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quarta-feira, 2 de abril de 2025

5ª Quarta-feira da Grande Quaresma

02 de Abril de 2025 (CC) / 20 de Março (CE)
Santos Padres martirizados no Mosteiro de São Savas († 796);  
Jejum Quaresmal
Tom 7

Os monges João, Sérgio, Patrício e outros que foram assassinados no mosteiro de São Sava: Durante o século VIII, os arredores de Jerusalém foram submetidos a frequentes incursões dos sarracenos. O mosteiro de São Chariton foi devastado e caiu em ruínas. Por duas vezes os sarracenos tentaram saquear o mosteiro da Lavra de São Sava, o Santificado; mas, a Divina Providência protegeu o mosteiro. Os monges da Lavra obtiveram êxito em escapar das incursões bárbaras fugindo para Jerusalém, mas, certa feita, decidiram não abandonar o local onde buscaram a salvação por tantos anos.

No final da Grande Quaresma, na semana anterior ao Domingo de Ramos, em 13 de março, os sarracenos invadiram o mosteiro e exigiram que todos os objetos de valor fossem dados a eles. Ao receber a resposta dos monges, que no mosteiro não havia nada além de um escasso suprimento de comida e roupas velhas, os sarracenos começaram a atirar flechas nos habitantes do mosteiro. Treze homens foram mortos e muitos feridos, e as celas do mosteiro foram incendiadas. Os sarracenos pretendiam também incendiar a igreja do mosteiro, mas vendo à distância uma multidão de pessoas, eles confundiram isso com uma força do exército enviada de Jerusalém. Os sarracenos conseguiram fugir, carregando o pouco que conseguiram saquear. Depois que o inimigo fugiu, o Padre Thomas, um médico experiente, começou a ajudar os sobreviventes.

Na grande quinta-feira, 20 de março, os sarracenos, com uma força ainda maior, voltaram a invadir a Lavra e começaram a agredir os monges. Os que ficaram vivos foram levados para a igreja, onde foram torturados para dizerem onde o tesouros estariam escondidos. O mosteiro estava cercado, para que ninguém pudesse se salvar fugindo. Os bárbaros apoderaram-se de São João, um monge ainda jovem que antes cuidara dos moradores das ruas. Eles o espancaram ferozmente, depois cortaram os nervos de suas mãos e pés e arrastaram-no pelos pés sobre pedras, com o lamentável efeito de rasgar a pele das costas do mártir.

O guardião dos vasos da igreja, o monge Sérgio, escondeu os utensílios da igreja e tentou fugir, mas, foi capturado e decapitado. Vários dos monges, no entanto, conseguiram se esconder do lado de fora do mosteiro em uma caverna, mas isso foi visto por uma sentinela em uma colina e ordenaram que todos saíssem. Dentro da caverna, o monge Patrício, num sussurro, disse aos irmãos que se amontoavam com ele: "Não tenham medo, só eu no lugar de vocês emergirei e encontrarei a minha morte; enquanto isso, sentem-se e ore". Os sarracenos questionaram se havia mais alguém na caverna e o monge respondeu que estava sozinho. Eles o levaram para a igreja da Lavra, onde aqueles que ainda viviam aguardavam seu destino. Os sarracenos exigiram deles um resgate de 4.000 peças de ouro e os vasos sagrados. Os monges não foram capazes de dar tal resgate. Em seguida, levaram-nos para a caverna do monge Sava, localizada no recinto do mosteiro, e em frente à entrada da caverna, montaram uma fogueira, sobre a qual empilharam esterco, de modo a sufocar os presos com o fogo e vapores venenosos. Na caverna pereceram dezoito homens, entre os quais os monges João e Patrícios. Os que continuavam vivos os sarracenos continuaram a torturar, mas não conseguindo nada deles, finalmente deixaram o mosteiro.

Mais tarde, na noite de sexta-feira, os monges escondidos nas colinas retornaram à Lavra, eles levaram os corpos dos padres monásticos assassinados para a igreja e em pesar os enterraram lá.
 
Os bárbaros que saquearam o mosteiro foram punidos por Deus, sendo vitimados por uma doença súbita, na qual pereceram todos eles, e seus corpos se tornaram o espólio de feras. 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

HORA SEXTA

Isaías 41:4-14I

Quem operou e fez essas coisas? Conclamou-as ele, desde as gerações passadas. Eu, Deus, o primeiro e eterno Eu Sou. As nações o viram, e temeram; os confins da terra se aproximaram, vieram juntos, cada um para julgar por seu vizinho e ajudar o seu irmão. Entretanto, alguém dirá: O artífice animou-se, assim como o latoeiro que fere com o martelo e também forja. E, algumas vezes, irá ele dizer: Esta é uma peça bem encaixada, pois a fixaram com pregos. Assentá-los-ão, e ela não poderá ser movida. Mas tu, ó Israel, servo meu, Jacó, a quem escolhi, descendência de Abraão, a quem eu amei, a quem tomei desde os confins da terra, chamando-te dos seus lugares altos e dizendo-te: Tu és o meu servo; eu te escolhi e nunca te abandonei. Não temas, porque eu sou contigo; não te desesperes, porque sou o teu Deus, aquele que te fortaleceu. Ajudei-te e estabeleci com a justiça da minha destra. Eis que todos os teus adversários serão envergonhados e confundidos, porquanto eles serão como se não fossem. E todos os teus adversários perecerão. Irás procurá-los, entretanto não encontrarás os homens que insolentemente enfureceram-se contra ti. Porque eles serão como se nunca tivessem sido, e os que fazem guerra contra ti não mais existirão. Pois eu sou o teu Deus, que segura na tua mão direita e te diz: Não temas, Jacó, e tu Israel, ainda que sois poucos em número. Eu tenho te ajudado, diz o teu Deus, aquele que te redime, ó Israel.

VÉSPERAS

Gênesis 17:1-9 

Abrão tinha já noventa e nove anos de idade. E o Senhor apareceu a Abrão, e disse-lhe: Eu sou o teu Deus. Sê agradável diante de mim, e sê perfeito, e estabelecerei a minha aliança entre mim e ti, e multiplicar-te-ei grandemente.  Então caiu Abrão sobre o seu rosto. E Deus lhe falou, dizendo:  Quanto a mim, eis que o meu pacto é contigo, e serás pai de uma multidão de nações. O teu nome não será mais Abrão; porém, teu nome será Abraão, porque eu te fiz pai de muitas nações. Irei aumentar-te extraordinariamente; farei de ti nações, e reis sairão de ti. Estabelecerei a minha aliança contigo e com a tua descendência depois de ti, nas suas gerações, por aliança perpétua, para ser o teu Deus e o Deus da tua descendência depois de ti. Eu darei a ti e à tua descendência depois de ti a terra onde és peregrino, toda a terra de Canaã, em perpétua possessão. E eu serei o seu Deus. E disse Deus a Abraão: Também tu deverás, plenamente, guardar a minha aliança, tu e a tua descendência depois de ti, nas suas gerações. 

