terça-feira, 17 de março de 2015

4ª Terça-feira da Grande Quaresma

4ª SEMANA DA GRANDE QUARESMA
17 de Março de 2015 (CC) - 04 de Março (CE)
São Gerásimo do Jordão, monge († 475)
7º Modo 



São Gerásimo nasceu em Lycia, Ásia Menor, onde abraçou a vida de eremita. Logo mudou-se para a Palestina e, por algum tempo, caiu nas heresias eutiquianas, mas Santo Eutímio o devolveu à verdadeira fé. Mais tarde, parece ter estado em várias comunidades da Tebaida, retornando, finalmente para a Palestina onde se tornou um amigo próximo de São João, o silencioso, de São Savas, de São Teoctisto e de Santo Atanásio de Jerusalém. Eram tantos os que o seguiam que o santo fundou um monastério com sessenta células, próximo da Jordânia e um convento para os iniciantes. Seus monges observavam rigorosamente o silêncio, dormiam em camas de junco e nunca acendiam fogo no interior das células, mesmo que as portas tivessem de ser mantidas sempre abertas. Alimentavam-se normalmente de pão, tâmaras e água, e dividiam o tempo entre a oração e o trabalho manual. A cada monge era atribuída uma tarefa específica que deveria estar pronto no sábado seguinte. Embora a regra já fosse muito severa, São Gerásimo a fazia ainda mais rigorosa para si próprio, e nunca deixou de fazer penitência em reparação por sua queda na heresia eutiquiana. Conta-se que, durante a Quaresma, o seu único alimento era a Eucaristia. Santo Eutímio lhe dedicava tal estima que lhe enviava, através dos seus discípulos, aqueles de seus seguidores que se sentiam chamados à mais alta perfeição. A fama de São Gerasimo só não era maior que a de São Savas. O ano de 451, durante o Concílio de Calcedônia, o seu nome ressoou por todo o Oriente. O monastério que havia fundado ainda florescia um século depois de sua morte. 
No «Prado Espiritual» João Mosco deixou-nos uma história encantadora. Num certo dia em que o  santo se encontrava às margens do Jordão, aproximou-se dele, mancando dolorosamente, um leão. Gerásimo examinou sua pata ferida, extraiu dela um pontiagudo espinho, lavou e fechou a pata da fera. Desde então, o leão saiu mais de perto do santo, e era tão dócil como qualquer outro animal de estimação. No monastério havia um burro que os monges se valiam dele para buscar água, e o leão era posto então para protegê-lo enquanto pastava. Num certo dia, alguns comerciantes árabes roubaram o pobre asno, e o leão teria voltado só para o monastério com os olhos muito tristes. O abade lhe disse, então: «Tu comeste o asno? Bendito seja Deus por isso! Mas, a partir de agora, farás o seu trabalho». O leão tinha de transportar água para a comunidade. Pouco tempo depois os mercadores árabes retornaram com o burro e três camelos; o leão lhes pôs em fuga e, segurando entre suas presas o cabresto do asno, o conduziu triunfalmente ao monastério junto com os camelos. São Gerásimo reconheceu seu erro e deu ao leão o nome de Jordânia. Quando o velho abade morreu, o leão estava inconsolável. O novo abade disse: «Jordânia, nosso amigo deixou-nos órfãos para ir se ao encontro do Senhor a quem ele servia, mas tu precisas continuar comendo». Mas o leão continuou rugindo tristemente. Finalmente o abade, chamado Savácio conduziu o leão até a tumba Gerásimo e, ajoelhando-se ao seu lado, disse: «Aqui está sepultado o teu mestre». O leão deitou-se no túmulo e começou a bater a cabeça contra o chão, ninguém conseguiu tirá-lo de lá e, alguns dias depois, foi encontrado morto. Segundo alguns autores, o leão que se tornou o símbolo de São Jerônimo, era na verdade de São Gerásimo. A confusão deriva provavelmente da grafia «Geronimus» de certos documentos.Fonte: Ecclesia


