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domingo, 1 de março de 2026

1º Domingo da Grande Quaresma: O Triunfo da Ortodoxia

   
1º DOMINGO DA GRANDE QUARESMA
01 de Março de 2026 (CC) - 16 de Fevereiro (CE)
Mártires Panfílio, Presbítero; Valens, Diácono; Paulo, Seleucus, Porphyrius, Juliano, Theodulus, Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e  Daniel, de Caesarea, Palestina (307-309).
Ícone Cipriota da Mãe de Deus, 
Comemorado no 1º domingo da Grande Quaresma e 9 de julho
Tom 5


O primeiro domingo da Grande Quaresma é o DOMINGO DA ORTODOXIA. Ele foi estabelecido como um dia memorial especial pelo Concilio de Constantinopla em 843. Ele comemora antes de tudo a vitória da Igreja sobre a heresia dos Iconoclastas: o uso e veneração dos Santos Ícones foi restaurada. Neste dia nós continuamos a cantar o tropárion da Santa Imagem de Cristo: "Nós reverenciamos Tua sagrada Imagem, ó Cristo..."

À primeira vista, pode parecer ser uma ocasião inadequada para comemorar a glória da Igreja e todos os heróis e mártires da Fé da Igreja. Não seria mais razoável fazer isto nos dias dedicados à memória dos grandes Concílios Ecumênicos ou dos Santos Padres da Igreja? A veneração do Ícone não é mais uma peça de um ritual e cerimonial externo? Um Ícone pintado não é justamente mais uma decoração, muito bonita de fato, e de diversas maneiras instrutiva, mas dificilmente um artigo de Fé? (...) 
Nós usualmente confundimos Ícones com "pinturas religiosas", e assim não encontramos dificuldade em usar as mais inadequadas pinturas como Ícones, mesmo nas nossas igrejas...  
Olhemos o testemunho de São João Damasceno — um dos primeiros e maiores defensores dos Santos Ícones na época da luta — o grande teólogo e poeta devocional da nossa Igreja. Em um de seus sermões em defesa dos Ícones ele diz:

"Eu tenho visto a imagem humana de Deus e minha alma está salva". É uma afirmação forte e mobilizadora. Deus é invisível, Ele vive na luz inaproximável. Como pode um homem frágil ver ou contemplar Ele? Porém, Deus Se manifestou na carne. O Filho de Deus, Que está no seio do Pai, "desceu do céu" e "Se fez homem". Ele habitou entre os homens. Este foi o grande movimento do Amor Divino. O Pai Celestial foi movido pela miséria do homem e enviou Seu Filho porque Ele amava o mundo. "Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, Que está no seio do Pai, Este o fez conhecer." (Jo. 1: 18).

O Ícone de Cristo, Deus Encarnado, é um testemunho contínuo da Igreja para aquele mistério da Santa Encarnação, que é a base e substância de nossa fé e esperança. Cristo Jesus, nosso abençoado Senhor, É Deus Encarnado. Isto significa que desde a Encarnação Deus É visível. Pode-se ter agora uma verdadeira imagem de Deus. A Encarnação é uma identificação íntima e pessoal de Deus com o homem, com as necessidades e misérias do homem. O Filho de Deus "Se fez homem", como afirma o Credo, "e por nós homens e para nossa salvação". Ele tomou sobre Si os pecados do mundo, e morreu por nós pecadores na árvore da Cruz, e assim Ele fez da Cruz a árvore da vida para os fiéis. Ele Se tornou o novo e Último Adão, a Cabeça da nova e redimida humanidade. A Encarnação significa uma intervenção pessoal de Deus na vida do homem, uma intervenção do Amor e Misericórdia. 
O Santo Ícone de Cristo é um símbolo disto, mas muito mais do que um mero símbolo ou sinal. É também um eficiente sinal e recordação da presença em habitação de Cristo na Igreja, que é Seu Corpo. Mesmo em uma pintura comum há sempre algo da pessoa representada. Uma pintura não só nos lembra da pessoa, mas de alguma forma conduz a alguma coisa dela, isto é, "representa" a pessoa, ou seja, "torna ela presente de novo". Isto é ainda mais verdade com a sagrada Imagem de Cristo. Como os professores da Igreja nos ensinaram — especialmente São Teodoro o Estudita, outro grande confessor e defensor dos Santos Ícones — um Ícone, em certo sentido, pertence á própria personalidade de Cristo. O Senhor está lá, nas Suas "Santas Imagens".  
Por isso, nem todo mundo tem permissão para fazer ou pintar um Ícone, se se tratar de verdadeiros Ícones. O pintor de Ícones deve ser um membro fiel da Igreja, e deve se preparar para sua tarefa sagrada com jejum e oração. Não se trata somente de uma questão de arte, ou de habilidade artística ou técnica. É um tipo de testemunho, uma profissão de fé. Pela mesma razão, a arte em si deve ser subordinada de todo o coração à regra da fé. Há limites para a imaginação artística. Existem certos padrões estabelecidos a serem seguidos. Em todo caso, o Ícone de Cristo deve ser executado de maneira a conduzir à verdadeira concepção de Sua pessoa, isto é, testemunhar a Sua Divindade, ainda que Encarnada...  
O uso dos Santos Ícones sempre foi uma das características mais distintivas da Igreja Ortodoxa Oriental. O Ocidente Cristão, mesmo antes do Cisma, tinha pouco entendimento desta substância dogmática e devocional da pintura de Ícones. No Ocidente ela significava simplesmente decoração...  
Não deve haver risco, nem "improvisação" na pintura de nossas igrejas. Cristo nunca está sozinho, afirma São João Damasceno. Ele está sempre com Seus santos, que são Seus amigos para sempre. Cristo é a Cabeça, e os verdadeiros fiéis são o Corpo. Nas igrejas antigas o estado completo da Igreja Triunfante estava representado pictorialmente nas paredes. De novo, isto não era simplesmente uma decoração, nem era uma simplesmente uma história contada em linhas e cores para os ignorantes e iletrados. Era mais uma visão da realidade invisível da Igreja. A companhia toda do Céu estava representada porque ela estava presente ali, apesar de invisivelmente. Nós sempre oramos na Divina Liturgia, durante a Pequena Entrada, "que os Santos Anjos entrem conosco para servirem conosco...". E nossa oração é, sem dúvida, atendida. Nós não vemos os Anjos, na verdade. Nossa visão é fraca. Mas é relatado que São Serafim costumava vê-los, pois eles estavam lá de fato. Os eleitos do Senhor os vêem e a Igreja Triunfante. Ícones são sinais desta presença. "Quando nós estamos no templo de Tua glória, nós os vemos nos Céus".  
Assim, é bastante natural que no Domingo da Ortodoxia nós devamos celebrar não somente a restauração da veneração dos Ícones, mas comemorar também o glorioso corpo de testemunhas e fiéis que professaram sua fé, mesmo ao custo de sua segurança, prosperidade e a própria vida mundana. É o grande dia da Igreja. De fato, nesse dia nós celebramos a Igreja do Verbo Encarnado: nós celebramos o Amor redentor do Pai, o Amor Crucificado do Filho, e o Companheirismo do Espírito Santo, tornados visíveis na companhia toda dos fiéis, que já entraram no Repouso Celeste, na alegria Permanente do Senhor e Mestre deles. Santos Ícones são nossas testemunhas do Reino que há de vir, e já presente. 
Comemoração do O Ícone Cipriota da Mãe de Deus 
O Ícone cipriota da Mãe de Deus aparece assim: a Mãe de Deus está sentada num trono com o Divino-Infantil nos braços, e ao seu lado estão dois anjos, segurando ramos. 
O ícone sagrado se manifestou no ano 392 na Ilha de Chipre, e ali está situado em um mosteiro. Cópias veneráveis ​​renomadas dele estão na catedral Uspensky de Moscou e na igreja Nikolo-Golutvinsk, na vila de Stromyna, diocese de Moscou. 

