Mostrando postagens com marcador Santo Profeta Elias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Santo Profeta Elias. Mostrar todas as postagens

domingo, 2 de agosto de 2026

9º Domingo Depois de Pentecostes

 
02 de Agosto de 2026 (CC) / 20 de Julho (CE)
Santo Profeta Elias (Séc. IX a.C); 
Aarão, Sumo Sacerdote; Abraão da Gália;  Leôncio e Sabas de Stromynsk; 
Encontro das Santas Relíquias Atanásio de Bretsk;
Presbíteros Alexios, Dimitri, Maria Skotsva e Seus Filhos Yuri e Ilia;
Tom 8


O Santo Profeta Elias (Ilias) foi um dos maiores dos profetas e o primeiro no Antigo Testamento a levar uma vida de virgindade (celibatária). Ele nasceu em Galaadian Thesbia (Tishbe), na tribo de levi, 900 anos antes da Encarnação do Verbo de Deus. 
Santo Epifânios, de Chipe, fez o seguinte drelato sobre o nascimento do Profeta Elias: 
"Quando Elias nasceu, seu pai Sobach teve uma visão, que homens bonitos o saudavam, o envolviam no fogo e alimentavam a chama do fogo".  
O nome Elias (a força do Senhor) dado à criança definiu toda a sua vida. Desde os anos de sua juventude, Elias se dedicou ao Único Deus, estabeleceu-se no deserto e passou toda a sua vida em estrito jejum, meditação Divina e oração. 
Chamado para o serviço profético, diante do rei israelita Acabe, o Profeta revelou-se um ardoroso defensor da verdadeira fé e piedade. Durante esse tempo, a nação israelita se afastou da fé de seus pais, abandonaram o Deus Único e adoraram os ídolos pagãos, cuja adoração foi introduzida pelo ímpio rei Jereboam. Uma especial devota da adoração de ídolos foi a esposa do rei Acabe, a pagã Jezabel. 
A adoração do ídolo de Baal levou os israelitas à completa decadência moral. Vendo a ruína de sua nação, o Profeta Elias começou a denunciar o rei Acabe por impiedade e a exortá-lo a se arrepender e se voltar para o Deus Verdadeiro. O rei não quis ouvi-lo. O Profeta Elias então declarou-lhe a punição Divina, pela qual não haveria chuva e nem orvalho sobre o solo, e que esta estiagem somente cessaria por meio de sua oração. E, de fato, por meio da oração do profeta, os céus foram fechados e houve seca e fome por toda a terra. A nação sofria com o calor e a fome incessantes. 
O Senhor por meio de Sua misericórdia, vendo o sofrimento do povo, estava preparado para perdoar a todos e mandar chuva sobre a terra, mas não queria anular as palavras do Profeta Elias, entristecido e desejoso de converter o coração dos israelitas ao arrependimento e devolvê-los à verdadeira adoração a Deus. 
Tendo salvado o Profeta Elias das mãos de Jezabel, o Senhor durante este tempo de tribulação o enviou a um lugar secreto do riacho Horath. O Senhor ordenou que corvos vorazes trouxessem comida ao profeta, levando-o a sentir pena da nação sofredora. Quando o riacho Horath secou, ​​o Senhor enviou o Profeta Elias para Sidonian Sarepta, para uma viúva pobre, que sofreu junto com seus filhos na expectativa de morrer de fome. A pedido do profeta, ela preparou-lhe um pão com a última medida de farinha e o restante do azeite. Depois disso, por meio da oração do Profeta Elias, a farinha e o azeite não se esgotaram na casa da viúva durante todo o período de fome. Pelo poder de sua oração, o profeta fez outro milagre: Ele ressuscitou o filho morto da viúva. 
Após o fim de três anos de seca, o Senhor Misericordioso, enviou o profeta ao Rei Acabe para pôr fim ao infortúnio. O Profeta Elias deu ordens para reunir no Monte Carmelo todo o Israel e os sacerdotes pagãos de Baal. Quando a nação se reuniu, o Profeta Elias propôs a construção de dois altares sacrificiais: um - para os sacerdotes pagãos de Baal, e o outro, para ele, que estava a serviço do Deus Verdadeiro. "Aquele sobre o qual descer fogo dos céus, será mostrado como tendo o Deus Verdadeiro", disse o Profeta Elias, - "e todos terão que adorá-Lo, e aquele que não invocá-Lo, será entregue a morte". 
Os profetas de Baal foram os primeiros a oferecer sacrifícios: clamaram ao ídolo de manhã e à tarde, mas em vão - os céus ficaram silenciosos. Perto da noite, o santo Profeta Elias construiu seu altar de sacrifício com 12 pedras (o número das tribos de Israel), colocou a oferenda sobre a lenha, deu ordem para cavar uma vala ao redor do altar e ordenou que o sacrifício e a lenha fossem ensopados com água. Quando o fosso se encheu de água, o ardente profeta voltou-se para Deus em oração, e pediu que o Senhor enviasse fogo do céu para ensinar o rebelde e obstinado povo israelita a voltar seus corações para Ele. Por meio da oração do profeta desceu fogo do céu e caiu sobre o sacrifício, a lenha, as pedras e até mesmo a água. O povo prostrou-se, clamando: “Na verdade o Senhor é o Único Deus e não há outro além Dele!”. 
Então o Profeta Elias matou todos os sacerdotes pagãos de Baal e começou a orar para que chovesse. Por meio de sua oração, os céus se abriram e caiu uma chuva abundante, regando a terra ressecada. 
O rei Acabe reconheceu seu erro e se arrependeu de seus pecados, mas sua esposa Jezabel ameaçou matar o profeta de Deus. O Profeta Elias fugiu para o reino da Judéia e, lamentando por não ter conseguido erradicar a idolatria, pediu a Deus sua morte. Um anjo do Senhor veio ante ele, fortaleceu-o com comida e ordenou-lhe que fizesse uma longa jornada. O Profeta Elias passou quarenta dias e quarenta noites e, tendo chegado ao Monte Horebe, instalou-se em uma caverna. Lá, depois de uma terrível tempestade, um terremoto e uma explosão de chamas, o Senhor apareceu "em um vento tranquilo" [3 Reis 19:12 (1 Reis 19:12 nas Bíblias Ocidentais)], e revelou ao profeta em luto que Ele preservou sete mil servos fiéis que não eram adoradores de Baal. O Senhor ordenou ao Profeta Elias que ungisse Elisei (Eliseu) para o serviço profético. 
Por causa de seu zelo ardente pela Glória de Deus, o Profeta Elias foi levado vivo ao Céu em uma carruagem de fogo. O Profeta Elisei (Eliseu) testemunhou a ascensão do Profeta Elias aos céus em uma carruagem de fogo, e recebeu junto com seu manto caído (capa) um dom de espírito profético duas vezes maior do que o do Profeta Elias possuía. 
De acordo com a Santa Tradição da Igreja, o Profeta Elias será um precursor da terrível segunda vinda de Cristo na terra, e durante esse tempo, um dos sinais da pregação profética, será o da morte corporal. 
A vida do santo Profeta Elias está registrada nos livros do Antigo Testamento (3 Reis; 4 Reis; Sirach / Eclesiastes 48: 1-15; 1 Macabeus 2: 58). No momento da Transfiguração [Preobrazhenie], o Profeta Elias conversou com o Salvador no Monte Thabor (Tabor) (Mt. 17: 3; Mc. 9: 4; Lc. 9: 30). 
O dia da escalada ao céu do Profeta Elias, tem sido venerado na Igreja de Cristo ao longo dos séculos. A Igreja Ortodoxa Russa venera o Profeta Elias entre os santos. A primeira igreja, construída em Kiev pelo Príncipe Igor, estava em nome do Profeta Elias. Após o Batismo, a sagrada Princesa Olga, Igual aos Apóstolos (Com. 14 de julho) construiu um templo dedicado ao Santo Profeta Elias em sua região natal, no vilarejo de Vibuta. 
A tradição iconográfica retrata o Profeta Elias subindo em uma carruagem com rodas de fogo, que são rodeadas por todos os lados com chamas e atreladas a quatro cavalos alados. 
Leituras Comemorativas 
Lucas 4:22-30 Matinas
Tiago 5:10-20
Lucas 4:22-30


