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domingo, 14 de setembro de 2025

14º Domingo de Pentecostes

14 de Setembro 2024 (CC) / 01 de Setembro (CE)
Ano Novo Eclesiástico
São Simeão, o Estilita (459 dC), e sua Mãe Santa Marta (428 d.C)
40 Santas Virgens e o Diácono Santo Amon 
Tom 5



Neste dia, quando os judeus celebravam o novo verão, o Salvador veio a Nazaré, onde foi criado, e entrou na sinagoga no dia de sábado, como era Seu costume, e leu estas palavras do profeta Isaías: 
"O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu... para proclamar o ano aceitável do Senhor" (Lucas 4, 18:19). 
Em 1º de setembro de 312, o Imperador Constantino, o Grande, obteve uma vitória sobre Maxêncio. Depois disso, os cristãos receberam total liberdade para confessar sua fé. Em comemoração a esses dois eventos, os padres do Primeiro Concílio Ecumênico decidiram iniciar o Ano Novo em 1º de setembro). 
Mais tarde, o ano civil foi modificado, transferindo seu começo para 1º de janeiro. Primeiramente, a mudança ocorreu na Europa Ocidental e, tempos mais tarde, na Rússia, sob Pedro, o Grande.  
Em seus hinos para este dia, a Santa Igreja reza: 
"Ó Criador e Artífice de todas as coisas visíveis e invisíveis", abençoe esta coroação do ano, conceda estações frutíferas e chuvas do céu para os que estão na terra; abençoe nossas idas e vindas, dirija as obras das nossas mãos e concede-nos o perdão das ofensas; outorgue a paz às Tuas Igrejas, derrube as heresias, preserve invictas as nossas cidades; alegre os nossos Soberanos fiéis pelo Teu poder, dando-lhes vitórias contra os inimigos". 
Venerável Simeão Estilita
São Simeão nasceu na cidade síria de Antioquia em meados do século IV, filho de pais pobres. Em sua juventude, ele pastoreou as ovelhas de seu pai. Certa vez, quando chegou ao templo, ouviu as Bem-aventuranças cantadas ( Mateus 5:3-12 ), e uma sede por uma vida justa nasceu nele. Simeão começou a orar fervorosamente a Deus e a pedir-Lhe que lhe mostrasse como alcançar a verdadeira justiça. Logo sonhou que estava cavando o chão como se fosse para a fundação de um edifício. Uma voz lhe disse: "Cave mais fundo". Simeão começou a cavar com mais diligência. Considerando que o buraco que havia cavado era fundo o suficiente, ele parou, mas a mesma voz ordenou que cavasse ainda mais fundo. O mesmo comando foi repetido várias vezes. Então Simeão começou a cavar sem parar, até que uma voz misteriosa o interrompeu com as palavras: "Basta! E agora, se você quer construir, construa, trabalhando diligentemente, porque sem trabalho você não alcançará sucesso em nada".
 
Decidido a tornar-se monge, São Simeão deixou a casa de seus pais e aceitou o monasticismo em um mosteiro próximo. Lá, dedicou-se a feitos monásticos de oração, jejum e obediência, e depois, para feitos ainda maiores, retirou-se para o deserto da Síria. Ali, São Simeão iniciou um novo tipo de ascetismo: a "morada em coluna". Construindo uma coluna com vários metros de altura, instalou-se nela, privando-se assim da oportunidade de se deitar e descansar. Permanecendo em pé dia e noite, como uma vela em pé, orava e refletia sobre Deus quase continuamente. Além da mais rigorosa abstinência alimentar, suportou voluntariamente muitas dificuldades: chuva, calor e frio. Comia trigo embebido e água, que pessoas bondosas lhe traziam.
Seu feito extraordinário tornou-se conhecido em muitos países, e muitos visitantes começaram a afluir a ele da Arábia, Pérsia, Armênia, Geórgia, Itália, Espanha e Grã-Bretanha. Vendo sua extraordinária força de espírito e ouvindo suas instruções inspiradas, muitos pagãos se convenceram da verdade da fé cristã e aceitaram o batismo.
São Simeão recebeu o dom de curar doenças mentais e físicas e previu o futuro. O Imperador Teodósio II, o Jovem (408-450), respeitava muito São Simeão e frequentemente seguia seus conselhos. Quando o Imperador morreu, sua viúva, a Imperatriz Eudóxia, foi seduzida à heresia monofisista. Os monofisistas não reconheciam duas naturezas em Cristo – divina e humana, mas apenas uma divina. São Simeão trouxe a Imperatriz à razão, e ela se tornou novamente uma Cristã Ortodoxa. O novo Imperador Marciano (450-457), vestido como um plebeu, visitou secretamente o santo e consultou-o. Seguindo o conselho de São Simeão, Marciano convocou o Quarto Concílio Ecumênico em Calcedônia em 451, que condenou os falsos ensinamentos monofisistas.
São Simeão viveu por mais de cem anos e morreu durante uma oração em 459. Suas relíquias repousaram em Antioquia. A Igreja Ortodoxa, no culto dedicado a São Simeão, o chama de "um homem celestial, um anjo terreno e uma lâmpada do universo". 
40 Santas Virgens e o Diácono Santo Amon 
As 40 santas virgens e Santo Amon, o Diácono, que as iluminou com a luz da fé cristã, morreram como mártires por Cristo sob o Imperador Romano Licínio, no início do século IV, na cidade de Adrianópolis, na Macedônia.
 