Santos Mártires (307-309)

Em 309, época dos Imperadores Valério Maximiano e Máximo, a perseguição aos cristãos, cujo início deu-se na época de Diocleciano, prosseguia. Cinco egípcios foram visitar os cristãos que, por professarem sua fé foram condenados a trabalhos forçados nas minas da Celícia. Ao regressarem os guardas os detiveram às portas da cidade de Cesárea da Palestina. Os cinco confessaram que eram cristãos e revelaram o motivo de sua viagem.

No dia seguinte, compareceram diante do Governador Firmiliano, juntamente com Panfílio. O juiz, segundo o costume, ordenou que os cinco egípcios fossem torturados antes de serem julgados. Depois de muito sofrerem, foram interrogados pelo Governador sobre seus nomes e nacionalidades. Um deles respondeu que se chamava Elias e que seus companheiros se chamavam Jeremias, Isaias e Daniel. Como Firmiliano insistiu em saber sobre sua nacionalidade, Elias respondeu que era cidadão de Jerusalém, referindo-se a Jerusalém Celeste, verdadeira Pátria de todos os cristãos. O governador então ordenou que torturassem Elias. E logo foi açoitado com as mãos atadas às costas e os pés amarrados a um tronco. Depois, o Governador mandou que os cinco fossem decapitados. E a ordem foi executada imediatamente.

Porfírio, jovem servo de Panfílio, prometeu que o corpo de seu senhor e de seus companheiros não ficariam sem sepultura. Firmiliano, quando soube da intenção de Porfírio, mandou que o prendessem. Por ter confessado que também era cristão e negado a oferecer sacrifícios aos deuses dos pagãos, o juiz mandou que Porfírio fosse cruelmente açoitado, a ponto de seus ossos e entranhas ficarem expostos. Porfírio sofreu calado, sem exalar um suspiro. Em seguida, o Governador mandou que acendessem um fogueira em forma de circulo e que o colocassem no centro. Lá permaneceu por muito tempo, sofrendo a ação das chamas enquanto entoava louvores a Deus e invocava o Nome de Jesus, até que a morte pôs fim a seu lento e glorioso martírio.

Um outro cristão chamado Seleuco, assistia ao martírio de seu companheiro e elogiava sua fé. Os soldados o denunciaram para o Governador, que ordenou sua decapitação,
 
Tropárion do Mártir Panfílio e Companheiros de Martírio Tom 6: Em seus sofrimentos, ó Senhor, Teus mártires receberam de Ti coroas imperecíveis, / ó, nosso Deus; / pois, tomados de Teu poder, rechaçaram os tiranos / e esmagaram a débil audácia dos demônios. / / Por suas súplicas, salva as nossas almas. 
Kondákion Tom 4: Regozijando-se na sabedoria manifestada pelo céu, / quando tormentos terríveis se deparavam diante deles, / os valentes atletas conversavam entre si, / não poupando suas carnes. / Assim, eles herdaram a glória eterna, // sempre orando por nós que louvamos os seus combates.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

MATINAS (1)

João 20:19-31

Então, ao entardecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos a portas trancadas, por medo das autoridades judaicas. Jesus apareceu, pôs-se no meio deles e disse: “A paz seja convosco!” Enquanto falava aos discípulos, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram muito alegres ao verem o Senhor. E Jesus lhes disse mais uma vez: “A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, Eu também vos envio.” E, tendo dito isso, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais mantiverdes ser-lhes-ão mantidos". Contudo, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus apareceu. Os outros discípulos, no entanto, anunciaram-lhe: “Nós vimos o Senhor!” Mas ele respondeu-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não acreditarei.” Após oito dias, os discípulos estavam reunidos ali outra vez, e Tomé estava com eles. As portas estavam trancadas; quando Jesus apareceu, pôs-se no meio deles e disse: “A paz seja convosco!” Então dirigiu-se a Tomé, dizendo: “Coloca o teu dedo aqui; vê as minhas mãos. Estende tua mão e coloca-a no meu lado. Agora não sejas um incrédulo, mas crente.” E Tomé confessou a Jesus: “Meu Senhor e meu Deus!” Ao que Jesus lhe afirmou: “Tomé, porque me viste, acreditaste? Bem-aventurados os que não viram e creram!” Verdadeiramente Jesus realizou, na presença dos seus discípulos, muitos outros milagres, que não estão escritos neste livro. Estes, entretanto, foram escritos para que possais acreditar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu Nome.
 
