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terça-feira, 20 de agosto de 2019

10ª Terça-feira Depois de Pentecostes

20 de Agosto 2019 (CC) / 07 de Agosto (CE)
S. Mártir Domécio, o Persa e seus dois discípulos Narciso e Teodósio († 363); 
Pimen, o Jejuador e Pimen, o Enfermo; Mercúrio, Monge de Pechersk;
Encontro das Santas Relíquias de São Mitrofan,  Bispo de Voronezh;
Ss. Asterias; Horus; Potamia, Taumaturga; Nicanor Taumaturgo; Teodósio, o Novo; 
Sozon, da Nicomedia; 10,000 Ascetas de Tebas; José de Litínia.
Jejum da Dormição
Tom 8


O santo mártir Domécio era de origem persa e viveu no século IV, nos anos do Imperador Constantino, o Grande. Foi instruído na fé cristã por um cristão de nome «Uaros» e, quando os seus familiares ficaram sabendo, voltaram-se contra Domécio que se viu, então, obrigado a abandoná-los. 
Domécio ficou escondido na cidade de Niziba (na Mesopotâmia), na fronteira bizantina, e depois de receber o batismo num dos mosteiros, foi tonsurado monge e lá permaneceu isolado. Mais tarde, transferiu-se para o monastério dos Santos Sérgio e Baco, na cidade de Theodosiópolis, onde se aperfeiçoou em grande nível nas suas virtudes através do estudo e meditação dos Evangelhos.  
O monastério estava sob a direção de um Arquimandrita chamado Nurbelos – um rigoroso asceta. Este, percebendo a superioridade espiritual de Domécio, após ordená-lo diácono, quis elevá-lo ao sacerdócio. Porém, a luta de Domécio não objetivava cargos e títulos, ao contrário, buscava descobrir como fugir deles, pois aprendeu do Senhor Jesus Cristo a ser «humilde de coração», humilde, não no sentido comum do termo, mas nas disposições interiores. Por isso fugiu para uma montanha na Síria, na região de Cyr, e lá viveu numa caverna com seus dois discípulos.  
Certa vez, passava por aquele lugar o Imperador Juliano, o apóstata (361-363) que estava em viagem de campanha contra os persas. Por ordem do Imperador, seus soldados foram em direção a Domécio e, encontrando-o orando com seus discípulos no interior da caverna, os apedrejaram até à morte (+ 363).


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

1 Coríntios 15:29-38

29 De outra maneira, que farão os que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que então se batizam por eles? 30 E por que nos expomos também nós a perigos a toda hora? 31 Eu vos declaro, irmãos, pela glória que de vós tenho em Cristo Jesus nosso Senhor, que morro todos os dias. 32 Se, como homem, combati em Éfeso com as feras, que me aproveita isso? Se os mortos não são ressuscitados, comamos e bebamos, porque amanhã morreremos. 33 Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes. 34 Acordai para a justiça e não pequeis mais; porque alguns ainda não têm conhecimento de Deus; digo-o para vergonha vossa. 35 Mas alguém dirá: Como ressuscitam os mortos? e com que qualidade de corpo vêm? 36 Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer. 37 E, quando semeias, não semeias o corpo que há de nascer, mas o simples grão, como o de trigo, ou o de outra qualquer semente. 38 Mas Deus lhe dá um corpo como lhe aprouve, e a cada uma das sementes um corpo próprio.
Acerca do batismo pelos mortos, muitos intérpretes entendem que era uma espécie de batismo vicário que os cristãos batizados faziam pelos catecúmenos falecidos.  Contudo, não existe na Santa Tradição nenhuma referência sobre a pratica de batismo pelos mortos nas santas Igrejas de Deus. São João Crisóstomo dizia que a referência de São Paulo a este costume, nada mais era do que um comentário irônico sobre as práticas dos hereges marcionitas. Epiphanius diz que se refere a um costume dos seguidores de Cerinthus, outro mestre gnóstico, além de Marcião. 
Como os mortos ressuscitarão? Como é o corpo da ressurreição?  O presente corpo é apenas uma semente (v. 38) do corpo que virá.