O Governador Vavdus submeteu as santas mártires a muitas torturas para forçá-las a renunciar a Cristo e adorar ídolos. Após torturas cruéis, todas foram enviadas a Heráclio para outro torturador, diante de quem também confessaram firmemente sua fé em Cristo, recusando-se a sacrificar aos ídolos. Por ordem do torturador, Santo Amon e oito virgens que o acompanhavam foram decapitados, dez virgens foram queimadas, seis delas morreram após um ferro em brasa ser colocado em suas bocas, seis virgens foram esfaqueadas e as demais foram mortas a espadas.

Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 
MATINAS (3)

Marcos 16:9-20

Fragmento 71 - Naquela época, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios. Foi ela anunciá-Lo aos que haviam andado com Ele, os quais estavam tristes e chorando; e ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram. Depois disso manifestou-Se sob outra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, os quais foram anunciá-Lo aos outros; mas nem a estes deram crédito. Por último, então, apareceu aos onze, estando eles reclinados à mesa, e lhes lançou em rosto a incredulidade e dureza de coração deles, por não haverem dado crédito aos que O tinham visto já ressurgido. E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. E estes sinais acompanharão aos que crerem: Em Meu Nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados. Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-Se à direita de Deus. Eles, pois, saindo, pregaram por toda parte, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que os acompanhavam.

LITURGIA

Tropárion da Ressurreição, no 5º Tom
Fiéis, cantemos e adoremos o Verbo / Co-Eterno ao Pai e ao Espírito Santo, / nascido para nossa salvação, da sempre Virgem Maria, / pois Ele aceitou livremente sofrer a morte na Cruz/ para dar a vida a todos os mortos, //pela Sua gloriosa Ressurreição.

Tropárion da Festa, Tom 2
Ó Artífice de toda a criação, / Que em Tua autoridade determinaste os tempos e as estações: / Abençoa e coroa o ano com a Tua bondade, ó Senhor, / preservando em paz os Cristãos Ortodoxos e a Tua cidade, // e salva-nos pelas orações da Theotókos.
 
Tropárion de São Simeão, Tom 1
Tu foste um pilar de paciência, ó Venerável, / emulando os antepassados: / Jó, nas aflições; José, nas tentações, / e em tua carne a vida das Hostes Incorpóreas. / Ó Simeão, nosso pai, // roga a Cristo Deus que nossas almas sejam salvas.

Tropárion da Festa, Tom1
Salva, Senhor, o Teu Povo e abençoa a Tua Herança; / conceda aos Teus Fiéis a vitória sobre seus inimigos, // e, salva o Teu Povo por Tua Santa Cruz.

Kondákion da Ressurreição, no 5º Tom
Tu, Ó meu Salvador, desceste ao Inferno, / e partiste em pedaços os portões como Todo-Poderoso; / e como Criador, ressuscitaste os mortos / e destruíste, Ó Cristo, o aguilhão da morte; / e libertaste Adão da maldição, Ó Tu que amas a humanidade. / Por isso, nós todos clamamos: // Salva-nos Ó Senhor!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo

Tom 2: Fazendo da tua coluna uma carruagem de fogo, / buscando as alturas tu te uniste àqueles que estão no Alto. / Por isso, tu conversavas com os anjos, ó venerável, / rezando incessantemente com eles // a Cristo Deus em favor de todos nós.

Agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém.

Tom 2: Ó Cristo, nosso Rei, que vives nas alturas, / Criador e Artífice de todas as coisas, visíveis e invisíveis, / Quem criou os dias e as noites, as estações e os anos: / abençoa e coroa agora o ano; / preserva e mantém em paz os Hierarcas Ortodoxos, / esta cidade e Teu povo, // Ó grandemente misericordioso.

Prokímenon, no 7º Tom

R. Grande é o nosso Senhor, e grande é a Sua força, / e não há medida para o Seu entendimento.

V. Louvai ao Senhor, pois um salmo é uma coisa boa; seja doce o louvor ao nosso Deus.

No 7º Tom: 

R. Penosa é aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos.

1 Timóteo 2:1-7 (Ano Novo)

Fragmento 282 - Meu filho Timóteo, exorto, portanto, que antes de tudo se façam súplicas, orações, intercessões e ações de graças por todos os homens. Pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que vivamos uma vida tranquila e mansa, com toda a piedade e honestidade. Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a Si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. Para isso fui constituído pregador e apóstolo (falo a verdade em Cristo e não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade.