LITURGIA DE SÃO BASÍLIO

Tropárion da Ressurreição

Fiéis, cantemos e adoremos o Verbo / Co-Eterno ao Pai e ao Espírito Santo, / nascido para nossa salvação da sempre Virgem Maria; / pois Ele aceitou livremente sofrer a morte na Cruz / para dar a vida a todos os mortos, // pela Sua gloriosa Ressurreição.

Tropárion da Festa Tom 2
Nós veneramos Teu ícone Imaculado, Ó Bondoso, / pedindo perdão por nossas faltas, Ó Cristo Deus; / pois, foi a Tua vontade subir à Cruz na carne / para libertar da escravidão do inimigo aqueles que Tu formaste. / Portanto, a Ti com gratidão, exclamamos: // Tu plenificaste de alegria todas as coisas, ó nosso Salvador, quando vieste para salvar o mundo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Tom 8: A incircunscritível Palavra do Pai / Se tornou circunscrita quando Ele tomou carne de ti, ó Theotókos; / e quando Ele restaurou a imagem contaminada ao seu antigo estado, / Ele a inundou com a beleza divina. // Quanto a nós, confessando nossa salvação, nós a registramos em atos e palavras.

Prokímenon Tom 4

R. Bendito És Tu, Senhor Deus de nossos pais,
e louvado e glorificado é o Teu Nome por todas as gerações.

V. Pois Justo És Tu em tudo o que fazes por nós.

Hebreus 11:24-26, 32-12:2

Pela fé Moisés, sendo já homem, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que ter por algum tempo o gozo do pecado, tendo por maiores riquezas o opróbrio de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa... E que mais direi? Pois me faltará o tempo, se eu contar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas; os quais por meio da fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros. As mulheres receberam pela ressurreição os seus mortos; uns foram torturados, não aceitando o seu livramento, para alcançarem uma melhor ressurreição; e outros experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa; visto que Deus provera alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados. Portanto, nós também, pois estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, fitando os olhos em Jesus, Autor e Consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus.

Aleluia no 4º tom

Aleluia, Aleluia, Aleluia! (3x)

Moisés e Arão estavam entre os Seus sacerdotes, 
e Samuel entre os que invocam o Seu nome.  

Eles invocaram o Senhor, e Ele os ouviu .

João 1:43-51

No dia seguinte Jesus resolveu partir para a Galileia, e achando a Felipe disse-lhe: Segue-me. Ora, Felipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. Perguntou-lhe Natanael: Pode haver coisa bem vinda de Nazaré? Disse-lhe Felipe: Vem e vê. Jesus, vendo Natanael aproximar-se dele, disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo! Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira. Respondeu-lhe Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel. Ao que lhe disse Jesus: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? coisas maiores do que estas verás. E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.

Zadostoinik
Toda a criação - a assembleia de anjos e a raça humana - regozija-se em ti, ó tu que és cheia de graça. Ó Templo Sagrado e Paraíso Espiritual, Orgulho das Virgens, em quem o Deus Eterno encarnou e tornou-Se criança; Ele fez do teu corpo um trono e o teu ventre mais vasto do que o céu. Toda a criação regozija-se em ti, ó tu que és Cheia de Graça, glória a ti.

Canto da Comunhão
Louvai ao Senhor nos Céus, 
Louvai-O no mais Alto dos Céus.

Regozijai-vos no Senhor, ó Justos
Pois, aos retos convêm o louvor.

Aleluia, Aleluia, Aleluia! 

sábado, 1 de março de 2025

Sábado do Juízo Final

01 de Março de 2025 (CC) - 16 de Fevereiro (CE)
Synaxárion no Sábado da Semana do Queijo, 
de Todos os Santos Padres que Resplandeceram Por Seus Feitos
Mártires Panfílio, Presbítero; Valens, Diácono; Paulo, Seleucus, Porphyrius, Juliano, Theodulus, Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e  Daniel, de Caesarea, Palestina (307-309).
Tom 2


Às almas sempre memoráveis ​​dos justos,
trago palavras de louvor como um presente.

Neste dia celebramos a memória de todos os santos, homens e mulheres, que brilharam no jejum, pois os pais portadores de Deus, tendo-nos instruído gradualmente com festas preliminares, tendo-nos preparado antecipadamente para a corrida (do jejum), tendo-nos afastado da saciedade e da doçura, tendo-nos assustado com o futuro Julgamento, tendo-nos purificado adequadamente com antecedência com a semana do queijo, estabelecendo apropriadamente no meio dela dois dias (de acordo com o rito) de jejum, a fim de nos acostumar gradualmente a ele. Aqui eles nos apresentam todos os homens e mulheres que viveram retamente, e também com muitas tristezas e trabalhos, para que, ao nos lembrar de suas lutas, eles nos dessem força para a corrida (jejum), e para que nós, tendo suas vidas diante de nós como uma imagem e caminho certos, recebendo deles apoio e ajuda, nos esforcemos por façanhas espirituais, pensando que eles eram da mesma natureza que nós. Pois assim como os comandantes encorajam seus soldados, armados e já em formação, com discursos, bandeiras e a memória de seus ancestrais que lutaram bravamente e valentemente, e os soldados, fortalecidos por isso, são inspirados pela esperança da vitória, assim também agora os pais portadores de Deus agem sabiamente: tendo fortalecido homens e mulheres para façanhas espirituais (pelo exemplo) dos santos, eles os conduzem à arena quaresmal, para que nós, olhando para sua vida digna de imitação e sem pecado, realizemos muitas e variadas virtudes, cada uma de acordo com sua força - especialmente o amor e a evitação consciente de ações e atos injustos. E o jejum não é apenas uma dieta, mas abstinência da língua e dos olhos, da raiva e, simplesmente, de todo mal.

