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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sexta-feira do Filho Pródigo

13 de Fevereiro de 2026 (CC) - 31 de Janeiro (CE)
Ss. Ciro e João, Anárgiros († 312)
Jejum (Peixe é permitido)
Tom 2



São Ciro foi um notável e caridoso médico na cidade de Alexandria, onde nasceu e cresceu. Ele era cristão e tratava todos os doentes de graça (por isto é contado entre os Santos que são chamados de “anárgiros”, ou seja, que prestam serviço gratuitamente), não apenas oferecendo ajuda para doenças corporais, mas também curando enfermidades da alma, como causas de doenças corporais. Pregando o ensinamento do Evangelho, o santo médico converteu muitos pagãos a Cristo. Durante o tempo da perseguição por Diocleciano (284-305), São Ciro se retirou para o deserto árabe, onde assumiu a vida monástica, e também lá, continuou a sanar as pessoas por sua oração, tendo recebido de Deus o dom de curar todas as doenças.


Na cidade de Edessa, nessa época, vivia o soldado João, um cristão piedoso. Quando a perseguição começou, ele foi para Jerusalém e lá, ouvindo sobre São Ciro, começou a procurá-lo, e foi primeiro para Alexandria e depois para a Arábia. Tendo finalmente encontrado São Ciro, João de todo o coração se apegou a ele e se tornou seu fiel seguidor. Eles souberam que no Egito, na cidade de Canopis, haviam sido presas a Cristã Athanasia e suas três filhas: Theoktista – 15 anos, Theodotia – 13 anos, e Eudoxia – 11 anos. Os santos Ciro e João se apressaram em ajudá-los, preocupados que o medo diante da tortura pudesse levá-los a renunciar a Cristo. Eles as visitaram na prisão e lhes deram coragem para suportar o que estava diante delas. O Governador da cidade tomando conhecimento disso, prendeu os santos Ciro e João, e vendo que eram possuidores de confissão firme e destemida de fé em Cristo, ele os entregou a terríveis torturas diante dos próprios olhos de Atanásia e de suas filhas, que por sua vez sofreram bravamente todas as torturas e foram decapitadas. Depois deles, no mesmo lugar, executaram os santos caridosos Ciro e João (+ 311). Os cristãos enterraram seus corpos na Igreja do Santo Discípulo e Evangelista Marcos. No século V, as relíquias dos santos Ciro e João foram transferidas de Canopis para Manuphin. Mais tarde, suas relíquias foram transferidas para Roma e, de lá, para Munique (comemorada em 28 de junho).


Oração Antes de Ler as Escrituras 
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Tiago 3:1-10

Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo. Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, o tal é perfeito, e poderoso para também refrear todo o corpo. Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa. Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno. Porque toda a natureza, tanto de bestas feras como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se amansa e foi domada pela natureza humana; Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim.

Marcos 11:11-23


E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo em redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze. E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. E, vendo de longe uma figueira que tinha folhas, foi ver se nela acharia alguma coisa; e, chegando a ela, não achou senão folhas, porque não era tempo de figos. E Jesus, falando, disse à figueira: Nunca mais coma alguém fruto de ti. E os seus discípulos ouviram isto. E vieram a Jerusalém; e Jesus, entrando no templo, começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; e derrubou as mesas dos cambiadores e as cadeiras dos que vendiam pombas. E não consentia que alguém levasse algum vaso pelo templo. E os ensinava, dizendo: Não está escrito: A minha casa será chamada, por todas as nações, casa de oração? Mas vós a tendes feito covil de ladrões. E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina. E, sendo já tarde, saiu para fora da cidade. E eles, passando pela manhã, viram que a figueira se tinha secado desde as raízes. E Pedro, lembrando-se, disse-lhe: Mestre, eis que a figueira, que tu amaldiçoaste, se secou. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Tende fé em Deus; Porque em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, tudo o que disser lhe será feito.

