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domingo, 20 de fevereiro de 2022

Domingo do Filho Pródigo

20 de Fevereiro de 2022 (CC) - 07 de Fevereiro (CE)
São Partênio Bispo de Lampsaco; Venerável Lucas de Stryon († 953); 
1003 Mártires de Nicomedia.; Aule, Eremita. Teopemptos e seus companheiros Mártires; George, o Novo Mártir de Creta; Ricardo, Rei de Wessex.
Tom 1



São Partênio, filho de um bom homem chamado Cristódulo, era originário de Melitópolis. Pouco conhecedor das letras humanas, era, em compensação, versadíssimo nas Escrituras Santas. Condoído com a sorte dos pobres, ainda jovem se fez pescador. Toda a tarde, religiosamente, era visto pela cidade a vender o produto do trabalho diário, cujo apurado, totalmente, distribuía à pobreza.

Deus principiou a operar milagres por intermédio daquela santa alma, quando Partênio completou dezoito anos. Livrando do espírito impuro muitos possuídos pelo demônio, Partênio foi chamado pelo bispo de Melitópolis e feito sacerdote. Ordenado padre, ficou encarregado de visitar as ovelhas do rebanho do bom bispo. Foi numa dessas visitas que, encontrando-se com um cão raivoso, o matou tão somente, fazendo o sinal da cruz, diante do animal que lhe saltava ao pescoço, selvagemente. O bispo de Cízica, Áscolo, fê-lo bispo de Lâmpsaco, lugar em que a população era quase totalmente pagã. Pelas orações e instruções, principalmente pelos milagres ali operados, o santo converteu a cidade inteira.

Um dia, determinando usar uma grande pedra que pertencera a um dos templos dos idólatras de Lâmpsaco, ordenou a transportassem para a igreja que fervorosamente levantava na cidade. Entre os homens que se incumbiram da remoção da enorme peça estava um operário chamado Eutiquiano. Esse Eutiquiano, posta a pedra no carro, foi, em dado momento, escorregando, por-se debaixo das rodas. Amassado, morreu na hora. Quando Partênio soube do sucedido, ficou emocionadíssimo, e, atribuindo-o a uma investida do demônio, correu ao local do acidente, encontrando o homem morto. Ajoelhando-se-lhe ao lado, ergeu os olhos para o céu e dirigiu, a chorar, uma fervente prece ao Senhor. Terminada a oração, Eutiquiano voltou à vida. Sentado, olhava para um e para outro, sem saber o que lhe havia sucedido.

Conta-se também de São Partênio que, em Hecléia, metrópole da Trácia, ao visitar o bispo Hipatiano, encontrou-o gravemente doente. No mesmo instante, por revelação divina, descobriu a causa do mal do prelado: a avareza.

«Tua doença, disse a Hipatiano, não te vem do corpo, mas da alma».

«Da alma»? Pergunta o prelado debilmente. «Mas, como»?

«Sim», confirmou Partênio. «É a avareza que te corrói, pouco a pouco. E, se quiseres recuperar a saúde toda ela, restituiu a Deus todos os bens dos pobres, que conservas».

O bispo, chamado o ecônomo, deu-lhe ordens para distribuir à pobreza tudo o que ferrenhamente guardava.

«Não, tornou o Santo. Tu mesmo é que deverás fazê-lo».

«Mas», tornou o doente prelado, sinto-me sem forças. «Como deixarei este leito, tão fraco estou»?

«Não te sentirás fraco amanhã», sentenciou São Partênio, convictamente. «Manda que, amanhã de manhã, toda a pobreza se reúna na igreja de Santa Glicéria e vai cumprir o dever».

Hipatiano, no dia seguinte, fez-se transportar para a igreja. E, à medida que se livrava dos bens que conservava, ia recuperando, milagrosamente, as forças que o haviam abandonado. Três dias depois, estava toda a saúde de outrora. Quando São Partênio morreu, aquele bispo, em companhia doutros prelados, prestou-lhes os últimos deveres.

Comemoração de São Lucas
 
São Lucas nasceu no verão do ano 896. Seus pais, Estevão e Efrosina, eram naturais de Egina, mudando-se logo depois para Foquita, na Tessália. Lucas era o terceiro de sete irmãos. Foi um menino piedoso e obediente e, desde muito cedo, recebeu o encargo de cuidar das ovelhas e cultivar o campo. Ainda criança, deixava de comer para alimentar os famintos e, algumas vezes, chegou a tirar suas próprias roupas para vestir os mendigos. Em época de semear os campos, espalhava boa parte das sementes nas terras dos pobres. Era notório que Deus abençoava a colheita de seu pai com a abundância.