Oração Antes de Ler as Escrituras 

Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

MATINAS (9)

João 20:19-31

Fragmento 65A – Naquele primeiro dia da semana, ao entardecer daquele dia, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-Se no meio e disse-lhes: “Paz seja convosco”. Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se, pois, os discípulos ao verem o Senhor. Disse-lhes, então, Jesus segunda vez: “Paz seja convosco; assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós”. E havendo dito isso, soprou sobre eles, e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; e àqueles a quem os retiverdes, são-lhes retidos”. Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, os outros discípulos: “Vimos o Senhor”. Ele, porém, lhes respondeu: “Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei”. Oito dias depois estavam os discípulos outra vez ali reunidos, e Tomé com eles. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, pôs-Se no meio deles e disse: “Paz seja convosco”. Depois disse a Tomé: “Chega aqui o teu dedo, e vê as Minhas mãos; chega a tua mão, e mete-a no Meu lado; e não mais sejas incrédulo, mas crente”. Respondeu-Lhe Tomé: “Senhor meu, e Deus meu!” Disse-lhe Jesus: “Porque Me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram e creram”. Jesus, na verdade, operou na presença de Seus discípulos ainda muitos outros sinais que não estão escritos neste livro; estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu Nome.

LITURGIA

Tropárion da Ressurreição, 8º Tom
Tu desceste do alto dos Céus, Ó Deus misericordioso, / e aceitaste estar sepultado durante três dias, / a fim de nos libertares de nossas paixões. // Senhor, nossa via e ressurreição, glória a Ti!

Tropárion de São Mateus, no 3º Tom (Santo Patrono)
Com zelo seguiste a Cristo, o Mestre, / Que em Sua bondade apareceu aos homens na Terra, / E da alfândega te chamou para Apóstolo / e Pregador do Evangelho ao universo, /por isto honramos tua preciosa memória. / Ó divinamente eloquente, Mateus. /Roga ao Deus misericordioso // que nos conceda a remissão das transgressões e a salvação das nossas almas!

Tropárion, Tom 4: “Anjo na carne, fundamento dos profetas, / segundo precursor da vinda do Cristo; / o glorioso Elias, que do alto faz descer a graça sobre Eliseu, / afasta as doenças e purifica os leprosos. // E sobre os que o veneram faz jorrar as curas.”

Kondákion da Ressurreição, Tom 8
Ressuscitado do túmulo Tu despertaste os mortos, / e ergueste Adão e Eva dançou de alegria na Tua ressurreição; / e os confins da terra mantiveram festas triunfais // na Tua ressurreição dentre os mortos, Ó Tu que És muito misericordioso.

Tom 4: Deixando os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um sábio comerciante, rico da sabedoria do Alto. / Proclamaste a Palavra da Verdade, /e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.

Glória ao Pai e ao Filho e ao espírito Santo...

Tom 2: “Profeta de sublime nome, Elias, / que prevês os grandes feitos do nosso Deus / e submetes à tua palavra as nuvens portadoras de chuva, // roga por nós ao único Amigo dos homens.” 

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Tom 6: Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Intercessora ante o Criador / não desprezes as súplicas de nenhum de nós, pecadores. / Mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe Bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós, junto de Deus; // tu que defendes sempre aqueles que te veneram.

Prokímenon, no 8º Tom

R. Fazei votos e pagai-os ao Senhor vosso Deus. (Sl. 75:11)

V. Conhecido É Deus em Judá, grande É o Seu Nome em Israel (Sl. 75:1)

1 Coríntios 3:9-17

Fragmento 128 - Irmãos, nós somos cooperadores de Deus, vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei eu como sábio construtor, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este Fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será revelada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá prejuízo; mas o tal será salvo, todavia, como que pelo fogo. Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque sagrado é o santuário de Deus, que sois vós.

Aleluia no 8º Tom:

Aleluia, Aleluia, Aleluia! (3x)

Vinde, alegremo-nos no Senhor, brademos com júbilo a Deus, nosso Salvador.

Cheguemo-nos diante do Seu semblante com ações de graças,
e com salmos a Ele festejemos com júbilo.

