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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

17ª Quinta-feira Depois de Pentecostes


27 de Setembro de 2012 (CC) / 14 de Setembro (CE)
Exaltação universal da venerável e vivificante Cruz (jejum).


MATINAS

João 12:28-36

     28 Pai, glorifica o teu nome. Veio, então, do céu esta voz: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei.    29 A multidão, pois, que ali estava, e que a ouvira, dizia ter havido um trovão; outros diziam: Um anjo lhe falou.    30 Respondeu Jesus: Não veio esta voz por minha causa, mas por causa de vós.    31 Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.    32 E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.    33 Isto dizia, significando de que modo havia de morrer.    34 Respondeu-lhe a multidão: Nós temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre; e como dizes tu: Importa que o Filho do homem seja levantado? Quem é esse Filho do homem?    35 Disse-lhes então Jesus: Ainda por um pouco de tempo a luz está entre vós. Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem; pois quem anda nas trevas não sabe para onde vai.    36 Enquanto tendes a luz, crede na luz, para que vos torneis filhos da luz. Havendo Jesus assim falado, retirou-se e escondeu-se deles.   


LITURGIA

1 Coríntios 1:18-24

     18 Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.    19 porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos.    20 Onde está o sábio? Onde o escriba? Onde o questionador deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?    21 Visto como na sabedoria de Deus o mundo pela sua sabedoria não conheceu a Deus, aprouve a Deus salvar pela loucura da pregação os que crêem.    22 Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria,    23 nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos,    24 mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.   

João 19:6-11, 13-20, 25-28, 30-35

     6 Quando o viram os principais sacerdotes e os guardas, clamaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque nenhum crime acho nele.    7 Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e segundo esta lei ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus.    8 Ora, Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou;    9 e entrando outra vez no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.    10 Disse-lhe, então, Pilatos: Não me respondes? não sabes que tenho autoridade para te soltar, e autoridade para te crucificar?    11 Respondeu-lhe Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado; por isso aquele que me entregou a ti, maior pecado tem.    13 Pilatos, pois, quando ouviu isto, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, e em hebraico Gabatá.    14 Ora, era a preparação da páscoa, e cerca da hora sexta. E disse aos judeus: Eis o vosso rei.    15 Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? responderam, os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César.    16 Então lho entregou para ser crucificado.    17 Tomaram, pois, a Jesus; e ele, carregando a sua própria cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota,    18 onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.    19 E Pilatos escreveu também um título, e o colocou sobre a cruz; e nele estava escrito: JESUS O NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.    20 Muitos dos judeus, pois, leram este título; porque o lugar onde Jesus foi crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, latim e grego.    25 Estavam em pé, junto à cruz de Jesus, sua mãe, e a irmã de sua mãe, e Maria, mulher de Clôpas, e Maria Madalena.    26 Ora, Jesus, vendo ali sua mãe, e ao lado dela o discípulo a quem ele amava, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho.    27 Então disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.    28 Depois, sabendo Jesus que todas as coisas já estavam consumadas, para que se cumprisse a Escritura, disse: Tenho sede.    30 Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.    31 Ora, os judeus, como era a preparação, e para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, pois era grande aquele dia de sábado, rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados dali.    32 Foram então os soldados e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele fora crucificado;    33 mas vindo a Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas;    34 contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.    35 E é quem viu isso que dá testemunho, e o seu testemunho é verdadeiro; e sabe que diz a verdade, para que também vós creiais.



REFLEXÃO

Hoje, nosso Senhor Jesus Cristo está pregado na Cruz e nós estamos em festa, para que saibais que a Cruz é uma festa e uma celebração espiritual. Outrora, a Cruz designava um castigo; agora tornou-se objeto de honra. Outrora símbolo de condenação, ei-la hoje princípio de salvação. Porque ela é para nós causa de bens sem conta: livrou-nos do erro, iluminou-nos as trevas, reconciliou-nos com Deus; tínhamo-nos tornado, para com Ele, inimigos e estrangeiros longínquos. Para nós, ela é hoje a destruição da inimizade, o penhor da paz, o tesouro de mil bens.

Graças a ela, já não erramos nos desertos, porque conhecemos o caminho verdadeiro. Não ficamos fora do palácio real, porque encontramos a porta. Não tememos as armas inflamadas do diabo, porque descobrimos a fonte. Graças a ela, já não estamos na viuvez, pois encontramos o Esposo. Não temos medo do lobo, pois encontramos o bom pastor. Graças à Cruz, não tememos o usurpador, pois nos sentamos ao lado do Rei.

Eis porque estamos em festa ao celebrarmos a memória do Cruz. O próprio São Paulo nos convida para a festa em honra da Cruz: "Celebremos esta festa", diz ele, "não com fermento velho, nem com o fermento da malícia e da perversidade, mas com os ázimos da pureza e da verdade" (1 Co 5,8). E ele explica-nos a razão dizendo: "Porque Cristo, nossa Páscoa, foi imolado por nós". (1 Co 5,7).

