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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

24ª Quarta-feira Depois de Pentecostes

15 de Novembro de 22017 (CC) / 02 de Novembro (CE)
Ss. Mártires Aquidinos, Pegásius, Elpidóforus, Anempodiste e Afthonius 
e mais 700 persas, Companheiros de Martírio († c. 350)
Modo 6



Os santos Aquidinos, Pegásius, Elpidóforus, Anempodiste e Afthonius eram dignitários da corte do Imperador Persa Sapor II (310-381). Tendo aderido clandestinamente à fé cristã, foram denunciados pelos invejosos pagãos ao Imperador quando este empreendeu uma onda de perseguição contra os cristãos. Intimados a comparecerem diante do Imperador para julgamento, confessaram pública e destemidamente sua fé na Santíssima Trindade. O Imperador ordenou, portanto, que fossem cruelmente chicoteados, esperando que assim, renegassem sua fé. Por duas vezes os executores ficaram esgotados e tiveram de ser substituídos, enquanto que, da boca dos santos mártires não se ouvia sequer um gemido. O Imperador, impressionado com o que via, numa queda de pressão perdeu a consciência. Os que estavam presentes julgaram que tivesse morrido, mas os santos recorreram a Deus e o Imperador voltou a si. Recuperado, o Imperador Sapor acusou os santos de feitiçaria, dando ordem para que fossem conduzidos amarrados ao longo de uma fogueira de modo que fossem sufocados pela fumaça. Os santos voltaram-se para Deus em orações, e o fogo foi milagrosamente extinto e as cordas que os amarrava foram soltas. 
Impressionado, o Imperador perguntou-lhes com aquilo fora possível, e os santos mártires lhes contaram sobre como Cristo operava milagres. Cego de ódio, o Imperador passou a blasfemar o nome do Senhor. Os santos exclamaram, então: 
«Que a tua boca se cale»; ao que o Imperador ficou sem voz. Enlouquecido de raiva, tentou ainda, através de gestos, dar ordem para que os santos mártires fossem jogados na prisão, mas os que o cercavam não compreendiam o que lhes queria dizer. 
A raiva do Imperador tornava-se ainda maior até que, loucamente, arrancou e rasgou seu próprio manto, puxava seus próprios cabelos e espancava seu próprio rosto. Até que Aquidinos, compadecido, em nome de Cristo o livrou da mudez. Mais uma vez, porém, o Imperador atribuiu tudo o que acontecia ao poder da feitiçaria, ordenando que os santos continuassem a ser torturados. 
Foram então postos sobre um grelha de ferro, acendendo por debaixo o fogo. Os santos começaram juntos a orar e, de repente, começou a cair uma chuva que apagou o fogo. Diante de mais este milagre realizado por meio das orações dos santos mártires, muitos dos que presenciavam creram em Cristo e confessaram sua fé. Os santos glorificavam a Deus e convidavam a que cressem que Deus enviou a água da chuva que caía sobre eles para que fossem batizados. Um dos carrascos de nome Afthonius pediu publicamente perdão aos santos mártires por lhes ter causado tanto sofrimento, e saiu corajosamente confessando sua fé em Cristo. Elpidoforus, um alto dignitário imperial e até mesmo a mãe do Imperador confessaram a fé no Único Deus verdadeiro. O Imperador percebeu que aumentava ainda mais o número dos que se convertiam à fé cristã com a tortura dos santos. Declarou então ao povo que as cabeças de Aquindinos, Pegásio, Elpidoforo, Anempodiste seriam cortadas, e que seus corpos não poderiam ser tomados pelos cristãos para sepultamento. 
Quando levaram os santos mártires para fora dos muros da cidade para a execução, uma grande multidão acompanhou, glorificando a Cristo. Por ordem do Imperador, os soldados executaram todos os cristãos (cerca de 7 mil) que acompanhavam o cortejo. Juntamente com os outros, também Elpidoforo foi morto. Aquidinos, Pegásius e Anempodiste, mãe do Imperador, foram queimados no dia seguinte. Os cristãos foram secretamente durante a noite ao local da execução, encontraram os corpos dos santos mártires ilesos da ação do fogo, e com reverência os sepultaram.