Depois da morte de Estevão, seu pai, Lucas deixou seu trabalho nos campos e, por algum tempo, dedicou-se à contemplação. Sentia-se chamado à vida religiosa e, numa certa ocasião, partiu de Tessália em busca de um monastério onde pudesse viver. No entanto, foi capturado por soldados que o confundiram com um escravo fugitivo. Tendo sido interrogado, disse que era um servo de Cristo e que havia empreendido aquela viagem por devoção. Mas os soldados não deram crédito às suas palavras e o levaram para a prisão, tratando-o com muita crueldade. 
Passado algum tempo, descobriram sua verdadeira identidade e o puseram em liberdade. Ao retornar para a sua casa, porém, foi recebido com escárnios e chacotas por sua fracassada fuga. Mesmo que conservasse sua decisão de consagrar-se a Deus, seus parentes não queriam deixá-lo ir. Uns monges que estavam à caminho da Terra Santa, vindos de Roma, tendo recebido hospitalidade de Eufrosina, conseguiram convencê-la a deixar seu filho acompanhá-los até Atenas. Lucas entrou então para um monastério, mas não permitiram que permanecesse muito tempo. Certo dia, o superior lhe chamou, dando-lhe a entender que sua mãe lhe havia aparecido numa visão e que precisava muito dele, recomendando-lhe então que fosse ao seu encontro. Assim, pois, Lucas voltou para casa e foi recebido com surpresa e alegria.

Passados 4 meses, Eufrosina se convenceu de que seu filho era verdadeiramente vocacionado à vida religiosa, e já não se opôs a que seguisse seu caminho. Lucas então construiu uma eremitério perto de Corinto onde passou a viver. Tinha apenas 18 anos de idade, e já levava uma vida de incrível austeridade; passava noites inteiras em oração privando-se quase por completo do sono. Mesmo assim, mostrava-se alegre e caridoso, ainda que, frequentemente, precisasse enfrentar com muita força as tentações. Foi abundantemente agraciado por Deus, e por suas orações de intercessão operavam-se verdadeiros milagres, tanto antes como depois de sua morte. Foi um dos primeiros santos de quem se conta que foi visto se elevando do chão enquanto orava. A cela de São Lucas foi transformada num oratório depois de sua morte, e a chamaram “Soteno o Sterion" (lugar de curas).

Oração Antes de Ler as Escrituras 
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

MATINAS (II)

Marcos 16:1-8

E, passado o sábado, Maria Madalena, e Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol. E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida, branca; e ficaram espantadas. Ele, porém, disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. Mas ide, dizei a seus discípulos, e a Pedro, que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse. E, saindo elas apressadamente, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e assombro; e nada diziam a ninguém porque temiam.

LITURGIA

Tropárion da Ressurreição
Ó Vida Imortal, sofrendo a morte, / esmagaste o Inferno com o fulgor de Tua Divindade. / E quando fizeste erguer os mortos das profundezas da terra, / todos os Poderes Celestes Te aclamaram, dizendo: // “Glória a Ti, ó Cristo nosso Deus e Autor da Vida!”

Tropárion de São Mateus, no 3º Tom
Com zelo seguiste a Cristo, o Mestre, / Que em Sua bondade apareceu aos homens na Terra, / E da alfândega te chamou para Apóstolo / e Pregador do Evangelho ao universo, /por isto honramos tua preciosa memória. / Ó divinamente eloquente, Mateus. /Roga ao Deus misericordioso // que nos conceda a remissão das transgressões e a salvação das nossas almas!

Kondákion da Ressurreição
Tu ressuscitaste do túmulo, Ó Onipotente Salvador, / e com esse forte sinal, o Inferno tomou-se de medo, / os mortos ressuscitaram e a criação Contigo se alegra / e Adão fica inexcedivelmente jubilante; //e o mundo, ó meu Salvador, a Ti louva para sempre.

Kondákion de São Mateus, Tom 4
Deixando os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um sábio comerciante, rico da sabedoria do Alto. / Proclamaste a Palavra da Verdade, /e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo ...