Provérbios 15:20-16:9

O filho sábio alegra ao seu pai; o que é tolo, entretanto, zomba de sua mãe. Os caminhos de um homem insensato são nulos de sentido, mas o que é sábio prossegue em seu caminho corretamente. Os que não honram os conselhos adiam a deliberação. Contudo, o bom êxito habita nos corações dos conselheiros. O homem mau de maneira alguma irá atender a um conselho, nem dirá algo com temperança ou útil ao bem comum. Os pensamentos dos sábios são caminhos de vida, a fim de que eles possam converter-se e escapar do Inferno. O Senhor derruba as casas dos escarnecedores, mas estabelece a herança da viúva. Um pensamento injusto é abominação ao Senhor; as palavras dos puros, no entanto, são tidas em honra. Um recebedor de subornos destrói a si mesmo, mas aquele que odeia o seu recebimento está seguro. Por esmolas e ações piedosas os pecados são purgados; no entanto, pelo temor do Senhor cada um se desvia do mal. Os corações dos justos meditam na fidelidade, mas a boca dos ímpios responde coisas más. Os caminhos dos justos são aceitáveis ao Senhor, e através deles até mesmo os inimigos se tornam amigos. Deus está longe dos ímpios, porém ele dá ouvidos às orações dos justos. Melhores são os pequenos ganhos com justiça do que abundantes frutos com injustiça. Que o coração do homem pondere com justiça, para que os seus passos sejam corretamente dirigidos por Deus. O olho que vê com juízo alegra o coração, e um bom relato fortalece os ossos. O que rejeita a instrução odeia a si mesmo, todavia o que atende às reprovações ama a sua alma. O temor do Senhor é instrução e sabedoria, e a mais alta honra lhe corresponderá. As obras do humilde são manifestas para Deus, mas o ímpio perecerá em um dia mau. Todo aquele que é orgulhoso de coração é impuro diante de Deus, e o que com as suas mãos injustamente abate outras mãos não deverá ser considerado inocente. O começo de um bom caminho é a pratica da justiça, e é isto mais agradável a Deus do que oferecer sacrifícios. Aquele que procura ao Senhor encontra conhecimento e justiça, e os que o buscam justamente encontram a paz. Todas as obras do Senhor são feitas com justiça, e o ímpio é guardado para o dia do mal.

† † †

domingo, 2 de abril de 2023

5º Domingo da Grande Quaresma

Domingo de Santa Maria do Egito
02 de Abril de 2023 (CC) / 20 de Março (CE)
Santos Padres martirizados no Mosteiro de São Savas († 796);  
Jejum 
Tom 1



Santa Maria do Egito viveu em meados do V século e começo do VI. A sua juventude não era nada promissora. Ela tinha somente 12 anos, quando saiu de sua casa em Alexandria, e ficando livre do controle dos pais, jovem e inexperiente como era se envolveu com a vida devassa. Não havia ninguém que pudesse detê-la, e tinha muitos sedutores e muitas tentações em volta dela. Assim, Maria passou 17 anos nesta vida que leva à perdição, até que Deus misericordioso providenciou a sua penitência. Aconteceu isto assim: 

Por força das circunstancias, Maria se juntou a um grupo de peregrinos, que estavam se dirigindo para a Terra Santa. Durante a viagem no navio, Maria não parava de seduzir os romeiros e a pecar. Ao chegar a Jerusalém, se juntou a um grupo de pessoas que iam para a igreja de Ressurreição. Todos os homens entravam livremente na igreja, porém Maria foi parada por uma mão invisível e não conseguia entrar de jeito algum. Aí ela compreendeu, que Deus não a deixava entrar num lugar santo por causa da sua devassidão. Maria ficou possuída de um grande temor e de um grande desejo de penitência, e começou a pedir a Deus o perdão dos pecados, prometendo se regenerar. Então percebeu, logo na entrada, o ícone de Nossa Senhora e começou a lhe pedir que intercedesse por ela perante Deus. Logo ela sentiu um grande alívio e entrou livremente na igreja. 

Chorando muito no Santo Sepulcro, saiu da igreja completamente transformada. Maria cumpriu sua promessa de mudar a sua vida. Assim, se retirou de Jerusalém para o deserto do Jordão e lá viveu quase meio século em solidão, rezando e jejuando. Com estes atos de penitencia Maria se livrou completamente de todo desejo pecaminoso e purificou o seu coração para que este se transformasse num templo do Espírito Santo. 

O ancião Zózimo, do mosteiro do Profeta João, o Precursor, por providência de Deus, encontrou a santa Maria no deserto, quando esta já era uma anciã. Ele ficou maravilhado com sua santidade e seu dom de prever as coisas. Uma vez ele viu Maria se erguer acima da terra, levitando, enquanto ela orava, e outra vez a viu atravessar o rio Jordão, andando sobre as águas como uma terra firme. Na despedida do velho Zózimo, Maria lhe pediu que voltasse dentro de um ano, para lhe dar a comunhão. Zózimo voltou para o deserto conforme combinado e lhe deu a Santa Comunhão.
 
Comemoração dos Santos Monges Martirizados do Mosteiro São Savas 
Os monges João, Sérgio, Patrício e outros que foram assassinados no mosteiro de São Sava: Durante o século VIII, os arredores de Jerusalém foram submetidos a frequentes incursões dos sarracenos. O mosteiro de São Chariton foi devastado e caiu em ruínas. Por duas vezes os sarracenos tentaram saquear o mosteiro da Lavra de São Sava, o Santificado; mas, a Divina Providência protegeu o mosteiro. Os monges da Lavra obtiveram êxito em escapar das incursões bárbaras fugindo para Jerusalém, mas, certa feita, decidiram não abandonar o local onde buscaram a salvação por tantos anos.

No final da Grande Quaresma, na semana anterior ao Domingo de Ramos, em 13 de março, os sarracenos invadiram o mosteiro e exigiram que todos os objetos de valor fossem dados a eles. Ao receber a resposta dos monges, que no mosteiro não havia nada além de um escasso suprimento de comida e roupas velhas, os sarracenos começaram a atirar flechas nos habitantes do mosteiro. Treze homens foram mortos e muitos feridos, e as celas do mosteiro foram incendiadas. Os sarracenos pretendiam também incendiar a igreja do mosteiro, mas vendo à distância uma multidão de pessoas, eles confundiram isso com uma força do exército enviada de Jerusalém. Os sarracenos conseguiram fugir, carregando o pouco que conseguiram saquear. Depois que o inimigo fugiu, o Padre Thomas, um médico experiente, começou a ajudar os sobreviventes.

Na grande quinta-feira, 20 de março, os sarracenos, com uma força ainda maior, voltaram a invadir a Lavra e começaram a agredir os monges. Os que ficaram vivos foram levados para a igreja, onde foram torturados para dizerem onde o tesouros estariam escondidos. O mosteiro estava cercado, para que ninguém pudesse se salvar fugindo. Os bárbaros apoderaram-se de São João, um monge ainda jovem que antes cuidara dos moradores das ruas. Eles o espancaram ferozmente, depois cortaram os nervos de suas mãos e pés e arrastaram-no pelos pés sobre pedras, com o lamentável efeito de rasgar a pele das costas do mártir.