 † † † 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Quinta-feira do Publicano e do Fariseu

13 de Fevereiro de 2025 (CC) - 31 de Janeiro (CE)
Ss. Ciro e João, Anárgiros († 312)
Tom 8



São Ciro foi um notável e caridoso médico na cidade de Alexandria, onde nasceu e cresceu. Ele era cristão e tratava todos os doentes de graça (por isto é contado entre os Santos que são chamados de “anárgiros”, ou seja, que prestam serviço gratuitamente), não apenas oferecendo ajuda para doenças corporais, mas também curando enfermidades da alma, como causas de doenças corporais. Pregando o ensinamento do Evangelho, o santo médico converteu muitos pagãos a Cristo. Durante o tempo da perseguição por Diocleciano (284-305), São Ciro se retirou para o deserto árabe, onde assumiu a vida monástica, e também lá, continuou a sanar as pessoas por sua oração, tendo recebido de Deus o dom de curar todas as doenças.


Na cidade de Edessa, nessa época, vivia o soldado João, um cristão piedoso. Quando a perseguição começou, ele foi para Jerusalém e lá, ouvindo sobre São Ciro, começou a procurá-lo, e foi primeiro para Alexandria e depois para a Arábia. Tendo finalmente encontrado São Ciro, João de todo o coração se apegou a ele e se tornou seu fiel seguidor. Eles souberam que no Egito, na cidade de Canopis, haviam sido presas a Cristã Athanasia e suas três filhas: Theoktista – 15 anos, Theodotia – 13 anos, e Eudoxia – 11 anos. Os santos Ciro e João se apressaram em ajudá-los, preocupados que o medo diante da tortura pudesse levá-los a renunciar a Cristo. Eles as visitaram na prisão e lhes deram coragem para suportar o que estava diante delas. O Governador da cidade tomando conhecimento disso, prendeu os santos Ciro e João, e vendo que eram possuidores de confissão firme e destemida de fé em Cristo, ele os entregou a terríveis torturas diante dos próprios olhos de Atanásia e de suas filhas, que por sua vez sofreram bravamente todas as torturas e foram decapitadas. Depois deles, no mesmo lugar, executaram os santos caridosos Ciro e João (+ 311). Os cristãos enterraram seus corpos na Igreja do Santo Discípulo e Evangelista Marcos. No século V, as relíquias dos santos Ciro e João foram transferidas de Canopis para Manuphin. Mais tarde, suas relíquias foram transferidas para Roma e, de lá, para Munique (comemorada em 28 de junho).


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

1 João 1:8-2:6

8 Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. 9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10 Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós. 1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; mas, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. 2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. 3 E nisto sabemos que o conhecemos; se guardamos os seus mandamentos. 4 Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; 5 mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; 6 aquele que diz estar nele, também deve andar como ele andou.

Marcos 13:31-14:2

31 Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. 32 Quanto, porém, ao dia e à hora, ninguém sabe, nem os anjos no céu nem o Filho, senão o Pai. 33 Olhai! vigiai! porque não sabeis quando chegará o tempo. 34 É como se um homem, devendo viajar, ao deixar a sua casa, desse autoridade aos seus servos, a cada um o seu trabalho, e ordenasse também ao porteiro que vigiasse. 35 Vigiai, pois; porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã; 36 para que, vindo de improviso, não vos ache dormindo. 37 O que vos digo a vós, a todos o digo: Vigiai. 1 Ora, dali a dois dias era a páscoa e a festa dos pães ázimos; e os principais sacerdotes e os escribas andavam buscando como prender Jesus a traição, para o matarem. 2 Pois eles diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.

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COMENTÁRIO

A palavra de ordem para os servos de Deus é sempre esta: vigiai! Os sinais preditos pelo Senhor não foram dados para serem especulados ou como enigmas que devem ser decifrados. Estão envoltos em mistério inacessível: nem os anjos, nem mesmo o Filho, mas, tão somente o Pai tem as chaves destes mistérios. Estes sinais servem para o reforço da vigilância. Muitos se entregam a investigar e tentar decifrar os tempos e as épocas que o Pai reservou para sua exclusiva autoridade.
  
A vigilância é uma atitude de preservar diligentemente o depósito da fé́, o ensino que o Filho recebeu do Pai e o transmitiu para seus Apóstolos a fim de que eles também o transmitissem a todas as nações. Esta palavra não sofre limites espaciais ou temporais. Não se deteriora com o tempo e não pode ser sufocada pelas heresias ou qualquer sistema filosófico por mais bem elaborado que seja à luz da razão humana. Por isto, o Apóstolo João na visão apocalíptica, vê̂ um anjo voando sobre as ruínas da civilização trazendo consigo o Evangelho eterno para ser pregado a toda nação, tribo e língua (Ap. 14:6). Estejamos atentos, pois, não sabemos a que hora virá o nosso Senhor.