Por esta razão, os santos padres estabeleceram aqui a presente celebração de todos os santos, trazendo (à nossa memória) aqueles que agradaram a Deus com o jejum e outras boas ações, instruindo-nos com seu exemplo no caminho das virtudes, para que nos armemos corajosamente contra as paixões e os demônios, e nos oferecendo um certo modelo: se aplicarmos o mesmo zelo que eles, então seremos capazes de fazer sem impedimentos tudo o que eles fizeram, e seremos dignos das mesmas coroas - afinal, eles eram da mesma natureza que nós.

Quanto à (semana) do queijo, alguns dizem que ela foi estabelecida pelo Imperador Heráclio - e antes disso era de consumo de carne - porque ele, tendo lutado por seis anos com Khozroes e os persas, fez um voto a Deus: se ele os derrotasse, ele estabeleceria tal (semana), de acordo com a carta, a meio caminho entre o consumo de carne e o jejum - o que ele cumpriu.

Penso que talvez tenha sido isso o que aconteceu, e talvez tenha sido concebido pelos santos padres em prol de alguma preparação, para que, tendo passado imediatamente da carne e da comida abundante para a abstinência extrema, não ficássemos desanimados e, além disso, não prejudicássemos o corpo, mas, lenta e pouco a pouco, recusando alimentos gordurosos e doces, como cavalos desacostumados ao freio, através da retirada da comida também aceitaríamos o pouco de jejum.

Assim, assim como os pais sintonizavam a alma com parábolas, eles também cuidavam habilmente do corpo, removendo gradualmente os obstáculos ao jejum.

Cristo, nosso Deus, pelas orações de todos os teus santos, tem misericórdia de nós. Amém.

Comemoração dos Mártires Panfílio, Presbítero; Valens, Diácono; Paulo, Seleucus, Porphyrius, Juliano, Theodulus, Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e  Daniel, de Caesarea, Palestina 
Em 309, época dos imperadores Valério Maximiano e Máximo, a perseguição aos cristãos, cujo início deu-se na época de Diocleciano, prosseguia. Cinco egípcios foram visitar os cristãos que, por professarem sua fé foram condenados a trabalhos forçados nas minas da Celícia. Ao regressarem os guardas os detiveram às portas da cidade de Cesárea da Palestina. Os cinco confessaram que eram cristãos e revelaram o motivo de sua viagem.

No dia seguinte, compareceram diante do Governador Firmiliano, juntamente com Panfílio. O juiz, segundo o costume, ordenou que os cinco egípcios fossem torturados antes de serem julgados. Depois de muito sofrerem, foram interrogados pelo Governador sobre seus nomes e nacionalidades. Um deles respondeu que se chamava Elias e que seus companheiros se chamavam Jeremias, Isaias e Daniel. Como Firmiliano insistiu em saber sobre sua nacionalidade, Elias respondeu que era cidadão de Jerusalém, referindo-se a Jerusalém Celeste, verdadeira Pátria de todos os cristãos. O governador então ordenou que torturassem Elias. E logo foi açoitado com as mãos atadas às costas e os pés amarrados a um tronco. Depois, o Governador mandou que os cinco fossem decapitados. E a ordem foi executada imediatamente.

Porfírio, jovem servo de Panfílio, prometeu que o corpo de seu senhor e de seus companheiros não ficariam sem sepultura. Firmiliano, quando soube da intenção de Porfírio, mandou que o prendessem. Por ter confessado que também era cristão e negado a oferecer sacrifícios aos deuses dos pagãos, o juiz mandou que Porfírio fosse cruelmente açoitado, a ponto de seus ossos e entranhas ficarem expostos. Porfírio sofreu calado, sem exalar um suspiro. Em seguida, o Governador mandou que acendessem um fogueira em forma de circulo e que o colocassem no centro. Lá permaneceu por muito tempo, sofrendo a ação das chamas enquanto entoava louvores a Deus e invocava o Nome de Jesus, até que a morte pôs fim a seu lento e glorioso martírio.

Um outro cristão chamado Seleuco, assistia ao martírio de seu companheiro e elogiava sua fé. Os soldados o denunciaram para o Governador, que ordenou sua decapitação,
 
Tropárion do Mártir Panfílio e Companheiros de Martírio Tom 6: Em seus sofrimentos, ó Senhor, Teus mártires receberam de Ti coroas imperecíveis, / ó, nosso Deus; / pois, tomados de Teu poder, rechaçaram os tiranos / e esmagaram a débil audácia dos demônios. / / Por suas súplicas, salva as nossas almas. 
Kondákion Tom 4: Regozijando-se na sabedoria manifestada pelo céu, / quando tormentos terríveis se deparavam diante deles, / os valentes atletas conversavam entre si, / não poupando suas carnes. / Assim, eles herdaram a glória eterna, // sempre orando por nós que louvamos os seus combates.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Romanos 14:19-23, 16:25-27

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros. Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça. Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque não come por fé; e tudo o que não é de fé é pecado... Ora, àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu evangelho e a pregação de Jesus Cristo, conforme a revelação do mistério que desde tempos eternos esteve oculto, mas que se manifestou agora, e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé; ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.

Gálatas 5:22-6:2 (Comemoração dos Falecidos)

Fragmento 213 - Irmãos, o fruto do Espírito é: Amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei; e os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. 

Mateus 6:1-13

Fragmento 16 - O Senhor disse: “Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus. Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas, quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola seja dada em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, Ele mesmo te recompensará publicamente. E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. Portanto, vós orareis assim:

Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu Nome; 
Venha o Teu Reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu;
O Pão Nosso Suprassubstancial nos dá hoje; 
E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores;
E não nos entregues à tentação; mas livra-nos do maligno;
Porque Teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém”.

Mateus 11:27-30 (Comemoração dos Falecidos)

Fragmento 43 - O Senhor disse aos Seus discípulos: "Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve".