2 Coríntios 1:21-2:4

Fragmento 170 - Irmãos, Aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, o Qual também nos selou e nos deu como penhor o Espírito em nossos corações. Ora, tomo a Deus por testemunha sobre a minha alma de que é para vos poupar que não fui mais a Corinto; não que tenhamos domínio sobre a vossa fé, mas somos cooperadores de vosso gozo; pois pela fé estais firmados. Mas, deliberei isto comigo mesmo: Não ir mais ter convosco em tristeza. Porque, se eu vos entristeço, quem é, pois, o que me alegra, senão aquele que por mim é entristecido? E escrevi isto mesmo, para que, chegando, eu não tenha tristeza da parte dos que deveriam alegrar-me; confiando em vós todos, que a minha alegria é a de todos vós. Porque em muita tribulação e angústia de coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho.

Colossenses 3:12-16 (São Simeão Estilita)

Fragmento 258 - Irmãos, revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de compaixão, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros. Se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, acima de tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, à qual também fostes chamados em um só corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com gratidão em vosso coração.

Aleluia, no 4º Tom

A Ti, ó Deus, é devido o louvor em Sião; e a Ti será feito um voto em Jerusalém.

Aleluia, Aleluia, Aleluia!

Abençoarás e coroarás o ano com Tua bondade.

Aleluia, Aleluia, Aleluia!

No 6º Tom: 

Bem-aventurado o homem que teme ao Senhor; em Seus mandamentos ele terá grande prazer.

Aleluia, Aleluia, Aleluia!

Lucas 4:16-22 (Ano Novo Eclesiástico)

Fragmento 13 - Naquela época Jesus foi a Nazaré, onde havia sido criado, e, como Lhe era de costume, entrou na sinagoga no dia de sábado e levantou-Se para ler. E deram-Lhe o livro do Profeta Isaías, e abrindo o livro, Ele encontrou o lugar onde estava escrito: 

“O Espírito do Senhor está sobre Mim, pois Ele Me ungiu. Ele me enviou para pregar o Evangelho aos pobres, para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos, para libertar os oprimidos e para proclamar o ano da misericórdia do Senhor.”

E fechando o livro, dando-o ao ministro, Ele Se sentou; e os olhos de todos na sinagoga estavam fixos n’Ele; e Ele começou a dizer-lhes: “Hoje esta Escritura se cumpriu perante vós”. E todos deram testemunho d’Ele e se maravilharam com as palavras de graça que saíram de Sua boca; e diziam: “Não é Este o filho de José?”

Mateus 22:1-14 

Fragmento 89 - O Senhor falou esta parábola: O Reino dos Céus é semelhante a certo rei que celebrou as bodas de seu filho; e enviou os seus servos a chamar os convidados para as bodas, e estes não quiseram vir. Depois, enviou outros servos, dizendo: Dizei aos convidados: Eis que tenho o meu jantar preparado, os meus bois e cevados já mortos, e tudo já pronto; vinde às bodas. Eles, porém, não fazendo caso, foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; e os outros, apoderando-se dos servos, os ultrajaram e mataram. E o rei, tendo notícia disto, encolerizou-se e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles homicidas, e incendiou a sua cidade. Então diz aos servos: As bodas, na verdade, estão preparadas, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos, e convidai para as bodas a todos os que encontrardes. E os servos, saindo pelos caminhos, ajuntaram todos quantos encontraram, tanto maus como bons; e a festa nupcial foi cheia de convidados. E o rei, entrando para ver os convidados, viu ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias. E disse-lhe: Amigo, como entraste aqui, não tendo veste nupcial? E ele emudeceu. Disse, então, o rei aos servos: Amarrai-o de pés e mãos, levai-o, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.

Mateus 11:27-30 (São Simeão Estilita)

Fragmento 43 - O Senhor disse aos Seus discípulos: “Todas as coisas Me foram entregues por Meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo, e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve”.
Versos da Comunhão
† † †

HOMILIA


Um rei organiza um casamento para seu filho, e manda uma vez buscar aqueles que foram convidados, manda duas vezes, mas por causa dos cuidados terrenos eles não vêm – um estava ocupado em casa, outro com negócios. Um novo convite foi feito em outras esferas, e a câmara nupcial foi mobiliada com convidados. Entre eles foi encontrado um não vestido para um casamento, que foi, portanto, expulso.

O significado desta parábola é claro: O casamento é o reino dos céus, o convite é a pregação do Evangelho, aqueles que recusaram são os que não creram, e aquele que não estava vestido para um casamento creu, mas não viveu de acordo com a fé. Cada um de nós deve descobrir por si mesmo a qual categoria pertencemos. Que somos chamados é claro, mas somos crentes? De fato, é possível até estar entre os crentes, sob seu nome comum, e se estar completamente desprovidos de fé. Não se pensa absolutamente na fé, como se ela não existisse; outro sabe uma coisa ou outra sobre ela e dela, e fica satisfeito; outro interpreta a fé de forma distorcida; outro se relaciona com ela com completa animosidade. Todos são considerados cristãos, embora não tenham absolutamente nada que seja cristão. Se você crê, descubra se seus sentimentos ou ações estão de acordo com sua fé - essas são as vestes da alma, pelas quais Deus o vê vestido para o casamento ou não.