Mateus 21:23-27

23 Tendo Jesus entrado no templo, e estando a ensinar, aproximaram-se dele os principais sacerdotes e os anciãos do povo, e perguntaram: Com que autoridade fazes tu estas coisas? e quem te deu tal autoridade? 24 Respondeu-lhes Jesus: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, eu de igual modo vos direi com que autoridade faço estas coisas. 25 O batismo de João, donde era? do céu ou dos homens? Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: Do céu, ele nos dirá: Então por que não o crestes? 26 Mas, se dissermos: Dos homens, tememos o povo; porque todos consideram João como profeta. 27 Responderam, pois, a Jesus: Não sabemos. Disse-lhe ele: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.
Como Cristo não era um sacerdote levítico, os principais sacerdotes, os anciãos O inquirem sobre Sua autoridade para purificar o templo. Como Cristo tem o cuidado de não se revelar àqueles farsantes, Ele os confunde com uma pergunta sobre a autoridade de João Batista. Tanto a pergunta dos anciãos quanto a pergunta de Cristo exigem a mesma resposta e, portanto, levariam uma pessoa a confessar que Jesus veio do céu. Ao não responder diretamente a eles, Cristo ensina que não devemos responder às pessoas que trazem perguntas sobre coisas santas com intenção maliciosa. 

† † †

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

13ª Segunda-feira Depois de Pentecostes

20 de Agosto 2018 (CC) / 07 de Agosto (CE)
S. Mártir Domécio, o Persa e seus dois discípulos Narciso e Teodósio († 363); 
Pimen, o Jejuador e Pimen, o Enfermo; Mercúrio, Monge de Pechersk;
Encontro das Santas Relíquias de São Mitrofan,  Bispo de Voronezh;
Ss. Asterias; Horus; Potamia, Taumaturga; Nicanor Taumaturgo; Teodósio, o Novo; 
Sozon, da Nicomedia; 10,000 Ascetas de Tebas; José de Litínia.
Jejum da Dormição
Modo 3


O santo mártir Domécio era de origem persa e viveu no século IV, nos anos do Imperador Constantino, o Grande. Foi instruído na fé cristã por um cristão de nome «Uaros» e, quando os seus familiares ficaram sabendo, voltaram-se contra Domécio que se viu, então, obrigado a abandoná-los. 
Domécio ficou escondido na cidade de Niziba (na Mesopotâmia), na fronteira bizantina, e depois de receber o batismo num dos mosteiros, foi tonsurado monge e lá permaneceu isolado. Mais tarde, transferiu-se para o monastério dos Santos Sérgio e Baco, na cidade de Theodosiópolis, onde se aperfeiçoou em grande nível nas suas virtudes através do estudo e meditação dos Evangelhos.  
O monastério estava sob a direção de um Arquimandrita chamado Nurbelos – um rigoroso asceta. Este, percebendo a superioridade espiritual de Domécio, após ordená-lo diácono, quis elevá-lo ao sacerdócio. Porém, a luta de Domécio não objetivava cargos e títulos, ao contrário, buscava descobrir como fugir deles, pois aprendeu do Senhor Jesus Cristo a ser «humilde de coração», humilde, não no sentido comum do termo, mas nas disposições interiores. Por isso fugiu para uma montanha na Síria, na região de Cyr, e lá viveu numa caverna com seus dois discípulos.  
Certa vez, passava por aquele lugar o Imperador Juliano, o apóstata (361-363) que estava em viagem de campanha contra os persas. Por ordem do Imperador, seus soldados foram em direção a Domécio e, encontrando-o orando com seus discípulos no interior da caverna, os apedrejaram até à morte (+ 363).