COMENTÁRIO

"E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências" (Gl. 5:24). Hoje em dia, essa ordem das coisas tem sido pervertida: as pessoas crucificam a carne, mas não em conjunto com as suas paixões e concupiscência. Sim, por meio de suas paixões e concupiscências. Atualmente as pessoas torturam seus corpos com excessos: embriaguez, atos lascivos, dança e folia! O mais insensível dos criadores não torturariam seus animais preguiçoso desta forma. Se tivéssemos de dar liberdade à razão de nossa carne, a sua primeira fala seria contra sua dona: a alma. Ela diria que a alma ilegalmente interferiu nos assuntos da carne, trouxe paixões estranhas a ela, e a torturava por meio da satisfação dessas paixões na carne. As necessidades do nosso corpo são essencialmente simples e sem paixão. Olhe para os animais: eles não comem demais, eles não dormem em excesso, e tendo satisfeito as suas necessidades carnais no momento dado, mantém a calma durante todo o ano. Apenas a alma, que se esquece das suas melhores inclinações, tem desenvolvido - por sua intemperança - a partir das necessidades básicas do corpo, uma infinidade de inclinações não naturais, que não são naturais para o corpo também. É necessário crucificar a carne de toda forma possível, a fim de reduzir as paixões carnais  da alma, que esta última tem enxertadas em si. Isto pode ser feito apenas no sentido inverso, isto é, não lhe dando o suficiente do que é necessário, ou apenas satisfazendo as suas necessidades em um grau muito menor do que exige a natureza.

São Teófano, o Recluso

† † †

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

Quinta-feira do Publicano e do Fariseu

29 de Fevereiro de 2024 (CC) - 16 de Fevereiro (CE)
Mártires Panfílio, Presbítero; Valens, Diácono; Paulo, Seleucus, Porphyrius, Juliano, Theodulus, Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e  Daniel, de Caesarea, Palestina (307-309).
Tom 5



Em 309, época dos imperadores Valério Maximiano e Máximo, a perseguição aos cristãos, cujo início deu-se na época de Diocleciano, prosseguia. Cinco egípcios foram visitar os cristãos que, por professarem sua fé foram condenados a trabalhos forçados nas minas da Celícia. Ao regressarem os guardas os detiveram às portas da cidade de Cesárea da Palestina. Os cinco confessaram que eram cristãos e revelaram o motivo de sua viagem.

No dia seguinte, compareceram diante do Governador Firmiliano, juntamente com Panfílio. O juiz, segundo o costume, ordenou que os cinco egípcios fossem torturados antes de serem julgados. Depois de muito sofrerem, foram interrogados pelo Governador sobre seus nomes e nacionalidades. Um deles respondeu que se chamava Elias e que seus companheiros se chamavam Jeremias, Isaias e Daniel. Como Firmiliano insistiu em saber sobre sua nacionalidade, Elias respondeu que era cidadão de Jerusalém, referindo-se a Jerusalém Celeste, verdadeira Pátria de todos os cristãos. O governador então ordenou que torturassem Elias. E logo foi açoitado com as mãos atadas às costas e os pés amarrados a um tronco. Depois, o Governador mandou que os cinco fossem decapitados. E a ordem foi executada imediatamente.

Porfírio, jovem servo de Panfílio, prometeu que o corpo de seu senhor e de seus companheiros não ficariam sem sepultura. Firmiliano, quando soube da intenção de Porfírio, mandou que o prendessem. Por ter confessado que também era cristão e negado a oferecer sacrifícios aos deuses dos pagãos, o juiz mandou que Porfírio fosse cruelmente açoitado, a ponto de seus ossos e entranhas ficarem expostos. Porfírio sofreu calado, sem exalar um suspiro. Em seguida, o Governador mandou que acendessem um fogueira em forma de circulo e que o colocassem no centro. Lá permaneceu por muito tempo, sofrendo a ação das chamas enquanto entoava louvores a Deus e invocava o Nome de Jesus, até que a morte pôs fim a seu lento e glorioso martírio.

Um outro cristão chamado Seleuco, assistia ao martírio de seu companheiro e elogiava sua fé. Os soldados o denunciaram para o Governador, que ordenou sua decapitação,
 
Tropárion do Mártir Panfílio e Companheiros de Martírio Tom 6: Em seus sofrimentos, ó Senhor, Teus mártires receberam de Ti coroas imperecíveis, / ó, nosso Deus; / pois, tomados de Teu poder, rechaçaram os tiranos / e esmagaram a débil audácia dos demônios. / / Por suas súplicas, salva as nossas almas. 
Kondákion Tom 4: Regozijando-se na sabedoria manifestada pelo céu, / quando tormentos terríveis se deparavam diante deles, / os valentes atletas conversavam entre si, / não poupando suas carnes. / Assim, eles herdaram a glória eterna, // sempre orando por nós que louvamos os seus combates.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

1 João 1:8-2:6

8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. 2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 3 E nisto sabemos que o conhecemos; se guardamos os seus mandamentos. 4 Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; 5 mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; 6 aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.

Marcos 13:31-14:2

31 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. 32 Quanto, porém, ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, senão o Pai. 33 Olhai! vigiai! porque não sabeis quando chegará o tempo. 34 É como se um homem, devendo viajar, ao deixar a sua casa, desse autoridade aos seus servos, a cada um o seu trabalho, e ordenasse também ao porteiro que vigiasse. 35 Vigiai, pois; porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; 36 para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. 37 O que vos digo a vós, a todos o digo: Vigiai. 1 Ora, dali a dois dias era a páscoa e a festa dos pães ázimos; e os principais sacerdotes e os escribas andavam buscando como prender Jesus a traição, para o matarem. 2 Pois eles diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

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COMENTÁRIO

A palavra de ordem para os servos de Deus é sempre esta: vigiai! Os sinais preditos pelo Senhor não foram dados para serem especulados ou como enigmas que devem ser decifrados. Estão envoltos em mistério inacessível: nem os anjos, nem mesmo o Filho, mas, tão somente o Pai tem as chaves destes mistérios. Estes sinais servem para o reforço da vigilância. Muitos se entregam a investigar e tentar decifrar os tempos e as épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade.
  