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

1 Tessalonicenses 4:1-12


Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais. Porque vós bem sabeis que mandamentos vos temos dado pelo Senhor Jesus. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação; que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra; não na paixão pela luxúria, como os gentios, que não conhecem a Deus. E no tocante a isto ninguém defraude ou engane a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todos esses, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas sim a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo. Quanto, porém, ao amor fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia. Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto aumenteis cada vez mais. E procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma.

COMENTÁRIO

4: 1-12 A santidade inclui a pureza sexual (v. 3-8), o amor mútuo (v. 9, 10) e o trabalho honesto.(vv. 11, 12). Quanto a saber a vontade de Deus, esta passagem passa por uma simplicidade brilhante. A vontade de Deus é a nossa santificação (v. 3), nosso ser separado para o Senhor como Sua propriedade especial. Estamos sendo santificados enquanto caminhamos com Ele em fé e obediência.4:4 A expressão «seu próprio vaso» se refere ao ser humano por inteiro (Rom 9: 20-23; 2Co 4:7; 2Tm 2:20,21). O termo «próprio» pode também está se referindo à esposa (marido). Em qualquer caso, o vaso de quem quer que seja, deve possuir pureza, autocontrole e castidade.4:11 O princípio básico das Escrituras, no tempo de Paulo e nos nossos, é devemos viver em recolhimento, tomar conta de nossos próprios negócios e trabalhar duro. 
Fonte: Orthodox Study Bible

Lucas 11:42-46

Mas ai de vós, fariseus, que dizimais a hortelã, e a arruda, e toda a hortaliça, e desprezais a justiça* e o amor de Deus. Importava fazer estas coisas, e não deixar as outras. Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! que sois como as sepulturas que não aparecem, e os homens que sobre elas andam não o sabem. E, respondendo um dos doutores da lei, disse-lhe: Mestre, quando dizes isso, também nos afrontas a nós. E ele lhe disse: Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas.

* A palavra «dikaiosyne», justiça, é uma tradução da palavra hebraica «tsedakav». Esta palavra «a energia divina que realiza a salvação do homem». É um paralelo e quase sinônimo de outra palavra «hese'd», que «misericórdia», «amor» e da «eméth» que significa «fidelidade», «verdade». Isto, como podemos ver, dá uma dimensão completamente diferente do que usualmente concebemos como justiça. É assim que a Igreja entendia a justiça de Deus. Era isto que os Pais da Igreja ensinavam sobre o conceito. (Alexander Kalomiros) 
«Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo.» Tiago 2:13

† † †

terça-feira, 15 de novembro de 2016

22ª Terça-feira Depois de Pentecostes

15 de Novembro de 2016 (CC) / 02 de Novembro (CE)
Ss. Mártires Aquidinos, Pegásius, Elpidóforus, Anempodiste e Afthonius 
e mais 700 persas, companheiros de martírio († c. 350)
Modo 4






