
PÓS-FESTA DA TEOFANIA
23 de Janeiro de 2026 (CC) 10 de Janeiro (CE)
Gregório de Nissa, bispo († c. 394)
São Teófano, o Recluso (1894)
Tom 7
São Gregório nasceu em Nova Cesaréia, no Ponto, no ano 322. Era um dos irmãos de São Basílio, o Grande, educado nas mesmas bases que seu irmão maior, distinguindo-se igualmente por sua aguda inteligência.
Gregório comprometeu-se com Theosebia (uma santa mulher) que faleceu precocemente. O santo manteve seu equilíbrio de caráter e sua esperança. Aos quarenta anos foi eleito e ordenado bispo de Nissa, uma cidade da Capadócia. Deus lhe outorgou a responsabilidade de exercer um importante papel no Segundo Concílio Ecumênico, realizado no ano 381, em Constantinopla.Gregório entregou em paz sua alma a Deus depois de realizar um grande e importante trabalho, as suas homilias dogmáticas, catequéticas, entre diversos outros temas que se referiam às festas e ofícios litúrgicos, como o que realizou para seu irmão São Basílio.
Kondákion, Tom 1: Com o olhar vigilante da tua alma, ó Santo, apareceste ao mundo como um pastor vigilante, e com o cajado da tua sabedoria e a tua intercessão amorosa afastaste todos os caluniadores como lobos, e mantiveste o rebanho ileso, ó Sábio Gregório.
Comemoração de São Teófano, o Recluso, Bispo de TambovEste moderno Pai da Igreja nasceu em Chernavsk, na Rússia central. Filho de um padre, entrou no seminário ainda jovem, depois completou o curso de quatro anos de teologia na Academia de Kiev. Embora se destacasse como estudante, seu coração se voltava cada vez mais para a vida monástica, e ele foi tonsurado monge e ordenado sacerdote após a conclusão de seus estudos. Durante seu tempo na Academia, ele frequentemente visitava a Lavra das Cavernas, e lá se tornou um filho espiritual do Padre Parthenius (25 de março).Seu desejo de vida monástica não foi satisfeito imediatamente, pois a Igreja sentiu necessidade de seus dons intelectuais. Ele serviu como professor na Academia Teológica de São Petersburgo, trabalhou por sete anos na Missão Russa no Oriente Próximo, principalmente na Palestina. Durante este tempo ele ganhou um domínio perfeito do grego e estudou as obras dos Padres da Igreja nas línguas originais. Voltando à Rússia, logo foi consagrado bispo; mas depois de sete anos de serviço episcopal, ele finalmente realizou o desejo de seu coração, renunciando ao cargo de bispo e se retirando para um pequeno mosteiro em Yvschen, onde passou o resto de seus dias.Depois de participar plenamente da vida litúrgica e comunitária do mosteiro por vários anos, assumiu a vida de recluso em 1872. Vivia em dois pequenos quartos, subsistindo quase inteiramente de pão e chá, visitado apenas pelo seu confessor e pelo abade do mosteiro. Ele celebrou a Divina Liturgia todos os dias em sua cela. Todo o seu tempo não tomado pela oração interior era dedicado a traduzir as obras dos Padres para o russo e, cada vez mais, para seus próprios escritos. Mais importante ainda, ele preparou uma edição em russo da Philokalia que teve um profundo impacto na vida espiritual russa.Embora não recebesse visitas, São Teófano se correspondia com muitos cristãos fervorosos que procuravam seu conselho, e assim, com o tempo, tornou-se o pai espiritual de muitos crentes em toda a Rússia. Ele descansou em paz em 1894.
Comemoração de São Teófano
Tropárion, Tom 8: Mestre da Ortodoxia, / mestre da piedade e da pureza, / asceta de Vyshensky, São Teófano, sábio em Deus, / com seus escritos você explicou a palavra de Deus / e mostrou a todos os fiéis o caminho da salvação. // Rogai a Cristo Deus pela salvação de nossas almas.
Kondákion, Tom 4: São Teófano, padroeiro da Epifania, / iluminaste muitas pessoas com teus ensinamentos, / agora, em pé com os anjos diante do Trono da Santíssima Trindade, // roga incessantemente por todos nós.
Hebreus 7:26-8:2João 10:9-16
Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!
1 Pedro 1:1-2,10-12;2:6-10
Fragmento 58 - Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersos pelo Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas. A respeito dessa salvação, os profetas inquiriram e investigaram diligentemente, os quais profetizaram a respeito da graça que vos seria concedida, investigando o que, ou que tipo de tempo, o Espírito de Cristo que neles estava significava, quando prenunciou os sofrimentos de Cristo e a glória que se seguiria. A eles foi revelado que não ministravam para si mesmos, mas para nós, as coisas que agora vos são anunciadas por aqueles que vos pregaram o Evangelho com o Espírito Santo enviado do céu; coisas essas que os anjos desejam contemplar. Por isso também está escrito na Escritura:
"Eis que ponho em Sião uma Pedra Angular, escolhida e preciosa; e quem n’Ela crer não será confundido".