O guardião dos vasos da igreja, o monge Sérgio, escondeu os utensílios da igreja e tentou fugir, mas, foi capturado e decapitado. Vários dos monges, no entanto, conseguiram se esconder do lado de fora do mosteiro em uma caverna, mas isso foi visto por uma sentinela em uma colina e ordenaram que todos saíssem. Dentro da caverna, o monge Patrício, num sussurro, disse aos irmãos que se amontoavam com ele: "Não tenham medo, só eu no lugar de vocês emergirei e encontrarei a minha morte; enquanto isso, sentem-se e ore". Os sarracenos questionaram se havia mais alguém na caverna e o monge respondeu que estava sozinho. Eles o levaram para a igreja da Lavra, onde aqueles que ainda viviam aguardavam seu destino. Os sarracenos exigiram deles um resgate de 4.000 peças de ouro e os vasos sagrados. Os monges não foram capazes de dar tal resgate. Em seguida, levaram-nos para a caverna do monge Sava, localizada no recinto do mosteiro, e em frente à entrada da caverna, montaram uma fogueira, sobre a qual empilharam esterco, de modo a sufocar os presos com o fogo e vapores venenosos. Na caverna pereceram dezoito homens, entre os quais os monges João e Patrícios. Os que continuavam vivos os sarracenos continuaram a torturar, mas não conseguindo nada deles, finalmente deixaram o mosteiro.

Mais tarde, na noite de sexta-feira, os monges escondidos nas colinas retornaram à Lavra, eles levaram os corpos dos padres monásticos assassinados para a igreja e em pesar os enterraram lá.
 
Os bárbaros que saquearam o mosteiro foram punidos por Deus, sendo vitimados por uma doença súbita, na qual pereceram todos eles, e seus corpos se tornaram o espólio de feras. 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

MATINAS (1)

João 20:19-31

Então, ao entardecer daquele dia, o primeiro da semana, os discípulos estavam reunidos a portas trancadas, por medo das autoridades judaicas. Jesus apareceu, pôs-se no meio deles e disse: “A paz seja convosco!” Enquanto falava aos discípulos, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram muito alegres ao verem o Senhor. E Jesus lhes disse mais uma vez: “A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, Eu também vos envio.” E, tendo dito isso, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; aqueles aos quais mantiverdes ser-lhes-ão mantidos". Contudo, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus apareceu. Os outros discípulos, no entanto, anunciaram-lhe: “Nós vimos o Senhor!” Mas ele respondeu-lhes: “Se eu não vir as marcas dos pregos nas suas mãos, não colocar o meu dedo onde estavam os pregos e não puser a minha mão no seu lado, não acreditarei.” Após oito dias, os discípulos estavam reunidos ali outra vez, e Tomé estava com eles. As portas estavam trancadas; quando Jesus apareceu, pôs-se no meio deles e disse: “A paz seja convosco!” Então dirigiu-se a Tomé, dizendo: “Coloca o teu dedo aqui; vê as minhas mãos. Estende tua mão e coloca-a no meu lado. Agora não sejas um incrédulo, mas crente.” E Tomé confessou a Jesus: “Meu Senhor e meu Deus!” Ao que Jesus lhe afirmou: “Tomé, porque me viste, acreditaste? Bem-aventurados os que não viram e creram!” Verdadeiramente Jesus realizou, na presença dos seus discípulos, muitos outros milagres, que não estão escritos neste livro. Estes, entretanto, foram escritos para que possais acreditar que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em Seu Nome.

LITURGIA


Tropárion da Ressurreição
Apesar da pedra do túmulo ter sido selada pelos judeus, / e o Teu puríssimo Corpo guardado pelos soldados, / Tu ressuscitaste ao terceiro dia, ó Salvador nosso, / dando a vida ao mundo. / Por isso, ó Autor da Vida, / os Poderes Celestes Te aclamaram, dizendo: / “Glória à Tua Ressurreição, ó Cristo! / Glória à Tua Realeza! // Glória à Tua Providência, ó Amigo do homem.

Tropárion do Templo Tom 3
Com zelo seguiste a Cristo, o Mestre, / Que em Sua bondade apareceu aos homens na Terra, / E da alfândega te chamou para Apóstolo / e Pregador do Evangelho ao universo, /por isto honramos tua preciosa memória. / Ó divinamente eloquente, Mateus. /Roga ao Deus misericordioso // que nos conceda a remissão das transgressões e a salvação das nossas almas!

Tropárion de Santa Maria do Egito Tom 8
Em ti foi conservada com fidelidade / a imagem de Deus, ó Maria; / pois tomaste a Cruz e seguiste Cristo, / ensinando, com o teu exemplo, / a desprezar o corpo, porque mortal / e a cuidar da alma imortal. / Por isso, ó Santa, tua alma se rejubila com os Anjos.

Kondákion da Ressurreição
Como Deus, Tu ressuscitaste gloriosamente do túmulo, / ressuscitando o mundo Contigo; / a natureza humana Te canta como Deus, / pois a morte foi dissipada. / Adão rejubila, Mestre;/ e Eva, doravante liberta das suas cadeias, proclama na alegria:// Ó Cristo, Tu És Aquele que concede a todos os homens a ressurreição!

Kondákion de São Mateus, Tom 4
Deixando os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um sábio comerciante, rico da sabedoria do Alto. / Proclamaste a Palavra da Verdade, /e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Kondákion, Tom 3: Tu, que outrora andavas em todo tipo de fornicação, / hoje és vista como uma noiva de Cristo, por teu arrependimento. / Tu amaste e emulaste a vida dos anjos. / Pela Cruz aniquilaste as hordas dos demônios; / por isso tu és, agora, uma noiva no reino dos céus, // Ó Maria, plena de humildade.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Hino à Virgem
Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Medianeira ante o Criador / não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores; / mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós junto de Deus, // tu que defendes sempre àqueles que te veneram.

Prokímenon 

R. Ó, Senhor, quão harmoniosas as Tuas obras!
Feitas, todas, com sabedoria. (Sl. 103:24)
 
V. Bendiz ó minha alma ao Senhor, Senhor meu Deus,
Tu És infinitamente grande! (Sl. 103:1)No 4º Tom

No 4º Tom

Maravilhoso É Deus em Seus santos, o Deus de Israel.

Hebreus 9:11-14

Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação), e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção. Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

Cinge a Tua espada, com majestade e esplendor, 
cavalga vitorioso, pela causa da verdade e da justiça. (Sl. 44:4,5)

Amaste a justiça e detestaste a iniquidade,
Por isso Deus Te ungiu com o óleo da alegria. (Sl. 44:8)

Marcos 10:32-4532

Ora, estavam a caminho, subindo para Jerusalém; e Jesus ia adiante deles, e eles se maravilhavam e o seguiam atemorizados. De novo tomou consigo os doze e começou a contar-lhes as coisas que lhe haviam de sobrevir, dizendo: Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas; e eles o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios; e hão de escarnecê-lo e cuspir nele, e açoitá-lo, e matá-lo; e depois de três dias ressurgirá. Nisso aproximaram-se dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. Ele, pois, lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? Responderam-lhe: Concede-nos que na tua glória nos sentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda. Mas Jesus lhes disse: Não sabeis o que pedis; podeis beber o cálice que eu bebo, e ser batizados no batismo em que eu sou batizado? E lhe responderam: Podemos. Mas Jesus lhes disse: O cálice que eu bebo, haveis de bebê-lo, e no batismo em que eu sou batizado, haveis de ser batizados; mas o sentar-se à minha direita, ou à minha esquerda, não me pertence concedê-lo; mas isso é para aqueles a quem está reservado. E ouvindo isso os dez, começaram a indignar-se contra Tiago e João. Então Jesus chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, deles se assenhoreiam, e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos. Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.

