados os Macabeus, e também a mãe deles. Os nomes dos sete irmãos Macabeus eram: Avim, Antonius, Eleazar, Gurius, Eusebon, Achim e Marcellus. Diante dos olhos de sua mãe, o ímpio rei torturava os seus filhos, um por um, rasgando a pele de seus rostos e, depois, lançando-os no fogo. Todos eles suportavam bravamente a tortura e morte sem renegar sua fé. Finalmente, quando a mãe viu seu último filho, o caçula de apenas três anos no fogo, ela mesma saltou para as chamas e foi consumida pelo fogo, entregando sua alma a Deus.

Todos estes dignamente padeceram por causa da fé no Único Deus Vivo, cerca de 180 anos antes de Cristo.  
Leituras Comemorativas 
Hebreus 11:33-12:2 
Mateus10:32-36;11:1

Oração Antes de Ler as Escrituras 

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

MATINAS (IX)

João 20:19-31

19 Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco. 20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. 21 Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: Paz seja convosco; assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. 22 E havendo dito isso, assoprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos. 24 Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei. 26 Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: Paz seja convosco. 27 Depois disse a Tomé: Chega aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente. 28 Respondeu-lhe Tomé: Senhor meu, e Deus meu! 29 Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram. 30 Jesus, na verdade, operou na presença de seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; 31 estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

LITURGIA

Tropárion da Ressurreição, 8º Tom
Tu desceste do alto dos Céus, Ó Deus misericordioso, / e aceitaste estar sepultado durante três dias, / a fim de nos libertares de nossas paixões. // Senhor, nossa via e ressurreição, glória a Ti!

Tropárion, Tom 1
Salva, Senhor, o Teu povo / e abençoa a Tua herança! / Concede à Tua Igreja a vitória sobre o mau // e guarda oTeu povo pela Tua Cruz

Tropárion, Tom 1
Pelas dores dos santos, / que padeceram por Ti, ó Senhor, / atenta e cure todas as nossas enfermidades, // nós Te rogamos, Ó Tu que amas a humanidade.

Kondákion da Ressurreição, Tom 8
Ressuscitado do túmulo Tu despertaste os mortos, / e ergueste Adão e Eva dançou de alegria na Tua ressurreição; / e os confins da terra mantiveram festas triunfais // na Tua ressurreição dentre os mortos, Ó Tu que És muito misericordioso.

Glória ao Pai e ao Filho e ao espírito Santo...

Kondákion, Tom 2
Ó Sete pilares da sabedoria de Deus / E candelabro de sete braços da Luz Divina, / fostes grandes mártires diante dos mártires, ó Macabeus supremamente sábios. / Com eles rogai ao Deus de todos // para que se salve aqueles que te veneram.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Kondákion, Tom 4
Ó Tu que foste levantado voluntariamente na Cruz, / conceda Tuas misericórdias sobre a nova comunidade em homenagem a Ti, ó Cristo Deus; / alegra com Teu poder os cristãos ortodoxos, / concedendo-lhes a vitória sobre os inimigos; // que eles tenham como Tua ajuda a arma da paz, o troféu invencível.

Prokímenon, no 6º Tom

R. Salva, ó Senhor, o Teu povo / e abençoa a Tua herança.

V. A Ti, Ó Senhor, clamarei, Ó meu Deus: não Te cales para comigo.

Coro: Salva, Senhor, o Teu povo e abençoa a Tua herança.

No 4º Tom

O Senhor foi maravilhoso nos Santos da Terra; / neles realizou todos os Seus desígnios.

1 Coríntios 3:9-17

9 Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. 10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. 11 Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. 12 E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, 13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. 14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. 15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá prejuízo; mas o tal será salvo, todavia, como que pelo fogo. 16 Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? 17 Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!

Vinde, regozijemo-nos no Senhor,

cantemos as glórias de Deus, nosso Salvador!

Aleluia, aleluia, aleluia!

Apresentamo-nos diante d'Ele com louvor, 

e celebremo-lo com salmos! 


Aleluia, aleluia, aleluia!

Mateus 14:22-34

22 Logo em seguida obrigou os seus discípulos a entrar no barco, e passar adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia as multidões. 23 Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho. 24 Entrementes, o barco já estava a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. 25 À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. 26 Os discípulos, porém, ao vê-lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram: É um fantasma. E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, imediatamente lhes falou, dizendo: Tende ânimo; sou eu; não temais. 28 Respondeu-lhe Pedro: Senhor! se és tu, manda-me ir ter contigo sobre as águas. 29 Disse-lhe ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus. 30 Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. 31 Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? 32 E logo que subiram para o barco, o vento cessou. 33 Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus. 34 Ora, terminada a travessia, chegaram à terra em Genezaré. 

Canto de Comunhão
 
Louvai ao Senhor, vós, cidadãos dos céus,
Louvai-O no mais alto dos Céus! (Sl. 148:1) 

Seus sons se espalharam por toda a terra,
E as suas palavras chegaram aos confins do mundo. (Sl 18:5)

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

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HOMILIAS


“Coragem! Sou Eu!”

