sexta-feira, 13 de outubro de 2023

19ª Sexta-feira Depois de Pentecostes

13 de Outubro de 2023 (CC) / 30 de Setembro (CE)
São Gregório, o Iluminador, mártir, bispo da Grande Armênia († 330)
Jejum (Azeite é permitido)
Tom 1


Apóstolo armênio de origem nobre, nascido em Valarxabad, originalmente um monge cipriota, juntou-se a comunidade do Monte Sinai e fez freqüentes viagens pela Palestina, passando  a ser chamado de «o Iluminador», por ter levado o povo armênio ao cristianismo. 
 
Tornado escravo durante a invasão persa e comprado por um cristão da Capadócia, ao retornar à Armênia, de colaborador e conselheiro do rei, tornou-se prisioneiro de Tirídates III, seu primo e rei da Armênia. Ao ser descoberto como cristão foi condenado a 14 anos de prisão. Porém conseguiu converter o próprio rei ao cristianismo (301), após curá-lo milagrosamente de uma doença contagiosa. O rei mandou que batizasse toda a sua corte, passando a adotar o cristianismo como religião oficial do Estado e Gregório tornou-se Patriarca da Armênia. 
Através da sua pregação uma nova luz raiou na longa história do povo armênio, e a fé uniu-se de maneira inseparável à identidade nacional. A fé cristã radicou-se de modo permanente nesta terra, situada à volta do Monte Ararat, e a palavra do Evangelho influenciou profundamente a língua, a vida familiar, a cultura e a arte do povo armênio. Tornou-se bispo metropolitano da Capadócia (302) e líder da jovem Igreja armênia, tendo sido sucedido por seu filho Aristaques como chefe supremo dos cristãos, retirando-se à vida solitária e, desse modo, preparando-se para a morte. 
É venerado no dia 30 de setembro como o Apóstolo e Padroeiro da Armênia.

Oração Antes de Ler as Escrituras  
Faz brilhar em nossos corações a Luz do Teu divino conhecimento, ó Senhor e Amigo do homem; e abre os olhos da nossa inteligência para que possamos compreender a mensagem do Teu Santo Evangelho. Inspira-nos o temor aos Teus Santos mandamentos, a fim de que, vencendo em nós os desejos do corpo, vivamos segundo o espírito, orientando todos os nossos atos segundo a Tua vontade; pois Tu És a Luz das nossas almas e dos nossos corpos, ó Cristo nosso Deus e nós Te glorificamos a Ti e ao Teu Pai Eterno e ao Espírito Santo, Bom e Vivificante, eternamente, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém!

Filipenses 1:27:2-4

Fragmento 239 - Irmãos, deveis portar-vos dignamente conforme o Evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do Evangelho. E em nada vos espanteis dos que resistem, o que para eles, na verdade, é indício de perdição, mas para vós de salvação, e isto de Deus. Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer n’Ele, como também padecer por Ele, tendo o mesmo combate que já em mim tendes visto e agora ouvis estar em mim. Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

Lucas 6:17-23

Fragmento 24 - Naquela época, Jesus descendo com eles, parou em uma planície, na companhia de Seus discípulos, e uma grande multidão de povo de toda a Judeia e Jerusalém, e do litoral de Tiro e de Sidom, que tinham vindo para ouvi-Lo, e para serem curados das suas enfermidades; e os que eram atormentados por espíritos imundos, e eles eram curados. E toda a multidão procurava tocar-Lhe; porque saía virtude dele, e curava a todos. E ele levantando os olhos para os Seus discípulos, disse:

Bem-aventurados sois vós, os pobres; porque vosso é o reino de Deus.
Bem-aventurados sois vós, que agora tendes fome; porque sereis fartos.
Bem-aventurados sois vós, que agora chorais; porque haveis de rir. 
Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, e quando eles vos separarem da sua companhia, e vos insultarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do Homem. Regozijai-vos nesse dia, e salteis de alegria, porque eis que é grande a vossa recompensa no céu; porque de maneira semelhante faziam os seus pais aos profetas.

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“Ao justo Sua Paciência o Leva Para a Glória”

Após falar sobre a pobreza, que tanta felicidade proporciona, o Senhor seguiu dizendo: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Queridíssimos irmãos, o pranto ao qual está vinculado um consolo eterno é distinto da aflição deste mundo. Os lamentos que se escutam neste mundo não tornam ninguém feliz. É muito distinta a razão de ser dos gemidos dos santos, a causa que produz lágrimas felizes.

A santa tristeza lamenta o pecado, o alheio e o próprio. E a amargura não é motivada pela maneira de agir da justiça divina, mas pela maldade humana. E, neste sentido, deve-se lamentar mais a atitude do que age mal, do que a situação daquele que tem que sofrer por causa do malvado, porque ao injusto sua malícia termina no castigo; porém, ao justo sua paciência o leva para a glória.

Segue o Senhor: Bem-aventurados os sofredores, porque eles herdarão a terra. Promete-se a posse da terra aos sofredores e aos mansos, aos humildes e simples, e aos que estão “dispostos a tolerar todo o tipo de injustiças. Não se deve olhar esta herança como desprezível e desfragmentada, como se estivesse separada da pátria celestial; do contrário, não se compreende quem poderia entrar no Reino dos Céus.

Porque a terra prometida aos sofredores, em cuja posse os mansos entrarão, é a carne dos santos. Esta carne viveu em humilhação, por isso mereceu uma ressurreição que a transforma e a reveste de imortalidade gloriosa, sem temer nada que possa contrariar ao espírito, sabendo que sempre estarão de comum acordo. Porque, nesse caso, o homem exterior será a possessão pacífica e inamissível do homem interior.

E, assim, os sofredores herdarão em paz perpétua e sem prejuízo algum a terra prometida, quando este corruptível se revista de incorrupção, e este mortal se revista de imortalidade.

“São Leão, o Grande, Patriarca de Roma (séc. V)

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