Kondákion, Tom 3
Tendo abandonado tolamente a Tua glória paterna, / desperdicei em vícios a riqueza que me deste. / Por isso clamo a Ti, Pai misericordioso, recebe a mim que me arrependo, / e trata-me como um de Teus servos contratados.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos.

Hino à Virgem
Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Medianeira ante o Criador / não desprezes as súplicas de nenhum de nós pecadores; / mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós junto de Deus, // tu que defendes sempre àqueles que te veneram.

Prokímenon

O Senhor, É a minha força e o meu cântico,
porque ele me salvou. (Sl. 117:14)

O Senhor, castigou-me muito,
mas não me entregou à morte. (Sl. 117:18)

1 Coríntios 6:12-20

Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas; mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo. Ora, Deus não somente ressuscitou ao Senhor, mas também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? De modo nenhum. Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque, como foi dito, os dois serão uma só carne. Mas, o que se une ao Senhor é um só espírito com ele. Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo.

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

O Senhor te ouça no dia da tribulação; 
Te proteja o nome do Deus de Jacó! 

Salva, Senhor, o Teu povo 
E abençoa a Tua herança! 

Lucas 15:11-32

O Senhor falou esta parábola: Certo homem tinha dois filhos. O mais moço deles disse ao pai: "Pai, dá-me a parte dos bens que me toca." Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades. Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada. Caindo, porém, em si, disse: "Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados. Levantou-se, pois, e foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai o viu, encheu-se de compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. Disse-lhe o filho: "Pai, pequei conta o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho." Mas o pai disse aos seus servos: "Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lha, e ponde-lhe um anel no dedo e alparcas nos pés; trazei também o bezerro, cevado e matai-o; comamos, e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a regozijar-se." Ora, o seu filho mais velho estava no campo; e quando voltava, ao aproximar-se de casa, ouviu a música e as danças; e chegando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. Respondeu-lhe este: "Chegou teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo." Mas ele se indignou e não queria entrar. Saiu então o pai e instava com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: "Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado." Replicou-lhe o pai: "Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; era justo, porém, regozijarmo-nos e alegramo-nos, porque este teu irmão estava morto, e reviveu; tinha-se perdido, e foi achado."

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COMENTÁRIO

Esta é uma das parábolas de Cristo mais conhecidas, pois o cenário onde ela se desenrola é o de um ambiente familiar, retratando um drama que quase todas, senão todas as famílias enfrentam: a ruptura dos filhos adolescentes com o Pai.

A crise do jovem caçula é um ícone dos sentimentos e mentalidades que governam a humanidade: o desejo de uma autonomia precoce baseado numa avaliação presunçosa e equivocada de si mesma.

Presunçosa, porque - à semelhança de um adolescente que presume que a maturidade biológica do seu corpo e seu acesso a informação lhe garante a autonomia - assim, também, a humanidade, concebe que seu avanço científico e tecnológico não lhe permite mais depender de Deus e de leituras teológicas da realidade.

Equivocada porque, assim como a adolescente não se apercebe que sua maturidade biológica e capacidade mental de raciocinar logicamente, são mediadas por uma estrutura subjetiva conflituosa e por forças passionais coercitivas, assim também a humanidade ignora sua estrutura ontológica: corpo, alma e espírito, os quais se encontram fragmentados e incapazes de interagir harmonicamente, incapacitando-nos, assim de atingirmos uma “maior idade”.

Este filho caçula, nosso ícone pessoal, ao se apartar do Pai conhece em primeira estância os prazeres que advém desta ― "liberdade", mas logo, logo, descobre o quanto são passageiros, e passa a provar os amargos dissabores desta postura de vida.

Em seu abismo existencial, um raio de luz alcança sua alma, e ele, avaliando as realidades presentes e as que vivia na casa do Pai, é levado a tomar uma decisão:

“Levantar-me-ei e irei ter com meu Pai”.

Esta luz que brilhou em seu ser transforma radicalmente a sua alma, levando-o a trilhar a mesma estrada que liga a casa paterna, mas, agora de forma totalmente inversa. O caminho que outrora vira passar um jovem altivo, cheio de perspectivas ilusórias, sentindo-se senhor de todo saber; assiste agora os passos de um homem humilhado, de olhar e expectativas incertas, cheio de temores, a mendigar a aceitação do Pai em condições degradantes.

Uma surpresa põe termo a toda esta atmosfera sombria: o Pai o aguardava de braços abertos e lhe devolvendo a honra que um dia tão tolamente desprezara.