É possível conhecer bem a fé e ser zeloso por ela, mas na vida real servir às paixões, vestir-se, isto é, com as roupas vergonhosas de uma alma amante do pecado. Essas pessoas são de um jeito na palavra, mas são de outro jeito no coração. Na língua deles está: “Senhor, Senhor!” mas por dentro eles estão dizendo: “Não conte comigo”. (Examine a si mesmo, se você está na fé e vestindo as roupas nupciais das virtudes, ou vestindo os farrapos vergonhosos dos pecados e paixões.

São Teófano, o Recluso

COMENTÁRIO

O Traje Das Bodas

Que é o traje das bodas, a veste nupcial? O Apóstolo Paulo diz-nos: «Os preceitos não têm outro objetivo senão a caridade que nasce de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sem fingimento» (1Tim 1, 5). É essa a veste nupcial. Não se trata de qualquer amor, porque muitas vezes veem-se homens que amam com má consciência. Os que se entregam juntos a brigas, à maldade, os que se amam com o amor dos atores, dos condutores de carros, dos gladiadores, amam-se generosamente entre si, mas não com aquela caridade que nasce de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sem fingimento; ora, a veste nupcial não é essa caridade. Revesti-vos, pois, da veste nupcial, vós que ainda a não tendes. Já entrastes na sala do banquete, ides aproximar-vos da mesa do Senhor, mas não tendes ainda, em honra do Esposo, a veste nupcial: procurais ainda os vossos interesses e não os de Jesus Cristo. Usa-se o traje nupcial para honrar a união nupcial, isto é, o Esposo e a Esposa. Vós conheceis o Esposo, é Jesus Cristo; conheceis a Esposa, é a Igreja (Ef 5, 32). Prestai honra àquela que é desposada, prestai honra também Àquele que a desposa.

Agostinho (354-430), Bispo de Hipona

†††

«O Que Devemos Entender Por Veste Nupcial, Senão A Caridade?»

O que significa, irmãos, a veste nupcial? Não podemos dizer que signifique o batismo nem a fé, porque quem pode entrar sem eles nestas bodas?... Portanto, o que devemos entender por veste nupcial, senão a caridade? Entra, pois, nas bodas, mas não leva a veste nupcial, aquele que pertencendo à Igreja Católica tem fé, mas lhe falta a caridade.

Com fundamento se chama caridade a veste nupcial, visto que nosso Criador a teve quando foi para as bodas desposar-se com a Igreja. De fato, somente o amor de Deus pode fazer que seu Filho Unigênito una a si as almas dos eleitos. Por isso diz São João: Deus tanto amou o mundo que lhe deu o seu Filho primogênito. Logo, aquele que veio aos homens por caridade deu a conhecer que a veste nupcial não era outra coisa que a própria caridade. Portanto, todo aquele que recebeu o batismo e crê em Deus, entrou nas bodas, porém não vai com a veste nupcial se não conserva o dom da caridade.

E na verdade, meus irmãos, se alguém é convidado para uma boda, procura trocar de veste, e manifesta que se alegra com o esposo e a esposa pela dignidade de seu traje, e se envergonharia de aparecer entre os convidados com uma veste insignificante. Nós assistimos as bodas divinas, e, contudo, resistimos a trocar a veste do coração. Os anjos se regozijam quando os escolhidos são levados ao céu. Pois, como apreciamos estas festas espirituais, nós que não temos a veste nupcial, isto é, a caridade, que é a única que nos torna belos diante dos olhos do Senhor?...

Porque muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos. Terrível é, caríssimos irmãos, o que acabamos de ouvir. Considerai que todos nós, chamados pela fé, assistimos as bodas do rei celestial, todos cremos e confessamos o mistério de sua encarnação, todos participamos do banquete do Verbo divino, porém no dia futuro do juízo o rei entrará. Sabemos que fomos chamados, mas ignoramos se pertencemos ao grupo dos escolhidos.

É preciso, portanto, que todos nos humilhemos, tanto mais que ignoramos se estaremos entre os escolhidos. Existem alguns que nunca deram início às boas obras; outros começaram a realizar o bem, mas não persistiram neste caminho. Há quem quase toda a vida foi mau, porém ao final se afasta de seus erros pela dor de uma verdadeira penitência; mas há, pelo contrário, quem parece viver uma vida santa, porém até o fim de seus dias cai no erro da maldade. Outros começam bem e terminam melhores; outros, pelo contrário, desde a sua juventude se precipitam no abismo dos vícios e terminam agindo do mesmo modo, piores cada vez mais.

Tema, por isso, cada um, já que ignora o que lhe resta, pois não deve esquecer; pelo contrário, deve repetir continuamente as palavras do Evangelho: Muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.