Mateus 14:22-34

Fragmento 59 - Naquela ocasião, Jesus obrigou os Seus discípulos a entrar no barco, e passar adiante d’Ele para o outro lado, enquanto Ele despedia as multidões. Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte. Ao anoitecer, estava ali sozinho. Entrementes, o barco já estava a muitos estádios da terra, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário. À quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. Os discípulos, porém, ao vê-Lo andando sobre o mar, assustaram-se e disseram: É um fantasma. E gritaram de medo. Jesus, porém, imediatamente lhes falou, dizendo: Tende ânimo; Sou Eu; não temais. Respondeu-Lhe Pedro: Senhor, se És Tu, manda-me ir ter Contigo sobre as águas. Disse-lhe Ele: Vem. Pedro, descendo do barco, e andando sobre as águas, foi ao encontro de Jesus. Mas, sentindo o vento, teve medo; e, começando a submergir, clamou: Senhor, salva-me. Imediatamente estendeu Jesus a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste? E logo que subiram para o barco, o vento cessou. Então os que estavam no barco adoraram-No, dizendo: Verdadeiramente Tu És Filho de Deus. Ora, terminada a travessia, chegaram à terra em Genezaré.

† † †


HOMILIAS


“Coragem! Sou Eu!”

Se em alguma ocasião chegássemos a tombar no recife das tentações, recordemos que foi Jesus quem nos mandou subir na barca da prova, e que quer que lhe precedamos na margem oposta. Pois é impossível, para quem não passou pela tentação das ondas e do vento contrário, chegar àquela margem. Assim, quando nos víssemos cercados por múltiplas dificuldades, e mediante um esforço moderado tivéssemos de certa forma conseguido esquivar-se delas, imaginemos que nossa barca se encontra em mar aberto, sacudida pelas ondas que desejariam fazer-nos naufragar na fé ou em alguma outra virtude. Porém, quando víssemos que é o espírito do mal que ataca-nos, então temos de concluir que o vento nos é contrário.

Contudo, quando suportando o vento contrário tivessem transcorrido as três vigílias da noite, isto é, das trevas que acompanham a tentação, lutando intrepidamente de acordo com as nossas forças, procurando escapar ao naufrágio da fé – a primeira vigília representa o pai das trevas e do pecado; a segunda seu filho, “o adversário”, em revolta contra tudo o que traz o nome de Deus ou o que é objeto de adoração; a terceira, o espírito inimigo do Espírito Santo –, estejamos seguros que, vindo a quarta vigília, quando a noite vai adiantada e está prestes a amanhecer, o Filho de Deus virá junto a nós, caminhando sobre as ondas para acalmar o nosso mar agitado. E quando víssemos que o Verbo nos aparece, talvez nos assustemos antes de percebermos de que estamos na presença do Salvador, e, crendo ver um fantasma, gritaremos atemorizados, mas ele nos dirá em seguida: Coragem, sou eu, não tenham medo!

E se entre nós se encontrar outro Pedro, mais fortemente comovido pelas palavras de coragem do Senhor, esse Pedro em caminho para uma perfeição que ainda não alcançou, descendo da barca – como fugindo da tentação que o acometia – em um primeiro momento andou querendo aproximar-se de Jesus sobre as águas; porém, sendo a sua fé ainda insuficiente, e agitado pela dúvida, sentirá a força do vento, sentirá medo e começará a afundar. Mas não afundará, porque gritando se dirigirá a Jesus suplicando: Senhor, salva-me! E imediatamente, também a este Pedro que lhe suplica dizendo: Senhor, salva-me, o Verbo lhe estenderá a mão e socorrerá a este homem, agarrando-o no preciso momento em que começava a afundar, e lançando-lhe em face sua pouca fé e o ter duvidado. Contudo, observa que não lhe disse: “Incrédulo”, mas: homem de pouca fé, e que acrescentou: Por que duvidaste?, como alguém que, apesar de ter um pouco de fé, vacila e não se comporta de modo contrário.

Momentos depois, tanto Jesus como Pedro subiram na barca e o vento se acalmou. Os que estavam na barca, percebendo de que perigos foram salvos, o adoraram dizendo: Realmente és o Filho de Deus.

Orígenes (séc. III)

† † †


“Senhor, Salva-Me, Porque Estou Afundando”

O Evangelho que nos foi proclamado e que recolhe o episódio de Cristo, o Senhor, andando sobre as ondas do mar, e do Apóstolo Pedro, que ao caminhar sobre as águas vacilou sob a ação do temor, duvidando se afundava e confiando novamente saiu flutuando, nos convida a ver no mar um símbolo do mundo atual, e no Apóstolo Pedro a figura da única Igreja.

Na realidade, Pedro em pessoa – ele, o primeiro na ordem dos apóstolos e generosíssimo no amor a Cristo – com frequência responde em nome de todos. Quando o Senhor Jesus perguntou quem dizia o povo que ele era, enquanto os demais discípulos lhe informam sobre as distintas opiniões que circulavam entre os homens, ao insistir o Senhor em sua pergunta e dizer: E vós, quem dizeis que eu sou?, Pedro respondeu: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo. A resposta a deu um em nome de muitos, a unidade em nome da pluralidade.

Contemplando a este membro da Igreja, tratemos de discernir nele o que procede de Deus e o que procede de nós. Deste modo não vacilaremos, mas estaremos fundamentados sobre a pedra, estaremos firmes e estáveis contra os ventos, as chuvas e os rios, isto é, contra as tentações do mundo presente. Observai, pois, nesse Pedro que então era nossa imagem: algumas vezes confia, outras vacila; algumas vezes lhe confessa imortal e outras teme que morra. Por isso, porque a Igreja tem membros seguros, tem também inseguros, e não pode subsistir sem seguros nem sem inseguros. Naquilo que Pedro disse: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo, representa os que são seguros; no fato de tremer e vacilar, não querendo que Cristo padecesse, temendo a morte e não reconhecendo a Vida, representa aos inseguros da Igreja. Assim, portanto, naquele único apóstolo, ou seja, em Pedro, o primeiro e principal entre os apóstolos, no qual estava prefigurada a Igreja, deviam estar representados os dois tipos de fiéis, ou seja, os seguros e os inseguros, já que sem eles não existe a Igreja.

Este é também o significado do que nos acabou de ser lido: Senhor, se és tu, manda-me ir até ti andando sobre a água. E, diante de uma ordem do Senhor, Pedro verdadeiramente caminhou sobre as águas, consciente de não poder fazê-lo por si mesmo. Pode a fé o que a humana fraqueza era incapaz de fazer. Estes são os seguros da Igreja. Ordene-o o Deus homem e o homem poderá o impossível. Vem – disse ele –, e Pedro desceu e começou a andar sobre as águas: pôde fazê-lo porque o havia ordenado a Pedra. Eis aqui do que Pedro é capaz em nome do Senhor; o que é que pode por si mesmo? Ao sentir a força do vento, ficou com medo, começou a se afundar e gritou: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Confiou no Senhor, pôde no Senhor; vacilou como homem, retornou ao Senhor. Em seguida estendeu a ajuda de sua destra, agarrou ao que estava afundando, censurou ao desconfiado: Que pouca fé!