A história deste jovem é a nossa história pessoal. Todos nós a ele nos igualamos em sua primeira decisão: a de romper com o Pai, tomar a nossa herança e gerencia-la como nos aprouver. Também, assim como ele, experimentamos o gozo efêmero e os profundos dissabores que provêm desta decisão. Mas, se quisermos ter o mesmo fim venturoso deste jovem, devemos, também, o imitar em sua segunda decisão: erguer-se deste lodo no qual nos achamos e caminhar em direção ao Pai e lhe dizer:

― "Pai, pequei contra Ti, já não sou digno de ser chamado Teu filho".

Porém, não pensemos que apenas o caçula é o nosso ícone pessoal: também o filho mais velho espelha a alma de alguns de nós: pois, este, vivendo na casa do Pai, não o conhecia; alimentava-se de imagens limitantes que o impedia de ter acesso a todos os bens que o Pai preparara para que ele os desfrutasse.

Padre Mateus (Antonio Eça)

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

3ª Segunda-feira do Triódion

PÓS-FESTA DO ENCONTRO
36º Segunda-feira Depois de Pentecostes
Semana da Abstinência de Carne 
20 de Fevereiro de 2017 (CC) - 07 de Fevereiro (CE)
São Partênio Bispo de Lampsaco; Venerável Lucas de Stryon († 953); 
1003 Mártires de Nicomedia.; Aule, Eremita. Teopemptos e seus companheiros Mártires; George, o Novo Mártir de Creta; Ricardo, Rei de Wessex.
Modo 2



São Partênio, filho de um bom homem chamado Cristódulo, era originário de Melitópolis. Pouco conhecedor das letras humanas, era, em compensação, versadíssimo nas Escrituras Santas. Condoído com a sorte dos pobres, ainda jovem se fez pescador. Toda a tarde, religiosamente, era visto pela cidade a vender o produto do trabalho diário, cujo apurado, totalmente, distribuía à pobreza.

Deus principiou a operar milagres por intermédio daquela santa alma, quando Partênio completou dezoito anos. Livrando do espírito impuro muitos possuídos pelo demônio, Partênio foi chamado pelo bispo de Melitópolis e feito sacerdote. Ordenado padre, ficou encarregado de visitar as ovelhas do rebanho do bom bispo. Foi numa dessas visitas que, encontrando-se com um cão raivoso, o matou tão somente, fazendo o sinal da cruz, diante do animal que lhe saltava ao pescoço, selvagemente. O bispo de Cízica, Áscolo, fê-lo bispo de Lâmpsaco, lugar em que a população era quase totalmente pagã. Pelas orações e instruções, principalmente pelos milagres ali operados, o santo converteu a cidade inteira.

Um dia, determinando usar uma grande pedra que pertencera a um dos templos dos idólatras de Lâmpsaco, ordenou a transportassem para a igreja que fervorosamente levantava na cidade. Entre os homens que se incumbiram da remoção da enorme peça estava um operário chamado Eutiquiano. Esse Eutiquiano, posta a pedra no carro, foi, em dado momento, escorregando, por-se debaixo das rodas. Amassado, morreu na hora. Quando Partênio soube do sucedido, ficou emocionadíssimo, e, atribuindo-o a uma investida do demônio, correu ao local do acidente, encontrando o homem morto. Ajoelhando-se-lhe ao lado, ergeu os olhos para o céu e dirigiu, a chorar, uma fervente prece ao Senhor. Terminada a oração, Eutiquiano voltou à vida. Sentado, olhava para um e para outro, sem saber o que lhe havia sucedido.

Conta-se também de São Partênio que, em Hecléia, metrópole da Trácia, ao visitar o bispo Hipatiano, encontrou-o gravemente doente. No mesmo instante, por revelação divina, descobriu a causa do mal do prelado: a avareza.

«Tua doença, disse a Hipatiano, não te vem do corpo, mas da alma».

«Da alma»? Pergunta o prelado debilmente. «Mas, como»?

«Sim», confirmou Partênio. «É a avareza que te corrói, pouco a pouco. E, se quiseres recuperar a saúde toda ela, restituiu a Deus todos os bens dos pobres, que conservas».

O bispo, chamado o ecônomo, deu-lhe ordens para distribuir à pobreza tudo o que ferrenhamente guardava.

«Não, tornou o Santo. Tu mesmo é que deverás fazê-lo».

«Mas», tornou o doente prelado, sinto-me sem forças. «Como deixarei este leito, tão fraco estou»?