Os santos Aquidinos, Pegásius, Elpidóforus, Anempodiste e Afthonius   eram dignitários da corte do Imperador persa Sapor II (310-381). Tendo aderido clandestinamente à fé cristã, foram denunciados pelos invejosos pagãos ao Imperador quando este empreendeu uma onda de perseguição contra os cristãos. Intimados a comparecerem diante do Imperador para julgamento, confessaram pública e destemidamente sua fé na Santíssima Trindade. O Imperador ordenou, portanto, que fossem cruelmente chicoteados, esperando que assim, renegassem sua fé. Por duas vezes os executores ficaram esgotados e tiveram de ser substituídos, enquanto que, da boca dos santos mártires não se ouvia sequer um gemido. O Imperador, impressionado com o que via, numa queda de pressão perdeu a consciência. Os que estavam presentes julgaram que tivesse morrido, mas os santos recorreram a Deus e o Imperador voltou a si. Recuperado, o Imperador Sapor acusou os santos de feitiçaria, dando ordem para que fossem conduzidos amarrados ao longo de uma fogueira de modo que fossem sufocados pela fumaça. Os santos voltaram-se para Deus em orações, e o fogo foi milagrosamente extinto e as cordas que os amarrava foram soltas. 
Impressionado, o Imperador perguntou-lhes com aquilo fora possível, e os santos mártires lhes contaram sobre como Cristo operava milagres. Cego de ódio, o Imperador passou a blasfemar o nome do Senhor. Os santos exclamaram, então: 
«Que a tua boca se cale»; ao que o Imperador ficou sem voz. Enlouquecido de raiva, tentou ainda, através de gestos, dar ordem para que os santos mártires fossem jogados na prisão, mas os que o cercavam não compreendiam o que lhes queria dizer. 
A raiva do Imperador tornava-se ainda maior até que, loucamente, arrancou e rasgou seu próprio manto, puxava seus próprios cabelos e espancava seu próprio rosto. Até que Aquidinos, compadecido, em nome de Cristo o livrou da mudez. Mais uma vez, porém, o Imperador atribuiu tudo o que acontecia ao poder da feitiçaria, ordenando que os santos continuassem a ser torturados. 
Foram então postos sobre um grelha de ferro, acendendo por debaixo o fogo. Os santos começaram juntos a orar e, de repente, começou a cair uma chuva que apagou o fogo. Diante de mais este milagre realizado por meio das orações dos santos mártires, muitos dos que presenciavam creram em Cristo e confessaram sua fé. Os santos glorificavam a Deus e convidavam a que cressem que Deus enviou a água da chuva que caía sobre eles para que fossem batizados. Um dos carrascos de nome Afthonius pediu publicamente perdão aos santos mártires por lhes ter causado tanto sofrimento, e saiu corajosamente confessando sua fé em Cristo. Elpidoforus, um alto dignitário imperial e até mesmo a mãe do Imperador confessaram a fé no Único Deus verdadeiro. O imperador percebeu que aumentava ainda mais o número dos que se convertiam à fé cristã com a tortura dos santos. Declarou então ao povo que as cabeças de Aquindinos, Pegásio, Elpidoforo, Anempodiste seriam cortadas, e que seus corpos não poderiam ser tomados pelos cristãos para sepultamento. Quando levaram os santos mártires para fora dos muros da cidade para a execução, uma grande multidão acompanhou, glorificando a Cristo. Por ordem do Imperador, os soldados executaram todos os cristãos (cerca de 7 mil) que acompanhavam o cortejo. Juntamente com os outros, também Elpidoforo foi morto. Aquidinos, Pegásius e Anempodiste, mãe do Imperador, foram queimados no dia seguinte. Os cristãos foram secretamente durante a noite ao local da execução, encontraram os corpos dos santos mártires ilesos da ação do fogo, e com reverência os sepultaram.


Colossenses 2:20-3:3

Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne. Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.

Lucas 11:34-41

34 A candeia do corpo são os olhos. Quando, pois, os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, quando forem maus, o teu corpo será tenebroso. 35 Vê, então, que a luz que há em ti não sejam trevas. 36 Se, pois, todo o teu corpo estiver iluminado, sem ter parte alguma em trevas, será inteiramente luminoso, como quando a candeia te alumia com o seu resplendor. 37 Acabando Jesus de falar, um fariseu o convidou para almoçar com ele; e havendo Jesus entrado, reclinou-se à mesa. 38 O fariseu admirou-se, vendo que ele não se lavara antes de almoçar. 39 Ao que o Senhor lhe disse: Ora vós, os fariseus, limpais o exterior do corpo e do prato; mas o vosso interior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. 40 Loucos! quem fez o exterior, não fez também o inferior? 41 Dai, porém, de esmola o que está dentro do copo e do prato, e eis que todas as coisas vos serão limpas.  


† † †

domingo, 15 de novembro de 2015

24º Domingo Depois de Pentecostes

15 de Novembro de 2015 (CC) / 02 de Novembro (CE)
Ss. Mártires Aquidinos, Pegásius, Elpidóforus, Anempodiste e Afthonius 
e mais 700 persas, companheiros de martírio († c. 350)
Modo 7