Bom, irmãos, temos que terminar o sermão. Considerai o mundo como se fosse o mar: vento fortíssimo, tempestade violenta. Para cada um de nós, suas paixões são sua tempestade. Amas a Deus: andas sobre o mar, sob os teus pés ruge a agitação do mundo. Amas ao mundo: ele te engolirá. Ele sabe devorar, não suportar os seus adoradores. Porém, quando o sopro da concupiscência agita teu coração, para vencer tua sensualidade invoca sua divindade. E se teu pé vacila, se hesitas, se existe algo que não consegues superar, se começas a te afundar, diz: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Porque só te livra da morte da carne aquele que na carne morreu por ti. 

Bem-Aventurado Agostinho, Bispo de Hypona (Séc. V)

† † †


“A Insondável Profundidade De Deus”

Deus está em todas as partes, é imenso e está próximo de todos, conforme atesta de si mesmo: Eu sou – diz – um Deus próximo, e não distante. O Deus que buscamos não está longe de nós, já que está dentro de nós, se somos dignos de sua presença. Habita em nós como a alma no corpo, na condição de que sejamos seus membros sãos, de que estejamos mortos ao pecado. Então, habita verdadeiramente em nós aquele que disse: Habitarei e caminharei com eles. Se somos dignos de que ele esteja em nós, então somos realmente vivificados por ele, como seus membros vivos: Pois nele – como afirma o apóstolo – vivemos, nos movemos e existimos.

Quem, pergunto-me, será capaz de penetrar no conhecimento do Altíssimo se consideramos o inefável e incompreensível de seu ser? Quem poderá investigar as profundezas de Deus? Quem poderá gloriar-se de conhecer ao Deus infinito que tudo preenche e tudo envolve, que tudo penetra e tudo supera, que tudo abarca e tudo transcende? A Deus ninguém jamais o viu tal como é. Ninguém, portanto, tenha a presunção de perguntar-se sobre o indecifrável de Deus, o que foi, como foi, quem foi. Estas são coisas inefáveis, inescrutáveis, impenetráveis; limita-te a crer com simplicidade, porém com firmeza, que Deus é e será tal como foi, porque é imutável.

Quem é, portanto, Deus? O Pai, o Filho e o Espírito Santo são um só Deus. Não questione mais a respeito de Deus; porque os que querem conhecer as profundezas insondáveis devem antes considerar as coisas da natureza. De fato, o conhecimento da Trindade divina se compara, com razão, à profundidade do mar, conforme aquela expressão do Eclesiastes: O que existe é distante e muito obscuro, quem o examinará? Porque, assim como a profundidade do mar é impenetrável aos nossos olhos, assim também a divindade da Trindade escapa a nossa compreensão. E, por isto, insisto, se alguém se esforça em saber o que deve crer, não pense que o compreenderá melhor dissertando do que crendo; ao contrário, ao ser buscado, o conhecimento da divindade se afastará ainda mais que antes daquele que pretenda alcançá-lo.

Busca, portanto, o conhecimento supremo, não com investigações verbais, mas com a perfeição de um bom comportamento; não com palavras, mas com a fé que procede de um coração simples e que não é fruto de uma argumentação baseada em uma sabedoria irreverente. Portanto, se buscas mediante o discurso racional ao que é inefável, ficarás muito longe, mais do que estavas; porém, se o buscas com fé, a sabedoria estará à porta, que é onde tem a sua morada, e ali será contemplada, pelo menos parcialmente. E também podemos realmente alcançá-la um pouco quando cremos naquele que é invisível, sem compreendê-lo; porque Deus há de ser crido tal como é, invisível, mesmo que o coração puro possa, em parte, contemplá-lo.

São Columba, de Iona (séc. VI)

† † †

sábado, 2 de agosto de 2025

8º Sábado Depois de Pentecostes


02 de Agosto de 2025 (CC) / 20 de Julho (CE)
Santo Profeta Elias (Séc. IX a.C); 
Aarão, Sumo Sacerdote; Abraão da Gália;  Leôncio e Sabas de Stromynsk; 
Encontro das Santas Relíquias Atanásio de Bretsk;
Presbíteros Alexios, Dimitri, Maria Skotsva e Seus Filhos Yuri e Ilia;
Tom 6