Se em alguma ocasião chegássemos a tombar no recife das tentações, recordemos que foi Jesus quem nos mandou subir na barca da prova, e que quer que lhe precedamos na margem oposta. Pois é impossível, para quem não passou pela tentação das ondas e do vento contrário, chegar àquela margem. Assim, quando nos víssemos cercados por múltiplas dificuldades, e mediante um esforço moderado tivéssemos de certa forma conseguido esquivar-se delas, imaginemos que nossa barca se encontra em mar aberto, sacudida pelas ondas que desejariam fazer-nos naufragar na fé ou em alguma outra virtude. Porém, quando víssemos que é o espírito do mal que ataca-nos, então temos de concluir que o vento nos é contrário.

Contudo, quando suportando o vento contrário tivessem transcorrido as três vigílias da noite, isto é, das trevas que acompanham a tentação, lutando intrepidamente de acordo com as nossas forças, procurando escapar ao naufrágio da fé – a primeira vigília representa o pai das trevas e do pecado; a segunda seu filho, “o adversário”, em revolta contra tudo o que traz o nome de Deus ou o que é objeto de adoração; a terceira, o espírito inimigo do Espírito Santo –, estejamos seguros que, vindo a quarta vigília, quando a noite vai adiantada e está prestes a amanhecer, o Filho de Deus virá junto a nós, caminhando sobre as ondas para acalmar o nosso mar agitado. E quando víssemos que o Verbo nos aparece, talvez nos assustemos antes de percebermos de que estamos na presença do Salvador, e, crendo ver um fantasma, gritaremos atemorizados, mas ele nos dirá em seguida: Coragem, sou eu, não tenham medo!

E se entre nós se encontrar outro Pedro, mais fortemente comovido pelas palavras de coragem do Senhor, esse Pedro em caminho para uma perfeição que ainda não alcançou, descendo da barca – como fugindo da tentação que o acometia – em um primeiro momento andou querendo aproximar-se de Jesus sobre as águas; porém, sendo a sua fé ainda insuficiente, e agitado pela dúvida, sentirá a força do vento, sentirá medo e começará a afundar. Mas não afundará, porque gritando se dirigirá a Jesus suplicando: Senhor, salva-me! E imediatamente, também a este Pedro que lhe suplica dizendo: Senhor, salva-me, o Verbo lhe estenderá a mão e socorrerá a este homem, agarrando-o no preciso momento em que começava a afundar, e lançando-lhe em face sua pouca fé e o ter duvidado. Contudo, observa que não lhe disse: “Incrédulo”, mas: homem de pouca fé, e que acrescentou: Por que duvidaste?, como alguém que, apesar de ter um pouco de fé, vacila e não se comporta de modo contrário.

Momentos depois, tanto Jesus como Pedro subiram na barca e o vento se acalmou. Os que estavam na barca, percebendo de que perigos foram salvos, o adoraram dizendo: Realmente és o Filho de Deus.

Orígenes (séc. III)

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“Senhor, Salva-Me, Porque Estou Afundando”

O Evangelho que nos foi proclamado e que recolhe o episódio de Cristo, o Senhor, andando sobre as ondas do mar, e do Apóstolo Pedro, que ao caminhar sobre as águas vacilou sob a ação do temor, duvidando se afundava e confiando novamente saiu flutuando, nos convida a ver no mar um símbolo do mundo atual, e no Apóstolo Pedro a figura da única Igreja.

Na realidade, Pedro em pessoa – ele, o primeiro na ordem dos apóstolos e generosíssimo no amor a Cristo – com frequência responde em nome de todos. Quando o Senhor Jesus perguntou quem dizia o povo que ele era, enquanto os demais discípulos lhe informam sobre as distintas opiniões que circulavam entre os homens, ao insistir o Senhor em sua pergunta e dizer: E vós, quem dizeis que eu sou?, Pedro respondeu: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo. A resposta a deu um em nome de muitos, a unidade em nome da pluralidade.

Contemplando a este membro da Igreja, tratemos de discernir nele o que procede de Deus e o que procede de nós. Deste modo não vacilaremos, mas estaremos fundamentados sobre a pedra, estaremos firmes e estáveis contra os ventos, as chuvas e os rios, isto é, contra as tentações do mundo presente. Observai, pois, nesse Pedro que então era nossa imagem: algumas vezes confia, outras vacila; algumas vezes lhe confessa imortal e outras teme que morra. Por isso, porque a Igreja tem membros seguros, tem também inseguros, e não pode subsistir sem seguros nem sem inseguros. Naquilo que Pedro disse: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo, representa os que são seguros; no fato de tremer e vacilar, não querendo que Cristo padecesse, temendo a morte e não reconhecendo a Vida, representa aos inseguros da Igreja. Assim, portanto, naquele único apóstolo, ou seja, em Pedro, o primeiro e principal entre os apóstolos, no qual estava prefigurada a Igreja, deviam estar representados os dois tipos de fiéis, ou seja, os seguros e os inseguros, já que sem eles não existe a Igreja.