ORAÇÃO
Senhor, não me prives dos Teus bens celestes! Senhor, livra-me dos tormentos eternos! Senhor, se pequei em espírito ou pensamento, em palavras ou ações, perdoa-me! Senhor, livra-me de toda ignorância e esquecimento, mesquinharia e dureza de um coração insensível! Senhor, livra-me de toda a tentação! Senhor, ilumina o meu coração obscurecido por maus desejos! Senhor, se enquanto homem eu pequei, Tu, como Deus compassivo, tem piedade de mim e vê a impossibilidade de minha alma! Senhor, envia a Tua graça em meu auxílio, afim de que glorifique o Teu santo Nome!Senhor Jesus Cristo, inscreve-me a mim, Teu servo, no livro da vida e concede-me um fim bom! Senhor meu Deus, apesar de não ter realizado nada de bom diante de Ti: concede-me de que, pela Tua graça, eu fundamente um bom início! Senhor, distila em meu coração o orvalho da Tua graça! Senhor do céu e da terra, lembra-Te no Teu Reino de mim pecador, Teu servo inútil e impuro! Amém! 
Oração de São João Crisóstomo

† † † 

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

14ª Quarta-feira Depois de Pentecostes

14 de Setembro 2022 (CC) / 01 de Setembro (CE)
Ano Novo Eclesiástico
São Simeão, o Estilita (459 dC), e sua irmã Santa Marta (428 d.C)
Jejum (Azeite é permitido)
Tom 4


O Primeiro Concílio Ecumênico (Nicéia, 325) decretou que o ano eclesial começasse em 1º. de setembro. Para os antigos hebreus, o mês de setembro era o início do ano civil (Êxodo 23:16), mês de realizar-se a colheita e de ofertar ações de graças a Deus. Foi na ocasião desta festa em que o Senhor Jesus entrou numa sinagoga em Nazaré (Lucas 4: 16-21), abriu o livro do Profeta Isaías e leu as palavras: 
"O Espírito do Senhor repousa sobre Mim para pregar boas-novas aos humildes; enviou-me para reerguer o angustiado, proclamar a liberdade aos cativos, abrir a prisão aos aprisionados e proclamar um ano da graça do Senhor, o dia da vingança de nosso Deus e confortar todos os aflitos" (Isaías 61: 1-2).

O mês de setembro também é de suma importância para a história do Cristianismo, porque o Imperador Constantino, o Grande, derrotou Maxêncio, inimigo da fé cristã, em setembro. Após a vitória, Constantino conferiu liberdade de confissão à Fé Cristã em todo o Império Romano. Por muito tempo, o ano civil do mundo cristão seguia o ano eclesial com o início em 1º de setembro. Mais tarde, o ano civil foi modificado, transferindo seu começo para 1º de janeiro. Primeiramente, a mudança ocorreu na Europa Ocidental e, tempos mais tarde, na Rússia, sob Pedro, o Grande. 
Em comemoração a este dia, a Santa Igreja reza: 
"Ó Criador e Artífice de todas as coisas visíveis e invisíveis", abençoe esta coroação do ano, conceda estações frutíferas e chuvas do céu para os que estão na terra; abençoe nossas idas e vindas, dirija as obras das nossas mãos e concede-nos o perdão das ofensas; outorgue a paz às Tuas Igrejas, derrube as heresias, preserve invictas as nossas cidades; alegre os nossos Soberanos fiéis pelo Teu poder, dando-lhes vitórias contra os inimigos".

São Simeão, o Estilita

Simeão, de santa e famosa memória, deu origem ao costume de ficar em pé no topo de uma coluna, ocupando um lugar pequeno de apenas dois cúbitos de circunferência. Domnus, que era Bispo de Antioquia, ao visitar Simeão, ficou estupefato com a singularidade de sua posição e de seu modo de vida, ficando desejo em possuir em sua vida uma maior interação mística. Eles combinaram de se encontrarem para juntos celebrarem os Divinos Mistérios, e tendo consagrado os santos dons, ministraram um ao outro a comunhão vivificante. 
Este homem, querendo viver na carne a natureza das hostes celestes, elevou-se acima das preocupações mundanas, e, sobrepujando a tendência da natureza humana para a decadência, dirigiu sua intenção para as coisas do alto; colocado entre a terra e os Céus, entrou em comunhão com Deus, e se uniu com os anjos na adoração a Ele. Da terra, oferecia suas intercessões por toda a humanidade, e dos Céus, se derramava sobre eles o favor Divino. 
Um relato de seus milagres foi escrito por um daqueles que os testemunharam, e um registro eloquente por Teodoreto, Bispo de Chipre, apesar de ambos terem omitido um episódio particular, cuja lembrança é ainda viva nos habitantes do santo deserto, dos quais aprendi o que se segue:
"Quando Simeão, esse anjo sobre a terra, esse cidadão da Jerusalém Celeste ainda em carne, inventou esse estranho e até então desconhecido caminho, os habitantes do santo deserto enviaram uma pessoa até ele, levando com um pedido para que desse uma razão para hábito tão singular, a saber, o porquê, abandonando o caminho trilhado pelos santos, ele perseguia outro ignorado pela humanidade; e, mais ainda, para que ele descesse [do pilar] e percorresse o caminho dos Padres. Eles, ao mesmo tempo, deram ordens para que se ele manifestasse prontidão em descer, que ficasse livre para percorrer o caminho que escolhesse, já que sua obediência seria prova suficiente que perseverou guiado por Deus: mas que ele fosse retirado pela força caso manifestasse repúdio ou, se seduzido por sua própria vontade, recusasse ser guiado implicitamente pelo pedido. 
Quando a pessoa delegada chegou e anunciou o pedido dos Padres, Simeão, seguindo a injunção, deu imediatamente um passo para a frente. Então o delegado o declarou livre par seguir seu próprio caminho, dizendo, 'seja corajoso e continue; o lugar que você escolheu é de Deus'. 
Esta circunstância, que é omitida por aqueles que escreveram sobre ele, é, segundo penso, digna de ser lembrada. Em tão grande medida ele foi tomado pela graça divina, que, quando Teodósio proclamou uma lei de que as sinagogas que foram tomadas pelos cristãos fossem restauradas aos judeus de Antioquia, ele escreveu ao Imperador com censura tão veemente e livre, como se não se subordinasse a ninguém senão a seu soberano imediato, que Teodósio reviu sua ordem, e favoreceu aos cristãos em todos os aspectos, depondo, inclusive, o prefeito que havia sugerido a medida. 
[...] Simeão prosseguiu nesse modo de vida por cinquenta e seis anos, nove dos quais ele passou no primeiro mosteiro, onde foi instruído no conhecimento divino, e quarenta e sete em Mandra[...].''