O Santo Profeta Elias (Ilias) foi um dos maiores dos profetas e o primeiro no Antigo Testamento a levar uma vida de virgindade (celibatária). Ele nasceu em Galaadian Thesbia (Tishbe), na tribo de levi, 900 anos antes da Encarnação do Verbo de Deus. 
Santo Epifânios, de Chipe, fez o seguinte drelato sobre o nascimento do Profeta Elias: 
"Quando Elias nasceu, seu pai Sobach teve uma visão, que homens bonitos o saudavam, o envolviam no fogo e alimentavam a chama do fogo". 
O nome Elias (a força do Senhor) dado à criança definiu toda a sua vida. Desde os anos de sua juventude, Elias se dedicou ao Único Deus, estabeleceu-se no deserto e passou toda a sua vida em estrito jejum, meditação Divina e oração. 
Chamado para o serviço profético, diante do rei israelita Acabe, o Profeta revelou-se um ardoroso defensor da verdadeira fé e piedade. Durante esse tempo, a nação israelita se afastou da fé de seus pais, abandonaram o Deus Único e adoraram os ídolos pagãos, cuja adoração foi introduzida pelo ímpio rei Jereboam. Uma especial devota da adoração de ídolos foi a esposa do rei Acabe, a pagã Jezabel. 
A adoração do ídolo de Baal levou os israelitas à completa decadência moral. Vendo a ruína de sua nação, o Profeta Elias começou a denunciar o rei Acabe por impiedade e a exortá-lo a se arrepender e se voltar para o Deus Verdadeiro. O rei não quis ouvi-lo. O Profeta Elias então declarou-lhe a punição Divina, pela qual não haveria chuva e nem orvalho sobre o solo, e que esta estiagem somente cessaria por meio de sua oração. E, de fato, por meio da oração do profeta, os céus foram fechados e houve seca e fome por toda a terra. A nação sofria com o calor e a fome incessantes. 
O Senhor por meio de Sua misericórdia, vendo o sofrimento do povo, estava preparado para perdoar a todos e mandar chuva sobre a terra, mas não queria anular as palavras do Profeta Elias, entristecido e desejoso de converter o coração dos israelitas ao arrependimento e devolvê-los à verdadeira adoração a Deus. 
Tendo salvado o Profeta Elias das mãos de Jezabel, o Senhor durante este tempo de tribulação o enviou a um lugar secreto do riacho Horath. O Senhor ordenou que corvos vorazes trouxessem comida ao profeta, levando-o a sentir pena da nação sofredora. Quando o riacho Horath secou, ​​o Senhor enviou o Profeta Elias para Sidonian Sarepta, para uma viúva pobre, que sofreu junto com seus filhos na expectativa de morrer de fome. A pedido do profeta, ela preparou-lhe um pão com a última medida de farinha e o restante do azeite. Depois disso, por meio da oração do Profeta Elias, a farinha e o azeite não se esgotaram na casa da viúva durante todo o período de fome. Pelo poder de sua oração, o profeta fez outro milagre: Ele ressuscitou o filho morto da viúva. 
Após o fim de três anos de seca, o Senhor Misericordioso, enviou o profeta ao Rei Acabe para pôr fim ao infortúnio. O Profeta Elias deu ordens para reunir no Monte Carmelo todo o Israel e os sacerdotes pagãos de Baal. Quando a nação se reuniu, o Profeta Elias propôs a construção de dois altares sacrificiais: um - para os sacerdotes pagãos de Baal, e o outro, para ele, que estava a serviço do Deus Verdadeiro. "Aquele sobre o qual descer fogo dos céus, será mostrado como tendo o Deus Verdadeiro", disse o Profeta Elias, - "e todos terão que adorá-Lo, e aquele que não invocá-Lo, será entregue a morte". 
Os profetas de Baal foram os primeiros a oferecer sacrifícios: clamaram ao ídolo de manhã e à tarde, mas em vão - os céus ficaram silenciosos. Perto da noite, o santo Profeta Elias construiu seu altar de sacrifício com 12 pedras (o número das tribos de Israel), colocou a oferenda sobre a lenha, deu ordem para cavar uma vala ao redor do altar e ordenou que o sacrifício e a lenha fossem ensopados com água. Quando o fosso se encheu de água, o ardente profeta voltou-se para Deus em oração, e pediu que o Senhor enviasse fogo do céu para ensinar o rebelde e obstinado povo israelita a voltar seus corações para Ele. Por meio da oração do profeta desceu fogo do céu e caiu sobre o sacrifício, a lenha, as pedras e até mesmo a água. O povo prostrou-se, clamando: “Na verdade o Senhor é o Único Deus e não há outro além Dele!”. 
Então o Profeta Elias matou todos os sacerdotes pagãos de Baal e começou a orar para que chovesse. Por meio de sua oração, os céus se abriram e caiu uma chuva abundante, regando a terra ressecada.
O rei Acabe reconheceu seu erro e se arrependeu de seus pecados, mas sua esposa Jezabel ameaçou matar o profeta de Deus. O Profeta Elias fugiu para o reino da Judéia e, lamentando por não ter conseguido erradicar a idolatria, pediu a Deus sua morte. Um anjo do Senhor veio ante ele, fortaleceu-o com comida e ordenou-lhe que fizesse uma longa jornada. O Profeta Elias passou quarenta dias e quarenta noites e, tendo chegado ao Monte Horebe, instalou-se em uma caverna. Lá, depois de uma terrível tempestade, um terremoto e uma explosão de chamas, o Senhor apareceu "em um vento tranquilo" [3 Reis 19:12 (1 Reis 19:12 nas Bíblias Ocidentais)], e revelou ao profeta em luto que Ele preservou sete mil servos fiéis que não eram adoradores de Baal. O Senhor ordenou ao Profeta Elias que ungisse Elisei (Eliseu) para o serviço profético. 
Por causa de seu zelo ardente pela Glória de Deus, o Profeta Elias foi levado vivo ao Céu em uma carruagem de fogo. O Profeta Elisei (Eliseu) testemunhou a ascensão do Profeta Elias aos céus em uma carruagem de fogo, e recebeu junto com seu manto caído (capa) um dom de espírito profético duas vezes maior do que o do Profeta Elias possuía.
De acordo com a Santa Tradição da Igreja, o Profeta Elias será um precursor da terrível segunda vinda de Cristo na terra, e durante esse tempo, um dos sinais da pregação profética, será o da morte corporal.
A vida do santo Profeta Elias está registrada nos livros do Antigo Testamento (3 Reis; 4 Reis; Sirach / Eclesiastes 48: 1-15; 1 Macabeus 2: 58). No momento da Transfiguração [Preobrazhenie], o Profeta Elias conversou com o Salvador no Monte Thabor (Tabor) (Mt. 17: 3; Mc. 9: 4; Lc. 9: 30).
O dia da escalada ao céu do Profeta Elias, tem sido venerado na Igreja de Cristo ao longo dos séculos. A Igreja Ortodoxa Russa venera o Profeta Elias entre os santos. A primeira igreja, construída em Kiev pelo Príncipe Igor, estava em nome do Profeta Elias. Após o Batismo, a sagrada Princesa Olga, Igual aos Apóstolos (Com. 14 de julho) construiu um templo dedicado ao Santo Profeta Elias em sua região natal, no vilarejo de Vibuta.
A tradição iconográfica retrata o Profeta Elias subindo em uma carruagem com rodas de fogo, que são rodeadas por todos os lados com chamas e atreladas a quatro cavalos alados.
Leituras Comemorativas 
Lucas 4:22-30 Matinas
Tiago 5:10-20
Lucas 4:22-30
Tropárion, Tom 4: “Anjo na carne, fundamento dos profetas, / segundo precursor da vinda do Cristo; / o glorioso Elias, que do alto faz descer a graça sobre Eliseu, / afasta as doenças e purifica os leprosos. // E sobre os que o veneram faz jorrar as curas.”