Este é também o significado do que nos acabou de ser lido: Senhor, se és tu, manda-me ir até ti andando sobre a água. E, diante de uma ordem do Senhor, Pedro verdadeiramente caminhou sobre as águas, consciente de não poder fazê-lo por si mesmo. Pode a fé o que a humana fraqueza era incapaz de fazer. Estes são os seguros da Igreja. Ordene-o o Deus homem e o homem poderá o impossível. Vem – disse ele –, e Pedro desceu e começou a andar sobre as águas: pôde fazê-lo porque o havia ordenado a Pedra. Eis aqui do que Pedro é capaz em nome do Senhor; o que é que pode por si mesmo? Ao sentir a força do vento, ficou com medo, começou a se afundar e gritou: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Confiou no Senhor, pôde no Senhor; vacilou como homem, retornou ao Senhor. Em seguida estendeu a ajuda de sua destra, agarrou ao que estava afundando, censurou ao desconfiado: Que pouca fé!

Bom, irmãos, temos que terminar o sermão. Considerai o mundo como se fosse o mar: vento fortíssimo, tempestade violenta. Para cada um de nós, suas paixões são sua tempestade. Amas a Deus: andas sobre o mar, sob os teus pés ruge a agitação do mundo. Amas ao mundo: ele te engolirá. Ele sabe devorar, não suportar os seus adoradores. Porém, quando o sopro da concupiscência agita teu coração, para vencer tua sensualidade invoca sua divindade. E se teu pé vacila, se hesitas, se existe algo que não consegues superar, se começas a te afundar, diz: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Porque só te livra da morte da carne aquele que na carne morreu por ti. 

Bem-Aventurado Agostinho, Bispo de Hypona (Séc. V)

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“A Insondável Profundidade De Deus”

Deus está em todas as partes, é imenso e está próximo de todos, conforme atesta de si mesmo: Eu sou – diz – um Deus próximo, e não distante. O Deus que buscamos não está longe de nós, já que está dentro de nós, se somos dignos de sua presença. Habita em nós como a alma no corpo, na condição de que sejamos seus membros sãos, de que estejamos mortos ao pecado. Então, habita verdadeiramente em nós aquele que disse: Habitarei e caminharei com eles. Se somos dignos de que ele esteja em nós, então somos realmente vivificados por ele, como seus membros vivos: Pois nele – como afirma o apóstolo – vivemos, nos movemos e existimos.

Quem, pergunto-me, será capaz de penetrar no conhecimento do Altíssimo se consideramos o inefável e incompreensível de seu ser? Quem poderá investigar as profundezas de Deus? Quem poderá gloriar-se de conhecer ao Deus infinito que tudo preenche e tudo envolve, que tudo penetra e tudo supera, que tudo abarca e tudo transcende? A Deus ninguém jamais o viu tal como é. Ninguém, portanto, tenha a presunção de perguntar-se sobre o indecifrável de Deus, o que foi, como foi, quem foi. Estas são coisas inefáveis, inescrutáveis, impenetráveis; limita-te a crer com simplicidade, porém com firmeza, que Deus é e será tal como foi, porque é imutável.

Quem é, portanto, Deus? O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus. Não questione mais a respeito de Deus; porque os que querem conhecer as profundezas insondáveis devem antes considerar as coisas da natureza. De fato, o conhecimento da Trindade divina se compara, com razão, à profundidade do mar, conforme aquela expressão do Eclesiastes: O que existe é distante e muito obscuro, quem o examinará? Porque, assim como a profundidade do mar é impenetrável aos nossos olhos, assim também a divindade da Trindade escapa a nossa compreensão. E, por isto, insisto, se alguém se esforça em saber o que deve crer, não pense que o compreenderá melhor dissertando do que crendo; ao contrário, ao ser buscado, o conhecimento da divindade se afastará ainda mais que antes daquele que pretenda alcançá-lo.

Busca, portanto, o conhecimento supremo, não com investigações verbais, mas com a perfeição de um bom comportamento; não com palavras, mas com a fé que procede de um coração simples e que não é fruto de uma argumentação baseada em uma sabedoria irreverente. Portanto, se buscas mediante o discurso racional ao que é inefável, ficarás muito longe, mais do que estavas; porém, se o buscas com fé, a sabedoria estará à porta, que é onde tem a sua morada, e ali será contemplada, pelo menos parcialmente. E também podemos realmente alcançá-la um pouco quando cremos naquele que é invisível, sem compreendê-lo; porque Deus há de ser crido tal como é, invisível, mesmo que o coração puro possa, em parte, contemplá-lo.

São Columba, de Iona (séc. VI)

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