Zadostoinik
Toda a criação, a assembleia dos Anjos e a Raça Humana se regozijam em Ti, ó Tu que és cheia de Graça. Ó Templo Sagrado e Paraíso Espiritual, Orgulho das Virgens, em quem o Deus Eterno encarnou e Se tornou criança. Ele fez do teu corpo um trono e o teu ventre mais vasto que o Céu. Toda a criação regozija-se em Ti, ó Tu que és cheia de Graça, glória a Ti

Canto da Comunhão

Louvai ao Senhor nos Céus,
Louvai-O no mais alto dos Céus.

A memória do justo é eterna
E ele não teme más notícias.

Aleluia, Aleluia, Aleluia!

† † † 

quinta-feira, 2 de abril de 2020

5ª Quinta-feira da Grande Quaresma

02 de Abril de 2020 (CC) / 20 de Março (CE)
Santos Padres martirizados no Mosteiro de São Savas († 796);  
Fotini, a Samaritana e seus filhos Víctor, chamado Fotino, Josias, Anatólia, Foto, Fotida, Paraskeva, Kyriaki, Domnina e Sebastião; 
Eufrosino de Sinozersk; Alexandra, Cláudia, Eufrásia, 
Matrona, Juliana, Eutimia e Teodósia; 
Nikita, o Confesor, Arcebispo de Apoloniada; Mártir Myron de Creta; 
Cuthbert, o Taumaturgo, Bispo de Lindisfarne.
Tom 8



Os monges João, Sérgio, Patrício e outros que foram assassinados no mosteiro de São Sava: Durante o século VIII, os arredores de Jerusalém foram submetidos a frequentes incursões dos sarracenos. O mosteiro de São Chariton foi devastado e caiu em ruínas. Por duas vezes os sarracenos tentaram saquear o mosteiro da Lavra de São Sava, o Santificado; mas, a Divina Providência protegeu o mosteiro. Os monges da Lavra obtiveram êxito em escapar das incursões bárbaras fugindo para Jerusalém, mas, certa feita, decidiram não abandonar o local onde buscaram a salvação por tantos anos.

No final da Grande Quaresma, na semana anterior ao Domingo de Ramos, em 13 de março, os sarracenos invadiram o mosteiro e exigiram que todos os objetos de valor fossem dados a eles. Ao receber a resposta dos monges, que no mosteiro não havia nada além de um escasso suprimento de comida e roupas velhas, os sarracenos começaram a atirar flechas nos habitantes do mosteiro. Treze homens foram mortos e muitos feridos, e as celas do mosteiro foram incendiadas. Os sarracenos pretendiam também incendiar a igreja do mosteiro, mas vendo à distância uma multidão de pessoas, eles confundiram isso com uma força do exército enviada de Jerusalém. Os sarracenos conseguiram fugir, carregando o pouco que conseguiram saquear. Depois que o inimigo fugiu, o Padre Thomas, um médico experiente, começou a ajudar os sobreviventes.

Na grande quinta-feira, 20 de março, os sarracenos, com uma força ainda maior, voltaram a invadir a Lavra e começaram a agredir os monges. Os que ficaram vivos foram levados para a igreja, onde foram torturados para dizerem onde o tesouros estariam escondidos. O mosteiro estava cercado, para que ninguém pudesse se salvar fugindo. Os bárbaros apoderaram-se de São João, um monge ainda jovem que antes cuidara dos moradores das ruas. Eles o espancaram ferozmente, depois cortaram os nervos de suas mãos e pés e arrastaram-no pelos pés sobre pedras, com o lamentável efeito de rasgar a pele das costas do mártir.

O guardião dos vasos da igreja, o monge Sérgio, escondeu os utensílios da igreja e tentou fugir, mas, foi capturado e decapitado. Vários dos monges, no entanto, conseguiram se esconder do lado de fora do mosteiro em uma caverna, mas isso foi visto por uma sentinela em uma colina e ordenaram que todos saíssem. Dentro da caverna, o monge Patrício, num sussurro, disse aos irmãos que se amontoavam com ele: "Não tenham medo, só eu no lugar de vocês emergirei e encontrarei a minha morte; enquanto isso, sentem-se e ore". Os sarracenos questionaram se havia mais alguém na caverna e o monge respondeu que estava sozinho. Eles o levaram para a igreja da Lavra, onde aqueles que ainda viviam aguardavam seu destino. Os sarracenos exigiram deles um resgate de 4.000 peças de ouro e os vasos sagrados. Os monges não foram capazes de dar tal resgate. Em seguida, levaram-nos para a caverna do monge Sava, localizada no recinto do mosteiro, e em frente à entrada da caverna, montaram uma fogueira, sobre a qual empilharam esterco, de modo a sufocar os presos com o fogo e vapores venenosos. Na caverna pereceram dezoito homens, entre os quais os monges João e Patrícios. Os que continuavam vivos os sarracenos continuaram a torturar, mas não conseguindo nada deles, finalmente deixaram o mosteiro.

Mais tarde, na noite de sexta-feira, os monges escondidos nas colinas retornaram à Lavra, eles levaram os corpos dos padres monásticos assassinados para a igreja e em pesar os enterraram lá.

Os bárbaros que saquearam o mosteiro foram punidos por Deus, sendo vitimados por uma doença súbita, na qual pereceram todos eles, e seus corpos se tornaram o espólio de feras.



Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

HORA SEXTA

Isaías 42:5-16

5 Assim diz o Senhor Deus, aquele que fez o céu e o firmou, fixando a terra e as coisas que há nela, que dá a respiração as pessoas que sobre ela estão e o espírito aos que andam nela: 6 Eu, o Senhor Deus, chamei-te em justiça. Tomar-te-ei pela mão, e sustentar-te-ei. Eis que eu te tenho dado como mediador da aliança com o povo, e luz para os gentios, 7 a fim de abrir os olhos dos cegos, e para tirar o cativo e os que jazem em trevas das suas cadeias e da casa da servidão. 8 Eu sou o Senhor Deus, este é o meu nome. Não darei a minha glória a outrem nem o meu louvor às imagens de escultura. 9 Eis que as coisas antigas vieram a passar, e assim também sucederá com as coisas novas que vos anuncio. Sim, antes que eu as realize vos são dadas a conhecer. 10 Cantai um hino novo ao Senhor, vós que sois o seu domínio; glorificai o seu nome desde a extremidade da terra, vós que desceis ao mar para nele navegar, as ilhas e os que nelas habitam. 11 Alegrai-vos, ó deserto e as suas aldeias, os vilarejos e os moradores de Quedar. Os habitantes da rocha se alegrarão e gritarão do topo das montanhas, 12 darão glória a Deus e proclamarão os seus louvores nas ilhas. 13 O Senhor Deus dos exércitos sairá e exterminará a guerra. Ele suscitará o seu zelo e gritará fortemente contra os seus inimigos. 14 Tenho estado quieto. Deverei estar para sempre em silêncio e refrear-me? Pois tenho suportado como uma mulher de parto. Agora irei causar espanto e esvaziar-me, de uma vez. 15 Tornarei desoladas as montanhas e as colinas, e toda a sua relva secará; transformarei os rios em ilhas e farei com que sequem as lagoas;16 guiarei os cegos por um caminho desconhecido para eles, levá-los-ei a trilhar sendas que não conheceram. Transformarei a escuridão em luz diante deles, e endireitarei o que é torto. Essas coisas eu irei fazer, e não os desampararei.