Kondákion, Tom 2: “Profeta de sublime nome, Elias, / que prevês os grandes feitos do nosso Deus / e submetes à tua palavra as nuvens portadoras de chuva, // roga por nós ao único Amigo dos homens.” 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Romanos 13:1-19

1 Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus. 2 Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. 3 Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; 4 porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal. 5 Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência. 6 Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo. 7 Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. 8 A ninguém devais coisa alguma, senão o amor recíproco; pois quem ama ao próximo tem cumprido a lei. 9 Com efeito: Não adulterarás; não matarás; não furtarás; não cobiçarás; e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. 10 O amor não faz mal ao próximo. De modo que o amor é o cumprimento da lei.

Mateus 12:30-37

30 Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha. 31 Portanto vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. 32 Se alguém disser alguma palavra contra o Filho do homem, isso lhe será perdoado; mas se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo, nem no vindouro. 33 Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom; ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore. 34 Raça de víboras! como podeis vós falar coisas boas, sendo maus? pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. 35 O homem bom, do seu bom tesouro tira coisas boas, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más. 36 Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. 37 Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado.

† † †

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

6ª Sexta-feira Depois de Pentecostes


02 de Agosto de 2024 (CC) / 20 de Julho (CE)
Santo Profeta Elias (Séc. IX a.C); 
Aarão, Sumo Sacerdote; Abraão da Gália;  Leôncio e Sabas de Stromynsk; 
Encontro das Santas Relíquias Atanásio de Bretsk;
Presbíteros Alexios, Dimitri, Maria Skotsva e Seus Filhos Yuri e Ilia;
Tom 4


O Santo Profeta Elias (Ilias) foi um dos maiores dos profetas e o primeiro no Antigo Testamento a levar uma vida de virgindade (celibatária). Ele nasceu em Galaadian Thesbia (Tishbe), na tribo de levi, 900 anos antes da Encarnação do Verbo de Deus. 
Santo Epifânios, de Chipe, fez o seguinte drelato sobre o nascimento do Profeta Elias: 
"Quando Elias nasceu, seu pai Sobach teve uma visão, que homens bonitos o saudavam, o envolviam no fogo e alimentavam a chama do fogo". 
O nome Elias (a força do Senhor) dado à criança definiu toda a sua vida. Desde os anos de sua juventude, Elias se dedicou ao Único Deus, estabeleceu-se no deserto e passou toda a sua vida em estrito jejum, meditação Divina e oração. 
Chamado para o serviço profético, diante do rei israelita Acabe, o Profeta revelou-se um ardoroso defensor da verdadeira fé e piedade. Durante esse tempo, a nação israelita se afastou da fé de seus pais, abandonaram o Deus Único e adoraram os ídolos pagãos, cuja adoração foi introduzida pelo ímpio rei Jereboam. Uma especial devota da adoração de ídolos foi a esposa do rei Acabe, a pagã Jezabel. 
A adoração do ídolo de Baal levou os israelitas à completa decadência moral. Vendo a ruína de sua nação, o Profeta Elias começou a denunciar o rei Acabe por impiedade e a exortá-lo a se arrepender e se voltar para o Deus Verdadeiro. O rei não quis ouvi-lo. O Profeta Elias então declarou-lhe a punição Divina, pela qual não haveria chuva e nem orvalho sobre o solo, e que esta estiagem somente cessaria por meio de sua oração. E, de fato, por meio da oração do profeta, os céus foram fechados e houve seca e fome por toda a terra. A nação sofria com o calor e a fome incessantes. 
O Senhor por meio de Sua misericórdia, vendo o sofrimento do povo, estava preparado para perdoar a todos e mandar chuva sobre a terra, mas não queria anular as palavras do Profeta Elias, entristecido e desejoso de converter o coração dos israelitas ao arrependimento e devolvê-los à verdadeira adoração a Deus. 
Tendo salvado o Profeta Elias das mãos de Jezabel, o Senhor durante este tempo de tribulação o enviou a um lugar secreto do riacho Horath. O Senhor ordenou que corvos vorazes trouxessem comida ao profeta, levando-o a sentir pena da nação sofredora. Quando o riacho Horath secou, ​​o Senhor enviou o Profeta Elias para Sidonian Sarepta, para uma viúva pobre, que sofreu junto com seus filhos na expectativa de morrer de fome. A pedido do profeta, ela preparou-lhe um pão com a última medida de farinha e o restante do azeite. Depois disso, por meio da oração do Profeta Elias, a farinha e o azeite não se esgotaram na casa da viúva durante todo o período de fome. Pelo poder de sua oração, o profeta fez outro milagre: Ele ressuscitou o filho morto da viúva. 
Após o fim de três anos de seca, o Senhor Misericordioso, enviou o profeta ao Rei Acabe para pôr fim ao infortúnio. O Profeta Elias deu ordens para reunir no Monte Carmelo todo o Israel e os sacerdotes pagãos de Baal. Quando a nação se reuniu, o Profeta Elias propôs a construção de dois altares sacrificiais: um - para os sacerdotes pagãos de Baal, e o outro, para ele, que estava a serviço do Deus Verdadeiro. "Aquele sobre o qual descer fogo dos céus, será mostrado como tendo o Deus Verdadeiro", disse o Profeta Elias, - "e todos terão que adorá-Lo, e aquele que não invocá-Lo, será entregue a morte". 
Os profetas de Baal foram os primeiros a oferecer sacrifícios: clamaram ao ídolo de manhã e à tarde, mas em vão - os céus ficaram silenciosos. Perto da noite, o santo Profeta Elias construiu seu altar de sacrifício com 12 pedras (o número das tribos de Israel), colocou a oferenda sobre a lenha, deu ordem para cavar uma vala ao redor do altar e ordenou que o sacrifício e a lenha fossem ensopados com água. Quando o fosso se encheu de água, o ardente profeta voltou-se para Deus em oração, e pediu que o Senhor enviasse fogo do céu para ensinar o rebelde e obstinado povo israelita a voltar seus corações para Ele. Por meio da oração do profeta desceu fogo do céu e caiu sobre o sacrifício, a lenha, as pedras e até mesmo a água. O povo prostrou-se, clamando: “Na verdade o Senhor é o Único Deus e não há outro além Dele!”. 
Então o Profeta Elias matou todos os sacerdotes pagãos de Baal e começou a orar para que chovesse. Por meio de sua oração, os céus se abriram e caiu uma chuva abundante, regando a terra ressecada.
O rei Acabe reconheceu seu erro e se arrependeu de seus pecados, mas sua esposa Jezabel ameaçou matar o profeta de Deus. O Profeta Elias fugiu para o reino da Judéia e, lamentando por não ter conseguido erradicar a idolatria, pediu a Deus sua morte. Um anjo do Senhor veio ante ele, fortaleceu-o com comida e ordenou-lhe que fizesse uma longa jornada. O Profeta Elias passou quarenta dias e quarenta noites e, tendo chegado ao Monte Horebe, instalou-se em uma caverna. Lá, depois de uma terrível tempestade, um terremoto e uma explosão de chamas, o Senhor apareceu "em um vento tranquilo" [3 Reis 19:12 (1 Reis 19:12 nas Bíblias Ocidentais)], e revelou ao profeta em luto que Ele preservou sete mil servos fiéis que não eram adoradores de Baal. O Senhor ordenou ao Profeta Elias que ungisse Elisei (Eliseu) para o serviço profético. 
Por causa de seu zelo ardente pela Glória de Deus, o Profeta Elias foi levado vivo ao Céu em uma carruagem de fogo. O Profeta Elisei (Eliseu) testemunhou a ascensão do Profeta Elias aos céus em uma carruagem de fogo, e recebeu junto com seu manto caído (capa) um dom de espírito profético duas vezes maior do que o do Profeta Elias possuía.
De acordo com a Santa Tradição da Igreja, o Profeta Elias será um precursor da terrível segunda vinda de Cristo na terra, e durante esse tempo, um dos sinais da pregação profética, será o da morte corporal.
A vida do santo Profeta Elias está registrada nos livros do Antigo Testamento (3 Reis; 4 Reis; Sirach / Eclesiastes 48: 1-15; 1 Macabeus 2: 58). No momento da Transfiguração [Preobrazhenie], o Profeta Elias conversou com o Salvador no Monte Thabor (Tabor) (Mt. 17: 3; Mc. 9: 4; Lc. 9: 30).
O dia da escalada ao céu do Profeta Elias, tem sido venerado na Igreja de Cristo ao longo dos séculos. A Igreja Ortodoxa Russa venera o Profeta Elias entre os santos. A primeira igreja, construída em Kiev pelo Príncipe Igor, estava em nome do Profeta Elias. Após o Batismo, a sagrada Princesa Olga, Igual aos Apóstolos (Com. 14 de julho) construiu um templo dedicado ao Santo Profeta Elias em sua região natal, no vilarejo de Vibuta.
A tradição iconográfica retrata o Profeta Elias subindo em uma carruagem com rodas de fogo, que são rodeadas por todos os lados com chamas e atreladas a quatro cavalos alados.
Leituras Comemorativas 
Lucas 4:22-30 Matinas
Tiago 5:10-20
Lucas 4:22-30
Tropárion, Tom 4
“Anjo na carne, fundamento dos profetas, / segundo precursor da vinda do Cristo; / o glorioso Elias, que do alto faz descer a graça sobre Eliseu, / afasta as doenças e purifica os leprosos. // E sobre os que o veneram faz jorrar as curas.”