HORA SEXTA

Isaías 25:1-9

1 Ó Senhor, tu és o meu Deus; exaltarte-ei a ti, e louvarei o teu nome; porque fizeste maravilhas, os teus conselhos antigos, em fidelidade e em verdade. 2 Porque da cidade fizeste um montão, e da cidade fortificada uma ruína, e do paço dos estranhos, que não seja mais cidade; e ela jamais se tornará a edificar. 3 Pelo que te glorificará um povo poderoso; e a cidade das nações formidáveis te temerá: 4 Porque tens sido a fortaleza do pobre, a fortaleza do necessitado na sua angústia, refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor, pois o assopro dos violentos é como a tempestade contra o muro. 5 Como o calor em lugar seco, tu abaterás o tumulto dos estranhos; como se abranda o calor pela sombra da espessa nuvem, assim acabará o cântico dos violentos. 6 E o Senhor dos exércitos dará neste monte a todos os povos um banquete de coisas gordurosas, banquete de vinhos puros, de coisas gordurosas feitas de tutanos, e de vinhos puros, bem purificados. 7 E destruirá neste monte a coberta que cobre todos os povos, e o véu que está posto sobre todas as nações. 8 Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo; porque o Senhor o disse. 9 E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus; por ele temos esperado, para que nos salve. Este é o Senhor; por ele temos esperado; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos.


VÉSPERAS

Gênesis 9:8-17

8 E Deus falou com Noé e seus filhos que estavam com ele, dizendo-lhes:
9 "Eis que estabeleci a minha aliança convosco e com a vossa descendência depois de vós,
10 e com todas as criaturas convosco, dos pássaros e dos animais, e com todos os animais selvagens da terra; quantos estão convosco, de todos os que saíram da arca.
11 Eu estabelecerei a minha aliança convosco e não mais deverá acontecer de toda a carne perecer pelas águas do dilúvio; não haverá mais um dilúvio de águas para destruir toda a Terra."
12 E o Senhor Deus disse mais a Noé: "Este é o sinal da aliança que ponho entre mim e vós, e entre toda criatura vivente que está convosco, por gerações perpétuas:
13 Coloco o meu arco nas nuvens, e será um sinal da aliança entre mim e a Terra.
14 Virá a ser que quando Eu reunir as nuvens sobre a terra o meu arco será visto nas nuvens.
15 Então, lembrar-me-ei do meu pacto, que há entre mim e vós e entre toda a alma vivente em toda a carne; e não haverá mais água para um dilúvio, de modo a exterminar toda a carne.
16 O meu arco estará nas nuvens e Eu irei olhar para lembrar da aliança eterna entre mim e a Terra, e entre toda a alma vivente de toda a carne que está sobre a Terra."
17 E Deus disse para Noé: "Este é o sinal da aliança que tenho feito entre mim e toda a carne que está sobre a Terra."

Provérbios 12:8-22

8 Segundo o seu entendimento é louvado o homem; mas o perverso decoração é desprezado. 9 Melhor é o que é estimado em pouco e tem servo, do que quem se honra a si mesmo e tem falta de pão. 10 O justo olha pela vida dos seus animais; porém as entranhas dos ímpios são crueis. 11 O que lavra a sua terra se fartará de pão; mas o que segue os ociosos é falto de entendimento. 12 Deseja o ímpio o despojo dos maus; porém a raiz dos justos produz o seu próprio fruto. 13 Pela transgressão dos lábios se enlaça o mau; mas o justo escapa da angústia. 14 Do fruto das suas palavras o homem se farta de bem; e das obras das suas mãos se lhe retribui. 15 O caminho do insensato é reto aos seus olhos; mas o que dá ouvidos ao conselho é sábio. 16 A ira do insensato logo se revela; mas o prudente encobre a afronta. 17 Quem fala a verdade manifesta a justiça; porém a testemunha falsa produz a fraude. 18 Há palrador cujas palavras ferem como espada; porém a língua dos sábios traz saúde. 19 O lábio veraz permanece para sempre; mas a língua mentirosa dura só um momento. 20 Engano há no coração dos que maquinam o mal; mas há gozo para os que aconselham a paz. 21 Nenhuma desgraça sobrevém ao justo; mas os ímpios ficam cheios de males. 22 Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor; mas os que praticam a verdade são o seu deleite.


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