VÉSPERAS

Gênesis 18:20-33

20 E disse o Senhor: O clamor de Sodoma e Gomorra tem crescido para mim, e seus pecados são mui grandes. 21 Irei, pois, descer e ver se, de fato, eles correspondem plenamente ao clamor que chega até mim; e, se não for assim, que eu o saiba. 22 Então, os homens, tendo partido dali, vieram à Sodoma. Todavia Abraão ainda permanecia de pé diante do Senhor. 23 E Abraão aproximou-se, dizendo: Destruirás o justo com o ímpio? e deverá ser o justo igual ao ímpio? 24 Caso haja cinquenta justos na cidade, tu os destruirás? Não pouparias o lugar todo por causa dos cinquenta justos, se eles lá se encontrassem? 25 De maneira alguma farias tal coisa, de modo a destruir o justo com o ímpio, para que o justo devesse ser como o ímpio; de maneira alguma. Tu, que julgas o mundo inteiro, não farias justiça? 26 E o Senhor disse: Se houver na cidade de Sodoma cinquenta justos, eu pouparei a cidade inteira e todo o lugar, por causa deles. 27 Então, Abraão respondeu, dizendo: Agora, eis que eu tenho começado a falar ao meu Senhor, eu que sou terra e cinza. 28 Contudo, se os cinquenta justos devessem ser reduzidos a quarenta e cinco, destruirias toda a cidade por causa dos cinco a menos? E ele disse: Eu não irei destruí-los, se achar ali quarenta e cinco justos. 29 Todavia, ele continuou ainda a falar-lhe, dizendo: Mas, e se não forem encontrados ali senão quarenta? E ele respondeu: Eu não irei destruí-los, por causa dos quarenta. 30 Então, Abraão disse: Acontecerá alguma coisa, Senhor, se eu dever falar ainda? e se não forem encontrados ali senão trinta? E ele respondeu: Eu não irei destruí-los, por causa dos trinta. 31 Então, ele disse: Uma vez que me foi permitido falar com o Senhor: e se não forem encontrados ali senão vinte? E ele respondeu: Eu não irei destruí-los, se encontrar lá os vinte. 32 E ele disse: Haverá alguma coisa, Senhor, se eu ainda falar uma vez? Entretanto, e se forem encontrados ali somente dez? E ele disse: Eu não irei destruí-los, por amor dos dez. 33 Então, o Senhor partiu, tendo acabado de falar com Abraão. E Abraão voltou para o seu lugar.

Provérbios 16:17-17:17

17 As veredas da vida desviam-se do mal, e os caminhos da justiça são a duração da vida. Aquele que recebe instrução terá prosperidade, e o que respeita as repreensões será sábio. O que guarda os seus caminhos preserva a sua alma, e aquele que ama a vida fechará a sua boca. 18 A soberba precede a destruição, e a loucura vem antes da queda. 19 Melhor é o homem manso de espírito com humildade, do que aquele que divide os despojos com os orgulhosos. 20 O que é hábil nos seus negócios encontra o bem, porém aquele que confia em Deus é mais abençoado. 21 Os homens chamam de mal aos sábios e ao entendimento, mas os que são agradáveis na conversação aprenderão mais. 22 O entendimento é fonte de vida para os seus possuidores, contudo a instrução dos tolos é maligna. 23 O coração do sábio discerne as coisas que procedem da sua própria boca, e com os seus lábios ele usará de conhecimento. 24 Boas palavras são favos de mel, e a doçura dos mesmos é uma cura para a alma. 25 Existem caminhos que parecem estar certos ao homem, mas o fim deles olha para a profundidade do inferno. 26 Um homem que trabalha o faz para si mesmo, e afasta de si a sua ruína; 27 o maligno, entretanto, carrega a destruição na sua boca. O homem insensato cava o mal para si mesmo e entesoura fogo em seus próprios lábios. 28 O homem perverso espalha o mal, e com a sua maldade acenderá uma tocha de engano, separando os amigos. 29 O transgressor tenta envolver em armadilhas os seus amigos, conduzindo-os por caminhos que não são bons. 30 O homem que fixa os seus olhos inventa coisas perversas, e com os seus lábios entesoura todo o mal. É ele uma fornalha de maldades. 31 A velhice é uma coroa de honra, a qual se encontra nos caminhos da justiça. 32 Um homem lento para a cólera é melhor do que um homem forte, e aquele que governa o seu temperamento é melhor do que o conquistador de uma cidade. 33 Todos os males vêm sobre os ímpios, para os seus seios; entretanto, as coisas justas vêm do Senhor. 1 Melhor é um bocado apreciado em paz do que uma casa cheia de coisas boas e sacrifícios injustos, com rixas. 2 O servo sábio dominará sobre mestres loucos, e repartirá porções entre os irmãos. 3 Como a prata e o ouro são provados em uma fornalha, assim são os corações escolhidos pelo Senhor. 4 Um homem mau dá ouvidos à língua dos transgressores, mas o homem que é justo não atende aos lábios falsos. 5 Aquele que ri do pobre provoca ao que o fez, e o que se alegra com a destruição do outro não deverá ser tido por inocente; o que se compadece, entretanto, alcançará misericórdia. 6 Os filhos do filhos são a coroa dos anciãos, e os pais são a glória dos filhos. Os fiéis tem todo o mundo cheio de riquezas, mas os incrédulos nem mesmo um centavo. 7 Lábios fiéis não convirão a um tolo, nem lábios mentirosos a um homem justo. 8 A instrução traz, para aqueles que a usam, uma recompensa graciosa, e para onde quer se volte prosperará.9 Aquele que esconde as ofensas favorece o amor, mas o que despreza escondê-las separa amigos e parentes. 10 A ameaça quebra o coração do homem sábio; o tolo, contudo, embora açoitado não entende. 11 Todo homem maligno atiça contendas, mas o Senhor enviará contra ele um mensageiro impiedoso. 12 Preocupações podem ocorrer a um homem de entendimento; os insensatos, porém, irão encontrar males. 13 Aquele que recompensa o mal pelo bem, o mal não será removido de sua casa. 14 A regra justa dá poder às palavras; sedição e contenda, entretanto, precedem a pobreza. 15 Aquele que pronuncia o injusto justo e o justo injusto é imundo e abominável a Deus. 16 Por que tem riquezas o tolo? Pois um homem insensato não será capaz de adquirir sabedoria. Aquele que exalta a sua própria casa procura a ruína, e o que se desvia da instrução cairá na maldade. 17 Tenhas tu um amigo para todo o tempo, e que os irmãos sejam úteis nas adversidades; para esse motivo é que eles nascem.