Cf. Evagrius Scholasticus, História Eclesiástica 
Livro I, Capítulo XIII: Simeão, o estilita.5


Oração Antes de Ler as Escrituras
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

2 Coríntios 13:3-13

3 Visto que buscais uma prova de Cristo que fala em mim, o qual não é fraco para convosco, antes é poderoso entre vós. 4 Porque, ainda que foi crucificado por fraqueza, vive, contudo, pelo poder de Deus. Porque nós também somos fracos nele, mas viveremos com ele pelo poder de Deus em vós.5 Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados. 6 Mas espero que entendereis que nós não somos reprovados. 7 Ora, eu rogo a Deus que não façais mal algum, não para que sejamos achados aprovados, mas para que vós façais o bem, embora nós sejamos como reprovados. 8 Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade. 9 Porque nos regozijamos de estar fracos, quando vós estais fortes; e o que desejamos é a vossa perfeição. 10 Portanto, escrevo estas coisas estando ausente, para que, estando presente, não use de rigor, segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição. 11 Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco. 12 Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. 13 Todos os santos vos saúdam.

Marcos 4:35-41
35 Naquele dia, quando já era tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado. 36 E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia com ele também outros barcos. 37 E se levantou grande tempestade de vento, e as ondas batiam dentro do barco, de modo que já se enchia. 38 Ele, porém, estava na popa dormindo sobre a almofada; e despertaram-no, e lhe perguntaram: Mestre, não se te dá que pereçamos? 39 E ele, levantando-se, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E cessou o vento, e fez-se grande bonança. 40 Então lhes perguntou: Por que sois assim tímidos? Ainda não tendes fé? 41 Encheram-se de grande temor, e diziam uns aos outros: Quem, porventura, é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?

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COMENTÁRIO

«Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça. Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação. Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice. Vós, que temeis o Senhor, esperai em sua misericórdia, não vos afasteis dele, para que não caiais; vós, que temeis o Senhor, tende confiança nele, a fim de que não se desvaneça vossa recompensa. Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria. Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações se encherão de luz. Considerai, meus filhos, as gerações humanas: sabei que nenhum daqueles que confiavam no Senhor foi confundido. Pois quem foi abandonado após ter perseverado em seus mandamentos? Quem é aquele cuja oração foi desprezada? Pois Deus é cheio de bondade e de misericórdia, ele perdoa os pecados no dia da aflição. Ele é o protetor de todos os que verdadeiramente o procuram.»
Jesus, Filho de Sirac, 
Livro da Sabedoria de Jesus, Ben Sirac 
(Eclesiástico) 2:1-13

ORAÇÃO

Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR. Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira. Muitas são, SENHOR meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar. Não retires de mim, SENHOR, as tuas misericórdias; guardem-me continuamente a tua benignidade e a tua verdade. Porque males sem número me têm rodeado; as minhas iniquidades me prenderam de modo que não posso olhar para cima. São mais numerosas do que os cabelos da minha cabeça; assim desfalece o meu coração. Digna-te, SENHOR, livrar-me: SENHOR, apressa-te em meu auxílio. Sejam à uma confundidos e envergonhados os que buscam a minha vida para destruí-la; tornem atrás e confundam-se os que me querem mal. Desolados sejam em pago da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah! Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam; digam constantemente os que amam a tua salvação: Magnificado seja o SENHOR. Mas eu sou pobre e necessitado; contudo o Senhor cuida de mim. Tu és o meu auxílio e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus.
Salmo 39(40): 1-5,11-17

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terça-feira, 6 de setembro de 2022

13ª Terça-feira Depois de Pentecostes

06 de Setembro de 2022 (CC) / 24 de Agosto (CE)
Santo Eutíquio, Hieromártir discípulo de São João, o Teólogo (séc. I);
São Simeão, o Estilita
Tom 3