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

2 Coríntios 8:7-15

7 Ora, assim como abundais em tudo: em fé, em palavra, em ciência, em todo o zelo, no vosso amor para conosco, vede que também nesta graça abundeis. 8 Não digo isto como quem manda, mas para provar, mediante o zelo de outros, a sinceridade de vosso amor; 9 pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que pela sua pobreza fôsseis enriquecidos. 10 E nisto dou o meu parecer; pois isto vos convém a vós que primeiro começastes, desde o ano passado, não só a participar mas também a querer; 11 agora, pois, levai a termo a obra, para que, assim como houve a prontidão no querer, haja também o cumprir segundo o que tendes. 12 Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem. 13 Pois digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós, 14 mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa abundância a falta dos outros, para que também a abundância deles venha a suprir a vossa falta, e assim haja igualdade; 15 como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou.   

Marcos 3:6-12

6 E os fariseus, saindo dali, entraram logo em conselho com os herodianos contra ele, para o matarem. 7 Jesus, porém, se retirou com os seus discípulos para a beira do mar; e uma grande multidão dos da Galileia o seguiu; também da Judéia, 8 e de Jerusalém, da Iduméia e de além do Jordão, e das regiões de Tiro e de Sidom, grandes multidões, ouvindo falar de tudo quanto fazia, vieram ter com ele. 9 Recomendou, pois, a seus discípulos que se lhe preparasse um barquinho, por causa da multidão, para que não o apertasse; 10 porque tinha curado a muitos, de modo que todos quantos tinham algum mal arrojavam-se a ele para lhe tocarem. 11 E os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus. 12 E ele lhes advertia com insistência que não o dessem a conhecer. 
† † †

COMENTÁRIO

A caridade é a mais preciosa das virtudes cristãs: “Se eu não tiver amor, nada disso me aproveitaria” (1 Cor 13). Caridade não é esmola, é doação de si. É a palavra portuguesa que mais se aproxima da ideia do termo grego “ágape” (amor). Ela não é apenas um sentimento, é uma ação. Paulo estimula a Igreja de Corinto à prática da caridade, que deverá ser abundante naquela Igreja tanto quanto estava sendo abundante a fé e a ciência deles. Cristo é o maior exemplo de caridade: sendo rico se fez pobre por amor de nós.

Assim, São Marcos nesta passagem nos mostra o quanto ele se doou para os portadores de todos os tipos de necessidades. O Reino de Deus não é um mistério restrito à interioridade do ser, encerrado na oração e na adoração interior. Se o coração ímpio exterioriza seu interior (maledicências, impurezas, avarezas, cobiças e etc), também o coração justo exterioriza sua justiça, pois cada árvore produz fruto de acordo com sua natureza. Os santos Padres do deserto para lá se retiraram em busca da cura de suas almas, e por isto menos, não negligenciavam os pobres e desvalidos. Sendo pobres, enriqueciam a muitos com seus conhecimentos, e com seus trabalhos manuais ajudavam os famintos e doentes.

Devemos vigiar o nosso coração para que a fé que alimentamos e desenvolvemos não se transforme numa ação egoísta, espiritualmente confortável e socialmente agradável.

Com o frenesi da vida hodierna, onde o stress parece carcomer nossa existência, estas palavras podem soar como um sobrepeso, como mais uma responsabilidade que se acrescenta às demais para aumentar as pressões que vivemos. A caridade não se apresenta como um peso, pois o santo Apóstolo sabiamente observa que as ações caritativas devem ser “segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem" (v.12). Não devemos entender a caridade como messianismo de nossa parte, uma vocação para heróis. Esta é uma dimensão egóica, fruto de vaidade e do desejo de reconhecimento e de se destacar dos demais.