A narrativa de São Marcos nos mostra como a falta de vigilância levou os principais sacerdotes e escribas a não perceberem o dia da visitação d’Aquele a quem diziam servir. Faltavam dois dias para a Páscoa, a data mais solene e sagrada do calendário judaico e, os homens aos quais foram confiados os rebanhos do Pai, ao invés de santificarem os seus corações, antes o envenenavam com imaginações perversas, articulando entre si uma estratégia para matar o Santo de Deus, em nome de Deus.

Quando a Igreja estabelece um santo jejum todas as quartas e sextas-feiras, visa trabalhar a vigilância em nosso coração. O jejum da quarta-feira nos lembra a traição de Judas e nos convida a combater em nós as sombras que tomaram conta deste infeliz Apóstolo; e o jejum da sexta-feira nos lembra a crucificação de nosso Senhor e nos encoraja a assumir o nosso Calvário o qual redundará em nosso triunfo e glória que provêm do Pai, por meio do Filho e comunicados pelo Santo e Vivificante Espírito, Deus bendito, agora e sempre, e pelos séculos sem fim. Amém. 

Padre Mateus (Antonio Eça) 

ORAÇÃO 

Julga-me, ó Senhor, pois tenho andado na minha integridade; no Senhor tenho confiado sem vacilar. Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha o meu coração e a minha mente. Pois a tua benignidade está diante dos meus olhos, e tenho andado na tua verdade. Não me tenho assentado com homens falsos, nem associo com dissimuladores. Odeio o ajuntamento de malfeitores; não me sentarei com os ímpios. Lavo as minhas mãos na inocência; e assim, ó Senhor, me acerco do teu altar, para fazer ouvir a voz de louvor, e contar todas as tuas maravilhas. Ó Senhor, eu amo o recinto da tua casa e o lugar onde permanece a tua glória. Não colhas a minha alma com a dos pecadores, nem a minha vida com a dos homens sanguinolentos, em cujas mãos há malefício, e cuja destra está cheia de subornos. Quanto a mim, porém, ando na minha integridade; resgata-me e tem compaixãode mim. O meu pé́ está firme em terreno plano; nas congregações bendirei ao Senhor. 

Salmo 6 

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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Domingo do Publicano e do Fariseu

 
13 de Fevereiro de 2022 (CC) - 31 de Janeiro (CE)
Ss. Ciro e João, Anárgiros († 312)
Tom 1



São Ciro era médico em Alexandria. O exercício de sua profissão lhe deu várias ocasiões para atrair muitos pagãos à fé em Jesus Cristo. São João, um árabe, ao saber que uma senhora chamada Anastácia, com suas três filhas, estavam sendo torturadas em Canopo, no Egito, por causa de sua fé em Cristo, acompanhado por Ciro, foi ao seu encontro para confortá-las em seus sofrimentos. Ambos foram presos e torturados. Os carrascos, na presença de Anastácia e suas filhas, queimaram suas costas com tochas acesas colocando depois sal sobre as feridas. Elas foram também torturadas e depois decapitadas. Os santos Ciro e João, foram decapitados no dia 31 de janeiro, data em que as igrejas Síria, egípcia, grega e latina comemoram a memória destes mártires. 
Estes santos, como São Cosme e São Damião, foram venerados na Grécia como médicos que não cobravam seus honorários pelo serviço que prestavam, sobretudo aos mais necessitados. Sobre este assunto existe muita literatura. Destacam-se três breves discursos de São Cirilo de Alexandria e um panegírico de São Sofrônio, Patriarca de Jerusalém (638), nos quais encontram-se registros sobre práticas semelhantes à incubadora, comuns na época de Esculápio. Os escritos de São Sofrônio, que havia sido curado em um santuário dedicado aos Santos Ciro e João, remetem às citações dos documentos do Concilio de Nicéia, em 787. 
São Cirilo narra um fato interessante: para acabar com muitos ritos supersticiosos acerca de Isis, em Menuthi do Egito, no início de século V, decidiu-se trasladar as relíquias dos Santos Ciro e João para a cidade. O grande santuário construído em Menuthi se transformou em um famoso lugar de peregrinação. O nome atual da cidade é Abukir, nome este derivado de Ciro, um dos primeiros mártires do cristianismo. 
Oração Antes de Ler as Escrituras 
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

MATINAS (IV)

Lucas 24:1-12

E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, Dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras. E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos. E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lençóis ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.