Os santos Aquidinos, Pegásius, Elpidóforus, Anempodiste e Afthonius   eram dignitários da corte do Imperador persa Sapor II (310-381). Tendo aderido clandestinamente à fé cristã, foram denunciados pelos invejosos pagãos ao Imperador quando este empreendeu uma onda de perseguição contra os cristãos. Intimados a comparecerem diante do Imperador para julgamento, confessaram pública e destemidamente sua fé na Santíssima Trindade. O Imperador ordenou, portanto, que fossem cruelmente chicoteados, esperando que assim, renegassem sua fé. Por duas vezes os executores ficaram esgotados e tiveram de ser substituídos, enquanto que, da boca dos santos mártires não se ouvia sequer um gemido. O Imperador, impressionado com o que via, numa queda de pressão perdeu a consciência. Os que estavam presentes julgaram que tivesse morrido, mas os santos recorreram a Deus e o Imperador voltou a si. Recuperado, o Imperador Sapor acusou os santos de feitiçaria, dando ordem para que fossem conduzidos amarrados ao longo de uma fogueira de modo que fossem sufocados pela fumaça. Os santos voltaram-se para Deus em orações, e o fogo foi milagrosamente extinto e as cordas que os amarrava foram soltas.  
Impressionado, o Imperador perguntou-lhes com aquilo fora possível, e os santos mártires lhes contaram sobre como Cristo operava milagres. Cego de ódio, o Imperador passou a blasfemar o nome do Senhor. Os santos exclamaram, então: 
«Que a tua boca se cale»; ao que o Imperador ficou sem voz. Enlouquecido de raiva, tentou ainda, através de gestos, dar ordem para que os santos mártires fossem jogados na prisão, mas os que o cercavam não compreendiam o que lhes queria dizer. 
A raiva do Imperador tornava-se ainda maior até que, loucamente, arrancou e rasgou seu próprio manto, puxava seus próprios cabelos e espancava seu próprio rosto. Até que Aquidinos, compadecido, em nome de Cristo o livrou da mudez. Mais uma vez, porém, o Imperador atribuiu tudo o que acontecia ao poder da feitiçaria, ordenando que os santos continuassem a ser torturados. 
Foram então postos sobre um grelha de ferro, acendendo por debaixo o fogo. Os santos começaram juntos a orar e, de repente, começou a cair uma chuva que apagou o fogo. Diante de mais este milagre realizado por meio das orações dos santos mártires, muitos dos que presenciavam creram em Cristo e confessaram sua fé. Os santos glorificavam a Deus e convidavam a que cressem que Deus enviou a água da chuva que caía sobre eles para que fossem batizados. Um dos carrascos de nome Afthonius pediu publicamente perdão aos santos mártires por lhes ter causado tanto sofrimento, e saiu corajosamente confessando sua fé em Cristo. Elpidoforus, um alto dignitário imperial e até mesmo a mãe do Imperador confessaram a fé no Único Deus verdadeiro. O imperador percebeu que aumentava ainda mais o número dos que se convertiam à fé cristã com a tortura dos santos. Declarou então ao povo que as cabeças de Aquindinos, Pegásio, Elpidoforo, Anempodiste seriam cortadas, e que seus corpos não poderiam ser tomados pelos cristãos para sepultamento. Quando levaram os santos mártires para fora dos muros da cidade para a execução, uma grande multidão acompanhou, glorificando a Cristo. Por ordem do Imperador, os soldados executaram todos os cristãos (cerca de 7 mil) que acompanhavam o cortejo. Juntamente com os outros, também Elpidoforo foi morto. Aquidinos, Pegásius e Anempodiste, mãe do Imperador, foram queimados no dia seguinte. Os cristãos foram secretamente durante a noite ao local da execução, encontraram os corpos dos santos mártires ilesos da ação do fogo, e com reverência os sepultaram.

MATINAS

Marcos 16:1-8

E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol. E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galileia; ali o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém porque temiam.

LITURGIA

Troparion da Ressurreição
Pela Tua Cruz, destruíste a morte,  / abriste as portas do paraíso ao ladrão,  / converteste em alegria o pranto das Miróforas / e lhes disseste que aos apóstolos anunciassem que ressuscitaste dos mortos,  // ó Cristo Deus, revelando ao mundo a grande misericórdia. 

Kondakion da Ressurreição
O domínio da morte já não pode submeter o homem,  / pois Cristo, descendo, aboliu e destruiu o seu poder,  / o Hades está vencido,  / e os profetas se alegram, clamando em uníssono:  // «O Salvador apareceu àqueles que têm fé! Corram, fiéis, para a Ressurreição!» 

Hino à Virgem
Ó Admirável Protetora....

Tropárion do Mártires 
Aquidinos, Pegásius, Elpidóforus, Anempodistus e Afthonius  Modo 2
Ó atletas do Senhor, / bendita é a terra que bebeu vosso sangue, / e santas as habitações que que receberam vossos corpos, / pois, venceste o inimigo na arena / e anunciaste a Cristo com ousadia.// Nós vos imploramos que suplicai-Lhe, a Ele que É bom, que salve as nossas almas.