Quando a Fé nos estimula à solidariedade, não está falando do distante, do que temos acesso somente de maneira virtual, do pobre idealizado, das vítimas distantes de catástrofes, de aldeias longínquas ou de culturas inóspitas, pois isto faria da caridade um ato circunstancial e dissociado.  Há pessoas com todos os tipos de necessidades bem próximas de nós e que muitas vezes não demanda tantos esforços para lhes sermos propícios. A caridade nada mais é do que solidariedade, se por no lugar do outro que está diante de nós. Para que a caridade de Cristo seja manifesta em nós, basta pormos toda a diligência em cumprir seu ensinamento que nos diz: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas.” (Mt 7:12).
Padre Mateus (Antonio Eça)

† † †

ORAÇÃO

Louvai ao Senhor. Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor, que em seus mandamentos tem grande prazer! A sua descendência será poderosa na terra; a geração dos retos será abençoada. Bens e riquezas há na sua casa; e a sua justiça permanece para sempre. Aos retos nasce luz nas trevas; ele é compassivo, misericordioso e justo. Ditoso é o homem que se compadece, e empresta, que conduz os seus negócios com justiça; pois ele nunca será abalado; o justo ficará em memória eterna. Ele não teme más notícias; o seu coração está firme, confiando no Senhor. O seu coração está bem firmado, ele não terá medo, até que veja cumprido o seu desejo sobre os seus adversários. Espalhou, deu aos necessitados; a sua justiça subsiste para sempre; o seu poder será exaltado em honra. O ímpio vê isto e se enraivece; range os dentes e se consome; o desejo dos ímpios perecerá.
Salmo 111(112)

† † †   

domingo, 20 de agosto de 2017

11º Domingo Depois de Pentecostes

PÓS-FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO
11º DOMINGO DE SÃO MATEUS
20 de Agosto 2017 (CC) / 07 de Agosto (CE)
S. Mártir Domécio, o Persa e seus dois discípulos Narciso e Teodósio († 363); 
Pimen, o Jejuador e Pimen, o Enfermo; Mercúrio, Monge de Pechersk;
Encontro das Santas Relíquias de São Mitrofan,  Bispo de Voronezh;
Ss. Asterias; Horus; Potamia, Taumaturga; Nicanor Taumaturgo; Teodósio, o Novo; 
Sozon, da Nicomedia; 10,000 Ascetas de Tebas; José de Litínia.
Jejum da Dormição
Modo 2


O santo mártir Domécio era de origem persa e viveu no século IV, nos anos do Imperador Constantino, o Grande. Foi instruído na fé cristã por um cristão de nome «Uaros» e, quando os seus familiares ficaram sabendo, voltaram-se contra Domécio que se viu, então, obrigado a abandoná-los. 
Domécio ficou escondido na cidade de Niziba (na Mesopotâmia), na fronteira bizantina, e depois de receber o batismo num dos mosteiros, foi tonsurado monge e lá permaneceu isolado. Mais tarde, transferiu-se para o monastério dos Santos Sérgio e Baco, na cidade de Theodosiópolis, onde se aperfeiçoou em grande nível nas suas virtudes através do estudo e meditação dos Evangelhos.  
O monastério estava sob a direção de um Arquimandrita chamado Nurbelos – um rigoroso asceta. Este, percebendo a superioridade espiritual de Domécio, após ordená-lo diácono, quis elevá-lo ao sacerdócio. Porém, a luta de Domécio não objetivava cargos e títulos, ao contrário, buscava descobrir como fugir deles, pois aprendeu do Senhor Jesus Cristo a ser «humilde de coração», humilde, não no sentido comum do termo, mas nas disposições interiores. Por isso fugiu para uma montanha na Síria, na região de Cyr, e lá viveu numa caverna com seus dois discípulos.  
Certa vez, passava por aquele lugar o Imperador Juliano, o apóstata (361-363) que estava em viagem de campanha contra os persas. Por ordem do Imperador, seus soldados foram em direção a Domécio e, encontrando-o orando com seus discípulos no interior da caverna, os apedrejaram até à morte (+ 363).