LITURGIA

Tropárion da Ressurreição
Apesar da pedra do túmulo ter sido selada pelos judeus, / e o Teu puríssimo Corpo guardado pelos soldados, / Tu ressuscitaste ao terceiro dia, ó Salvador nosso, / dando a vida ao mundo. / Por isso, ó Autor da Vida, / os Poderes Celestes Te aclamaram, dizendo: / “Glória à Tua Ressurreição, ó Cristo! / Glória à Tua Realeza! // Glória à Tua Providência, ó Amigo do homem.

Tropárion de São Mateus, Tom 3
Com zelo seguiste a Cristo, o Mestre, / Que em Sua bondade apareceu aos homens na Terra, / E da alfândega te chamou para Apóstolo / e Pregador do Evangelho ao universo, /por isto honramos tua preciosa memória. / Ó divinamente eloquente, Mateus. /Roga ao Deus misericordioso // que nos conceda a remissão das transgressões e a salvação das nossas almas!

Kondákion da Ressurreição
Como Deus, Tu ressuscitaste gloriosamente do túmulo, / ressuscitando o mundo Contigo; / a natureza humana Te canta como Deus,/ pois a morte foi dissipada./ Adão rejubila, Mestre;/ e Eva, doravante liberta das suas cadeias, proclama na alegria:// Ó Cristo, Tu És Aquele que concede a todos os homens a ressurreição!

Kondákion de São Mateus, Tom 4
Deixando os laços da alfândega para adquirir o jugo da Justiça, / tu te revelaste um sábio comerciante, rico da sabedoria do Alto. / Proclamaste a Palavra da Verdade, /e pela narrativa da hora do Juízo // despertaste as almas indolentes.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Kondákion do Triódion Tom 3
Soluçando como o Publicano, nos cheguemos ao Senhor, / e nos prostremos, pois,  Ele é o Mestre / que deseja a salvação de todos os homens, / e concede perdão a todos os que se arrependem; / pois, para o nosso bem Se encarnou, // Ele que com o Pai É Deus Eterno.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Hino à Virgem
Ó Admirável Protetora dos Cristãos e nossa Medianeira ante o Criador / não desprezes as súplicaS de nenhum de nós pecadores; / mas, apressa-te a auxiliar-nos como Mãe bondosa que és, / pois, te invocamos com fé. / Roga por nós junto de Deus, // tu que defendes sempre àqueles que te veneram.

Prokímenon

R. Seja a Tua misericórdia, Senhor, sobre nós, 
como em Ti esperamos. (Sl. 32:22)

V. Regozijai-vos no Senhor, vós, justos, pois aos retos convém o louvor.

2 Timóteo 3:10-15

10 Tu, porém, tens observado a minha doutrina, procedimento, intenção, fé, longanimidade, amor, perseverança, 11 as minhas perseguições e aflições, quais as que sofri em Antioquia, em Icônio, em Listra; quantas perseguições suportei! e de todas o Senhor me livrou. 12 E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. 13 Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados. 14 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, 15 e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus. 

Aleluia

Aleluia, aleluia, aleluia! (3x)

É Deus Quem me reveste de fortaleza,
E Quem atrai os povos para Mim.

Ele fortalece a Davi, Seu ungido,
E à sua descendência para sempre.

Lucas 18:10-14

Dois homens subiram ao templo para orar; um fariseu, e o outro publicano. O fariseu, de pé, assim orava consigo mesmo: Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, roubadores, injustos, adúlteros, nem ainda com este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho. Mas o publicano, estando em pé de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, o pecador! Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.