«Não te sentirás fraco amanhã», sentenciou São Partênio, convictamente. «Manda que, amanhã de manhã, toda a pobreza se reúna na igreja de Santa Glicéria e vai cumprir o dever».

Hipatiano, no dia seguinte, fez-se transportar para a igreja. E, à medida que se livrava dos bens que conservava, ia recuperando, milagrosamente, as forças que o haviam abandonado. Três dias depois, estava toda a saúde de outrora. Quando São Partênio morreu, aquele bispo, em companhia doutros prelados, prestou-lhes os últimos deveres.

Comemoração de São Lucas


São Lucas nasceu no verão do ano 896. Seus pais, Estevão e Efrosina, eram naturais de Egina, mudando-se logo depois para Foquita, na Tessália. Lucas era o terceiro de sete irmãos. Foi um menino piedoso e obediente e, desde muito cedo, recebeu o encargo de cuidar das ovelhas e cultivar o campo. Ainda criança, deixava de comer para alimentar os famintos e, algumas vezes, chegou a tirar suas próprias roupas para vestir os mendigos. Em época de semear os campos, espalhava boa parte das sementes nas terras dos pobres. Era notório que Deus abençoava a colheita de seu pai com a abundância.

Depois da morte de Estevão, seu pai, Lucas deixou seu trabalho nos campos e, por algum tempo, dedicou-se à contemplação. Sentia-se chamado à vida religiosa e, numa certa ocasião, partiu de Tessália em busca de um monastério onde pudesse viver. No entanto, foi capturado por soldados que o confundiram com um escravo fugitivo. Tendo sido interrogado, disse que era um servo de Cristo e que havia empreendido aquela viagem por devoção. Mas os soldados não deram crédito às suas palavras e o levaram para a prisão, tratando-o com muita crueldade. 
Passado algum tempo, descobriram sua verdadeira identidade e o puseram em liberdade. Ao retornar para a sua casa, porém, foi recebido com escárnios e chacotas por sua fracassada fuga. Mesmo que conservasse sua decisão de consagrar-se a Deus, seus parentes não queriam deixá-lo ir. Uns monges que estavam à caminho da Terra Santa, vindos de Roma, tendo recebido hospitalidade de Eufrosina, conseguiram convencê-la a deixar seu filho acompanhá-los até Atenas. Lucas entrou então para um monastério, mas não permitiram que permanecesse muito tempo. Certo dia, o superior lhe chamou, dando-lhe a entender que sua mãe lhe havia aparecido numa visão e que precisava muito dele, recomendando-lhe então que fosse ao seu encontro. Assim, pois, Lucas voltou para casa e foi recebido com surpresa e alegria.

Passados 4 meses, Eufrosina se convenceu de que seu filho era verdadeiramente vocacionado à vida religiosa, e já não se opôs a que seguisse seu caminho. Lucas então construiu uma eremitério perto de Corinto onde passou a viver. Tinha apenas 18 anos de idade, e já levava uma vida de incrível austeridade; passava noites inteiras em oração privando-se quase por completo do sono. Mesmo assim, mostrava-se alegre e caridoso, ainda que, frequentemente, precisasse enfrentar com muita força as tentações. Foi abundantemente agraciado por Deus, e por suas orações de intercessão operavam-se verdadeiros milagres, tanto antes como depois de sua morte. Foi um dos primeiros santos de quem se conta que foi visto se elevando do chão enquanto orava. A cela de São Lucas foi transformada num oratório depois de sua morte, e a chamaram “Soteno o Sterion (lugar de curas).

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
3 João 1:1-15

1 O ancião ao amado Gaio, a quem eu amo em verdade. 2 Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à tua alma. 3 Porque muito me alegrei quando os irmãos vieram e testificaram da tua verdade, como tu andas na verdade. 4 Não tenho maior gozo do que este: o de ouvir que os meus filhos andam na verdade. 5 Amado, procedes fielmente em tudo o que fazes para com os irmãos, especialmente para com os estranhos, 6 os quais diante da igreja testificaram do teu amor; aos quais, se os encaminhares na sua viagem de um modo digno de Deus, bem farás; 7 porque por amor do Nome saíram, sem nada aceitar dos gentios.  8 Portanto aos tais devemos acolher, para que sejamos cooperadores da verdade.  9 Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de ter entre eles a primazia, não nos recebe. 10 Pelo que, se eu aí for, trarei à memoria as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, ele não somente deixa de receber os irmãos, mas aos que os querem receber ele proíbe de o fazerem e ainda os exclui da igreja. 11 Amado, não imites o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus. 12 De Demétrio, porém, todos, e até a própria verdade, dão testemunho; e nós também damos testemunho; e sabes que o nosso testemunho é verdadeiro. 13 Tinha eu muitas coisas que te escrever, mas não o quero fazer com tinta e pena. 14 Espero, porém, ver-te brevemente, e falaremos face a face. 15 Paz seja contigo. Os amigos te saúdam. Saúda os amigos nominalmente.