A vigilância é uma atitude de preservar diligentemente o depósito da fé́, o ensino que o Filho recebeu do Pai e o transmitiu para seus Apóstolos a fim de que eles também o transmitissem a todas as nações. Esta palavra não sofre limites espaciais ou temporais. Não se deteriora com o tempo e não pode ser sufocada pelas heresias ou qualquer sistema filosófico por mais bem elaborado que seja à luz da razão humana. Por isto, o Apóstolo João na visão apocalíptica, vê̂ um anjo voando sobre as ruínas da civilização trazendo consigo o Evangelho eterno para ser pregado a toda nação, tribo e língua (Ap. 14:6). Estejamos atentos, pois, não sabemos a que hora virá o nosso Senhor.

A narrativa de São Marcos nos mostra como a falta de vigilância levou os principais sacerdotes e escribas a não perceberem o dia da visitação d’Aquele a quem diziam servir. Faltavam dois dias para a Páscoa, a data mais solene e sagrada do calendário judaico e, os homens aos quais foram confiados os rebanhos do Pai, ao invés de santificarem os seus corações, antes o envenenavam com imaginações perversas, articulando entre si uma estratégia para matar o Santo de Deus, em nome de Deus.

Quando a Igreja estabelece um santo jejum todas as quartas e sextas-feiras, visa trabalhar a vigilância em nosso coração. O jejum da quarta-feira nos lembra a traição de Judas e nos convida a combater em nós as sombras que tomaram conta deste infeliz Apóstolo; e o jejum da sexta-feira nos lembra a crucificação de nosso Senhor e nos encoraja a assumir o nosso Calvário o qual redundará em nosso triunfo e glória que provêm do Pai, por meio do Filho e comunicados pelo Santo e Vivificante Espírito, Deus bendito, agora e sempre, e pelos séculos sem fim. Amém. 

Padre Mateus (Antonio Eça) 

ORAÇÃO 

Julga-me, ó Senhor, pois tenho andado na minha integridade; no Senhor tenho confiado sem vacilar. Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha o meu coração e a minha mente. Pois a tua benignidade está diante dos meus olhos, e tenho andado na tua verdade. Não me tenho assentado com homens falsos, nem associo com dissimuladores. Odeio o ajuntamento de malfeitores; não me sentarei com os ímpios. Lavo as minhas mãos na inocência; e assim, ó Senhor, me acerco do teu altar, para fazer ouvir a voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas. Ó Senhor, eu amo o recinto da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória. Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinolentos, em cujas mãos há malefício, e cuja destra está cheia de subornos. Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; resgata-me e tem compaixãode mim. O meu pé́ está firme em terreno plano; nas congregações bendirei ao Senhor. 

Salmo 6 
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terça-feira, 1 de março de 2022

Terça-feira da Semana do Juízo Final

01 de Março de 2022 (CC) - 16 de Fevereiro (CE)
Mártires Panfílio, Presbítero; Valens, Diácono;
Paulo, Seleucus, Porphyrius, Juliano, Theodulus, Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e  Daniel, de Caesarea, Palestina (307-309).
Tom 3



Em 309, época dos Imperadores Valério Maximiano e Máximo, a perseguição aos cristãos, cujo início deu-se na época de Diocleciano, prosseguia. Cinco egípcios foram visitar os cristãos que, por professarem sua fé foram condenados a trabalhos forçados nas minas da Celícia. Ao regressarem os guardas os detiveram às portas da cidade de Cesárea da Palestina. Os cinco confessaram que eram cristãos e revelaram o motivo de sua viagem.

No dia seguinte, compareceram diante do Governador Firmiliano, juntamente com Panfílio. O juiz, segundo o costume, ordenou que os cinco egípcios fossem torturados antes de serem julgados. Depois de muito sofrerem, foram interrogados pelo Governador sobre seus nomes e nacionalidades. Um deles respondeu que se chamava Elias e que seus companheiros se chamavam Jeremias, Isaias e Daniel. Como Firmiliano insistiu em saber sobre sua nacionalidade, Elias respondeu que era cidadão de Jerusalém, referindo-se a Jerusalém Celeste, verdadeira Pátria de todos os cristãos. O Governador então ordenou que torturassem Elias. E logo foi açoitado com as mãos atadas às costas e os pés amarrados a um tronco. Depois, o Governador mandou que os cinco fossem decapitados. E a ordem foi executada imediatamente.

Porfírio, jovem servo de Panfílio, prometeu que o corpo de seu senhor e de seus companheiros não ficariam sem sepultura. Firmiliano, quando soube da intenção de Porfírio, mandou que o prendessem. Por ter confessado que também era cristão e se negado a oferecer sacrifícios aos deuses dos pagãos, o juiz mandou que Porfírio fosse cruelmente açoitado, a ponto de seus ossos e entranhas ficarem expostos. Porfírio sofreu calado, sem exalar um suspiro. Em seguida, o Governador mandou que acendessem um fogueira em forma de circulo e que o colocassem no centro. Lá permaneceu por muito tempo, sofrendo a ação das chamas enquanto entoava louvores a Deus e invocava o Nome de Jesus, até que a morte pôs fim a seu lento e glorioso martírio.

Um outro cristão chamado Seleuco, assistia ao martírio de seu companheiro e elogiava sua fé. Os soldados o denunciaram para o Governador, que ordenou sua decapitação.
 
Tropárion do Mártir Panfílio e Companheiros de Martírio Tom 6 
Em seus sofrimentos, ó Senhor, Teus mártires receberam de Ti coroas imperecíveis, / ó, nosso Deus; / pois, tomados de Teu poder, rechaçaram os tiranos / e esmagaram a débil audácia dos demônios. / / Por suas súplicas, salva as nossas almas. 
Kondákion Tom 4 
Regozijando-se na sabedoria manifestada pelo céu, / quando tormentos terríveis se deparavam diante deles, / os valentes atletas conversavam entre si, / não poupando suas carnes. / Assim, eles herdaram a glória eterna, // sempre orando por nós que louvamos os seus combates.
 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Judas 1:1-10

1 Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados, amados em Deus Pai, e guardados em Jesus Cristo: 2 Misericórdia, paz e amor vos sejam multiplicados. 3 Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para escrever-vos acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos. 4 Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. 5 Ora, quero lembrar-vos, se bem que já de uma vez para sempre soubestes tudo isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram; 6 aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia, 7 assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se prostituído como aqueles anjos, e ido após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno. 8 Contudo, semelhantemente também estes falsos mestres, sonhando, contaminam a sua carne, rejeitam toda autoridade e blasfemam das dignidades. 9 Mas quando o arcanjo Miguel, discutindo com o Diabo, disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar contra ele juízo de maldição, mas disse: O Senhor te repreenda 10 Estes, porém, blasfemam de tudo o que não entendem; e, naquilo que compreendem de modo natural, como os seres irracionais, mesmo nisso se corrompem. 