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terça-feira, 2 de abril de 2019

4ª Terça-feira da Grande Quaresma

02 de Abril de 2019 (CC) / 20 de Março (CE)
Santos Padres martirizados no Mosteiro de São Savas († 796);  
Fotini, a Samaritana e seus filhos Víctor, chamado Fotino, Josias, Anatólia, Foto, Fotida, Paraskeva, Kyriaki, Domnina e Sebastião; 
Eufrosino de Sinozersk; Alexandra, Cláudia, Eufrásia, 
Matrona, Juliana, Eutimia e Teodósia; 
Nikita, o Confesor, Arcebispo de Apoloniada; Mártir Myron de Creta; 
Cuthbert, o Taumaturgo, Bispo de Lindisfarne.
Tom 3



Os monges João, Sérgio, Patrício e outros que foram assassinados no mosteiro de São Sava: Durante o século VIII, os arredores de Jerusalém foram submetidos a frequentes incursões dos sarracenos. O mosteiro de São Chariton foi devastado e caiu em ruínas. Por duas vezes os sarracenos tentaram saquear o mosteiro da Lavra de São Sava, o Santificado; mas, a Divina Providência protegeu o mosteiro. Os monges da Lavra obtiveram êxito em escapar das incursões bárbaras fugindo para Jerusalém, mas, certa feita, decidiram não abandonar o local onde buscaram a salvação por tantos anos.

No final da Grande Quaresma, na semana anterior ao Domingo de Ramos, em 13 de março, os sarracenos invadiram o mosteiro e exigiram que todos os objetos de valor fossem dados a eles. Ao receber a resposta dos monges, que no mosteiro não havia nada além de um escasso suprimento de comida e roupas velhas, os sarracenos começaram a atirar flechas nos habitantes do mosteiro. Treze homens foram mortos e muitos feridos, e as celas do mosteiro foram incendiadas. Os sarracenos pretendiam também incendiar a igreja do mosteiro, mas vendo à distância uma multidão de pessoas, eles confundiram isso com uma força do exército enviada de Jerusalém. Os sarracenos conseguiram fugir, carregando o pouco que conseguiram saquear. Depois que o inimigo fugiu, o Padre Thomas, um médico experiente, começou a ajudar os sobreviventes.

Na grande quinta-feira, 20 de março, os sarracenos, com uma força ainda maior, voltaram a invadir a Lavra e começaram a agredir os monges. Os que ficaram vivos foram levados para a igreja, onde foram torturados para dizerem onde o tesouros estariam escondidos. O mosteiro estava cercado, para que ninguém pudesse se salvar fugindo. Os bárbaros apoderaram-se de São João, um monge ainda jovem que antes cuidara dos moradores das ruas. Eles o espancaram ferozmente, depois cortaram os nervos de suas mãos e pés e arrastaram-no pelos pés sobre pedras, com o lamentável efeito de rasgar a pele das costas do mártir.

O guardião dos vasos da igreja, o monge Sérgio, escondeu os utensílios da igreja e tentou fugir, mas, foi capturado e decapitado. Vários dos monges, no entanto, conseguiram se esconder do lado de fora do mosteiro em uma caverna, mas isso foi visto por uma sentinela em uma colina e ordenaram que todos saíssem. Dentro da caverna, o monge Patrício, num sussurro, disse aos irmãos que se amontoavam com ele: "Não tenham medo, só eu no lugar de vocês emergirei e encontrarei a minha morte; enquanto isso, sentem-se e ore". Os sarracenos questionaram se havia mais alguém na caverna e o monge respondeu que estava sozinho. Eles o levaram para a igreja da Lavra, onde aqueles que ainda viviam aguardavam seu destino. Os sarracenos exigiram deles um resgate de 4.000 peças de ouro e os vasos sagrados. Os monges não foram capazes de dar tal resgate. Em seguida, levaram-nos para a caverna do monge Sava, localizada no recinto do mosteiro, e em frente à entrada da caverna, montaram uma fogueira, sobre a qual empilharam esterco, de modo a sufocar os presos com o fogo e vapores venenosos. Na caverna pereceram dezoito homens, entre os quais os monges João e Patrícios. Os que continuavam vivos os sarracenos continuaram a torturar, mas não conseguindo nada deles, finalmente deixaram o mosteiro.

Mais tarde, na noite de sexta-feira, os monges escondidos nas colinas retornaram à Lavra, eles levaram os corpos dos padres monásticos assassinados para a igreja e em pesar os enterraram lá.

Os bárbaros que saquearam o mosteiro foram punidos por Deus, sendo vitimados por uma doença súbita, na qual pereceram todos eles, e seus corpos se tornaram o espólio de feras.



Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Gênesis 9:8-17

8 E falou Deus, ainda, com Noé e seus filhos que estavam com ele, dizendo-lhes:
9 Eis que estabeleci a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós,
10 e com todas as criaturas que estão convosco, dos pássaros e dos animais, e com todos os animais selvagens da terra que estão convosco, de todos os que saíram da arca.
11 Estabelecerei a minha aliança convosco, e não mais deverá acontecer de toda a carne perecer pelas águas do dilúvio; não haverá mais um dilúvio de águas para destruir toda a terra.
12 E o Senhor Deus disse mais, a Noé: Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós, e entre mim e toda criatura vivente que está convosco, por gerações perpétuas:
13 Eis que coloco nas nuvens o meu arco, e será ele um sinal da aliança entre mim e a terra.
14 E virá a suceder, quando eu reunir as nuvens sobre a terra, que o meu arco será visto nas nuvens.
15 Lembrar-me-ei, então, do meu pacto, o qual existe entre mim e vós e entre mim e toda a alma vivente em toda a carne; e não haverá mais água para um dilúvio, de modo a exterminar toda a carne.
16 Meu arco estará nas nuvens e eu irei olhá-lo para lembrar-me da aliança eterna entre mim e a terra, entre mim e toda a alma vivente de toda a carne que está sobre a terra.
17 E Deus disse para Noé: Este é o sinal da aliança que tenho feito entre mim e toda a carne que está sobre a terra.

Provérbios 12:8-22

8 A boca de um homem de entendimento é louvada por um outro homem; aquele que é lerdo de coração, no entanto, é tido em escárnio.
9 Melhor é o homem em desonra servindo a si mesmo do que alguém que honra a si mesmo e tem falta de pão.
10 O justo se compadece pela vida de seu gado, mas as entranhas dos ímpios são impiedosas.
11 O que lavra a sua terra fartar-se-á de pão; porém, aqueles que perseguem vaidades são faltos de entendimento. O que se deleita em banquetes de vinho deverá semear desonra em suas próprias fortalezas.
12 Os desejos dos ímpios são maus, mas as raízes dos piedosos estão firmemente estabelecidas.
13 Pelo pecado de seus lábios um pecador cai na armadilha; o justo, todavia, escapa dela. Aquele cujo olhar é suave receberá compaixão; o que contende nas portas, porém, afligirá almas.
14 A alma de um homem será preenchida com o bem dos frutos da sua boca, e a recompensa dos seus lábios lhe será dada.
15 Os caminhos dos tolos são retos aos seus próprios olhos, mas o sábio dá ouvidos aos conselhos.
16 O idiota declara a sua ira no mesmo instante, todavia, o prudente oculta a própria desgraça.
17 O justo declara a verdade abertamente, mas uma testemunha injusta é enganosa.
18 Alguns há que ferem quando falam, como espadas; contudo, a língua dos sábios traz a cura.
19 Lábios verdadeiros estabelecem o testemunho; a testemunha mentirosa, entretanto, tem uma língua injusta.
20 Há fraude no coração daquele que imagina o mal, mas os que amam a paz se alegrarão.
21 Nenhuma injustiça agradará a um homem justo; os ímpios, por sua vez, serão cheios de males.
22 Os lábios mentirosos são uma abominação ao Senhor; todavia, aquele que lida com fidelidade é aceito por ele.