Lucas 19:29-40; 22:7-39

29 Ao aproximar-se de Betfagé e de Betânia, junto do monte que se chama das Oliveiras, enviou dois dos discípulos, 30 dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte, e aí, ao entrar, achareis preso um jumentinho em que ninguém jamais montou; desprendei-o e trazei-o. 31 Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? respondereis assim: O Senhor precisa dele. 32 Partiram, pois, os que tinham sido enviados, e acharam conforme lhes dissera. 33 Enquanto desprendiam o jumentinho, os seus donos lhes perguntaram: Por que desprendeis o jumentinho? 34 Responderam eles: O Senhor precisa dele. 35 Trouxeram-no, pois, a Jesus e, lançando os seus mantos sobre o jumentinho, fizeram que Jesus montasse. 36 E, enquanto ele ia passando, outros estendiam no caminho os seus mantos. 37 Quando já ia chegando à descida do Monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, regozijando-se, começou a louvar a Deus em alta voz, por todos os milagres que tinha visto, 38 dizendo: Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu, e glória nas alturas. 39 Nisso, disseram-lhe alguns dos fariseus dentre a multidão: Mestre, repreende os teus discípulos. 40 Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão... 7 Ora, chegou o dia dos pães ázimos, em que se devia imolar a páscoa; 8 e Jesus enviou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos. 9 Perguntaram-lhe eles: Onde queres que a preparemos? 10 Respondeu-lhes: Quando entrardes na cidade, sair-vos-á ao encontro um homem, levando um cântaro de água; segui-o até a casa em que ele entrar. 11 E direis ao dono da casa: O Mestre manda perguntar-te: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? 12 Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobiliado; aí fazei os preparativos. 13 Foram, pois, e acharam tudo como lhes dissera e prepararam a páscoa. 14 E, chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão; 16 pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. 17 Então havendo recebido um cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; 18 porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. 19 E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. 20 Semelhantemente, depois da ceia, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós. 21 Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. 22 Porque, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! 23 Então eles começaram a perguntar entre si qual deles o que ia fazer isso. 24 Levantou-se também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior. 25 Ao que Jesus lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que sobre eles exercem autoridade são chamados benfeitores. 26 Mas vós não sereis assim; antes o maior entre vós seja como o mais novo; e quem governa como quem serve. 27 Pois qual é maior, quem está à mesa, ou quem serve? porventura não é quem está à mesa? Eu, porém, estou entre vós como quem serve. 28 Mas vós sois os que tendes permanecido comigo nas minhas provações; 29 e assim como meu Pai me conferiu domínio, eu vo-lo confiro a vós; 30 para que comais e bebais à minha mesa no meu reino, e vos senteis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel. 31 Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; 32 mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos. 33 Respondeu-lhe Pedro: Senhor, estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte. 34 Tornou-lhe Jesus: Digo-te, Pedro, que não cantará hoje o galo antes que três vezes tenhas negado que me conheces. 35 E perguntou-lhes: Quando vos mandei sem bolsa, alforje, ou alparcas, faltou-vos porventura alguma coisa? Eles responderam: Nada. 36 Disse-lhes pois: Mas agora, quem tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e quem não tiver espada, venda o seu manto e compre-a. 37 Porquanto vos digo que importa que se cumpra em mim isto que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Pois o que me diz respeito tem seu cumprimento. 38 Disseram eles: Senhor, eis aqui duas espadas. Respondeu-lhes: Basta. 39 Então saiu e, segundo o seu costume, foi para o Monte das Oliveiras; e os discípulos o seguiam.