Glória ao Pai † e ao Filho e ao Espírito Santo.

Kondákion Modo 2
Os piedosos e divinos mártires, / Aquidinos, Pegasius e Anempodistus, / e com estes/ Afthonius e Elpidéforus, / tendo abandonado todas as coisas terrenas / receberam de Ti, no repouso que preparaste, / gozar dos deleites das Cosias Excelentes, // ó Tu de Quem somente são todas as coisas que são boas.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém

Theotokion
Como templo da nossa ressurreição, ó Toda-gloriosa 
retira do túmulo e da desolação aqueles que esperam em ti, 
tu nos salvaste da escravidão do pecado, 
gerando a nossa Salvação, permanecendo sempre virgem.

Prokímenon

O Senhor dará poder a Seu povo 
O Senhor abençoará Seu povo com a paz.

Oferecei ao Senhor, ó filhos de Deus,
Oferecei ao Senhor tenros cordeiros.

Efésios 2:14-20

Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades. E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!
É bom exaltar o Senhor

e cantar louvores ao teu Nome, ó Altíssimo (Sl 92, 1) 

Aleluia, aleluia, aleluia!
Proclamar pela manhã o teu amor

e a tua fidelidade pela noite (Sl 91, 2). 


Aleluia, aleluia, aleluia!

Lucas 8:26-39

E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galiléia. E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que desde muito tempo estava possesso de demônios, e não andava vestido, nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros. E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando, e dizendo com grande voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso, com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios. E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo. E andava ali pastando no monte uma vara de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho. E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago, e afogou-se. E aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram, e foram anunciá-lo na cidade e nos campos. E saíram a ver o que tinha acontecido, e vieram ter com Jesus. Acharam então o homem, de quem haviam saído os demônios, vestido, e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram. E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado. E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles; porque estavam possuídos de grande temor. E entrando ele no barco, voltou. E aquele homem, de quem haviam saído os demônios, rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo: Torna para tua casa, e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.


REFLEXÃO


“Eu Assumi o Corpo Humano, Eu Habito no Homem”

E Jesus lhe ameaçou: "Cala-te e sai deste homem". A verdade não necessita de testemunho da mentira. Não vim para ser reconhecido pelo teu testemunho, mas para precipitar-te de minha criatura. Não é belo o louvor na boca do pecador. Não necessito do testemunho daquele ao qual quero atormentar. Cala-te. Teu silêncio seja o meu louvor. Não quero que a tua voz me louve, mas os teus tormentos: tua pena é meu louvor. Não me é agradável que me louves, mas que se retire. Cala-te e sai deste homem. Como se dissesse: sai de minha casa, o que fazes em minha morada? Eu desejo entrar: Cala-te e sai deste homem. Deste homem, ou seja, deste animal racional. Sai deste homem: abandona esta morada preparada para mim. O Senhor deseja a sua casa: sai deste homem, deste animal racional.

Sai deste homem, disse também em outro lugar a uma legião de demônios, para que saíssem de um homem e entrassem nos porcos. Vede quão preciosa é a alma humana. Isto contradiz àqueles que creem que nós e os animais temos uma mesma alma e trazemos um mesmo espírito. De um só homem é lançada a legião e enviada a dois mil porcos, o que nos permite ver que é precioso o que se salva e de pouco valor o que se perde. Sai deste homem e vai-te para os porcos, vai-te para os animais, vai-te para onde queiras, vai-te aos abismos. Abandona ao homem, ou seja, abandona uma propriedade particularmente minha. Sai deste homem: não quero que tu possuas ao homem; para mim é uma injúria que habites no homem, sendo eu o que habita nele. Eu assumi o corpo humano, eu habito no homem. Essa carne que possuis é parte de minha carne, portanto, sai deste homem.

E o espírito imundo, agitando-o violentamente... Com estes sinais mostrou sua dor, agitando-o violentamente. Aquele demônio, ao sair, como não podia causar dano à alma, o fez ao corpo, e, como não podia fazer-se compreender por outro meio, manifesta com sinais corporais que saiu. E o espírito imundo, agitando-o violentamente... Porque ali estava o espírito impuro que foge do espírito puro. E dando um grito, saiu dele. Com o clamor da voz e a agitação do corpo manifestou que saía.”

São Jerônimo, Hiromonge em Antioquia, 
Constantinopla, Roma e Palestina (séc. V)