São João, o Teólogo, referindo-se ao que tem o genuíno Espírito de Deus dizia: 
«Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus» (1 Jo 4:2). 
Uma destas pessoas era Santo Eutíquio, discípulo de São João, o Teólogo, que provou reiteradamente em sua vida que era realmente uma pessoa de Jesus Cristo. Anunciou com muito vigor a palavra de Deus, colocou a baixo muitos templos pagãos, sofreu muitas torturas e padeceu durante um longo tempo na prisão. 
Finalmente, foi jogado no fogo, depois, deixado às bestas famintas, quando a mão de Deus se fez presente e um destes animais começou a falar com voz humana. Mas, ficaram ainda mais assombrados por não encontrarem, após tantas torturas, nenhum ferimento no corpo do santo. Por todos estes acontecimentos maravilhosos permitiram que ficasse em liberdade em sua cidade, Sebaste, onde mais tarde, entregou pacificamente o seu espírito a Deus.


O Primeiro Concílio Ecumênico (Nicéia, 325) decretou que o ano eclesial começasse em 1º. de setembro. Para os antigos hebreus, o mês de setembro era o início do ano civil (Êxodo 23:16), mês de realizar-se a colheita e de ofertar ações de graças a Deus. Foi na ocasião desta festa em que o Senhor Jesus entrou numa sinagoga em Nazaré (Lucas 4: 16-21), abriu o livro do Profeta Isaías e leu as palavras: 
«O Espírito do Senhor repousa sobre Mim para pregar boas-novas aos humildes; enviou-me para reerguer o angustiado, proclamar a liberdade aos cativos, abrir a prisão aos aprisionados e proclamar um ano da graça do Senhor, o dia da vingança de nosso Deus e confortar todos os aflitos»(Isaías 61: 1-2). 
O mês de setembro também é de suma importância para a história do Cristianismo, porque o Imperador Constantino, o Grande, derrotou Maxêncio, inimigo da fé cristã, em setembro. Após a vitória, Constantino conferiu liberdade de confissão à Fé Cristã em todo o Império Romano. Por muito tempo, o ano civil do mundo cristão seguia o ano eclesial com o início em 1º de setembro. Mais tarde, o ano civil foi modificado, transferindo seu começo para 1º de janeiro. Primeiramente, a mudança ocorreu na Europa Ocidental e, tempos mais tarde, na Rússia, sob Pedro, o Grande. 
A partir do ano de 1492, o Ano Novo era celebrado na Rússia como um feriado religioso Estatal. O significado do serviço de Ano Novo era a lembrança do sermão do Salvador na sinagoga de Nazaré, quando Jesus Cristo disse que Ele veio “para curar os quebrantados de coração ... para pregar o ano favorável do Senhor”. 
Na Rússia, no século 17, o Czar Alexei Mikhailovich e todo o povo de Moscou, dedicaram o dia de ano novo a atos de misericórdia. Nenhum mendigo saia de casa sem consolo - todos eram ricamente socorridos. Doavam-se roupas e sapatos e um fato jantar lhes era oferecido durante a Festa. As pessoas simples recebiam muitos presentes e os prisioneiros era visitados nas masmorras.

No dia 1 de setembro de 1699, foi a última vez que o rito foi realizado, na presença de Pedro, que, sentado no trono instalado na praça da Catedral do Kremlin em traje real, recebeu uma bênção do Patriarca e felicitou o povo pelo Ano Novo. Desde então, a celebração do Ano Novo da Igreja em 1º de setembro não foi celebrada com a antiga solenidade, embora o Typikon ainda considere este dia como um pequeno feriado do Senhor "O início da Indicção, ou seja, o Novo Verão", combinado com a Divina Liturgia em homenagem a São Simeão, o Estilita, cuja memória cai na mesma data.
Leituras Comemorativas 
1 Timóteo 2:1-7
Lucas 4:16-22
 
O texto do Evangelhos narra como o Senhor Jesus Cristo leu numa sinagoga de Nazaré a profecia de Isaías (Isaías 61. 1-2) sobre a chegada de um  verão favorável  (Lucas 4: 16-22). A Tradição conecta este evento com o dia 1º de setembro. O Menologion de Basílio II (século X) diz: "Desde então, Ele deu aos cristãos esta festa sagrada" (PG. 117. Col. 21). 
São Simeão, o Estilita