Kondákion, Tom 2
“Profeta de sublime nome, Elias, / que prevês os grandes feitos do nosso Deus / e submetes à tua palavra as nuvens portadoras de chuva, // roga por nós ao único Amigo dos homens.” 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

1 Coríntios 4:5-8

Fragmento 130B - Irmãos, não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o Qual iluminará o que está oculto nas trevas e revelará os desígnios do coração, e então haverá louvor da parte de Deus para todos. Isso, irmãos, eu acrescentei a mim mesmo e a Apolo por amor de vós, para que aprendais conosco a não ir além do que está escrito, e não a se exaltar um ante o outro. Pois quem te distingue? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido? 8 Já estais fartos! já estais ricos! Sem nós já chegastes a reinar! E tomara reinásseis de fato, para que também nós reinássemos convosco!

Mateus 13:44-54

Fragmento 55 - O Senhor disse esta parábola: O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim o Reino dos Céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; e, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. Igualmente o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. E disse-lhes Jesus: Entendestes todas estas coisas? Disseram-lhe eles: Sim, Senhor. E Ele disse-lhes: Por isso, todo o escriba instruído acerca do Reino dos Céus é semelhante a um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas. E aconteceu que Jesus, concluindo estas parábolas, Se retirou dali. E, chegando à Sua pátria, ensinava-os na sinagoga deles.

† † †

quinta-feira, 27 de junho de 2024

1ª Quinta-feira Depois de Pentecostes


27 de Junho de 2024 (CC) / 14 de Junho (CE)
Santo Profeta Eliseu; São Metódio, Patriarca de Constantinopla
Ícone da Santíssima Mãe de Deus, "Fiadora dos Pecadores" 
(Comemorado na Quinta-feira da 1ª Semana de Pentecostes
Semana Sem Jejum
Tom 7