† † †

Os Portões Do Arrependimento


“Abra para mim, ó Doador da Vida, as portas do arrependimento...” canta a Igreja nas Matinas para o primeiro dos quatro domingos que nos preparam para a Quaresma. Na verdade, este domingo poderia ser pensado como uma porta, através da qual entramos no período sagrado que nos leva para a Páscoa; uma porta que se abre para a atmosfera de arrependimento, para o caminho que prepara a vida nova, que a Quaresma deve trazer para cada um de nós. Mas devemos lembrar que a palavra “penitência” ou “arrependimento” é uma tradução do termo grego "metanóia", e que significa "mudança de espírito". Metanóia significa muito mais estar envolvido [internamente] do que o cumprimento de algum tipo de arrependimento exterior. Uma mudança radical, renovação, conversão, é isto o que nos é pedido.

Este domingo, no calendário litúrgico, é chamado de "Domingo do Fariseu e Publicano". A Igreja, a fim de nos exortar ao verdadeiro arrependimento, coloca diante de nós a cena de dois homens que vão ao templo para orar, e dos quais um é justificado por conta de sua humildade e sua sincera contrição.

Podemos nos atrever a dizer que a parábola do fariseu e publicano (Lc 18: 10-14), que é lida na liturgia, é a mais perigosa de todas as parábolas. Porque estamos tão acostumados a condenar o farisaísmo que aqui parece que estamos a dizer: "Pelo menos, apesar de todo o meu pecado, não sou fariseu. Não sou um hipócrita”. Esquecemo-nos que a oração do fariseu não é totalmente má. O fariseu afirma que jejua, que dá o dízimo, que está livre dos pecados mais grosseiros. E isso tudo é verdade. Além disso, o fariseu não toma o crédito por suas boas ações, ele reconhece que elas vêm de Deus, e dá graças a Deus. No entanto, a oração do fariseu erra de duas maneiras: falta-lhe o arrependimento e humildade, pois não parece que ele tenha consciência... das deficiências - talvez desculpáveis - das quais ele, como todos os homens, é culpado. E, além disso, ele se compara ao publicano com um certo orgulho, um certo desdém. Será que temos o direito de condenar o fariseu, e nos considerarmos mais justos do que ele? Mas, antes de tudo, se nós quebramos os mandamentos que o fariseu observa, será que temos o direito de nos colocar no mesmo nível do publicano justificado, em contraste com o fariseu? Nós não podemos fazer isso, a menos que nossa atitude seja exatamente a mesma que a do publicano. Será que nos atrevemos a dizer que temos a humildade e o arrependimento do publicano? Se nós ostensivamente condenamos o fariseu, sem verdadeiramente assumirmos a humildade do publicano, então nós mesmos é que estaremos caindo no próprio farisaísmo.

Vamos agora olhar mais de perto o publicano. Ele não se atreve a levantar os olhos; ele fere seu peito; implora a Deus que tenha misericórdia dele, pois ele percebe que ele é um pecador. Toda a sua atitude corporal é de humildade. É por isso que o Salvador disse:

“Este homem desceu justificado para sua casa, em vez do outro”.

Notamos que Jesus diz: “em vez do outro”', deixando, de alguma forma, o caso do fariseu aberto ao nosso pensamento. E Jesus acrescenta:

"Todo aquele que se exalta será humilhado; e o que se humilha será exaltado".

Vamos tentar explorar este episódio mais profundamente. É o publicano justificado simplesmente porque ele humildemente confessa seu pecado diante de Deus? Não é só isso, nesse caso, há algo a mais. O núcleo da oração do publicano é um apelo, cheio de confiança, na bondade e na ternura de Deus. "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" Estas primeiras palavras ecoam as do Salmo 51, que é essencialmente a abertura do salmo de penitência:

“Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.” (Sl 51:1)

 O fato de que Jesus escolhe para colocar estas palavras na boca do publicano e, assim, torná-las modelo de nossas orações de arrependimento, lança uma grande luz sobre a alma do Salvador, e sobre o que Ele pretende. O que Jesus pede de um pecador penitente (e, portanto, de cada um de nós), é acima de tudo este abandono, esta confiança absoluta na terna misericórdia e na graça de Deus.