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

MATINAS (XI)

João 21:15-25

E, depois de terem jantado, disse Jesus a Simão Pedro: Simão, filho de Jonas, amas-me mais do que estes? E ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeiros. Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas. Na verdade, na verdade te digo que, quando eras mais moço, te cingias a ti mesmo, e andavas por onde querias; mas, quando já fores velho, estenderás as tuas mãos, e outro te cingirá, e te levará para onde tu não queiras. E disse isto, significando com que morte havia ele de glorificar a Deus. E, dito isto, disse-lhe: Segue-me. E Pedro, voltando-se, viu que o seguia aquele discípulo a quem Jesus amava, e que na ceia se recostara também sobre o seu peito, e que dissera: Senhor, quem é que te há de trair? Vendo Pedro a este, disse a Jesus: Senhor, e deste que será? Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu. Divulgou-se, pois, entre os irmãos este dito, que aquele discípulo não havia de morrer. Jesus, porém, não lhe disse que não morreria, mas: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Este é o discípulo que testifica destas coisas e as escreveu; e sabemos que o seu testemunho é verdadeiro. Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem. Amém.

LITURGIA

Tropárion Modo 2
Quando Te entregaste a morte, ó Vida Imortal,
aniquilaste os infernos pelo esplendor de Tua Divindade;
e quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra,
todas as potências celestes exclamaram:
Ó Cristo nosso Deus, ó Autor da Vida Senhor, glória a Ti

Kondakion Modo 2
Tu Te levantaste da tumba, ó Salvador Onipotente,
e o inferno, vendo esta maravilha, estremeceu de medo,
e os mortos ressuscitaram de seus túmulos.
Adão e toda a Criação se alegram Contigo,
e o mundo, ó Salvador meu, Te louva para sempre.

Theotókion
Teus méritos são glorificados acima de toda a razão,
Ó Mãe de Deus, na pureza selada, 
Preservaste a tua virgindade,
Verdadeiramente mãe, és reconhecida que deste à luz o verdadeiro Deus. 
Roga-Lhe que salve as nossas almas!

Tropárion Modo 7
Ó Cristo, nosso Deus,
que Te transfiguraste sobre o Monte Tabor,
mostrando aos Teus discípulos a Tua glória
tanto quanto lhes era possível contemplá-la,
faze brilhar também sobre nós a Tua luz eterna,
pelas orações da Mãe de Deus.
Ó Doador da Luz, glória a Ti!

Tropárion do Santo Mártir Domécio da Pérsia Modo 4
Tendo lutado em jejum no monte, 
Destruístes, ó Bendito, 
As místicas hordas do inimigo 
Com a arma da Cruz. 
Da mesma forma, usando a Espada da Fé, 
Em  teu combater destroçaste e mataste Coprônimo. 
Por tudo isto, foste coroado por Deus, ó eterno e memorável mártir Domécio.

Kondákion Modo 7
Tu Te transfiguraste sobre o Monte, ó Cristo, nosso Deus,
revelando a Tua glória aos Teus discípulos,
tanto quanto lhes era possível contemplá-la,
a fim de que, quando Te vissem crucificado,
compreendessem que aceitaste livremente a Tua Paixão,
e anunciassem ao mundo que És, em verdade, o Esplendor do Pai.

Glória ao †Pai e ao Filho e ao Espírito Santo...

Kondákion do Santo Modo 6
Desprezando completamente as coisas e os pensamentos corruptíveis, 
Que desencadeiam as profundezas, ó Venerável Mártir Domécio,
Tu te revelaste ser um grande líder de monges,
Não temendo a ira do rei
Que não desejava adorar a Cristo como o verdadeiro Deus.
Assim, repousaste entoando o hino:
Deus está comigo, e ninguém é contra mim!

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Prokímenon

O Senhor É minha força e meu vigor
Ele foi a minha salvação. (Sl 117:14)

O Senhor severamente me castigou,
mas não me entregou à morte. (Sl 117:18)