Lucas 22:39-42, 45-23:1

39 Então saiu e, segundo o seu costume, foi para o Monte das Oliveiras; e os discípulos o seguiam. 40 Quando chegou àquele lugar, disse-lhes: "Orai, para que não entreis em tentação." 41 E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e pondo-se de joelhos, orava, 42 dizendo: "Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua." 45 Depois, levantando-se da oração, veio para os seus discípulos, e achou-os dormindo de tristeza; 46 e disse-lhes: "Por que estais dormindo? Lenvantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação." 47 E estando ele ainda a falar, eis que surgiu uma multidão; e aquele que se chamava Judas, um dos doze, ia adiante dela, e chegou-se a Jesus para o beijar. 48 Jesus, porém, lhe disse: "Judas, com um beijo trais o Filho do homem?" 49 Quando os que estavam com ele viram o que ia suceder, disseram: "Senhor, feri-los-emos a espada?" 50 Então um deles feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita. 51 Mas Jesus disse: "Deixei-os; basta." E tocando-lhe a orelha, o curou. 52 Então disse Jesus aos principais sacerdotes, oficiais do templo e anciãos, que tinham ido contra ele: "Saístes, como a um salteador, com espadas e varapaus? 53 Todos os dias estava eu convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim; mas esta é a vossa hora e o poder das trevas."54 Então, prendendo-o, o levaram e o introduziram na casa do sumo sacerdote; e Pedro seguia-o de longe. 55 E tendo eles acendido fogo no meio do pátio e havendo-se sentado à roda, sentou-se Pedro entre eles. 56 Uma criada, vendo-o sentado ao lume, fixou os olhos nele e disse: "Esse também estava com ele." 57 Mas Pedro o negou, dizendo: "Mulher, não o conheço." 58 Daí a pouco, outro o viu, e disse: "Tu também és um deles."Mas Pedro disse: "Homem, não sou." 59 E, tendo passado quase uma hora, outro afirmava, dizendo: "Certamente este também estava com ele, pois é galileu." 60 Mas Pedro respondeu: "Homem, não sei o que dizes." E imediatamente estando ele ainda a falar, cantou o galo. 61 Virando-se o Senhor, olhou para Pedro; e Pedro lembrou-se da palavra do Senhor, como lhe havia dito: "Hoje, antes que o galo cante, três vezes me negarás." 62 E, havendo saído, chorou amargamente. 63 Os homens que detinham Jesus zombavam dele, e feriam-no; 64 e, vendando-lhe os olhos, perguntavam, dizendo: "Profetiza, quem foi que te bateu?" 65 E, blasfemando, diziam muitas outras coisas contra ele. 66 Logo que amanheceu reuniu-se a assembléia dos anciãos do povo, tanto os principais sacerdotes como os escribas, e o conduziam ao sinédrio deles, onde lhe disseram: 67 "Se tu és o Cristo, dize-no-lo." Replicou-lhes ele: "Se eu vo-lo disser, não o crereis; 68 e se eu vos interrogar, de modo algum me respondereis. 69 Mas desde agora estará assentado o Filho do homem à mão direita do poder de Deus." 70 Ao que perguntaram todos: "Logo, tu és o Filho de Deus?" Respondeu-lhes: "Vós dizeis que eu sou." 71 Então disseram: "Por que ainda temos necessidade de testemunho? pois nós mesmos o ouvimos da sua própria boca." 1 E levantando-se toda a multidão deles, conduziram Jesus a Pilatos. 

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segunda-feira, 1 de março de 2021

2ª Segunda-feira do Triódion

01 de Março de 2021 (CC) - 16 de Fevereiro (CE)
Mártires Panfílio, Presbítero; Valens, Diácono; Paulo, Seleucus, Porphyrius, Juliano, Theodulus, Elias, Jeremias, Isaías, Samuel e  Daniel, de Caesarea, Palestina (307-309).
Tom 5



Em 309, época dos Imperadores Valério Maximiano e Máximo, a perseguição aos cristãos, cujo início deu-se na época de Diocleciano, prosseguia. Cinco egípcios foram visitar os cristãos que, por professarem sua fé foram condenados a trabalhos forçados nas minas da Celícia. Ao regressarem os guardas os detiveram às portas da cidade de Cesárea da Palestina. Os cinco confessaram que eram cristãos e revelaram o motivo de sua viagem.

No dia seguinte, compareceram diante do Governador Firmiliano, juntamente com Panfílio. O juiz, segundo o costume, ordenou que os cinco egípcios fossem torturados antes de serem julgados. Depois de muito sofrerem, foram interrogados pelo Governador sobre seus nomes e nacionalidades. Um deles respondeu que se chamava Elias e que seus companheiros se chamavam Jeremias, Isaias e Daniel. Como Firmiliano insistiu em saber sobre sua nacionalidade, Elias respondeu que era cidadão de Jerusalém, referindo-se a Jerusalém Celeste, verdadeira Pátria de todos os cristãos. O Governador então ordenou que torturassem Elias. E logo foi açoitado com as mãos atadas às costas e os pés amarrados a um tronco. Depois, o Governador mandou que os cinco fossem decapitados. E a ordem foi executada imediatamente.