Simeão, de santa e famosa memória, deu origem ao costume de ficar em pé no topo de uma coluna, ocupando um lugar pequeno de apenas dois cúbitos de circunferência. Domnus, que era Bispo de Antioquia, ao visitar Simeão, ficou estupefato com a singularidade de sua posição e de seu modo de vida, ficando desejoso em possuir em sua vida uma maior interação mística. Eles combinaram de se encontrarem para juntos celebrarem os Divinos Mistérios, e tendo consagrado os santos dons, ministraram um ao outro a comunhão vivificante. 
Este homem, querendo viver na carne a natureza das hostes celestes, elevou-se acima das preocupações mundanas, e, sobrepujando a tendência da natureza humana para a decadência, dirigiu sua intenção para as coisas do alto: Colocado-se entre a terra e os Céus, entrou em comunhão com Deus, e se uniu com os anjos na adoração a Ele: Da terra, oferecia suas intercessões por toda a humanidade, e dos Céus, se derramava sobre eles o favor Divino.  
Um relato de seus milagres foi escrito por um daqueles que os testemunharam, e um registro eloquente por Theodoreto, Bispo de Chipre. Apesar de ambos terem omitido um episódio particular, cuja lembrança é ainda viva nos habitantes do santo deserto de quem aprendi o que se segue:  
Quando Simeão, esse anjo sobre a terra, esse cidadão da Jerusalém Celeste ainda em carne, inventou esse estranho e até então desconhecido caminho, os habitantes do santo deserto enviaram uma pessoa até ele, levando com um pedido para que desse uma razão para hábito tão singular, a saber, o porquê, abandonando o caminho trilhado pelos santos, ele perseguia outro ignorado pela humanidade; e, mais ainda, para que ele descesse [do pilar] e percorresse o caminho dos Padres. Eles, ao mesmo tempo, deram ordens para que se ele manifestasse prontidão em descer, que ficasse livre para percorrer o caminho que escolhesse, já que sua obediência seria prova suficiente que perseverou guiado por Deus; mas, que ele fosse retirado pela força caso manifestasse repúdio ou, se seduzido por sua própria vontade, recusasse ser guiado implicitamente pelo pedido.  
Quando a pessoa delegada chegou e anunciou o pedido dos Padres, Simeão, seguindo a injunção, deu imediatamente um passo para a frente. Então o delegado o declarou livre par seguir seu próprio caminho, dizendo: 
«seja corajoso e continue: o lugar que você escolheu é de Deus».  
Esta circunstância, que é omitida por aqueles que escreveram sobre ele, é, segundo penso, digna de ser lembrada. Em tão grande medida ele foi tomado pela graça divina, que, quando Theodósio proclamou uma lei de que as sinagogas que foram tomadas pelos cristãos fossem restauradas aos judeus de Antioquia, ele escreveu ao Imperador com censura tão veemente e livre, como se não se subordinasse a ninguém senão a seu soberano imediato, que Theodósio reviu sua ordem, e favoreceu aos cristãos em todos os aspectos, depondo, inclusive, o prefeito que havia sugerido a medida.  
[...] Simeão prosseguiu nesse modo de vida por cinquenta e seis anos, nove dos quais ele passou no primeiro mosteiro, onde foi instruído no conhecimento divino, e quarenta e sete em Mandra[...].''  
Cf. Evagrius Scholasticus, História Eclesiástica 
Livro I, Capítulo XIII: Simeão o estilita.5
 

 
Oração Antes de Ler as Escrituras
 
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém! 

2 Coríntios 8:16-9:5

16 Mas, graças a Deus, que pôs a mesma solicitude por vós no coração de Tito; 17 Pois aceitou a exortação, e muito diligente partiu voluntariamente para vós. 18 E com ele enviamos aquele irmão cujo louvor no evangelho está espalhado em todas as igrejas. 19 E não só isto, mas foi também escolhido pelas igrejas para companheiro da nossa viagem, nesta graça que por nós é ministrada para glória do mesmo Senhor, e prontidão do vosso ânimo; 20 Evitando isto, que alguém nos vitupere por esta abundância, que por nós é ministrada; 21 Pois zelamos do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens. 22 Com eles enviamos também outro nosso irmão, o qual muitas vezes, e em muitas coisas, já experimentamos ser diligente, e agora muito mais diligente ainda pela muita confiança que em vós tem. 23 Quanto a Tito, é meu companheiro, e cooperador para convosco; quanto a nossos irmãos, são embaixadores das igrejas e glória de Cristo. 24 Portanto, mostrai para com eles, e perante a face das igrejas, a prova do vosso amor, e da nossa glória acerca de vós. 1 Quanto à administração que se faz a favor dos santos, não necessito escrever-vos; 2 Porque bem sei a prontidão do vosso ânimo, da qual me glorio de vós para com os macedônios; que a Acaia está pronta desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado muitos. 3 Mas enviei estes irmãos, para que a nossa glória, acerca de vós, não seja vã nesta parte; para que (como já disse) possais estar prontos, 4 A fim de, se acaso os macedônios vierem comigo, e vos acharem desapercebidos, não nos envergonharmos nós (para não dizermos vós) deste firme fundamento de glória. 5 Portanto, tive por coisa necessária exortar estes irmãos, para que primeiro fossem ter convosco, e preparassem de antemão a vossa bênção, já antes anunciada, para que esteja pronta como bênção, e não como avareza.

Marcos 3:13-19

13 E subiu ao monte, e chamou para si os que ele quis; e vieram a ele. 14 E nomeou doze para que estivessem com ele e os mandasse a pregar, 15 E para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios: 16 A Simão, a quem pôs o nome de Pedro, 17 E a Tiago, filho de Zebedeu, e a João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, que significa: Filhos do trovão; 18 E a André, e a Filipe, e a Bartolomeu, e a Mateus, e a Tomé, e a Tiago, filho de Alfeu, e a Tadeu, e a Simão, o Cananita, 19 E a Judas Iscariotes, o que o entregou.

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