1 Coríntios 9:2-12

Se para outros não sou apóstolo, ao menos para vós o sou, porque vós sois no Senhor o selo do meu apostolado. Esta é a minha defesa contra os que me denigrem. Não temos nós porventura o direito de comer e beber? Acaso não temos nós direito de deixar que nos acompanhe uma mulher irmã, a exemplo dos outros apóstolos e dos irmãos do Senhor e de Cefas? Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar o trabalho? Quem, jamais, vai à guerra à sua custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Trata-se, acaso, de simples norma entre os homens? Ou a lei não diz também o mesmo? Na Lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que debulha {Dt 25,4}. Acaso Deus tem dó dos bois? Não é, na realidade, em atenção a nós que ele diz isto? Sim! É por nós que está escrito. Quem trabalha deve trabalhar com esperança e igualmente quem debulha deve debulhar com esperança de receber a sua parte. Se entre vós semeamos bens espirituais, será, porventura, demasiada exigência colhermos de vossos bens materiais? Se outros se arrogam este direito sobre vós, não o temos muito mais? Entretanto, não temos feito uso deste direito: sofremos tudo para não pôr obstáculo algum ao Evangelho de Cristo.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!
O Senhor te ouça no dia da tribulação; 
te proteja o nome do Deus de Jacó! 

Aleluia, aleluia, aleluia!
Salva, Senhor, o teu povo 
e abençoa a tua herança! 

Aleluia, aleluia, aleluia!

Mateus 18:23-35

Por isso, o Reino dos céus é comparado a um rei que quis ajustar contas com seus servos. Quando começou a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. Como ele não tinha com que pagar, seu senhor ordenou que fosse vendido, ele, sua mulher, seus filhos e todos os seus bens para pagar a dívida. Este servo, então, prostrou-se por terra diante dele e suplicava-lhe: Dá-me um prazo, e eu te pagarei tudo! Cheio de compaixão, o senhor o deixou ir embora e perdoou-lhe a dívida. Apenas saiu dali, encontrou um de seus companheiros de serviço que lhe devia cem denários. Agarrou-o na garganta e quase o estrangulou, dizendo: Paga o que me deves! O outro caiu-lhe aos pés e pediu-lhe: Dá-me um prazo e eu te pagarei! Mas, sem nada querer ouvir, este homem o fez lançar na prisão, até que tivesse pago sua dívida. Vendo isto, os outros servos, profundamente tristes, vieram contar a seu senhor o que se tinha passado. Então o senhor o chamou e lhe disse: Servo mau, eu te perdoei toda a dívida porque me suplicaste. Não devias também tu compadecer-te de teu companheiro de serviço, como eu tive piedade de ti? E o senhor, encolerizado, entregou-o aos algozes, até que pagasse toda a sua dívida. Assim vos tratará meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão, de todo seu coração.

† † †   


sábado, 20 de agosto de 2016

9ª Sábado Depois de Pentecostes

PÓS-FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO
20 de Agosto de 2016 (CC) / 07 de Agosto (CE)
Ss. Mártires Domécio, o persa e seus dois discípulos († 363)
Jejum da Dormição
Modo 7





O santo mártir Domécio era de origem persa e viveu no século IV, nos anos do imperador Constantino, o Grande. Foi instruído na fé cristã por um cristão de nome «Uaros» e, quando os seus familiares ficaram sabendo, voltaram-se contra Domécio que se viu então obrigado a abandoná-los. Domécio ficou escondido na cidade de Niziba (na Mesopotâmia), na fronteira bizantina, e depois de receber o batismo num dos monastérios, foi tonsurado monge e lá permaneceu isolado. Mais tarde, transferiu-se para o monastério dos Santos Sérgio e Baco, na cidade de Theodosiopolis, onde se aperfeiçoou em grande nível nas suas virtudes através do estudo e meditação dos Evangelhos. O monastério estava sob a direção de um arquimandrita chamado Nurbelos – um rigoroso asceta. Este, percebendo a superioridade espiritual de Domécio, após ordená-lo diácono, quis elevá-lo ao sacerdócio. Porém, a luta de Domécio não objetivava cargos e títulos, ao contrário, buscava descobrir como fugir deles, pois aprendeu do Senhor Jesus Cristo a ser «humilde de coração», humilde, não no sentido comum do termo, mas nas disposições interiores. Por isso fugiu para uma montanha na Síria, na região de Cyr, e lá viveu numa caverna com seus dois discípulos. Certa vez, passava por aquele lugar o imperador Juliano, o apóstata (361-363) que estava em viagem de campanha contra os persas. Por ordem do imperador, seus soldados foram em direção a Domécio e, encontrando-o orando com seus discípulos no interior da caverna, apedrejaram-lhes até à morte (+ 363).