S. João Crisóstomo,
Homilia 1 «Sobre a Cruz e sobre o Ladrão»


«A CRUZ, ÁRVORE DE VIDA»

Como é bela a imagem da cruz! A sua beleza não oferece mistura de mal e de bem, como outrora a árvore do jardim do Éden. Toda ela é admirável, “uma delícia para os olhos e desejável” (Gn 3, 6). É uma árvore que dá a vida e não a morte; a luz, não a cegueira. Leva a entrar no Éden, não a sair dele. Esta árvore, à qual subiu Cristo, como um rei para o seu carro de triunfo, derrotou o diabo, que tinha o poder da morte, e libertou o gênero humano da escravidão do tirano. Foi sobre esta árvore que o Senhor, qual guerreiro de eleição, ferido nas mãos, nos pés e no seu divino peito, curou as cicatrizes do pecado, quer dizer, a nossa natureza ferida por Satanás.

Depois de termos sido mortos pelo madeiro, encontramos a vida pelo madeiro; depois de termos sido enganados pelo madeiro, é pelo madeiro que repelimos a serpente enganadora. Que permutas surpreendentes! A vida em vez da morte, a imortalidade em vez da corrupção, a glória em vez da ignomínia. Por este motivo, o apóstolo Paulo exclamou: “Toda a minha glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6, 14) … Mais do que qualquer sabedoria, esta sabedoria que floresceu na cruz tornou ignóbeis as pretensões da sabedoria do mundo (1 Cor 1, 17s) …

É pela cruz que a morte foi morta e Adão restituído à vida. É pela cruz que todos os apóstolos foram glorificados, todos os mártires coroados, todos os santos santificados. É pela cruz que fomos reconduzidos como as ovelhas de Cristo, e fomos reunidos no redil do alto.

São Teodoro Estudita (759-826), monge em Constantinopla
Fonte: O Evangelho Cotidiano


ORAÇÃO

Pelo teu precioso sangue resgataste-nos da maldição da lei; tendo sido pregado à cruz e traspassado pela lança, tornaste-te para nós fonte de imortalidade; Ó Salvador nosso, glória a Ti!

Por causa da árvore proibida, Adão foi expulso do paraíso, porém, por causa da árvore da cruz, nele entrou o Ladrão; porque o primeiro, provando do seu fruto, desprezou o mandamento do Criador e o segundo, partilhando da tua crucifixão, confessou a tua divindade. Lembra-te de nós, ó Salvador, no teu Reino!

Do “Ofício da Paixão (Matinas)”

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

17ª Quarta-feira Depois de Pentecostes


26 de Setembro de 2012 (CC) / 13 de Setembro (CE)
Pré festa da Exaltação da Santa Cruz 
Dedicação da Basílica da Ressurreição em Jerusalém († 335) 
S. Cornélio Centurião, mártir († séc. I).


Efésios 3:8-21

     8 A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo,    9 e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou,    10 para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes,    11 segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor,    12 no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele.    13 Portanto vos peço que não desfaleçais diante das minhas tribulações por vós, as quais são a vossa glória.    14 Por esta razão dobro os meus joelhos perante o Pai,    15 do qual toda família nos céus e na terra toma o nome,    16 para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais robustecidos com poder pelo seu Espírito no homem interior;    17 que Cristo habite pela fé nos vossos corações, a fim de que, estando arraigados e fundados em amor,    18 possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade,    19 e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus.    20 Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera,    21 a esse seja glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém.   

Marcos 11:23-26

     23 Em verdade vos digo que qualquer que disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar; e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará aquilo que diz, assim lhe será feito.    24 Por isso vos digo que tudo o que pedirdes em oração, crede que o recebereis, e tê-lo-eis.    25 Quando estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que também vosso Pai que está no céu, vos perdoe as vossas ofensas.    26 [Mas, se vós não perdoardes, também vosso Pai, que está no céu, não vos perdoará as vossas ofensas.]



A Consagração da Igreja da Ressurreição de Cristo

Quando a santa Imperatriz Helena encontrou a cruz de nosso Senhor em Jerusalém, permaneceu por algum tempo na Cidade Santa, e construiu igrejas no Getsêmani e Belém, e no Monte das Oliveiras, assim como nos outros lugares de destaque na vida e na obra do Senhor Jesus Cristo. No Gólgota, onde encontrou a Cruz Honrosa, Helena começou a construção de uma igreja enorme. A igreja foi concebida para abranger o Lugar da Caveira, onde o Senhor foi crucificado, bem como o local onde ele foi sepultado. A Imperatriz queria incluir o lugar de seu sofrimento e do local de sua glória sob o mesmo teto. No entanto, Helena repousou no Senhor antes desta majestosa igreja ser concluída.

A conclusão da obra coincidiu com a celebração do trigésimo ano do reinado de Constantino. Assim, a consagração da igreja e o jubileu do imperador foram comemorados no mesmo dia, 13 de setembro, 335. Um concílio local de bispos estava sendo realizado em Tiro nesse momento. Estes bispos, e muitos outros, vieram a Jerusalém para a solene consagração da Igreja da Ressurreição do Senhor. Foi então estabelecido que este dia um dia de vitória e triunfo para a Igreja de Cristo, seria solenemente comemorada todos os anos.