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HOMILIA

São Nikolai Velimirovich

Sobre A Fraqueza do Homem Diante da Majestade De Deus




"E quando o vi, caí a seus pés como morto" (Apocalipse 1:17).

Foi São João que caiu como morto quando viu o Senhor Jesus em glória. São João - o discípulo amado de Jesus, o evangelista, o casto, aquele que amava o Senhor, o zelote da santidade - não podia nem ficar de pé nem se recompor quando viu seu Mestre em Sua glória celestial e poder! Em vez disso, ele caiu, como se estivesse morto. 

Portanto, como é que os que pecam contra Ele, se levantam contra Ele, ridicularizar Seu Nome, desprezam o Seu amor e sacrifício, zombam de Sua cruz, desprezam os Seus mandamentos, perseguem Sua Igreja, envergonha Seus sacerdotes, e matam Seus fiéis, suportarão a presença do Senhor e os Seus olhos como chama de fogo? O que irá acontecer com eles diante da Face do Senhor, se o próprio São João caiu como morto, quando ele O avistou? 

O que acontecerá com os homens que ensinam os outros a serem corruptos? O que acontecerá com os professores que destruíram a fé nas jovens almas? O que vai acontecer aos céticos que, pela sua dúvida envenenaram as mentes dos homens? O que acontecerá com os ladrões e assaltantes, ao imoral e aos assassinos de crianças? O que acontecerá com os inimigos de Cristo, se o amigo de Jesus cai, como se estivesse morto, ante à Sua indescritível e refulgente (brilhante) glória?

Esta é a glória, poder, autoridade, beleza, senhorio, luz e majestade do Senhor Jesus, ressuscitado e assunto aos céus, que seus companheiros mais próximos, os quais durante três anos na terra contemplaram Seu rosto sem medo, agora caem como se estivessem mortos quando eles veem Seu rosto nos céus após Sua paixão, morte e vitória! 

Ó Senhor Todo-Glorioso e Todo-Poderoso, ilumina-nos e anima-nos com o Teu poder e glória.

A Ti seja a glória e louvor para sempre. Amém!


Fonte: Prólogo de Ohrid

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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Grande Segunda-feira Santa

02 de Abril de 2018 (CC) / 20 de Março (CE)
Santos Padres martirizados no Mosteiro de São Savas († 796);  
Fotini, a Samaritana e seus filhos Víctor, chamado Fotino, Josias, Anatólia, Foto, Fotida, Paraskeva, Kyriaki, Domnina e Sebastião; 
Eufrosino de Sinozersk; Alexandra, Cláudia, Eufrásia, 
Matrona, Juliana, Eutimia e Teodósia; 
Nikita, o Confesor, Arcebispo de Apoloniada; Mártir Myron de Creta; 
Cuthbert, o Taumaturgo, Bispo de Lindisfarne.


O NOIVO 
A segunda, terça e quarta feira santas são estabelecidas pela Igreja na perspectiva do Fim dos Tempos, de modo a nos lembrar do significado escatológico da Páscoa. A ''normalidade'' do mundo cotidiano será colocada em questão pela Paixão e Morte do Senhor, pelo fim próximo de seu ministério terreno. É o mundo da ''normalidade'', ''costumeiro'', que preferiu a morte à vida. 
Pela morte de Jesus, este mundo e vida ''normais'' são condenados, ou antes, é revelada a incapacidade deles para receberem a Luz. ''Agora vem o julgamento deste mundo'' (João 12:31): A Páscoa significa o fim ''deste mundo'' e tem sido, desde então, seu ponto final.  
Cristo, realização final da Páscoa realiza a última passagem: a da morte para a vida, a do ''velho mundo'' para o novo século do Reino. E abre também esta possibilidade de passagem para cada um de nós. Podemos viver ''neste mundo'' sem, no entanto, ''pertencer ao mundo'', isto é, sendo livres da morte e do pecado e partícipes do ''século que há de vir''. Mas para isso devemos, primeiro, condenar o velho Adão, nos revestirmos de Cristo na morte batismal e levar nossa verdadeira vida escondida em Deus, com Cristo, ''no século que há de vir''.  
A Páscoa não é uma comemoração anual, solene e bela, de um evento passado. É este próprio Evento, revelado, dado a nós, sempre eficiente, sempre revelando o fim de todas as coisas deste mundo, e anunciando o Início da Nova Vida. A função dos três primeiros dias da Semana Santa é nos desafiar com o significado último da Páscoa e nos preparar para entendê-lo e aceitá-lo.   
Nesta Grande Segunda Feira Santa, a Igreja observa o Ofício do Noivo. O nome faz referência à figura do Noivo na Parábola das Dez virgens que pode ser lida no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo o Bem-Aventurado Apóstolo São Mateus 25:1-13. O termo ''Noivo'' sugere um amor íntimo.   
O Reino de Deus é comparado a um banquete e câmara nupcial, e o Cristo da Paixão é o Noivo Divino da Igreja. A imagem implica na união final entre o Amante e o Amado. O termo também se refere à Parusia e à necessidade de vigilância espiritual, por meio da qual nos tornamos capazes de manter os mandamentos divinos e receber as bençãos do mundo futuro.  
O Tropário, que avisa que o ''Noivo vem no meio da noite...'', relata à comunidade esta expectativa essencial: vigiar e esperar o Senhor, que retornará para julgar os vivos e os mortos.  
Na Grande Segunda Feira a Igreja também comemora o Patriarca José, amado filho de Jacó. Uma das maiores figuras do Velho Testamento, a história de José e contada no final do livro do Gênesis. A Santa Tradição o vê como protótipo e prefiguração do Cristo. A vida de José ilustra a Providência, a promessa e a redenção divinas. Também neste dia a Igreja comemora o acontecimento da maldição da figueira. O episódio é de grande relevância e, junto ao episódio da Purificação do Templo, é outra demonstração do Poder e Autoridade Divinas de Jesus Cristo.   
A figueira simboliza a condenação de Israel por seu fracasso em reconhecer e receber Cristo e Seus ensinamentos. A maldição da figueira é uma parábola em ação, um ato simbólico.   
Ele demonstra que um cristianismo apenas nominal é não apenas inadequado mas desprezível e imerecedor do Reino de Deus. A fé cristã genuína é dinâmica e frutífera, e torna o fiel consciente de que ele já é um súdito do Rei e um cidadão do Paraíso.   
Portanto, ele deve pensar, sentir e agir de acordo com esta realidade.

Fonte: Cristianismo Ortodoxo  
Santos quarenta e quatro Monges da Lavra de São Sabás, mártires 
O monastério de São Savas está localizado em Jerusalém, Na época do Imperador, Heraclios (620-641), os árabes foram dirigidos a seguir com um esforço de paz, foram submetidos a um grande tesouro. No entanto, essa expectativa foi frustrada, pois os monges não são tão exuberantes quanto os que são viviam da oração. Os invasores ficaram revoltados e obrigaram os monges a negar-se a Jesus Cristo, ameaçando-os de morte, caso não fizessemessem. Be the way of the eternity rumo a Cristo: some monges foram decapitados, outros desfigurados e outros ainda foram mortos pela espada. Fazendo referência a grande escala de seus santos mártires, lembramos o que São Paulo escreveu em sua epístola aos Gálatas: «É verdade que está sendo dito que está sendo justificado por Deus, porque o justo viverá da fé». (Gal 3,11).