Romanos 14:6-9

6 Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si. 8 Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, quer vivamos quer morramos, somos do Senhor. 9 Porque foi para isto mesmo que Cristo morreu e tornou a viver, para ser Senhor tanto de mortos como de vivos.   

Mateus 15:32-39

32 Jesus chamou os seus discípulos, e disse: Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer; e não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho. 33 Disseram-lhe os discípulos: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para fartar tamanha multidão? 34 Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? E responderam: Sete, e alguns peixinhos. 35 E tendo ele ordenado ao povo que se sentasse no chão, 36 tomou os sete pães e os peixes, e havendo dado graças, partiu-os, e os entregava aos discípulos, e os discípulos á multidão. 37 Assim todos comeram, e se fartaram; e do que sobejou dos pedaços levantaram sete alcofas cheias.  38 Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens além de mulheres e crianças. 39 E havendo Jesus despedido a multidão, entrou no barco, e foi para os confins de Magadã. 
  
† † †

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

12ª Quinta-feira Depois de Pentecostes

20 de Agosto 2015 (CC) / 07 de Agosto (CE)
Pós-festa da Transfiguração
Ss. Mártires Domécio, o persa e seus dois discípulos († 363)
Jejum da Dormição da Santíssima Mãe de Deus
Modo 2






O santo mártir Domécio era de origem persa e viveu no século IV, nos anos do imperador Constantino, o Grande. Foi instruído na fé cristã por um cristão de nome «Uaros» e, quando os seus familiares ficaram sabendo, voltaram-se contra Domécio que se viu então obrigado a abandoná-los. Domécio ficou escondido na cidade de Niziba (na Mesopotâmia), na fronteira bizantina, e depois de receber o batismo num dos monastérios, foi tonsurado monge e lá permaneceu isolado. Mais tarde, transferiu-se para o monastério dos Santos Sérgio e Baco, na cidade de Theodosiopolis, onde se aperfeiçoou em grande nível nas suas virtudes através do estudo e meditação dos Evangelhos. O monastério estava sob a direção de um arquimandrita chamado Nurbelos – um rigoroso asceta. Este, percebendo a superioridade espiritual de Domécio, após ordená-lo diácono, quis elevá-lo ao sacerdócio. Porém, a luta de Domécio não objetivava cargos e títulos, ao contrário, buscava descobrir como fugir deles, pois aprendeu do Senhor Jesus Cristo a ser «humilde de coração», humilde, não no sentido comum do termo, mas nas disposições interiores. Por isso fugiu para uma montanha na Síria, na região de Cyr, e lá viveu numa caverna com seus dois discípulos. Certa vez, passava por aquele lugar o imperador Juliano, o apóstata (361-363) que estava em viagem de campanha contra os persas. Por ordem do imperador, seus soldados foram em direção a Domécio e, encontrando-o orando com seus discípulos no interior da caverna, apedrejaram-lhes até à morte (+ 363).


Troparion - Modo 2
Quando Te entregaste a morte, ó Vida Imortal,
aniquilaste os infernos pelo esplendor de Tua Divindade;
e quando ressuscitaste os mortos das profundezas da terra,
todas as potências celestes exclamaram:
Ó Cristo nosso Deus, ó Autor da Vida Senhor, glória a Ti!

Kondakion - Modo 2
Tu Te levantaste da tumba, ó Salvador Onipotente,
e o inferno, vendo esta maravilha, estremeceu de medo,
e os mortos ressuscitaram de seus túmulos.
Adão e toda a Criação se alegram Contigo,
e o mundo, ó Salvador meu, Te louva para sempre.