FESTA DA EXALTAÇÃO DA SANTA E VIVIFICANTE CRUZ



VÉSPERAS
(Celebrada ao por do sol)

Êxodo 15:22-27; 16:1-2

     22 Depois Moisés fez partir a Israel do Mar Vermelho, e saíram para o deserto de Sur; caminharam três dias no deserto, e não acharam água.    23 E chegaram a Mara, mas não podiam beber das suas águas, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.    24 E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?    25 Então clamou Moisés ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, e Moisés lançou-a nas águas, as quais se tornaram doces. Ali Deus lhes deu um estatuto e uma ordenança, e ali os provou,    26 dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara.    27 Então vieram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali, junto das águas, acamparam.    1 Depois partiram de Elim; e veio toda a congregação dos filhos de Israel ao deserto de Sim, que está entre Elim e Sinai, aos quinze dias do segundo mês depois que saíram da terra do Egito.    2 E toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto.   

Provérbios 3:11-18

     11 Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da sua repreensão;    12 porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.    13 Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento;    14 pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro.    15 Mais preciosa é do que as joias, e nada do que possas desejar é comparável a ela.    16 Longura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda riquezas e honra.    17 Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas são paz.    18 É árvore da vida para os que dela lançam mão, e bem-aventurado é todo aquele que a retém.   

Isaías 60:11-16

     11 As tuas portas estarão abertas de contínuo; nem de dia nem de noite se fecharão; para que te sejam trazidas as riquezas das nações, e conduzidos com elas os seus reis.    12 Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas.    13 A glória do Líbano virá a ti; a faia, o olmeiro, e o buxo conjuntamente, para ornarem o lugar do meu santuário; e farei glorioso o lugar em que assentam os meus pés.    14 Também virão a ti, inclinando-se, os filhos dos que te oprimiram; e prostrar-se-ão junto às plantas dos teus pés todos os que te desprezaram; e chamar-te-ão a cidade do Senhor, a Sião do Santo de Israel.    15 Ao invés de seres abandonada e odiada como eras, de sorte que ninguém por ti passava, far-te-ei uma excelência perpétua, uma alegria de geração em geração.    16 E mamarás o leite das nações, e te alimentarás ao peito dos reis; assim saberás que eu sou o Senhor, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Poderoso de Jacó.




A Glória e a Exaltação de Cristo é a Cruz

Celebramos a Festa da Cruz; por ela as trevas são repelidas e volta a luz. Celebramos a Festa da cruz e junto com o Crucificado somos levados para o alto para que, abandonando a terra com o pecado, obtenhamos os céus. A posse da cruz é tão grande e de tão imenso valor que seu possuidor possui um tesouro. Chamo com razão tesouro aquilo que há de mais belo entre todos os bens pelo conteúdo e pela fama. Nele, por ele e para ele reside toda a nossa salvação, e é restituída ao seu estado original.

Se não houvesse a cruz, Cristo não seria crucificado. Se não houvesse a cruz, a vida não seria pregada ao lenho com cravos. Se a vida não tivesse sido cravada, não brotariam do lado as fontes da imortalidade, o sangue e a água, que lavam o mundo. Não teria sido rasgado o documento do pecado, não teríamos sido declarados livres, não teríamos provado da árvore da vida, não se teria aberto o paraíso. Se não houvesse a cruz, a morte não teria sido vencida e não teria sido derrotado o inferno.

É, portanto, grande e preciosa a cruz. Grande sim, porque por ela grandes bens se tornaram realidade; e tanto maiores quanto, pelos milagres e sofrimentos de Cristo, mais excelentes quinhões serão distribuídos. Preciosa também porque a cruz é paixão e vitória de Deus: paixão, pela morte voluntária nesta mesma paixão; e vitória porque o diabo é ferido e com ele a morte é vencida. Assim, arrebentadas as prisões dos infernos, a cruz também se tornou a comum salvação de todo o mundo.

É chamada ainda de glória de Cristo, e dita a exaltação de Cristo. Vemo-la como o cálice desejável e o termo dos sofrimentos que Cristo suportou por nós. Que a cruz seja a glória de Cristo, escuta-o a dizer: Agora, o Filho do homem é glorificado e nele Deus é glorificado e logo o glorificará(Jo 13,31-32). E de novo: Glorifica-me tu, Pai, com a glória que tinha junto de ti antes que o mundo existisse(Jo 17,5). E repete: Pai,glorifica teu nome. Desceu então do céu uma voz: Glorifiquei-o e tornarei a glorificar (Jo 12,28), indicando aquela glória que então alcançou na cruz.

Que ainda a cruz seja a exaltação de Cristo, escuta o que ele próprio diz: Quando eu for exaltado, atrairei então todos a mim(cf. Jo 12,32). Bem vês que a cruz é a glória e a exaltação de Cristo.

Santo André de Creta