Para vós, pois, que credes, Ele é precioso; mas para os que desobedecem, a pedra que os construtores rejeitaram foi posta como pedra angular. E uma pedra de tropeço e uma rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados. Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes d’Aquele que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Os quais, em tempos passados, não eram povo, mas agora são povo de Deus; os quais não haviam alcançado misericórdia, mas agora a alcançaram.
Marcos 12:1-12
Uma das realidades mais tristes narrada pelas Santas Escrituras está no Evangelho de São João quando este diz: “Veio para aqueles que eram seus, e os seus não o receberam”. Deus foi rejeitado por Adão e agora, também por aqueles, em favor dos quais tantas maravilhas operou e tantos benefícios inenarráveis concedeu. Estamos falando da nação de Israel, povo com o qual o Senhor Deus fizera no passado uma Aliança, por meio de Moisés. Este povo se comportou como uma mulher adúltera, traindo esta aliança e indo após outros deuses. Profetas lhes foram enviados: a uns insultaram e perseguiram, e a outros mataram. Enfim, o próprio Deus vem a eles para servi-los, e no entanto, eles Lhe dão um tratamento pior do que deram aos profetas. Em sua ira Deus desfaz a Aliança com o povo de Israel e a estabelece com todas as outras nações da terra, ou seja, com todos aqueles que em qualquer nação acolham a Sua palavra, transmitida pelos santos Apóstolos. A estes que O recebem, Ele os ajunta em uma só massa e os chama de “minha Igreja”, ou seja ― “o meu povo escolhido”.
Assim, a tristeza da pena de São João se transforma em alegria quando diz: “... mas, a todos os que o receberam, deu-lhes o poder de serem gerados filhos de Deus”.
Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra. Servi ao Senhor com alegria, e apresentai-vos a ele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus! Foi ele quem nos fez, e somos dele; somos o seu povo e ovelhas do seu pasto. Entrai pelas suas portas com ação de graças, e em seus átrios com louvor; dai-lhe graças e bendizei o seu nome. Porque o Senhor é bom; a sua benignidade dura para sempre, e a sua fidelidade de geração em geração.
Fragmento 53 - O Senhor falou esta parábola: “Um homem plantou uma vinha, e cercou-a de um valado, e fundou nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e partiu para fora da terra. E, chegado o tempo, mandou um servo aos lavradores para que recebesse, dos lavradores, do fruto da vinha. Mas estes, apoderando-se dele, o feriram e o mandaram embora vazio. E tornou a enviar-lhes outro servo; e eles, apedrejando-o, o feriram na cabeça, e o mandaram embora, tendo-o afrontado. E tornou a enviar-lhes outro, e a este mataram; e a outros muitos, dos quais a uns feriram e a outros mataram. Tendo ele, pois, ainda um seu filho amado, enviou-o também a estes por derradeiro, dizendo: Ao menos terão respeito ao meu filho. Mas aqueles lavradores disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; vamos, matemo-lo, e a herança será nossa’. E, pegando dele, o mataram, e o lançaram fora da vinha. Que fará, pois, o senhor da vinha? Virá, e destruirá os lavradores, e dará a vinha a outros. Ainda não lestes esta Escritura:
‘A pedra, que os edificadores rejeitaram, Esta foi posta por cabeça de esquina; Isto foi feito pelo Senhor e é coisa maravilhosa aos nossos olhos?’”
E buscavam prendê-Lo, mas temiam a multidão; porque entendiam que contra eles dizia esta parábola; e, deixando-O, foram-se.
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COMENTÁRIO
Uma das realidades mais tristes narrada pelas Santas Escrituras está no Evangelho de São João quando este diz: “Veio para aqueles que eram seus, e os seus não o receberam”. Deus foi rejeitado por Adão e agora, também por aqueles, em favor dos quais tantas maravilhas operou e tantos benefícios inenarráveis concedeu. Estamos falando da nação de Israel, povo com o qual o Senhor Deus fizera no passado uma Aliança, por meio de Moisés. Este povo se comportou como uma mulher adúltera, traindo esta aliança e indo após outros deuses. Profetas lhes foram enviados: a uns insultaram e perseguiram, e a outros mataram. Enfim, o próprio Deus vem a eles para servi-los, e no entanto, eles Lhe dão um tratamento pior do que deram aos profetas. Em sua ira Deus desfaz a Aliança com o povo de Israel e a estabelece com todas as outras nações da terra, ou seja, com todos aqueles que em qualquer nação acolham a Sua palavra, transmitida pelos santos Apóstolos. A estes que O recebem, Ele os ajunta em uma só massa e os chama de “minha Igreja”, ou seja ― “o meu povo escolhido”.
Assim, a tristeza da pena de São João se transforma em alegria quando diz: “... mas, a todos os que o receberam, deu-lhes o poder de serem gerados filhos de Deus”.
Padre Mateus (Antonio Eça)
ORAÇÃO
Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os habitantes da terra. Servi ao Senhor com alegria, e apresentai-vos a ele com cântico. Sabei que o Senhor é Deus! Foi ele quem nos fez, e somos dele; somos o seu povo e ovelhas do seu pasto. Entrai pelas suas portas com ação de graças, e em seus átrios com louvor; dai-lhe graças e bendizei o seu nome. Porque o Senhor é bom; a sua benignidade dura para sempre, e a sua fidelidade de geração em geração.
Salmo 99
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