Nas matinas, a Igreja resume a parábola evangélica e formula assim o pensamento central para este domingo:

"Senhor, que reprovaste o fariseu por justificar-se a si mesmo e por tomar-se de orgulho por suas ações, Tu que justificastes o publicano, quando ele se aproximou humildemente de Ti, buscando, com gemidos, o perdão por seus pecados. Pois Tu não te aproximarás dos pensamentos arrogantes, nem manterás longe de Ti um coração contrito. Por isso, nós também ajoelhamos humildemente diante de Ti, Tu que sofreste por nós, conceda-nos o Teu perdão e a Tua grande misericórdia".

A epístola para este domingo é tomada da segunda carta de São Paulo a seu discípulo Timóteo (II Tm 3: 10-15). O apóstolo, resumidamente, lembra a Timóteo de tudo o que ele, Paulo, teve que sofrer: perseguições e aflições de todos os tipos. Ele exorta Timóteo, que desde a infância foi criado acreditando em Cristo e nas Escrituras, a não desanimar, e a perseverar com caridade e paciência. Na véspera da Quaresma, esta epístola nos adverte que provas e dificuldades não vão faltar durante os santos preparativos para a Páscoa. Paulo tanto diz para nós quanto para Timóteo:

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido” (II Tm 3:14).

† † †

sábado, 13 de fevereiro de 2021

37º Sábado Depois de Pentecostes

13 de Fevereiro de 2021 (CC) - 31 de Janeiro (CE)
Ss. Ciro e João, Anárgiros († 312)
Tom 2



São Ciro era médico em Alexandria. O exercício de sua profissão lhe deu várias ocasiões para atrair muitos pagãos à fé em Jesus Cristo. São João, um árabe, ao saber que uma senhora chamada Anastácia, com suas três filhas, estavam sendo torturadas em Canopo, no Egito, por causa de sua fé em Cristo, acompanhado por Ciro, foi ao seu encontro para confortá-las em seus sofrimentos. Ambos foram presos e torturados. Os carrascos, na presença de Anastácia e suas filhas, queimaram suas costas com tochas acesas colocando depois sal sobre as feridas. Elas foram também torturadas e depois decapitadas. Os santos Ciro e João, foram decapitados no dia 31 de janeiro, data em que as igrejas Síria, egípcia, grega e latina comemoram a memória destes mártires. 
Estes santos, como São Cosme e São Damião, foram venerados na Grécia como médicos que não cobravam seus honorários pelo serviço que prestavam, sobretudo aos mais necessitados. Sobre este assunto existe muita literatura. Destacam-se três breves discursos de São Cirilo de Alexandria e um panegírico de São Sofrônio, Patriarca de Jerusalém (638), nos quais encontram-se registros sobre práticas semelhantes à incubadora, comuns na época de Esculápio. Os escritos de São Sofrônio, que havia sido curado em um santuário dedicado aos Santos Ciro e João, remetem às citações dos documentos do Concilio de Nicéia, em 787. 
São Cirilo narra um fato interessante: para acabar com muitos ritos supersticiosos acerca de Isis, em Menuthi do Egito, no início de século V, decidiu-se trasladar as relíquias dos Santos Ciro e João para a cidade. O grande santuário construído em Menuthi se transformou em um famoso lugar de peregrinação. O nome atual da cidade é Abukir, nome este derivado de Ciro, um dos primeiros mártires do cristianismo. 

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

1 Tessalonicenses 5:14-23

Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos. Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos. Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. Não extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o bem. Abstende-vos de toda a aparência do mal. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.

Lucas 17:3-10

Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe. Disseram então os apóstolos ao Senhor: Acrescenta-nos a fé. E disse o Senhor: Se tivésseis fé como um grão de mostarda, diríeis a esta amoreira: Desarraiga-te daqui, e planta-te no mar; e ela vos obedeceria. E qual de vós terá um servo a lavrar ou a apascentar gado, a quem, voltando ele do campo, diga: Chega-te, e assenta-te à mesa? E não lhe diga antes: Prepara-me a ceia, e cinge-te, e serve-me até que tenha comido e bebido, e depois comerás e beberás tu? Porventura dá graças ao tal servo, porque fez o que lhe foi mandado? Creio que não. Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer.