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
MATINAS

Mateus 21:18-43

18 Ora, de manhã, ao voltar à cidade, teve fome; 19 e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente. 20 Quando os discípulos viram isso, perguntaram admirados: Como é que imediatamente secou a figueira? 21 Jesus, porém, respondeu-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até, se a este monte disserdes: Ergue-te e lança-te no mar, isso será feito; 22 e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis. 23 Tendo Jesus entrado no templo, e estando a ensinar, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, e perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? e quem te deu tal autoridade? 24 Respondeu-lhes Jesus: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, eu de igual modo vos direi com que autoridade faço estas coisas.  25 O batismo de João, donde era? do céu ou dos homens? Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes? 26 Mas, se dissermos: Dos homens, tememos o povo; porque todos consideram João como profeta.  27 Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Disse-lhe ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.  28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos, e, chegando- se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na vinha. 29 Ele respondeu: Sim, senhor; mas não foi. 30 Chegando-se, então, ao segundo, falou-lhe de igual modo; respondeu-lhe este: Não quero; mas depois, arrependendo-se, foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram eles: O segundo. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus. 32 Pois João veio a vós no caminho da justiça, e não lhe deste crédito, mas os publicanos e as meretrizes lho deram; vós, porém, vendo isto, nem depois vos arrependestes para crerdes nele. 33 Ouvi ainda outra parábola: Havia um homem, proprietário, que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, e edificou uma torre; depois arrendou-a a uns lavradores e ausentou-se do país. 34 E quando chegou o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos. 35 E os lavradores, apoderando-se dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram. 36 Depois enviou ainda outros servos, em maior número do que os primeiros; e fizeram-lhes o mesmo. 37 Por último enviou-lhes seu filho, dizendo: A meu filho terão respeito. 38 Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança. 39 E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e o mataram. 40 Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores? 41 Responderam-lhe eles: Fará perecer miseravelmente a esses maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe entreguem os frutos. 42 Disse-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular; pelo Senhor foi feito isso, e é maravilhoso aos nossos olhos? 43 Portanto eu vos digo que vos será tirado o reino de Deus, e será dado a um povo que dê os seus frutos.  


HORA SEXTA

Ezequiel 1:1-20

1 Ora aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus. 2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim, 3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor. 4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar. 5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;  6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas. 7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido. 8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim: 9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si; 10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto de boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia; 11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles. 12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam. 13 No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos. 14 E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio. 15 Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos. 16 O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda. 17 Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam. 18 Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor. 19 E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas. 20 Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.  


VÉSPERAS

Êxodo 1:1-20

1 Estes são os nomes dos filhos de Israel que entraram no Egito com Jacó, seu pai, os quais vieram, cada um, com toda a sua família: 2 Rúben, Simeão, Levi, Judá, 3 Issacar, Zebulom, Benjamim, 4 Dã, Naftali, Gade e Aser. 5 Porém José já se encontrava no Egito. E todas as almas nascidas de Jacó foram setenta e cinco. 6 E morreu José e todos os seus irmãos, e toda aquela geração. 7 Os filhos de Israel aumentaram e se multiplicaram, tornaram-se numerosos e cresceram fortemente; e a terra multiplicou-os. 8 Então se levantou outro rei sobre o Egito, que não sabia quem era José. 9 E ele disse a seu povo: "Eis que a raça dos filhos de Israel é uma grande multidão, e mais forte do que nós; 10 Vamos, então, e tratemos astuciosamente com eles, para que a qualquer momento não se tornem numerosos demais, e se a guerra acontecer para nós, devam ser adicionados aos nossos inimigos e, tendo prevalecido contra nós na guerra, saiam da terra." 11 E pôs sobre eles feitores, os quais deveriam afligi-los em suas obras; então eles construíram as cidades fortificadas de Faraó, tanto Pitom como Ramsés; e On, que é Heliópolis. 12 Porém, tanto quanto eles os humilharam, tanto eles se multiplicaram e fortaleceram; e os egípcios sobremodo abominaram os filhos de Israel. 13 E os egípcios tiranizaram os filhos de Israel, usando da força, 14 e amargaram-lhes a vida com duros trabalhos no barro e na fabricação de tijolos, e em todas as obras nas planícies, de acordo com as obras em que eles os fizeram servir, usando de violência. 15 O rei dos egípcios falou às parteiras dos hebreus. O nome de uma era Sifrá, e o nome da segunda, Puá. 16 Ele disse: "Quando fizerdes o trabalho de parteiras para as mulheres dos hebreus, e elas estiverem prestes a parir, se for um macho, matai-o; mas, se for uma fêmea, deixai-a viver." 17 Porém as parteiras temeram a Deus e não fizeram como o rei do Egito lhes ordenara; mas elas deixaram os meninos com vida. 18 Então o rei do Egito chamou as parteiras e perguntou--lhes: "Por que tendes feito assim, deixando os meninos com vida?" 19 As parteiras responderam a Faraó: "As mulheres hebréias não são como as mulheres egípcias, pois começam a dar à luz antes das parteiras irem ter com elas. E, assim, elas tem os filhos." 20 Deus tratou bem as parteiras, e o povo se multiplicou, ficou muito forte. 

Jó 1:1-12

1 Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó. Era homem íntegro e reto, que temia a Deus e se desviava do mal. 2 Nasceram-lhe sete filhos e três filhas. 3 Possuía ele sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas, tendo também muitíssima gente ao seu serviço; de modo que este homem era o maior de todos os do Oriente. 4 Iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs para comerem e beberem com eles. 5 E sucedia que, tendo decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó e os santificava; e, levantando-se de madrugada, oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; pois dizia Jó: Talvez meus filhos tenham pecado, e blasfemado de Deus no seu coração. Assim o fazia Jó continuamente. 6 Ora, chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. 7 O Senhor perguntou a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: De rodear a terra, e de passear por ela. 8 Disse o Senhor a Satanás: Notaste porventura o meu servo Jó, que ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, que teme a Deus e se desvia do mal?  9 Então respondeu Satanás ao Senhor, e disse: Porventura Jó teme a Deus debalde? 10 Não o tens protegido de todo lado a ele, a sua casa e a tudo quanto tem? Tens abençoado a obra de suas mãos, e os seus bens se multiplicam na terra. 11 Mas estende agora a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e ele blasfemará de ti na tua face! 12 Ao que disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo o que ele tem está no teu poder; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.  


LITURGIA DOS DONS PRÉ-SANTIFICADOS

Mateus 24:3-35

3 E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. 4 Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane. 5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.  6 E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. 7 Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. 8 Mas todas essas coisas são o princípio das dores. 9 Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. 10 Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão.  11 Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; 12 e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. 13 Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 14 E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim. 15 Quando, pois, virdes estar no lugar santo a abominação de desolação, predita pelo profeta Daniel (quem lê, entenda), 16 então os que estiverem na Judéia fujam para os montes; 17 quem estiver no eirado não desça para tirar as coisas de sua casa, 18 e quem estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua capa. 19 Mas ai das que estiverem grávidas, e das que amamentarem naqueles dias! 20 Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado; 21 porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. 22 E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias. 23 Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis; 24 porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos. 25 Eis que de antemão vo-lo tenho dito. 26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis. 27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem. 28 Pois onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres. 29 Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. 30 Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. 31 E ele enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. 32 Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão. 33 Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, mesmo às portas. 34 Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram. 35 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão.

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