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domingo, 21 de fevereiro de 2016

38º Sábado Depois de Pentecostes

20 de Fevereiro de 2016 (CC) - 07 de Fevereiro (CE)
São Lucas, eremita († 953)
Modo 4





São Lucas nasceu no verão do ano 896. Seus pais, Estevão e Efrosina, eram naturais de Egina, mudando-se logo depois para Foquita, na Tessália. Lucas era o terceiro de sete irmãos. Foi um menino piedoso e obediente e, desde muito cedo, recebeu o encargo de cuidar das ovelhas e cultivar o campo. Ainda criança, deixava de comer para alimentar os famintos e, algumas vezes, chegou a tirar suas próprias roupas para vestir os mendigos. Em época de semear os campos, espalhava boa parte das sementes nas terras dos pobres. Era notório que Deus abençoava a colheita de seu pai com a abundância. 
Depois da morte de Estevão, seu pai, Lucas deixou seu trabalho nos campos e, por algum tempo, dedicou-se à contemplação. Sentia-se chamado à vida religiosa e, numa certa ocasião, partiu de Tessália em busca de um monastério onde pudesse viver. No entanto, foi capturado por soldados que o confundiram com um escravo fugitivo. Tendo sido interrogado, disse que era um servo de Cristo e que havia empreendido aquela viagem por devoção. Mas os soldados não deram crédito às suas palavras e o levaram para a prisão, tratando-o com muita crueldade.  
Passado algum tempo, descobriram sua verdadeira identidade e o puseram em liberdade. Ao retornar para a sua casa, porém, foi recebido com escárnios e chacotas por sua fracassada fuga. Mesmo que conservasse sua decisão de consagrar-se a Deus, seus parentes não queriam deixá-lo ir. Uns monges que estavam à caminho da Terra Santa, vindos de Roma, tendo recebido hospitalidade de Eufrosina, conseguiram convencê-la a deixar seu filho acompanhá-los até Atenas. Lucas entrou então para um monastério, mas não permitiram que permanecesse muito tempo. Certo dia, o superior lhe chamou, dando-lhe a entender que sua mãe lhe havia aparecido numa visão e que precisava muito dele, recomendando-lhe então que fosse ao seu encontro. Assim, pois, Lucas voltou para casa e foi recebido com surpresa e alegria.  
Passados 4 meses, Eufrosina se convenceu de que seu filho era verdadeiramente vocacionado à vida religiosa, e já não se opôs a que seguisse seu caminho. Lucas então construiu uma eremitério perto de Corinto onde passou a viver. Tinha apenas 18 anos de idade, e já levava uma vida de incrível austeridade; passava noites inteiras em oração privando-se quase por completo do sono. Mesmo assim, mostrava-se alegre e caridoso, ainda que, freqüentemente, precisasse enfrentar com muita força as tentações. Foi abundantemente agraciado por Deus, e por suas orações de intercessão operavam-se verdadeiros milagres, tanto antes como depois de sua morte. Foi um dos primeiros santos de quem se conta que foi visto se elevando do chão enquanto orava. A cela de São Lucas foi transformada num oratório depois de sua morte, e a chamaram “Soteno o Sterion (lugar de curas).



2 Timóteo 2:11-19

11 Fiel é esta palavra: Se, pois, já morremos com ele, também com ele viveremos; 12 se perseveramos, com ele também reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará; 13 se somos infiéis, ele permanece fiel; porque não pode negar-se a si mesmo. 14 Lembra-lhes estas coisas, conjurando-os diante de Deus que não tenham contendas de palavras, que para nada aproveitam, senão para subverter os ouvintes. 15 Procura apresentar-te diante de Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade. 16 Mas evita as conversas vãs e profanas; porque os que delas usam passarão a impiedade ainda maior, 17 e as suas palavras alastrarão como gangrena; entre os quais estão Himeneu e Fileto, 18 que se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição é já passada, e assim pervertem a fé a alguns. 19 Todavia o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os seus, e: Aparte-se da injustiça todo aquele que profere o nome do Senhor.   

Lucas 18:2-8

2 dizendo: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava os homens. 3 Havia também naquela mesma cidade uma viúva que ia ter com ele, dizendo: Faze-me justiça contra o meu adversário. 4 E por algum tempo não quis atendê-la; mas depois disse consigo: Ainda que não temo a Deus, nem respeito os homens, 5 todavia, como esta viúva me incomoda, hei de fazer-lhe justiça, para que ela não continue a vir molestar-me. 6 Prosseguiu o Senhor: Ouvi o que diz esse juiz injusto. 7 E não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que dia e noite clamam a ele, já que é longânimo para com eles? 8 Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?