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ENSINO DOS SANTOS PADRES


“A Eficácia da Fé”

Se tiverdes fé semelhante a um grão de mostarda, diríeis a esta árvore: arranca-te e lança-te ao mar, e ela vos obedeceria. Do grão de mostarda já temos falado mais acima. Falemos agora dessa árvore de amoreira. Eu leio “uma árvore”, contudo, não creio que seja uma árvore. Pois, que razão e proveito pode ter para nós que uma árvore que dá fruto aos agricultores que a cuidam, seja arrancada e precipitada ao mar? Mesmo que creiamos possível, pela virtude da fé, que a natureza cega obedece a mandatos perceptíveis, o que nos quer significar este tipo de árvore?

Também é verdade que li: Eu sou pastor de cabras e hábil em preparar os figos do sicômoro, com o qual, ao meu parecer, o profeta nos quer indicar que, sendo também ele pecador no meio de um povo de pecadores, depois se converteu, pois não há dúvida que convinha que o futuro profeta, buscando o fruto entre sarças e tirando delas seu alimento, conduzisse os rebanhos sombrios e fedorentos dos gentios e das demais nações aos pastos de seus escritos, com o fim de que engordassem com esse alimento espiritual, ao tempo que ele mesmo, convertido de sua vida pecadora, também obteria o leite espiritual.

Porém, como em outro livro do Evangelho (Mt) se falou de um monte – cujo aspecto desnudo, desprovido de vinhas fecundas e de oliveiras, estéril para a agricultura, propício para a guarida das bestas e agitado pelas incursões das feras, parece traduzir a orgulhosa elevação do mau espírito, segundo o que está escrito: Eis-me aqui contra ti, monte de destruição, que devastas a terra –, parece lógico pensar que neste lugar nos fala do mesmo, já que a fé exclui todo mau espírito e, sobretudo, porque a natureza dessa árvore se enquadra perfeitamente nesta opinião, pois seu fruto primeiro é branco em sua flor, e depois, conforme cresce, torna-se vermelho, para escurecer quando amadurece. Também o demônio, privado da branca flor de sua natureza e de sua vermelha potestade por causa de sua prevaricação, está agora revestido da negrura e do mau odor do pecado. Contempla àquele que disse a esse sicômoro: Arranca-te e lança-te ao mar, quando o lançou fora daquele homem e o permitiu entrar nos porcos, os quais, impulsionados por seu espírito diabólico, afundaram-se no mar. Nesta passagem somos exortados à fé, querendo-nos ensinar, em um sentido tropológico, que até as coisas mais sólidas podem ser destruídas pela fé. Porque da fé surge a caridade, a esperança e, de novo, fazendo uma espécie de circuito fechado, algumas são causa e fundamento das outras.

Na continuação segue a exortação de que ninguém se glorie de agir bem, já que, por uma justa dependência, devemos nosso serviço ao Senhor. Mas, do mesmo modo que tu não dirás para um empregado teu que estava arando ou apascentando ovelhas: “Passa para dentro e senta-te a minha mesa” – de onde se conclui que ninguém pode sentar-se à mesa se antes não passou; como Moisés, que para contemplar a grande visão teve de subir ao alto do monte –, pois desse mesmo modo dizemos que tu não diz a esse teu servo: “senta-te à mesa”, mas lhe exiges seus serviços sem agradecer-lhe; da mesma maneira, o Senhor não pode permitir que te aposses do mérito de uma ação ou trabalho, já que, enquanto vivemos, é nosso dever trabalhar sempre.

Portanto, vive em consequência com a convicção de que és um servo ao qual se encomendaram muitos trabalhos. Não te creias mais do que és, porque és chamado filho de Deus – deves reconhecer, sim, a graça, mas não podes lançar no esquecimento tua natureza –, nem te envaideças de ter servido com fidelidade, já que esse era o teu dever. O sol realiza seu labor, a lua obedece, os anjos também servem. E o mesmo instrumento escolhido pelo Senhor para pregar aos gentios, disse: Não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus, e em outra passagem, ainda que não fosse consciente de culpabilidade alguma, acrescentou: mas nem por isso estou justificado. Por isso, tampouco nós pretendamos louvar-nos a nós mesmos, nem nos antecipemos ao juízo de Deus, nem nos adiantemos à sentença do Juiz, antes, esperemos ao seu dia e ao seu juízo. E uma vez que lemos a repreensão dirija aos ingratos, venhamos a tratar o tema do juízo futuro.

Santo Ambrósio, Bispo de Milão (séc. IV)

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