Porfírio, jovem servo de Panfílio, prometeu que o corpo de seu senhor e de seus companheiros não ficariam sem sepultura. Firmiliano, quando soube da intenção de Porfírio, mandou que o prendessem. Por ter confessado que também era cristão e se negado a oferecer sacrifícios aos deuses dos pagãos, o juiz mandou que Porfírio fosse cruelmente açoitado, a ponto de seus ossos e entranhas ficarem expostos. Porfírio sofreu calado, sem exalar um suspiro. Em seguida, o Governador mandou que acendessem um fogueira em forma de circulo e que o colocassem no centro. Lá permaneceu por muito tempo, sofrendo a ação das chamas enquanto entoava louvores a Deus e invocava o Nome de Jesus, até que a morte pôs fim a seu lento e glorioso martírio.

Um outro cristão chamado Seleuco, assistia ao martírio de seu companheiro e elogiava sua fé. Os soldados o denunciaram para o Governador, que ordenou sua decapitação  
Tropárion do Mártir Panfílio e Companheiros de Martírio Tom 6 
Em seus sofrimentos, ó Senhor, Teus mártires receberam de Ti coroas imperecíveis, / ó, nosso Deus; / pois, tomados de Teu poder, rechaçaram os tiranos / e esmagaram a débil audácia dos demônios. / / Por suas súplicas, salva as nossas almas. 
Kondákion Tom 4 
Regozijando-se na sabedoria manifestada pelo céu, / quando tormentos terríveis se deparavam diante deles, / os valentes atletas conversavam entre si, / não poupando suas carnes. / Assim, eles herdaram a glória eterna, // sempre orando por nós que louvamos os seus combates.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

1 João 2:18-3:10

18 Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora. 19 Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos. 20 Ora, vós tendes a unção da parte do Santo, e todos tendes conhecimento. 21 Não vos escrevi porque não soubésseis a verdade, mas porque a sabeis, e porque nenhuma mentira vem da verdade. 22 Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? Esse mesmo é o anticristo, esse que nega o Pai e o Filho. 23 Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; aquele que confessa o Filho, tem também o Pai. 24 Portanto, o que desde o princípio ouvistes, permaneça em vós. Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também vós permanecereis no Filho e no Pai. 25 E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26 Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar. 27 E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei. 28 E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda. 29 Se sabeis que ele é justo, sabeis que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele. 1 Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. 2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos. 3 E todo o que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro. 4 Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia. 5 E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados; e nele não há pecado. 6 Todo o que permanece nele não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece. 7 Filhinhos, ninguém vos engane; quem pratica a justiça é justo, assim como ele é justo; 8 quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. 9 Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. 10 Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão.

Marcos 11:1-11

1 Ora, quando se aproximavam de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, junto do Monte das Oliveiras, enviou Jesus dois dos seus discípulos 2 e disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e logo que nela entrardes, encontrareis preso um jumentinho, em que ainda ninguém montou; desprendei-o e trazei-o. 3 E se alguém vos perguntar: Por que fazeis isso? Respondei: O Senhor precisa dele, e logo tornará a enviá-lo para aqui. 4 Foram, pois, e acharam o jumentinho preso ao portão do lado de fora na rua, e o desprenderam. 5 E alguns dos que ali estavam lhes perguntaram: Que fazeis, desprendendo o jumentinho? 6 Responderam como Jesus lhes tinha mandado; e lho deixaram levar. 7 Então trouxeram a Jesus o jumentinho e lançaram sobre ele os seus mantos; e Jesus montou nele. 8 Muitos também estenderam pelo caminho os seus mantos, e outros, ramagens que tinham cortado nos campos. 9 E tanto os que o precediam como os que o seguiam, clamavam: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10 Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana nas alturas! 11 Tendo Jesus entrado em Jerusalém, foi ao templo; e tendo observado tudo em redor, como já fosse tarde, saiu para Betânia com os doze.


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COMENTÁRIO

São João Crisóstomo nos diz que neste episódio Cristo realiza duas profecias: uma pelos seus atos e outra por suas palavras. Realiza a primeira ao montar num jumento, e a segunda cumprindo as palavras do profeta Zacarias que havia predito que o Rei viria montado em um asno. E ao cumprir esta antiga profecia, com seu gesto também prefigura uma nova era que mais se tarde haveria de ser instaurada, ou seja, Cristo aqui prefigura a vocação dos gentios, os quais, até àquele presente momento, viviam como animais impuros; no entanto, Ele junto aos gentios irá fazer Sua morada, estes O perceberão e Lhe seguirão. Deste modo, ao mesmo tempo que uma profecia se cumpre também anuncia outra.

“Tu montaste um jumentinho prefigurando a conversão dos indomáveis gentios da incredulidade para a Fé” - diz um dos hinos da Festa dos Ramos.

O asno representa o elemento passional do homem, uma vida voltada exclusivamente para o plano terrestre e dos sentidos carnais. Portanto, simbolicamente, o espírito deve montar [dominar] a matéria, assim como Cristo fez com o asno (o qual até àquele momento ainda não fora domado). A teologia, assim, “monta” (se sobrepõe) a todo conhecimento humano.

Crisóstomo também diz que aquele “jumentinho” também representa a Igreja, o novo povo de Deus, povo que até então era impuro e foi purificado quando Cristo se assentou sobre ele. Os Apóstolos que desataram o animal, representam os que entre os judeus – assim como nós – foram chamados à Fé, e, assim, é por eles que fomos conduzidos a Cristo.

Extraído e adaptado do sitio “El Arca de Noé"por Padre Mateus


ORAÇÃO

Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado. Por isso, todo aquele que é santo orará a ti, a tempo de te poder achar; até no transbordar de muitas águas, estas não lhe chegarão. Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento. Instruir-te-ei, e ensinar-te-ei o caminho que deves seguir; guiar-te-ei com os meus olhos. Não sejais como o cavalo, nem como a mula, que não têm entendimento, cuja boca precisa de cabresto e freio para que não se cheguem a ti. O ímpio tem muitas dores, mas àquele que confia no SENHOR a misericórdia o cercará. Alegrai-vos no SENHOR, e regozijai-vos, vós os justos; e cantai alegremente, todos vós que sois retos de coração.

Salmos 31(32):1-11