Eliseu viveu novecentos anos antes de Cristo. Quando o Senhor quis tomar o Profeta Elias (Elias) para Si, Ele revelou a Elias que tinha designado Eliseu, filho de Safate, da tribo de Rúben da cidade de Abel-Meolá, como seu sucessor no serviço profético. Elias informou Eliseu da vontade de Deus e depôs sobre ele o seu manto, implorando a Deus por uma porção dupla da graça do espírito para Eliseu. E este, imediatamente deixou sua casa e família e seguiu Elias. 
Quando o Senhor levou Elias em uma carruagem de fogo, Eliseu permaneceu no serviço profético ainda com maior poder do que Elias. Por sua pureza e zelo, Eliseu igualou-se aos maiores profetas, e pelo poder milagroso que lhe foi dado por Deus, ultrapassou todos eles: Ele separou as águas do Jordão como Moisés uma vez dividira o Mar Vermelho; tornou potável as águas amargas em Jericó; tirou água para as trincheiras escavadas durante a guerra com os moabitas; multiplicou o óleo nos vasos da pobre viúva; ressuscitou o filho morto da mulher sunamita; alimentou uma centena de pessoas com vinte pequenos pães; curou o comandante Naamã da lepra; e fez a lepra do General vir sobre o seu servo Geazi por causa da ganância deste; cegou todo o exército sírio e também forçou outro exército a fugir; predisse muitos eventos para o país, bem como para os indivíduos. Eliseu morreu em uma idade muito avançada.  
São Metódio, Patriarca de Constantinopla
A Igreja possui uma grande devoção a São Metódio, Patriarca de Constantinopla, devido ao importante papel que desempenhou na luta contra os iconoclastas, por sua decisiva contribuição para a sua derrota final, bem como pela sua resistência heróica diante das perseguições que sofreu e, portanto, é honrado com os títulos do “Confessor” e “o Grande”. 
Metódio, que era natural de Sicília, em Siracusa, sua cidade natal, recebeu uma excelente educação e transferiu-se para Constantinopla com objetivo de obter um posto na corte. Lá, porém, ele conheceu um monge por quem passou a ter um grande afeto e, movido por seu aconselhamento espiritual, decidiu deixar o mundo e entrar para a vida religiosa. Construiu, mais tarde, um monastério na ilha de Kios, e quando apenas começava a formar a sua comunidade, foi chamado à Constantinopla pelo então Patriarca Nicéforo. Em 815, durante a segunda fase das perseguições iconoclastas, sob o reinado de Leão o Armênio, adotou uma atitude bastante firme e corajosa em defesa da veneração às imagens sagradas. Imediatamente após a deposição e exílio de São Nicéforo, Metódio partiu para Roma, provavelmente com a missão de informar ao Papa São Pascoal I, sobre a situação em Constantinopla, permanecendo por lá até a morte do Rei Leão V de Constantinopla. Acalentava-se grande esperança de que o seu sucessor, Miguel, o Tartamudo, fosse ficar favorável aos cristãos e, em 821, São Metódio retornou à Constantinopla com uma carta do Papa São Pascoal ao imperador, na qual solicitava a reposição de São Nicéforo ao trono de Constantinopla. Entretanto, logo que Miguel Tartamudo leu a carta, encheu-se de cólera, acusando Metódio de agitador profissional e de tentar criar sedição, ordenando que fosse banido, após receber uma grande surra. Alega-se que, em vez de baní-lo, foi aprisionado por sete anos numa espécie de túmulo ou mausoléu, juntamente com outros dois ladrões. Um deles morreu logo, mas o santo e seu outro companheiro de infortúnio foram abandonados em sua estreita prisão até que se cumprisse toda a sentença. 
Metódio, ao ser libertado, estava como um esqueleto, mantendo apenas um sopro de vida e, mesmo assim, conservava íntegro o seu espírito. Num curto espaço de tempo, já se encontrava plenamente restabelecido. Teve início, então, uma nova perseguição, patrocinada, desta vez, pelo imperador Teófilo. Metódio foi levado à sua presença e frontalmente acusado de novo de ter se envolvido em atividades subversivas no passado e de ter incitado o papa a escrever a famosa carta. O santo respondeu firmemente que tudo era falso, aproveitando a oportunidade para expressar as suas opiniões sobre o culto às imagens com estas palavras:  
“Se uma imagem tem tão pouco valor aos vossos olhos, e se renegais e condenais as imagens de Cristo, por que, do mesmo modo, não condenais também a veneração às vossas próprias representações? Ao contrário, longe de condenar o culto às vossas imagens, multiplicais continuamente!” 
Com a morte do imperador, em 842, sucedeu-o no trono a sua viúva, Theodora como regente de seu pequeno filho Miguel III. A Imperatriz se declarou favorável à veneração das imagens sagradas, tornando-se sua protetora. Durante um período de 30 anos, portanto, cessaram as perseguições, e os clérigos exilados puderam retornar, as imagens sagradas foram restituídas às igrejas de Constantinopla, e grande foi a alegria entre todos. João, o Gramático, iconoclasta declarado, foi deposto do trono, e São Metódio foi restabelecido em sua cátedra de Constantinopla. 
Entre os principais acontecimentos que marcaram o Patriarcado de São Metódio, destaca-se a realização de um Sínodo em Constantinopla, que ratificou os cânones promulgados pelo Concílio de Nicéia sobre os ícones; a instituição de uma festa da Ortodoxia denominada o “Triunfo da Ortodoxia”, que até os dias atuais é celebrada no primeiro domingo da Grande Quaresma; e o traslado das relíquias de seu predecessor, São Nicéforo, para Constantinopla. Além disso, este período de reconciliação ficou marcado por uma forte disputa entre os monges estuditas, que antes haviam sido os mais fervorosos apoiadores de São Metódio. Ao que parece, a causa destas desavenças teria sido a condenação de certos escritos de São Teodoro, o Estudita, pelo Patriarca. 
Após quatro anos no Trono Patriarcal de Constantinopla, São Metódio morreu, vítima de hidropesía, em 14 de junho de 847. O santo foi um escritor bastante profícuo. Mas, lamentavelmente, das muitas obras de poesia, teologia e controvérsias que lhe são atribuídas, restaram apenas alguns fragmentos que, ainda assim, podem não ser autênticos. No entanto, nos tempos modernos, graças a certas provas manuscritas recentemente descobertas, as autoridades no assunto estão inclinadas a crer que São Metódio seja, de fato, autor de alguns escritos hagiográficos que ainda estão conservados, especialmente “A Vida de São Teófanes”.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

Romanos 1:28-2:9

28 E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm; 29 estando cheios de toda a injustiça, malícia, cobiça, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, dolo, malignidade; 30 sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pais; 31 néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, sem misericórdia; 32 os quais, conhecendo bem o decreto de Deus, que declara dignos de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam. 1 Portanto, és inescusável, ó homem, qualquer que sejas, quando julgas, porque te condenas a ti mesmo naquilo em que julgas a outro; pois tu que julgas, praticas o mesmo. 2 E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade, contra os que tais coisas praticam. 3 E tu, ó homem, que julgas os que praticam tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo de Deus? 4 Ou desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te conduz ao arrependimento? 5 Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus, 6 que retribuirá a cada um segundo as suas obras; 7 a saber: a vida eterna aos que, com perseverança em favor o bem, procuram glória, e honra e incorrupção; 8 mas ira e indignação aos que são contenciosos, e desobedientes à iniqüidade; 9 tribulação e angústia sobre a alma de todo homem que pratica o mal, primeiramente do judeu, e também do grego…

Mateus 5:27-32

Fragmento 13 - O Senhor disse: Ouvistes que foi dito: 

“Não adulterarás”. 

Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu corpo para o inferno. Também foi dito: 

“Quem repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio”. 

Eu, porém, vos digo que todo aquele que repudia sua mulher, a não ser por causa de infidelidade, a faz adúltera; e quem se casar com a repudiada, comete adultério.

† † †