Prokímenon

O Senhor É minha força e meu vigor
Ele foi a minha salvação. (Sl 118,14)

O Senhor severamente me castigou,
mas não me entregou à morte. (Sl 118, 18)


2 Coríntios 7:1-10

1 Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus. 2 Recebei-nos em vossos corações; a ninguém fizemos injustiça, a ninguém corrompemos, a ninguém exploramos. 3 Não o digo para vos condenar, pois já tenho declarado que estais em nossos corações para juntos morrermos e juntos vivermos. 4 Grande é a minha franqueza para convosco, e muito me glorio a respeito de vós; estou cheio de consolação, transbordo de gozo em todas as nossas tribulações. 5 Porque, mesmo quando chegamos à Macedônia, a nossa carne não teve repouso algum; antes em tudo fomos atribulados: por fora combates, temores por dentro. 6 Mas Deus, que consola os abatidos, nos consolou com a vinda de Tito; 7 e não somente com a sua vinda, mas também pela consolação com que foi consolado a vosso respeito, enquanto nos referia as vossas saudações, o vosso pranto, o vosso zelo por mim, de modo que ainda mais me regozijei. 8 Porquanto, ainda que vos contristei com a minha carta, não me arrependo; embora antes me tivesse arrependido (pois vejo que aquela carta vos contristou, ainda que por pouco tempo), 9 agora folgo, não porque fostes contristados, mas porque o fostes para o arrependimento; pois segundo Deus fostes contristados, para que por nós não sofrêsseis dano em coisa alguma. 10 Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte.   

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia!
O Senhor te ouça no dia da tribulação; 
te proteja o nome do Deus de Jacó! 

Aleluia, aleluia, aleluia!
Salva, Senhor, o teu povo 
e abençoa a tua herança! 

Aleluia, aleluia, aleluia!

Marcos 1:29-35

29 Em seguida, saiu da sinagoga e foi a casa de Simão e André com Tiago e João.    30 A sogra de Simão estava de cama com febre, e logo lhe falaram a respeito dela. 31 Então Jesus, chegando-se e tomando-a pela mão, a levantou; e a febre a deixou, e ela os servia. 32 Sendo já tarde, tendo-se posto o sol, traziam-lhe todos os enfermos, e os endemoninhados; 33 e toda a cidade estava reunida à porta; 34 e ele curou muitos doentes atacados de diversas moléstias, e expulsou muitos demônios; mas não permitia que os demônios falassem, porque o conheciam. 35 De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava.


REFLEXÃO

Eis aí o nosso Servidor, o Soberano que deixa o seu trono e palácio para nos servir, cuidando dos nossos corpos - quer após um dia exaustivo, no avançado da hora e apesar do seu cansaço físico - quer na madrugada, velando por nossas almas em oração ao Pai. Se assim o faz o Soberano, o que dizer de nós, seus súditos? Seguindo os passos do nosso Senhor, o Apóstolo Paulo em poucas palavras descreve a realidade do nosso serviço: “combate por fora e temores por dentro”. Por esta razão um cristão ortodoxo se apresenta para a Divina Liturgia trazendo uma vela acesa na mão para oferta-la a Deus: a chama aponta para a Luz que nos ilumina, e a cera que se consome, o sacrifício dos nossos corpos para que a chama da nossa fé ilumine o ambiente que nos envolve.

Padre Mateus (Antonio Eça)

ORAÇÃO
 2 Tem piedade de mim, ó Deus, tem piedade de mim, pois em ti minha alma se refugia! Abrigo-me à sombra de tuas asas, até que passe a calamidade. 3 Clamo a Deus, o Altíssimo, ao Deus que fará tudo por mim. 4 Do céu, ele me envie a salvação, confundindo os que me perseguem! 8 Meu coração está disposto, ó Deus, meu coração está disposto a cantar e salmodiar. 9 Desperta, minha alma! Harpa e cítara, despertai, pois quero despertar a aurora! 10 Vou exaltar-te, Senhor, entre os povos, celebrar-te entre as nações, 11, pois teu amor se eleva como os céus e tua fidelidade como as nuvens. 12 Ó Deus, eleva-te sobre os céus e sobre toda a terra, com tua glória!

Salmo 56(57): 2-12